domingo, 10 de outubro de 2010

XXII CONGRESSO PROVINCIAL OCDS - 3º DIA - MANHÃ

A manhã do terceiro dia do congresso iniciou-se com celebração eucarística e laudes, presidida por nosso provincial, Frei Alzinir, e concelebrada por frei Marcos Juchem, Frei Afonso e Frei Geraldo Bolentini.

assembléia

ministério de música


No final da missa o novo Conselho e a Nova Presidente foram apresentados ao Provincial Frei Alzinir

Em seguida a palestra ministrada pelo casal da Província do sul, Mário e Beatriz, com o tema " Caridade fraterna:desapego e humildade."

Frei Alzinir leu e publicou a intimação oficial para o recreio: "Baile da Vassoura".

Após, nosso Provincial pregou sob o tema "Caminho para a Perfeição".
'

EVANGELHO DO DIA - 10/10/10

XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Fé e gratidão
EVANGELHO (São Lucas 17,11-19)

11Aconteceu que, caminhando para Jerusalém, Jesus passava entre a Samaria e a Galileia. 12Quando estava para entrar num povoado, dez leprosos vieram ao seu encontro. Pararam à distância, 13e gritaram: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!”
14Ao vê-los, Jesus disse: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”.
Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. 15Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; 16atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano.
17Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? 18Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” 19E disse-lhe: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”.

- Palavra da salvação.
- Glória a vós, Senhor.

MEDITANDO O EVANGELHO

Na sua primeira pregação na sinagoga de Nazaré, citará Jesus o fato da cura de Naamã, o sírio (Lc 4,27) – o único curado por Eliseu, de preferência a todos os leprosos israelitas – para demonstrar que não é a salvação privilégio reservado aos israelitas, mas dom oferecido a todos os homens. Semelhante sucesso terá lugar mais tarde quando, na última viagem a Jerusalém, Jesus cura dez leprosos, dos quais um só – o estrangeiro – repetirá o gesto agradecido de Naamã e receberá, junto com a saúde física, o dom da salvação (Lc 17,11-19. Evangelho). O grupo desses dez infelizes encontrou-se com Jesus: “Pararam ao longe e, aos gritos, lhe diziam: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!” (ibidem, 12-13). É um brado de confiança neste Jesus, cujos milagres ouviram contar e cuja compaixão pelas misérias humanas ouviram louvar; brado que é ouvido. Todavia, lhes impõe o Senhor uma condição: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes” (ibidem, 14). O que exigia a lei mosaica ao leproso já curado, para inspeção de sua cura (Lv 14,2), Jesus o exige dos dez, antes mesmo de serem curados, realçando assim o valor da obediência à lei. Enquanto iam cumprir a ordem, sentiram-se curados. Idêntica cura para todos, mas não idêntica reação. “Então um deles, ao ver-se curado, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz, e lançou-se por terra aos pés de Jesus, dando-lhe graças. E era um samaritano” (ibidem, 15-16). Os outros noves não sentem necessidade de voltar para agradecer; talvez porque, como membros do povo escolhido, consideram-se com direito aos dons de Deus. Enquanto que o samaritano, estrangeiro como é, não julga ter tal direito e, considerando-se indigno do favor de Deus, acolhe-o com coração humilde e agradecido. Esta atitude de humildade e reconhecimento dispõe-no a outro favor ainda maior, o da salvação: “Levanta-te e vai: tua fé te salvou” (ibidem, 19).

Gabriel de Sta. Mª Madalena, O.C.D.

XXVII CONGRESSO PROVINCIAL OCDS - 2ª DIA - TARDE - NOITE

Durante a realização da assembléia eleitoral com os delegados de cada comunidade, foram realizadas paralelamente com os demais participantes do congresso oficinas de Oração Teresiana coordenadas por Maria Eduarda Barbosa, ocds, Frei Geraldo Luís Boletini, ocd, Frei Max Felizardo da Silva, ocd e Frei Claudiano de Aragão Lima, ocd.

Na segunda parte da tarde, Frei Marcos Juchem, ocd, Definidor da OCD para a América Latina e Caribe, proferiu palestra com o tema: "O essencial na oração é amarmos muito".




Às 18h, tivemos a celebração eucarística presidida por Frei Marcos Juchem, onde houve a posse no presidente provincial OCDS, Maria Eduarda, e do novo conselho.

momento da ofertório

Maria Eduarda, Frei Geraldo Boletini, Frei Marcos Juchem e Frei Geraldo Afonso

No jantar, presença dos casais carmelitas

Feirinha

Feirinha



À noite, tivemos o momento mariano preparado por Iris Gomes da Costa, da Comunidade Santa Teresinha Doutora da Igreja, de Niterói-RJ



XXVII CONGRESSO PROVINCIAL OCDS - 2º DIA - TARDE - ELEIÇÕES PROVINCIAIS

Antes do almoço, Ana Maria Scarabelli recebeu uma homenagem especial e ganhou de presente um quadro de Santa Teresa.

Às 14h, foi dado início à assembleia eleitoral. No primeiro escrutínio Lis Leslis e Izabel, ambas de Belo Horizonte, obtiveram cinco votos cada, Maria Eduarda, de Barra do Piraí-RJ, obteve 12 votos e Maria Aparecida de Paula, de Franca-SP, obteve 10 votos.


No segundo escrutínio, concorreram as duas mais votadas. Maria Aparecida de Paula obteve 13 votos e Maria Eduarda foi eleita com 18 votos.


momento de expectativa na apuração dos votos

A presidente eleita recebe o abraço de Ana Scarabelli

Maria Eduarda se emociona

Maria Eduarda diz SIM ao Delegado Provincial


Palavras de agradecimento

O "alívio" das que "escaparam"

Ana Scarabelli recebe a esteira para o seu descanso e Maria Eduarda recebe a vassoura para o seu serviço

Maria Eduarda recebe a "coroa" de Ana Scarabelli

Maria Eduarda, com a coroa e o manto real



o novo conselho provincial


sábado, 9 de outubro de 2010

MARIA EDUARDA É ELEITA A NOVA PRESIDENTE PROVINCIAL OCDS

Maria Eduarda Barboza de Souza, da Comunidade Pequena Flor de Santa Teresinha, de Barra do Piraí-RJ, foi eleita às 15h de hoje como presidente provincial OCDS da Província São José para o triênio 2010-1013, com 18 dos 31 votos no segundo escrutínio da assembléia eleitoral.
Maria Eduarda, muito emocionada, falou aos delegados presentes e agradeu a confiança nela depositada.



XXVII CONGRESSO PROVINCIAL OCDS - 2º DIA - MANHÃ

A manhã do segundo dia do XXVII Congresso Provincial OCDS iniciou-se às 07h com Laudes e Meditação conduzida por Frei Geraldo Boletini, ocd, o qual após o café da manhã, proferiu sua palestra com o tema: 'Livro da Vida - Oração do Coração".





Após o intervalo, houve uma mesa redonda com o conselho provincial fazendo uma retrospectiva do triênio 2007-2010. Falaram Frei Afonso (delegado provincial), Elisa, Jovita (norte), Paulo Scarabelli, Eduardo Manfredini, Rose Piotto, Marilene Bueno, Efigênia Ribeiro (nordeste), Alencastro (tesoureiro) e Ana Scarabelli.

XXVII CONGRESSO PROVINCIAL OCDS - 1º DIA

Iniciou-se hoje o XXVII Congresso Provincial OCDS, com o tema: ORAÇÃO: CAMINHO PARA A PERFEIÇÃO e lema: O ESSENCIAL EM NOSSA ORAÇÃO É AMARMOS MUITO.
O congresso iniciou-se com celebração eucarística às 16h. Em seguida, tivemos o jantar, oportunidade em que houve o reencontro de muitos amigos.
Em seguida, houve um momento de homenagem aos falecidos da Ordem deste ano, onde todos acenderem velas.  Após houve a abertura oficial do congresso, com a apresentação dos membros da comissão de preparação, a palavra do nosso delegado provincial, Frei Afonso, e da nossa presidente provincial, Ana Maria Scarabelli.




quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Intimidade Divina - 07/10/2010

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO
Bem-aventurada sois, Virgem Maria, que conserváveis a palavra de Deus, meditando-a no coração (Lc 2,19)
A festa de hoje foi instituída há cerca de quatro séculos, em memória e ação de graças, pelas grandes vitórias que os cristãos obtiveram mediante o Rosário de Maria. Já há tempos e em diversos ambientes havia penetrado o uso de recitarem, todos os dias, certo número de ave-marias intercaladas, em cada dezena, por um pai-nosso. Pouco a pouco, foram acrescentando, a cada dezena, a consideração de um dos principais mistérios da vida de Jesus. Depois dividiram este Rosário em três partes de cinco dezenas cada uma, como rezamos hoje. Assim organizado, o Rosário é verdadeira meditação evangélica feita com Maria. Procuramos imitar a sua atitude diante do que via, e ouvia do Filho: “Conservava todas essas coisas, meditando-as em seu coração” (Lc 2,19). A primeira palavra que a Virgem ouviu, referente a Jesus, foi a do Anjo: “Eis que conceberás e darás à luz um Filho a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, e será chamado Filho do Altíssimo” (Lc 1,31-32).
Quantos momentos obscuros teve Nossa Senhora na vida! A dúvida de José, a pobreza de Belém, a fuga para o Egito e tantos outros ainda! Neles terá Nossa Senhora recordado e meditado as palavras do Anjo. Jesus é o Filho do Altíssimo! Podem os homens persegui-lo até a morte, todavia triunfará: “Seu reino não terá fim” (ibidem, 33).
Terá também recordado a saudação de Isabel que, por iluminação divina, reconhecera em Maria a Mãe do Salvador. Depois, o nascimento de Jesus envolto em luz celeste, o canto dos Anjos, a jubilosa visita dos pastores.
Se tais acontecimentos são registrados no Evangelho, devemo-lo a Maria que, após tê-los guardado e meditado no segredo do coração, narrou-os aos primeiros discípulos e em particular a S. Lucas, o evangelista da Infância de Jesus.
Outra palavra que certamente Maria jamais esqueceu é a de Simeão: a profecia dos sofrimentos do Menino feito “sinal de contradição”, e a espada que traspassará seu coração de Mãe (Lc 2, 34-35). Enfim, a primeira palavra de Jesus a ela: “Não sabíeis que é preciso que eu me ocupe das coisas que são de meu Pai?” (ibidem, 49). Palavra austera, não compreendida imediatamente, mas longamente meditada, mormente nos anos silenciosos de Nazaré e depois nas horas de solidão, quando o Filho percorria a Palestina pregando às multidões, e chegavam até ela os ecos do ódio dos inimigos.
Nos mistérios dolorosos e gloriosos do Rosário, não está Maria sempre presente como nos gozosos; todavia, não falta sua presença por meio daquela intensa participação que sempre teve em toda a vida do Filho. Em dois momentos culminantes, porém, volta e aparece em primeiro plano: no Calvário e no Cenáculo.
Depois de ter acompanhado, em seu retiro, por informação dos discípulos, os primeiros passos da Paixão de Jesus – a agonia do Getsêmani, a flagelação, a coroação de espinhos -, Maria encontra-se com ele no lugar da crucifixão. Aí, a Paixão do Filho funde-se com a da Mãe: aos pés da cruz consuma, com Jesus agonizante, seu holocausto supremo. Maria tem o coração dilacerado, recebe nos braços Jesus morto, coloca-o no sepulcro, mas não vacila na fé. Está certa de que o Filho do Altíssimo não pode ser vencido pela morte.
Ao raiar do terceiro dias, quando correm as primeiras notícias da Ressurreição, Maria não tem objeções ou dúvidas. Assim também, mais tarde, não surpreende a Ascensão de Jesus ao céu. Já sabia e sempre crera que seu reino não teria fim. Ao ficar sem Jesus seu lugar é junto aos outros filhos que o Senhor lhe confiara na cruz. Apóstolos e discípulos se recolhem em torno dela no cenáculo, à espera do Espírito Santo. Maria lhes anima a oração, sustenta-lhes a fé, recorda-lhes a doutrina do filho.
Eis o itinerário que o Rosário nos ajuda a percorrer com Maria para penetrar as inefáveis grandezas dos mistérios de Cristo: Encarnação, Paixão, Ressurreição. Quem mais que Nossa Senhora os compreendeu e viveu? Quem mais que ela pode dar-nos a compreensão deles? O cristão que bem reza o Rosário pode intuir alguma coisa dos sentimentos do coração de Maria, ante os grandes mistérios de que foi testemunha e protagonista. É que ele se põe em contato espiritual com Maria para acompanhá-la nas várias etapas de sua vida. Assim se transforma o Rosário em profunda meditação, aliás, em contemplação, sob a guia de Nossa Senhora.
Continuamente repetidas, querem as ave-marias exprimir a atitude da alma que se ergue para a Virgem, a fim de ser por ela introduzida na compreensão cada vez mais luminosa dos divinos mistérios. Seja esta graça o fruto da festa de hoje: “Ó Pai... concedei ao vosso povo reviver com tanta fé os mistérios de vosso Filho, que alcance as promessas da Redenção” (Oração ao Ofertório da Missa).
Gabriel de Sta. Mª Madalena, O.C.D.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Comentário ao Evangelho do dia feito por Bem-aventurada Isabel da Trindade (1880-1906), carmelita Último retiro, 10º – 11º dias (OC, Cerf 1991, pp.


«Maria, sentada aos pés do Senhor, escutava a Sua palavra»


Para que nada me tire do belo silêncio interior, [manterei] sempre a mesma
condição, o mesmo isolamento, o mesmo distanciamento, o mesmo despojamento.
Se os meus desejos, os meus medos, as minhas alegrias ou as minhas dores
[...] não estiverem perfeitamente ordenados para Deus, não estarei sozinha
e haverá ruído em mim; por isso, é preciso serenidade, «repouso das
potências», concentração do ser. «Filha, escuta, vê e presta atenção;
esquece o teu povo e a casa do teu pai. Porque o rei deixou-se prender pela
tua beleza» [Sl 45 (44), 11-12]. [...] Esquecer o próprio povo parece-me
difícil; porque aqui «povo» é todo este mundo, que faz, por assim dizer,
parte de nós mesmos: é a sensibilidade, são as memórias, as impressões,
etc. [...] Quando a alma faz essa ruptura, quando se liberta de tudo isso,
o Rei fica prisioneiro da sua beleza. [...]


Vendo o belo silêncio que reina na Sua criatura e considerando que está
absolutamente recolhida [...], o Criador fá-la passar por esta solidão
imensa, infinita, [retira-a] para esse «lugar seguro» cantado pelo profeta
[Sl 18 (17), 20] e que outra coisa não é se não Ele próprio. [...] «Ao
deserto a conduzirei, para lhe falar ao coração» (Os 2, 16). Ei-la, a alma
entrada nessa vasta solidão em que Deus Se fará ouvir! São Paulo diz: «A
palavra de Deus é viva, eficaz e mais afiada que uma espada de dois gumes;
penetra até à divisão da alma e do corpo, das articulações e das medulas»
(Heb 4, 12). Portanto, será ela quem directamente completará o trabalho do
despojamento na alma. [...]


Mas não é suficiente ouvir a palavra, é necessário guardá-la! (Jo 14, 23) E
é guardando-a que a alma será «consagrada na verdade» (Jo 17, 17); é esse o
desejo do Mestre [...]: não prometeu Ele àquele que guarda a Sua palavra
que: «meu Pai o amará, e Nós viremos a ele e nele faremos morada»? (Jo 14,
23) É toda a Trindade que habita na alma que a ama verdadeiramente, ou
seja, que guarda a Sua palavra.

domingo, 3 de outubro de 2010

ANIVERSÁRIO DO PADRE GERAL FREI SAVÉRIO CANISTRÀ - HOMENAGEM DA OCDS - PROVÍNCIA SÃO JOSÉ - BRASIL

Caríssimo Pe geral
Frei Savério Canistrá

Celebrar tua vida
Tua vida celebrar
Neste dia de domingo
sua vida a Deus louvar

Nosso Pe geral
Frei Savério Canistrá
Gente de imensa capacidade
Que se dedica de verdade

Pelo seu entendimento
Pela sua dedicação
Nós da América Latina
rendemos por ti nossa oração

Nosso jeito de rezar
jeito assim de celebrar
é nosso modo de oferecer
e por tua vida agradecer

Pedimos ao Senhor da história
ao Deus de imensa glória
dê lhe saúde e paz
e sua vida refaz

Em nome dos seculares
que vivem o carmelo em seus lares
queremos todos te abraçar
e daqui os parabéns cantar

Unidos na eucaristia
sua vida e missão ofertamos
Nós carmelitas seculares
Seus irmãos de vários lugares

Deus te ilumine
Deus te faça fiel
Deus te conduza e guie
E envie benção do céu.


Abraços
Parabéns
OCDS- Provincia São José- Brasil

sábado, 2 de outubro de 2010

Intimidade Divina - 03/10/10

XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Senhor, aumenta-nos a fé (Lc 17,5)
A Liturgia do dia está inteiramente centrada no tema da fé. O profeta Habacuc (1.2-3; 2.2-4) lamenta-se diante de Deus da situação desolada de seu povo. No interior, iniquidade, porque Israel é infiel a seu Deus; e no exterior, prepotência e violência, porque o país está submetido à ação devastadora dos inimigos – instrumentos da justiça divina para castigo dos judeus – porém, não menos pecadores que estes. E o escândalo do triunfo do mal que parece destruir o bem e envolver em sua ruína também os bons. Finalmente responde Deus a seu profeta com uma visão que quer seja escrita com toda a clareza, para ensinamento dos que hão de vir depois. Antes de tudo, exorta Deus à constância, porque justiça será feita, mas a seu tempo: “Se tardar, espera-a, porque há de chegar sem dúvida alguma”... E eis como: “Sucumbe quem não tem a alma reta, enquanto que o justo viverá pela sua fé” (ibidem, 3-4). É esta doutrina tanto para o israelita como para o cristão, para os fiéis de todos os tempos. É válida em qualquer circunstância da vida dos indivíduos, dos povos ou da Igreja. Ainda quando tudo sucede como se Deus não existisse ou não o visse, precisamos permanecer firmes na fé. Não pode Deus tardar em intervir, e intervirá certamente em favor dos que creem nele e nele confiam. “Deus colabora em todas as coisas para o bem dos que o amam” (Rm 8,28).
A 2.ª leitura (2Tm 1.6-8. 13-14) desenvolve um outro aspecto da fé: como testemunho corajoso de Cristo e do Evangelho. Escreve S. Paulo a Timóteo: “Não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor, nem de mim, prisioneiro por seu amor. Mas suporta comigo os sofrimentos pelo Evangelho, confiando no poder de Deus” (ibidem, 8). O intrépido Apóstolo, que havia enfrentado lutas e inúmeros riscos pela fé e tinha a glória de ser prisioneiro por Cristo, podia com todo o direito, exortar seu discípulo a sofrer como ele pelo Evangelho. O cristão que não estiver disposto a sofrer algo pela sua fé não poderá resistir aos assaltos dos inimigos. É humano que em certas circunstâncias surjam a timidez ou o medo, porém serão vencidos pela “força de Deus” e “com a ajuda do Espírito Santo que habita em nós” (ibidem, 8.14). O Espírito, com efeito, foi dado aos fiéis para sustentá-los em suas fraquezas (Rm 8,26) e dar-lhes força de confessar o nome do Senhor (1Cor 12,3).
Após estas reflexões vem, espontânea, a oração que se lê no Evangelho do dia: “Senhor, aumentai-nos a fé!” (Lc 17, 5-10). Para crer sem titubear, para permanecer fiéis a Deus nas adversidades ou nas lutas contra a fé, precisamos de uma fé sólida, robusta, como sé Deus pode dar. Aos Apóstolos que lha pediam disse Jesus: “Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: ‘Arranca-te e lança-te no mar’, e ela vos obedeceria” (ibidem, 6). Linguagem figurada que exprime a onipotência da fé. Jesus não pede muito, pede um pouquinho de fé como um pequeníssimo grão de mostarda, muito menor que uma cabeça de alfinete. Se for, porém, fé sincera, viva, convicta, será capaz de coisas muito maiores, inconcebíveis sob o ponto de vista humano. Quer Jesus educar seus discípulos numa fé sem incertezas ou hesitações, fé que, apoiada na força de Deus, tudo crê, tudo espera, tudo ousa, e persevera invencível ainda nas situações mais ásperas e obscuras.
Gabriel de Sta. Mª Madalena, O.C.D.


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS - 01/10/2010

Virgem e Doutora da Igreja

"Não quero ser santa pela metade, escolho tudo".

A santa de hoje nasceu em Alençon (França) em 1873 e morreu no ano de 1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, como também sabia que o seu coração - e o de todos nós - foi feito para amar. Nascida de família modesta e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula Teresa: quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Teresinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.

Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre, igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e, tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou um lindo e possível caminho de santidade: infância espiritual.

O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária "desde a criação do mundo até a consumação dos séculos". Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia "História de uma alma" e, como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam a Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.

Morreu de tuberculose, com apenas 24 anos, no dia 30 de outubro de 1897 dizendo suas últimas palavras: "Oh!...amo-O. Deus meu,...amo-Vos!"

Após sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos. A chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. A beatificação em 1923, a canonização em 1925 e declarada "Patrona Universal das Missões Católicas" em 1927, atos do Papa Pio XI. E a 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II proclamou Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face doutora da Igreja.

Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...