domingo, 15 de dezembro de 2013

Comunidade OCDS Sagrada Face de Varginha


Hoje tivemos a última formação do ano de 2013: a palestra 'Vida Fraterna' com a psicanalista Dra Vera Lucia Acayaba e aproveitamos para convidar nossos irmãos que já frequentaram a Ordem e que hoje estão afastados e também algumas catequistas. É um jeito que achamos de ajudar a Igreja na formação dos leigos.





E MAIS...

Nossa comunidade está alegre e unida.Todos numa mesma direção:Jesus Cristo. Nossa confraternização com a distribuição do livro: Documentos da OCDS, amigo oculto e sorteio de livros, chaveiros e terços. 
Que a Virgem do Monte Carmelo nossa irmã,mãe e mestra nos auxilie e proteja em nossos caminhos.
Comunidade OCDS "Sagrada Face" de Varginha.







SÃO JOÃO DA CRUZ, GUIA PARA A FONTE NO DESERTO


Foto - Busto de S. João da Cruz. Reconstrução de sua face a partir do crânio do Santo, feita em 1991 por ocasião do IV Centenário da sua morte (Casa Geral OCD)


São João da Cruz foi um homem de esperança. Embora seja conhecido como “Mestre da fé”, a esperança cristã é para ele é fundamental no caminho para a união com Deus. È motor que impulsiona a conseguir as realidades que a fé indica.
Fala da esperança que tem memória em Deus e  busca unicamente a Sua posse (3 Subida 15,1). Por isso espera Nele com “anseio e gemido” buscando acima e antes de tudo encontrá-Lo. E  se o faz com amor verdadeiro, não se  contentará com outras coisas, mas somente com Ele mesmo. Isto é sinal de que o amor é verdadeiro (Cântico espiritual 1,14).
Nossa condição de pessoas em caminho é condição de esperança. Ao lado da fé e do amor, anseia pela posse da adoção dos filhos de Deus (Chama 1,27). Neste peregrinar terreno, a esperança é o traje verde da pessoa-noiva que segue adiante ao encontro com o Amado. Tal traje verde defende-a do mundo e de suas atrações passageiras, para por o desejo nas realidades que não se vêem (2 Noite 21,8). Neste caminhar “o homem, iluminado pela luz da fé, que lhe faz esperar a vida eterna… deve reger-se, no exercício das virtudes morais… praticadas por amor a Deus e para adquirir a vida eterna” (3 Subida 27,4).
Também na noite da alma, a esperança arranca da pessoa toda outra vã esperança e todo desejo do que é terreno, deixando-a no vazio, para que seja ocupado pelo Tudo que é Deus (2 Noite 9,7). É a espera da posse de Cristo, esposo da alma em quem encontra o Tudo de Deus para a pessoa enamorada (Cântico 7,6).
Este breve resumo da esperança teologal em S. João da Cruz nos faz ver que a realidade quotidiana, muitas vezes ocupada com mil e uma coisas, trabalhos, dificuldades familiares, podem ser vividas como uma experiência de deserto estéril. Mas por outro lado, se vivermos esta mesma realidade à luz da fé, no deserto “é possível redescobrir o valor daquilo que é essencial para a vida; … no deserto, existe sobretudo a necessidade de pessoas de fé que, com suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo assim viva a esperança… somos chamados a ser pessoas-cântaro para dar de beber aos outros. Às vezes o cântaro transforma-se numa pesada cruz, mas foi precisamente na Cruz que o Senhor, trespassado, Se nos entregou como fonte de água viva. Não deixemos que nos roubem a esperança!” E a  “verdadeira esperança cristã, que procura o Reino escatológico, gera sempre história” ( Francisco, Evangelii gaudium  86. 181).
Prossigamos o Advento com esperança e alegria. E no dia em que celebramos são João da Cruz, busquemos na sua doutrina e escritos a luz para continuar preparando os caminhos do Senhor que vem, com a presença materna de Maria, que é “Mãe de todos, é sinal de esperança para os povos que sofrem as dores do parto até que germine a justiça. Ela é a missionária que Se aproxima de nós, para nos acompanhar ao longo da vida, abrindo os corações à fé com o seu afeto materno. Como uma verdadeira mãe, caminha conosco, luta conosco e aproxima-nos incessantemente do amor de Deus (Francisco, Evangelii Gaudium 286).
Fr. Alzinir






domingo, 8 de dezembro de 2013

Comunidade Santa Teresinha de Passos-MG: Não quero ser Santa pela Metade!




A apresentação do estudo do ano foi feita Por Liliane Hespanhol, Maysa Lemos Andrade Silveira e Rozana Alves. Foi apresentado o  livro de Augusta de Castro Cotta e Emanuele Boaga, " A Caminho com Santa Teresinha". 

Com o intuito de conhecer melhor o itinerário espiritual de Santa Teresinha, aquela que no coração da Igreja deseja ser o amor. Seu desejo é a chave que lhe permite penetrar o mistério de Deus pela pequena via. Em contato com a espiritualidade teresiana, será possível ao leitor rever sua própria caminhada à luz da Palavra de Deus refletida na vida desta pequena Gigante da santidade.

Fizeram uma dinâmica:  dividiram a comunidade em dois grupos   entregaram um quebra cabeça a cada grupo.  Os grupos deveriam se esforçar para montar o quebra cabeça em tempo. 0 quebra cabeça era de uma foto de santa teresinha escrito: NÃO QUERO SER SANTA PELA METADE.





Nenhum conseguiu concluir!! Dai veio a reflexão de sermos crianças de novo. No sentido de despreocupar-nos e dedicar-nos , entregarmo-nos no  que estamos fazendo...

 "Tres SANTAS TERESINHAS" vieram encerrar a reflexão entregando rosas a todos os participantes e também passaram um clip-reflexão feito por elas revelando A PEQUENA VIA, que logo estará no blog.











Tivemos nossa confraternização de final de ano.  A coordenação da festa feita pela Sandra e Soraya, e  um bolo   de coco, delicioso levado pela Marieta Luiza e Zezinho, nossos "caçulinhas"! Com certeza eles ralaram o coco e fizeram o bolo sozinhos...





 salgadinhos de dar agua na boca!



Ganhamos Presente de natal!!
 As monjas nos presentaram com um livro para cada um dos membros de nossa comunidade. A elas , nossas irmas e nossa família o DEUS LHE PAGUE  de quem muito as ama!





quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

MARIA EM SÃO JOÃO DA CRUZ


 O tempo do Advento é por si um tempo litúrgico de espera vigilante e de alegria. Nele recordamos a espera de Jesus no Natal e a sua vinda definitiva no fim dos tempos. Os personagens bíblicos do profeta Isaías, João batista e da Virgem Maria são os que nos guiam na espera do Messias. Mas é sobretudo a Virgem Maria quem nos serve de modelo para uma acolhida fecunda e operante da Palavra de Deus, particularmente com as festas da Imaculada Conceição e de N. Senhora de Guadalupe.
No Carmelo Teresiano a festa de são João da Cruz recorre neste tempo. Por isso, vamos procurar percorrer as principais passagens de seus escritos onde ele faz menção a Nossa Senhora.
Nos Romances Trinitários e cristológicos à Virgem Maria é pedido o consentimento por meio do Anjo Gabriel para a obra da Encarnação do Filho de Deus por obra do espírito Santo. No final do 8º Romance sobre a Encarnação, conclui o santo:

“E o que então só tinha Pai,
já Mãe também teria,
embora não como outra
que de varão concebia,
porque das entranhas dela
sua carne recebia;
 pelo qual Filho de Deus
e do Homem se dizia”. (Romance 8º sobre a Encarnação)

A seguir, no 9º Romance, S. João da Cruz segue cantando em chave esponsalícia o evento do nascimento de Jesus. Maria é chamada de “bendita Mãe”. Ela deita o Menino Jesus no presépio entre os animais, em meio aos cantos festivos dos anjos e do “assombro” de Maria diante do Mistério da “troca” que presencia.

“Deus, porém, no presépio
ali chorava e gemia;
eram jóias que a esposa
ao desposório trazia;
e a Mãe se assombrava
da troca que ali se via:
o pranto do homem em Deus
e no homem a alegria;
coisas que num e no noutro
tão diferente ser soía.” (Romance 9º  do nascimento)


Em outra quadrinha chamada “Natalina”, composta para a noite do Natal, o santo organiza uma procissão com a imagem da Virgem em um andor e parando de frente da porta do quarto de cada religioso,  canta e lhe pede hospedagem:

“Do Verbo divino
A Virgem grávida
Segue de caminho:
Pede-vos pousada”



Um segundo elemento da mariologia sanjoanista é a docilidade de Maria ao Espírito Santo. A união da pessoa com Deus se dá sempre através da ação do Espírito Santo. Ele diviniza a pessoa e a torna cada vez mais semelhante a Jesus. No estado de perfeição, é o Espírito que move sua inteligência, vontade e memória para cumprir em tudo as obras que são conformes à vontade de Deus ou de acordo com os seus mandamentos. E como exemplo coloca  Maria, dizendo que
“as súplicas dessas almas são sempre eficazes. Tais foram as da gloriosíssima Virgem Nossa Senhora, elevada desde o princípio a este sublime estado; jamais teve impressa na alma forma de alguma criatura, nem se moveu por ela; mas sempre agiu sob a moção do Espírito Santo”. (3 Subida Do Monte Carmelo, 2,10).

O relacionamento do Espírito Santo com Maria se deu de maneira especial na Anunciação, onde por virtude do mesmo Espírito Santo, concebeu o Filho de Deus. Ele utiliza o termo “obumbração”, que significa receber a sombra de alguém, isto é, ser revestido por uma especial virtude ou atributo de Deus para uma missão. Escreve o Santo:

“Efetivamente, quando a sombra de uma pessoa vem cobrir alguma outra, é sinal de que está perto para favorecer e amparar a esta última. Eis a razão pela qual o arcanjo Gabriel usou deste termo para comunicar à Virgem Maria a grande mercê da conceição do Filho de Deus, dizendo: "O Espírito Santo virá sobre ti, e a virtude do Altíssimo te fará sombra" (Lc 1,35) (Chama de amor viva  3,12).

Um outro tema importante da Mariologia de João da Cruz é o da intercessão de Maria.    Para a pessoa que ama e confia em Deus, fazer-Lhe notar uma necessidade e esperar confiantemente é o que convém. E apresenta como modelo disso a Virgem nas Bodas de Caná.
“Quem ama discretamente, não cuida de pedir o que deseja ou lhe falta: basta-lhe mostrar sua necessidade para que o Amado faça o que for servido. Assim procedeu a bendita Virgem com o Amado Filho nas bodas de Caná; não lhe pediu diretamente o vinho, mas disse apenas: “Não têm vinho” (Jo 2,3) (Cântico Espiritual 2,8).



Importante é o seu pensamento sobre  a devoção a Maria através das imagens ou de lugares de peregrinação (3 Subida 36,1.2; 42,5). O que importa para Deus é a fé e a pureza de coração de quem reza. A imagem em si mesma ou o seu valor artístico ou econômico não são importantes. O que se deve fazer é passar da imagem à pessoa que nela está representada. Escreve ele:
“ Muito haveria que escrever sobre a pouca inteligência de muitas pessoas a propósito de imagens... confiam mais em uma imagem que  em outra, na persuasão de serem mais ouvidas por Deus por aquela que por esta, embora ambas representem a mesma realidade, como, por exemplo, duas de Jesus Cristo, ou duas de Nossa Senhora. Isto acontece porque põem a sua  afeição na figura exterior... Deus só olha a fé e pureza de coração daquele que ora....
Se tivesses, pois, a mesma devoção e fé em Nossa Senhora, diante de uma como de outra imagem, .. receberiam as mesmas graças, e ainda sem imagem alguma...”

Enfim, concluamos esta breve  resenha de textos de São João da Cruz sobre a Mãe de Jesus com este bonito e profundo  trecho da sua  Oração da alma enamorada (Ditos 26).
“Os céus meus são e minha é a terra; minhas são as criaturas, os justos são meus e meus os pecadores; os anjos são meus e a Mãe de Deus e todas as coisas são minhas; e o próprio Deus é meu e para mim, porque Cristo é meu e todo para mim”.



           
Fr. Alzinir.




Textos tirados das Obras Completas de S. João da Cruz, ed. Vozes.

Caratinga: Deus sempre tem propostas novas para o ser humano.


Finalizando o ano litúrgico e iniciando o novo ano nos reunimos no Noviciado S José com a orientação de Frei Fábio Magno-OCD fizemos nosso retiro.
A meditação foi a partir do convite de Jesus através de Elisabeth da Trindade “Deixe-se amar” e do questionamento de Deus a Elias “O que é que fazes aqui?” 1 Rs 19,9b.
Com leitura orante da Palavra Frei Fábio de fato nos impulsionou ao mistério e profundidade de Deus que nos interpela porque nos ama.
Carmelita é alguém que vive da palavra e a medita dia e noite.
Há momentos na vida que não são explicáveis, somente vividos, experienciados.  Assim foram os momentos do retiro, que nos tocou profundamente dando-nos força para estar sempre na presença e ir ao encontro.
Agradecemos a Deus pela presença e disponibilidade de Frei Fábio e pela comunidade do noviciado que nos acolheu e rezou conosco num profundo momento de adoração carmelitana.
À cozinheira Vera que não poupou esforços para estar conosco.
A você que rezou conosco nestes dias.
Em tudo Deus seja bendito!











                      Aconteceu em Caratinga- Gotas de espiritualidade

No dia 01 à tardinha nós da OCDS promovemos uma reflexão sobre a fé para a comunidade paroquial e convidados.
Nós ficamos com a infraestrutura do encontro (convites, acolhida, lanche que foi partilhado e sorteios).
Frei Fabio foi o palestrante que com zelo a Palavra de Deus e da Igreja fez a brilhante reflexão na tarde que contou com umas 65 pessoas.
Fica em nós gravado o desejo e responsabilidade do estudo da Palavra e dos documentos da Igreja e a profundidade da FIDES QUAE (conteúdo da fé) e da FIDES QUA (qualidade da fé).
Após a palestra ele presidiu a missa das 18:00 na Matriz do Carmo.
Nossa gratidão a todos que participaram conosco, de modo especial os aspirantes OCD e a Frei Fábio que com tanto zelo nos transmitiu tanto conhecimento e experiência.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Eleições na Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus de Caratinga - MG



A comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus de Caratinga - MG tem a alegria de comunicar a todos os irmãos da família carmelitana que neste domingo de Cristo Rei, após orações para que o Espírito Santo de Deus nos guiasse, com a intercessão de nossa Bem Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo e com as orações dos  irmãos de nossa ordem, procedeu-se a eleição do 
novo conselho da comunidade para o triênio 2014-2016.

A constituição do novo conselho ficou assim formada:

Presidente: Adriano Carlos
Conselheiros: José Paulo (Paulinho), Aparecida Souza (Cida, esposa do Adriano) Zilernice ( Ciça de São João da Cruz)
Responsável pela Formação: Ana Maria Eymard
1° Secretária : Aparecida Pereira
2° Secretária: Maria Aparecida Sandes
1° Tesoureira: Sônia Proença
2° Tesoureiro: Anderson

Contamos com a providência divina, para suprir nossos irmãos que assumem o conselho da comunidade, de sabedoria , com o apoio de nosso conselheiro Fernando Alcici e sustentados pelas orações de todos os irmãos no Carmelo no cumprimento  de suas funções com o objetivo de juntos crescermos na espiritualidade para o bem da Ordem do Carmelo Descalço Secular e da Igreja.
 Agradecemos aos irmãos que muito fizeram por nós todos no triênio 2011-20133, pedindo que Deus em sua infinita misericórdia os recompense. Me despeço, ainda como responsável pela formação.

Que Deus nos abençoe, Nossa Senhora do Carmo seja nossa companheira de caminhada,unidos aos irmãos em orações.
Conselheiros: José Paulo (Paulinho), Aparecida Souza (Cida, esposa do Adriano)
 Zilernice ( Ciça de São João da Cruz), Ana Maria-formadora, Adriano -Presidente


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conselho antigo e o novo juntos

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APARECIDA - CONSELHEIRA

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ANA MARIA -FORMADORA

ADRIANO- PRESIDENTE







segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Comissão de Jovens da OCDS - Província São José - Triênio 2013-2016



Maria Esther Soares Pires
Coordenadora da Comissão de Jovens 
Cidade: Itapetininga/SP 
Comunidade OCDS: Alegria da Sagrada Face 


 Karine Ascenção 
Cidade: Taubate- SP 
 Email: karine_nutri@hotmail.com 
 Comunidade OCDS: Santa Face 


 Marília Vellóri de Camargo 
Cidade: Itapetininga/SP 
 Email: rhuanita.ma@gmail.com 
 Comunidade OCDS: Alegria da Sagrada Face 



Lívia Gonçalves Leida Soares 
Cidade: Coelho da Rocha, São João de Meriti/RJ 
Email: liviagleida@gmail.com 
Comunidade OCDS: Nossa Senhora do Carmo 



Luciana Patrícia de Jesus Macêdo 
Cidade: Montes Claros/MG 
Email: iannamacedo@hotmail.com 
Comunidade OCDS: Elisabete da Trindade 



Wilderlânia Lima do Vale 
Cidade: Fortaleza/CE 
Email: wilderlania.lima@gmail.com 
Comunidade OCDS: São José de Santa Teresa 



Danielle Meirelles Cabral Mendes 
Cidade: Fortaleza/CE 
Email: dandan.cabral@hotmail.com 
Comunidade OCDS: Rainha do Carmelo

domingo, 1 de dezembro de 2013

Como o carmelita secular deve viver o Advento



O tempo do Advento é o período litúrgico das quatro semanas que precedem o Natal.  E um tempo de expectativa, de espera, onde pela oração e penitencia somos convidados a nos preparar para a vinda de Jesus Cristo.

O Catecismo da Igreja Católica, em seu parágrafo 524 nos explica que “ao celebrar cada ano a liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua Segunda Vinda. Pela celebração da natividade e do martírio do Precursor, a Igreja se une a seu desejo: ‘É preciso que Ele cresça e que eu diminua’ (Jo 3,30)”.

Como cristãos, devemos viver esse tempo na certeza da presença de Cristo em nós, sendo sinal de sua ação no mundo, conforme reflete o Papa Bento XVI em sua catequese de 05/12/2012: “o tempo litúrgico do Advento nos coloca diante do luminoso mistério da vinda do Filho de Deus, ao grande ‘desígnio de benevolência’ com o qual Ele quer atrair-nos para Si, para fazer-nos viver em plena comunhão de alegria e de paz com Ele. O Advento nos convida, mais uma vez, em meio a tantas dificuldades, a renovar a certeza de que Deus é presente: Ele entrou no mundo, fazendo-se homem como nós, para trazer a plenitude do seu plano de amor. E Deus pede que também nós nos tornemos sinal da sua ação no mundo. Através da nossa fé, da nossa esperança, da nossa caridade, Ele quer entrar no mundo sempre de novo e quer sempre de novo fazer resplandecer a sua luz na nossa noite”.

Diante de nossa fraqueza e limitação, nossas quedas, nosso pecado, a única coisa que podemos fazer é estar constamente nos redirecionando para Deus, conforme nos exorta o Papa Francisco em suas palavras durante o Angelus de 01/12/2013: “Como na vida de cada um de nós, há sempre necessidade de começar de novo, de levantar-se, de reencontrar o sentido da meta da própria existência, assim, para a grande família humana é necessário renovar sempre o horizonte comum rumo ao qual somos encaminhados. O horizonte da esperança! Este é o horizonte para fazer um bom caminho. O tempo do Advento, que hoje começamos de novo, nos restitui o horizonte da esperança, uma esperança que não desilude porque é fundada na Palavra de Deus. Uma esperança que não desilude, simplesmente porque o Senhor não desilude nunca! Ele é fiel! Ele não desilude!

Conforme consta em nossas Constituições da OCDS, em seu artigo 10, “Cristo é o centro da vida e da experiência cristãs. Os membros da Ordem Secular são chamados a viver as exigências de seu seguimento em comunhão com ele, aceitando seus ensinamentos e entregando-se a sua pessoa. Seguir Jesus é participar em sua missão salvífica de proclamar a Boa Nova e de instaurar o Reino de Deus (Mt 4,18-19)”.

Portanto, se Ele é centro de nossas vidas e se somos chamados a segui-Lo incondicionalmente, devemos ser anunciadores de seu primeiro advento, que foi sua encarnação, a qual trouxe para nós a salvação, e do advento no final dos tempos, quando virá com todo o poder e glória.

Assim, para nos prepararmos para a vinda de Cristo, necessária uma contínua conversão. Para tanto o Estatuto Particular Da Província São José da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares, em seu art. 11, “b”, nos orienta:

11. Porque a vida de oração e de união com Deus exige uma contínua conversão e purificação, o Carmelita Secular cultivará o espírito de penitência e de mortificação, segundo as indicações que se seguem:
(...)
b) praticará algum exercício de penitência, segundo a tradição da Ordem, especialmente nas sextas-feiras do Advento. (grifo nosso)

O Advento, portanto, é tempo de penitência, porém é menos rigoroso que a Quaresma. E um tempo de vigilância, de espera.

No Brasil, devido a cultura de se celebrar ou comemorar antecipadamente as festividades, vivemos um dilema ao participarmos das festinhas de páscoa realizadas durante a Quaresma e das confraternizações de Natal ou “de fim de ano” realizadas durante o período do Advento.

Em minha opinião, não vejo qualquer problema em participarmos de todas essas comemorações culturalmente impostas em vista da boa convivência social e familiar. Penso que penitencia hoje deve ser vista hoje sob um novo olhar. Mortificações, jejuns e sacrifícios não farão qualquer sentido se não nos levarem a uma mudança interior, a uma mudança de mentalidade, a uma mudança de sentimento, a uma mudança de vida.

Dessa forma, vivamos esse tempo de espera na alegria e na certeza de que “Aquele que vem” virá para habitar em nossas almas, em nossos corações, entre nós e em nós!

Bom advento!!

Luciano Dídimo





“Quando os dias se tornam mais curtos, quando no inverno caem os primeiros flocos de neve, então, docemente, renasce a lembrança do Natal. Desta palavra emana um encanto misterioso ao qual dificilmente o coração pode resistir. Até aqueles para quem a evocação do Menino de Belém nada significa, crentes de outra Fé ou descrentes, preparam a festa e tentam acender aqui e além um raio de alegria. Durante semanas e meses, um rio de amor espalha-se pela terra.”.


(Edith Stein, O Mistério do Natal)

VAMOS NOS ANIMAR PARA NOSSA PEREGRINAÇÃO!!!

 
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