Este
ano, no dia da festa de Santo Alberto de
Jerusalém (17 de Setembro), lembramos na
Ordem Carmelitana os 800 anos da sua
morte ocorrida a 14 de Setembro de 1214.
Alberto
nasceu por volta de 1150 em Vercelli, Itália. Fazia parte dos Cônegos Regulares
da Santa Cruz de Mortara, cujo convento se situava perto de Pavia. Aqui se
distinguiu pelo serviço aos confrades, pela sua grande preparação e vida
espiritual profunda, tendo sido também formador dos jovens cônegos.
Para
além de sua família religiosa, foi conhecido por sua grande capacidade de
mediar conflitos e resolver controvérsias. Foi nomeado bispo de Bobbio e em
seguida de Vercelli, onde permaneceu por 20 anos, conduzindo com sabedoria e
zelo pastoral sua Diocese.
Mas
sua capacidade diplomática fez com que lhe fossem confiados trabalhos
diplomáticos nacionais e internacionais, como por exemplo a mediação entre o
papa Clemente III e o rei Frederico Barbarossa, ou pacificar as revoltas entre
as cidades de Parma e Piacenza ou mesmo entre Milão e Pavia.
Muito
estimado pelo papa Inocêncio III, este o nomeou em 1205 Patriarca de Jerusalém
e legado apostólico das províncias do Oriente. Como Jerusalém neste tempo
estava ocupada pelos Sarracenos, Alberto estabeleceu sua sede em S. João de
Acre, perto do Monte Carmelo.
No
dia 14 de Setembro de 1214, durante uma procissão, Alberto, Patriarca de
Jerusalém foi assassinado pelo Mestre do Hospital do Espírito Santo de S. João
de Acre, o qual havia sido deposto de seu cargo por má conduta.
A
Alberto devemos a Norma de Vida, documento fonte de toda a família do Carmelo.
Para
o Carmelo Secular, as Constituições fazem uma síntese da Regra no n. 6, que
reproduzimos abaixo.
“A
Regra de Santo Alberto é a expressão original da espiritualidade do Carmelo.
Foi escrita para leigos que se reuniram no Monte Carmelo para viver uma vida
dedicada à meditação da Palavra de Deus, debaixo da proteção da Virgem. Nessa
Regra se encontram os princípios que guiam a vida carmelitana:
a) Viver em obséquio de Jesus Cristo;
b) Ser diligentes na meditação da lei do Senhor;
c) Dar tempo à leitura espiritual;
d) Participar na liturgia da Igreja, tanto na Eucaristia como na Liturgia das Horas;
e) Interessar-se pelas necessidades e o bem dos demais na comunidade;
f) Armar-se com a prática das virtudes ao mesmo tempo que se vive uma vida intensa de fé, esperança e caridade.
g) Buscar o silêncio interior e a solidão em nossa vida de oração;
h) Usar prudente discrição em tudo que fazemos.”
c) Dar tempo à leitura espiritual;
d) Participar na liturgia da Igreja, tanto na Eucaristia como na Liturgia das Horas;
e) Interessar-se pelas necessidades e o bem dos demais na comunidade;
f) Armar-se com a prática das virtudes ao mesmo tempo que se vive uma vida intensa de fé, esperança e caridade.
g) Buscar o silêncio interior e a solidão em nossa vida de oração;
h) Usar prudente discrição em tudo que fazemos.”
Delegado da casa Geral para a ocds


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