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LITURGIA DAS HORAS ON -LINE
sábado, 28 de junho de 2008
MARIA CONCEIÇÃO PERNASSI

quarta-feira, 25 de junho de 2008
Contato dos Conselheiros provinciais

CONSELHO PROVINCIAL 2007
Maria Efigênia Ribeiro Barbosa - mariaefigenia@uol.com.br
Jose Eduardo M. Manfredini Junior - eduardojunior2@hotmail.com
João Carlos de Souza Grilo - jcscseucaristia@gmail.com
Marilene Bueno Moreira Junqueira - mabujunqueira@gmail.com
José Paulo Scarabelli - jpscarabelli@yahoo.com.br
Elisa Maria Rodrigues de Moraes Almeida - elisaocds@hotmail.com
Rosemeire Lemos Piotto - roselpiotto@gmail.com
Ana Maria Scarabelli - anagambis@gmail.com
Jovita Maria de Lima Cordeiro - jovitacordeiro@hotmail.com
terça-feira, 24 de junho de 2008
FESTA DE SÃO JOÃO
João Batista nasceu quando os pais já eram idosos; este acontecimento também foi anunciado pelo anjo Gabriel ao pai Zacarias (Lc 1,5 - 25). De acordo com as palavras de Jesus, João Batista foi o maior de todos os profetas. No ano 27, ele apareceu como profeta, iniciando sua pregação. Alguns chegaram a acreditar que João era o Messias.
ANIVERSARIO DE NOSSA PRESIDENTE PROVINCIAL ANA MARIA SCARABELLI



Com as orações de nossa provincia Secular!
domingo, 22 de junho de 2008
Ditos de Luz e Amor

(retirado do livro "Obras Completas — S. João da Cruz")
PRÓLOGO
Vós, Senhor, amais a discrição, a luz e o amor mais do que outras operações da alma. Por isso, estes ditos servirão de discrição para o caminhar, de luz para o caminho e de amor no caminhar.
1
1. O Senhor sempre revelou aos mortais os tesouros da Sua sabedoria e do Seu espírito; mas agora, que a malícia vai mostrando cada vez mais o seu rosto, revela-os ainda mais.
2. Ó Senhor, meu Deus, quem Vos procurará com amor puro e singelo sem que Vos encontre ao seu gosto e vontade, sabendo que Vós sois o primeiro a mostrar-vos e a vir ao encontro daqueles que Vos desejam?
3. Ainda que o caminho seja plano e suave para os homens de boa vontade, contudo o caminhante andará pouco e a muito custo se nisso mesmo não se empenhar com boas pernas, coragem e audaz porfia.
4. Mais vale estar carregado junto do forte do que aliviado junto do fraco. Quando estás carregado estás junto de Deus, que é a tua fortaleza, pois Ele está perto dos atribulados. Quando estás aliviado estás junto de ti, que és a tua própria fraqueza. A virtude e a fortaleza da alma crescem e confirmam-se com trabalhos e paciência.
5. Quem quiser estar sozinho, sem ajuda de mestre ou guia, assemelha-se à árvore do campo, sozinha e sem dono: por muito fruto que dê, os caminhantes sempre a colherão antes do tempo.
6. A árvore cultivada e resguardada pelo seu dono dá o fruto no tempo que dela se espera.
7. A alma virtuosa, sozinha e sem mestre, é como o carvão aceso que fica só: mais se vai esfriando que acendendo.
8. Quem cai sozinho, sozinho fica no chão, e pouco apreço tem pela sua alma, pois só a escora em si.
9. Se não temes cair sozinho, como presumes em levantar-te sozinho? Olha que podem mais dois juntos do que um sozinho.
10. Quem cai carregado, dificilmente se levantará.
11. Quem cai cego, não se levantará sozinho. E, se se levantar, encaminhar-se-á por onde não convém.
12. Deus antes quer de ti o mais pequeno grau de pureza de consciência do que todas as obras que possas fazer.
13. Deus antes quer de ti o mais pequeno grau de obediência e humildade do que todos esses serviços que Lhe pensas oferecer.
14. Deus estima mais em ti a disposição para a aridez e o sofrimento por Seu amor do que todas as consolações, visões espirituais e meditações que possas ter.
15. Nega os teus desejos e encontrarás o que o teu coração deseja. Sabes, por acaso, se o teu apetite é do agrado de Deus?
16. Ó dulcíssimo amor de Deus, tão mal conhecido! Descansado fica quem encontrou a sua fonte.
17. Se hás-de receber redobrada amargura por fazeres a tua vontade, então não a faças, apesar de te amargurares.
18. A alma que se encaminha para Deus, se tiver em si o mais pequeno apetite por qualquer coisa do mundo, vai mais desonesta e impura do que se carregasse todas as indecorosas e molestas tentações e trevas que se possam imaginar, desde que a vontade racional não as aceite. Nessa ocasião até se pode aproximar com mais confiança de Deus, porque está a fazer a vontade de Sua Majestade que diz: Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu vos aliviarei (Mt 11,28).
19. Agrada mais a Deus a alma que, na aridez e provações, se sujeita à razão do que aquela que, sem dela fazer caso, tudo faz a seu bel-prazer.
20. Uma obra feita às escondidas e sem querer que se saiba, por pequena que seja, agrada mais a Deus do que mil feitas com vontade de que os homens as vejam. Quem faz as coisas por Deus no amor mais puro, pouco se importa que os homens as vejam, pois nem as faz para que o próprio Deus as conheça. E ainda que Ele nunca as viesse a conhecer, não deixaria de Lhe prestar os mesmos serviços com a mesma alegria e pureza de amor.
21. A obra feita por Deus em total pureza, transforma o coração puro em reino inteiro para o seu senhor.
22. Duplo trabalho tem o pássaro que poisou no visco: soltar-se e limpar-se. Também de duas maneiras pena quem satisfaz o seu apetite: em primeiro lugar libertar-se dele e, depois, limpar-se do se lhe apegou.
23. Quem não se deixa levar pelos apetites, voará ligeiro no espírito, como acontece à ave que tem penas.
24. A mosca que poisa no mel interrompe o seu voo. A alma que queira manter-se atida ao sabor do espírito interrompe a sua liberdade e contemplação.
25. Se quiseres guardar a imagem pura e simples do rosto de Deus na tua alma, não te mistures com as criaturas; ao contrário, esvazia e afasta muito delas o teu espírito e andarás na luz divina, porque Deus não se parece com elas.
26. Oração da ala enamorada
Senhor Deus, Amado da minha alma!
* Se ainda Vos recordais dos meus pecados para não me fazeres o que Vos tenho andado a pedir, fazei meles, meu Deus, a Vossa vontade, pois é o que eu mais quero; fazei sentir a Vossa bondade e misericórdia e neles sereis conhecido.
* E se estais à espera das minhas obras para atenderdes o meu pedido, dai-mas Vós e realizai-as por mim, bem como as penas que quiserdes aceitar, e faça-se.
* Mas se pelas minhas obras não esperais, então porque esperais, meu clementíssimo Senhor? Porque tardais?
* E já que, enfim, há-de ser graça e misericórdia o que em vosso Filho Vos peço, recebei o meu nada, já que o quereis, e concedei-me este bem, que também é o que quereis.
* Quem se poderá livrar destes modos e baixos termos se não sois Vós, meu Deus, a erguê-lo para Vós, em pureza de amor? Como se elevará até Vós o homem gerado e criado em baixezas, se não sois Vós, Senhor, a deitar-lhe a mão com que o fizestes?
* Meu Deus, não me ireis roubar o que me destes um dia no vosso único Filho, Jesus Cristo, no qual me destes tudo quanto quero; por isso, espero e confio em que não tardarás.
* E porquê tanta demora, se já podes a Deus no teu coração?
* Os céus são meus e a terra é minha. Os povos são meus; meus são os justos e os pecadores. Os anjos são meus, a Mãe de Deus é minha, e minhas são todas as coisas. O próprio Deus é meu e para mim, porque Cristo é meu e todo para mim. Então, que pedes e procuras alma minha? Tudo isto é teu e para ti. Não te rebaixes nem olhes às migalhas que caem da mesa do teu Pai.
* Sai para fora e gloria-te na tua glória; esconde-te nela e goza, pois alcançarás o que o teu coração deseja.
27. O espírito bem purificado não se mistura com estranhas advertências nem respeitos humanos, mas apenas se comunica interiormente com Deus, na solidão de todas as formas, em ameno sossego, porque o seu conhecimento é em silêncio divino.
28. A alma enamorada é suave, mansa, humilde e paciente.
29. A alma rude endurece-se no seu amor-próprio.
30. Se Vós, ó bom Jesus, não suavizais a alma no Vosso amor, ela continuará sempre na sua rudeza natural.
31. Quem perde a ocasião é como quem deixou fugir o pássaro da mão: não o voltará a apanhar.
32. Eu não Vos conhecia, meu Senhor, porque desejava ainda conhecer e saborear coisas.
33. Senhor Deus, que tudo mude em boa hora para repousarmos em Vós.
34. Um só pensamento do homem vale mais que o mundo inteiro. Portanto, só Deus é digno dele.
35. O que não sentes é insensível; o que sentes é sensível; o pensamento é espírito de Deus.
36. Olha que o teu anjo da guarda nem sempre move o apetite a agir, se bem que ilumine sempre a razão. Portanto, não estejas à espera do gosto para praticar a virtude, pois basta a razão e o entendimento.
37. Quando o apetite está posto noutra coisa, não dá lugar a que o anjo o mova.
38. O meu espírito secou, porque se esqueceu de apascentar-se em Vós.
39. O que pretendes e o que mais desejas não o encontrarás no caminho que levas, nem na alta contemplação, mas só com muita humildade e docilidade de coração.
40. Não te canses, pois não gozarás da suavidade do espírito se não te entregares à mortificação de tudo quanto desejas.
41. Lembra-te que a flor mais delicada é a que murcha mais depressa e perde o seu perfume; livra-te, portanto, de caminhar pelo espírito do sabor, pois serás inconstante; procura antes um espírito robusto, desapegado de tudo, e encontrarás suavidade e paz em abundância, porque a fruta mais saborosa e duradoira apanha-se nas terras frias e secas.
42. Pensa que a tua carne é fraca e que nenhuma coisa deste mundo pode trazer fortaleza e consolação ao teu espírito, porque o que nasce do mundo é do mundo, e o bom espírito só nasce do espírito de Deus, que não se comunica nem pelo mundo nem pela carne (cf. Jo 3,6).
43. Presta atenção à razão para fazeres o que ela te indicar no caminho para Deus. Valer-te-á mais isso diante de Deus do que todas as obras feitas sem essa atenção e todos os gostos espirituais que desejas.
44. Feliz aquele que, tendo posto de lado o seu gosto e afeição, vê as coisas na razão e na justiça para as fazer.
45. Quem se guia pela razão é como quem se nutre de substancia; quem se guia pelo gosto da sua vontade é como quem come fruta mole.
46. Senhor, com alegria e amor, levantais de novo quem Vos ofende, enquanto que eu não volto a levantar nem honrar a quem me aborrece.
47. Ó Senhor todo-poderoso, se uma centelha do império da Vossa justiça tem tanta influência no príncipe mortal que governa e guia as nações, o que não fará a Vossa omnipotente justiça no justo e no pecador?
48. Se purificares a tua alma dos estranhos gozos e apetites, entenderás as coisas em espírito; e, se nelas negares o apetite, gozarás da sua verdade, entendendo nelas o que é certo.
49. Senhor, meu Deus, Vós não sois estranho a quem não se esquiva de Vós. Porque dizem, então, que Vós vos ausentais?
50. Verdadeiramente venceu todas as coisas aquele a quem nem o gosto delas o move ao prazer nem a sua insipidez lhe causa tristeza.
51. Se quiseres chegar ao santo recolhimento, mais do que consentindo hás-de ir negando.
52. Meu Deus, indo convosco, seja para onde for, em toda a parte me há-de acontecer aquilo que para Vós desejo.
53. Não poderá chegar à perfeição quem não procura satisfazer-se com tão pouco, de modo que a concupiscência natural e espiritual estejam satisfeitas mesmo sem nada; aliás, é o que se pede para gozar da suma tranquilidade e paz de espírito. É assim que o amor de Deus, na alma pura e simples, está quase permanente em acto.
54. Lembra-te que Deus é inacessível e, por isso, não te deves concentrar no que as tuas potências podem compreender e os teus sentidos sentir, a fim de não te satisfazeres com o mais inferior nem a tua alma perder a necessária ligeireza no caminho para Ele.
55. Como quem puxa um carro encosta acima, assim caminha para Deus a alma que não se liberta de cuidados nem apaga o apetite.
56. Não é da vontade de Deus que a alma se perturbe com coisa alguma nem que sofra amarguras; e se as sofre com as contrariedades do mundo, isso deve-se à sua pouca virtude, porque a alma perfeita alegra-se naquilo em que a imperfeita se atormenta.
57. O caminho da vida é de muito pouco barulho e pretensão, e requer mais mortificação da vontade do que muito saber. Quem menos se agarrar às coisas e aos gostos, mais avançará por ele.
58. Não penses que trabalhar muito agrada mais a Deus do que fazê-lo com boa vontade, sem apegos e respeitos humanos.
59. No entardecer examinar-te-ão no amor. Aprende a amar como Deus quer ser amado e não olhes à tua condição.
60. Procura não te misturares em coisas alheias, nem sequer te lembres delas, porque quiçá não poderás cumprir o que tens a fazer.
61. Não julgues que, por não luzirem no outro as virtudes que tu pensas, não será ele precioso aos olhos de Deus pelo que tu não pensas.
62. O homem não sabe alegrar-se nem condoer-se muito bem, porque desconhece a distância entre o bem e o mal.
63. Procura não te entristeceres tão depressa com as contrariedades do mundo, pois não sabes o bem que acarretam consigo, nem como está ordenado nos juízos de Deus para a alegria sempiterna dos eleitos.
64. Não te delicies com as riquezas temporais, pois não sabes ao certo se elas te asseguram a vida eterna.
65. Na tribulação recorre imediatamente a Deus com toda a confiança e serás fortalecido, iluminado e ensinado.
66. Na consolação e na alegria recorre imediatamente a Deus com temor e verdade, e não serás enganado nem envolvido pela vaidade.
67. Considera a Deus como o esposo e o amigo que te acompanha sempre, e, assim, não pecarás, saberás amar, e conhecerás a prosperidade das coisas que necessitas.
68. Conquistarás as pessoas sem grande esforço e as coisas ser-te-ão servidas, se delas e de ti mesmo te esqueceres.
69. Tranquiliza-te, evitando freimas e não te preocupando com o que acontece; assim servirás a Deus a seu gosto e n’Ele gozarás.
70. Lembra-te que Deus só reina numa alma pacífica e livre.
71. Podes fazer muitas coisas, mas se não aprendes a negar a tua vontade e a dominar-te, não te preocupando contigo e com as tuas coisas, não avançarás na perfeição.
72. Que adianta dares a Deus uma coisa se Ele te pede outra? Pensa no que Deus poderá querer e fá-lo, porque assim satisfarás melhor o teu coração do que com aquilo que gostas.
73. Como te atreves a folgar sem nenhum temor, se tens de comparecer diante de Deus para prestar contas da mais pequena palavra e pensamento?
74. Lembra-te que são muitos os chamados e poucos os escolhidos (Mt 22,14). Se não cuidares de ti, é mais certa a tua condenação do que a tua salvação, sobretudo sendo tão estreita a via que conduz à vida eterna (Mt 7,14).
75. Não te alegres inutilmente, pois tu sabes quantos pecados cometestes, mas não sabes como Deus se comporta contigo. É melhor temeres com confiança.
76. Se na hora de prestar contas a Deus te hás-de lamentar por não teres utilizado este tempo ao seu serviço, porque não o ordenas e empregas já como gostarias de o ter feito quando estiveres para morrer?
77. Se queres que no teu espírito nasça a devoção, e que o amor de Deus e o gosto pelas coisas divinas aumente, purifica a alma de todos os apetites, apegos e pretensões de modo a não te inquietares com nada de nada. Tal como o doente, que passada a má disposição, se sente logo bem de saúde e com vontade de comer, assim também te convalescerás em Deus, se disto te curares; caso contrário, por muito que faças, de nada te aproveitará.
78. Se desejas encontrar a paz e a consolação da tua alma e servir deveras a Deus, não te contentes com o que deixaste, porque, com isso em que de novo andas metido, talvez estejas tão atado ou mais do que antes. Abandona tudo o que ainda te falta e volta-te para a única coisa que tudo traz consigo; a santa solidão, acompanhada da oração e da santa e divina leitura, e aí persevera no esquecimento de todas as coisas, porque, se a obediência não te mandar, agradarás mais a Deus em saber-te guardar e aperfeiçoar a ti mesmo do que em conquistá-las todas juntas. Afinal, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro se deixa perder a sua alma (Mt 16,26).
2
Pontos de amor
79. Modere muito a língua e o pensamento, e traga continuamente o afecto em Deus; assim, o espírito abrasar-se-á divinamente.
80. Não apascente o espírito senão em Deus. Despreze o cuidado das coisas e viva na paz e no recolhimento do coração.
81. Viva na tranquilidade de espírito com amorosa atenção a Deus; e, quando for preciso falar, faça-o com a mesma paz e sossego.
82. Lembre-se frequentemente da vida eterna, e que os mais humilhados, pobres e abatidos são os que hão-de gozar em Deus do mais alto senhorio e glória.
83. Alegre-se sempre em Deus, seu Salvador (Lc 1,47), e saiba que qualquer sofrimento por quem é bom traz benefícios.
84. Vejam quão necessário é serem inimigas de vós mesmas e como hão-de caminhar para a perfeição pelo santo rigor; considerem que Deus leva em conta cada palavra que tiverem dito sem ser por obediência.
85. Tenha um profundo desejo de que Deus lhe dê o que Sua Majestade sabe que lhe falta para Sua honra.
86. Interior e exteriormente crucificada com Cristo, a sua alma, pela sua constância, viverá nesta vida em abundância e consolação (Lc 21,19).
87. Traga uma amorosa atenção a Deus, e não queira sentir ou entender nada a Seu respeito.
88. Traga sempre uma permanente confiança em Deus, apreciando em si e nas Irmãs o que Deus mais estima: os bens espirituais.
89. Entre dentro de si e trabalhe na presença do Esposo, que sempre está presente e lhe quer bem.
90. Seja inimiga de admitir em sua alma coisas sem substancia espiritual, para que não lhe façam perder o gosto à devoção e ao recolhimento.
91. Cristo crucificado basta-lhe; pene e descanse n’Ele, aniquilando-se em todas as coisas exteriores e interiores.
92. Procure sempre que as coisas sejam para si como nada, e nada seja para elas. Olvidada de tudo, viva no seu recolhimento com o Esposo.
93. Ame muito o sofrimento, mas não lhe dê grande importância a fim de cair em graça ao Esposo, que não hesitou em morrer por si.
94. Tenha um coração firme contra tudo o que a mover para o que não é Deus. Seja afeiçoada à paixão de Cristo.
95. Viva interiormente desapegada de todas as criaturas e não ponha o gosto nas coisas temporais; assim acomodará a sua alma para bens que não conhece.
96. A alma que caminha no amor, não cansa nem se cansa.
97. Ao pobre que está nu hão-de vestir; e à alma que se despe dos seus apetites, quereres e não-quereres, vesti-la-á Deus com a Sua pureza, gosto e vontade.
98. Há almas que rebolam na lama como os animais que nela se enchafurdam; mas, há outras, as que voam como as aves, que se purificam e limpam no ar.
99. Uma palavra falou o Pai, que foi o seu Filho, e di-la sempre em eterno silêncio, e em silêncio a há-de ouvir a alma.
100. Havemos de nos medir pelos trabalhos, e não medir os trabalhos por nós.
101. Quem não procura a cruz de Cristo não procura a glória de Cristo.
102. Deus, para se enamorar da alma, não olha à sua grandeza, mas à grandeza da sua humildade.
103. Aquele que me negar diante dos homens, também o hei-de negar diante do meu Pai que está no Céu, diz o Senhor (Mt 10,33).
104. O cabelo frequentemente penteado torna-se liso e não é difícil penteá-lo quantas vezes quisermos. A alma que examinar frequentemente os seus pensamentos, palavras e obras – que são os seus cabelos – fazendo todas as coisas por amor de Deus, ficará com o cabelo muito liso; o Esposo, ao contemplar-lhe o rosto, ficará preso e ferido num dos olhos, que é a pureza de intenção com que faz todas as coisas. Se quisermos alisar o cabelo, começamos a penteá-lo no cimo da cabeça; se quisermos que todas as nossas obras sejam puras e límpidas, hão-de começar a ser feitas no mais alto amor de Deus.
105. O céu é firme e não está sujeito a geração. As almas que são de natureza celestial são firmes, não estão sujeitas a gerar apetites ou qualquer outra coisa, porque na sua maneira parecem-se a Deus, que nunca muda.
106. Não comer em pastos vedados, como são os desta vida, porque bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados (Mt 5,6). O que Deus pretende é fazer-nos deuses por participação, sendo-o Ele por natureza, como o fogo que tudo converte em fogo.
107. A bondade que temos é emprestada, enquanto que Deus a tem por obra própria. Deus é Ele e a sua obra.
108. A sabedoria entra pelo amor, pelo silêncio e pela mortificação. Grande sabedoria é saber calar e não fazer caso de ditos, casos e vidas alheias.
109. Tudo para mim e nada para ti.
110. Tudo para ti e nada para mim.
111. Deixa-te ensinar, deixa-te mandar, deixa-te humilhar e desprezar, e serás perfeita.
112. Qualquer apetite causa na alma cinco danos: primeiro, inquieta-a; segundo, perturba-a; terceiro, suja-a; quarto, enfraquece-a; quinto, obscurece-a.
113. A perfeição não está nas virtudes que a alma descobre em si, mas naquelas que nosso Senhor nela vê, pois é uma carta fechada. Assim, a alma não tem porque se orgulhar de si mesma, mas antes prostrar-se por terra.
114. O amor não consiste em sentir grandes coisas, mas viver com grande simplicidade e sofrer pelo Amado.
115. O mundo inteiro não é digno de um único pensamento do homem, porque só a Deus é devido; deste modo, qualquer pensamento que não se tiver em Deus é-Lhe roubado.
116. As potências e os sentidos não se devem ocupar totalmente das coisas, mas só o que não pode ser escusado, ficando o resto livre para Deus.
117. Não reparar nos defeitos alheios, manter o silêncio e uma relação contínua com Deus arrancará da alma muitas imperfeições, tornando-a senhora de grandes virtudes.
118. Os sinais do recolhimento interior são três: primeiro, se a alma não gostar das coisas transitórias; segundo, se gostar da solidão e do silêncio e se sentir impelida para o mais perfeito; terceiro, se as coisas que antes a costumavam ajudar, por exemplo reflexões, meditações e actos, agora a estorvam, não encontrando outro apoio na oração senão a fé, a esperança e a caridade.
119. Se uma alma for mais paciente no sofrer e mais tolerante com a carência de gostos é sinal de que tem crescido na virtude.
120. As propriedades do pássaro solitário são cinco. Primeira, voa para a parte mais alta; segunda, não tolera nenhuma companhia, nem mesmo da sua natureza; terceira, vira o bico para o ar; quarta, não tem cor determinada; quinta, canta suavemente. Estas mesmas qualidades há-de ter a alma contemplativa; colocar-se acima das coisas passageiras, fazendo tanto caso delas como se não existissem; ser muito amiga da solidão e do silêncio de modo a não tolerar companhia de outra criatura; voltar o bico para a brisa do Espírito Santo, correspondendo às suas inspirações, a fim de se tornar mais digna da Sua companhia; não ter cor determinada, ou seja, não ter tomado outra determinação, a não ser naquilo que é vontade de Deus; cantar suavemente na contemplação e no amor do seu Esposo.
121. Os hábitos das imperfeições voluntárias que nunca se acabam por vencer, - por exemplo, o costume de falar muito, uma pequena afeição não vencida em relação a qualquer pessoa, roupa, cela ou livro, tal género de comida, certas conversas e prazer em querer saborear coisas, em saber, em ouvir, e outras semelhantes -, não só impedem a divina união como não deixam chegar a perfeição.
122. Se te queres gloriar e não pareceres néscio e louco, retira de ti o que não te pertence, e receberás glória do que sobrar. Mas, se retirares todas as coisas que não te pertencem, certamente ficarás reduzido a nada; portanto, não te deves gloriar de nada a fim de não te envaideceres. Mas desçamos agora de um modo especial aos dons daquelas graças que tornam os homens atraentes e agradáveis aos olhos de Deus; de certeza que desses dons não te deves gloriar, pois ainda não sabes se os tens.
123. Oh! Quão doce será para mim a Vossa presença, Vós que sois o sumo Bem! Aproximar-me-ei de Vós em silêncio e descobrir-vos-ei os pés a fim de que permitais unir-me convosco em matrimónio, pois não descansarei enquanto não me vir nos vossos braços (Rt 3,4-9). E agora, Senhor, peço-vos que nunca me abandoneis no meu recolhimento, para que a minha alma não se dissipe.
124. Desatada do exterior, desapossada do interior, desapropriada das coisas de Deus, nem a propriedade a detêm nem a adversidade a estorva.
125. Como ao próprio Deus, assim teme o demónio a alma que está unida a Deus.
126. O mais puro padecer traz e acarreta consigo um mais puro entender.
127. A alma desejosa de que Deus se lhe entregue totalmente, também totalmente se lhe há-de entregar, sem nada reservar para si.
128. A alma que vive na união de amor, nem sequer os primeiros movimentos lhe pertencem.
129. Os velhos amigos de Deus dificilmente pecam contra Deus, porque estão acima de tudo quanto os possa levar a pecar.
130. Ó meu Amado, tudo o que for áspero e trabalhoso eu quero para mim, e para Vós tudo quanto for suave e saboroso!
131. A maior necessidade que temos para progredir diante deste grande Deus é calar o apetite e a língua, pois a linguagem que Ele mais ouve é só a do amor.
132. É às escuras que se procura a Deus. A luz acende-se no exterior para não cair, mas nas coisas de Deus é ao contrário. Portanto, é melhor a alma não ver, e assim vai mais segura.
133. Com os bens de Deus ganha-se mais durante uma hora do que com os nossos a vida inteira.
134. Alegra-te por nem tu nem os outros te conhecerem. Nunca reparar nos bens e males alheios.
135. Viver a sós com Deus; entretanto, ir trabalhando por esconder os bens de Deus.
136. Perder e querer que todos nos ganhem é próprio de espíritos arrojados, de almas generosas. Dar em vez de receber, é próprio de corações generosos que se entregam, e pertencer-se a si mesmos é para eles um grande fardo, por isso, preferem dar-se aos outros e esquecerem-se de si mesmos. De facto, pertencemos mais a esse Bem infinito do que a nós próprios.
137. Ter mais olhos para os bens de Deus do que para o próprio Deus é um grande erro. Oração e desprendimento.
138. Repare naquele infinito saber e aquele segredo escondido! Que paz, que amor, que silêncio o daquele divino peito! E que ciência tão elevada é a que Deus ali ensina! A isto chamamos actos anagógicos, que tanto incendeiam o coração.
139. Muito perde e apouca o segredo da consciência todas as vezes que alguém fala aos homens dos seus frutos, porque já recebeu como galardão o fruto da fama transitória.
140. Fale pouco e não se meta em coisas que não lhe perguntem.
141. Procure andar sempre na presença de Deus e conservar em si a pureza que Ele lhe ensina.
142. Não se desculpe nem se recuse a ser corrigido por todos. Oiça com calma todas as correcções. Pense que é Deus quem lhas está a dizer.
143. Viva neste mundo como se apenas vivesse com Deus, para que o seu coração não se prenda a nada humano.
144. Se alguma vez lhe disseram alguma palavra boa, tenha-a como misericórdia de Deus, pois não merece nenhuma.
145. Nunca deixe extravasar o seu coração, nem que seja pelo espaço de um Credo.
146. Nunca oiça as fraquezas dos outros. E, se alguma lhe vier fazer queixa de outra, com humildade poderá dizer-lhe que não quer ouvir nada.
147. Não se queixe de ninguém. Não pergunte nada; se tiver de o fazer, faça-o com poucas palavras.
148. Não rejeite o trabalho, mesmo que julgue não o poder fazer. Que todos encontrem compaixão em si.
149. Não contradiga; e de forma alguma diga palavras indecorosas.
150. Fale de modo a não ofender ninguém; fale de coisas que todos possam vir a saber, sem disso se arrepender.
151. Não recuse nada do que é seu, ainda que lhe faça falta.
152. Não fale daquilo que Deus lhe dá, e lembre-se daquelas palavras da Esposa: O meu segredo é para mim (Is 24,16).
153. Procure manter o seu coração em paz. Que nenhum acontecimento deste mundo o perturbe. Lembre-se que tudo acabará.
154. Não faça caso algum de quem é por si ou contra si. Procure agradar sempre a Deus. Peça-lhe que se faça em si a Sua vontade. Ame-O muito, como é seu dever.
155. Doze estrelas para chegar à máxima perfeição: amar a Deus, amar o próximo, obediência, castidade, pobreza, ir ao coro, penitência, humildade, mortificação, oração, silencio, paz.
156. Por muito santo que seja, nunca tomes o homem por modelo no que tiveres a fazer, porque o demónio acabará por te mostrar as suas imperfeições. Imita antes a Cristo, sumamente perfeito e santo, e nunca te enganarás.
157. Procurai lendo e encontrareis meditando. Chamai orando e abrir-se-vos-á contemplando.
3
(Recolhidos pela Irmã Madalena do Espírito Santo,
carmelita descalça de Beas)
158. Aquele que trabalha por Deus com puro amor, não se importa que os homens o saibam, nem o faz para que o próprio Deus o saiba. E mesmo que Deus nunca o viesse a saber, n ao deixaria de realizar esses trabalhos com a mesma alegria e amor.
159. Outro aviso para vencer os apetites: Trazer um constante desejo de imitar a Jesus Cristo em todas as suas obras, conformando-se à Sua vida, a qual deve meditar para saber imitar, e fazer tudo como Ele faria (1S 13,3).
160. Para isto, é necessário renunciar a qualquer apetite ou gosto que não seja só para honra e glória de Deus, e ficar sem nada por amor d’Aquele que, durante esta vida, não teve nem quis fazer senão a vontade de seu Pai, à qual chamava sua comida e alimento.
161. Para mortificar as quatro paixões naturais — gozo, tristeza, temor e esperança — muito lhe pode ajudar o seguinte:
Procurar inclinar-se sempre não ao mais fácil, mas ao mais difícil.
Não ao mais saboroso, mas ao mais desabrido.
Não ao mais gostoso, mas ao que não dá gosto.
Não se inclinar ao que é descanso, mas ao mais trabalhoso.
Não ao consolo, mas ao desconsolo.
Não ao mais, mas ao menos.
Não ao mais alto e precioso, mais ao mais baixo e desprezível.
Não ao desejar algo, mas ao não querer nada.
Não procurar o melhor das coisas, mas o pior.
E, por amor a Jesus Cristo, viver na desnudez, no nada e na pobreza de tudo
quanto há no mundo.
162. Para a concupiscência:
Procurar agir com simplicidade e desejar que os outros o façam.
Procurar falar em desprezo próprio e desejar que todos o façam.
Procurar pensar mal de si mesmo e desejar que os outros o façam.
163. Tenha o coração firme contra tudo o que não a mover para Deus, e seja amiga de padecer por Cristo.
164. Prontidão na obediência, alegria no sofrimento, mortificação na vista, não querer saber nada, silêncio e esperança.
165. Modere muito a língua e o pensamento, ande frequentemente com o afecto em Deus, e o espírito divino muito o abrasará. Leia isto muitas vezes.
4
(Recordados por Maria de Jesus)
166. Vencer-se a si mesma, e não se apoiar em criatura alguma.
167. Estar voltada contra si mesma, arreliada, mas nunca parada.
168. Tirar o pensamento das criaturas, fechando-lhes a porta.
169. Purificado de todas as afeições, pensamentos e imagens, sussurra o doce canto com compunção e lágrimas.
5
Outros avisos
170. Quanto mais te apartas das coisas terrenas, tanto mais te aproximas das celestes e mais te unes a Deus.
171. Quem souber morrer a tudo, encontrará vida em tudo.
172. Foge do mal. Faz o bem. Procura a paz.
173. Quem se queixa ou murmura não é perfeito nem sequer bom cristão.
174. Humilde é quem se esconde no seu próprio nada e sabe abandonar-se a Deus.
175. Manso é quem sabe suportar o próximo e a si mesmo.
176. Se quiseres ser perfeito, vende a tua vontade, dá-a aos pobres de espírito, aproxima-te de Cristo, com mansidão e humildade, segue-O até ao Calvário e ao sepulcro.
177. Quem se fia de si próprio é pior que o demónio.
178. Quem não ama o seu próximo, aborrece a Deus.
179. Quem age com tibieza está perto da queda.
180. Quem foge da oração, de todo o bem foge.
181. É melhor vencer-se na língua do que jejuar a pão e água.
182. É melhor sofrer por Deus que fazer milagres.
183. Oh, que bens não gozaremos quem a visão da Santíssima Trindade!
184. Não penses mal do teu irmão, pois perderás a pureza do coração.
185. Trabalhos, quantos mais melhor.
186. O que é que sabe quem não sabe sofrer por Cristo?
sexta-feira, 13 de junho de 2008
13/06 - DIA DE SANTO ANTÔNIO
SANTA TERESINHA E SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA terça-feira, 10 de junho de 2008
FREI PIERINO VISITA MOCOCA
Elisabete da Trindade
Foi assim que Frei Pierino começou a sua palestra em Mococa, para o grupo da OCDS.
Ao Grupo Santa Teresinha de Mococa nosso agradecimento por ter-nos recebido com tanto carinho.
Para ver a foto maior clique nela duas vezes.

segunda-feira, 9 de junho de 2008
VISITA A COMUNIDADE DE FRANCA

COMUNIDADE DE FRANCA: OBRIGADA PELA ACOLHIDA!

sábado, 7 de junho de 2008
07-06 - Bem-aventurada Ana de São Bartolomeu
Ana nasceu em Almendral (Ávila), aos 10.10.1549, numa família pobre em bens materiais, mas riquíssima em virtudes cristãs. Ingressou no Carmelo de São José de Ávila em 1570. Foi a primeira “leiga” da Reforma de Santa Teresa. Desde o início foi muito amada pela Santa Doutora, em cujas mãos fez seus votos no dia 15.8.1572.
Por graça de Deus, méritos de Santa Teresa e obediência da própria beata, passou de simples irmã conversa e analfabeta a secretária particular da doutora mística. Deste modo chegou a ser discípula predileta e herdeira do espírito de Teresa, como o foi Eliseu do grande profeta Elias. Isto vem afirmado os processos da causa da beata Ana.
Como secretária, acompanhou Santa Teresa em suas peregrinações fundacionais. A Santa, reconhecendo o valor de sua colaboração e sua extraordinária santidade, chegou a dizer-lhe:Ana aprendeu a escrever de modo milagroso.
Destacou-se sempre por sua imensa caridade, tanto para Deus quanto para com o próximo.
Através de sua autobiografia ficamos sabendo que ela desejava ansiosamente morrer de amor e suspirava por esta felicidade. É sua esta frase: “Ah, como me pesa este corpo! Eu estou cansada de cuidar dele. Meu desejo é ver-me livre destas correntes
Quando morreu Santa Teresa, Ana foi para a França, onde fundou vários conventos, dando maravilhosos exemplos de todas as virtudes. Em sua autobiografia, escrita por obediência, deixou-nos o registro das muitas graças místicas que experimentou durante sua vida, como fruto de seu grande amor à Humanidade de Jesus e ao mistério da Santíssima Trindade.
Morreu em 1622 e foi beatificada em 1917, pelo papa Bento XV.
Sua festa é celebrada no dia 7 de junho.
Foi admirável seu zelo pela salvação das almas, manifestado nas relações impostas por seu cargo de priora e fundadora. A fecundidade de sua vida encontra sua base e explicação em sua comunicação assídua com Deus pela oração e em seu espírito de penitência. Pregando mais pelo exemplo que pelas palavras, formou muitas e santas filhas, que foram sua melhor coroa neste mundo e espelhos de suas virtudes diante de Deus e dos homens.
Pode-se dizer que esta beata passou pela terra fazendo o bem, pensando mais nos outros que em si mesma. Desprendia-se de tudo o que pudesse distraí-la de fixar os olhos no céu. Faleceu no Carmelo de Amberes, aureolada de glória e de santidade.
Suas palavras eram ouvidas com veneração pelos príncipes do mundo e pelos prelados da Igreja.
Suas qualidades eram as de uma verdadeira e genuína carmelita: adesão inquebrantável à Igreja, entranhado amor à sua Ordem e ardente zelo pela salvação das almas. Desde o começo até o fim de sua vida destacou-se pela humildade, seja como superiora ou mesmo aconselhando aqueles que lhe pediam orientação espiritual. A vida espiritual da beata Ana foi totalmente centrada na vontade de Deus, a quem sempre buscou, amou e serviu com generosa fidelidade.
Ó Deus, que nos dais na Beata Ana maravilhoso exemplo de humildade, concedei-nos a nós, vossos servos, que, seguindo seus exemplos, recebamos o prêmio que prometestes aos humildes. Amém.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
Papa autoriza exposição pública do Santo Sudário de Turim em 2010

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 2 de junho de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI anunciou nesta segunda-feira uma exposição pública na primavera de 2010 do Santo Sudário, o sudário no qual segundo a tradição foi envolto o corpo de Cristo após a crucifixão.
As duas exposições precedentes haviam acontecido em 1998 e em 2000, por indicação de João Paulo II.
O próprio Papa fez o anúncio ao receber um grupo de peregrinos da arquidiocese de Turim, assegurando que «será uma ocasião sumamente própria – estou seguro – para contemplar esse misterioso rosto, que silenciosamente fala ao coração dos homens, convidando-lhes a reconhecer nele o rosto de Deus».
E acrescentou: «Se o Senhor me dá a vida e a saúde, espero ir eu também» visitá-lo.
Escutaram o anúncio na Sala Paulo VI no Vaticano 7 mil fiéis de Turim, acompanhados por seu arcebispo, o cardeal Severino Poletto.
O sudário de Turim é um lençol de linho retangular, de 436 cm de comprimento e 110 cm de largura. Sobre um mesmo lado da tela estão impressas as marcas frontais e dorsais de um homem morto depois de ter sido crucificado.
Seu caráter científico começou a ser estudado a partir de 1898, quando um fotógrafo de Turim constatou que o negativo das imagens representam o corpo e o rosto de um homem crucificado segundo contavam os Evangelhos.
Em 1989 foi submetida à prova do carbono 14, estabelecendo-se que era um tecido datado entre 1260 e 1390. Especialistas de prestígio científico reconhecido criticaram aqueles exames por considerar que não tiveram rigor necessário.
Ao visitar o Santo Sudário na catedral de Turim, em 24 de maio de 1998, João Paulo II explicou que o lenço constitui um «desafio à inteligência» pela extraordinária crônica visual que oferece da paixão de Cristo.
«Dado que não se trata de uma matéria de fé, a Igreja não tem competência específica para aprofundar-se sobre essas questões. Encomenda aos cientistas a tarefa de continuar investigando para encontrar respostas adequadas aos interrogantes relacionados com este lenço que, segundo a tradição, envolveu o corpo de nosso Redentor quando foi deposto da cruz», disse o falecido Papa nessa ocasião (Cf. João Paulo II, 24 de maio de 1998).
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Nápoles celebra beatificação de carmelita
Por Marta Lago
NÁPOLES, segunda-feira, 2 de junho de 2008 (ZENIT.org).- Um clamor a sua herança espiritual de santidade ressoou entre os fiéis de Nápoles (Itália) durante a beatificação, no domingo pela tarde na catedral, de Maria Giuseppina de Jesus Crucificado (1894-1948), carmelita descalça.
O prefeito da Congregação vaticana para as Causas dos Santos, o cardeal José Saraiva Martins, como representante do Papa, pronunciou a fórmula de beatificação; o arcebispo de Nápoles, cardeal Crescenzio Sepe, presidiu a Eucaristia.
A beata napolitana (de batismo Giuseppina Catanea) já desde o início de sua vida religiosa sofreu graves enfermidades que a levaram quase à morte.
«Golpeada por uma grave forma de tuberculose» que lhe havia provocado paralisia, Maria Giuseppina «foi curada por intercessão de São Francisco Xavier, que havia aparecido em sonhos para ela e cuja relíquia do braço fora levada à sua cela», recordou o cardeal Sepe em sua homilia.
Em seguida, foi convidada a desenvolver seu apostolado no locutório do convento. «Obedeceu ao cardeal Ascalesi, que lhe pediu que acolhesse sacerdotes, seminaristas, mas também pessoas de toda condição social», de maneira que desde o convento de Ponti Rossi a nova beata «fez que se estendesse a luz de Cristo nas almas», sintetizou.
Sua vida de clausura «não foi um limite ou um fechamento», «mas uma providencial ocasião e oportunidade para derramar no coração de nossa gente uma luz de esperança», sublinhou o cardeal arcebispo de Nápoles.
Em sua mensagem no marco da celebração, o cardeal Saraiva disse: «A Igreja de Nápoles deve hoje ao Carmelo, como lugar e escola de santidade, não só o dom precioso de uma filha sua elevada à honra dos altares, mas também o mais autorizado clamor à vocação universal à santidade».
Paulo VI, em 1973, dizia aos carmelitas: «Vós sois “filhos de santos”, olhai atentamente a imensa herança espiritual que vos foi entregue». O cardeal prefeito aplicou estas palavras aos fiéis de Nápoles.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
VISITANDO O PASTOR- IGREJA ACOLHEDORA, MISERICORDIOSA, MISSIONÁRIA, PARTICIPATIVA
AComunidade Santa Teresinha do Menino Jesus, de Passos, visitou nesta 5a-feira, véspera da solenidade do Sagrado Coração de Jesus, nosso Pastor Diocesano D. José Lanza, em Guaxupé, sede de nossa Diocese. A visita em caráter oficial para apresentar-nos como Comunidade OCDS, e também pedindo a Carta para aprovação da Ereção Canônica de nossa Comunidade junto a Casa Geral em Roma. Fomos recebidos com Carinho por nosso Bispo, que além de nos demostrar o cuidado e amor de Pastor, também nos apresentou a assessoria de Comunicação da diocese que esta sob os cuidados do Diácono Gilvair Messias, o novo site e o blog da diocese.
O endereço está abaixo para que nossa Província possa conhecer e divulgar as riquezas de nossa Diocese.
http://www.guaxupe.org.br/
http://dioceseguaxupe.blog.terra.com.br/
quinta-feira, 29 de maio de 2008
BEATIFICAÇÃO DA IR. MARIA JOSEFINA DE JESUS CRUCIFICADO, OCD - EM 01/06/2008
Como traçar, brevemente, a existência teologal desta nossa irmã no Espírito? O que evidenciar do seu percurso humano e espiritual que a levou a configurar-se plenamente ao mistério pascal de Jesus Cristo? Em que termos considerar seu profundo e radical amor pelos sofrimentos do povo? Tentaremos percorrendo a sua vida.
Uma adolecência serena e uma vida bela.
A adolescência de Josefina se passa serena a Nápolis, na intimidade familiar, sustentada pela doçura da mãe Concetta e da discreta presença do pai Francisco, da amizade das irmãs Antonietta e Maria, do testemunho cristão da avó materna, Antonietta Grimaldi.
Josefina, “Pinella” como a chamavam em família, testemunha uma vida bela, iluminada pela transparência do seu coração de menina e de adolescente, por aquela bondade celeste e que colore de beleza a terra. Os traços desta beleza emergem considerando a bondade da sua vida quotidiana em casa e na escola, analizando os tantos gestos de caridade a favor dos pobres e anciãos, na sua experiência de oração feita de confiança e abandono em Deus.
Uma busca vocacional inquieta.
A busca vocacional de Josefina é estreitamente ligada à da sua irmã Antonietta, ainda que se revelam traços completamente originais e personalíssimos. Quando, em 1908, Antonietta tenta a vida do Carmelo Teresiano, junto às Carmelitas Descalças do Arco Mirelli, Nápolis, Josefina tem 14 anos. A tentativa da irmã fale, parece por causa da frágil saúde, e retorna à sua casa. Em agosto de 1910, porém, sob a guia do Frei Romualdo de Santo Antônio, Carmelita Descalço, Antonietta dá início, sobre a colina de Santa Maria ai Monti, junto aos Ponti Rossi, a uma experiência de vida que se inspira no Carmelo Teresiano. O início se dá como leiga terciária e a vida é marcada pela pobreza, pelo trabalho e a oração.
Josefina vive intensamente a experiência da irmã, deixa-se interpelar por tudo o que lhe acontece em torno e dentro de si, experimenta quanto “Deus é um Deus ciumento” (Dt.6,15). Assim vive uma luta interior entre as exigências do amor divino, que sentia crescer em si, e os reclames do amor familiar, sobretudo daquele materno, até que, em março de 1918, aparentemente sem uma oção definitiva, vai ao Carmelo para uma breve estadia. Esta permanência no Carmelo durou por toda a vida!
Os primeiros anos no Carmelo e a doença.
Os primeiros anos no Carmelo dos Ponti Rossi não foram fáceis. Josefina os vive provada por diversas doenças, até adoecer de bronco-pleurite. Fica gravemente enferma, lhe é administrada a unção dos enfermos. Não morre, mas também não se cura por cinco longos anos. Sempre doente, pregada em um leito de dor.
Em junho de 1922 passa mal com uma forma de tuberculose na espinha dorsal. Fica irreconhecível, totalmente contraída pela dor, quase imóvel. As curas médicas não produzem algum efeito sobre ela. Josefina é no limite da suportação humana, mas a Jesus pede para “dar-lhe algo da sua Paixão, mas de modo escondido, só a Ele conhecido”. Vie tudo dentro e transforma os seus sofrimentos, unida ao Mistério de Cristo, em oferta de amor pelo Pai e pelos homens, seus irmãos”.
A cura e a ministerialidade da escuta e do discernimento.
O tempo da sua doença termina no dia 26 de junho de 1923 quando Josefina cura-se instantaneamente só pelo contato com a relíquia de São Francisco Xavier. Josefina, logo depois da cura, diante do tabernáculo, repete: “a via que tu novamente me doastes, Senhor, a gastarei para morrer a tudo o que é terreno, para viver verdadeiramente em Ti.... Quero que seja para a tua glória, toda a minha vida. Não quero nada para mim nesta terra, a não ser o teu amor. Dai-me almas. Ofereço-me como vítima (de amor) pelos teus sacerdotes”.
Deste dia em diante não só Josefina tem clara a sua vocação mas, nesta história de relação entre ela e o seu amado Senhor, é envolvida a mesma comunidade, o mesmo espaço físico onde vivem. De fato, sobre a estrada dos Ponti Rossi, a partir daquele dia, encontra-se sempre alguem que sobe ao Carmelo. Tem quem sobe à procura de uma palavra de conforto, quem por uma oração; outros vão em busca do sentido da sua vida, ou para reencontrar o eus perdido.
Frei Romualdo, como o Cardeal Ascalesi, solicitam a Josefina de desenvolver este apostolado de acolhida e de escuta na “porta da tenda”, entre as exigências da vida contemplativa e apostólica. Um ministério que a torna capaz de fazer compania à humanidade sofrida, de ler no íntimo do coração, até à conversão e à pacificação.
“Divido as penas de cada coração, apresento a Deus todos os suspiros, todas as lágrimas que irrigam esta terra”. Em uma outra cirunstância anota: “São confiadas às minas orações um grande número de pessoas. Tive a imporessão que todos estivessem no meu sangue, todos irmãos, todos meus filhos”. Neste levar os outros, todos os outros, na sua existência, Josefina amadurece as experiências místicas mais profundas. omo dirá o Vaticano II, Josefina sente que “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo, e nada existe de genuinamente humano que não encontre eco no seu coração” (Vat. II, Gaudium et spes, Proemio). Foi um apostolado extremo o seu, vivido com vivo sentido de obediªencia ao Pastor da Igreja local, o Cardeal Ascalesi, e o seu diretor espiritual, Frei Romualdo; foi uma experiência de ardente e terníssima maternidade espiritual sobre cada limbo de humanidade. Esta maternidade a vive como chama viva que tudo acende, como empatia que tudo assimila e transforma, como busca do seu amado Jesus.
A dimensão contemplativa da vida.
No meio de tanto apostolado, Josefina tem os olhos fixos em Jesus, vive com Ele em uma intimidade profunda. Escreve: “Como é doce viver com Deus, conversar com Ele, doar-se a Ele, escutá-lo, amá-lo e não ter nada sobre a terra que nos distraia dele”. Palavras, estas, que carregam uma profunda carga vital, que trás à luz a capacidade de Josefina de viver totalmente unificada, compata, profundamente reconciliada, sem nenhuma dicotomia entre vida ativa e contemplativa. Escreve com extrema lucidez: “A missão no mundo não impede a vida e vida em um mosteiro, porque o verdadeiro mosteiro não está na solidão do corpo, mas no desnudamento do coração de toda vanidade” (cf. S. João da Cruz, C. B, III, 3).
Este é o segredo da sua relação com Cristo. Este é o segredo da sua alegria, enquanto se doa aos irmãos. A sua atividade não é evasão, distração, gosto pessoal, mas participação na obra do Reino dos céus, configuração a Cristo nu, transparência do coração.
Soube sacrificar, sem dúvida, o seu ideal de escondimento à vontade de Deus, expressa pelos superiores. “Como queria passar as minhas horas na cela – dizia -, mas as almas me esperam e a tudo devo renunciar por amor a eles”. Nos seus propósitos escrevia: “Esta é a minha vida, ó Jesus: atividade de obediência, de fé, de zelo para levar-te às almas, para conduzi-las a ti.... Que me importa que isto me custe sacrifícios? Não me fez, tu, mamãe das almas? Darei a elas todas as minhas energias por teu amor, resistirei ao trabalho, mesmo sentindo-me faltar as forças, contente de sofrer até a morte, desde que as almas se salvem e te glorifiquem, ó Jesus”.
É fortemente teresiano o seu zelo pelas almas, erradicado no amor de Deus e na obediência à Igreja, capaz de motivar a vida contemplativa e acendê-la do único amor, aquele de Cristo.
6. Finalmente monja Carmelita Descalça.
Josefina, como a irmã Antonietta e as outras jovens que viviam sobre a colina de S. Maria ai Monti, junto aos Ponti Rossi, sempre se sentiram Carmelitas Descalças, mas eram também conscientes que, depois de tantos anos de experiência Teresiana, faltava ainda a aprovação oficial por parte da Ordem dos Carmelitas Descalços e por parte da Igreja.
Josefina vai a Roma e encontra pessoalmente o Cardeal Rossi, carmelita Descalço, o P. Guglielmo, Geral da Ordem, e o Prefeito da Congregação dos Religiosos, o Cardeal Lépicier. A eles apresenta a situação da comunidade e o vivo desejo de ser confirmada entre as Carmelitas Descalças.
Após três meses, no dia 7 de dezembro de 1932, o Papa Pio XI aprova a fundação do Carmelo em Ponti Rossi, Nápolis, como mosteiro de Carmelitas Descalças.
No dia 30 de janeiro onze terciárias recebem o hábito e iniciam o noviciado. Josefina tem então 39 anos. No dia 6 de agosto de 1933 Josefina Catanea torna-se, com a primeira profissão, Irmã Josefina de Jesus Crucificado. A Jesus, naquele dia solene e íntimo, pede uma graça: “Que eu não seja jamais privada do dom preciosíssimo do sofrer”. Jesus a contentou e a configurou a si até o último instante da sua vida. Ir. Maria Josefina, consciente de ter sido escutada, escreve alguns anos mais tarde: “Quando penso que Jesus me colocou com Ele sobre a Cruz, sinto em mim uma maternidade espiritual, uma ternura pelas almas, uma alegria grande, profunda que não sei dizer”.
Ir. Maria Josefina, a este ponto, tem um só medo: não amar o Amor. Por isto quer convergir tudo sobre Jesus, vive uma concentração cristológica, um esposalício elevado ao máximo. Escreve: “Fazer-me crucificar com Jesus para morrer com Ele, para ressurgir com Ele”. Aqui encontramos a síntese pascal da sua existência, o seu percurso espiritual. Anota em um outo escrito: “Ó Jesus, absorve-me em ti, aprofunda-te em mim, transforma-me em Ti, faze que eu viva só de Ti”. Como S. Teresa de Jesus, Ir. Maria Josefina está dizendo, ao seu modo, a partir da sua experiência: “Só Deus basta”.
A devoção a Maria.
A devoção de Ir. Maria Josefina à Virgem é grande. Ela explica assim àqueles que se admiram da sua familiaridade com Ela: “Sinto na alma a ternura que a SSma. Virgem tem pelas almas”. Tem clara a consciência que Maria de Nazaré opera na sua ida e na vida daqueles que encontra no Carmelo, escreve: “Quero a completa transformação do meu espírito n’Ele”.
Ir. Maria Josefina, na escola do Carmelo, aprendeu que a verdadeira devoção a Maria é toda interior, que a verdadeira imitação começa nos espaços interiores da Virgem, que é preciso habitá-la dentro, olhá-la dentro para poder verdadeiramente imitá-la. Assim, o verdadeiro devoto de Maria transforma-se mariforme e se reencontra, ao mesmo tempo, por graça, sempre mais cristificado. Escreve sobre este aspecto: “Maria, nenhum outro, deve unir a nossa alma a Deus bendito, com união íntima de adesão ao divino querer”.
O amor aos sacerdotes.
Não existe Carmelita Descalça que não nutra um amor grande aos sacerdotes, um amor que nasce da dimensão teologal e encontra fundamento na comunhão dos santos, naquele eclesiologia de comunhão que leva a viver a Igrej como “corpo”, com sentido de corresponsabilidade e de companhia.
Ir. Maria Josefina, desde o início da sua missão, vê os sacerdotes como os “prediletos”; para eles oferece a sua vida de contemplativa, com eles vive a missão de mãe. Recebe-os no Carmelo com exprema delicadeza e amor, a eles dedica tempo e atenção, reza com eles e por eles oferece a si mesma, faz brilhar, em cada encontro, a sua altíssima e belíssima vocação.
A beleza de uma vida vivida às últimas consequências.
Os últimos meses da vida de Ir. Maria Josefina são assinalados pelo sofrimento e pela presença do Amado Senhor: “Sofro muitíssimo, mas sou feliz”.
No dia 14 de março de 1948, frei Romualdo lhe dá a santa comunhão. À tarde chega ao mosteiro o Cardeal Ascalesi que a abençoa e lhe dirige estas últimas palavras: “Se Deus te quer vai, minha filha, te deixo livre: faze a vontade de Deus”. Às 19:10h do dia 14 de março de 1948, domingo da Paixão, Ir. Maria Josefina contempla finalmente a radiante beleza do seu amado Senhor Crucificado e ressuscitado, a beleza daquele que por toda a vida a foi configurando lentamente a si. Tinha 54 anos.
No dia 27 de dezembro do mesmo ano o Card. Assalesi inicia em Nápolis o processo informativo.
No dia 3 de janeiro de 1987, Papa João Paulo II proclama a heroicidade com que viveu as virtudes.
Conclusão
Tantas poderiam ser as leituras atualizadas da experiência de Ir. Maria Josefina, para entrar no tempo em que vivemos, para tentar compreender como uma existência teologal fale aos nossos dias, toque as nossas exisgências mais verdadeiras. Tentemos alguns percursos interpretativos.
O Cardeal Sepe, na mensagem endereçada à diocese e Náplolis, por ocasião da Beatificação de Ir. Maria Josefina de Jesus Crucificado, justamente fala da modernidade da vida e da mensagem da Irmã em relação a dois âmbitos: o eclesial (em relação à pessoa do Bispo, dos sacerdotes, dos consagrados e das consagradas, dos fiéis) e social (em relação a todos os irmãos e irmãs da cidade de Nápolis).
Neste momento histórico particular da cidade de Nápolis, adiciono alguns elementos, que creio, representem a alma do testemunho de Ir. Maria Josefina; refiro-me à bem-aventurança da pureza do coração (Mt.5,8) e à bem-aventurança daqueles que choram (Mt.5,4).
“Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt. 5,8). À sua Igreja, mas também à nossa, seja qual for, Ir. Maria Josefina recorda a sua vida bela, a transparência do seu coração de adolescente e a bondade da sua vida quotidiana. Em uma palavra, nos coloca na estrada da bem-aventurança dos puros de coração, nos convida a crer que os meninos, os adolescentes representam esta cultura da vida limpa. Eles salvarão o mundo da poluição existencial e ambiental e por esta razão, como recorda Papa Bento XVI, o verdadeiro desafio é o educativo. Um desafio que passa através a Univerdade da vida, que á família, verdadeiro útero de cada existência. Nápolis deve dar voz aos seus “scugnizzi”, como o mundo aos seus pequenos; é importante re-custurar a cultura da limpeza interior, da transparência do coração e dos olhos que torna cada criatura contemplativa, capaz de admiração diante da vida e de Deus.
“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados” (Mt.5,4). À sua cidade, mas também à nossa, seja qual for, Ir. Maria Josefina recorda que a vida consiste em sentir o outro como alguém que me pertence. Ela, para nos dizer que nínguém está sozinho, sobretudo na experiência da dor, quanto tudo pode reduzir-se em espaço de desespero, foi disponível a viver atipicamente a sua vocação de monja de clausura, correndo sobre o fio da ortodoxia carismática do Carmelo, profeticamente atravessando a fronteira da distinção entre contemplativos e ativos, exercitando a ministerialidade da consolação, da misericórdia sem “se” e sem “mas”, da solidariedade sem fronteiras, até sentir o outro, independente da sua condição social, como alguém que habitava as veias, que corria nas auto-estradas das suas artérias, da sua vida. Ela, uma Carmelita Descalça, revela-se muito capaz de estar profundamente erradicada na vida da sua Igreja e da sua cidade, colocando à mostra a fantasia de Deus, como capacidade de amor elevado ao máximo, como possibilidade de construir a civilização do amor, uma sociedade mais equa e solidária, capaz de acolher e de escutar, de integrar e abrir espaços de esperança sustentáveis.
Por tudo isto, com toda a Igreja e a Ordem do Carmelo, louvemos a Trindade, fonte de todo bello dom.
P. Luigi Gaetani, Ocd, Definidor Geral.




