sábado, 20 de junho de 2009

Liturgia - 21 de junho - 12o.DOMINGO DO TEMPO COMUM









Cor litúrgica: Verde

Ofício da memória
IV Semana do Saltério
Liturgia das Horas
: 1037-348
Oração das Horas: 1033-698

Leituras: Jó 38,1.8-11 – Sl 106(107) – 2Cor 5,14-17 – Mc 4,35-41
“Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?”
Nossa fé tem de ser cultivada, renovada sempre.

“Eleve o coração a Deus, gozando-se e alegrando-se de que nele estejam encerradas eminentemente todas essas belezas e graças, num grau infinitamente superior às perfeições das criaturas.”
São João da Cruz


Carta de Santa Teresa de Jesus em 21


1579 – C 288 – À Madre Maria Bautista, em Madrid – Alegra-se com a esperança de ver novamente seus amigos de Valladolid. Suplica-lhe que não a colham ruidosamente. Até a sua chegada não se trate do negócio de Casilda Padilha.

SANTO DO DIA



São Luís Gonzaga
Religioso Jesuíta

(memória omitida hoje)

São Luís de Gonzaga, SJ, (Mântua, 9 de março de 1568 — Roma, 21 de junho de 1591) foi um religioso italiano e santo da Igreja Católica.Filho de Ferrante Gonzaga, marquês de Castiglione e irmão do Duque de Mântua, príncipe do Sacro Império, sendo herdeiro do feudo soberano de Castiglione; seu pai gostaria que seu primogênito, seguisse seus passos de soldado e comandante no exército imperial.Com apenas 5 anos de idade já marchava atrás do exército do pai, aprendendo o uso das armas com os rudes soldados. Recebeu educação esmerada e uma forte educação cristã por parte de mãe, freqüentou os ambientes mais sofisticados da alta nobreza italiana.Mas aquele menino daria fama à família Gonzaga com armas totalmente diferentes e quando foi enviado a Florença na qualidade de pajem do grão-duque da Toscana, aos dez anos de idade.Luís imprimiu em sua própria vida uma direção bem definida, voltando-se à perpétua virgindade. Em sua viagem para a Espanha, onde ficou alguns anos como pajem do Infante Don Diego, filho de Filipe II, serviu-lhe para estudo da filosofia na universidade de Alcalá de Henares e a leitura de livros devotos. Após ter recebido a primeira comunhão das mãos de São Carlos Borromeu, decidiu para surpresa de todos, pela vida religiosa, entrando para a Companhia de Jesus, derrubando por terra os interesses nele depositados pelo seu pai. Luís tornou-se o modelo da pureza para todos os jovens, mesmo em meio às vaidades e tentações do seu tempo. Ele teve uma grande provação por parte do seu pai, que ao saber que desejava ser sacerdote, não só o desaconselhou, mas passou a levá-lo em festas mundanas, até que perguntou a Luís: "Ainda segue desejando ser sacerdote?" "É isto que penso noite e dia", respondeu o jovem e perseverante santo. Renunciou ao título e à herança paterna e aos catorze anos entrou no noviciado romano da Companhia de Jesus, sob a direção de São Roberto Belarmino, esquecendo totalmente sua origem de nobreza, escolheu para si as incumbências mais humildes. São Luís Gonzaga escreveu: "Também os príncipes são pó como os pobres: talvez, cinzas mais fedidas." Algo também que marcava a espiritualidade de Luís era a pergunta que fazia a si mesmo diante de algo importante a fazer: "De que serve isto para a Eternidade?" São Luís Gonzaga teve de ir para Roma no ano de 1590 por motivos de estudo, mas ao deparar-se com as vítimas do contagioso tifo, compadeceu-se dos que sofriam e seu envolvimento foi tanto ao ponto de pegar a doença e morrer no dia 21 de junho de 1591 (data esta que hoje se comemora o seu dia) com apenas 23 anos, em nome da caridade e pureza.São Luís Gonzaga é considerado "Patrono da Juventude", e seu corpo repousa na Igreja de Santo Inácio, em Roma.



ANO SACERDOTAL



Novo site do Vaticano para acompanhar o ano sacerdotal


Dado que tem em Cristo a sua raiz versione testuale

Dado que tem em Cristo a sua raiz, o sacerdócio é, por sua natureza, na Igreja e para a Igreja. Com efeito, a fé cristã não é algo de meramente espiritual e interior e a nossa própria relação com Cristo não é apenas subjectiva e privada. Ao contrário, é uma relação totalmente concreta e eclesial. Por sua vez, o sacerdócio ministerial tem uma relação constitutiva com o corpo de Cristo, na sua dupla e inseparável dimensão de Eucaristia e de Igreja, de corpo eucarístico e de corpo eclesial. Por isso, o nosso ministério é como diz Santo Agostinho, amoris officium (In Iohannis Evangelium Tractatus, 123, 5), é o ofício do bom pastor, que oferece a sua vida pelas ovelhas (cf. Jo 10, 14-15). No mistério eucarístico Cristo oferece-se sempre de novo e precisamente na Eucaristia nós aprendemos o amor de Cristo e, por conseguinte, o amor à Igreja. Portanto, repito convosco, queridos irmãos no sacerdócio, as inesquecíveis palavras de João Paulo II: "A Santa Missa é de modo absoluto o centro da minha vida e de todos os meus dias" (Discurso de 27 de Outubro de 1995 no trigésimo aniversário do Decreto Presbyterorum ordinis). E esta deveria ser uma palavra que cada um de nós pode considerar sua: a Santa Missa é de maneira absoluta o centro da minha vida e de cada um dos meus dias.

Bento XVI - 13/05/2005

Vídeo de divulgação do ano sacerdotal: http://www.rrdocumentaries.com/yearesp/player.html

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Liturgia - 20 de junho - IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA







Cor litúrgica: Branco

Ofício da memória

Laudes: Liturgia das Horas: 1519-626
Oração das Horas: 1462-764
I Vésperas: Liturgia das Horas: 1027-344
Oração das Horas: 1029-698

Leituras: IICor 5,14-21 – Sl 102(103) – Mt 5,33-37
Coração Imaculado de Maria
Comemoração do Coração Imaculado de Maria: que celebra o fato de a Virgem escutar com fé e guardar com amor o Verbo Divino. Esta festa deve ser anunciada na sexta-feira do Sagrado Coração de Jesus para o sábado seguinte.

“Assim como os anjos avaliam perfeitamente as coisas dolorosas sem lhes sentir a dor, e exercitam as obras de misericórdia sem sentimento de compaixão, assim acontece à alma nesta transformação de amor. Algumas vezes, no entanto, e em certas épocas, Deus permite que ela sinta novamente as coisas e delas sofra, para que mais mereça e se afirme no amor, ou por outros motivos, como permitiu acontecesse à Virgem-Mãe, a São Paulo e a outros; mas o estado de matrimônio espiritual, por si, não o comporta.” – São João da Cruz – C 20,10

“O benefício da alma não está em muito pensar, e sim em muito amar.”
Santa Teresa de Jesus – F 5,3

SANTO DO DIA



Santo Adalberto
Bispo



Adalberto era de ilustre família da Boêmia. Nascido no ano de 956, foi vítima de grave moléstia na meninice. Curado miraculosamente por Nossa Senhora, os pais consagraram-no ao serviço da Igreja. O Santo, cujo nome de batismo era Woytiech, de origem eslava, passou a viver sob os cuidados de Adalberto, arcebispo de Magdeburgo - daí, em reconhecimento ao prelado, tomar-lhe o nome, quando recebeu o sacramento da confirmação. Adalberto somente deixou Magdeburgo depois da morte do bom arcebispo, em 981. Estava então com vinte e cinco anos. Em 983, recebeu das mãos do bispo de Praga, Dithmar, as ordens sagradas. Naquele mesmo ano, morto o bispo, Adalberto sucedeu-o. Era a 29 de Junho, e o Santo, impressionado com tal morte, uma vez que Dithmar se recriminava por ter levado vida inútil, resolveu entregar-se à penitência e às austeridades. Desde aquela época, diz-se, jamais o viram rir. E, quando fez entrada em Praga, fê-la descalço. O povo, vivamente impressionado, cheio de simpatia, logo previu no sucessor de Dithmar um santo bispo. De renda que lhe era dado dispor, dez quatro partes: uma para as necessidades da igreja; outra para os cônegos; uma terceira para os pobres; e a quarta para si mesmo e para sua casa. Todos os dias, alimentava o santo bispo doze pobres, em honra dos doze apóstolos. Santo Adalberto, na terra nua, dormia sobre um cilício. Macerava o corpo coom longas vigílias e duros jejuns. E, quase todos os dias, pregava com calor, docemente fazia visitas aos doentes, nas prisões consolava com imensa ternura os prisioneiros. Quando tomou as rédeas da diocese, tudo jazia em estado deplorável. Quantos diocesanos pagãos! Quantos convertidos dados aos mais variados hábitos pagãos! Pôs-se, então, a convertê-los verdadeiramente. Mas, em seis anos, pouco ou quase nada conseguiu: achavam-no muito exigente e muito santo.Em 989 partiu para Roma. E ali, ao Papa João XV, falou longamente da triste posição em que se encontrava, acabando por lhe suplicar a graça de desligá-lo do cargo, porque, ardentemente, desejava encerrar-se num mosteiro. O Santo Padre concedeu-lhe a demissão solicitada. E Adalberto, com um irmão, Gaudêncio, tomou o hábito religioso de São Bonifácio, mosteiro pelo qual, desde algum tempo, vinha suspirando. Adalberto passou cinco anos naquela casa, todo ocupado em orar pelos diocesanos. Ora, o arcebispo de Mayence vivia desolado com o estado de abandono em que Praga jazia, e, escrevendo ao Papa, rogou-lhe ordenasse que Adalberto retornasse àquela sede. O Santo, a princípio alegando que os frutos a colher seriam como os da primeira vez, isto é, irrisórios, acabou por consentir na volta, com a condição de tornar ao mosteiro se não encontrasse o povo menos agreste.Desgostoso com os habitantes de Praga, que não lhe correspondiam, voltou para o mosteiro, com muita tristeza. Ali, pouco depois, era nomeado prior pelo abade Leão. Daqueles tempos data a grande amizade que o uniu ao imperador Otão III. Eis que, por segunda vez, o arcebispo de Mayence insistia com o Papa, então Gregório V, para que Praga tivesse o seu pastor. Adalberto, obediente à ordem do Sumo Pontífice, rumou para a sua sede. Desta vez, os diocesanos receberam-no com desagrado, chegando mesmo a ir até a Boêmia, onde, maltratando os parentes do santo bispo, pilharam-lhes os bens e incendiaram o castelo dos pais do futuro mártir.Refugiou-se, então, Adalberto na Polônia, no palácio do amigo Boleslau, filho do duque daquele país, o qual enviou deputados a Praga para concertar com o povo o recebimento de seu bispo. O resultado colhido pelos embaixadores foi nulo. E Adalberto resolveu permanecer na Polônia onde se pôs a trabalhar pela conversão dos idólatras.Da Polônia, Santo Adalberto, com Gaudêncio e outro companheiro, o Padre Bento, passou para a Prússia, onde missionário algum jamais havia penetrado. Ali, encontrou a morte. Foi em Tenkitten, um campo sagrado dos pagãos, que se viu assaltado por um bando de ímpios.Santo Adalberto foi decapitado em 997. Gaudêncio e Bento, todavia, conseguiram fugir e chegar até a Polônia, onde deram a triste notícia a Boleslau. O duque, imediatamente, tratou de resgatar o corpo do santo amigo. Enterrado primeiramente na igreja de Tremezno, em 998 foi o corpo do Santo transferido para Nossa Senhora de Gnesen, onde muitos milagres foram operados por sua intercessão. No ano 1000, o imperador Otão III visitou-lhe a tumba, obtendo-lhe uma relíquia do corpo, Foi este imperador que, no mesmo ano, construiu em honra de Santo Adalberto, em Aix-la-Chapelle, uma igreja. No ano seguinte, erigia outra, em Roma, atualmente de São Bartolomeu, que conserva a relíquia dada por Otão III.


(Livro Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume VII, p. 223 à 226)






Carta do Papa aos sacerdotes com ocasião do Ano Sacerdotal


Uma nova primavera para a Igreja

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 18 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos a carta que Bento XVI enviou para os sacerdotes do mundo ao começar o Ano Sacerdotal, que o pontífice proclamou com motivo do 150° aniversário da morte (dies natalis) de São João Maria Vianney, conhecido como cura d'Ars.

* * *

Amados irmãos no sacerdócio,

Na próxima solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, sexta-feira 19 de Junho de 2009 – dia dedicado tradicionalmente à oração pela santificação do clero – tenho em mente proclamar oficialmente um «Ano Sacerdotal» por ocasião do 150.º aniversário do «dies natalis» de João Maria Vianney, o Santo Patrono de todos os párocos do mundo.[1] Tal ano, que pretende contribuir para fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um seu testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo, terminará na mesma solenidade de 2010. «O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus»: costumava dizer o Santo Cura d’Ars.[2] Esta tocante afirmação permite-nos, antes de mais nada, evocar com ternura e gratidão o dom imenso que são os sacerdotes não só para a Igreja mas também para a própria humanidade. Penso em todos os presbíteros que propõem, humilde e quotidianamente, aos fiéis cristãos e ao mundo inteiro as palavras e os gestos de Cristo, procurando aderir a Ele com os pensamentos, a vontade, os sentimentos e o estilo de toda a sua existência. Como não sublinhar as suas fadigas apostólicas, o seu serviço incansável e escondido, a sua caridade tendencialmente universal? E que dizer da fidelidade corajosa de tantos sacerdotes que, não obstante dificuldades e incompreensões, continuam fiéis à sua vocação: a de «amigos de Cristo», por Ele de modo particular chamados, escolhidos e enviados?

Eu mesmo guardo ainda no coração a recordação do primeiro pároco junto de quem exerci o meu ministério de jovem sacerdote: deixou-me o exemplo de uma dedicação sem reservas ao próprio serviço sacerdotal, a ponto de encontrar a morte durante o próprio acto de levar o viático a um doente grave. Depois repasso na memória os inumeráveis irmãos que encontrei e encontro, inclusive durante as minhas viagens pastorais às diversas nações, generosamente empenhados no exercício diário do seu ministério sacerdotal. Mas a expressão utilizada pelo Santo Cura d’Ars evoca também o Coração traspassado de Cristo com a coroa de espinhos que O envolve. E isto leva o pensamento a deter-se nas inumeráveis situações de sofrimento em que se encontram imersos muitos sacerdotes, ou porque participantes da experiência humana da dor na multiplicidade das suas manifestações, ou porque incompreendidos pelos próprios destinatários do seu ministério: como não recordar tantos sacerdotes ofendidos na sua dignidade, impedidos na sua missão e, às vezes, mesmo perseguidos até ao supremo testemunho do sangue?

Infelizmente existem também situações, nunca suficientemente deploradas, em que é a própria Igreja a sofrer pela infidelidade de alguns dos seus ministros. Daí advém então para o mundo motivo de escândalo e de repulsa. O máximo que a Igreja pode recavar de tais casos não é tanto a acintosa relevação das fraquezas dos seus ministros, como sobretudo uma renovada e consoladora consciência da grandeza do dom de Deus, concretizado em figuras esplêndidas de generosos pastores, de religiosos inflamados de amor por Deus e pelas almas, de directores espirituais esclarecidos e pacientes. A este respeito, os ensinamentos e exemplos de S. João Maria Vianney podem oferecer a todos um significativo ponto de referência. O Cura d’Ars era humilíssimo, mas consciente de ser, enquanto padre, um dom imenso para o seu povo: «Um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina».[3] Falava do sacerdócio como se não conseguisse alcançar plenamente a grandeza do dom e da tarefaconfiados a uma criatura humana: «Oh como é grande o padre! (…) Se lhe fosse dado compreender-se a si mesmo, morreria. (…) Deus obedece-lhe: ele pronuncia duas palavras e, à sua voz, Nosso Senhor desce do céu e encerra-se numa pequena hóstia».[4] E, ao explicar aos seus fiéis a importância dos sacramentos, dizia: «Sem o sacramento da Ordem, não teríamos o Senhor. Quem O colocou ali naquele sacrário? O sacerdote. Quem acolheu a vossa alma no primeiro momento do ingresso na vida? O sacerdote. Quem a alimenta para lhe dar a força de realizar a sua peregrinação? O sacerdote. Quem a há-de preparar para comparecer diante de Deus, lavando-a pela última vez no sangue de Jesus Cristo? O sacerdote, sempre o sacerdote. E se esta alma chega a morrer [pelo pecado], quem a ressuscitará, quem lhe restituirá a serenidade e a paz? Ainda o sacerdote. (…) Depois de Deus, o sacerdote é tudo! (…) Ele próprio não se entenderá bem a si mesmo, senão no céu».[5] Estas afirmações, nascidas do coração sacerdotal daquele santo pároco, podem parecer excessivas. Nelas, porém, revela-se a sublime consideração em que ele tinha o sacramento do sacerdócio. Parecia subjugado por uma sensação de responsabilidade sem fim: «Se compreendêssemos bem o que um padre é sobre a terra, morreríamos: não de susto, mas de amor. (…) Sem o padre, a morte e a paixão de Nosso Senhor não teria servido para nada. É o padre que continua a obra da Redenção sobre a terra (…) Que aproveitaria termos uma casa cheia de ouro, senão houvesse ninguém para nos abrir a porta? O padre possui a chave dos tesouros celestes: é ele que abre a porta; é o ecónomo do bom Deus; o administrador dos seus bens (…) Deixai uma paróquia durante vinte anos sem padre, e lá adorar-se-ão as bestas. (…) O padre não é padre para si mesmo, é-o para vós».[6]

Tinha chegado a Ars, uma pequena aldeia com 230 habitantes, precavido pelo Bispo de que iria encontrar uma situação religiosamente precária: «Naquela paróquia, não há muito amor de Deus; infundi-lo-eis vós». Por conseguinte, achava-se plenamente consciente de que devia ir para lá a fim de encarnar a presença de Cristo, testemunhando a sua ternura salvífica: «[Meu Deus], concedei-me a conversão da minha paróquia; aceito sofrer tudo aquilo que quiserdes por todo o tempo da minha vida!»: foi com esta oração que começou a sua missão.[7] E, à conversão da sua paróquia, dedicou-se o Santo Cura com todas as suas energias, pondo no cume de cada uma das suas ideias a formação cristã do povo a ele confiado. Amados irmãos no sacerdócio, peçamos ao Senhor Jesus a graça de podermos também nós assimilar o método pastoral de S. João Maria Vianney. A primeira coisa que devemos aprender é a sua total identificação com o próprio ministério. Em Jesus, tendem a coincidir Pessoa e Missão: toda a sua acção salvífica era e é expressão do seu «Eu filial» que, desde toda a eternidade, está diante do Pai em atitude de amorosa submissão à sua vontade. Com modesta mas verdadeira analogia, também o sacerdote deve ansiar por esta identificação. Não se trata, certamente, de esquecer que a eficácia substancial do ministério permanece independentemente da santidade do ministro; mas também não se pode deixar de ter em conta a extraordinária frutificação gerada do encontro entre a santidade objectiva do ministério e a subjectiva do ministro. O Cura d’Ars principiou imediatamente este humilde e paciente trabalho de harmonização entre a sua vida de ministro e a santidade do ministério que lhe estava confiado, decidindo «habitar», mesmo materialmente, na sua igreja paroquial: «Logo que chegou, escolheu a igreja por sua habitação. (…) Entrava na igreja antes da aurora e não saía de lá senão à tardinha depois do Angelus. Quando precisavam dele, deviam procurá-lo lá»: lê-se na primeira biografia.[8]

O exagero devoto do pio hagiógrafo não deve fazer-nos esquecer o facto de que o Santo Cura soube também «habitar» activamente em todo o território da sua paróquia: visitava sistematicamente os doentes e as famílias; organizava missões populares e festas dos Santos Patronos; recolhia e administrava dinheiro para as suas obras sócio-caritativas e missionárias; embelezava a sua igreja e dotava-a de alfaias sagradas; ocupava-se das órfãs da «Providence» (um instituto fundado por ele) e das suas educadoras; tinha a peito a instrução das crianças; fundava confrarias e chamava os leigos para colaborar com ele.

O seu exemplo induz-me a evidenciar os espaços de colaboração que é imperioso estender cada vez mais aos fiéis leigos, com os quais os presbíteros formam um único povo sacerdotal[9] e no meio dos quais, em virtude do sacerdócio ministerial, se encontram «para os levar todos à unidade, “amando-se uns aos outros com caridade fraterna, e tendo os outros por mais dignos” (Rm 12, 10)».[10] Neste contexto, há que recordar o caloroso e encorajador convite feito pelo Concílio Vaticano II aos presbíteros para que «reconheçam e promovam sinceramente a dignidade e participação própria dos leigos na missão da Igreja. Estejam dispostos a ouvir os leigos, tendo fraternalmente em conta os seus desejos, reconhecendo a experiência e competência deles nos diversos campos da actividade humana, para que, juntamente com eles, saibam reconhecer os sinais dos tempos». [11]

O Santo Cura ensinava os seus paroquianos sobretudo com o testemunho da vida. Pelo seu exemplo, os fiéis aprendiam a rezar, detendo-se de bom grado diante do sacrário para uma visita a Jesus Eucaristia.[12] «Para rezar bem – explicava-lhes o Cura –, não há necessidade de falar muito. Sabe-se que Jesus está ali, no tabernáculo sagrado: abramos-Lhe o nosso coração, alegremo-nos pela sua presença sagrada. Esta é a melhor oração».[13] E exortava: «Vinde à comunhão, meus irmãos, vinde a Jesus. Vinde viver d’Ele para poderdes viver com Ele».[14]«É verdade que não sois dignos, mas tendes necessidade!».[15] Esta educação dos fiéis para a presença eucarística e para a comunhão adquiria um eficácia muito particular, quando o viam celebrar o Santo Sacrifício da Missa. Quem ao mesmo assistia afirmava que «não era possível encontrar uma figura que exprimisse melhor a adoração. (...) Contemplava a Hóstia amorosamente».[16] Dizia ele: «Todas as boas obras reunidas não igualam o valor do sacrifício da Missa, porque aquelas são obra de homens, enquanto a Santa Missa é obra de Deus».[17]Estava convencido de que todo o fervor da vida de um padre dependia da Missa: «A causa do relaxamento do sacerdote é porque não presta atenção à Missa! Meu Deus, como é de lamentar um padre que celebra [a Missa] como se fizesse um coisa ordinária!».[18] E, ao celebrar, tinha tomado o costume de oferecer sempre também o sacrifício da sua própria vida: «Como faz bem um padre oferecer-se em sacrifício a Deus todas as manhãs!».[19]

Esta sintonia pessoal com o Sacrifício da Cruz levava-o – por um único movimento interior – do altar ao confessionário. Os sacerdotes não deveriam jamais resignar-se a ver os seus confessionários desertos, nem limitar-se a constatar o menosprezo dos fiéis por este sacramento. Na França, no tempo do Santo Cura d’Ars, a confissão não era mais fácil nem mais frequente do que nos nossos dias, pois a tormenta revolucionária tinha longamente sufocado a prática religiosa. Mas ele procurou de todos os modos, com a pregação e o conselho persuasivo, fazer os seus paroquianos redescobrirem o significado e a beleza da Penitência sacramental, apresentando-a como uma exigência íntima da Presença eucarística. Pôde assim dar início a um círculo virtuoso. Com as longas permanências na igreja junto do sacrário, fez com que os fiéis começassem a imitá-lo, indo até lá visitar Jesus, e ao mesmo tempo estivessem seguros de que lá encontrariam o seu pároco, disponível para os ouvir e perdoar. Em seguida, a multidão crescente dos penitentes, provenientes de toda a França, haveria de o reter no confessionário até 16 horas por dia. Dizia-se então que Ars se tinha tornado «o grande hospital das almas».[20] «A graça que ele obtinha [para a conversão dos pecadores] era tão forte que aquela ia procurá-los sem lhes deixar um momento de trégua!»: diz o primeiro biógrafo.[21] E assim o pensava o Santo Cura d’Ars, quando afirmava: «Não é o pecador que regressa a Deus para Lhe pedir perdão, mas é o próprio Deus que corre atrás do pecador e o faz voltar para Ele».[22] «Este bom Salvador é tão cheio de amor que nos procura por todo o lado».[23]

Todos nós, sacerdotes, deveríamos sentir que nos tocam pessoalmente estas palavras que ele colocava na boca de Cristo: «Encarregarei os meus ministros de anunciar aos pecadores que estou sempre pronto a recebê-los, que a minha misericórdia é infinita».[24] Do Santo Cura d’Ars, nós, sacerdotes, podemos aprender não só uma inexaurível confiança no sacramento da Penitência que nos instigue a colocá-lo no centro das nossas preocupações pastorais, mas também o método do «diálogo de salvação» que nele se deve realizar. O Cura d’Ars tinha maneiras diversas de comportar-se segundo os vários penitentes. Quem vinha ao seu confessionário atraído por uma íntima e humilde necessidade do perdão de Deus, encontrava nele o encorajamento para mergulhar na «torrente da misericórdia divina» que, no seu ímpeto, tudo arrasta e depura. E se aparecia alguém angustiado com o pensamento da sua debilidade e inconstância, temeroso por futuras quedas, o Cura d’Ars revelava-lhe o segredo de Deus com um discurso de comovente beleza: «O bom Deus sabe tudo. Ainda antes de vos confessardes, já sabe que voltareis a pecar e todavia perdoa-vos. Como é grande o amor do nosso Deus, quevai até ao ponto de esquecer voluntariamente o futuro, só para poder perdoar-nos!».[25]Diversamente, a quem se acusava de forma tíbia e quase indiferente, expunha, através das suas próprias lágrimas, a séria e dolorosa evidência de quão «abominável» fosse aquele comportamento. «Choro, porque vós não chorais»:[26] exclamava ele. «Se ao menos o Senhor não fosse assim tão bom! Mas é assim bom! Só um bárbaro poderia comportar-se assim diante de um Pai tão bom!».[27] Fazia brotar o arrependimento no coração dos tíbios, forçando-os a verem com os próprios olhos o sofrimento de Deus, causado pelos pecados, quase «encarnado» no rosto do padre que os atendia de confissão. Entretanto a quem se apresentava já desejoso e capaz de uma vida espiritual mais profunda, abria-lhe de par em par as profundidades do amor, explicando a inexprimível beleza de poder viver unidos a Deus e na sua presença: «Tudo sob o olhar de Deus, tudo com Deus, tudo para agradar a Deus. (...) Como é belo!»[28] E ensinava-lhes a rezar assim: «Meu Deus, dai-me a graça de Vos amar tanto quanto é possível que eu Vos ame!».[29]

No seu tempo, o Cura d’Ars soube transformar o coração e a vida de muitas pessoas, porque conseguiu fazer-lhes sentir o amor misericordioso do Senhor. Também hoje é urgente igual anúncio e testemunho da verdade do Amor: Deus caritas est (1 Jo 4, 8). Com a Palavra e os Sacramentos do seu Jesus, João Maria Vianney sabia instruir o seu povo, ainda que frequentemente suspirava convencido da sua pessoal inaptidão a ponto de ter desejado diversas vezes subtrair-se às responsabilidades do ministério paroquial de que se sentia indigno. Mas, com exemplar obediência, ficou sempre no seu lugar, porque o consumia a paixão apostólica pela salvação das almas. Procurava aderir totalmente à própria vocação e missão por meio de uma severa ascese: «Para nós, párocos, a grande desdita – deplorava o Santo – é entorpecer-se a alma»,[30] entendendo, com isso, o perigo de o pastor se habituar ao estado de pecado ou de indiferença em que vivem muitas das suas ovelhas. Com vigílias e jejuns, punha freio ao corpo, para evitar que opusesse resistência à sua alma sacerdotal. E não se esquivava a mortificar-se a si mesmo para bem das almas que lhe estavam confiadas e para contribuir para a expiação dos muitos pecados ouvidos em confissão. Explicava a um colega sacerdote: «Dir-vos-ei qual é a minha receita: dou aos pecadores uma penitência pequena e o resto faço-o eu no lugar deles».[31] Independentemente das penitências concretas a que se sujeitava o Cura d’Ars, continua válido para todos o núcleo do seu ensinamento: as almas custam o sangue de Cristo e o sacerdote não pode dedicar-se à sua salvação se se recusa a contribuir com a sua parte para o «alto preço» da redenção.

No mundo actual, não menos do que nos tempos difíceis do Cura d’Ars, é preciso que os presbíteros, na sua vida e acção, se distingam por um vigoroso testemunho evangélico. Observou, justamente, Paulo VI que «o homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres ou então, se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas».[32] Para que não se forme um vazio existencial em nós e fique comprometida a eficácia do nosso ministério, é preciso não cessar de nos interrogarmos: «Somos verdadeiramente permeados pela Palavra de Deus? É verdade que esta é o alimento de que vivemos, mais de que o sejam o pão e as coisas deste mundo? Conhecemo-la verdadeiramente? Amamo-la? De tal modo nos ocupamos interiormente desta palavra, que a mesma dá realmente um timbre à nossa vida e forma o nosso pensamento?».[33] Assim como Jesus chamou os Doze para estarem com Ele (cf. Mc 3, 14) e só depois é que os enviou a pregar, assim também nos nossos dias os sacerdotes são chamados a assimilar aquele «novo estilo de vida» que foi inaugurado pelo Senhor Jesus e assumido pelos Apóstolos.[34]

Foi precisamente a adesão sem reservas a este «novo estilo de vida» que caracterizou o trabalho ministerial do Cura d’Ars. O Papa João XXIII, na carta encíclica Sacerdotii nostri primordia – publicada em 1959, centenário da morte de S. João Maria Vianney –, apresentava a sua fisionomia ascética referindo-se de modo especial ao tema dos «três conselhos evangélicos», considerados necessários também para os presbíteros: «Embora, para alcançar esta santidade de vida, não seja imposta ao sacerdote como própria do estado clerical a prática dos conselhos evangélicos, entretanto esta representa para ele, como para todos os discípulos do Senhor, o caminho regular da santificação cristã».[35] O Cura d’Ars soube viver os «conselhos evangélicos» segundo modalidades apropriadas à sua condição de presbítero. Com efeito, a sua pobreza não foi a mesma de um religioso ou de um monge, mas a requerida a um padre: embora manejasse com muito dinheiro (dado que os peregrinos mais abonados não deixavam de se interessar pelas suas obras sócio-caritativas), sabia que tudo era dado para a sua igreja, os seus pobres, os seus órfãos, as meninas da sua «Providence»,[36] as suas famílias mais indigentes. Por isso, ele «era rico para dar aos outros e era muito pobre para si mesmo».[37] Explicava: «O meu segredo é simples: dar tudo e não guardar nada».[38]Quando se encontrava com as mãos vazias, dizia contente aos pobres que se lhe dirigiam: «Hoje sou pobre como vós, sou um dos vossos».[39] Deste modo pôde, ao fim da vida, afirmar com absoluta serenidade: «Não tenho mais nada. Agora o bom Deus pode chamar-me quando quiser!».[40] Também a sua castidade era aquela que se requeria a um padre para o seu ministério. Pode-se dizer que era a castidade conveniente a quem deve habitualmente tocar a Eucaristia e que habitualmente a fixa com todo o entusiasmo do coração e com o mesmo entusiasmo a dá aos seus fiéis. Dele se dizia que «a castidade brilhava no seu olhar», e os fiéis apercebiam-se disso quando ele se voltava para o sacrário fixando-o com os olhos de um enamorado.[41] Também a obediência de S. João Maria Vianney foi toda encarnada na dolorosa adesão às exigências diárias do seu ministério. É sabido como o atormentava o pensamento da sua própria inaptidão para o ministério paroquial e o desejo que tinha de fugir «para chorar a sua pobre vida, na solidão».[42] Somente a obediência e a paixão pelas almas conseguiam convencê-lo a continuar no seu lugar. A si próprio e aos seus fiéis explicava: «Não há duas maneiras boas de servir a Deus. Há apenas uma: servi-Lo como Ele quer ser servido».[43] A regra de ouro para levar uma vida obediente parecia-lhe ser esta: «Fazer só aquilo que pode ser oferecido ao bom Deus».[44]

No contexto da espiritualidade alimentada pela prática dos conselhos evangélicos, aproveito para dirigir aos sacerdotes, neste Ano a eles dedicado, um convite particular para saberem acolher a nova primavera que, em nossos dias, o Espírito está a suscitar na Igreja, através nomeadamente dos Movimentos Eclesiais e das novas Comunidades. «O Espírito é multiforme nos seus dons. (…) Ele sopra onde quer. E fá-lo de maneira inesperada, em lugares imprevistos e segundo formas precedentemente inimagináveis (…); mas demonstra-nos também que Ele age em vista do único Corpo e na unidade do único Corpo».[45] A propósito disto, vale a indicação do decreto Presbyterorum ordinis: «Sabendo discernir se os espíritos vêm de Deus, [os presbíteros] perscrutem com o sentido da fé, reconheçam com alegria e promovam com diligência os multiformes carismas dos leigos, tanto os mais modestos como os mais altos».[46]Estes dons, que impelem não poucos para uma vida espiritual mais elevada, podem ser de proveito não só para os fiéis leigos mas também para os próprios ministros. Com efeito, da comunhão entre ministros ordenados e carismas pode brotar «um válido impulso para um renovado compromisso da Igreja no anúncio e no testemunho do Evangelho da esperança e da caridade em todos os recantos do mundo».[47] Queria ainda acrescentar, apoiado na exortação apostólica Pastores dabo vobis do Papa João Paulo II, que o ministério ordenado tem uma radical «forma comunitária» e pode ser cumprido apenas na comunhão dos presbíteros com o seu Bispo.[48] É preciso que esta comunhão entre os sacerdotes e com o respectivo Bispo, baseada no sacramento da Ordem e manifestada na concelebração eucarística, se traduza nas diversas formas concretas de uma fraternidade sacerdotal efectiva e afectiva.[49] Só deste modo é que os sacerdotes poderão viver em plenitude o dom do celibato e serão capazes de fazer florir comunidades cristãs onde se renovem os prodígios da primeira pregação do Evangelho.

O Ano Paulino, que está a chegar ao fim, encaminha o nosso pensamento também para o Apóstolo das nações, em quem refulge aos nossos olhos um modelo esplêndido de sacerdote, totalmente «doado» ao seu ministério. «O amor de Cristo nos impele – escrevia ele –, ao pensarmos que um só morreu por todos e que todos, portanto, morreram» (2 Cor 5, 14). E acrescenta: Ele «morreu por todos, para que os vivos deixem de viver para si próprios, mas vivam para Aquele que morreu e ressuscitou por eles» (2 Cor 5, 15). Que programa melhor do que este poderia ser proposto a um sacerdote empenhado a avançar pela estrada da perfeição cristã?

Amados sacerdotes, a celebração dos cento e cinquenta anos da morte de S. João Maria Vianney (1859) segue-se imediatamente às celebrações há pouco encerradas dos cento e cinquenta anos das aparições de Lourdes (1858). Já em 1959, o Beato Papa João XXIIIanotara: «Pouco antes que o Cura d’Ars concluísse a sua longa carreira cheia de méritos, a Virgem Imaculada aparecera, noutra região da França, a uma menina humilde e pura para lhe transmitir uma mensagem de oração e penitência, cuja imensa ressonância espiritual há um século que é bem conhecida. Na realidade, a vida do santo sacerdote, cuja comemoração celebramos, fora de antemão uma viva ilustração das grandes verdades sobrenaturais ensinadas à vidente de Massabielle. Ele próprio nutria pela Imaculada Conceição da Santíssima Virgem uma vivíssima devoção, ele que, em 1836, tinha consagrado a sua paróquia a Maria concebida sem pecado e havia de acolher com tanta fé e alegria a definição dogmática de 1854».[50] O Santo Cura d’Ars sempre recordava aos seus fiéis que «Jesus Cristo, depois de nos ter dado tudo aquilo que nos podia dar, quis ainda fazer-nos herdeiros de quanto Ele tem de mais precioso, ou seja, da sua Santa Mãe».[51]

À Virgem Santíssima entrego este Ano Sacerdotal, pedindo-Lhe para suscitar no ânimo de cada presbítero um generoso relançamento daqueles ideais de total doação a Cristo e à Igreja que inspiraram o pensamento e a acção do Santo Cura d’Ars. Com a sua fervorosa vida de oração e o seu amor apaixonado a Jesus crucificado, João Maria Vianney alimentou a sua quotidiana doação sem reservas a Deus e à Igreja. Possa o seu exemplo suscitar nos sacerdotes aquele testemunho de unidade com o Bispo, entre eles próprios e com os leigos que é tão necessário hoje, como o foi sempre. Não obstante o mal que existe no mundo, ressoa sempre actual a palavra de Cristo aos seus apóstolos, no Cenáculo: «No mundo sofrereis tribulações. Mas tende confiança: Eu venci o mundo» (Jo 16, 33). A fé no divino Mestre dá-nos a força para olhar confiadamente o futuro. Amados sacerdotes, Cristo conta convosco. A exemplo do Santo Cura d’Ars, deixai-vos conquistar por Ele e sereis também vós, no mundo actual, mensageiros de esperança, de reconciliação, de paz.

Com a minha bênção.

Vaticano, 16 de Junho de 2009.

BENEDICTUS PP. XVI

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Liturgia - 19 de junho - SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS


Cor litúrgica: Branco

Ofício solene próprio
Liturgia das Horas: 572-626
Oração das Horas: 679-764

Leituras: Os 11,1.3-4.8c-9 – Sl (Is 12,2-6) – Ef 3,8-12.14-19 – Jo 19,31-37

“Do coração de Jesus aberto pela lança, na cruz, saiu sangue e água.”
Tanto o sangue como a água são pensados simbolicamente. Fazem referência a dois grandes sacramentos da Igreja: o Batismo e a Eucaristia.

“Tal é o amor que Deus pediu a Davi ao dizer: Cria em mim, ó Deus, um coração puro (Sl 50,12), porque a pureza de coração não é outra coisa senão o amor e graça de Deus. Nosso Salvador chama bem-aventurados aos puros de coração, o que é tanto como chamá-los enamorados, pois a bem-aventurança não se dá por menos que por amor.”
São João da Cruz – 2N 12,1

Cartas de Santa Teresa de Jesus


1575 – C 81 – À D. Inês Nieto, em Madrid – Agradece uma imagem que D. Inês lhe ofereceu . Recorda-lhe o negócio da postulante de Valladolid de que falou em outra carta.

1580 – C 333 – A D. Lourenzo de Cepeda, em La Serna – Pressentimentos de D. Lorenzo sobre sua morte próxima. A Santa o dissuade de tal idéia. Melhora da Santa em Segóvia. Lembranças da Priora, de Gracián e de Ana de Bartolomé.


SANTO DO DIA



Juliana Falconieri



Santa Juliana nasceu em 1270 e morreu em 1341. Aos 14 anos recebeu o hábito da Ordem Terceira da Congregação dos Servitas, fundada por seu tio Santo Alexis Falconieri. O hábito e mais tarde a profissão foram-lhe dadas por São Felipe Benício, que veio a falecer pouco depois, não sem antes ter recomendado a Congregação à jovem freira. Juliana dedicou-se com afinco à organização da Congregação. Em 1304, o papa Bento XI transformou a Congregação numa ordem religiosa da qual Juliana se tornou Superiora. Apesar do cargo, procurava os serviços mais humildes. No convento, Juliana pôde dedicar-se à ascese espiritual baseada numa vida de intensa oração e de constante penitência. Além disso, dedicava-se aos pobres e aos doentes, que curava ao contacto com suas mãos. Acometida por uma doença no estômago, no final de sua vida já não conseguia alimentar-se, nem mesmo receber a Eucaristia. Na hora da morte estendeu-se por terra com os braços em cruz e pediu que lhe colocassem a Santa Hóstia sobre o peito. Assim que foi depositada, a hóstia desapareceu misteriosamente e Juliana morreu dizendo: "Meu doce Jesus". Ao ser preparada para a sepultura, encontrou-se sobre o seu coração a marca da hóstia como um selo, com a imagem de Jesus crucificado. Em memória desse acontecimento, as religiosas da sua ordem trazem a imagem de uma hóstia no escapulário.


quarta-feira, 17 de junho de 2009

Liturgia - 18 de junho - 5a-FEIRA DA 11a. SEMANA DO TEMPO COMUM



Cor litúrgica: Verde

Ofício do dia de semana
Laudes: Liturgia das Horas: 977
Oração das Horas: 995
I Vésperas: Liturgia das Horas: 561
Oração das Horas: 674

Leituras: 2Cor 11,1-11 – Sl 110(111) – Mt 6,7-15
Eis como deveis rezar: “Pai nosso...”
Essa oração é o modelo da oração cristã, a escola da oração de Jesus.

“Grande mal é olhar mais para os bens de Deus que para o próprio Deus; oração e desapego.”
São João da Cruz – D 136

“Ó meu Deus e minha sabedoria infinita, sem medida, sem limites, acima de toda compreensão angélica e humana! Ó amor que amais mais do que posso amar a mim mesma, ou compreender! Para que quero, senhor, desejar mais do que me dais? Para que me cansar em pedir-vos coisa ordenada pelo meu desejo se tudo quanto o meu intelecto pode alcançar e meu desejo desejar já teve os seus fins entendidos por Vós, enquanto eu não sei como aproveitar isso?”
Santa Teresa de Jesus - E XVII

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 18

1575 – C 80 – Ao Revmo. Pe . Frei Juan Bautista Rubeo, Geral do Carmo em Roma – Carinho filial da Santa para com o Pe . Geral. Dá-lhe conta de algumas fundações. Desculpa-se os Padres Gracián e Ambrósio Mariano com os quais estava indisposto o PE Geral. Vida exemplar dos Descalços primitivos.

1576 – C 104 – À Madre Maria de S. José, Priora de Sevilla. Solicitude da Santa pela comunidade de Sevilla. Uma postulante. Teresita não se esquece de suas monjas.

1579 – C 287 – À Madre Ana de La Encarnación, em Salamanca – Anuncia-lhe sua próxima viagem a Salamanca para negócios daquela casa. Entrevista com André de Jimena. Isabel de Jesus.



SANTO DO DIA



São Gregório Barbarigo
Bispo

São Gregório Barbarigo nasceu em Veneza em 1625, numa família patrícia. Em 1648 participou nas negociações que levaram ao Tratado de Vestefália e, em Münster, conheceu o futuro papa Alexandre VII. Foi este que o nomeou bispo de Bérgamo, cardeal e, mais tarde, bispo de Pádua. Na altura em que chegou a Pádua, esta diocese contava com 24 escolas de doutrina cristã; quando ele morreu, o número chegava a 356. Fundou uma Companhia da Doutrina Cristã para o ensino da religião, uma congregação mariana, uma Congregação dos Pais de Família para a educação da juventude, escolas para o povo, escolas de governo de casas. Cuidou da assistência sanitária do povo. Fundou casas de acolhimento para moças pobres. Morreu no dia 18 de Junho de 1697. Foi canonizado por João XXIII.



terça-feira, 16 de junho de 2009

Liturgia - 17 de junho - 4a-FEIRA DA 11a SEMANA DO TEMPO COMUM




Cor litúrgica: Verde

Ofício do dia de semana
Liturgia das Horas: 957
Oração das Horas: 982

Leituras: 2Cor 9,6-11 – Sl 111(112) – Mt 6,1-6.16-18
“Guardai-vos de praticar a vossa justiça diante dos homens para serdes vistos por eles”
Jesus revela-nos aqui uma das chaves do sermão da montanha: seus discípulos precisam ser perfeitos na imitação a Deus e não na imitação aos homens.

“Se gosta da solidão e do silêncio, seja impelida a buscar tudo quanto é mais perfeito.”
São João da Cruz – D 117

“Ó alma minha, que batalha tão admirável travaste neste padecere como isso passa bem ao pé da letra! Pois se meu bem-amado é meu e eu dele, quem se atreverá a separar e a extinguir dois fogos tão acesos? Tentá-lo e esforçar-se em vão , pois esses fogos já se tornaram um só.”
Santa Teresa de Jesus – E XVII


SANTO DO DIA



São Raniero de Pisa


Padroeiro de Pisa, Itália, S. Raniério u Raniero nasceu em Pisa e viveu no século XII. Levava vida fútil, cheia de vaidades e entregue aos prazeres. Era músico, tocador de lira. Um dia encontrou-se com o monge Alberto Leccapecore, homem de Deus. Esse encontro levou-o a repensar sua vida e mudá-la radicalmente. Recolheu-se então a uma vida solitária e penitente. Sem comer, e em contínuos prantos, acabou por ficar cego, mas obteve de Deus a graça da própria cura. Por inspiração divina partiu para a Terra Santa como mercador. Alimentava-se apenas duas vezes por semana e entregava-se a rudes trabalhos. Teve então uma visão em que as jóias de sua bolsa se transformavam em enxofre e ardiam em chamas. Uma voz explicou-lhe o sentido da visão dizendo que a bolsa era seu corpo; o fogo e o enxofre a sua vida fútil. Como peregrino, visitou os Lugares Santos e passou no deserto 40 dias, jejuando como o fez um dia Jesus. De regresso a Pisa, ingressou no mosteiro de S. Guido, levando vida simples. Morreu em 1160.



segunda-feira, 15 de junho de 2009

Liturgia - 16 de junho - 3a-FEIRA DA 11a. SEMANA DO TEMPO COMUM




Cor litúrgica: Verde

Ofício do dia de semana
Liturgia das Horas: 937
Oração das Horas: 971

Leituras: 2Cor 8,1-9 – Sl 145(146) – Mt 5,43-48
“Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito.”
Só nos tornaremos integrantes da comunidade cristã, à medida que nos colocamos numa abertura total em relação ao próximo, amando os inimigos e orando por eles.

“A perfeição não está nas virtudes que a alma conhece de si, mas consiste nas que Nosso Senhor vê na alma, e é como carga fechada, não tem, pois, a alma de que se orgulhar, mas antes estar prostrada por terra, a respeito de si mesma.”
São João da Cruz – D 112

“Quem vos ama de verdade, Bem meu, vai seguro por um caminho amplo e real , longe do despenhadeiro, estrada na qual, ao primeiro tropeço, Vós, Senhor, dais a mão; não se perde, por uma queda e nem mesmo por muitas, quem tiver amor a vós, e não as coisas do mundo ."
Santa Teresa de Jesus - V 35,14


Cartas de Santa Teresa de Jesus em 16


1581 – C 376 – A D. Gaspar de Quiroga, Arcebispo de Toledo – Lembra-lhe que já lhe pediu licença para um convento de Descalças na Corte. A fundação de Soria. Notícias de D. Elena de Quiroga, Sobrinha do Arcebispo.

1581 – C 337 – À Madre Maria de São José, Priora de Sevilla. Insiste em que se trate muito de sua saúde, encarregando o mesmo a outras Monjas. Não a quer penitente, e sim obediente. Sentiria sua falta, mais que de uma outra Priora.


SANTOS DO DIA


São Ciro e Santa Julita
(Séc. IV) - mártires


Julita vivia na cidade de Icônio, na Licaônia, atualmente Turquia. Ela era uma senhora riquíssima, da alta aristocracia e cristã, que se tornara viúva logo após de dado à luz a um menino. Ele foi batizado com o nome de Ciro, mas também atendia pelo diminutivo Ciriaco ou Quiriaco. Tinha três anos de idade, quando o sanguinário imperador Diocleciano, começou a perseguir, prender e matar cristãos. Julita levando o filhinho Ciro e algumas servidoras, fugiu para a Selêucia e em seguida para Tarso, mas ali acabou presa. O governador local, um cruel romano chamado Alexandre, tirou-lhe o filho dos braços e passou a usá-lo como um elemento a mais à sua tortura. Colocou-o sentado sobre seus joelhos, enquanto submetia Julita ao flagelo na frente do menino, com o intuito que renegasse a fé em Cristo. Como ela não obedeceu, os castigos aumentaram. Foi então que o pequenino Ciro saltou dos joelhos do governador, começou a chorar e a gritar junto com a mãe: "Também sou cristão! Também sou cristão!". Foi tamanha a ira do governador que ele com um pontapé empurrou Ciro violentamente fazendo-o rolar pelos degraus do tribunal, esmigalhando-lhe assim o crânio. Conta-se que Julita ficou imóvel, não reclamou, nem chorou, apenas rezou para que pudesse seguir seu pequenino Ciro no martírio e encontrá-lo, o mais rápido possível, ao lado de Deus. E foi o que aconteceu. Julita continuou sendo brutamente espancada e depois foi decapitada. Era o ano 304. Os corpos foram recolhidos por uma de suas fieis servidoras e sepultados num túmulo que foi mantido oculto até que as perseguições cessassem. Quando isto aconteceu, poucos anos depois, o Bispo de Icônio, Teodoro, resolveu com a ajuda de testemunhas da época e documentos legítimos reconstruir fielmente a dramática história de Julita e Ciro. E foi assim, pleno de autenticidade que este culto chegou aos nossos dias. Ciro tornou-se o mais jovem mártir do cristianismo, precedido apenas dos Santos Mártires Inocentes, exterminados pelo rei Herodes em Belém . Por isto, é considerado o Santo padroeiro das crianças que sofrem de maus tratos. A festa de Santa Julita e São Ciro é celebrada pela Igreja no dia 16 de junho, em todo o mundo católico.



VI CONGRESSO NORTE/NORDESTE DA OCDS



TERESINA-PI
11 a 14/06/2009

domingo, 14 de junho de 2009

Liturgia - 15 de junho - 2a-FEIRA DA 11a. SEMANA DO TEMPO COMUM










2ª-FEIRA DA 11ª. SEMANA DO TEMPO COMUM
Beata Albertina Berkenbrock, Virgem e Mártir

São Vito, Mártir



Cor litúrgica: Verde

Ofício do dia de semana Verde
Liturgia das Horas: 917
Oração das Horas: 957

Leituras: 2Cor 6,1-10 – Sl 97(98) – Mt 5,38-42

“Dá a quem te pede e não te desvies daqueles que te pedir emprestado.”
A maior justiça proposta por Jesus exige de nós, cristãos, a superação do egocentrismo e do egoísmo de grupos e classes.


“A magnificência e justiça lhe são inerentes; e exorta os homens a refletir sobre a superioridade de seus bens em relação aos do mundo.”
São João da Cruz - 1S 4,8

“Somos tão difíceis e demoramos tanto a nos entregar de todo a Deus que,como sua Majestade não deseja que gozemos coisa tão preciosa sem pagar um grande preço , nunca acabamos de nos dispor.”
Santa Teresa de Jesus – V 11,1

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 15


1572 – C 43 – À Madre Maria Bautista, em Villadolid – Morte edificante de D. Leonor de Cepeda, irmã de Maria Bautista.

1576 – C 102 - Ao Padre Jerônimo Gracián – Sobre a fundação de Descalças em Paracuello. Chega, após feliz viagem a Malagón, e muitos entretém com sua sobrinha Teresita. História de uma lagartixa. A Priora de Malagón muito alinhada. Nos locutórios não se deve dar de comer, nem tão pouco tolerar extensas conversações.

1576 – C 103 - À Madre Maria de S. José, Priora de Sevilla – Assuntos diversos do convento de Sevilla. Recomenda a irmã S. Francisco exatidão histórica nas crônicas. Tristezas de Teresita.

1580 – C 332 – A D. Lorenzo de Cepeda, em La Serna – A saúde de D. Lorenzo . Sobre a jovem que poderia convir a seu sobrinho D. Francisco de Cepeda, que desejava casar-se

SANTOS DO DIA


Bv. ALBERTINA BERKENBROCK,
Virgem e Mártir – Mfac.



Albertina Berkenbrock, catarinense de São Luís, município de Imaruí (SC), foi assassinada em 15 de junho de 1931, ao resistir a uma tentativa de estupro quando tinha apenas 12 anos. Sua beatificação aconteceu na catedral de Tubarão, em Santa Catarina, dia 20 de outubro, às 16h, transmitida pela Rede Vida, em cerimônia presidida pelo prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, cardeal José Saraiva Martins, e concelebrada pelo núncio apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, além de outros bispos e presbíteros.
Embora o Brasil já tivesse 5 mulheres brasileiras beatificadas, entre os 30 Beatos Mártires do Rio Grande do Norte (1 mulher casada e 4 meninas, sendo uma delas bebê), Albertina é a primeira mártir da castidade, e a primeira catarinense. Ela é mártir da castidade como Santa Maria Goretti, italiana que também tinha 12 anos.

“Albertina Berkenbrock, menina de 12 anos, filha de colonos (...) - após longo processo – a Igreja reconhecerá seu martírio e lhe atribuirá o título de “bem-aventurada”. Bem-aventurada Albertina, virgem e mártir!
Por que ela e não outra pessoa? O martírio é um dom que Deus concede a quem Ele escolhe. A Igreja – na antiguidade como hoje – sempre traz a marca do sangue de seus mártires. Deus concede o dom, não pelos merecimentos de alguém, mas porque Ele quer mostrar a alguém quanto lhe tem amor.
Isto significa que, assim como outrora “Deus olhou para a humildade de sua serva”, Maria de Nazaré, no dia 15 de junho de 1931 olhou para a humildade de Albertina e a honrou com o sangue do martírio. Puro dom de Deus!
Albertina foi morta porque se recusou a se entregar a um homem que queria manter com ela relações sexuais. Sua consciência cristã, apesar da pouca idade, era bastante viva para saber como comportar-se como amiga de Jesus e filha de Deus. Não era isso que sua família, o padre de Vargem do Cedro, seu catequista e a comunidade de São Luís lhe ensinavam?
Naquela hora terrível, ela enfrentou a luta, sucumbiu banhada em sangue, mas se manteve fiel. Sem dúvida, ela sozinha não teria forças para esse ato supremo; a força lhe do Espírito Santo, Espírito de Fortaleza, que nela habitava. (...).
Todos os que conheceram Albertina afirmam que ela era uma menina autenticamente cristã, tanto quanto podia ser aos 12 anos de idade. Se tivesse morrido de morte natural nessa fase da vida, talvez o povo de Deus não a reconhecesse como santa. Mas interveio o dom do martírio, e o povo de Deus imediatamente se deu conta de que ali estava uma mártir.”
(artigo ‘Albertina, puro dom de Deus’ - Dom Hilário Moser, bispo emérito de Tubarão – em http://www.cnbb.org.br/, de 08 de outubro de 2007)




SÃO VITO, Mártir


São Vito nasceu na Sicília e foi martirizado por volta do ano 300. Embora sua vida esteja envolta em lenda, sabe-se que aos 7 anos já era cristão convicto. Ao descobri-lo, seu pai tentou dissuadi-lo de sua fé para que o fato não se tornasse público. Mas o que o pai temia aconteceu e o menino foi levado perante um tribunal: após ter sido açoitado foi posto em liberdade, mas para não ter que desistir de sua fé fugiu da Sicília junto com seu professor Modesto e sua ama-seca Crescência. Os três cristãos alcançaram as costas de Nápoles e chegaram a Roma onde puderam testemunhar sua fé com palavras e obras. Novamente presos e condenados às feras, foram salvos por forte tempestade que desabou sobre os espectadores possibilitando nova fuga para Lucânia. Com coragem e determinação continuaram a defender a fé cristã até serem novamente encarcerados. Sofreram o martírio sob o imperador romano Diocleciano, justamente aquele a quem Vito havia milagrosamente curado da epilepsia.São Vito é hoje invocado na cura da doença nervosa chamada coréia ou "dança da São Vito". Apesar do verniz lendário, São Vito continua sendo para muitos um grande inspirador de vivência e virtudes cristãs.

Oração - Da cura dos males físicos e espirituais Deus nosso Pai, Vós sois o Senhor da vida. Fazei que pela intercessão de São VIto mártir, possa me curar das doenças físicas e espirituais. Mitigai meus males, ó Deus, e não tornai vã a esperança que em Vós deposito. Fazei que sinta Vossa presença misericordiosa toda vez que estiver chorando pela doença que aos poucos me vai tirando as forças. Eu Vos agradecemos e Vos louvo, Senhor Deus Pai eterno. Amém.


São VIto, rogai por nós.

Maria, saúde dos enfermos, rogai por nós.





sábado, 13 de junho de 2009

Liturgia - 14 de junho - 11o. DOMINGO DO TEMPO COMUM








Cor litúrgica:Verde

Ofício dominical comum
III Semana do Saltério
Liturgia das Horas
: 898-316
Oração das Horas: 945-697

Leituras: Ez 17,22-24 – Sl 91(92) – Cor 5,6-10 – Mc 4,26-34
“Jesus anunciava o Reino de Deus usando muitas parábolas como estas.”
Jesus explicava tudo a seus discípulos com fidelidade perfeita; assim também nós devemos nos dedicar ao que nos foi confiado.

“Nisto consiste o exercício do conhecimento próprio, que é a primeira coisa requerida para chegar ao conhecimento de Deus.”
São João da Cruz - C 4,1

“Aquele a quem pedis está muito perto de vós e não vos deixará de ouvir.”
Santa Teresa de Jesus – C 31,13

SANTO DO DIA



Santa Iolanda



Iolanda, ou Helena, como foi chamada depois pelos poloneses, era filha de Bela IV, rei da Hungria, que era Terceiro Franciscano, e irmã da bem-aventurada Cunegundes. Além disto, era sobrinha de Santa Isabel da Hungria, também Terceira Franciscana. Aliás, a tradição franciscana acompanhou a linhagem desde seus primórdios, pois a família descendia de Santa Edwiges, Santo Estêvão e São Ladislau.Iolanda foi educada desde muito pequena pela irmã, Cunegundes, que se casara então com um dos reis mais virtuosos da Polônia, Boleslau, o Casto. Por tradição familiar e social da época, Iolanda deveria também se casar com alguém da terra e, anos depois, escolheu outro Boleslau, o Duque de Kalisz, conhecido como o Pio.Foi uma época de muita alegria para o povo polonês, que viu nas duas estrangeiras pessoas profundamente bondosas, cristãs, justas e caridosas. Pena que tenha sido uma época não muito longa, pois alguns anos depois o quarteto foi desmanchado pela fatalidade.Primeiro morreu o rei, ficando Cunegundes viúva. Logo Iolanda também ficou viúva. A santa já tinha então três filhas, das quais duas se casaram e uma terceira retirou-se para o convento das clarissas de Sandeck, onde já se encontrava Cunegundes. As duas logo seriam seguidas por Iolanda. Muitos anos se passaram e as três damas cristãs continuavam naquele lugar, fazendo do silêncio do claustro o terreno para um fecundo período de meditação e oração. Quando morreu Cunegundes, em 1292, Iolanda deixou aquele mosteiro e foi mais para o ocidente, ao convento das clarissas de Gniezno, fundado por seu esposo. Ali terminou seus dias como superiora. Santa Iolanda morreu em 1299.






O Papa convocou um Ano Sacerdotal (19/06 de 2009 a 19/06/2010), por ocasião do 150º aniversário da morte do santo Cura de Ars, a quem proclamará como padroeiro de todos os sacerdotes do mundo. O tema escolhido para o Ano Sacerdotal é o de «Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote». Está previsto que o Papa o abra com uma celebração de Vésperas, em 19 de junho, solenidade do Sagrado Coração de Jesus e Dia de Santificação Sacerdotal.


Durante este Ano jubilar, está prevista a publicação de um «Diretório para os Confessores e Diretores Espirituais», assim como de uma «recopilação de textos do Papa sobre os temas essenciais da vida e da missão sacerdotais na época atual». O objetivo deste ano é, segundo expressou o próprio Papa hoje aos membros da Congregação para o Clero, «ajudar a perceber cada vez mais a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea.

Agora somos comunidade!!!

Caros irmãos em Cristo, Benção e Paz!

É com uma imensurável e particular alegria que, apesar da demora, informo que nosso grupo Elisabete da Trindade agora é Comunidade Beata Elisabete da Trindade! Nosso ilustre e querido arcebispo, Dom José Alberto Moura acolheu nossa comunidade com o zelo e a cordialidade que lhe é peculiar e autorizou-a. Agora os papéis seguem os trâmites normais para a elevação canônica. Juntos em comunidade somos mais! mais para os irmãos que precisam conhecer a espiritualidade da oração, por excelência!

Marcelo Vilela, comunidade Beata Elisabete da Trindade, Montes Claros-MG, Brasil.


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Liturgia - 13 de junho - SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA








SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA,
Presbítero e Doutorr

Cor litúrgica: Branco

Ofício da memória
Laudes:Liturgia das Horas: 1600-880-1602
Oração das Horas: 1509-932-1510
I Vésperas:Liturgia das Horas: 890-312
Oração das Horas: 940-696


Leituras: IICor 5,14-21 – Sl 102(103) – Mt 5,33-37

“Eu vos digo: Não jurarás falso.”
A prática do juramento, comum a todos os povos, tinha como objetivo chamar a Deus em garantia da verdade.


Santo Antonio nasceu em Lisboa, provavelmente a 15 de Agosto de 1195, numa casa junto das portas da antiga cidade (Porta do Mar), que se pensa ter sido o local onde, mais tarde, se ergueu a Igreja em sua honra.Tendo então o nome de Fernando, fez na vizinha Sé os seus primeiros estudos, tomando mais tarde, em 1210 ou 1211, o hábito de Cônego Regrante de Santo Agostinho, em São Vicente de Fora, pela mão do Prior D. Estevão.Ali permaneceu até 1213 ou 1214, data em que se deslocou para o austero Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde realizou os seus estudos superiores em Direito Canônico, Ciências, Filosofia e Teologia.Segundo a tradição, talvez um pouco lendária, o Santo tinha uma memória fora do comum, sabendo de cor não só as Escrituras Sagradas, como também a vida dos Santos Padres.As relíquias dos Santos Mártires de Marrocos que chegaram a Coimbra em 1220 fizeram-no trocar de Ordem Religiosa, envergando o burel de Frade Franciscano e recolher-se como Eremita nos Olivais (em Coimbra). Foi nessa altura que mudou o seu nome para Antônio e decidiu deslocar-se a Marrocos, onde uma grave doença o reteve todo o inverno na cama. Decidiram os superiores repatriá-lo como medida de convalescença.Quando de barco regressava a Portugal, desencadeou-se uma enorme tempestade que o arrastou para as costas da Sicília, sendo precisamente na Itália que iria revelar-se como teólogo e grande pregador.Em 19 de Março de 1222, em Forli, falou perante religiosos Franciscanos e Dominicanos recém ordenados sacerdotes e tão fluentemente o fez que o Provincial pensou dedicá-lo imediatamente ao apostolado.


Fixou-se em Bolonha onde se dedicou ao ensino de Teologia, bem como à sua leitura. Exercendo as funções de pregador, mostrou-se contra as heresias dos Cátaros, Patarinos e Valdenses. Seguiu depois para França com o objetivo de lutar contra os Albijenses e em 1225 prega em Tolosa. Na mesma época, foi-lhe confiada a guarda do Convento de Puy-en-Velay e seria custódio da Província de Limoges, um cargo para que foi eleito pelos Frades da região. Dois anos mais tarde instalou-se em Marselha, mas brevemente seria escolhido para Provincial da Romanha.Assistiu à canonização de São Francisco em 1228 e deslocou-se a Ferrara, Bolonha e Florença. Durante 1229 as suas pregações dividiram-se entre Vareza, Bréscia, Milão, Verona e Mântua. Esta atividade absorvia-o de tal maneira que a ela passou a dedicar-se exclusivamente. Em 1231, e após contactos com Gregório IX, regressou a Pádua, sendo a Quaresma do ano seguinte marcada por uma série de sermões da sua autoria.Instalou-se depois em casa do Conde de Tiso, seu amigo pessoal, onde morreu em 1231 no Oratório de Arcela.O fato de ter sido canonizado um ano após a sua morte, mostra-nos bem qual a importância que teve como Homem, para lhe ter sido atribuída tal honra. Este ato foi realizado pelo Papa Gregório IX, que lhe chamou "Arca do Testamento."Considerado Doutor da Igreja e alvo de algumas biografias, todos os autores destas obras são unânimes em considerá-lo como um homem superior. Daí os diversos atributos que lhe foram conferidos: "Martelo dos hereges, defensor da fé, arca dos dois Testamentos, oficina de milagres, maravilha da Itália, honra das Espanhas, glória de Portugal, querubim eminentíssimo da religião seráfica, etc.".Com a sua vida, quase mítica, quase lendária, mas que foi passando de geração em geração, e com os milagres que lhe foram atribuídos em bom número, transformou-se num taumaturgo de importância especial.



A vida de Santo Antônio está envolta numa constelação de milagres e fatos prodigiosos: são curas, profecias, bilocações, exorcismos e até ressurreições.Muitos teriam acontecido durante sua vida e outros, numa cadeia incontável, depois da morte. Esta tradição já está consagrada no antiquíssimo responsório

"Si quaeris miracula":
Se milagres desejais Contra os males e o demónio, Recorrei a Santo António e não falhareis jamais.Pela sua intercessão foge a peste, o erro e a morte. Quem é fraco fica forte, mesmo o enfermo fíca são.Rompem-se as mais vis prisões, Recupera-se o perdido, Cede o mar embravecido No maior dos furacões.Penas mil e humanos ais se moderam, se retiram: Isto digam os que viram, Os paduanos e outros mais.


O milagre dos peixes

Santo António faz um sermão aos peixes, no rio Marecchia porque os homens de Rimini não o querem ouvir. Ao ver isto eles arrependem-se e dirigem-se para junto do santo, ouvindo o sermão.

O milagre do jumento

Um herege não acreditava que Cristo de fato estava presente na Eucaristia. Santo António diz que o jumento, que o homem tinha, era menos teimoso e que seria mais fácil convencê-lo. Ao ver a hóstia o jumento ajoelha-se.


“Fortalece o teu coração contra todas as coisas que te inclinam ao que não é Deus, e sê amigo da paixão de Cristo.”
São João da Cruz

“Para mim é grandíssima consolação ver uma Igreja a mais onde haja o Santíssimo Sacramento.”
Santa Teresa de Jesus – F 3,10

Carta de Santa Teresa de Jesus em 13

1577 – C 190 – Ao Padre Jerônimo Gracián – Contentamento da Santa com as cartas que recebe do Padre. Enfermidade de Diogo Gracián. A Alcabala das Descalças de Sevilla. Outros negócios da mesma cidade.

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