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LITURGIA DAS HORAS ON -LINE
sábado, 23 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Jucar
Grupo de JOVENS na IGREJA SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS,
todas as TERÇAS-FEIRAS às 19:30hr.
Venha CONHECER e PARTICIPAR, fazendo parte desta grande familia
CARMELITANA com mais de 800 ANOS de SABEDORIA, ENSIMANETOS, ESTUDOS,
EXPERIÊNCIAS ... nos transmitidos por grandes SANTOS E DOUTORES DA
IGREJA como: SANTA TERESA D'ÁVILA, SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS, SÃO
JOÃO DA CRUZ, SANTA TERESA BENEDITA DA CRUZ (EDITH STEIN), BEATA ISABEL
DA TRINDADE, ...
Fonte de ESPIRITUALIDADE e INTIMIDADE DIVINA num jeito diferente de SERVIR, SENTIR e VIVER a VIDA.
XXX CONGRESSO PROVINCIAL EM APARECIDA
ESPERAMOS POR VOCÊ PARA JUNTOS PARTILHARMOS SOBRE NOSSA MISSÃO CARMELITANA!!!!
TENHO CERTEZA QUE VOCÊ ,NÃO VAI QUERER PERDER ESTES DIAS !!
DE 18 A 21 DE ABRIL ,NO SEMINÁRIO SANTO AFONSO EM APARECIDA
CADA COMUNIDADE-GRUPO DEVERÁ ESCOLHER DOIS DELEGADOS PARA PARTICIPAR EM NOSSA ASSEMBLÉIA.
REZEMOS PARA QUE SEJAM ,DE FATO,,MOMENTOS ENRIQUECEDORES PARA NOSSA QUERIDA OCDS!!!
TENHO CERTEZA QUE VOCÊ ,NÃO VAI QUERER PERDER ESTES DIAS !!
DE 18 A 21 DE ABRIL ,NO SEMINÁRIO SANTO AFONSO EM APARECIDA
VAMOS PARTILHAR ,APRENDER,REZAR ,CELEBRAR!!!
CADA COMUNIDADE-GRUPO DEVERÁ ESCOLHER DOIS DELEGADOS PARA PARTICIPAR EM NOSSA ASSEMBLÉIA.
VOCÊ JÁ DEVE SE INSCREVER COM CARMELITA,NOSSA TESOUREIRA ,COMO FOI EXPLICADO NA CARTA ENVIADA PARA AS COMUNIDADES-GRUPOS.
MARIA EDUARDA
sábado, 16 de fevereiro de 2013
PADRE GERAL AGRADECE AO PAPA
A Sua Santidade, o Papa Bento XVI
Bem-haja, Santidade!
É o que sentimos e temos necessidade de Lhe dizer, depois de que a notícia da sua renúncia ao ministério pontifício tenha alcançado a nossa família de carmelitas descalços e descalças com a velocidade dum relampago, de norte a sul, de este a oeste. As suas palavras comoveram-nos profundamente.
Entre os sentimentos que nos inundam, prevalece em nós, acima de tudo, a gratidão. Como tantos milhões de fiéis em todo o mundo, também nós, membros do Carmelo Teresiano, monjas, frades e leigos, queremos exprimir-lhe o nosso grande e sentido reconhecimento.
Nestes anos de serviço à Igreja na cátedra de Pedro, vimos em si uma porta aberta que é preciso cruzar para crer em Jesus e isto nunca podemos agradece-lo a si suficientemente, com todo o calor e paixão, herdados da nossa Santa Madre Teresa de Jesus. O nosso coração, onde chegava, dia após dia, com delicadeza e profundidade, o seu anúncio do Evangelho, deixou-se plasmar pelas suas palavras de Pai e Mestre. Com alegria e fé percorremos o caminho, para o qual nos conduziam, saboreando cada dia mais a beleza da fé. E permita-nos hoje, Santo Padre, que contemplemos a sua vida e o seu exemplo à luz dos versos de São João da Cruz: “De alma me consagrei, ao seu serviço e todo o meu haver, e já não guardo a grei, nem tenho outro mister: pois já somente amar é meu viver”.
Na sua mensagem disse-nos que agora o seu serviço à Igreja se manifestará sobretudo na oração. Que bem compreendemos o valor e a grandeza deste serviço no Carmelo teresiano!
Permita que o acompanhemos neste serviço em busca do Amado!
Queríamos dizer-lhe com simplicidade que ainda temos falta de si e que, se não poderemos fruir mais das suas palavras, contamos com o seu amor silencioso, com a sua oração escondida, e com a sua intercessão fraterna. A fragilidade que hoje experimenta transformá-la-á Deus em força para nós, capaz de animar o nosso empenho de cristãos e religiosos.
Deus é quem aponta os caminhos e, certamente, os seus caminhos não são os nossos. Santidade, gostávamos de tê-lo sempre connosco, para continuar a ouvir a sua voz de Pastor que nos dava segurança e nos animava a atravessar as encruzilhadas escuras da vida. Saiba que estamos vivendo com dor a sua decisão de se retirar, mas nas suas palavras sentimos ressoar aquelas de Jesus aos seus discípulos: “Se me amasseis, alegrar-vos-íeis porque vou para o Pai”. Estamos certos de que, como Jesus, também o senhor, Santidade, ao retirar-se, nos comunica o Espírito que o acompanhou das manhãs frescas da sua infância ao entardecer destas últimos anos.
Conte com a nossa pobre oração. É a única maneira em que podemos exprimir-lhe a nossa gratidão pela missão que desempenhou com valor, com dignidade, com firmeza e, sobretudo, com verdadeira humildade. O seu testemunho anima-nos a dar a vida num momento de carência tão grande para a Igreja. Como dizia Santa Teresa: “Ditosas vidas que nisto se esgotarem”!
Encomendamos as suas intenções a Maria, Rainha e Mãe do Carmelo, que sempre nos conduz a Jesus, em cujo obséquio queremos viver.
P. Saverio Cannistrà
Roma, 12 de Fevereiro de 2013
Bem-haja, Santidade!
É o que sentimos e temos necessidade de Lhe dizer, depois de que a notícia da sua renúncia ao ministério pontifício tenha alcançado a nossa família de carmelitas descalços e descalças com a velocidade dum relampago, de norte a sul, de este a oeste. As suas palavras comoveram-nos profundamente.
Entre os sentimentos que nos inundam, prevalece em nós, acima de tudo, a gratidão. Como tantos milhões de fiéis em todo o mundo, também nós, membros do Carmelo Teresiano, monjas, frades e leigos, queremos exprimir-lhe o nosso grande e sentido reconhecimento.
Nestes anos de serviço à Igreja na cátedra de Pedro, vimos em si uma porta aberta que é preciso cruzar para crer em Jesus e isto nunca podemos agradece-lo a si suficientemente, com todo o calor e paixão, herdados da nossa Santa Madre Teresa de Jesus. O nosso coração, onde chegava, dia após dia, com delicadeza e profundidade, o seu anúncio do Evangelho, deixou-se plasmar pelas suas palavras de Pai e Mestre. Com alegria e fé percorremos o caminho, para o qual nos conduziam, saboreando cada dia mais a beleza da fé. E permita-nos hoje, Santo Padre, que contemplemos a sua vida e o seu exemplo à luz dos versos de São João da Cruz: “De alma me consagrei, ao seu serviço e todo o meu haver, e já não guardo a grei, nem tenho outro mister: pois já somente amar é meu viver”.
Na sua mensagem disse-nos que agora o seu serviço à Igreja se manifestará sobretudo na oração. Que bem compreendemos o valor e a grandeza deste serviço no Carmelo teresiano!
Permita que o acompanhemos neste serviço em busca do Amado!
Queríamos dizer-lhe com simplicidade que ainda temos falta de si e que, se não poderemos fruir mais das suas palavras, contamos com o seu amor silencioso, com a sua oração escondida, e com a sua intercessão fraterna. A fragilidade que hoje experimenta transformá-la-á Deus em força para nós, capaz de animar o nosso empenho de cristãos e religiosos.
Deus é quem aponta os caminhos e, certamente, os seus caminhos não são os nossos. Santidade, gostávamos de tê-lo sempre connosco, para continuar a ouvir a sua voz de Pastor que nos dava segurança e nos animava a atravessar as encruzilhadas escuras da vida. Saiba que estamos vivendo com dor a sua decisão de se retirar, mas nas suas palavras sentimos ressoar aquelas de Jesus aos seus discípulos: “Se me amasseis, alegrar-vos-íeis porque vou para o Pai”. Estamos certos de que, como Jesus, também o senhor, Santidade, ao retirar-se, nos comunica o Espírito que o acompanhou das manhãs frescas da sua infância ao entardecer destas últimos anos.
Conte com a nossa pobre oração. É a única maneira em que podemos exprimir-lhe a nossa gratidão pela missão que desempenhou com valor, com dignidade, com firmeza e, sobretudo, com verdadeira humildade. O seu testemunho anima-nos a dar a vida num momento de carência tão grande para a Igreja. Como dizia Santa Teresa: “Ditosas vidas que nisto se esgotarem”!
Encomendamos as suas intenções a Maria, Rainha e Mãe do Carmelo, que sempre nos conduz a Jesus, em cujo obséquio queremos viver.
P. Saverio Cannistrà
Roma, 12 de Fevereiro de 2013
| Fonte: http://www.carmelitas.pt/site/noticias/noticias_ver.php?cod_noticia=271 | |
| 2013-02-14 |
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Bento XVI - Humildade e liberdade
“...
defender a verdade, propô-la com humildade e convicção e testemunhá-la na vida
são formas exigentes e imprescindíveis de caridade.”
(Bento
XVI, Encíclica Caritas in Veritate n.
1)
Nestes dias fomos
surpreendidos com a histórica e livre decisão de nosso Papa Bento XVI de
renunciar à condução da nave da Igreja, no dia 28 de Fevereiro de 2013, às
20:00, horário de Roma.
Falta de vigor físico
para seguir desempenhando a missão o levam a tomar esta decisão, “pelo bem da
Igreja”.
Vejo neste gesto a
grande humildade-verdade deste homem que procurou sempre a verdade do Evangelho,
a defendeu com valentia e lucidez, mesmo atraindo contra si as críticas de
muitos na Igreja e fora dela.
Agora, diante da
verdade de si mesmo, de seu físico já envelhecido e frágil, toma uma decisão
que testemunha o seu amor pelo bem da Igreja: deixar o lugar para que outro a
conduza.
Um admirável
testemunho e exemplo de serviço e de desapego do poder! “Não é fácil”, repete
ele nestes dias… é “exigente”, como havia escrito ele, conforme citado no
título deste artigo. Mas acima de tudo, é um testemunho de fé, em cujo Ano nos
encontramos. Fé em Cristo que sustenta e conduz a sua Igreja no Espírito Santo.
Fé em Deus que é fiel à sua Aliança nova
eterna.
Possa este exemplo de
Bento XVI, exemplo de caridade, de liberdade e de humildade-verdade nos estimular ao amor pela Igreja, ao serviço
desinteressado e gratuito aos outros, vividos em comunhão fraterna.
Pedimos à SS. Virgem
Maria, humilde Serva do Senhor e Mãe da Igreja que a proteja e nos unimos em oração por Bento XVI
e por aquele que o sucederá.
Uma santa Quaresma e
peregrinação rumo à Páscoa!
Roma, 14 de Fevereiro de 2013.
Fr. Alzinir Francisco Debastiani, OCD
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
QUARESMA -TEMPO FAVORÁVEL DE ENCONTRO COM DEUS !!
A QUARESMA ERA,NOS SEUS INÍCIOS ,UM TEMPO FORTE DE PREPARAÇÃO PARA O BATISMO.
NA QUARESMA ,A PESSOA QUE SE TORNARIA CRISTÃ TINHA OPORTUNIDADE DE REFLETIR MAIS E MAIS NA NOVA VIDA QUE ESTAVA ASSUMINDO ,ASSIM COMO NAS DIFICULDADES QUE HAVERIA DE ENFRENTAR PARA SER FIEL AO EVANGELHO NO MEIO DO MUNDO PAGÃO.
HOJE A SITUAÇÃO NÃO É MUITO DIFERENTE PARA TODOS (AS) QUE PRETENDEM VIVER DE MODO CRISTÃO.
INICIAMOS NESTE DIA O NOSSO TEMPO DE QUARESMA!!!
QUARESMA É LUTAR E VENCER AS TENTAÇÕES A EXEMPLO DE JESUS!!!
UMA SANTA QUARESMA!!!
BEIJOS
MARIA EDUARDA
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Bento XVI renuncia ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro A Sede de São Pedro ficará vacante a partir de 28 de Fevereiro. Será convocado o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Bento XVI renuncia ao
ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro
A Sede de São Pedro ficará
vacante a partir de 28 de Fevereiro. Será convocado o Conclave para a eleição
do novo Sumo Pontífice.
Cidade do Vaticano, 11 de
Fevereiro de 2013 (Zenit.org).
| 27 visitas
Apresentamos as palavras
com que Bento XVI anunciou a sua renuncia:
Caríssimos Irmãos,
convoquei-vos para este
Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos
comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de
ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à
certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas
para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que
este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as
obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia,
no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande
relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o
Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor
este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de
reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi
confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade,
declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que
me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a
partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de
São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal
compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.
Vaticano, 10 de Fevereiro
de 2013.
BENEDICTUS PP. XVI
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
MENSAGEM DE SUA SANTIDADE BENTO XVI PARA A QUARESMA DE 2013
MENSAGEM DE SUA SANTIDADE BENTO XVI
PARA A QUARESMA DE 2013
Crer na caridade suscita caridade
«Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4, 16)
Queridos irmãos e irmãs!
A celebração da Quaresma, no contexto do Ano da fé, proporciona-nos uma preciosa ocasião para meditar sobre a relação entre fé e caridade: entre o crer em Deus, no Deus de Jesus Cristo, e o amor, que é fruto da acção do Espírito Santo e nos guia por um caminho de dedicação a Deus e aos outros.
1. A fé como resposta ao amor de Deus
Na minha primeira Encíclica, deixei já alguns elementos que permitem individuar a estreita ligação entre estas duas virtudes teologais: a fé e a caridade. Partindo duma afirmação fundamental do apóstolo João: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4, 16), recordava que, «no início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. (...) Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um “mandamento”, mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro» (Deus caritas est, 1). A fé constitui aquela adesão pessoal - que engloba todas as nossas faculdades - à revelação do amor gratuito e «apaixonado» que Deus tem por nós e que se manifesta plenamente em Jesus Cristo. O encontro com Deus Amor envolve não só o coração, mas também o intelecto: «O reconhecimento do Deus vivo é um caminho para o amor, e o sim da nossa vontade à d’Ele une intelecto, vontade e sentimento no acto globalizante do amor. Mas isto é um processo que permanece continuamente a caminho: o amor nunca está "concluído" e completado» (ibid., 17). Daqui deriva, para todos os cristãos e em particular para os «agentes da caridade», a necessidade da fé, daquele «encontro com Deus em Cristo que suscite neles o amor e abra o seu íntimo ao outro, de tal modo que, para eles, o amor do próximo já não seja um mandamento por assim dizer imposto de fora, mas uma consequência resultante da sua fé que se torna operativa pelo amor» (ibid., 31). O cristão é uma pessoa conquistada pelo amor de Cristo e, movido por este amor - «caritas Christi urget nos» (2 Cor 5, 14) - , está aberto de modo profundo e concreto ao amor do próximo (cf. ibid., 33). Esta atitude nasce, antes de tudo, da consciência de ser amados, perdoados e mesmo servidos pelo Senhor, que Se inclina para lavar os pés dos Apóstolos e Se oferece a Si mesmo na cruz para atrair a humanidade ao amor de Deus.
«A fé mostra-nos o Deus que entregou o seu Filho por nós e assim gera em nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é amor! (...) A fé, que toma consciência do amor de Deus revelado no coração trespassado de Jesus na cruz, suscita por sua vez o amor. Aquele amor divino é a luz – fundamentalmente, a única - que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir» (ibid., 39). Tudo isto nos faz compreender como o procedimento principal que distingue os cristãos é precisamente «o amor fundado sobre a fé e por ela plasmado» (ibid., 7).
2. A caridade como vida na fé
Toda a vida cristã consiste em responder ao amor de Deus. A primeira resposta é precisamente a fé como acolhimento, cheio de admiração e gratidão, de uma iniciativa divina inaudita que nos precede e solicita; e o «sim» da fé assinala o início de uma luminosa história de amizade com o Senhor, que enche e dá sentido pleno a toda a nossa vida. Mas Deus não se contenta com o nosso acolhimento do seu amor gratuito; não Se limita a amar-nos, mas quer atrair-nos a Si, transformar-nos de modo tão profundo que nos leve a dizer, como São Paulo: Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim (cf. Gl 2, 20).
Quando damos espaço ao amor de Deus, tornamo-nos semelhantes a Ele, participantes da sua própria caridade. Abrirmo-nos ao seu amor significa deixar que Ele viva em nós e nos leve a amar com Ele, n'Ele e como Ele; só então a nossa fé se torna verdadeiramente uma «fé que actua pelo amor» (Gl 5, 6) e Ele vem habitar em nós (cf. 1 Jo 4, 12).
A fé é conhecer a verdade e aderir a ela (cf. 1 Tm 2, 4); a caridade é «caminhar» na verdade (cf.Ef 4, 15). Pela fé, entra-se na amizade com o Senhor; pela caridade, vive-se e cultiva-se esta amizade (cf. Jo 15, 14-15). A fé faz-nos acolher o mandamento do nosso Mestre e Senhor; a caridade dá-nos a felicidade de pô-lo em prática (cf. Jo 13, 13-17). Na fé, somos gerados como filhos de Deus (cf. Jo 1, 12-13); a caridade faz-nos perseverar na filiação divina de modo concreto, produzindo o fruto do Espírito Santo (cf. Gl 5, 22). A fé faz-nos reconhecer os dons que o Deus bom e generoso nos confia; a caridade fá-los frutificar (cf. Mt 25, 14-30).
3. O entrelaçamento indissolúvel de fé e caridade
À luz de quanto foi dito, torna-se claro que nunca podemos separar e menos ainda contrapor fé e caridade. Estas duas virtudes teologais estão intimamente unidas, e seria errado ver entre elas um contraste ou uma «dialéctica». Na realidade, se, por um lado, é redutiva a posição de quem acentua de tal maneira o carácter prioritário e decisivo da fé que acaba por subestimar ou quase desprezar as obras concretas da caridade reduzindo-a a um genérico humanitarismo, por outro é igualmente redutivo defender uma exagerada supremacia da caridade e sua operatividade, pensando que as obras substituem a fé. Para uma vida espiritual sã, é necessário evitar tanto o fideísmo como o activismo moralista.
A existência cristã consiste num contínuo subir ao monte do encontro com Deus e depois voltar a descer, trazendo o amor e a força que daí derivam, para servir os nossos irmãos e irmãs com o próprio amor de Deus. Na Sagrada Escritura, vemos como o zelo dos Apóstolos pelo anúncio do Evangelho, que suscita a fé, está estreitamente ligado com a amorosa solicitude pelo serviço dos pobres (cf. At 6, 1-4). Na Igreja, devem coexistir e integrar-se contemplação e acção, de certa forma simbolizadas nas figuras evangélicas das irmãs Maria e Marta (cf. Lc 10, 38-42). A prioridade cabe sempre à relação com Deus, e a verdadeira partilha evangélica deve radicar-se na fé (cf. Catequese na Audiência geral de 25 de Abril de 2012). De facto, por vezes tende-se a circunscrever a palavra «caridade» à solidariedade ou à mera ajuda humanitária; é importante recordar, ao invés, que a maior obra de caridade é precisamente a evangelização, ou seja, o «serviço da Palavra». Não há acção mais benéfica e, por conseguinte, caritativa com o próximo do que repartir-lhe o pão da Palavra de Deus, fazê-lo participante da Boa Nova do Evangelho, introduzi-lo no relacionamento com Deus: a evangelização é a promoção mais alta e integral da pessoa humana. Como escreveu o Servo de Deus Papa Paulo VI, na Encíclica Populorum progressio, o anúncio de Cristo é o primeiro e principal factor de desenvolvimento (cf. n. 16). A verdade primordial do amor de Deus por nós, vivida e anunciada, é que abre a nossa existência ao acolhimento deste amor e torna possível o desenvolvimento integral da humanidade e de cada homem (cf. Enc. Caritas in veritate, 8).
Essencialmente, tudo parte do Amor e tende para o Amor. O amor gratuito de Deus é-nos dado a conhecer por meio do anúncio do Evangelho. Se o acolhermos com fé, recebemos aquele primeiro e indispensável contacto com o divino que é capaz de nos fazer «enamorar do Amor», para depois habitar e crescer neste Amor e comunicá-lo com alegria aos outros.
A propósito da relação entre fé e obras de caridade, há um texto na Carta de São Paulo aos Efésios que a resume talvez do melhor modo: «É pela graça que estais salvos, por meio da fé. E isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque nós fomos feitos por Ele, criados em Cristo Jesus, para vivermos na prática das boas acções que Deus de antemão preparou para nelas caminharmos» (2, 8-10). Daqui se deduz que toda a iniciativa salvífica vem de Deus, da sua graça, do seu perdão acolhido na fé; mas tal iniciativa, longe de limitar a nossa liberdade e responsabilidade, torna-as mais autênticas e orienta-as para as obras da caridade. Estas não são fruto principalmente do esforço humano, de que vangloriar-se, mas nascem da própria fé, brotam da graça que Deus oferece em abundância. Uma fé sem obras é como uma árvore sem frutos: estas duas virtudes implicam-se mutuamente. A Quaresma, com as indicações que dá tradicionalmente para a vida cristã, convida-nos precisamente a alimentar a fé com uma escuta mais atenta e prolongada da Palavra de Deus e a participação nos Sacramentos e, ao mesmo tempo, a crescer na caridade, no amor a Deus e ao próximo, nomeadamente através do jejum, da penitência e da esmola.
4. Prioridade da fé, primazia da caridade
Como todo o dom de Deus, a fé e a caridade remetem para a acção do mesmo e único Espírito Santo (cf. 1 Cor 13), aquele Espírito que em nós clama:«Abbá! – Pai!» (Gl 4, 6), e que nos faz dizer: «Jesus é Senhor!» (1 Cor 12, 3) e «Maranatha! – Vem, Senhor!» (1 Cor 16, 22; Ap 22, 20).
Enquanto dom e resposta, a fé faz-nos conhecer a verdade de Cristo como Amor encarnado e crucificado, adesão plena e perfeita à vontade do Pai e infinita misericórdia divina para com o próximo; a fé radica no coração e na mente a firme convicção de que precisamente este Amor é a única realidade vitoriosa sobre o mal e a morte. A fé convida-nos a olhar o futuro com a virtude da esperança, na expectativa confiante de que a vitória do amor de Cristo chegue à sua plenitude. Por sua vez, a caridade faz-nos entrar no amor de Deus manifestado em Cristo, faz-nos aderir de modo pessoal e existencial à doação total e sem reservas de Jesus ao Pai e aos irmãos. Infundindo em nós a caridade, o Espírito Santo torna-nos participantes da dedicação própria de Jesus: filial em relação a Deus e fraterna em relação a cada ser humano (cf. Rm 5, 5).
A relação entre estas duas virtudes é análoga à que existe entre dois sacramentos fundamentais da Igreja: o Baptismo e a Eucaristia. O Baptismo (sacramentum fidei) precede a Eucaristia (sacramentum caritatis), mas está orientado para ela, que constitui a plenitude do caminho cristão. De maneira análoga, a fé precede a caridade, mas só se revela genuína se for coroada por ela. Tudo inicia do acolhimento humilde da fé («saber-se amado por Deus»), mas deve chegar à verdade da caridade («saber amar a Deus e ao próximo»), que permanece para sempre, como coroamento de todas as virtudes (cf. 1 Cor 13, 13).
Caríssimos irmãos e irmãs, neste tempo de Quaresma, em que nos preparamos para celebrar o evento da Cruz e da Ressurreição, no qual o Amor de Deus redimiu o mundo e iluminou a história, desejo a todos vós que vivais este tempo precioso reavivando a fé em Jesus Cristo, para entrar no seu próprio circuito de amor ao Pai e a cada irmão e irmã que encontramos na nossa vida. Por isto elevo a minha oração a Deus, enquanto invoco sobre cada um e sobre cada comunidade a Bênção do Senhor!
Vaticano, 15 de Outubro de 2012
BENEDICTUS PP. XVI
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
XXX CONGRESSO DA PROVÍNCIA SÃO JOSÉ -OCDS
QUERIDOS (AS) NOSSO XXX CONGRESSO ESTÁ SENDO PREPARADO COM MUITO CARINHO POR UMA EQUIPE ESPECIAL!!!!
NOSSO AGRADECIMENTO A TODOS(AS)
REZEMOS POR MAIS ESTE MOMENTO DE NOSSA OCDS!!!
QUE DEUS NOS CUBRA BENÇÃOS !!!
É HORA ,DE CADA VEZ MAIS EM UNIÃO , NOSSAS COMUNIDADES-GRUPOS CAMINHAREM PARA UM MAIOR CRESCIMENTO E AMADURECIMENTO.
ANIME SUA COMUNIDADE-GRUPO PARA MAIS ESTE MOMENTO DE ENCONTRO E PARTILHA.
MARIA EDUARDA
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Fala uma carmelita: orar é falar com Deus
Entrevista com Ir. Susana da Santíssima Trindade, madre do carmelo Nossa Senhora do Carmo, da cidade de Porto Alegre
Em vista da festa da Apresentação de Jesus no
templo e do XVII Dia da Vida Consagrada, próximo sábado, 2 de fevereiro, ZENIT
está entrevistando diversos religiosos e religiosas.
Hoje quem fala aos leitores de ZENIT é a
Madre Susana da Santíssima Trindade, do primeiro mosteiro a ser fundado no sul
do Brasil no ano de 1839, o Carmelo Nossa Senhora do Carmo, na cidade de Porto
Alegre.
Publicamos a seguir a entrevista:
***
ZENIT: Por que uma pessoa entra na vida
monástica?
Ir. Susana: Em primeiro lugar, para responder
a um chamado de Deus.
Mais do que uma escolha humana, a vocação à
Vida Consagrada, que, como nos diz o documento pós-sinodal Vita Consecrata:
“pertence ao mistério da Igreja como elemento imprescindível intimamente ligado
ao mistério de Cristo”, e portanto, exige de cada vocacionado(a) uma resposta
com liberdade e responsabilidade. Na vida monástica, essa resposta requer ainda
uma grande determinação em deixar tudo e todos com maior radicalidade para uma
entrega mais profunda no seguimento de Jesus.
ZENIT: Qual é o sentido da vida monástica
hoje?
Ir. Susana: No “hoje” de nossa problemática
socio-global, o que dá sentido à vida monástica ainda continua sendo o ‘amor à
Deus e a dedicação da própria vida ao serviço daqueles que de nós necessitam’.
Pela oração, encontramos respostas para os desafíos que chegam a nós sob
pedidos de intercessões pelas diversas vicisitudes da vida.
ZENIT: Fale-nos um pouco do seu mosteiro?
Vida, número de membros, fundação...
Ir. Susana: Nosso Mosteiro foi o primeiro a
ser fundado no sul do Brasil, por uma leiga chamada Joaquina Isabel de Brito no
ano de 1839 .Direta ou indiretamente, os onze Mosteiros que compõem a
Associação dos Carmelos do Sul do Brasil, excetuando um, tiveram sua origem
neste Carmelo. Após esses mais de 160 anos, nossa comunidade continua
realizando sua missão contemplativa. Atualmente, em nossa comunidade, somos 15
irmãs, com um grupo de 6 jovens no noviciado em formação inicial. Temos mais de
35 Irmãs já falecidas que nos deixaram grandes testemunhos de santidade, e hoje
por certo, intercedem junto à santa Igreja Triunfante no Carmelo da Eternidade.
ZENIT: Qual é a espiritualidade que vocês
seguem?
Ir. Susana: Nós somos Monjas Descalças da
Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo e fazemos parte de uma
família religiosa, enriquecida com um carisma próprio, para desempenhar uma
missão peculiar no Corpo Místico de Cristo. Sob o Patrocínio da Virgem Maria,
temos nossa índole primeiramente mariana e bíblica, segundo as tradições
espirituais dos Veneráveis Padres antigos, especialmente o Profeta Elias, como
inspirador.
Orientamos nossa vida, segundo o carisma e o
processo de vida espiritual de nossa fundadora Santa Teresa de Jesus,
dedicando-nos completamente à oração e à contemplação das coisas divinas,
vivendo os conselhos evangélicos de castidade pobreza e obediência, com Regra e
Constituições próprias, em uma pequena comunidade fraterna, fundada na solidão,
oração e estrita pobreza. Contamos também com o precioso contributo de vida e
escritos de São João da Cruz, no qual a Divina Providência comunicou o mesmo
espírito do carisma teresiano, auxiliando Santa Teresa nos alicerces da Ordem.
Enfim, nossa espiritualidade, perspassa um vasto grupo de santos carmelitas que
deram impulso ao afã contemplativo-missionário de Nossa Mãe Santa Teresa de
Jesus, e cujos escritos e exemplos de vida, contribuíram para o bem da Igreja,
da Ordem e da humanidade inteira. Entre eles: Santa Teresinha do Menino Jesus e
da Santa Face, Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), São Rafael
Kalinowsk, Beata Elisabete da Trindade, etc.
ZENIT: Para o mundo vocês estão presas e
estão perdendo a vida. É assim mesmo?
Ir. Susana: Obviamente que não. Nós nos
sentimos as pessoas mais livres e libertadas de tantas cadeias com que o
‘mundo’ prende e engana as pessoas, e, por isso mesmo, arraigadas em Deus
unicamente, sentimo-nos as mais felizes. As grades e os muros de nossa clausura
não significam prisão, pelo contrário, são um auxílio necessário que nos
oferece o ambiente que exige essa vida de oração, que constitui nossa vocação.
“Quem perder sua vida, vai guardá-la para a eternidade”, diz Jesus. Não
sentimos de forma alguma a vivência vocacional como uma perda.
ZENIT: Temos um Papa que escolheu um nome
monástico para o seu pontificado, Bento XVI. O que tem significado Bento XVI
para a espiritualidade monacal?
Ir. Susana: Muito nos motivou, quando Sua
Santidade, o Papa Bento XVI, escolheu e explicou o significado de seu nome como
Sumo-pontífice, ou seja, que se inspirou em seu antecessor o Papa Bento XV, por
ter sido um homem de paz, e no papel desempenhado pelo santo Patrono da Europa,
São Bento de Núrsia. Percebemos, com isso, a serenidade e sensibilidade de Sua
Santidade, o Papa Bento XVI, à respeito da vida monástica, ou seja, conta, em
seu ideal pontifício com o patrocínio de um grande contemplativo. Ressalta
também, a admiração pelo santo Patriarca do Monaquismo Oriental, evocando uma
frase chave da Regra de São Bento, que também muito nos inspira: “ Não antepor
nada ao amor de Cristo.”
ZENIT: A vida de oração é muito complicada?
Ir. Susana: Orar é falar com Deus. Segundo
Santa Teresa de Jesus, nossa Fundadora, rezar é estar muitas vezes a sós com
Aquele que sabemos que nos ama. Santa Teresinha no diz que, rezar é um impulso
do coração, que nos leva a Deus na dor, na alegria, na tristeza e em todos os
momentos da vida. Segundo esses conceitos de oração, deixados por tão grandes
santas, e pela nossa vivência e experiência cotidiana, podemos afirmar, com
certeza que, a oração não tem nada de complicado, é simplesmente tratar de amizade
com o “Mestre Amigo”, que sempre está atento a cada um de seus filhos.
ZENIT: Realmente há paz detrás dessas grades
ou muros?
Ir. Susana: Sim. Muita paz, se queres
experimentar a verdadeira paz, venha até junto de Deus, pois o Senhor Jesus é a
fonte da verdadeira Paz e da serenidade. Não é possível estar com Deus e não
gozar da sua paz.
ZENIT: Na sua opinião, qual é a essência de
um consagrado?
Ir. Susana: Um consagrado é por essência um
dom da Trindade à Igreja. E, à imitação de Jesus, vivendo os conselhos
evangélicos de castidade, pobreza e obediência, torna-se com Ele um outro
“Cristo”, anunciando e desgastando a própria vida no anúncio do Reino de Deus e
na união do Seu Corpo Místico.
ZENIT: Vocês fazem algum trabalho apostólico?
Ir. Susana: Nosso apostolado, como
contemplativas, é realizado exclusivamente através da oração. Somos como que a
raiz de uma árvore, que é a Igreja. As folhas, flores e frutos, são os que
realizam as obras externas, e nós contemplativos, permanecemos no escondimento
e no silêncio, aurindo a seiva que sustenta e alimenta a vitalidade dessa
árvore, para que produza abundantes frutos, alimentando assim, os que dela se
aproximam.
ZENIT: Como está a preparação para a Jornada
Mundial da Juventude 2013?
Ir. Susana: Estamos já, há alguns anos,
acompanhando, na medida do possível, as JMJ de outros Países, como a de Sidney,
na Austrália e de Madrid, na Espanha, animando nossas preces com o mesmo
entusiasmo dos milhões jovens que delas participam.
Desde o início da preparação da JMJ no
Brasil, não tivemos dúvida de fazer outro tanto. Estamos dedicando momentos
especiais de oração com nossas jovens vocacionadas, além de também termos
participado no concurso da letra do Hino da JMJ 2013.
Também, tivemos a alegria de receber em nossa
Capela, a visita da Cruz Peregrina e do Ícone da Virgem Maria no dia 4 de
novembro de 2012, onde unimos esse momento tão emocionante, precedido por uma
celebração de ação de graças pela Vestição Monástica de uma de nossas jovens.
Foi um dia de muitas bênçãos para nós e de um considerável número de pessoas
que participaram conosco, aliás, bem acima do esperado.
Temos nos unido a todos os que rezam e se
sacrificam para que esse momento de graça, que será vivido intensamente pela
nossa juventude, que aqui em terras Brasileiras se encontrarão com nosso Santo
Padre, produza frutos de verdadeira conversão e de uma aproximação sempre maior
dos jovens com a verdadeira Fonte da Vida que é Jesus.
Texto retirado do site: http://www.zenit.org/article-32273?l=portuguese
domingo, 3 de fevereiro de 2013
O Caminho espiritual de Teresa

Olhando para o ser humano descobrimos que a pessoa vive ao mesmo tempo fatos exteriores que o ajudam a ir crescendo e fatos interiores, sem sinais visíveis de seu passo, mas que o completam em seu círculo vital. E tão interior e invisível que, às vezes, o próprio interessado morre sem reconhecê-lo e sem saber que o tinha realizado.Não é o caso de Teresa, que além de conhecer com precisão suas etapas nos transmitiu o relato que o certifica. E graças a isso conhecemos não só as datas importantes de sua vida e os acontecimentos exteriores, mas também conhecemos seu próprio itinerário espiritual.
Itinerário
que começa no lar, guiada pelos exemplos e a piedade sincera e simples de seus
pais que fundamentam toda sua vida, o que ela chama a “verdade de quando menina”,
que não é outra coisa senão o descobrimento do fugaz e relativo desta vida, frente
ao transcendente e eterno de Deus.
Algo
vai movê-la a buscar o martírio ingenuamente, fugindo de casa, ou a construir
ermidas no horto paterno, enquanto repete com seu irmão insistentemente aquilo
de “Para sempre, sempre, sempre”. Movimento que culmina com o recurso à Virgem
pedindo que seja sua mãe, quando morre Dona Beatriz.
Logo virá um tempo de esfriamento espiritual, absorvida pelo afã de comprazer e deslumbrar com seus dotes femininos a seus primos, da qual sai, à força e sem muita vontade de mãos de seu pai que a ingressa nas Agostinianas.Será nesse convento da Agostinianas contando 17 anos, onde renasce “a verdade de quando menina”, e sua primeira inquietude vocacional, ao contato com as religiosas. Inquietude que aviva com a leitura de livros piedosos e entre eles as cartas de São Jerônimo, fazendo com que tomasse a decisão de entrar carmelita na Encarnação de Ávila, onde viverá feliz 27 anos. Primeiro cheios de fervor, depois o ingresso e a profissão e de exemplo no padecer em que desemboca a primeira enfermidade séria onde fica tolhida por três anos. Durantes os mesmos vai se recuperando graças a São José. Inicia ao mesmo tempo uma certa “frieza” espiritual, onde quer unir sua entrega à oração, amizade com o Senhor, que chega a abandonar, com o cultivo das amizades.
Logo virá um tempo de esfriamento espiritual, absorvida pelo afã de comprazer e deslumbrar com seus dotes femininos a seus primos, da qual sai, à força e sem muita vontade de mãos de seu pai que a ingressa nas Agostinianas.Será nesse convento da Agostinianas contando 17 anos, onde renasce “a verdade de quando menina”, e sua primeira inquietude vocacional, ao contato com as religiosas. Inquietude que aviva com a leitura de livros piedosos e entre eles as cartas de São Jerônimo, fazendo com que tomasse a decisão de entrar carmelita na Encarnação de Ávila, onde viverá feliz 27 anos. Primeiro cheios de fervor, depois o ingresso e a profissão e de exemplo no padecer em que desemboca a primeira enfermidade séria onde fica tolhida por três anos. Durantes os mesmos vai se recuperando graças a São José. Inicia ao mesmo tempo uma certa “frieza” espiritual, onde quer unir sua entrega à oração, amizade com o Senhor, que chega a abandonar, com o cultivo das amizades.
A
leitura das Confissões de Santo Agostinho e o encontro inesperado com uma
imagem de Cristo, na Quaresma de 1554, propiciam o que conhecemos como sua
conversão e entrega, já sem retrocessos a uma vida espiritual intensíssima,
incentivada por diferentes graças místicas, visões imaginárias, intelectuais, e
alocuções com que o Senhor a regala e instrui, enquanto recorre aos doutores e
espirituais que vão ajudá-la a clarear seu caminho.Uma das visões, será
no outono de 1560, a visão do inferno, em que experimenta os padecimentos do
lugar que teria correspondido a seus pecados se não tivesse se convertido.
Graça que a motiva o querer ser mais fiel ao “chamamento” recebido à vida
religiosa, e de onde surge a criação de um convento com novo estilo de servir a
Deus, e viver a fraternidade, que será o convento de São José.
A
profundidade espiritual com que vive naqueles cinco anos de sossego, entregada
à contemplação, fazem crescer até limites inimagináveis suas ânsias de ajudar a
Igreja e de salvar almas, e como a oração deve desembocar em obras, entra de
cheio a fundar Mosteiros, segundo o padrão do convento de Ávila.Um
parênteses nesta tarefa que lhe impõe a obediência no priorado da Encarnação, e
sob a guia de Frei João da Cruz, facilitam o momento cume de sua vida
espiritual recebendo a graça suprema do matrimônio Espiritual, que coroa sempre
o caminho espiritual de quem se entrega de verdade e todo a Deus, conforme
ensina a própria santa em sua obra principal: As Moradas ou Castelo Interior.
fonte:http://www.paravosnaci.com/santa-teresa/espiritualidad
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