Santa Teresa de Los Andes, ou Santa Teresa de Jesus dos Andes, carinhosamente tratada pelos seu como "Juanita", e para o Carmelo de Los Andes, no Chile, como em toda a América, "Santa Teresinha da América".
No ano 2000 foi celebrado o seu centenário de nascimento e hoje, neste domingo de Páscoa celebrado pela Igreja, 12 de abril de 2020, celebramos seu Centenário de morte, ou seja, sua Páscoa.
Prentendemos aqui celebrá-la revendo sua biografia, para os que a conhecem, e aos que não a conhecem, dar oportunidade de conhecê-la, esta "Jovem apaixonada por Deus". Durante sua vida no convento dedicou-se ao serviço de suas irmãs de comunidade, que afirmaram a seu respeito: “Teresinha sempre quis ser a última em tudo”.
Perpassando, brevemente, já desde então, destacamos que em sua vida, a centralidade de sua espiritualidade foram os quatro pilares fundamentais:
. O devoção ao Sagrado Coração de Jesus, onde ela mesma diz que Ele é seu centro e sua morada.
. O amor da Eucaristia, onde o céu vive na terra, não está isento de dúvidas de fé que todos vivemos.
. O amor da Santíssima Virgem, onde ela passa a fazer mãe, amiga e confidente, porque quanto mais ela se aproxima dela, mais ela se parece com Jesus,
. A Cruz que foi amor consumado.
Breve biografia
Teresa dos Andes nasceu em Santiago do Chile, aos 13 de julho de 1900. Seus pais batizaram-na na Paróquia de Sant’Ana, na véspera da festa de Nossa Senhora do Carmo, com o nome de Joana Henriqueta Josefina dos Sagrados Corações.
Foi criada no seio de uma família cristã. Seus pais se chamavam: Miguel Fernández Jara e Lúcia Solar Armstrong. Eram ricos em bens materiais e virtudes, e tiveram sete filhos.
Desde menina cultivou uma profunda fé na Eucaristia. Recebeu uma esmerada educação nos melhores colégios da capital chilena. Aos 11 de novembro de 1910 fez a sua primeira comunhão, com 9 anos de idade. Mais tarde escreverá sobre este dia: “Nosso Senhor falava comigo depois que eu comungava. Mas minha devoção especial era a Virgem: eu lhe contava tudo”.
Aos 15 anos fez um voto particular de virgindade. Durante sua adolescência padeceu de inúmeras enfermidades, que a deixaram muito debilitada, mas a ajudaram a descobrir sua vocação religiosa.
No dia 11 de janeiro de 1919, ingressou no Mosteiro Carmelita de Los Andes, no Chile, para um período de experiência.
No dia 3 de abril do mesmo ano escreveu a seu pai, pedindo-lhe permissão para se tornar Carmelita. Vestiu o hábito no dia 14 de outubro, quando recebeu o nome de Teresa de Jesus. Desde então entregou-se intensamente à sua vocação.
Vive mergulhada em Deus, “seu centro e morada”, desejosa de ser “corredentora do mundo” através da “oração, trabalho e alegre vida fraterna”.
Sua saúde foi pouco a pouco deteriorando-se e, sem que ninguém tomasse conhecimento, começou a sofrer uma estranha enfermidade, que hoje sabe-se ter sido tifo.
Nos começos de março de 1920, afirma que morrerá em breve. Escreve: “Para uma carmelita a morte nada tem de terrível, pois assim vai-se viver a verdadeira vida e cair-se nos braços daquilo que se amou aqui na terra sobre todas as coisas. Com a morte, mergulha-se eternamente no amor”.
No dia 2 de abril, quinta-feira santa, fica gravemente enferma. No dia 6 faz sua profissão religiosa. Falece santamente no dia 12 de abril, às 19h15', com apenas 19 anos e nove meses de vida e apenas onze meses como Carmelita
Seus escritos
No convento começa a escrever cartas cheias de amor a Deus e com o sincero desejo de fazer
bem aos seus destinatários, porém, seus diários revelam sua vida interior mesmo antes de seu ingresso no Carmelo
Seus Diários
Os Diários de Nossa santa estampou sua experiência com Deus através das suas luzes e sombras, vividas e experimentadas. Encontramos na primeira parte de seu Diário, dedicada à Madre Ríos quando tinha 15 anos, Juanita conta sua infância. A partir de setembro de 1915, o Diário tem outra tonalidade, mais íntima, já que Juanita escreve sem pensar ser lida. Escreve então com liberdade e espontaneidade. Se pode ler em estas páginas suas conversas íntimas com Jesus e Maria, a descrição de seus esforços, de suas resoluções, de suas vitórias e derrotas no caminho da santidade. Aqui, são conservadas suas notas íntimas. Foi escrito entre 1915 e 1919, provavelmente ao pedido da Madre Ríos do colégio do Sagrado Coração de Santiago (onde Juanita fazia seus estudos). Do ponto de vista histórico e literário, o Diário deixa bastante a desejar, porque em sua simplicidade, Juanita escrevia em forma descontínua, e por vezes esquecia-se até durante meses inteiros de registrar suas experiências. Mas, o valor do Diário está em revelar-nos a vida interior de Juanita.
Interessante perceber que houve uma grande inspiração de Deus à sua mãe, para que seus escritos se conservassem. Pois, pouco antes de entrar no Carmelo, Juanita desejou queimar seu Diário, desejando esconder para sempre os segredos de sua vida interior escritos no Diário. Mas sua mãe lhe pediu insistentemente para não queimá-lo e entregá-lo a ela como lembrança e Juanita aceitou. Só depois da morte de Juanita a mãe abriu o Diário e descobriu maravilhada os tesouros que se encontravam nele. Foi assim que o Diário foi conservado, graças a Deus, e chegou a ser um meio pelo qual muitas pessoas são atraídas à vida de oração. Milhares de pessoas têm lido o Diário de Teresa de Los Andes e por ele têm aprendido a crescer no amor a Jesus, a Maria e à Igreja.
Suas Cartas
Na vida da imensa maioria dos santos encontramos o que se chama "suas obras" ou "seus escritos". No caso de Teresa de Los Andes, resulta quase pretensioso usar estes términos, já que ela nunca escreveu para ser lida por outros com o fim de ensinar ou dar-se a conhecer. Tampouco escreveu sua autobiografia nem se preocupou de ordenar de nenhum modo suas múltiplas reflexões, resoluções e experiências íntimas.
Os destinatários das 164 Cartas conservadas de Juanita são relativamente poucos: seus pais, seus irmãos, seus diretores espirituais, suas amigas e a Madre Angélica Teresa, priora do Carmelo de Los Andes.
Desde a primeira que se conserva, escrita aos 10 anos, até a última, escrita na cama de morte, é impossível ignorar que a que escreve é uma pessoa cheia de Deus.
Suas cartas deram ao Carmelo e à Igreja o projeto se sua vida vivida na intimidade com Deus com os irmãos num claro viés de santidade, permitindo que por tais meios que ela se tornasse conhecida. Nesta comunicação percebe-se as maneiras diversas em que se dirige aos seus destinatários: Juanita é carinhosa com seus padres, humilde e submissa com seus diretores espirituais; com suas amigas, aparece tal como é: uma amiga que deseja compartilhar o que tem de melhor no seu coração. Mas todas suas cartas refletem a transparência de sua alma, sua sinceridade e seu ardente amor a Deus. Se pode ver que no amor absoluto que tem a Cristo não a impede de modo nenhum amar a seu próximo.
O Pe. Julián Cea, C.F.M, que a conheceu, afirmou: “Não tardará a fazer milagres”. O religioso não se enganou. Desde então, muitas graças e favores tem-se obtido através de sua intercessão.
No dia 3 de abril de 1987, diante de uma multidão calculada em um milhão de fiéis, o papa João Paulo II a declara Beata. O mesmo Pontífice canonizou-a em 1993. É a primeira santa chilena, conhecida como “Santa Teresinha da América Latina”. No ano 2000 foi celebrado o seu centenário de nascimento e hoje, 12 de abril de 2020, celebramos seu Centenário de morte, ou seja, sua Páscoa.
Principais dados cronológicos:
Nascimento: 13.07.1900.
Morte: 12.04.1920.
Batismo: 15.07.1900.
Crisma: 22.10.1909.
1a.Eucaristia: 11.09.1910.
Beatificada: 03.04.1987
(S.J.Paulo II)
Canonizada: 21.03.1993.
(S.J.Paulo II)
Sua Festa: 13 de julho.
Santa Teresa de Los Andes,
Roga por nós!
Fontes:
. Sciadini. Fr Patrício. Uma Jovem Apaoxonada por Deus. 2004.
. Sciadini. Frei Patrício. Diários e Cartas, Santa Teresa de Los Andes. Ano 2000.
. REVISTA DO SANTUÁRIO DE SANTA TERESA DOS ANDES. ANO JUBILAR 2020.
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