quarta-feira, 18 de julho de 2012

NOTA DE FALECIMENTO



NOTA DE FALECIMENTO

Informamos que hoje, 18/07/2012, faleceu em Taubaté o nosso irmão José Dorival de Amorim (José Dorival de Jesus Misericordioso, OCDS). “Seu Dorival”, como era chamado por nós, era membro da Comunidade Santa Face – Tremembé/SP desde sua fundação, 24/08/2002, e fez suas promessas definitivas em 03/08/2008. Na sua simplicidade soube sempre compartilhar a riqueza e profundidade do seu “trato de amizade” com Aquele que agora ele contempla. Pai, irmão e amigo deixará marcado em nossa mente e no nosso coração seus exemplos de verdadeiro cristão. Não perdemos um grande amigo, mas ganhamos um grande “anjo” que intercederá por nós enquanto estivermos no caminho que nos conduz ao Monte que é Cristo.
Contamos com as orações de todos os irmãos e irmãs!

Abraço fraterno,
José Eduardo – Comunidade Santa Face – Tremembé/SP

IX Encontro de jovens OCDS - Fortaleza 15/07/2012



Palestra da Efigênia sobre o tema: Para Vós nasci! Que mandais fazer de mim?
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Família reunida que grande alegria Frades, Irmãs e nós OCDS 



Cont

Contamos com uma livraria para divulgarmos os livros e objetos devocinais de nossa espiritualidade.

As carmeletes, Maria Luiza e Regina, animadoras do encontro.











A Comunidade Filhos da Misericordia de Jesus Salvador nos ajudou com a parte da alimentação. 


A pregação do Frei Fábio Maria da Cruz, OCD sobre a "Porta Fidei"




 




             



OFICINAS



Santa Missa de encerramento junto com a comunidade Paroquial de Nossa Sra. de Nazaré presidida pelo Frei Fábio.
Queremos agradecer a Virgem do Carmo por este encontro, a nossa Presidente provincial Maria Eduarda e a Ester pela ajuda no momento oportuno. Bem como a todos os irmãos que rezaram pelo exito do mesmo.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Quando o silêncio é comunicação


Reflexões de Frei Patricio Sciadini, ocd
ROMA, terça-feira, 17 de julho de 2012(ZENIT.org) -  Apresentamos uma reflexão intitulada - O silêncio - escrita por Frei Patrício Sciadini, ocd, religioso, Carmelita Descalço; escreveu mais de 60 livros, publicados no Brasil e no exterior e atualmente é o delegado geral no Egito.
***
Hoje assistimos a um silêncio que oprime  e que deve ser rompido com a coragem profética para que a cadeia das injustiças institucionalizadas  não continue a silenciar milhões de pessoas que gritam no deserto.
Este silêncio de morte que  vemos por ai  desde o silêncio do medo que a máfia de todas as matizes  espalham ao seu redor e o “não sei não vi,  não escutei”, ao silêncio dos trabalhadores que diante de salários injustos não podem reclamar  pelo medo de ficar sem trabalho e ter uma vida  pior. Do silêncio  das crianças abortadas que não podem nem gritar e nem defender-se ao silêncio dos presos e torturados  que  devem calar  para que outros não sofram injustamente. Estes silêncios  invadem  os meios de comunicação que, a serviço de poderosos,  falsificam a verdade   e se colocam do lado do poder para ter cada vez mais  um posto mais alto.
Há o silêncio do diabo que está ao lado dos justos e dos santos  e com sua presença silenciosa  invade o temor  e insegurança,  gerando o medo coletivo. Não é este o silêncio que deve ser mantido. Este silêncio deve ser rompido para que a voz da verdade possa  ser ouvida em todos os lados e que nasça  no coração das pessoas o silêncio da esperança que está para nascer. O silêncio é útero da sabedoria a verdade. É no mais profundo de si mesmo que o ser humano necessita descer  não para escutar  a si mesmo, as suas lamúrias e fracassos ou sonhos  idealizados, mas sim para escutar a voz  de Deus que o chama a assumir  corajosamente a sua identidade de pessoa de cristão  sem ter medo de nada e de ninguém.
O Papa, na sua catequese sobre o silêncio,  nos recorda  citando Santo Agostinho, “que na medida que o Verbo crescer,  a palavra do homem diminui”. Aliás diante de Cristo  verdade caminho e vida  somente  tem espaço para o silêncio. O caminho  que deve ser percorrido é fugir  do “barulho”, seja qual for,  quer seja visivo  com as imagens que  as TV, internet e outros meios  jogam com  abundância  dentro de nós e que nos impedem de refletir, de avaliar, não nos dão o tempo de  avaliar os fatos porque quando você começa a pensar é outra imagem que vem e leva longe a primeira. O barulho auditivo que  nos persegue   todos os dias  e sentimos que sempre mais é necessário  gritar mais forte  para que  possa ouvir o barulho distante do outro, mas não escutá-lo.
É um burburinho que chega até nós, sons convulsivos,  mas não inteligíveis. São  músicas, são palavras que  impedem o ser humano de  saber  “escutar-se e escutar aos demais”; recuperar o silêncio exterior é fundamental. Criar pelo menos uma vez por semana  um “oásis de silêncio exterior”, onde possamos permanecer “a sós” duas ou três  horas  para ouvir a doce brisa  que chega até nós e na qual o Deus da vida está escondido( 1 Rs 19, 12) Quando o silêncio é fuga  se torna não comunicação,  nervosismo, mal estar  e espalha ao seu redor  um clima de desconfiança e de tristeza.
Quando o silêncio é comunicação é como o perfume que  faz sentir sua presença   embora não seja palpável. É neste silêncio  que devemos entrar novamente  para  compreender o que diz o místico João da Cruz  “Uma palavra falou o Pai, que foi seu Filho, e a fala sempre em eterno silêncio e, em silêncio, há de ser ouvida pela alma.” Os místicos não são pessoas anti-sociais, mas  exemplos de comunicação. Cada palavra que eles pronunciam é palavra de vida, de esperança, de alegria e de amor. E quando a palavra “é como  espada a dois gumes que penetra até o miolo dos ossos” é para que  seja operadora de conversão e de salvação. Somente  quando o ser humano redescobrir  a necessidade do silêncio para se medir consigo,  com os outros  e com Deus, saberá  que a força do testemunho não é palavra, mas o silêncio, o doce silêncio. Dando  a palavra ainda a João da Cruz:
A noite sossegada,
Quase aos levantes do raiar da aurora;
 A música calada,
A solidão sonora,
A ceia que recreia e que enamora.(C 15)
É o momento de  praticar o que Jesus nos ensina se queremos rezar, falar com Deus  e escutar  seu Filho bem amado: “desce em você, fecha a porta e fala ao Pai.” (Mt 6)

AS MÁRTIRES DE COMPIÈGNE




São dezesseis religiosas do Carmelo deCompiègne assassinadas por revolucionários franceses do Comitê de Salvação Pública que as levaram à guilhotina por ódio à religião, no segundo período do Terror da Revolução Francesa, no dia 17 de julho de 1794, no local hoje denominado "Place de la Nation", na época "Place du Trône Renversé".
Antes de serem executadas ajoelharam-se e cantaram o hino Veni Creator, após o que todas renovaram em voz alta os seus compromissos dobatismo e os votos religiosos. A execução teve início com a noviça e por último foi executada a Madre Superiora 'Madeleine-Claudine Ledoine(Madre Teresa de Santo Agostinho) (Paris22 de setembro de 1752), professa em 16 ou 17 de maio de 1775. Durante as execuções reinou absoluto silêncio. Seus corpos foram sepultados num profundo poço de areia em um cemitério em Picpus. Como neste areal foram enterrados 1298 vítimas da Revolução, é pouco provável a recuperação de suas relíquias. Foram solenemente beatificadas em 27 de maio de 1906 pelo PapaSão Pio X.
O Papa João Paulo I sobre elas disse: Durante o processo ouviu-se a condenação: "À morte por fanatismo". E uma, na sua simplicidade, perguntou: — "Senhor Juiz, se faz favor, que quer dizer fanatismo?". Responde o juiz: — É pertencerdes tolamente à religião". — "Oh, irmãs!" — disse então a religiosa — "ouvistes, condenam-nos pelo nosso apego à fé. Que felicidade morrer por Jesus Cristo!". Fizeram-nas sair da prisão da Conciergerie, meteram-nas na carreta fatal e elas, pelo caminho, foram cantando hinos religiosos; chegando ao palco da guilhotina, uma atrás doutra ajoelharam-se diante da Prioresa e renovaram o voto de obediência. Depois entoaram o "Veni Creator"; o canto foi-se tornando, porém, cada vez mais débil, à medida que iam caindo, uma a uma, na guilhotina, as cabeças das pobres irmãs. Ficou para o fim a Prioresa, Irmã Teresa de Santo Agostinho; e as suas últimas palavras foram estas: "O amor sempre vencerá, o amor tudo pode". Eis a palavra exacta: não é a violência que tudo pode, é o amor que tudo pode. [1]
O grupo de religiosas carmelitas lideradas por Madre Teresa de Santo Agostinho era composto por 16 mulheres: 10 freiras, 1 noviça, 3 irmãs leigas, 2 irmãs rodeiras


PARA LER O DIARIO DAS AS MÁRTIRES DE COMPIÈGNE, E CONHECER ESSAS SANTAS MULHERES, QUE O CARMELO CELEBRA HOJE E CONHECER MELHOR ENTRE NO NOSSO BLOG DE TEXTOS CARMELITANOS, NO LINK ABAIXO:
http://documentosocdsigreja.blogspot.com.br/search/label/santos%20carmelitas-AS%20M%C3%81RTIRES%20DE%20COMPI%C3%88GNE

segunda-feira, 16 de julho de 2012

450 anos da fundação do Carmelo de São José -Avila, Mensagem do papa ao bispo de Ávila


CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 16 de julho de 2012 (ZENIT.org)-O Serviço de informação do Vaticano (VIS) publicou hoje a mensagem que o Santo Padre Bento XVI enviou ao bispo Jesús García Burillo, de Ávila, Espanha, por ocasião do 450º aniversário da fundação do mosteiro de São José de Ávila e do início da reforma do Carmelo, empreendida por Santa Teresa de Jesus.
Bento XVI recordou que "a reforma do Carmelo, cujo aniversário nos enche de alegria interior, nasce da oração e tende à oração. Ao promover um retorno radical à Regra primitiva, afastando-se da Regra mitigada, Santa Teresa de Jesus procurou promover uma forma de vida que levasse ao encontro pessoal com o Senhor, que precisa de ‘solidão e de um olhar para dentro de si mesmo, e do não afastamento de tão Bondoso Hóspede’".
"Santa Teresa propôs um novo estilo de vida carmelita em um novo mundo. Eram tempos difíceis. Naqueles dias, como disse essa mestra de espiritualidade (...), ‘o mundo está ardendo, querem voltar a condenar Cristo, querem destruir a sua Igreja. Não, minhas irmãs, não é hora de tratarmos com Deus de assuntos de pouca monta. Não nos é acaso familiar, na situação em que vivemos, uma reflexão tão luminosa que nos desafie, feita de mais de quatro séculos da santa mística?" continuou o Papa. 
"O objetivo final da reforma teresiana e da criação de novos mosteiros, num mundo pobre de valores espirituais, era promover pela oração o agir apostólico, propondo uma maneira de viver o evangelho que fosse modelo para quem procurava um caminho de perfeição, convencido de que toda autêntica reforma pessoal e eclesial reproduz cada vez melhor em nós a ‘forma’ de Cristo. (...) Mesmo agora, tal como no século XVI, entre as rápidas transformações, é a oração a alma do apostolado, para que ressoe com clareza e grande dinamismo a mensagem salvadora de Jesus Cristo. É urgente que a Palavra de vida vibre nas almas com harmonia, com notas sonoras e atraentes".
"Nesta missão apaixonante, o exemplo de Teresa de Ávila é de grande valia. Podemos dizer que, no seu tempo, a santa evangelizou sem tibieza, com ardor vívido, com métodos distantes da inércia, impregnada de luz. Isto preserva o seu frescor no mundo de hoje, que sente a urgência de renovação do coração dos batizados através da oração pessoal, centrada, seguindo os ditames da mística de Ávila, na contemplação da Humanidade Sacratíssima de Cristo como a única estrada para se chegar à glória de Deus".
"O poder de Cristo levou a santa de Ávila a redobrar os esforços para que o povo de Deus reencontrasse o seu vigor da única forma possível: abrindo espaço em seu íntimo para os sentimentos do Senhor Jesus, procurando em todas as circunstâncias viver de forma radical o seu evangelho". E continuou explicando que "isto significa, em primeiro lugar, permitir que o Espírito Santo nos torne amigos do Mestre e nos configure com ele. Também significa acolher todos os seus mandados e adotar critérios como a humildade de vida, a renúncia ao supérfluo, o não ferir os outros e o proceder com simplicidade e mansidão de coração"
Ao final o Papa afirmou que aqueles que nos rodeiam sentirão a alegria "que vem da nossa adesão ao Senhor, do não antepor coisa alguma ao seu amor, estando sempre dispostos a dar a razão da nossa esperança".
(Tradução:ZENIT)

ANIVERSÁRIO DA OCDS DE CARATINGA


Santa Teresa e Nossa Senhora



Nossa Senhora está presente nos momentos mais decisivos da vida de Teresa. Já desde os primeiros balbuceios da sua infância é influenciada pela oração cadenciada do terço.
Com a idade de seis ou sete anos a mãe tinha o cuidado “em fazer-nos rezar e sermos devotos de Nossa Senhora e de alguns Santos”. Teresa continua a contar-nos que desde muito jovem “Procurava solidão para rezar as minhas devoções que eram muitas, em especial o Rosário, do qual a minha mãe era muito devota e assim nos fazia sê-lo”.

Quando Teresa perde sua mãe, que seria entre os treze e quatorze anos de idade, vai-se encomendar a Nossa Senhora. É ela a narrar: “Quando comecei a perceber o que tinha perdido, fui-me, aflita, a uma imagem de Nossa Senhora e supliquei-Lhe, com muitas lágrimas, que fosse minha Mãe. Embora o fizesse com simplicidade, parece-me que me tem valido; porque conhecidamente tenho encontrado esta Virgem soberana, sempre que me tenho encomendado a Ela, e, enfim, tornou-me a Si”.

Por amor e devoção a Nossa Senhora, Teresa entra no Carmelo da Encarnação de Ávila. Neste mosteiro, como em todos os outros, a presença de Maria é uma constante. A tomada de hábito marcou-a profundamente. Tomava o hábito de Nossa Senhora. Para ela, Nossa Senhora do Carmo é como a encarnação do estilo de vida e do espírito da Ordem. A partir da sua experiência mística a presença de Maria torna-se constante e integrante de muitas graças místicas.

São muitas as graças místicas que Teresa recebe ao longo da sua existência e que têm como objecto e conteúdo Nossa Senhora. Algumas são muito significativas para a sua vida e obra de fundadora. Recordo a que ela narra no Livro da Vida, capítulo 33. É uma espécie de vestidura que Maria faz a Teresa anunciando-lhe o facto de a partir deste momento ser mãe de uma nova família religiosa: o Novo Carmelo. Jesus une sua Mãe a este seu plano. Era no dia de Nossa Senhora da Assunção. Participava na Eucaristia na Capela do Santo Cristo do Convento de S. Domingos e veio-lhe um arroubamento tão grande que ficou fora de si. “Parecia-me, estando assim, que me via vestir uma roupa de muita brancura e claridade. A princípio não via quem ma vestia; depois vi a Nossa Senhora a meu lado direito e a meu Pai S. José à esquerda, que me vestiam aquela roupa. Deu-se-me a entender que já estava limpa de meus pecados. Acabada de vestir e eu com grandíssimo deleite e glória, logo me pareceu Nossa Senhora pegar-me nas mãos. Disse-me que Lhe dava muito gosto sendo devota do glorioso S. José; que tivesse por certo que, o que eu pretendia do mosteiro, se havia de fazer e nele se serviria muito o Senhor e a eles ambos; que não temesse que nisto houvesse jamais quebra, embora a obediência que dava não fosse a meu gosto, porque Eles nos guardariam e já Seu Filho nos tinha prometido andar connosco. Para sinal de que isto se cumpriria dava-me aquela jóia.

Pareceu-me então que me tinha deitado ao pescoço um colar de ouro muito formoso e preso a ele uma cruz de muito valor. Este ouro e pedras são tão diferentes das de cá, que não têm comparação”.

Santa Teresa teve outra graça mística mariana em que ela experimenta a glorificação de Nossa Senhora: “Em dia da Assunção da Rainha dos Anjos e Senhora nossa, quis o Senhor fazer-me esta mercê: num arroubamento representou-se-me a Sua subida ao Céu e a alegria e solenidade com que foi recebida e o lugar onde está. Dizer como foi isto, eu não saberia. Foi grandíssimo o deleite que o meu espírito teve de ver tanta glória. Causou isto em mim grandes efeitos e tirei de proveito ficar com mais e maiores desejos de passar grandes trabalhos e de servir a esta Senhora, pois tanto mereceu” (V 39, 26).

Noutra visão, Teresa compreendeu como o Senhor agracearia as suas irmãs de S. José de Ávila, ao colocá-las sob a protecção de Maria: “Estando todas no coro em oração depois de Completas, vi Nossa Senhora, com grandíssima glória, revestida dum manto branco e, debaixo dele, parecia amparar-nos a todas. Entendi quão alto grau de glória daria o Senhor às desta casa” (V 36, 24).

Apesar de serem muitas as graças místicas marianas experienciadas por Teresa de Jesus, há um parelelismo muito marcado entre a experiência que ela tem de Cristo e de Maria. Depois de tantos trabalhos e sofrimentos passados nas suas fundações Teresa alegra-se com as suas irmãs: “Nós alegramo-nos de podermos em algo servir a Nossa Mãe, Senhora e Padroeira” (F 29, 23). Jesus e Maria são duas criaturas sempre unidas na vida de Teresa e dos seus Carmelos: “Pouco a pouco se vão fazendo outras coisas para honra e glória desta gloriosa Virgem e de Seu Filho. Seja Ele para sempre louvado, ámen, ámen!” (F 29, 28).


P. Jeremias Carlos Vechina, OCD

domingo, 15 de julho de 2012

SOLENE COMEMORAÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA DO MONTE CARMELO

A SAGRADA ESCRITURA EXALTA A BELEZA DO CARMELO ,ONDE O PROFETA ELIAS DEFENDEU A PUREZA DA FÉ DE ISRAEL EM UM DEUS VIVO.AÍ,JUNTO À FONTE QUE TOMOU O NOME DO PROFETA,ESTABELECERAM -SE ,PELOS FINS DO SÉCULO XII,ALGUNS EREMITAS QUE CONSTRUÍRAM UM ORATÓRIO EM HONRA DA MÃE DE DEUS, ESCOLHENDO-A COMO SUA  PADROEIRA E TITULAR.CONSIDERAM-NA COMO MÃE E MODELO E DISTO TIVERAM COMPROVADA EXPERIÊNCIA .POR ISSO,FORAM CHAMADOS "IRMÃOS DE SANTA MARIA DO MONTE CARMELO"




      DOCE E BENDITA,
      Ó MÃE PURÍSSIMA,
      AOS CARMELITAS ,
      SÊ TU PROPÍCIA,
      ESTRELA DO MAR.
      


      AOS VOSSOS FILHOS,
      MÃE SINGULAR,DAI PRIVILÉGIOS,
      ESTRELA DO MAR!


      
LOUVEMOS A DEUS PAI ONIPOTENTE QUE ,HOJE ,NOS CONCEDE A GRAÇA DE CELEBRAR A SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA DO CARMO.




GLORIFIQUEMOS O SENHOR ,RECORDANDO OS BENEFÍCIOS DA VIRGEM MARIA,MÃE DO CARMELO
QUE A MÃE DO CARMO INTERCEDA POR NÓS!!!!
UM FELIZ DIA PARA VOCÊ!!!!

UM BEIJO CARINHOSO



MARIA EDUARDA




      

sábado, 14 de julho de 2012

CONHECER PARA VIVER E AMAR: os documentos da OCDS na vida do carmelita descalço secular




Em meio aos preparativos para a celebração do “V Centenário do nascimento de Santa Madre Teresa de Jesus”, somos chamados a nos debruçarmos sobre seus escritos. Tarefa nada fácil para nós leigos, mas que deve ser cumprida com zelo, com um forte sentimento de obediência aos nossos superiores e, sobretudo, de um amor filial à Teresa. Este “kairós” - momento oportuno - que vivemos leva-nos a rever, refletir e questionar a nossa trajetória vocacional no Carmelo Descalço e, ao mesmo tempo, nos perguntar como “anda” o nosso comprometimento com a vivência da espiritualidade, assumida livremente por meio das promessas.


Neste ano, a Ordem nos propõe para o estudo e reflexão o livro das “Fundações”. Nele podemos contemplar as motivações de santa madre para a reforma que empreendeu no Carmelo e os sofrimentos que suportou para por em prática tal empresa, bem como na fundação dos “seus” mosteiros. Desde o princípio, Teresa desejou viver com toda fidelidade a regra de vida que assumiu[1], o que fez com perfeição durante o tempo em que esteve no mosteiro da Encarnação. Mas o desejo de servir mais perfeitamente o Senhor, a fez fundar o mosteiro de São José de Ávila e ali buscar viver  com toda a fidelidade a regra primitiva do Carmo.


Como sabemos o conhecimento, a fidelidade e o comprometimento de Teresa e dessas primeiras irmãs à regra primitiva,  foram de tal forma que, o padre geral ao visitar o pequeno mosteiro de São José se encantou com o que viu, e concedeu a Teresa “amplas patentes[2]” para fundar outros mosteiros. A fidelidade com que seguiam os conselhos evangélicos e a regra primitiva da Ordem teve consequências imediatas: a fundação de novos mosteiros, a fundação dos frades “descalços” e o nascimento de uma nova ordem religiosa na Igreja, ou seja, o Carmelo Descalço.


É interessante notar que um dos desejos de santa madre Teresa de Jesus foi que as irmãs [os carmelitas descalços] nunca perdessem de vista a “história” da fundação do primeiro mosteiro da reforma, porque, para ela “isso muito animará as monjas [frades e leigos também] vindouras a servir a Deus e a pro­curar que a perfeição inicial não só não decaia como avance, ao verem o muito que Sua Majestade se empenhou em estabelecer a casa […][3].
Para isso, santa madre nos lembra de que é necessário a fidelidade e o comprometimento, ou seja, “devemos sempre nos considerar alicerces dos que vierem mais tarde. Porque, se agora os que vivemos não tivéssemos perdido o fervor dos antepassados e se os que viessem depois de nós fizessem outro tanto, a edificação sempre estaria firme”[4]. Este é o ponto, o segredo para que o Carmelo 


Descalço esteja sempre firme e atuante no mundo, e do qual nós temos grande responsabilidade! Considerar-se alicerce é ter em mente quem nós somos e o que temos por fazer, e para isto é preciso o conhecimento, “que é muito importante para tudo esclarecer”[5]. Conhecimento da identidade que caracteriza a vocação que abraçamos.


Ao fundar outros mosteiros, não tardou para Teresa se ver obrigada a colocar no papel as constituições, ou seja, os preceitos que caracterizariam a nova forma de vida que nascia. O “COMO” viver, por em prática a regra primitiva. Configurava-se assim, definitivamente, o “espírito” do Carmelo Descalço, sem o perigo “de alguma priora, que pensando nada fazer, tira[va] e põe [punha] o que lhe dá[dava] na veneta [...]”[6].


Para assumir um “estilo” de vida é preciso conhecê-lo. Ninguém casa, vira frade ou monja da noite para o dia. Antes, porém, precede o tempo do enamoramento, do conhecer, do apaixonar-se... E quanto mais intenso, mais profundo, mais bem preparado for este período, melhor se viverá depois. Da mesma forma quando se abraça uma vocação numa determinada Ordem da Igreja. No Carmelo Descalço – nos três estados de vida -, o período de formação é crucial. Deste deriva-se mais tarde a intensidade e o comprometimento com o qual se viverá a espiritualidade, ou seja, a própria vocação.


Por isso, Teresa deseja que suas irmãs e mais tarde seus irmãos vivam com todo ardor e perfeição a regra e as constituições, e para isso focará priorizará a formação no espírito do Carmelo. Para nós não deve ser diferente. Ter um conhecimento pleno e profundo das constituições OCDS e do Estatuto particular da Província São José, além de outros documentos que a Ordem publicar, é de suma importância. Como poderá uma pessoa querer ser carmelita descalço se não conhecer aquilo que “dá forma” à vida no estilo do carisma teresiano? É inaceitável e incompreensível que isto aconteça, mas infelizmente acontece!


Muitos de nós esquecemos que as Constituições e todos os documentos da OCDS, são de extrema importância para TODA a vida e não só no momento em que se está se preparando para as promessas. Inclusive, acontece que, às vezes, os documentos só são estudados no período inicial da formação ou no momento que surge alguma dúvida na comunidade. Por mais que conhecemos esses documentos, especialmente, as constituições, não podemos cair na tentação de deixá-los esquecidos na gaveta. É preciso utilizá-los constantemente nas formações. De transformá-los em matéria de oração, de reflexão e meditação na comunidade e na vida pessoal.


Pode acontecer que muitos conheçam de cor e salteado as obras de santa madre Teresa, do santo padre João da Cruz e enfim, de muitos santos carmelitas, o que louvável, mas sequer conhece aquilo que deve reger o seu estado de vida enquanto carmelita descalço secular. Conhecer, rezar, praticar aquilo que as nossas constituições e documentos dizem é penetrar no “espírito” de Teresa e ali encontrar Aquele que sabemos que nos ama[7].
Seguindo as constituições e documentos da OCDS, temos a segurança de estarmos no caminho certo. Eles nos revelam, em 


nome da Igreja e da Ordem, quem somos, o que e o quanto devemos fazer. Ou seja, qual a identidade da vocação que abracei e qual as implicações intrínsecas a ela. Ao mesmo tempo, afasta o perigo de querer acrescentar algo que foge à “regra” e ao espírito teresiano, pois, muitas vezes, acrescentam-se tantos costumes, “cerimônias”, enfeites, palavras e até “documentos” que acaba descaracterizando-os, se afastando daquilo que é o cerne, o princípio, ou seja, do carisma de Teresa.


Ser carmelita descalço não é conhecer profundamente as obras dos santos - isso faz parte -, mas é, sobretudo, configurar-se ao espírito do Carmelo Descalço e para isto, é necessário conhecer e aderir às constituições e às orientações expressas nos documentos da Ordem. Somente assim poderemos nos considera alicerces para aqueles que virão.


Entretanto, Teresa deixa um recado: “Quem considerar áspero o nosso modo de vida deve culpar a sua falta de espírito, e não o que se observa aqui (porque pessoas delicadas e não saudáveis, tendo o espírito, podem suportá-lo com muita suavidade), devendo ir para outro convento [outra Ordem], onde se salvará de acordo com o espírito que o anima”[8]. Conhecer e viver as constituições OCDS é valorizar, reconhecer e dar continuidade à obra iniciada por Teresa de Jesus e João da Cruz.
Abraço fraterno a todos!

Comissão de Formação, OCDS







[1]  V 32, 9
[2] F 2, 2
[3] V 36, 9
[4] F 4, 6
[5] C 5, 2
[6] Cf. Introdução das Costituições. (Obras Completas Teresa de Jesus. São Paulo: Loyola, 1995, p. 997.)
[7] V 8, 5
[8] V 36, 29

sexta-feira, 13 de julho de 2012


A oração eucarística é o ponto culminante de toda a celebração eucarística. É uma oração de ação de graças e de consagração. Nela é oferecido ao Pai o maior Dom que a Igreja tem: Jesus Cristo. E este Dom é dado pelo Pai a todos. Nesta oração toda a assembléia dos fiéis se une a Cristo na proclamação das maravilhas de Deus e na oblação do sacrifício.
 A oração eucarística é composta das seguintes partes: ação de graças, aclamação, epiclese, narração da instituição e consagração, anamnese, oblação, interseções e doxologia final. 
O grupo de liturgia do Carmelo da Imaculada Conceição de Sete Lagoas/MG acolheu com muita alegria o Diácono Frei Claudiano. Que tanto nos enriqueceu falando-nos sobre a Oração Eucarística.
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