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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

100 ANOS DA OCDS: FUI CONVIDADO... E NÃO FUI



Frei Patrício Sciadini

Creio que fui um dos primeiros, ou dos últimos, a ser convidado a participar dos 100 anos da OCDS do Rio de Janeiro. 
Primeiro ou último não  tem importância, o que importa é que fui convidado. Aceitei com alegria porque amo a OCDS, gosto do trabalho,  e no Rio  vi nascer  várias comunidades. Que bonito  celebrar  100 anos de história, de espiritualidade carmelitana, de evangelização   silenciosa,  mas  eficaz.

Aceitei com alegria porque no dia 7 de setembro de 1973 cheguei ao Brasil,  mas.. não deu,  o Egito  me esperava.

Para quem  ama, não há  nem  longe  nem  perto, há só amor que nos une na mesma  família, mesmo carisma, mesma vida.
O Carmelo é família que une monjas, frades e  seculares.

Que dizer a quem  faz 100 anos ?

1. Obrigado  pela fidelidade  a Deus,  à Igreja, ao Carmelo. O  exemplo de vocês nos  impulsiona, edifica e nos faz bem. Hoje necessitamos do exemplo  da sabedoria  de quem tem caminhado  com amor de esperança  

2. Avante  com amor tapeteando o Rio de Janeiro  de comunidades  da OCDS e sendo sinal  visível de oração, de amor a Virgem Maria, e  que, da belíssima basílica  de Santa Teresinha, se expande uma Luz de paz  que ilumine, com Cristo Redentor, toda a cidade.

3. Passem aos jovens a alegria de serem carmelitas seculares.   Os jovens, como diz o papa Francisco,  são O AGORA DE DEUS... São o AGORA DO CARMELO !
Eles devem ser fermento de vida espiritual  carmelitana  nas  famílias, nas paróquias,  nas  universidades, na política. O Carmelo tem muito a dizer para o mundo de hoje e a Igreja de hoje. Os nossos santos têm uma mensagem que ultrapassa o tempo, nos faz mergulhar no eterno. 
Obrigado, OCDS do Rio  de Janeiro, reze por mim para que eu seja semente boa do Carmelo onde eu for.


Abuna Batrik



segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

100 anos da OCDS no Brasil



Hoje a OCDS comemora 100 anos de sua presença no Brasil.

No início do século XX se deu o estabelecimento firme e a expansão dos Carmelitas. Nessa época muitos frades carmelitas descalços europeus cruzaram o oceano para suas fundações. Em 1911 frades espanhóis fundaram no Sul do país, enquanto os italianos fundaram no Sudeste. Os frades romanos fundaram casas em Bom Jesus do Córrego/MG (1911-1919), Cambuí/MG (1911-1922), Capivari/MG (1911-1961), São Bento do Sapucaí/SP (1914-1927), Cataguases/MG (1923), Rio de Janeiro/RJ (1920), São Paulo/SP (1923). De todas estas fundações foram as do Rio de Janeiro e São Paulo que se firmaram.

Foi em São Bento que Frei Serafim organizou e fundou o primeiro grupo da então Ordem Terceira dos Carmelitas Descalços, no dia 1º de janeiro de 1918.

Portanto hoje estamos celebrando os 100 anos da presença da OCDS no Brasil e celebramos esse centenário em um ano muito especial para a Igreja no Brasil, pois é o ano em que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil  instituiu o Ano Nacional do Laicato,  sob a luz do pedido do Papa Francisco, de fazer crescer “a consciência da identidade e da missão dos leigos na Igreja”.

Dessa forma, a Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares - OCDS da Província São José,  está organizando com muito carinho o Fórum Santa Teresinha como atitude missionária em agradecimento a Deus pelos 100 anos de sua presença no Brasil, que acontecerá de 15 a 18/11/2018 em Aparecida-SP com o tema “No coração da Igreja serei o amor”.

Somos muito gratos a Deus por tudo o que ele realiza em nós e através de nós na vivência de nossa vocação carmelitana enriquecendo a Ordem, a Igreja e o mundo com a nossa secularidade!

Agradecemos aos frades e monjas de nossa família carmelitana e aos membros da OCDS vivos e falecidos que contribuíram para as fundações das nossas comunidades e grupos. Que Deus recompense a cada um pelo seu SIM!


Que Nossa Senhora do Carmo, Santa Teresa, São João da Cruz, Santa Teresinha e todos os santos do Carmelo intercedam pelo Carmelo Secular para que sejamos sal e luz no mundo!

Luciano Dídimo, ocds

quinta-feira, 17 de maio de 2018

15 anos da Província São José!


Neste dia 17 de maio de 2018 estamos celebrando os 15 anos de ereção canônica da nossa Província São José, ocorrida no Capítulo Geral da Ordem no ano de 2003. 

A Província São José debuta em um ano muito especial para a OCDS, ano em que esta celebra os 100 anos de sua presença no Brasil a partir da segunda vinda dos frades carmelitas descalços ao país e ano em que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil instituiu como Ano Nacional do Laicato, sob a luz do pedido do Papa Francisco, de fazer crescer “a consciência da identidade e da missão dos leigos na Igreja”.

Portanto, como OCDS e como Província, temos muito agradecer por todo o caminho percorrido até aqui e por tudo o que já foi construído pelos que nos antecederam.

Cabe agora a nós a responsabilidade de cultivar o que já foi plantado e continuar semeando, podando e distribuindo os frutos de nosso carisma para a Igreja e para a sociedade humana.

Cabe a nós, frades, monjas e seculares, que somos e fazemos a Província São José, aprendendo com os erros e acertos do passado, prosseguir a nossa caminhada com ousadia e determinada determinação, vivendo com fidelidade a nossa vocação!

Cabe a nós, que somos a família carmelitana, buscar a centralidade de nossas vidas no Filho, abandonados na vontade do Pai, entregues à condução do Espírito e confiantes na intercessão amorosa de nossa Mãe do Carmo e de todos os santos do Carmelo!

Parabéns pelos 15 anos da nossa Província São José!
Parabéns pelos 100 anos da nossa OCDS!

Luciano Dídimo, ocds



ORAÇÃO CARMELITANA

Ó Senhor, Pai Santo, fonte de toda santidade, com o dom do Espírito Santo, nos chamastes a viver em obséquio de Jesus Cristo, Vosso Filho, uma vida casta, pobre e obediente.

Olhai com bondade a família do Carmelo, que suscitaste na vossa Igreja, confiando-a à materna proteção da Virgem Maria.

Dai-nos a humilde confiança de São José na vossa palavra, concedei-nos o carisma da oração e do amor à Igreja, que vivia no coração de Santa Teresa, nossa Mãe.

Ensinai-nos o caminho da fé, da esperança e da caridade, percorrido por São João da Cruz, nosso Pai; concedei-nos o amor ao silêncio e à solidão que marcaram a vida de Santa Teresa Margarida do Sagrado Coração de Jesus; dai-nos a simplicidade de coração e o zelo apostólico que inspiraram Santa Teresinha do Menino Jesus.

Alimentai em nós o amor à Virgem Maria e o desejo de imitar-lhe as virtudes, na escola dos santos do Carmelo.

Renovai com o vosso amor esta família para que, em profunda comunhão com a Igreja, trabalhe incessantemente pela salvação do mundo e a vinda de vosso Reino.

Enviai operários à vossa messe; dai-nos o vosso Espírito e suscitai vocações para a Igreja e a Ordem do Carmelo. Fazei que toda a nossa vida seja um hino de louvor e glória ao vosso nome.

Olhai com amor, Senhor Pai Santo, à nossa família religiosa nesta região do Brasil; fazei que, em plena comunhão de corações e de intentos, saibamos realizar fecunda presença e autêntico testemunho do nosso ideal carmelitano; concedei-nos responder generosamente, sempre fiéis ao nosso carisma, às peculiares necessidades da Igreja em nosso país, inserindo-nos na sua realidade. Nós vo-lo pedimos pela proteção e intercessão de São José, a quem estamos particularmente confiados.

Amém.


segunda-feira, 19 de maio de 2008

NOSSOS TRES DOUTORES


SINGULARIDADES
Singularidades de São João da Cruz
como Doutor da Igreja

  1. João da Cruz é o primeiro carmelita Doutor da Igreja.
  2. A carta apostólica "Die vicessima" para seu doutorado é a mais breve de todas, com apenas 3 páginas. Não traz a assinatura do papa, mas a do cardeal secretário.
  3. O decreto da declaração de João da Cruz como Doutor da Igreja (24.8.1926) tem a mesma data comemorativa de sua canonização (24.8.1726) e também rememorativa do Carmelo Teresiano.
  4. Não é de se desprezar a "recomendação" de sua filha e discípula Teresa do Menino Jesus ante Pio XI em favor do doutorado de João da Cruz.
Singularidades de Santa Teresa de Ávila
como Doutora da Igreja
  1. Teresa é a primeira mulher Doutora da Igreja.
  2. Sua causa doutoral foi a que mais se demorou a produzir entre os Carmelitas: desde sua morte até sua declaração como doutora, passaram-se 398 anos (1582-1970). João da Cruz, 335 anos, Teresinha, 100 anos.
  3. Uma vez eliminado o impedimento biológico, a "Positio" doutoral não teve o acréscimo de nenhum outro obstáculo para sua proclamação como Doutora da Igreja.
  4. A proclamação de Santa Teresa de Jesus foi a primeira que se fez solenemente na basílica de São Pedro de Roma para a declaração de Doutor da Igreja.
Singularidades de Santa Teresa de Lisieux
como Doutora da Igreja
  • Teresinha é a mais jovem Doutora da Igreja (24 anos).
  • É a mais moderna e a mais próxima ao nosso tempo.
  • A causa do doutorado de Teresa de Lisieux é a primeira que se tramita após a suspensão destas causas decretada por Paulo VI em 1972.
  • É também a primeira que se instrui desde que entrou em vigor a constituição apostólica "Pastor bonus" de João Paulo II de 28 de junho de 1988.
  • Teresinha é o único Doutor da Igreja que viveu no século XIX.
  • As cartas postulatórias para seu doutorado eclesial não foram redigidas pelos bispos isoladamente mas por Conferências Episcopais nacionais, que antes não existiam.
  • A "Positio" para o processo doutoral da Santa de Lisieux é a mais ampla, a mais rigorosa e a mais rápida pelo tempo de sua redação (dois meses).
  • Transcorreu um verdadeiro recorde entre o anúncio deste doutorado feito pelo Papa e sua efetiva proclamação. Para Teresa de Ávila, três anos 1967-1970; para Teresa de Lisieux, 55 dias).
  • Teresinha é o único Doutor da Igreja declarado por João Paulo II em seus 20 anos de pontificado.
  • . Houve a novidade de se anexar esta declaração de Doutora da Igreja com a juventude e os jovens (Paris, Jornada Mundial da Juventude, 24-8-97; Roma, 19-10-97).
  • . Fez-se coincidir intencionalmente esta proclamação com o dia do 70o. aniversário do patronato de Santa Teresinha sobre as Missões e os Missionários do mundo inteiro.
  • . Foi a primeira proclamação doutoral celebrada com toda solenidade na praça de São Pedro.
  • . No ato desta proclamação esteve exposta com honras a Urna das relíquias da Santinha trazida de Lisieux.
  • . Na grande missa papal concelebraram, entre outros prelados, os dois priores gerais Carmelita, Calçado e Descalço.
  • . No ato litúrgico da proclamação leu-se uma página vibrante da "História de uma Alma" e foram cantados alguns poemas de Teresinha.
  • . A missa concelebrada foi marcadamente poliglota, com textos em 12 línguas: Latim, grego, italiano, francês, espanhol, inglês, português, polaco, filipino, chinês, swahili e paleoeslavo "conforme a liturgia bizantina russa".
  • . A nova Doutora da Igreja é a autora mais editada, mais traduzida, mais lida, mais conhecida e mais venerada pelos cristãos orientais e ocidentais, por muitos não cristãos e até por não crentes.

    Traduzido e adaptado do original em espanhol sem as devidas licenças.

    sábado, 28 de março de 2020

    NASCIMENTO DE SANTA TERESA DE JESUS. 505 ANOS (1515-2020)

    "Ditosas vidas que se acabaram no serviço da Igreja!" (Santa Teresa de Jesus - V 40, 15)


    Celebramos neste dia 28 de março o nascimento de Santa Teresa de Jesus, nossa Mãe e Fundadora do Carmelo Descalço (28 - 1582). Santa Teresa viveu 67 anos dos quais apenas vinte de intensa atividade como fundadora, escritora, contemplativa e caminheira de Deus pelas terras da Espanha do século XVI. Educada com esmero, ouvia nas longas noites invernais, ao calor da lareira, a leitura da vida dos santos mártires, feita por seus pais. Animada por essas leituras, aos 7 anos Teresa sente a necessidade de fugir para a terra dos mouros, com seu irmão, Rodrigo. Fuga frustrada. Mas o ideal da fuga — 'quero ver a Deus' — torna-se o seu horizonte de vida.

    Teresa de Jesus foi educada na fé da Igreja Católica. Muito depressa deu mostras de uma rara sensibilidade religiosa (Vida 1,5). Para ela, a princípio, a religião concentrava-se na figura de Deus, sem especificar muito (Vida 2,7). Depois surge a pessoa de Jesus como expressão do divino (Vida 3,1). Mais tarde Jesus a introduz no mistério trinitário (Contas de Consciência 14), e desde ali redescobre a Deus (Contas de Consciência 15), mas com mais profundidade, sem que nunca falte no horizonte da sua existência Jesus Cristo homem e Deus (Contas de Consciência 66,3), como centro de compreensão e de vivência de toda a realidade divina e humana.


    Com profundas convicções de sua origem, sempre dá destaque às virtudes dos seus pais e irmãos. "Meu pai era homem muito caridoso com os pobres e piedoso com enfermos e até com os criados; ninguém jamais o viu praguejar ou murmurar. Era de extrema honestidade". (V 1,1) "Minha mãe também tinha muitas virtudes e passou a vida com grandes enfermidades. Grandíssima honestidade. Muito pacífica e de grande entendimento. Foram enormes os trabalhos por que passou enquanto viveu. Morreu muito cristãmente". (V 1,2) Seu pai, Alonso Sánchez de Cepeda (1480-1543), morreu com 63 anos de idade. Sua mãe, Beatriz de Ahumada (1495-1529), morreu jovem, com 34 anos de idade.


    A descoberta de Jesus, como Deus que saiu ao nosso encontro, coincide com o despertar da sua puberdade (Vida 3,6) e supõe para ela o começo de uma religiosidade adulta. Começa a entender toda a sua existência como relação – oração, assim o diz ela (Vida 4,7).
    Teresa vê os seus primeiros anos como se fossem uma nova criação de Deus, onde tudo era bom (Vida 1), mas logo a seguir também ela foi apanhada pela tentação (Vida 2), e é então quando Jesus a começa a chamar (Vida 3,6). Interrogando-se acerca do sentido da sua vida e contemplando a de Jesus, pensa que a melhor resposta ao seu amor é consagrar-se inteiramente a Ele, ainda que para isso tenha que usar de grande violência. Acerca disto escreve: “Recordo-me, e a meu parecer com toda a verdade, que quando saí de casa de meu pai [para fazer-se religiosa], foi tal a aflição, que não creio que será maior quando eu morrer” (Vida 4,1). E assim a sua primeira séria decisão é por Cristo, fazendo-se carmelita.


    Se queremos aprofundar no conhecimento de sua vida, precisamos adentrar à leitura do Livro da Vida, vale ressaltar, que não poderá ser lido considerando uma autobiografia no sentido técnico da palavra. Pois aqui, conheceremos Teresa menina, jovem, carmelita expressa com o sabor de uma longa e detida confissão de sua vida, que em linguagem coloquial, nos seduz e conduz aos seus projetos audaciosos. 
    Santa Teresa é uma reformadora da vida religiosa do seu tempo. O seu espírito crítico leva-a a seguir novos caminhos. Teresa concede particular atenção a oração, sem deixar de abordar a triste e difícil situação da Igreja, problemas da Espanha do século XVI. 


    Teve amigos que participaram de sua vida espiritual, entre eles, dominicanos e jesuítas, frequentes parceiros de amigos espirituais são Pedro de Alcântara se destaca, e as extravagantes penitências eram admiradas por ela, a comoviam, mas sem incentivá-la à imitá-lo. Mas, será a amizade com são João da Cruz que santa Teresa ter a seus propósitos dilatados e alargados, pois a seu lado reformara o Carmelo masculino. Amizade nascida no ano de 1567, em Medina, que mudará a vida dos dois frente a realização da vontade de Deus. Entre seus diálogos Teresa o convence a deixar de lado a ideia de ir para a Cartuxa pedindo-lhe que aderisse à nova família carmelita. João aceita e volta a Salamanca para fazer um ano de teologia. Em 1568 volta de Salamanca e continua dialogando com Teresa sobre a nova vida carmelita. Acompanha-a na fundação das monjas em Valladolid aprendendo o estilo da reforma. 

    De Teresa de Jesus, dizemos ser uma mulher que fala de Deus. Fala de Deus como de Alguém conhecido. Quem mergulhar na leitura destas suas Obras terá a real impressão de que ela se encontrou com Ele, antes de se pôr a escrever. Mas nem todos viram a Santa de Ávila por esse prisma, houve quem dissesse tratar-se de uma mulher inquieta, andarilha, desobediente e teimosa, que a título de devoção inventava más doutrinas, andando fora da clausura, contra o que ordenara o Concílio de Trento e os prelados; ensinando como mestra, contra são Paulo, que ordenara às mulheres não ensinar. As ações, palavras e escritos dessa mulher audaciosa perturbaram a tantos, mas iluminaram a muitos outros em seu tempo e ao longo da história. A sua doutrina tornou-se um texto de indiscutível sabedoria, onde todos vão beber com segurança, em busca de uma autêntica experiência de Deus. 


    Santa Teresa vive e transcorre a sua vida preferentemente na sua Ávila e na sua Castela, com alguns lances na Andaluzia. É uma santa tipicamente castelhana, por seu caráter sincero e nobre. 


    Enquanto carmelitas, ao celebrarmos o nascimento de santa Teresa, nossa Madre, é momento de agradecermos a Deus por sua vocação "polifacética", respondida e desenvolvida em meio a um coração que "ama a Deus", que "morre por que não morre"; porque crê unicamente em Deus "sois o meu fim"; e para Ele destina sua vida continuamente a dizer: "Que mandais fazer de mim?" (P. 5; 1; 2). Mas com ela aprendermos e renovarmos o nosso chamado e vocação, e dela ouvir o contundente conselho "Ditosas vidas que se acabaram no serviço da Igreja!". (V 40, 15)
    Santa Teresa de Jesus, roga por nós!

    #ComissãoDeHistória
    #EstelaDaPaz 

    Ref.:
    Araújo, Estela Márcia Paz M.100 Anos da OCDS no Brasil. 2018.
    Alvarez OCD, Frei Tomás. Obras completas. 
    MARIONES. OCD. Ildefonso. O CARMELO TERESIANO.
    CERVER. OCD. Frei Jesus Castellano. Teresa de Jesus, Mestra da vida Espiritual. (Tradução de Frei Antônio João Perim, OCD)
    Sánchez. Secundino Castro. site da Ordem do Carmo em Portugal

    terça-feira, 11 de maio de 2010

    Convite dos 100 anos da Provincia São José



    Belo Horizonte, 10/05/2010


    Caros irmãos e irmãs,


    A Província São José tem a alegria de convidá-los para a solene celebração eucarística na qual daremos início às comemorações dos 100 anos de chegada dos Frades Carmelitas Descalços ao Sudeste do Brasil. Contamos com sua presença para juntos cantar as misericórdias do Senhor, manifestadas ao longo de nossa caminhada histórica.

    Data: 16/05/2010
    Horário: 19:00 h
    Local: Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora (bairro João Pinheiro - Belo Horizonte/MG)



    “Agora começamos, e procurem ir começando sempre de bem a melhor”.
    (Santa Madre Teresa de Jesus)

    terça-feira, 22 de março de 2011

    Província encerra ano Centenário com Celebração de Ação de Graças



    No dia 19 de março, solenidade de São José, nossa Província celebrou os 100 anos da chegada dos primeiros Carmelitas Descalços da Província Romana ao Brasil.

    A celebração de ação de graças do dia 19 de março de 2011 encerrou um ano em que a Província dedicou-se a lembrar seu passado para, agradecidos, renovar seu presente. Durante o ano destacaram-se:

    a) Os trabalhos de história feitos com simplicidade, mas levantando nomes e fatos importantes, levados a cabo por Frei Mariano Júnior e Frei César Cardoso;

    b) Com texto preparado por Frei Geraldo Boletini, as Comunidades da Província celebraram, no dia instituído como dia da Província - 17 de maio -, a Missa Comunitária pelos 100 anos da chegada;

    c) No dia 18 de julho de 2010 o povo, autoridades e a paróquia de Córrego do Bom Jesus, no sul de Minas Gerais, recepcionaram os frades da Província que ali retornaram para alguns dias de missão e para uma grande celebração comemorativa dos trabalhos missionários e pastorais dos frades da primeira comunidade da Província Romana naquela cidade;

    d) O retiro anual da Província, anualmente realizado na primeira semana se agosto, teve este ano o tema do centenário como tema de fundo e inspirou nossas meditações e celebrações. Pela primeira vez os pregadores foram escolhidos entre os próprios irmãos de hábito.

    e) Durante o ano de 2010 as comunidades recepcionaram a exposição itinerante constante de painéis com fotos, cronologia e textos históricos que narravam os grandes momentos da chegada e da história da formação da Província.



    quinta-feira, 2 de julho de 2015

    Celebrando o Centenário de nossa Diocese de Caratinga

    Um louvor especial a Deus pelos 100 anos de nossa diocese, Igreja viva que nos acolhe e nos ensina o caminho da fé, da partilha e da missão.
    A festa iniciou ano passado onde as paróquias foram convidadas a visitar a Catedral em peregrinação. Também a imagem de São João Batista- padroeiro aqui, foi levada a todas as paróquias.
    Foi um  tempo de encontros,  assembléias, reuniões, publicações de livros e material específico de nossa diocese.
    Mas ontem, dia 28/06, foi de fato um dia marcante para nós Igreja aqui situada.
    Ontem reunimos em torno de 10.000 pessoas ao redor da mesa da palavra e da eucaristia, para celebrarmos o grande dia,  os 100 anos de nossa Igreja- Diocese de Caratinga.
    Um dia frio, mas com luz do sol mansinha iluminou o espaço celebrativo (UNEC II).
    Encontros e reencontros impulsionaram a profundidade da fraternidade e força da fé.
    Quantos bispos, padres, religiosos e religiosas, povo amado de Deus reunido numa só fé num só coração para elevar preces ao Deus da vida.
    Agradeço a Deus por estar presente nesta celebração e por ser agraciada em participar da liturgia proclamando a 2ª leitura  que foi da solenidade de S João Batista.
    Meu Deus quanta  graça me concedeste!  Quanta responsabilidade ao representar o povo de Deus naquele presbitério  de tão grande celebração.
    Agradeço a Deus, ao Carmelo, a comunidade que nasci e cresci na fé, aos que me ensinaram o caminho do amor- minha família, e todos que caminharam e caminham comigo nesta missão da amar e fazer Deus amado.
    Deus seja louvado pelos que me visitaram nestes dias, tendo por aqui passado em vista do centenário.
    Deus seja bendito por cada um que fez e faz a Igreja- reino de Deus acontecer nos caminhos da vida. Sou também caminhante nesta trilha.
    Como Igreja, filha da Igreja, bendigo a Deus  e à Virgem Maria por este rico centenário.
    Amém!

    Ana Maria Eymard Pereira Scabelli-OCDS



















    terça-feira, 6 de junho de 2017

    100 anos Ciclo de Aparições de Nossa Senhora em Fátima- Mês de Maio



    A Comunidade Flor do Carmelo de Santa Teresinha ,Ocds Fortaleza /Ce 
    comemorou neste ano mariano os 100 anos do Ciclo de Aparições Angélicas e marianas  em Fátima.























    Começamos a tarde com a Recitação do Santo Rosário e a meditação dos Mistérios Gloriosos na Capela do Mosteiro  em Fortaleza diante das relíquias dos Pastorzinhos Santa Jacinta e Francisco Marto que  foram canonizados (13 de maio de 2017)  . 







    Recordamos que os cristãos deveriam retomar com fervor  as devoções marianas tradicionais: o santo terço e o escapulário.Fizemos uma  procissão e cantamos "Ave, Ave Maria".




    Fizemos a Consagração das Comunidades Ocds à Nossa Senhora e houve distribuição de lembrancinhas .Partilhamos o lanche e cantamos Parabéns para as mães.


    Reliquias dos pastorzinhos 

    Representantes das três Comunidades Ocds -Fortaleza /CE



    sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

    FÓRUM SANTA TERESINHA 2018


    Diante das maravilhas acontecidas no Fórum STJ 500 anos, realizado em setembro de 2015 em comemoração pelos 500 anos do nascimento Santa Teresa de Jesus, e diante dos diversos pedidos para a realização de um novo Fórum nos mesmos moldes do anterior, a Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares (OCDS) da Província São José - Brasil, em parceria com os frades, decidiu realizar de 15 a 18 de novembro de 2018 o FÓRUM SANTA TERESINHA, com o tema "No coração da Igreja serei o amor".
    Nosso intuito é de, passados 3 anos do Fórum anterior, reunir novamente a nossa grande família carmelitana com os demais segmentos da Igreja que veneram e amam Santa Teresinha e que bebem da espiritualidade dessa tão querida santa.
    O evento também tem a finalidade de de divulgar o carisma carmelitano para que mais pessoas possam contemplar e se deliciar com as belezas de nosso jardim florido, motivados pela carta do nosso Padre Geral Frei Savério Canistrà dirigida à Ordem Secular em junho/2017 onde ele ressalta no item 10 que "o apostolado característico do Carmelo Teresiano é a promoção da vida espiritual (...) Nesse sentido há tantas válidas e importantes iniciativas de colaboração com os outros ramos da Ordem para responder a necessidades muito flagrantes dos nossos tempos, tais como o aprendizado de oração, do silêncio, de uma vida contemplativa. Isso permite levar de modo novo a mensagem da salvação segundo o carisma teresiano-sanjuanista."
    Assim, a Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares - OCDS da Província São José, em parceria com os frades, organiza com muito carinho mais este Fórum como atitude missionária em agradecimento a Deus pelos 100 anos de sua presença no Brasil.
    Contamos com a presença de todos que desejam conhecer ou se aprofundar na espiritualidade de Santa Teresinha, Doutora da Igreja!
    Que Santa Teresinha interceda pelo Fórum, pela família do Carmelo e por toda a Igreja!
    INSCRIÇÃO
    Preencha o formulário de inscrição no site do evento:
    https://forumsantateresinha.webnode.com/
    Efetue depósito bancário do valor da inscrição observando as informações abaixo:
    De fevereiro até 31 de agosto de 2018: R$ 400,00 
    podendo ser parcelado até 31 de agosto de 2018
    A partir de 1 de setembro o valor será R$ 500,00.
    Informações para depósito:
    Nome jurídico da OCDS:
    Associação das Comunidades da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares no Brasil da Província São José - CNPJ: 08.242.445/0001-90
    Dados da conta bancária.
    Banco Itaú S A (341) - Agência: 0156 - Conta corrente: 06234-1.
    Envie o comprovante de depósito para o e-mail: 
    forumsantateresinha@gmail.com

    segunda-feira, 16 de abril de 2012

    O ENCONTRO QUE NÃO PODE SER ESQUECIDO



    Refelxão sobre a Páscoa por Frei Patrício Sciadini, ocd



    * Frei Patrício Sciadini, ocd, religioso, Carmelita Descalço, escreveu mais de 60 livros, publicados no Brasil e no exterior, atualmente é o delegado geral no Egito.



    ROMA, domingo, 15 de abril de 2012(ZENIT.org) -  *Frei Patrício Sciadini, ocd, apresenta aos leitores de ZENIT uma reflexão sobre a palavra Páscoa.
    A palavra “Páscoa” evoca no coração de todos nós cristãos sentimentos de alegria, de fé, de amor pela Pessoa de Jesus que, tendo vencido a morte,  ressuscitou  dando-nos a todos o anúncio  que não somos mais escravos da morte e do pecado. A vida resplandece e floresce em quem crê no Senhor ressuscitado. Mas ao mesmo tempo esta palavra evoca  todo o caminho que o povo de Israel realiza  desde a sua libertação da escravidão do Egito nas noites estreladas no deserto, na experiência do frio e do calor, da fome. Evoca a tentação da idolatria de um lado e de outro o amor incansável de Deus  que através de Moises, caminha na frente do povo  rumo a terra prometida. Um caminho que  inicia com a libertação e que termina  somente no encontro definitivo com o novo cordeiro imolado, Cristo Jesus, em cujo sangue somos lavados e nossas vestes se fazem mais brancas do que a neve.
    Páscoa, nova aliança sagrada da passagem da morte a vida. A grande páscoa de Cristo, resultado de tantas pequenas Páscoas que se realizam no caminho  de todo cristão. Páscoa, experiência de nossa fragilidade e da graça de Deus. Um encontro que  não pode ser esquecido porque é festa  a ser contada de pai para filho  por todas as gerações. Celebração em que o menor de todos, vendo todos os preparativos,  fica extasiado  e se aproxima do mais velho e pergunta  com alegria e brilho nos olhos: por que fazemos isto? E  inicia  o relato pascal,  a grande alegria  de contar aos que vêm depois de nós  que fomos amados por Deus e libertados de todos os nossos pecados.
    Páscoa celebrada de pé,  com sandálias nos pés, com bastão na mão, comendo o cordeiro “sem mancha e defeito”, imolado,   pronto para retomar  o caminho, comido com erva amarga para que o povo nunca esqueça que a alegria maior é sempre unida a cruz e a dor. Uma dor de alegria e celebração, é verdade que os pés sangram e doem, que o coração está ferido,  mas é também verdade que  um espírito novo  está presente no coração de quem crê. Páscoa  nova, celebrada  não mais de pé, mas com pressa, por Jesus no cenáculo como despedida solene  dos seus discípulos, como entrada dolorosa na paixão, onde o mesmo Jesus  experimenta  o abandono de todos, a solidão, a dificuldade do caminho, as lágrimas amargas, a negação dolorosa. Mas com plena consciência de ter realizado o projeto do Pai até o fim no amor oblativo de si mesmo. Onde tudo é consagrado com o derramamento do seu sangue,  sangue vivo de amor e fecundante  de una nova vida.
    Páscoa não compreendida, sofrida  no início do caminho da traição, mas que  na medida em que  a morte de cruz  se aproxima, aumenta a dor e incerteza, o medo  de que tudo está terminado. Mas o Cristo caminha de  cabeça erguida,  voluntariamente, até o calvário, para  se consumir  no amor ao Pai. O seu “tudo está consumado” não é desespero e nem  fracasso, mas sim realização de amor e “sim”  definitivo. Como é bela a páscoa contemplada como pequenas ou grandes mortes, pequenas ou grandes ressurreições. Páscoa é festa que se prepara a partir de dentro para fora,  num processo de conversão e de infinito amor. Experiência de pecado e de graça, somente os que  tem atravessado consciente e corajosamente o deserto da “quaresma”, nos quatro caminhos  indicados pelo Papa Bento XVI: oração, silêncio, partilha e jejum poderão experimentar a alegria da Páscoa. Sem esta vivencia  a Páscoa será um canto  vazio, um conector não marcante, uma passagem  que não transforma  a vida,  mas a torna ainda mais vazia.
    A páscoa é uma festa que é marcada por uma palavra tão familiar a todos  nós e inclusive presente em todas a s línguas  de todos os que creem “aleluia”. É necessário que cante a mente, cante o coração e cante o corpo  que se acorda do seu sono e do seu silêncio para contemplar o Cristo ressuscitado. O canto do aleluia  nos faz perceber que   a nossa “HORA” chegou, embora não ainda plenamente,  a hora da vida, da alegria, da vitória sobre o mal. Páscoa no mundo tecnológico e do consumismo,  banalizada,  reduzida a “férias”, viagens, compras, ovos pascais e colombas pascais, chocolate diet e outras coisinhas  que servem para preencher  o vazio do coração sem fé.
    Banalizar a Páscoa, instrumentalizá-la  para comércio é algo que fere não a sensibilidade dos cristãos, mas a fé.  A páscoa no hoje da nossa história é sermos  semeadores de esperança somente, que nasce da noite para o dia, outra numa semana e outra  num mês e outra  no fim da vida e outra ainda  daqui a 100 anos. Quero ser semeador da semente da esperança que nascerá daqui a 100 anos, assim não correrei o risco da vaidade. Crer na Páscoa é graça de Deus. Dizer feliz páscoa é dizer ao outro,  seja qual for, “você é feliz só se crê que Cristo  nasceu, sofreu, morreu e ressuscitou” e que ele lhe espera no céu para  você participar da sua glória. A páscoa, mais que uma celebração, uma memória, é uma Pessoa viva, Cristo, e você  que crê em Cristo.
    Feliz páscoa!


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