sábado, 21 de novembro de 2015

Festa da Apresentação de Nossa Senhora e dia de oração pelas comunidades de vida contemplativas



(pro orantibus)
Frei Alzinir Debastiani,ocd


O  dia 21 de novembro no calendário litúrgico é celebrada a memória litúrgica da Apresentação de Nossa Senhora ao Templo. Desde o século IV é celebrada no Oriente e mais tarde no séc. XII, também no Rito Romano. Sua origem está ligada ao apócrifo de Tiago e à dedicação da Igreja Santa Maria Nova em Jerusalém, no ano de 543.

Falando sobre a devoção a Maria, o Beato Paulo VI escreveu que “por detrás do que têm de apócrifo, propõe conteúdos de elevado valor exemplar e continuam veneráveis tradições, radicadas sobretudo no Oriente (21 de novembro: Apresentação de Nossa Senhora)” (Marialis Cultus 8). Antes de tudo e como valor espiritual, quer significar a entrega total de si feita por Maria SS. ao plano divino da salvação.

Santa Teresa de Jesus tinha uma particular devoção por esta festa, como aparece na sua Carta de 21 de novembro de 1575 e quis que fosse celebrada com solenidade nos mosteiros por ela fundados.

Com esta festa, a Igreja quer nos recordar sobre o valor da vida contemplativa na Igreja com um dia de oração e ajuda concreta às comunidades religiosas de vida contemplativa na Igreja. Quer sensibilizar-nos para esta realidade fundamental da vida cristã: o chamado de cada pessoa humana à comunhão com Deus através da oração.

Como membros da família do Carmelo teresiano, do qual fazem parte frades, monjas e leigos, somos estreitamente unidos em uma mesmo carisma vivido de formas diferentes e complementares. Com isto em mente nos unimos às nossas queridas monjas Carmelitas descalças espalhadas nos cerca de 54 Mosteiros no Brasil e muitos outros presentes no mundo inteiro, pedindo ao Senhor que as chamou a estar diante de Dele pelo bem da humanidade; que as sustente e faça crescer no amor a Ele e aos próximo.

JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO. Solenidade. Encerramento do Ano Litúrgico de 2015.





Mais uma vez o ano termina... Para nós, católicos, o Ano Litúrgico não se encerra no dia 31 de dezembro, mas, no próximo domingo, dia 22 de novembro, com uma linda solenidade: “Jesus Cristo, Rei do universo”.
Parece “contraditório” que um humilde carpinteiro de Nazaré, Filho de José e de Maria de Nazaré, que depois se tornou um “rabi” (mestre) itinerante, seja um “rei”. Aos olhos do mundo, aquele homem humilde jamais poderia ser rei... Cadê suas roupas suntuosas? Cadê seus palácios? Quem eram seus súditos? Alguns homens da Galileia e da Judeia, entre eles alguns pescadores? Realmente, apesar de sua presença sempre “marcante” (talvez devido a seu porte, ou ao seu modo de ser, talvez, quem sabe, à sua voz sonora ou ao seu olhar penetrante...), Jesus aparentemente não tinha nada de rei...
Quando um dia esse homem foi levado ao governador Pôncio Pilatos, este se espantou quando seus acusadores disseram: “este homem se diz rei”... Imagino que aquele ímpio mandatário romano deve ter olhado a Jesus de “cima a baixo”... Pilatos deve ter visto em sua vida a muitos senadores, governadores, príncipes e até alguns reis... Realmente, aquele pobre homem não se parecia nada com um deles...
Mas, vejam, que até mesmo ele percebeu “algo diferente” em Jesus. Quando lemos e relemos a narrativa dos santos Evangelistas, em nenhum momento percebemos Pilatos “destratando” Jesus. Sinto até certo “respeito” por ele. Pilatos não era acostumado a ser assim. Tinha fama de cruel, mandava executar os criminosos e inimigos do império num “estalar de dedos”, sem o menor remorso... Não era do seu feitio conversar com um prisioneiro como o fez com aquele judeu “diferente” que lhe apresentavam os fariseus...
Jesus, em resposta à pergunta: “Então, tu és rei”? Simplesmente respondeu: “Tu o dizes, sou rei. Porém, meu reino não é daqui... Se meu reino fosse daqui, certamente meus guardas lutariam por me libertar, porém, meu Reino não é deste mundo”... Que resposta corajosa! O que Pilatos terá pensado? Quem era aquele homem? Um louco? Um sábio? Só sei que a resposta de Jesus foi serena, segura e incisiva...
Realmente, aos olhos do mundo, aquele homem jamais poderia ser rei. Jamais! Mais o era. Jesus verdadeiramente não era um homem comum. Apesar de “humilde carpinteiro” e de “rabi itinerante”, Jesus também era da descendência direta de Davi. Mesmo humanamente falando, era de “sangue real”. Davi era “seu pai”. Sábios do oriente, atentos aos sinais das estrelas, conheciam bem a profecia que dizia: “E tu, Belém de , não és de forma alguma a menor das cidades da Judéia”. Eles, movidos pelos “sinais da natureza”, saíram de suas longínquas terras para encontrar esse menino-rei... Era um rei “diferente”, pois, até mesmo o cosmos se rendia à sua majestade e uma nova estrela surgia no céu para marcar sua vinda ao mundo... “Vimos sua estrela no céu”... Sua estrela! Já pensou? Um astro novo surgia no céu para marcar e honrar aquele “pobre menino” de Belém. Homens sábios e ricos do oriente deixaram tudo e todos, viajaram durante muitos dias para conhece-lo.
“Viemos para adorá-lo”, disseram os magos... Como assim “adorá-lo”? Não se adora somente a Deus? “Eu e o Pai somos um” uma vez disse Jesus... Sim.. Aquele pobre carpinteiro, rabi itinerante, que “não tinha onde reclinar a cabeça” se declarava “Deus”. Se era Deus, portanto, tudo era seu: todas as coisas criadas, as visíveis e as invisíveis. A Judeia, a Galileia, o mundo, o universo e o Céu, eram seus... “Jesus Nazareno, rei dos judeus”, estava escrito na placa colocada em sua cruz... Até mesmo o ímpio Pilatos, movido por uma “força estranha”, o declarava...
Mas, Jesus disse que seu reino “não é daqui”... Que significa? Esse “novo rei”, da descendência e estirpe de Davi, a cuja presença até o céu parecia reverenciar, não seria também rei do mundo? Jesus, com essas palavras, se contradizia?
Ah! Corações! Almas! Como são importantes para Deus! Mil sóis, milhões de galáxias, estrelas, cometas e mundos, não valem uma única alma. Como Deus as ama! Como são preciosas para esse Deus as almas! O que Ele não fez, faz e faria por elas? Que coisa “absurda” não chegou a fazer? Mandou à morte seu Único Filho, apenas no intuito de salvá-las! Que valor, portanto não tem para Ele?
Almas, corações e amor: são as únicas riquezas que Deus quer e deseja! São seus tesouros preciosos. Seu verdadeiro Reino... Normalmente, um rei da terra se deleita com seus exércitos, seu ouro, diamantes, rubis, esmeraldas, com seus castelos, com suas terras... Mas, esse “rei diferente”, Deus, se compraz apenas com as almas...
“Onde está seu tesouro, ali estará também seu coração”, disse um dia o Senhor. Era nas almas que Jesus, assim como o Pai, punha seu bem querer. Naquele momento, no palácio de Pilatos, Jesus não estava cercado apenas por homens. O inferno também estava ali. Milhões de demônios, de anjos decaídos, que negaram a Deus, que viraram “as costas” para Ele, estavam ali, espreitando, observando aquele “manso cordeiro”, que se entregava à morte sem a menor reação. Também aqueles homens, romanos e fariseus, movidos por uma crueldade desmedida, estavam muito afastados do Reino e da realeza de Deus... Quando Jesus disse: “meu Reino não é daqui”, não estava equivocado. Nada ali lhe pertencia. Aquele mundo que o cercava não fazia parte de seu Reino. Com essas palavras Jesus sentenciava-lhes também uma iminente condenação, caso um dia não se convertessem...
“Sim, sou rei”! Jesus exclama agora a cada um de nós. Mas, também nos pergunta: “e vós, sois do meu Reino? A que reino pertenceis? Quem é vosso rei? A quem seguis? Qual ou quais são seus tesouros”? Que resposta lhe daremos hoje em sua solene festa? Ele é realmente nosso Rei? É importante para nós? Obedecemos-Lhe as ordens? Deixamos que Ele nos governe? Seus domínios atingem nossas almas e nossas vidas ou Ele não passa de um “intruso incômodo”? Como isso é duro, irmãos e irmãs... Como isso é duro... Que resposta Lhe daremos?
Jesus, Rei do universo, quer, antes de tudo, ser o Rei de nossas almas, de minha alma. Quer participar intimamente da minha vida, da sua vida. Interessante que é um Rei que nos quer fazer felizes. Só isso. Nada mais. A grande maioria dos reis quer ser servida. Esse “rei diferente”, quer servir. Esse “rei diferente” quer ser meu amigo: “já não vos chamo ‘servos’, mas, ‘amigos’”.
Quem de nós não ficaria todo feliz e orgulhoso se a rainha da Inglaterra ou o rei da Espanha fossem nossos amigos? Já pensaram? Que honra, não é? Pois bem, o Rei do universo quer ser meu amigo, seu amigo. Quantos sequestrados, felizes, aliviados e emocionados, não abraçam calorosamente quem os liberta após dias de sequestro... Pois é: esse “rei diferente” deu sua vida por mim. Pagou meu resgate. Libertou-me do cativeiro onde eu estava sequestrado. Um cativeiro que me levaria à morte. Sou livre graças a Ele. Emociono-me da mesma forma?

Jesus, Rei do universo, perdão. Perdão por não Vos amar como mereceis, meu amigo. Perdão por meu coração ainda não ser o reino que quereis que ele seja. Perdão por minha ingratidão, por minha tibieza, pelos muitos “reis” que eu coloquei nele e que, ocupam espaços que deveriam ser somente seus.  Ó Jesus-Rei, reinai em mim... 

(Giovani Carvalho Mendes, ocds)




quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O PODER DE INTERCESSÃO DE SÃO JOSÉ


Há certos homens, ao longo da História, cuja grandeza ultrapassa qualquer lenda. Homens que parecem ser objeto de uma especial predileção de um Deus comprazido em adornar suas almas com o brilho das virtudes e de raríssimos dons...

Desde toda a eternidade, quando a Encarnação do Verbo foi determinada pela Santíssima Trindade, Deus Pai quis que a chegada de seu Filho ao mundo fosse revestida com a suprema pulcritude que convém a um Deus. Apesar dos aspectos de pobreza e humildade com os quais haveria de se mostrar, Ele deveria nascer de uma Virgem concebida sem pecado original, reunindo em si as alegrias da maternidade e a flor da virgindade. Mas era indispensável a presença de alguém capaz de assumir a figura de pai perante o Verbo de Deus feito homem. Para isso, bem podemos aplicar as palavras ditas pela Escritura sobre o Rei Davi: "O senhor procurou um homem segundo seu coração". Este homem foi São José.

Para formarmos uma ideia de quem foi São José, precisamos considerar que ele foi esposo de Nossa Senhora e pai adotivo do menino Jesus. O esposo deve ser proporcionado à esposa. Ora, quem é Nossa Senhora? Ela é, de longe, a mais perfeita de todas as criaturas, a obra-prima do Altíssimo. Se somarmos as virtudes de todos os anjos, de todos os santos e todos os homens até o fim do mundo, não teremos sequer uma pálida ideia da sublime perfeição da Mãe de Deus. O homem escolhido para ser o esposo dessa excelsa criatura devia possuir uma virtude maior que a dos antigos patriarcas. Eis a grandeza de alma que devia ter o Esposo da Mãe de Deus!

Sua missão, como pai do Menino Jesus, consistiu em ser a imagem de Deus Pai aos olhos do próprio Filho de Deus! Na simplicidade da vida cotidiana, São José exercia como chefe da Sagrada Família, uma verdadeira autoridade sobre o Filho de Deus.
Quem iria responder às perguntas de Deus? Esta graça só foi concedida a São José, varão humilde e puro. Imaginemos o Menino Jesus parado diante dele e indagando como fazer tal coisa. E São José, mera criatura, ciente de que é Deus quem pergunta, dá o conselho!

Consideremos São José como modelo de castidade e de força; um varão de santidade inimaginável, no qual Deus reuniu, como num sol, tudo quanto os demais santos juntos têm de luz e esplendor.

Todas as glórias se acumularam neste varão incomparável.

Houve, também, no Antigo Testamento um personagem chamado José, filho do Patriarca Jacó que chegou a ser vice-rei do Egito. Em tempo de fome, o Faraó mandava os egípcios se dirigirem ao sábio José para que ele distribuísse os alimentos, dizendo-lhes: "Ide a José"! Da mesma maneira, podemos ouvir a voz de Deus que nos diz durante nossas dificuldades: "Ide a José"! Assim como José foi vice-rei do Egito e o mais importante do reino depois do Faraó, Deus constituiu São José, vice-rei da Igreja, quer dizer, senhor e cabeça de sua casa, custódio e administrador de todos os seus bens.

Quem poderá calcular o poder de intercessão de São José junto à Maria Santíssima e a seu Divino Filho? Seu patrocínio e poder de intercessão são superiores aos de todos os demais santos, sem dúvida alguma. São José tudo pode diante do Divino Redentor.

Certamente, Jesus, que lhe foi submisso durante sua vida terrena, seguirá sendo-lhe obediente por toda a eternidade...

Imploremos, sempre, sua poderosa intercessão!


Ir. Cintia Louback, EP - (Do Instituto Filosófico – Teológico Santa Escolástica)

RETIRO ESPIRITUAL 2015 - COMUNIDADE SANTA TERESA E SANTA MYRIAN (Franca - SP).


“Perdoai-nos a nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.

Oração do Pai Nosso em Santa Teresa

Nos dias 13, 14 e 15 de Novembro de 2015 a Comunidade OCDS Santa Teresa e Santa Myrian (Franca – SP) realizou o seu Retiro Espiritual do ano de 2015 sob a orientação do Frei Pierino. O Retiro aconteceu no Recanto Moriá, local abençoado e muito apropriado para o recolhimento, reflexão e oração.
O Pregador, Frei Pierino Orlandini, OCD, muito simples, humilde, prestativo e de muita sabedoria, propiciou a todos uma oportunidade para que adquirissem uma nova visão e um novo conhecimento da Oração, além do aprofundamento sobre o pecado (miséria) do homem, sobre a Misericórdia do Pai (Amor) e sobre Perdão (Reconciliação), fundamentados nos textos de nossa Santa Madre, na Parábola do Filho Pródigo, na Carta Mensagem do Papa Francisco e em alguns outros.
Somos muito gratos ao Frei Pierino por ter nos propiciado momentos de reflexão no silencio, de aprendizagem, de convivência fraterna e de profunda espiritualidade. Agradecemos também pela participação de nossa irmã Lurdinha da Comunidade Santa Teresinha de Passos (MG).








segunda-feira, 16 de novembro de 2015

TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS DA ORDEM CARMELITA. Comemoração (como o dia 15/ 11/ 2015 caiu em um domingo, comemora-se no dia seguinte).



O amor a Cristo e a comum vocação ao serviço da Virgem Maria que unem todos os Carmelitas como irmãos, enquanto, vivem nesta terra, não terminam com a morte, mas levam-nos a interceder com amor de solicitude fraterna pelos Carmelitas que terminaram a sua carreira nesta vida e ainda esperam a gloriosa e imperturbável visão do Senhor Deus da glória.
   A oração comum de toda a Ordem implora ao Senhor a misericórdia para todos aqueles que nesta vida foram da família do Carmo, religiosos, religiosas, leigos no mundo, e todos quantos estiveram ligados à Ordem por laços de vocação, de amizade, benfeitores, ou simplesmente unidos pelo Escapulário.
Rezamos para que por intercessão de Maria, sinal de esperança certa e de consolação segura, se associem nos Céus, à grande família carmelitana dos santos e eleitos que já contempla Deus face a face.
   É também de notar que para além desta comemoração especial, cada comunidade carmelita, um dia por mês, dedica-o a rezar pelos defuntos da Ordem, e, todas as noites, depois da ceia reza pelos familiares, amigos benfeitores e irmãos da Ordem, vivos e defuntos.






Oração

Senhor Deus, Criador e Redentor nosso, glória dos vossos fiéis, concedei aos nossos irmãos defuntos, a quem nos une o mesmo Batismo e o mesmo chamamento e vocação à família do Carmo, a graça de Vos contemplarem eternamente como prêmio das suas vidas consagradas ao serviço de Cristo e da Virgem Maria.  Amém.


Crédito: www.carmelitas.pt

domingo, 15 de novembro de 2015

Feliz aniversário Daniel Roza



Daniel,
Nossa província ocds,deseja a você muitas felicidades, paz , amor e sabedoria!
Que como Santa Teresa você continue sendo este buscador e realizador de sonhos! Levando o evangelho e a espiritualidade Teresiana onde for solicitado.

Parabéns!

IMPLANTAÇÃO DA PEDRA FUNDAMENTAL DO NOVO CARMELO DE PATOS DE MINAS.

Um grande júbilo para nossa Ordem. 
Será lançada, no dia 25 de novembro de 2015, a pedra fundamental do novo mosteiro do Carmelo de Patos de Minas: Carmelo da Santíssima Trindade e do Imaculado Coração de Maria. Na ocasião, comemorar-se-á também os 15 anos da presença do Carmelo de monjas em Patos de Minas. 
Abaixo publico a carta convite:






sábado, 14 de novembro de 2015

14 DE NOVEMBRO: TODOS OS SANTOS DE NOSSA ORDEM. FESTA.




“Vinde benditos de meu Pai”

Deus vestiu o Monte do Carmo com arroios de água, fontes cristalinas, árvores frondosas, plantas e flores maravilhosas, ao mesmo tempo que adornou a Montanha espiritual com Profetas, Apóstolos, Mártires, Confessores, Eremitas e Doutores; quais açucenas imaculadas enchem os vales do Carmelo com o suave perfume da sua santidade.
Os Santos do Carmo são uma grande multidão de irmãos que consagraram a sua vida a Deus, seguindo o caminho de Cristo, nos braços da Virgem Maria em oração constante e amor aos irmãos, a ponto de muitos terem bordado com o vermelho do seu sangue a branca capa do hábito da Mãe do Carmo, entregando a sua vida como mártires do Evangelho.
Eremitas no Monte Carmelo, mendicantes na Idade Média, missionários e evangelizadores nas Descobertas, mestres e pregadores nas universidades, religiosas que enriqueceram o povo com a misteriosa fecundidade da sua vida contemplativa, apostólica e orante, leigos que nas suas vidas souberam incarnar com sabedoria a suavidade do espírito do Carmelo. Esta é a grande família do Carmo que, enquanto peregrina, se dedicou à oração constante e à caridade permanente, e, tendo terminado a sua prova, nos deixou o exemplo. Agora, os nossos irmãos, os santos do Carmo, chamam-nos enquanto cantam sem cessar ao Cordeiro Imaculado, vestidos de capas brancas.
Contemplamos hoje esta multidão imensa de quantos Deus conduziu à Montanha Santa do Carmo para lhes fazer saborear, já nesta pátria passageira, as delícias da oração, o gozo da vida do Céu e os inumeráveis frutos da árvore da Vida.
Que o exemplo de todos estes santos seja para nós um estímulo a vivermos inebriados pelo espírito do Carmo no seguimento de Cristo e na imitação da nossa Rainha, Mãe e Irmã, a Flor do Carmelo. Padroeira, Esperança e Estrela dos Carmelitas que já reinam no Céu e dos que ainda peregrinamos na terra.

Oração
Nós vos pedimos, Senhor,
que nos assistam com a sua proteção
a Virgem Maria, Mãe e Rainha do Carmelo
e todos os Santos da família do Carmo,
para que, seguindo fielmente os seus exemplos
sirvam a vossa Igreja
com a oração e com obras dignas de Vós.








Fonte: http://www.carmelitas.pt/       

      

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O papa recorda que os leigos não são “fiéis de segunda”




Mensagem do Santo Padre para a jornada de estudos sobre a Apostolicam Actuositatem, organizada pelo Pontifício Conselho para os Leigos em parceria com a Universidade Pontifícia da Santa Cruz



 Cidade do Vaticano, 12 de Novembro de 2015 (ZENIT.org) Redação
O concílio Vaticano II não olha para os leigos como se eles fossem membros de “segunda categoria” a serviço da hierarquia e simples executores de “ordens de cima”. Não. Como discípulos de Cristo, que na força do seu Batismo e da sua inclusão natural “no mundo”, eles são chamados a animar todo ambiente, atividade e relação humana segundo o espírito evangélico, levando a luz, a esperança e a caridade recebidas de Cristo aos lugares que, de outra forma, permaneceriam alheios à ação de Deus e abandonados à miséria da condição humana.
Esta foi a mensagem do papa Francisco aos participantes da jornada de estudos organizada pelo Pontifício Conselho para os Leigos em parceria com a Universidade Pontifícia da Santa Cruz, com o tema “Vocação e missão dos leigos - 50 anos do decreto Apostolicam Actuositatem”. O evento aconteceu nesta terça-feira e se enquadra no contexto do 50º aniversário de encerramento do Concílio Vaticano II, evento extraordinário de graça, que, como afirmou o beato Paulo VI, teve o caráter "de um grande e triplo ato de amor: a Deus, à Igreja, à humanidade”.
Esta renovada atitude de amor que inspirava os padres conciliares levou também, entre seus múltiplos frutos, a uma nova forma de olhar para a vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo, com magnífica expressão nas duas grandes constituições conciliares: a Lumen Gentium e Gaudium et Spes.
Esses documentos “consideram os fiéis leigos dentro de uma visão de conjunto do Povo de Deus, ao qual pertencem junto com os membros da ordem sagrada e com os religiosos, participando da forma que lhes é própria da função sacerdotal, profética e real de Cristo”. Este ensinamento conciliar, disse Francisco, fez crescer na Igreja a formação dos leigos, que tantos frutos já deu até aqui.
Mas o Concílio Vaticano II, como todo concílio, “interpela cada geração de pastores e de leigos porque é um dom inestimável do Espírito Santo, a ser acolhido com gratidão e sentido de responsabilidade: tudo o que nos foi dado pelo Espírito e transmitido pela santa Mãe Igreja deve sempre ser entendido de novo, assimilado e concretizado na realidade”, afirma o pontífice na mensagem.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Missa da Beata Elisabete da Trindade em Montes Claros

Nossa comunidade celebrou neste sábado passado comemorando o dia da Beata Elisabete da Trindade, nossa patrona. Foi uma celebração muito bonita!


Daniella Marteli falou na missa sobre a Beata com maestria, parecia uma formação.


Beata Elisabete da Trindade, rogai por nós!
Sabemos que logo serás Santa!

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Revista Virtual Monte Carmelo n° 142- Setembro/Outubro de 2015



 

FELIZ ANIVERSÁRIO FREI ALZINIR



"Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,
seu louvor estará sempre em minha boca."


Nossa Província São José se alegra e celebra com você neste dia especial!




Que nosso senhor o abençoe e conduza na missão de ser luz e sinal para nós carmelitas seculares.

Feliz aniversário!

domingo, 8 de novembro de 2015

Lindas frases de Elisabete da Trindade (para nossa oração pessoal)













1.    Inabalável é minha confiança em tua divina Providência... Jesus, a ti me abandono por completo.
2.    A minha alma arde e queima com a tua chama incandescente e pura; ó Espírito Santo, consome-a no teu divino amor.
3.    Visto que é impossível impor a própria vontade aos outros sofrimentos, devo também convencer-me de que o sofrimento físico e corporal não passa dum meio, aliás precioso, para chegar à mortificação interior e ao pleno desapego de nós mesmos.
4.    A caridade é indispensável. Reconhecemos o cristão pela caridade que ele revela.
5.    Que alegre mistério a presença de Deus dentro de nós, nestes íntimos santuários de nossas almas, onde sempre podemos encontrá-lo, também quando experimentamos mais sensivelmente a sua presença!
6.    Procuremos Jesus mediante a pureza de nossa fé.
7.    Amo tanto a pureza deste mistério da Santíssima Trindade, pois é um abismo em que me perco!
8.    Deus tem desígnios que nem sempre compreendemos, mas que devemos adorar.
9.    O abandono, eis o que nos recomenda a Deus.
10.      Quando tudo se complica, quando o momento presente é tão doloroso e o futuro me parece mais escuro, fecho os olhos e abandono-me como uma criança no braço daquele Pai que está nos céus.
11.      Não há outro madeiro capaz, como o da cruz, de acender com grande intensidade na alma o fogo do amor!
12.      Mais do que a Eucaristia, parece-me que não há nada que nos possa dizer o amor que existe em Deus. É a união consumada, é ele em nós e nós nele.
13.      Como é lindo ser criança do bom Deus, sempre deixar que ele nos carregue, descansar no seu amor.
14.      Jesus é o meu tudo, o meu único tudo. Que alegria, que paz este pensamento proporciona a alma.
15.      A alma necessita de silêncio para adorar.
16.      O sofrimento é algo tão grande e divino! Parece-me que, se os bem-aventurados no céu pudessem invejar-nos algo, invejar-nos-iam este tesouro. É uma alavanca tão poderosa no coração do bom Deus!
17.      Jesus continua sempre vivo. Vivo no adorável sacramento do tabernáculo, vivo em nossas almas... Porque vive em nós, façamo-lhe companhia como o amigo faz com o amigo!
18.      Quanto mais damos a Deus, mais Ele se dá a nós.
19. A vida do sacerdote, como a da carmelita, é um advento que prepara a Encarnação nas almas.
20.       Com que paz, com que recolhimento Maria se aproxima de tudo e fazia todas as coisas! Assim como as coisas mais banais eram, também, por ela divinizadas! Em tudo e por tudo, a Virgem permanecia em Adoração ao bom Deus. E isto não a impedia de prodigalizar-se extremamente, quando se tratava de exercitar a caridade.
21.      Visto que é o amor que une a alma a Deus, quanto mais intenso é o amor, mais ele entra profundamente em Deus e concentra-se Nele.     
22.   A alma que quer servir a Deus noite e dia no seu templo, quero dizer o santuário interior de que fala São Paulo quando diz: “O templo de Deus é santo e esse templo sois vós”, esta alma deve estar decidida a tomar parte, realmente, na paixão de seu Mestre.
23.   A alma que vive unida a Deus não age senão sobrenaturalmente, e as ações mais corriqueiras, ao invés de separá-la Dele, aproximar-se-ão sempre mais.
24.      Oxalá soubesses como o sofrimento é necessário para que se realize em tua alma a obra de Deus!
25.      A meu ver a alma mais livre é aquela que mais esquece de si mesma. Se me perguntassem o segredo da felicidade, diria que consiste em não se preocupar mais consigo, desprendendo-o a todo momento.
26.      Eis uma boa maneira de fazer com que o orgulho morra. É como se o subjugássemos pela fome.
27.     Vivamos de amor para morrer de amor e glorificar a Deus, todo amor.
28.     Como é grande o meu desejo de reconduzir almas para Jesus! Daria a minha vida com a única finalidade de contribuir no resgate de uma daquelas almas que Jesus tanto amou.
29.      A oração é tão poderosa no coração de Deus! Rezemos com perseverança, sem desanimar, mesmo que devêssemos morrer sem sermos atendidos.
30.    O sofrimento é a escada que nos leva a Deus, ao céu.
31.  O escapulário é o emblema de Maria.
32.  A alma que o traz consigo e que, bem atendido, envida todos os esforços para salvar-se, não pode cair no inferno, pois isto é impossível.
33.  A Eucaristia é a plenitude transbordante do amor divino. Nela Jesus não nos dá apenas o seu mérito e as suas dores, mas Ele mesmo.
34.  Como é maravilhoso perder-se, desaparecer em Deus! Sente-se muito bem que não se é mais que instrumento, que é Ele quem age, que é tudo. Unir, identificar a nossa vontade com a de Jesus: então somos sempre felizes, sempre contentes.
35.  No céu não podemos mais sofrer por aquele que amamos. Por isso, aproveitemos agora cada um dos nossos sofrimentos para consolar nosso Dileto.
36.  Tudo é delicioso no Carmelo: encontramos o bom Deus tanto na lavanderia como na oração. Ele se encontra por toda parte! Vivemo-lo, respiramo-lo.
37.   Não ser senão um com o bom Deus, significa possuir o céu na fé, aguardando a visão face a face.
38.   Não precisa parar diante da cruz e olhá-la como ela é; mas, recolhendo-nos na luminosidade da fé, é preciso subir mais alto e refletir que ela é o instrumento que obedece ao amor de Deus.
39.   Jesus Cristo está sempre vivo em nós, sempre operante em nossa alma. Deixemos que Ele nos construa e seja a alma de nossa alma, vida de nossa vida, a fim de que possamos dizer como São Paulo: “Para mim viver é Cristo”.
40.  Compreendi que meu céu começa na terra, o céu da fé, com o sofrimento e imolação por Aquele que amo.
41.  Como é belo dar quando se ama! E eu amo tanto esse Deus que é cioso em ter-me toda para si. Sinto tanto o amor que envolve a minha alma, É um oceano no qual mergulho e me perco.
42. Uma alma unida a Jesus é um sorriso vivo que o reflete e expande.
43. O orgulho alimenta-se do amor-próprio. Pois bem, é preciso que o amor de Deus tão forte, para apagar todo o amor de nós mesmos.
44.  Parece-me que no céu minha missão consistirá em atrair as almas, ajudando-as a sair de si mesma para aderir a Deus, num impulso espontâneo e amoroso, e de mantê-las naquele grande silêncio interior, que permite que Deus se imprima nelas para que as transforme em si mesmo.
45. Tu bem sabes: sem Ti nada sou; mas, se tu me alentas, Senhor, serei capaz de todo o sacrifício.
46. No céu de nossa alma, sejamos louvores de glória da Santíssima Trindade, louvor de amor de nossa Mãe Imaculada.
47. Um dia cairá o véu e seremos introduzidos nos templos eternos; lá cantaremos no seio do amor infinito e Deus nos dará o nome novo prometido ao vencedor.
48. É preciso amar as almas, procurá-las com verdadeira paixão, pois a beleza é grande. Se nos fosse dado ver a beleza duma alma pura, acreditaríamos ter visto Deus.
49. Que fascinação experimento no sofrimento, quando o aceitamos e desejamos! Que abundante fonte de mérito! Não existe um caminho mais seguro do que a cruz. O próprio Deus a escolheu.
50. O Rosário é a corrente que nos une a Maria, Com a prática da recitação do rosário... Maria nos estende a mão.
51. Maria dirige a nossa barquinha sobre as ondas agitadas desta vida... E temos a certeza que chegaremos ao porto da salvação eterna.
52. Deus em mim, e eu Nele – seja este o nosso lema. Encontrei meu céu na terra, nesta querida solidão do Carmelo onde estou sozinha com Deus somente. 
53.  Faço tudo com Ele e a tudo me dedico com uma alegria divina. Qualquer limpeza, qualquer trabalho ou qualquer oração. Acho tudo belo e delicioso, porque é meu mestre que vejo por toda parte.
54.  É lá, aos pés da cruz, que sentimos a confiança em Cristo. Todas as obscuridades, todos os nossos sofrimentos acabam prendendo-nos ao nosso único tudo. Purificam-nos a alma para conduzir-nos à união.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...