terça-feira, 27 de maio de 2008

Beata Josefa Naval Girbés

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HISTÓRICO

Josefa Naval Girbés nasceu em Algemesi, Província de Valência, Espanha, no dia 11 de dezembro de 1820. Algemesi era um povoado eminentemente agrícola, com quase 8000 habitantes, uma única paróquia, um convento de Dominicanos, um hospital, escassos centros de instrução e poucas indústrias elementares. Foram seus pais Francisco Naval Carrasco e Josefa Girbés, e seus cinco irmãos: Maria Joaquina (morreu pequena), outra Maria Joaquina, Vicente, Peregrina (morreu aos 14 anos) e a pequena Josefa (que morreu apenas nascida).
De seus pais herdou Josefa, seu grande espírito de fé, sua ardente caridade, seu amor ao trabalho e o desejo ardente de viver sempre na graça de Deus. Maria Josefa recebeu o Santo Batismo no mesmo dia em que nasceu. Desde aquele momento só a chamavam com o nome de Josefa, mas alguns de seus devotos a seguem chamando de “Senhora Pêpa”.
Quando Josefa tinha oito anos, recebeu o Sacramento da Confirmação. Adquiriu uma cultura elementar, suficiente para desenvolver-se em meio no qual se passava sua vida. Aprendeu a bordar, atividade que com tanto acerto ensinou as suas numerosas alunas.
Sua infância transcorre sem acontecimentos especiais. Em sua formação religiosa colaborou eficazmente sua mãe. Desde pequena aprendeu a amar à Santíssima Virgem, venerada perto de sua casa, no convento dos Padres Dominicanos. Desde pequena já manifestava um caráter reto, um tanto enérgico, que ela depois administraria em sua atividade apostólica.
Fez sua Primeira Comunhão quando apenas contava com nove anos e, nesta época, se comungava pela primeira vez apenas aos onze anos cumpridos.
Sua mãe morreu quando ela tinha treze anos. A Virgem dos Padres Dominicanos a inspirou que nunca a abandonaria. Josefa, com seu pai e seus três irmãos, foi viver com sua avó materna.
Resultou em uma perfeita “ama” de casa, nos afazeres próprios da família. Dedicava um grande e doce cuidado com sua avó enferma, sem deixar sua vida de piedade nem dar concessões à rotina do cansaço. A avó morreu quando Josefa contava com 27 anos, ficando nesta casa com seu pai, seu tio Joaquim e seus irmãos sobreviventes Maria Joaquina e Vicente.
Seu pai morreu aos 62 anos, quando Josefa tinha 42 anos. Sua irmã Maria Joaquina se casou, morrendo aos 43 anos de idade. Seu irmão Vicente também se casou, teve três filhos que morreram muito pequenos, assim como sua esposa, pelo que já viúvo foi viver com ela. Seu tio Joaquim, um santo varão solteiro, morreu aos 77 anos, em 1870, ano no qual Josefa convidou sua discípula e confidente Josefa Esteve Trull a viver com ela, a quem, ao morrer, deixou seus bens em usufruto vitalício para que continuasse sua obra.
Josefa era de estatura mediana, nem alta, nem baixa; mais delgada do que gorda; de pele branca e fina; rosto ovalado, tinha um dente superior um pouquinho levantado que lhe fazia graça; olhos vivos e penetrantes, porém muito modestos; cabelos castanhos que logo se tornou grisalho; voz suave e acariciadora; sorria com muita freqüência, porém nunca se lhe viu rir forte; seu andar era moderado; vestia-se de cor escura, com sapato baixo e algo largo: o conjunto era de humildade e modéstia.
Para melhor agradar e entregar-se a Deus, em 04 de dezembro de 1838, escolheu a Jesus como seu único esposo, e a Ele consagrou para sempre sua virgindade; permanecendo indiviso seu coração (I Cor 7, 32-34), em sua união com Cristo fez progressos incessantes e se dedicou com todas suas forças à sua própria santificação e ao serviço da Igreja e das almas, demonstrando assim que a virgindade é o verdadeiro sinal e estímulo do amor e uma muito especial fonte de fecundidade espiritual no mundo (Documento Conciliar Lumem Gentium 42, Concílio Vaticano II).
Buscava todas as oportunidades para anunciar a Cristo, por palavras e com obras, tanto aos não crentes, para atrai-los à fé, como aos fiéis, para instruí-los, confirmá-los na mesma e estimulá-los a um maior fervor de vida. Com esta intenção ensinava às meninas a doutrina cristã, visitava aos enfermos, ajudava os pobres, aconselhava os quantos acudiam a ela, restaurava a paz em famílias desunidas, para as mães organizava em sua casa um círculo com a finalidade de conduzi-las à formação cristã, encaminhava de novo à virtude às mulheres que se haviam apartado do caminho reto e admoestava com prudência aos pecadores.
Porém, a obra a qual concentrou todos os seus cuidados e energias, foi a da educação humana e religiosa das jovens, para as quais abriu em sua casa uma escola gratuita de bordado, atividade manual que muito conhecia. Aquela atividade que por si mesma era “comercial”, à qual acudiam com assiduidade e entusiasmo muitas jovens de todas as esferas sociais, se converteu em um centro de convivência fraterna, oração, louvor a Deus, explicação e aprofundamento da Sagrada Escritura e das verdades eternas.
Deste modo contribuiu eficazmente para o incremento religioso de sua paróquia, formando assim muito boas mães de família, fomentando o germe da vocação à vida consagrada e ensinando a todos o que significa ser membros do Povo de Deus. Por tudo isso, ganhou grande estima e fama de santidade entre o clero e o povo. Inclusive depois de sua morte, que ocorreu piedosamente em 24 de fevereiro de 1893, continuou estendendo-se sua lembrança devido à santidade de sua vida e de suas obras.
Vestida com o hábito da Terceira Ordem do Carmo, seu venerável corpo foi depositado em um humilde ataúde. Pela manhã do dia seguinte, 25 de fevereiro, se celebrou o funeral e, pela tarde, o enterro. A caixa mortuária foi levada por suas alunas; as argolas brancas que pendiam do ataúde, por quatro das menores. Josefa foi depositada em um nicho que temporariamente adquirido e, definitivamente em 1902, por dona Josefa Esteve Trull, sua discípula predileta.
Ali permaneceu incorrupta até seu translado à paróquia, em 20 de outubro de 1946. A Cúria Arquiepiscopal de Valência iniciou a Causa de sua Canonização com a celebração do Processo Ordinário informativo durante os anos de 1950-1952, ao qual se seguiu um processo adicional em 1956. Em 03 de janeiro de 1987, Sua Santidade João Paulo II aprovava o decreto sobre as virtudes heróicas de Josefa Naval Girbés, e em setembro de 1988 o milagre proposto para sua Beatificação. A cerimônia de Beatificação se celebrou em São Pedro em 25 de setembro de 1988.

VOCAÇÃO À ORDEM SECULAR

Josefa Naval Girbés é, sem dúvida, um exemplo para todos os que são chamados à santidade sem abandonar o mundo. Quer dizer, sem deixar seu lugar, sua vida familiar e seu trabalho profissional. Ela permaneceu no mundo para ser modelo de santidade para os seculares. Josefa não fez votos para a vida consagrada e não ingressou em um convento, não por comodidade ou para escapar do rigor da vida comunitária, já que no mundo, sem sair de sua casa, viveu, em plenitude, os conselhos evangélicos, para ser um modelo exeqüível para a maior parte dos filhos da Igreja que são os seculares.
Teve plena consciência da condição de secular na Igreja, aos treze anos era uma perfeita “ama” de casa, à frente de uma família composta por sete membros.
Josefa andou pelos caminhos da santidade em total entrega a Deus e em serviço a seus semelhantes. À sua condição de secular temos que aliar a de sua virgindade, que a introduz na intimidade com Deus e a faz disponível para uma ação apostólica visivelmente fecunda. Josefa é uma virgem secular, as duas coisas de uma só vez.
Josefa Naval se volta com a bagagem de suas virtudes e de sua atividade apostólica ao mundo de hoje, tão necessitado de guias nos caminhos da santidade: uma santidade imitável pelos filhos da Igreja, chamados a ela em sua condição de seculares.
Esta mulher de Algemesi viveu no laicato da perfeição evangélica, entregando-se ao apostolado entre as jovens de seu povo, sendo um convite para a grande maioria dos cristãos que não foram chamados a uma consagração especial, e que nem por isso sua dignidade eclesial é menor. Ela que encheu os conventos de clausura, com virgens de vida consagrada, permaneceu no mundo para ser testemunho sem ter que abandona-lo. Foi testemunha de como a consagração a Deus é sinal e estímulo do amor e uma muito especial fonte de fecundidade em meio ao mundo. Santificar-se e santificar! Foi a norma de conduta desta Beata; e fazer sempre e em tudo a vontade de Deus, em circunstâncias ordinárias da vida e no cumprimento de seus deveres de estado.
Josefa, sem sombra de dúvida, pensou na possibilidade de orientar sua vida até algum convento; claro que consultou esta possibilidade com seu diretor espiritual, porém, com as luzes que o Senhor lhe concedeu e que ela recebeu com humildade e obediência e com o conselho de seus diretores, viu claramente que devia continuar no mundo sendo guia de almas que necessitavam de sua direção, seu exemplo de entrega a Deus e da ação benéfica de sua atividade apostólica.
Seu lugar na Igreja esteve sempre bem definido, desde o mundo para o mundo, desde Deus para os homens. O chamamento à perfeição que consiste fundamentalmente na união com Deus pelo amor, vivendo fielmente sua vontade, foi assumida por Josefa, desde sua condição de secular.
Viver em plenitude o amor a Deus e praticar esse amor na acolhida do próximo. Ela viveu na vizinhança dos demais irmãos e irmãs e, nesta vizinhança, o caminho de sua perfeição. “Procurai a perfeição com simplicidade”, e insistia: “temos que chegar à perfeição custe o que custar!”.
O que ensinava à suas alunas, Josefa o vivia em plenitude. Sempre, com simplicidade e humildade, com naturalidade; como virgem consagrada a Deus em meio ao mundo, por cujos caminhos andou nossa Josefa até essa perfeição, que outras almas alcançam no silêncio dos claustros.

IDEAIS VOCACIONAIS

Josefa Naval Girbés, como abrindo de par em par sua alma, dizia muitas vezes: “meu ideal não é largar a vida, senão santificar minha alma”. Praticou em grau heróico as virtudes teologais da fé, esperança e amor, cujo exercício, bem sabemos os Carmelitas, nos levam ao abandono, à abnegação e à doação de nós mesmos, como ideais vocacionais.
Sua vida era toda para Deus: “temos que retorcer a vontade própria para que solte tudo o que não é vontade de Deus”. Essa vontade a descobria, com grande espírito de fé, em sua santa lei e nas obrigações do próprio estado. O apreço pelo cumprimento do dever que ela vivia e que ensinou a suas discípulas, se traduz nestas palavras: “o cumprimento do dever é o caminho; o grau de amor com que se cumpre é a medida da virtude que tem a alma”.
Josefa teve sempre um claro conhecimento da bondade de Deus, por isso pôs nEle toda sua confiança; ela que aspirava aos bens eternos e trabalhava por consegui-los, contava sempre com a ajuda de Deus. Para lográ-los consagrou toda sua vida: seus sofrimentos, que não foram poucos, ocasionados em grande parte por sua enfermidade, que a acompanhou desde os trinta anos até sua morte; seus trabalhos, os domésticos que ela teve que enfrentar desde os treze anos, e os que ela se impôs na escola-atelier que fundara; seus desvelos apostólicos que a levavam a preocupar-se com todos os que padeciam alguma carência material ou moral.
Ela esteve sempre nas mãos de Deus. Infundir esta confiança no coração de suas alunas foi sua tarefa. Assim dizia: “que nenhuma de vocês desconfie à vista de seus muitos pecados; nossa confiança não se apóia no que nós somos, senão no que Deus é e no amor misericordioso que Ele nos tem”.
Josefa foi uma humilde serva do Senhor. O humilde reconhece seu nada, sua inteira dependência de Deus e em suas mãos confia. Anulava-se no templo, ante a imensa majestade de Deus; e essa atitude humilde se prolongava durante todo o dia, em que se dedicava a toda espécie de trabalhos, alguns os mais humildes.
Nunca consentiu que suas discípulas lhe ajudassem nos trabalhos ordinários de sua casa. Amava o retiro e o passar despercebida. Não falava de se mesma e nem de suas coisas. Nunca se fez objeto de festas ou de comemorações. Querendo enamorar suas alunas da virtude da humildade, lhes dizia: “Somos o que somos diante de Deus; haveremos de fazer as coisas com grande pureza de intenção. Procedendo desta maneira, se logo nos desprezam, devemos nos calar e não nos defendermos, ainda que, humanamente, tenhamos razão”.
O amor de Deus preenchia toda a vida de Josefa, a fé a fazia ver a Deus como infinitamente amável. Ele é o Bem Absoluto que sacia todas as aspirações da alma. Merece, pois, ser amado. Seu amor era um amor profundo na abnegação, no sacrifício, na entrega total ao cumprimento de sua vontade: “amar a Deus é entregar-se; amar a Deus é sofrer; o amor verdadeiro se prova com o sacrifício”.
Porém sabia que o amor a Deus passa também pelo meridiano do amor ao próximo. Amar ao próximo por Deus, amor que começa da convicção de que somos filhos de Deus e irmãos de Jesus Cristo. Tinha muito presente a Palavra de Deus (I João 4,20). Amou aos seus: a seus pais, a sua avó, a seu tio, a seus irmãos, ainda que um deles, Vicente, tivesse com ela um trato pouco amável, quando já viúvo, veio viver com ela. Amou a seus superiores, especialmente os sacerdotes, entre os quais cabe destacar a seus sábios diretores espirituais. Amou a suas discípulas, com paixão proporcionada a seu zelo. Porém, sobre tudo, amou aos indigentes, aos quais dedicou seus melhores afãs.
Seu amor à cruz foi uma mensagem constante para todas suas alunas. Assim dizia: “correspondamos ao amor sacrificado de Jesus em sua paixão. Haveis de levar a vossa cruz, cumprindo o dever como Deus manda. Sofrei com amor, aproveitando todas as ocasiões de pequenas doenças. Amar, amar e sofrer em silêncio; o amor se prova no sacrifício. Sacrificai vossos gostos”.

VIVÊNCIA DO CARISMA CARMELITANO

Alma de vida interior, aspirou sempre à perfeição. Para alcançá-la, se valeu dos meios que o carisma carmelitano põe a nossa disposição para fazê-los experiência de vida.

VIDA DE ORAÇÃO. - Josefa Naval foi uma alma de profunda vida interior. Sua fé a levava à convicção de que Deus, Uno e Trino, habita em uma alma em estado de graça. Ela viveu em plenitude aquele anúncio de Jesus Cristo: “a quem me ama, meu Pai o amará, e viremos a ele e faremos nele nossa morada” (João 14, 23). Tão compenetrada estava com essas verdades que às vezes parecia como absorta em meio de suas ocupações. Mais de uma vez tinha que se retirar a seu quarto, onde, abstraída, com as mãos juntas e os olhos fechados, dedicava longo tempo à contemplação.
Alimentava sua vida interior com a Eucaristia e a oração. Oração vocal que aprendeu dos lábios de sua mãe. Oração mental que realizava nas primeiras horas da manhã, em sua paróquia, depois de sua Missa e comunhão. O trato íntimo com seu Esposo, Jesus, se acentuava na comunhão eucarística de cada dia, que ela renovava com freqüência na comunhão espiritual. E, ao encerrar as tarefas do dia, antes do descanso noturno, roubava algum tempo do descanso da noite para dá-lo a um trato íntimo com o Senhor. Nesta comunicação secreta com Deus, Josefa experimentava arroubamentos que silenciava com humildade.
Orando durante o trabalho, exercitando a presença de Deus com jaculatórias, vivia plenamente a presença de Deus. Dizia insistentemente a suas alunas: “levai convosco a presença de Deus”; e ajuntava: “tenhamos muita devoção à Santíssima Trindade, que mora em uma alma em estado de graça”. Deste seu espírito de fé na presença de Deus na alma brotava sua devoção ao Espírito Santo. Como celebrava Sua festa anual! Pentecostes era ocasião propícia para impulsionar em suas alunas o amor a Deus que tanto nos ama. Assim, com o motivo desta solenidade, organizava entre elas, durante três dias, turnos de oração e penitência.
A oração do Ângelus ao meio dia, e algumas outras práticas de piedade, entre as que sobressaía era a reza do Rosário a cada dia, se possível com suas discípulas.
Esta era sua repetida mensagem: “oração, oração; fazer a cada dia um momento de oração e tudo vos parecerá maneiro e suave. Aprendei a falar com Deus sem palavras e fazei assim um momento de oração meditativa. Diante do sacrário havemos de estar com grandíssima fé e reverência”; este último conselho ela dizia como expressão de seu espírito eucarístico.
PENITENCIA E MORTIFICAÇÃO. - Consciente das dificuldades que se opõem à perfeição, dizia a suas alunas: “filhas minhas, não temos que temer demasiadamente as dificuldades do caminho que temos empreendido; é verdade que esse caminho é pedregoso e está cheio de trabalhos e privações, porém também é certo que nosso Divino Capitão o trilhou durante sua vida, paixão e morte”. Viveu sempre unida às dores de Cristo, a esses sofrimentos redentores de Cristo uniu os seus, aquelas dores de cabeça que sofreu desde os trinta anos até sua morte e as penitências, inclusive materiais, que se impunha e autorizavam seus diretores. Praticou heroicamente a virtude da fortaleza, que fortalece a alma para servir a Deus, sem deter-se por nada, nem ante nada, nem sequer ante o temor da morte.
Era exigente consigo mesma, logo o era também com os demais. Para exercitar-se na fortaleza, seguindo adiante com exemplo, propunha a suas discípulas a prática da mortificação. Mortificações às vezes simples, porém saturadas de vitória contra si própria que pouco a pouco a preparavam a oferecimentos mais amplos e generosos. Dizia às suas alunas: “filhas minhas, se é necessária a fortaleza para empreender o caminho de Deus, não o é menos para aceitar o que Ele envia ou permite para nossa purificação, a saber: moléstias, enfermidades, desprezos...”.
Outra das virtudes que Josefa exercitou heroicamente foi a da temperança, necessária para moderar a inclinação ao prazer sensível, que pode impedir a perfeição e conseguir assim a posse de Deus. Fez como norma de sua vida aquela que São Paulo pregava: “castigo meu corpo e o reduzo à servidão” (I Cor 9,27). Castigou seu corpo, porém com prudência. Sua comida era sóbria, mas bem pouca e às vezes, voluntariamente, sem sabor. Não comia carne, a não ser por prescrição médica. Não bebia vinho (coisa muito comum naquela época e em sua região). Jejuava com certa freqüência. Na Semana Santa não comia nada desde Quinta-Feira Santa até o dia do “Glória” (noite do Sábado Santo).
Usava cilícios (instrumento de penitência, tipo cinturão largo ou faixa larga de couro com pontinhas de ferro contra a pele, nos braços ou abdome), empregava disciplinas (pequeno flagelo de couro, com o qual a pessoa se auto-açoitava, principalmente durante a reza de salmos penitenciais, tipo o Salmo 50 e o Salmo 29); sempre com anuência de seus santos diretores espirituais. Sobre tudo aceitava com amor tudo o que Deus lhe enviava. Suas cruzes eram um regalo. Nunca comentava sobre seus sofrimentos (enfermidades) que eram muitos.
À mortificação exterior superava a interior; essa vitória contra si própria que ela dissimulava com seu perene sorriso. Ninguém adivinhava que ela estava constantemente vigilante sobre suas paixões; porque tudo o fazia com grande naturalidade, sem sobressaltos, sem por em perigo sua inata longanimidade e equilíbrio emocional.
APOSTOLADO. - Josefa foi uma apóstola de seu tempo, alma entregue a Deus ao serviço das jovens, especialmente aquelas de pobre condição social. Seu espírito observador captou as carências das jovens, profundamente influenciadas pelo ambiente de seu século (Nota: não estaríamos vivendo agora a mesma realidade?). Não foi a única na Igreja de seu tempo nesta luta por levar a salvação de Cristo às jovens mais necessitadas, porém foi uma das que com maior dedicação, com mais ardor, com mais calor humano se dedicou a esse trabalho apostólico, desde sua pequenez de virgem secular, desde sua humilde condição de professora de bordado, desde suas profundas convicções religiosas, sobre tudo, desde seu ardente amor pelas almas remidas por Cristo!
Ela se antecipou ao Concílio Vaticano II, vivendo sua condição de secular no meio do mundo, para o serviço de Deus, em obras concretas de apostolado. Entregou-se ao apostolado dos humildes num século em que a classe trabalhadora irrompe na história para defender seus interesses materiais, ainda que a custa de afastar-se do que ensina a Igreja, com a delicadeza de uma mulher que, desde sua entrega a Deus, se fez toda para todos, para levá-los todos a Cristo (à imitação do Apóstolo S. Paulo). Quando Josefa completava os trintas anos de idade, seu confessor reflexiona largamente sobre os planos apostólicos de sua dirigida e aprova a criação daquela escola-oficina (ou ateliê) como “Coisa de Deus!”. Aquela casa onde ela foi viver desde os treze anos produziu fervorosas religiosas, abnegadas esposas, mães de família e jovens praticantes, de vida secular consagrada. À casa que herdou de sua avó acudiam as jovens, atraídas pelo zelo ardente de sua mestra, por sua fé vivíssima, por seu espírito de amor provado no sacrifício, por seu otimismo, por sua alegria..., e pelo alimento espiritual que lhes proporcionava. Tudo por seu amor a Deus, tudo por seu ardente amor pelas almas.
A jornada diária de Josefa acabava sendo muito apertada: levantava muito cedo para participar da primeira Missa da paróquia, comungava e praticava oração mental; a seguir dedicava algum tempo à limpeza; o horário da escola-oficina era das 09 as 12 e das 14 às 18 horas.
Durante a jornada de trabalho, Josefa ensinava bordado, porém isto era o pretexto para formar a alma de suas alunas no amor a Deus. O trabalho era acompanhado de orações, jaculatórias e cânticos piedosos; entre leituras do Evangelho e da Doutrina Cristã (catecismo), se escutava a palavra da mestra, suave e enérgica ao mesmo tempo, explicando os pontos mais incisivos das leituras. Articulavam-se com estas leituras e orações, largos silêncios, que Josefa suscitava para que suas alunas se adestrassem na oração. Ali, nesse ambiente de paz, bordavam seu enxoval as jovens que iam contrair matrimônio e seu dote as que se preparavam para entrar no convento.
Sua caridade, para com o próximo, teve sempre objetivos espirituais. Assim, por exemplo: empenhava-se para que os pais batizassem quanto antes a seus filhos recém-nascidos; visitava aos enfermos que estavam em perigo de morte, procurando que recebessem os últimos sacramentos; vestia ao desnudo com delicadeza, trocando as vestes sujas e rasgadas dos mendigos por outras limpas, lavando e remendando com exemplar caridade aos que deixavam. Sua casa foi, mais de uma vez, asilo de órfãos. Por duas longas temporadas albergou crianças que haviam perdido suas mães, cuidando delas com amor maternal.
Quando verdadeiramente brilhou a caridade de Josefa, foi na epidemia de cólera de 1885, quando contava 65 anos. Ela e algumas de suas alunas se dedicaram a atender aos empestados que estavam sozinhos e, portanto, os mais necessitados de ajuda.
Sua caridade se estendia às coisas e atividades aparentemente pequenas tais como: escutar com paciência e interesse as confidências que lhe faziam as pessoas desesperadas em busca de conselho. Era muito respeitosa com a boa fama dos demais. Não tolerava em suas discípulas a menor palavra de crítica, nem de murmuração. Lembrava-se das Almas do Purgatório, rezando por elas e ensinando a suas alunas que fizessem o mesmo.
Unida intimamente a seu Divino Esposo, se cumpriu nela o que Ele disse: “Quem permanecer em mim e eu nele, este dará muito fruto” (Jo15, 5).

CONSELHOS EVANGÉLICOS

Josefa Naval Girbés, em sua casa, viveu plenamente os Conselhos Evangélicos de castidade, pobreza e obediência, que são normas das almas consagradas.
A CASTIDADE em plenitude: fez voto de virgindade aos dezoito anos e tornou norma de vida aquilo que pregou São Paulo: “Castigo meu corpo e o reduzo à servidão” (I Cor 9, 27). Sua virgindade lhe alcançou uma perfeita união com Jesus Cristo e uma disponibilidade maior para engendrar e iluminar almas consagradas a Deus, e fiéis filhas da Igreja, na vida solteira ou no matrimônio. Com sua virgindade, demonstrou que pode ser vivida, no mundo, a total consagração a Deus. Com sua virgindade, ensinou que esta entrega a Deus é um dos caminhos – sem dúvida, o melhor – para a santificação própria e a dos demais. No tocante a virtude da pureza foi fidelíssima observante. Viveu a mais estrita pureza de alma e de corpo, e ensinou a vivê-la a suas alunas. Recomendava a modéstia no falar, no vestir e no agir.
Virgem, porém secular no mundo, abre novos caminhos à santidade da maior parte dos membros da Igreja, que vivem a secularidade. Josefa viveu e morreu no mundo; foi uma solteira exemplar que, mesmo fazendo voto de castidade, permaneceu no mundo. O Senhor lhe concedeu que seu corpo virginal permanecesse, após sua morte, incorrupto para sempre!
A POBREZA, que lhe veio por herança, e que ela cultivou até o desprendimento de tudo aquilo que não era útil ou necessário para seu apostolado. Desprendimento das coisas, dos bens materiais, do mundanismo, mesmo da família, porém, sem a menor mostra de egoísmo, que na área da justiça ensinou a suas alunas.
A OBEDIÊNCIA cristã é uma virtude que nos inclina a submeter nossa vontade à dos superiores legítimos, que nos representam Deus. A obediência é um tributo de amor, a quem tem absoluto domínio sobre si mesmo. Josefa foi sempre obediente, à imitação de Jesus, seu divino esposo.
Assim, no exercício desta virtude, traçou para si mesma, desde muito jovem, um plano de vida que abarca o cumprimento de suas obrigações como ama de casa e como professora de sua escola-oficina, o cumprimento de seus deveres religiosos e o cumprimento de seus compromissos apostólicos. A obediência ao diretor espiritual foi norma inquestionável de sua conduta.
Às suas alunas mais preparadas, as provava na obediência, às vezes com a argúcia de que “mudaram de cor” as flores de seus bordados. Os pais daquelas jovens, educadas assim na obediência, estavam encantados de que suas filhas exerciam com eles esta virtude.

VIDA ESPIRITUAL

A vida espiritual de Josefa, tão plenamente cultivada, não foi um horto fechado para seu deleite. Ela se comprometeu com a necessidade de ir à conquista das almas, trabalhando por salvar tantas jovens ameaçadas pelo estranho ambiente do século (do mundo). Parecia que Josefa havia intuído aquela frase do Vaticano II, tão dura como importante: “há de ser considerado como inútil o membro que não contribua, segundo sua própria capacidade, para o aumento do Corpo Místico de Cristo” (AA,2). Ela entendeu, em seu tempo, que em meio ao mundo, o secular tem de atuar como fermento e que, para ser eficaz, é necessário viver unido a Cristo: “aquele que permanece em Mim e Eu nele, este dá muito fruto, porque, sem Mim, nada podeis fazer” (João 15,5).
Uma de suas discípulas nos descreve o ambiente sossegado de sua escola-oficina: “Naquela casa se respirava uma atmosfera de fé, piedade e virtude cristã e, sobre tudo, de alegria e de caridade. Nossa mestra inspirava devoção e recolhimento: vivia o espiritual com muita verdade e simplicidade, e nos infundia desejos de sermos cada dia melhores”.
Durante as horas de aula, atendia em particular às jovens que necessitavam de cuidado especial. Na habitação na qual ela praticava sua oração e suas preces, recebia às jovens que ou a pediam ou aquelas que ela chamava. Umas vezes eram jovenzinhas desejosas de que lhes ensinasse a praticar oração mental; outras vezes, eram jovens maiores, as que ela ajudava a desvanecer suas dúvidas e evitar prejuízos morais e espirituais, pelo que as deixava cheias de paz e alegria!
Também acudiam a Josefa pessoas maiores, mais ou menos crentes, e com prudência e tato orientava suas vidas, lhes dava uma grande paz interior. Uma de suas recomendações, era a de ter um confessor fixo, ter confiança nele e obedecer-lhe. Não faltaram as meninas pequenas que eram enviadas por suas mães à escola-oficina, sendo beneficiadas com suas carícias e suas lições elementares de catecismo.
As alunas mais seletas chegavam a permanecer, terminada a jornada de trabalho, para prosseguir à sua formação espiritual, de ordinário, no jardim da casa. Deste grupo escolhido saiu um amplo “jardim” de jovens religiosas; tantas que o Cardeal Guisasola, Arcebispo de Valência, em visita pastoral a Algemesi, perguntou cheio de admiração: “que povo é este que tem tantas religiosas em todos os conventos de nossa arquidiocese?”.
Porém, Josefa não descuidou das jovens com vocação para o matrimônio. A elas dedicou tempo e esforço. De sua escola saíram excelentes esposas e mães de família. A “Escola Dominical”, aos domingos à tarde, depois dos cultos vespertinos da paróquia, foi outra oficina na qual se forjavam as almas no amor de Deus! Deixemos que uma de suas alunas nos descreva o ambiente daquelas reuniões às tardes de domingo: “a casa de nossa mestra era uma casa de oração. Sua conversação era sobre coisas espirituais, alentando-nos a seguir, perfeitamente, nossa vocação. Depois de falar um pouco com ela, se saía dali sem gosto pelas coisas do mundo. Suas palavras infundiam espírito de amor pelas coisas do Céu. Levava-nos a Deus, por amor! Todas suas discípulas, ainda que o Senhor as tenha chamado ao matrimônio, tem sido piedosas, levando em suas almas a recordação eficaz de seus avisos. Dizia-nos: ‘haveis de levar vossa cruz e cumprir o próprio dever como Deus manda: as solteiras, como solteiras e as casadas, como casadas’”.
Quando Josefa tinha cinqüenta e sete anos, o pai de uma de suas alunas lhe ofereceu o “Horto da Torreta”, coberto de laranjais e árvores frutíferas, para seu retiro e o de suas alunas. Ali se retirava com suas discípulas prediletas, ao entardecer dos dias de primavera e verão. Ali, enquanto anoitecia, empregava Josefa seus dons de catequista e de forjadora de almas ansiosas de perfeição: “filhas minhas, imaginemo-nos que estamos aqui como o Senhor, rodeado de seus apóstolos. Eu, em Seu nome, vos digo: sede boas, fazei tudo por amor; tende muita caridade uma com as outras; vivei com espírito de abnegação e sacrifício”.
Naqueles deliciosos entardeceres do “Horto da Torreta”, ressoava límpida, como a água das fontes vizinhas, a voz da mestra: “Nossa entrega a Deus há de excluir todo costume mundano; tudo aquilo que de alguma maneira Lhe desagrada, como são: o apego às coisas ou pessoas que nos impedem de cumprir a vontade divina; a vida dos sentidos que se opõem à perfeição que Deus nos pede. A vida superficial, que busca o gosto próprio e agradar ao mundo, não pode acompanhar-se com o verdadeiro amor”.
Josefa adestrava a suas alunas para a vida, era como sua “mãe espiritual”. A ela acudiam atrás de conselhos e na hora de escolher o estado de vida. Com aquela segurança que lhe conferia sua íntima união com Deus, dizia a umas: “vós, ao matrimônio”; e a outras: “Vós, ao convento”.
Párocos e sacerdotes, filhos de Algemesi, com discrição e prudência, acudiam a Josefa, com a qual tinham deliciosas conversações de elevado alimento espiritual. Estas visitas de sacerdotes qualificados aumentava, em suas alunas, a admiração e o respeito que tinham por sua mestra.
Muito ajudou a formar a Josefa a gratificante ação de seus diretores espirituais. Em seu tempo teve a sorte de coincidir com sábios, santos e experientes párocos, que puseram, a seu serviço, seus dotes de guias de almas. Ela deu sempre muita importância à “direção espiritual”.
Digna filha de Santa Teresa, a recomendou vivamente a suas amadas alunas: “sede simples a dar conta ao diretor; obedecei-lhe com fidelidade e perseverança; proibido falar mal de confessores...”. Quando um de seus diretores espirituais foi transferido ao povoado de Alcira, Josefa acudia a sua direção a cada duas ou três semanas, durante seis anos, percorrendo a pé a distância, às mais das vezes acompanhada de alguma de suas discípulas, com as quais entretinha entranhadas conversações espirituais.
Lutou, com denodo, contra a tibieza, nunca se contentou com um vida espiritual lânguida; sua intransigência para o mal tinha conotações humanas: sem chegar a ser áspera em seus modos, ao contrário, era de elegante e solene caráter, com uma grande capacidade de comando que ela administrou em favor de suas amadas alunas.
Ela viveu à vizinhança do homem e, nela, o caminho de sua perfeição. Seu convento foi a casa de sua avó, onde viveu até à morte de sua mãe; a campana do convento, a voz da superiora, a vida de comunidade, as regras monásticas que asseguram o bom caminho... Todo esse modo de vida conventual o resumiu sabiamente Josefa ao ser fiel à vontade de Deus, explorada na oração e na prudente consulta a seus diretores espirituais. Josefa permaneceu no mundo, para ser exemplo de santidade para os seculares.

VIDA MARIANA

Josefa aprendeu a amar à Virgem Maria, desde menina, no altar do Rosário do convento dos Padres Dominicanos. Seu amor se fazia patente nestas e noutras referências: “Maria, minha Mãe, ensina-me a ser fiel e a agradar a Deus”. “Virgem Maria, minha Mãe, faz-me pura, casta, boa e santa”. Acuda-nos a Santíssima Virgem, para que nos ensine e os ajude a ser fiéis a Deus”.
Amante da pureza, que ela havia vivido sempre em plenitude, recomendava às jovens: “Sede limpas, asseadas no modo de vestir, sede muito honestas como a Virgem. Todas as virtudes embelezam a alma, porém, a pureza a embeleza de um modo especial, fazendo-a semelhante aos anjos”.
A fé de Josefa se traduzia em uma acendrada devoção à Virgem. Em prova de sua entrega filial à Senhora, ela levou em sua morte o Escapulário do Carmo e um Rosário em forma de colar. O Ângelus, que assinalava ao meio dia o sino da paróquia, era rezado por todas as alunas, assim como a Ave Maria a cada hora e aos sábados a “Felicitação Sabatina”.
Preparava e celebrava com fervor as solenidades da Virgem. O mês de maio, em honra da Virgem, se celebrava na escola-oficina com orações, cantos e oferecimento de flores. Com que alegria celebrou Josefa a declaração dogmática da Concepção Imaculada de Maria! Para recordar tão grato acontecimento, impulsionou a criação da “Corte de Maria” em Algemesi.
Como Carmelita Secular, Josefa tinha uma especial devoção à Santíssima Virgem do Carmo, como tal, em repetidas ocasiões pediu a suas discípulas que, à sua morte, a vestissem com o hábito do Carmo, desejo que se cumpriu fielmente. Esta filiação Mariana a soube transmitir às suas alunas; bastem-nos estes testemunhos: em uma das casas de Algemesi se conserva um grande quadro da Virgem do Carmo, bordado em ouro e seda pela senhora Vicenta Morán através da direção da “Senhora Pêpa”, como era conhecida Josefa em sua terra natal no ano em que morreu nossa Beata. Outro feito mencionado por seu biógrafo relata que, às vésperas de uma das festas da Virgem do Carmo, a uma das discípulas prediletas de Josefa, que se encontrava moribunda, se lhe ouviu invocar à Rainha do Carmelo com estas palavras: “Minha Mãe do Carmo, vem por mim”, e ele mesmo comenta, “feliz alma que assimilou perfeitamente a doutrina e o espírito de sua santa mestra”

VIDA FRATERNA

Viver, em plenitude, o amor a Deus e, verificar esse amor na acolhida ao próximo, foi norma de sua conduta. Deste amor, brotou seu zelo pelas almas e seu afã por ensinar-lhes este modo de pensar e viver.
Josefa era de estatura mediana, nem alta, nem baixa; mais delgada que gorda; pele branca e fina; rosto de forma algo oval, tinha um dente superior um pouquinho levantado que lhe dava um ar de graça; olhos vivos e penetrantes, porém muito modestos; cabelos castanhos que logo ficaram algo grisalhos; voz suava e acariciadora; sorria com muita freqüência, porém nunca se lhe viu rir forte; seu andar era moderado; vestia-se de negro, com sapato baixo e um pouco largo: todo o conjunto era simplicidade e modéstia. Tinha muito talento natural e, muita luz e graça de Deus. A isto uniam um grande coração de mãe, que ardia em amor pelas almas que queria salvar. Tudo isso motivava o grande amor, a obediência e a fidelidade que sentiam por ela suas discípulas.
Josefa penetrava o interior das almas, se adiantava ao que queriam dizer-lhe, lia em seus corações; estas qualidades lhe deram um grande prestígio e autoridade em seu povo, fazendo com que todos a quisessem bem, a respeitassem e obedecessem.
Para atrair as almas, primeiro tratava-as com doçura e amabilidade, porém, quando as conquistava, as estimulava, energicamente, para que não se contentassem com pouco, se podiam fazer mais, para servir melhor a Deus e ao próximo. O modo de falar de Josefa era simples, modesto e humilde, começava a falar sempre dizendo: “Filhas minhas...”. Não havia nela ar de suficiência, nem se engrandecia ao ver quantas pessoas acudiam a ela em busca de conselho, por sua fama de prudência e santidade. Ademais, ao pregar às suas discípulas, o fazia com tal fogo e espírito, que nos disse uma delas: “Quando nos falava de Deus, tinha muita unção, se emocionava e lhe saíam lágrimas”.
O que ela havia semeado produziu muitos frutos, especialmente manifestos durante seus últimos dias nesta terra.
Quinze dias, esteve na cama em fevereiro de 1893; pressentindo aproximar-se a hora de sua morte, no dia 22 (de fevereiro) mandou trazer seu confessor. No dia 23 recebeu os últimos sacramentos. Suas discípulas chegavam à casa: todas queriam vê-la morrer. Com aquela lucidez que Deus lhe concedeu até sua morte, Josefa lhes dizia: “Filhas minhas, filhas de meu coração: que nenhuma me falte lá no Céu. Depois de minha morte, abandonareis o caminho empreendido?... Sempre adiante, nunca para trás!... E continuava lenta, pausadamente, com os olhos apenas abertos: “Filhas minhas: permanecei muito unidas, como os apóstolos”. Assim como as brasas que estão muito unidas, conservam o fogo, e as que estão separadas prontamente se apagam, assim vós, se permaneceis unidas, falando das coisas de Deus, conservareis o fogo do fervor; porém, se vos separais e deixais de tratar estas coisas do espírito, o fogo se apagará... Eu me vou; porém espero que persevereis no gênero de vida que haveis aprendido”.
No dia 24 entrou Josefa nesse tranqüilo torpor que precede à morte, todo o dia com os olhos fechados, estava recolhida, como em êxtase, porém falava com um fio de voz quase imperceptível, pedindo que rezassem com ela jaculatórias e outras orações, repetindo ação de graças e que consolo elas lhe estavam dado! Pela noite, na hora de morrer, abriu os olhos e, com voz fraca, porém perceptível, perguntou: “estais todas?”. E acrescentou: “minhas filhas, vou deixá-las!”. E insistiu: “estai unidas, sede fervorosas, sacrificai-vos por Nosso Senhor”. Fez um esforço, o coração lhe atraiçoava, olhou pela última vez às suas discípulas e, com voz apagada, lhes disse: “filhas minhas, filhas de minha alma...” e expirou. Eram 20 horas e 30 minutos do dia 24 de fevereiro de 1893

VIDA ECLESIAL

Josefa foi uma fidelíssima filha da Igreja. Com os olhos da fé, via nela a obra mestra de Jesus Cristo! Com que convicção falava a suas alunas da veneração que devemos ao Papa, aos bispos, aos sacerdotes, aos religiosos.
Assim lhes dizia: “filhas minhas, obedecei com rendimento a Sua Santidade o Papa, rogai muito por suas intenções e necessidades; amai muito a Igreja e atendei a seus mandatos e conselhos”. Ela amou apaixonadamente a Igreja e infundia esse amor às almas que se acercavam a ela. “Amemos a Igreja a que pertencemos e aproveitemo-nos de seus meios de santificação. Tenhamos respeito e veneração pelos ministros de Deus”.
Josefa viveu e morreu em um século difícil para a Igreja. Foi consciente do que ocorria, sofreu com ela e compartilhou suas alegria. Dois Papas sofreram exílio da cidade de Roma; perderam-se os Estados Pontifícios e se instalou o movimento trabalhista com virulência (contra o catolicismo) implacável.
O Papa Leão XII, que reinou durante 06 anos, promove a ação missionária da Igreja na política exterior. Criam-se novas dioceses em vários lugares e em lugares fora da cristandade se firmam novas concordatas. Porém, a cristandade do século XIX, em seu conjunto, cumpriu deficientemente seus deveres sociais e, por esta razão, se tornou culpada da apostasia da classe trabalhadora, boa parte da qual passou às fileiras do bolchevismo, fundamentalmente ateu. “O grande escândalo do século XIX foi perder a classe trabalhadora”, exclamou, alguns anos depois, o Papa Pio XI.
A atividade de Leão XIII e do bispo Ketteler no campo trabalhador, nós temos que aluir das ações empreendidas pelos mais diversos personagens da Igreja, para elevar o nível religioso e cultural dos proletários daquele tempo. Valência não podia permanecer afastada dessa luta. A partir de 1808, vários arcebispos empreenderam, de diferentes formas, a restauração religiosa da arquidiocese.
Em Algemesi, sem dúvida, encontraram ressonâncias especiais estas iniciativas: dada sua profunda religiosidade e com a sorte de contar com uns sábios e santos sacerdotes ao serviço dos fiéis.
Nossa Beata viu sempre próxima de si a Igreja, nessa célula dela que é a paróquia. Seu amor (e serviço) à paróquia é uma das mais destacadas facetas de seu espírito eclesial.
Os párocos foram modelo de zelo pastoral: Josefa encontrou neles uns guias seguros para sua vida espiritual e uns auxiliares maravilhosos para suas obras de apostolado. Neste agitado ambiente do século XIX, tenso no campo civil e religioso, especialmente no social, uma virgem secular chamada Josefa punha em marcha uma escola-oficina para a conquista e formação das jovens, e uma escola de formação para casadas e mães. Era sua contribuição ao movimento social da Igreja para a cristianização dos humildes. Um tempo apaixonante que não permitia descanso, um tempo que Josefa aproveitou para passar, como seu Divino Esposo, “fazendo o bem” (Atos 10, 38).
Amar, freqüentar e ajudar a paróquia era o tripé de conclusões às quais ela chegava em sua visão de comunidade paroquial. À limpeza e decoro do templo paroquial dedicava tempo e esmero nossa Josefa. Sua casa era a rouparia da paróquia, ali se costurava a roupa branca de uso litúrgico, se reparavam os ornamentos e se bordavam em seda e outros tecidos as ricas vestes das solenidades.
Todavia, hoje, as descendentes das jovens que, com Josefa, limpavam o templo, seguem fazendo o mesmo ofício. Prova evidente de que os gestos, atitudes e trabalhos que realizava Josefa, marcaram fundo suas alunas

CONCLUSÃO

Josefa Naval Girbés, virgem, porém secular no mundo, abre novos caminhos à santidade da maior parte dos membros da Igreja, que vivem a secularidade. Importante é a vida consagrada, porém a santidade, feita de amor a Deus e de amor ao próximo, não fica apenas guardada no convento ou no sacerdócio. Josefa, virgem, porém secular, é um exemplo!
Ela viveu e morreu no mundo, deixando atrás de si um caminho de luz que seque iluminando àqueles que, na secularidade, buscam a perfeição cristã. Seu mundo, o agitado século XIX, sua casa, sua oficina de trabalho, sua catequese, seus círculos de formação de mulheres, suas obras de caridade, eram seu convento! Dali, ela irradiava amor, amor que alimentava com uma intensa vida interior, cultivada com esmero e tensão, porém nunca perdeu o contato com as pessoas. Vivia entre o povo, atenta às suas necessidades, que fazia suas, ajudando a remedia-las, através dessa proximidade que sua condição de secular propiciava.
Exemplo e palavra! Com que claridade viu Josefa o agir do cristão secular, fermento das estruturas sociais, segura de que, com sua maneira de viver, e com procedimentos de apostolado, percorria o caminho traçado para uma cristã secular em vista de sua santificação pessoal e a dos demais!
______________________
Palestra proferida por Giovani Carvalho Mendes, no V Congresso OCDS Norte/Nordeste, realizado de 22 a 25/05/2008, em Fortaleza-CE.

domingo, 25 de maio de 2008

SE ARAR COM AMOR...


Se ararmos com amor

o terreno do coração

nos autoconheceremos

e mudaremos nosso ser


Se nos voltarmos para Deus

como fazem os girassóis

nós nos despojaremos,

doaremos nossa vida


Se buscarmos o exemplo

dos santos carmelitas

testemunharemos a Luz

e iluminaremos o mundo!


Luciano Dídimo

______________________________

Inspirado no slogan e nos temas das palestras do V Congresso OCDS Norte/Nordete, realizado em Fortaleza, de 22 a 25 de maio de 2008

terça-feira, 20 de maio de 2008

PEREGRINAÇÃO SANTUÁRIOS CARMELITAS E MARIANOS COM FREI AFONSO

PORTUGAL - ESPANHA - FRANÇA

de 21 de outubro a 7 de novembro de 2008

Muralhas de Ávila - Espanha

Basílica de Santa Teresinha, em Lisieux - França


Visitando as seguintes cidades : Lisboa, Fátima, Madri, Ávila, Zaragoza, Lourdes, Nevers,
Alençon, Lisieux, Paris e extensão opcional para Roma

Missas celebradas em todos os Santuários pelo Sacerdote Acompanhante, Frei Afonso de
Santa Teresinha

Passeios em todas as cidades
Meia pensão - Passagem aérea completa - Ônibus de turismo para o grupo

Preço por pessoa apto duplo :- 3.437 Euros

Pagamento parcelado sem juros até a data da viagem; financiamento em até 24 parcelas com
coeficientes

Solicite folheto detalhado com o dia a dia da viagem
Informações e Reservas :- (11) 5083-6022 - (11) 3257-1006 - (11) 9586-5622

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Rua Pedro de Toledo, 108 - cj. 54
São Paulo / SP
Cep:- 04039-000
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segunda-feira, 19 de maio de 2008

NOSSOS TRES DOUTORES


SINGULARIDADES
Singularidades de São João da Cruz
como Doutor da Igreja

  1. João da Cruz é o primeiro carmelita Doutor da Igreja.
  2. A carta apostólica "Die vicessima" para seu doutorado é a mais breve de todas, com apenas 3 páginas. Não traz a assinatura do papa, mas a do cardeal secretário.
  3. O decreto da declaração de João da Cruz como Doutor da Igreja (24.8.1926) tem a mesma data comemorativa de sua canonização (24.8.1726) e também rememorativa do Carmelo Teresiano.
  4. Não é de se desprezar a "recomendação" de sua filha e discípula Teresa do Menino Jesus ante Pio XI em favor do doutorado de João da Cruz.
Singularidades de Santa Teresa de Ávila
como Doutora da Igreja
  1. Teresa é a primeira mulher Doutora da Igreja.
  2. Sua causa doutoral foi a que mais se demorou a produzir entre os Carmelitas: desde sua morte até sua declaração como doutora, passaram-se 398 anos (1582-1970). João da Cruz, 335 anos, Teresinha, 100 anos.
  3. Uma vez eliminado o impedimento biológico, a "Positio" doutoral não teve o acréscimo de nenhum outro obstáculo para sua proclamação como Doutora da Igreja.
  4. A proclamação de Santa Teresa de Jesus foi a primeira que se fez solenemente na basílica de São Pedro de Roma para a declaração de Doutor da Igreja.
Singularidades de Santa Teresa de Lisieux
como Doutora da Igreja
  • Teresinha é a mais jovem Doutora da Igreja (24 anos).
  • É a mais moderna e a mais próxima ao nosso tempo.
  • A causa do doutorado de Teresa de Lisieux é a primeira que se tramita após a suspensão destas causas decretada por Paulo VI em 1972.
  • É também a primeira que se instrui desde que entrou em vigor a constituição apostólica "Pastor bonus" de João Paulo II de 28 de junho de 1988.
  • Teresinha é o único Doutor da Igreja que viveu no século XIX.
  • As cartas postulatórias para seu doutorado eclesial não foram redigidas pelos bispos isoladamente mas por Conferências Episcopais nacionais, que antes não existiam.
  • A "Positio" para o processo doutoral da Santa de Lisieux é a mais ampla, a mais rigorosa e a mais rápida pelo tempo de sua redação (dois meses).
  • Transcorreu um verdadeiro recorde entre o anúncio deste doutorado feito pelo Papa e sua efetiva proclamação. Para Teresa de Ávila, três anos 1967-1970; para Teresa de Lisieux, 55 dias).
  • Teresinha é o único Doutor da Igreja declarado por João Paulo II em seus 20 anos de pontificado.
  • . Houve a novidade de se anexar esta declaração de Doutora da Igreja com a juventude e os jovens (Paris, Jornada Mundial da Juventude, 24-8-97; Roma, 19-10-97).
  • . Fez-se coincidir intencionalmente esta proclamação com o dia do 70o. aniversário do patronato de Santa Teresinha sobre as Missões e os Missionários do mundo inteiro.
  • . Foi a primeira proclamação doutoral celebrada com toda solenidade na praça de São Pedro.
  • . No ato desta proclamação esteve exposta com honras a Urna das relíquias da Santinha trazida de Lisieux.
  • . Na grande missa papal concelebraram, entre outros prelados, os dois priores gerais Carmelita, Calçado e Descalço.
  • . No ato litúrgico da proclamação leu-se uma página vibrante da "História de uma Alma" e foram cantados alguns poemas de Teresinha.
  • . A missa concelebrada foi marcadamente poliglota, com textos em 12 línguas: Latim, grego, italiano, francês, espanhol, inglês, português, polaco, filipino, chinês, swahili e paleoeslavo "conforme a liturgia bizantina russa".
  • . A nova Doutora da Igreja é a autora mais editada, mais traduzida, mais lida, mais conhecida e mais venerada pelos cristãos orientais e ocidentais, por muitos não cristãos e até por não crentes.

    Traduzido e adaptado do original em espanhol sem as devidas licenças.

    " Pascoela "

    Comunidade Santa Teresinha de Caratinga Altar da Celebração Festa de São José.

    ‘’ No dia 1° de maio aconteceu nossa Pascoela, com a participação dos frades, postulantes e noviços.
    Foram momentos de muita descontração, alegria e fraternidade, além do ponto alto que foi a Celebração da Eucaristia na festa de São José onde renovamos nossas promessas.

    Celebração da Eucaristia ponto alto da pascoela.

    A nossa pascoela teve iniciou às 8:00 hs e terminou às 17: 00 hs. Não podendo faltar o teatro e as brincadeiras que são costumeiras para nós carmelitas , tudo dentro do espírito de nossa Santa Madre.

    Frei Leandro mostrou muito bom humor participando do teatro como pai de Santa Teresinha.
    Todas as equipes mostraram muita criatividade, pois organizaram tudo (que palhaçada) de improviso.

    “Só Deus para aturar tanta doideira.”

    Olha que figura -Ana Eymard
    É só alegria!

    Zilernice Ramires, Comunidade Santa Teresinha - Caratinga, MG.


    sábado, 17 de maio de 2008

    38 anos de Sacerdócio- 17/05/2008



    Frei Pieirno , Parabéns pelos seus 38 anos de Sacerdócio!!

    Amor consagrado

    Jardim fechado,florido,
    de ternura bem cercado,
    passeio preferido,
    recanto escolhido de Deus,
    nascente que jorra esperança,
    fonte preciosa de graça,
    templo sagrado
    é o coração do ELEITO,
    assinalado com o sangue do Cordeiro de Deus.
    AMOR
    é a consagração
    do escolhido de Deus,
    amor em circulação constante
    que verte sem limites e sem preço
    e se difunde sem reduçao,
    sem remorso e nem coisifïcaçao,
    sem traição,
    sem compensação;
    amor sublimado, prometido, comprometido,
    em permanente celebração;amor sentido,imolado,vivido;
    amor na PALAVRA anunciado,compartilhado
    no gesto eucaristico;
    anor servindo a todos todos os dias;
    amor fraterno, paterno, materno,
    amor profundo,
    fecundo,
    amor semelhante ao de DEUS:
    AMOR ETERNO!

    Autor:Frei Pierino Orlandini

    Com o carinho de toda a Provincia OCDS!

    sexta-feira, 16 de maio de 2008

    Parabéns Marcia de Sete Lagoas


    Obrigada por tudo que voce faz com amor pela OCDS e pelo Carmelo.
    DEUS a abençoe sempre!!

    quinta-feira, 15 de maio de 2008

    Obrigada!!



    Olá, queridos! Muito obrigada pela lembrança. Estou tendo um dia ótimo, cheio das bênçãos de Deus. E para que não restem dúvidas: QUARENTA E CINCO!!!!!! Cada um melhor que o outro!!! Estou prontinha para os próximos 45.

    Com carinho,

    Beijinhos,

    Vera

    terça-feira, 13 de maio de 2008

    Reunião da CICLA-SUL

    Nos dias 6 a 9 de maio tivemos uma reunião em Los Andes no Chile, dos Superiores maiores da Conferência Interprovincial de Carmelitas da América Latina - Sul, que compreende os países: Argentina, Brasil (2 Províncias), Chile e Paraguai-Uruguai.


    Estavam presentes o fr. Daniel (Delegado Geral da Argentina), Fr. Júlio Diaz ( Vigário provincial do Chile), Fr. Juan Antonio, (representando a Delegação de Paraguai- Uruguai), fr. Gilberto ( provincial da Província do Sul do Brasil) e fr, Alzinir (provincial de Brasil - sudeste).


    A reunião aconteceu no Santuário S. Teresa dos Andes, onde fomos muito bem acolhidos, tanto por nosso frades como pelas monjas Carmelitas e carmelitas Missionárias Teresianas.


    É importante ressaltar que o ambiente do santuário ajuda muito à oração e é um local de uma grande afluência de peregrinos, particularmente nos fins de semana.Também tivemos a oportunidade de conhecer mais de perto a realidade do mesmo, suas dependências e locais de acolhida, numa visita guiada pelo Reitor , fr. Erwin ocd.


    m nossa reunião, depois de uma partilha informal e fraterna sobre a realidade da Ordem nos respectivos países, tratamos dos vários temas como: formação, desafios, colaboração com nossas Monjas, encontros a serem realizados nos próximos anos, etc.


    De lá rezamos por nossa realidade carmelitana, junto ao sepulcro de S. Teresa dos Andes, pedindo sua intercessão para todos.


    Num dia de passeio, fomos a Viña del Mar e aí almoçamos com a comunidade dos frades de lá; depois voltamos a Los Andes e retornamos aos nossos países.


    Fica aqui nosso agradecimento aos nossos frades e monjas do Chile.


    Por todos pedimos: Santa Teresa dos Andes, Rogai por nós


    Um abraço


    Frei Alzinir Debastiani, Provincial


    domingo, 11 de maio de 2008

    PENTECOSTES


    Espirito Santo,

    Amor substancial do Pai e do Filho,

    Amor incriado

    que habitas nas almas justas,

    vem a mim

    como em novo Pentecostes,

    trazendo-me a abundancia

    de teus dons,

    dos teus frutos,

    de tua graça.

    Une-te a mim,

    qual esposo dulcissimo de minha alma.

    Eu me consagro a ti inteiramente.

    Sê luz penetrante

    que me ilumine a inteligência.

    Sê emoção suave

    que me impulsione e dirija a vontade.

    Sê energia sobrenatural

    que me dê força ao corpo.

    Completa em mim

    a obra da santificação de amor.

    Torna-me pura, transparente,

    simples, verdadeira,

    livre, pacifica,

    suave, calma,

    serena mesmo na dor,

    ardente de caridade

    para com Deus e

    para com o proximo.


    Ir. Carmela do Espirito Santo OCD

    quinta-feira, 8 de maio de 2008

    PENTECOSTES

    P 54 - Pentecostes
    [29 de maio de 1898*]


    Destas tuas ardentes e puras chamas
    Espírito Santo, digna-te abrasar minha alma;
    Consome-a de divino amor,
    Ó tu que invoco cada dia!...
    Espírito de Deus, brilhante luz,
    Tu que me cumulas de teus favores,
    Tu que me inundas de tuas doçuras,
    Queima, aniquila-me toda inteira!
    Tu que me deste a minha vocação,
    Oh, conduz-me, então, a esta união
    Íntima, interior, a esta vida
    Toda em Deus, que é o meu desejo.
    Que só em Jesus minha esperança se funda
    E que vivendo no meio do mundo
    Eu não aspire, não veja senão Ele,
    Ele, meu Amor, meu divino Amigo!
    Espírito Santo, Bondade, Beleza Suprema!
    Ó tu que eu adoro, ó tu que eu amo!
    Consome por tuas divinas chamas,
    Este corpo, e este coração, e esta alma!
    Esta esposa da Trindade

    ELISABETE DA TRINDADE


    terça-feira, 6 de maio de 2008

    Rumo à Beatificação dos pais de Santa Teresinha



    Incentivo e exemplo para todos nós cristãos leigos,

    pais e mães !




    Teresa Martin deu este juízo a respeito dos seus pais: “ O bom Deus me deu um pai e uma mãe mais dignos do céu que da terra” (Ct.261). Em março de 1994 foram aprovadas suas virtudes heróicas, com o conseguinte título canônico de “Veneráveis”. No dia 17 de janeiro a consulta médica da Congregação para a causa dos Santos aprovou um milagre atribuído à sua intercessão. O milagre examinado leva em consideração a cura de Pietro Schilirò, que nasceu no dia 25 de março de 2002 com graves problemas respeiratórios. Batizaram-no no dia 3 de junho. Nessa data seus pais estavam convencidos de que a morte do menino era iminente. Nesta situação extrema começaram uma novema aos veneráveis pais de Santa Teresinha. Em poucas semanas a saúde do menino melhorou inesperadamente.

    O possível milagre foi examinado pela cúria arquiepiscopal de Milão e, em junho de 2003, foi apresentada a documentação pertinente à Congregação vaticana. Depois da aprovação da junta médica espera-se para breve o pronunciamento da comissão de cardeais. Após a ratificação do milagre pelo Papa, espera-se o anúncio da beatificação ainda para este ano de 2008. A beatificação conjunta de Luis Martin e de Zélia Guérin não só comportará o detalhe de serem os progenitroes de Santa Teresinha, mas também o interesse de ser verdadeiros pais de família elevados à honra dos altares.



    COPIADO do blog: http://provsjose.zip.net

    segunda-feira, 5 de maio de 2008

    QUANDO NINGUÉM ESCUTA, DEUS ESCUTA


    QUANDO NINGUÉM ESCUTA, DEUS ESCUTA

    Frei Patrício Sciadini, ocd.

    Prometi, não cumpri. Fui cobrado de escrever ainda sobre a Encíclica do Papa Bento XVI “Spe Salvi”. Na verdade não tinha esquecido da minha promessa, mas é uma Encíclica que é bonita demais, precisa ser meditada para poder oferecer aos meus quatro leitores o néctar da flor. Já disse que os primeiros números são um pouco difíceis para a minha pobre cabeça. Se conta que Santo Tomás de Aquino, diante das dificuldades que encontrava para aprofundar temas teológicos, se aproximava do sacrário e colocava a sua cabeça perto da porta e dizia: “caput magnum retundum ilumina domine”, “Senhor, ilumina esta grande cabeça redonda!”

    O Papa nos fala com muito amor e empatia dos lugares onde surge a esperança, aquela autêntica que ninguém pode defraudar e que nunca nos engana. Ele diz que o lugar fértil para possuir uma esperança viva é a oração. O n. 32 é de uma riqueza muito grande e sua linguagem toca o nosso coração que anda agitado, vulnerável, preocupado, angustiado. Hoje o menos que se encontra são pessoas que tenham o dom da escuta.

    É diferente a escuta psicológica e a escuta de amor. A escuta do psicólogo é procurar alguém que você paga e aluga por uma ou duas horas para que ele lhe escute. A escuta amorosa de quem eu falo e o Papa fala é a escuta de Deus, que só e sempre nos escuta por amor e por pura gratuidade. Dizem por aí que eu sou contrário à psicologia, é verdade, não nutro lá uma idolatria, mas vejo nela um caminho necessário em muitas circunstâncias. Uma ciência necessária para restabelecer o nosso equilíbrio emocional ou acalmar as tempestades que se agitam dentro de nós. A oração não é tratamento psicológico ou terapia de grupo, é amor salvador e libertador pelo encontro de Deus amor.

    Gostaria que você e eu não esquecêssemos das palavras do Papa Bento, por isso quero colocá-las em negrito para que elas fiquem como farol nas noites em que passamos de abandonos e de marginalizações inevitáveis na vida. O mesmo Cristo foi marginalizados pelos homens e pelos que ele mais amava. Mas nunca foi marginalizado por Deus-Pai. Mesmo que percebesse na noite mais dura da agonia até uma terrível sensação de abandono do Pai, reafirma o seu amor ao Pai: “Em tuas mãos ó Pai entrego meu espírito!”

    Primeiro e essencial lugar de aprendizagem da esperança é a oração. Quando já ninguém me escuta, Deus ainda me ouve. Quando já não posso falar com ninguém, nem invocar mais ninguém, a Deus sempre posso falar. Se não há mais ninguém que me possa ajudar – por tratar-se de uma necessidade ou de uma expectativa que supera a capacidade humana de esperar – Ele pode ajudar-me. Se me encontro confinado numa extrema solidão...o orante jamais está totalmente só. Dos seus 13 anos de prisão, 9 dos quais em isolamento, o inesquecível Cardeal Nguyen Van Thuan deixou-nos um livrinho precioso: Orações de esperança. Durante 13 anos de prisão, numa situação de desespero aparentemente total, a escuta de Deus, o poder falar-Lhe, tornou-se para ele uma força crescente de esperança, que, depois da sua libertação, lhe permitiu ser para os homens em todo o mundo uma testemunha da esperança, daquela grande esperança que não declina, mesmo nas noites da solidão.(32)

    O exemplo do Cardeal Van Thuan, citado ao longo da Carta comprova isto. Ele nos seus três anos de isolamento total dos outros estava bem enraizado em Deus e pleno de confiança.

    Sem a oração não há esperança. Enquanto os psicólogos nos dizem que devemos cortar o “cordão umbilical” e sermos livres de tudo e de todos, os místicos e o mesmo Jesus nos recorda que jamais devemos cortar o cordão umbilical que nos une a Deus e a cada instante devemos ser mais doentes dele, para que entre nós e a vontade de Deus não haja mais nenhuma diferença. Eu quero só o que Deus quer. Amém!

    quinta-feira, 1 de maio de 2008

    Por que busco o Carmelo Descalço?

    -
    Todos nós já ouvimos falar do Carmelo Descalço...Até mesmo pessoas não católicas sabem da existência das “carmelitas” (nossas queridas monjas). Suas vidas oferecidas totalmente a Deus, a opção pela clausura como meio especial para doar-se a esse Deus, sua vida de oração, rica e fecunda, causam ao mundo espanto e admiração. Será que não causam também um certo “temor”? Óbvio que não me refiro a “ter medo delas”. Falo do constante testemunho e apelo que suas vidas nos fazem: queiram ser santos como nós desejamos ser santas!
    O olhar e o sorriso de monja carmelita descalça são convites constantes, para nós leigos e leigas. Não que devamos deixar o mundo! Elas nos convidam à mesma espiritualidade, só que vivida de forma diferente, sem clausura, no meio da sociedade, mas com igual oração (ou, quem sabe, maior)!
    Assim, buscamos o Carmelo Descalço, por ser ele um belo “jardim de ricas flores para o Amado” e por ser ele também um fortíssimo farol de fé e caridade que ilumina nosso caminho.

    Tem lugar para mim, leigo e leiga, no Carmelo Descalço?

    Sim! O Carmelo é esse grande e belo monte, onde todos encontramos jardins para nosso encontro com o Amado!
    Os frades encontraram a Ordem Primeira, de vida religiosa consagrada e/ou sacerdotal.
    As monjas encontraram a Ordem Segunda, de vida religiosa consagrada e clausura, para, de forma “mais íntima” estarem com o Esposo.
    Para nós, leigos e leigas, Deus suscitou a Ordem Secular (antiga Ordem Terceira), isto é, “Ordem em meio ao mundo” (é o sentido da palavra “secular”), para que nós, leigos e leigas, vivendo no mundo, plantemos, nesse mundo, as mesmas “flores” encontradas pelos frades e monjas: a oração, o amor a Deus e à Sua Palavra, a meditação, a contemplação, a vida fraterna e o apostolado.
    Temos uma única Regra (de Santo Alberto de Jerusalém), igual à dos frades e monjas, portanto pertencemos ao tronco da Ordem Carmelita Descalça, não somos apenas um ramo ou um “agregado”.
    Somos carmelitas tais e quais os frades e monjas, só que temos um “estilo” nosso (relatado em nossas Constituições e Estatutos), próprio do leigo e da leiga. Bebemos da mesma fonte: espiritualidade mariana-carmelitana-teresiana-sanjuanista. Vivemos, porém, “plantados” em “lugares” (situações de vida) diferentes.
    O Carmelo Descalço Secular é uma vocação no seio da Igreja. Não é apenas um “movimento de espiritualidade”, mas uma vocação, um chamado de Deus. Claro que é uma espiritualidade, porém, que não é diversa da dos frades e monjas (temos, inclusive, a mesma Regra). Em resumo: queremos ser carmelitas descalços seculares por querermos ser carmelitas descalços, porém, permanecendo no mundo, em nossos lares, no trabalho, no lazer, etc.

    (Giovani Carvalho Mendes)

    quarta-feira, 30 de abril de 2008

    Feliz aniversario!!



    Hoje, 30/04/2008, aniversário do José Eduardo,
    conselheiro provincial.

    Felicidades e que Deus te abençoe!
    com as Orações de toda a nossa Província.

    V Encontro de Jovens e Iniciantes da OCDS


    A oração mental não é senão uma íntima relação de amizade, um freqüente entretenimento a sós com Aquele que sabemos nos ama."

    Santa Teresa de Jesus.

    Durante o encontro, compartilhamos alguns momentos em comum, na acolhida, nas celebrações que são o ponto ápice dos nossos encontros, no recreio sempre alegre e surpreendente, no nosso Happy Hour Carmelitano, tão bem preparado pelas comunidades de Belo Horizonte, com o toque todo especial de Fernando, fazendo com que este fosse mais uma novidade deste encontro, onde foi proporcionado em um clima de alegria e descontração a oportunidade de melhor nos conhecermos. Participamos juntamente com Os Presidentes e Mestres das palestras de Padre Líbano, Vera de Melo e Padre Paulo Carrara. Momento este de um maior enriquecimento humano e espiritual.

    Fomos agraciados com a Oficina sobre a IV parte do Catecismo da Igreja Católica, muito bem preparado por Andréia e pela Irmã Glória de Sete Lagoas e a Dinâmica Oracional que é sempre um marco dos nossos encontros de jovens.

    Fomos agraciados com a palestra de Frei Everaldo –OCD, sobre A Oração, Caminho para a intimidade com Deus. Frei Hudson - OCD, nos enriqueceu com A Oração, carisma carmelitano, fazendo uma reflexão nos exemplos marcantes de Santa Teresa, São João da Cruz e Santa Teresinha. Frei Salinho - OCD, chegou com uma bolsa repleta de breviários, e nos proporcionou uma verdadeira aula sobre a Oração das horas, nos mostrando que a oração das horas é um serviço de doação à igreja. Momento este, muito participativo.

    Para finalizar, Frei Max – OCD, fez um apanhado geral do encontro, abordando o tema e o lema. Estar à sós com Aquele que sabemos que nos ama, na oração, que é O Trato de amizade com Deus.

    A todos que tiveram a alegria de estar presentes e que por este, estiveram também em Oração, que a graça de Deus possa se refletir na doação em nossas vidas e em nossas comunidades.

    Sérgio do Sagrado Coração de Jesus e de Maria

    Pela Comissão de Jovens e Iniciantes da OCDS.

    quinta-feira, 24 de abril de 2008

    Fotos do Encontro de Jovens OCDS e do encontro de Presidentes, Conselheiros e Formadores OCDS

    O encontro de Jovens OCDS e encontro de Presidentes, Conselheiros e Formadores OCDS,
    realizados em Belo Horizonte de 19 a 21/04/2008,
    foram agraciados com chuvas de bençãos.
    Abaixo fotos destes momentos.





    Nosso encontro contou com mais de 80 pessoas presentes e foi maravilhoso!
    Deus sempre está presente.
    Tivemos teatros, palestras e palestrantes ilustres.
    Em tempo colocaremos muitas noticias , fotos e novidades.
    Aguardem!!

    domingo, 13 de abril de 2008

    COMO DEUS ME CHAMOU AO CARMELO - Andréia Virgínia

    Numa manhã de 1999, acordei diferente, renovada, parecia ter passado por uma grande transformação durante a noite anterior. Resolvi sair para tentar entender o que estava acontecendo, uma voz gritava dentro de mim “Vem... Eu te chamo...”
    Saí sem rumo e no caminho encontrei a Ir. Elisabete, monja essa que já conhecia dos encontros casuais da vida. Ofereci-lhe carona, receando ganhar um não, pois pensava que por ser ela uma monja carmelita, não poderia eu ir ao mosteiro onde ela morava, mas ela me disse sim. Quando lá cheguei, aquela voz gritou mais alta e eu senti que o Senhor me queria ali, descobri que a verdadeira clausura está também fora dos muros e a partir daquele momento minha vida verdadeiramente mudou.
    Momentos de alegria... Cruzes... Provações... Conflitos interiores... Momentos de busca e de encontro com Aquele que verdadeiramente nos ama.
    Os mimos do Pai para comigo foram muitos, e a cada momento era provada com seu amor.
    Diante das provações, veio o convite de fundar com os obreiros do Carmelo a Ordem Secular.
    Após dois anos de caminhada o Senhor me quis mais pertinho Dele. Após um erro médico, tive infecção generalizada e fui levada com urgência para Belo Horizonte.
    Quando me dirigia para o bloco cirúrgico pela 2ª vez pedi a Nossa Senhora do Carmo que ficasse comigo e com certeza Ela ficou. A cirurgia foi um sucesso e agora só faltava vencer a infecção, mas para isso eu tinha um grande aliado, Jesus, que me carregava o tempo todo no colo.
    Quando estava saindo da UTI, encontrei no corredor um frei juntamente com a Lis (a quem temos muita gratidão por nos ensinar a dar os primeiros passos na OCDS). A pedido da Madre Teresinha foram lá me levar o sacramento de Unção dos Enfermos e também receber minhas promessas.
    Assim pelas mãos do Frei Afonso, eu me tornei carmelita de fato.
    Naquele mesmo ano participei de um congresso em São Roque, onde pude conhecer mais de perto a ordem secular e acho que não precisa dizer que me apaixonei.
    A parti daí eu não parei mais de beber na fonte. Vivenciando a cada dia a vocação que naquela noite Deus me chamou a viver... A VOCAÇÂO DO AMOR.
    Nesse jardim colho a cada dia as flores mais belas, os amigos-irmãos que Deus na sua infinita graça me oferece a cada instante... Vocês meus irmãos em Cristo e no Carmelo.

    Andréia Virgínia do Menino Jesus
    (OCDS de Sete Lagoas – MG)

    sábado, 12 de abril de 2008

    Oração ao Bom Pastor

    -
    Senhor Jesus,
    único e verdadeiro Pastor do rebanho que é tua Igreja,
    te pedimos:
    Manda-nos trabalhadores para tua messe.

    Que eles sejam à tua imagem:
    homens de misericórdia e compaixão,
    próximos de teu povo
    e servidores de todos,
    especialmente dos que sofrem
    e dos mais necessitados.

    Que sejam servidores da vida e da comunhão
    entre todos os fiéis e entre todas as pastorais
    e eles mesmos cultivem
    a comunhão contigo pela oração e a Eucaristia,
    e sejam configurados com teu coração
    de Bom Pastor;
    sejam dóceis
    ao Espírito Santo,
    alimentados pela Tua Palavra
    e pelo mistério do teu Corpo e Sangue.

    Senhor Jesus,
    grande e único Pastor,
    Dá-nos Pastores e consagrados
    animados de zelo missionário
    para levar a mensagem do teu Reino
    de Vida e de misericórdia
    aos mais distantes.

    Amém.

    Frei Alzinir Debastiani, OCD

    quinta-feira, 10 de abril de 2008

    PALAVRA DA PRESIDENTE

    -
    “Primeiro e essencial lugar de aprendizagem da esperança é a oração. Quando já ninguém mais me escuta, Deus ainda me ouve” (Spe Salvi, 32)

    Quero saudá-los na alegria do Ressuscitado e no empenho à celebração de Pentecostes que está por vir.
    Que nossos encontros de comunidades/grupos estejam sendo realmente um “Kairós” trazendo às nossas vidas uma postura nova. Homens e mulheres a caminho, na esperança do Reino novo, onde o Amor é o que basta.
    Vivemos num tempo diferente, com crises e conflitos novos. Os bombardeios nos atacam de todo lado. Mas, somos carmelitas, estamos no processo de ser carmelitas, somos povo da esperança. Nós confiamos. Deus nos ouve.
    Nossa vocação tem como meta conseguir integrar a experiência de Deus com a experiência da vida: ser contemplativos na oração e no cumprimento da própria missão (Constituição 17).
    “Para que tudo isso aconteça “precisamos das esperanças - menores ou maiores - que dia a dia, nos mantém a caminho.” (Spe Salvi 31)
    Sabemos que o caminho é longo e árduo, mas Ele, o Senhor Ressuscitado está conosco.
    Uns acreditaram porque viram... E nós o que nos leva a crer e a segui-Lo?
    Irmãos, nosso encontro de Presidentes/Mestres, Mestres de formação, Jovens e Iniciantes, está aí na porta. Participemos com afinco e cresçamos unidos na esperança de responder como carmelitas aos anseios do homem de hoje.
    Espero encontrar e abraçar a todos os que, em nome de suas comunidades/grupos, marcarem presença na oração, trabalho e disponibilidade no Encontro.
    Peço-lhes que agilizem o cadastro de suas comunidades com Izabel (Belo Horizonte). Estejam atentos aos livros e informações necessárias das comunidades aos conselheiros a fim de que cresçamos juntos e possamos desenvolver um trabalho de irmãos.
    Que cada comunidade/grupo no periodo pascal celebre a pascoela (renovando devocionalmente as promessas e festejando entre irmãos a Páscoa do Senhor.
    No dia 11/05 é a Solenidade de Pentecostes. Celebrem em vossas comunidades/grupos este momento.
    Agradeço a todos os que até aqui têm se empenhado com atividades da Província e nas suas comunidades/grupos sido fiéis à vocação que foram chamados.
    Ele, o Ressuscitado que é nossa esperança, nos impulsione a prosseguir dia a dia.
    Sempre grata,

    Ana Maria Eymard Pereia Scarabelli
    (Presidente da Associação das Comunidades da OCDS da Província São José)

    terça-feira, 8 de abril de 2008

    COMUNIDADE SANTA TERESINHA - PASSOS-MG - Retiro: "Tirando Água do Poço"

    FOTOS DO RETIRO




    O Jardineiro
    Santa Teresa

    "Tirando Agua do Poço"

    A comunidade Santa Teresinha de Passos, neste sábado de 04/04/2008, fez um pequeno Retiro. O tema foi "Tirar a Água do Poço", conforme ensinamentos de nossa Madre Teresa de Jesus. Com a participação de Danilton, filho de Ângela nossa dedicada conselheira da Comunidade, fazendo o papel de jardineiro; Marina, fazendo Santa Teresa De Jesus, filha de Rose e Marcelo Piotto que também participou como narrador do texto explicativo.
    -
    "Sejamos todos louco de amor, loucos por amor daquele que por nós se fez chamar assim" (V 16,6).

    Não Vos canseis nunca de louvar e louvar com a vossa vida.

    ENTREVISTA: IRMÃ MARIA TERESA - CARMELO IMACULADA CONCEIÇÃO (BRAGA-PORTUGAL)


    Escutar o chamamento de Deus «é complicado… mas não é impossível»
    Carmelita explica opção pela vida contemplativa
    -
    Jornal Diário do Minho - Diocese de Braga (08/04/2008)

    Tinha 13 anos, quando ouviu falar do Carmelo. Motivada pela leitura da Autobiografia de Santa Teresinha, quis visitar um… E lá foi, levada pela mãe, a pessoa que mais a ajudou na escolha vocacional – ser Carmelita! A Irmã Maria Teresa vive, actualmente, no Carmelo da Imaculada Conceição, situado perto do Bom Jesus, em Braga. «Para um(a) jovem escutar o chamamento de Deus e perceber, no meio deste turbilhão de atractivos e ofertas que a sociedade de consumo lhe apresenta, e ser capaz de responder generosamente a esse apelo divino, é muito complicado… mas não é impossível!», diz a religiosa nesta entrevista ao Diário do Minho, a propósito da Semana de Oração pelas Vocações (6-13 de Abril). Amanhã, apresentamos um discípulo de São Bento (que vive em Singeverga) e publicamos um texto de um missionário da Sociedade do Verbo Divino, com presença em Guimarães.
    DM – Como compreendeu que Deus a chamou a esta vocação? Quais foram os lugares e pessoas que a ajudaram a fazer esta escolha vocacional?
    MT – Começo a responder a esta pergunta partindo da segunda questão que nela está contida; ou seja: os lugares e pessoas que me ajudaram a fazer esta escolha vocacional. Não posso esquecer de modo nenhum, como pessoa que mais me ajudou, a minha mãe. A este respeito, sempre mantive com ela uma relação de abertura e diálogo, até porque, quando ouvi falar do Carmelo, eu só tinha 13 anos! Foi ela que me levou pela primeira vez a um Carmelo, a pedido meu. Nessa altura, eu estava a ler a História de uma alma, autobiografia de Santa Teresinha. Também me ajudaram neste processo de discernimento algumas Carmelitas com quem mantive uma forte relação de amizade e, a partir dos meus 17 anos, o meu director espiritual, também Carmelita Descalço. Estas pessoas foram muito importantes para mim porque, apesar de ter conhecido congregações religiosas de vida activa, portanto com outra finalidade, outra base espiritual e outra forma de estar, ajudaram a formar em mim a hipótese de vir a optar pela vida contemplativa no Carmelo. Estas ajudas foram preciosas, mas o principal “obreiro“ de tudo isto foi o Espírito Santo que colocou no meu coração o desejo da solidão, da oração, do louvor, do sacrifício, do trabalho humilde e da fraternidade. Da minha parte, eu fui procurando estar atenta aos sinais divinos, que muitas vezes passavam pela mediação humana, e manter-me em atitude de escuta, procura e obediência. Até que um dia chegou a decisão final. Foi uma escolha livre, absolutamente livre, sem me ter sentido influenciada por ninguém; apenas obedeci ao apelo divino como o jovem Samuel: «Eis-me aqui, Senhor, pois me chamastes», e como a Virgem Maria: «Eis a escrava do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra ». E fez-se!...
    DM – Qual o lugar da vocação contemplativa no “concerto” das vocações na Igreja?
    MT – Se pensarmos que os vários carismas que o Espírito Santo suscita na Igreja resultam num “concerto” maravilhoso, cheio de sons e timbres diversos, intuímos que, nesta harmonia divina, também são importantes os silêncios… Os silêncios ou pausas, também são música; é a música calada de que fala São João da Cruz. Realçam e embelezam os sons que a seguir se produzem. Assim acontece com a vida contemplativa que cultiva a vida silenciosa através da oração e solidão. Uma outra imagem, muito bela, que pode ilustrar o lugar que a vida contemplativa ocupa nesta diversidade de carismas na Igreja, é a da árvore com muitos ramos, flores e frutos, sustentada pela raiz que se encontra debaixo da terra e mantém viva e verdejante toda a árvore. Podemos pensar ainda na bela intuição que teve Santa Teresinha que, aliás, foi também a minha, ao descobrir que nesta orgânica tão complexa, semelhante a um corpo humano, nenhum órgão funciona por si mesmo, todos dependem uns dos outros e se entreajudam, recebendo estímulos que os fazem agir, mas a “seiva” que circula em todo o corpo humano, e sem a qual nada funciona, encontra-se no coração. Deste pequeno órgão é que surge toda a actividade humana. E no entanto é um órgão interno, “invisível”, mas importantíssimo. Então, eu exclamo como Santa Teresinha: «A minha vocação é o Amor!»
    DM – De que forma reconhece que a vida contemplativa está ao serviço da Igreja?
    MT – A meu ver, esta pergunta completa a anterior. O serviço que a vida contemplativa presta à Igreja é importantíssimo – sem menosprezo de todos os outros –, porque daqui vem o “combustível” para alimentar e revigorar os membros deste imenso corpo, porventura cansados e abatidos, restituindo-lhes a vitalidade e a frescura de que precisam para edificar o Reino de Deus no mundo. Sabemos que a Igreja confia e espera muito das nossas orações e isso responsabiliza-nos e faz-nos viver de uma forma empenhada e comprometida com os nossos irmãos que lutam no campo de batalha que é o mundo. Um dia, Jesus, dirigindo-Se aos apóstolos, exclamou: «Vós sois o sal da terra e a luz do mundo. Se o sal perder o sabor, com que se há-de salgar?» (Mt 5, 13-14). E Santa Teresinha, referindo-se a este versículo do Evangelho, afirma: «Como é bela a vocação que tem por finalidade conservar o sal destinado às almas! Esta é a vocação do Carmelo» (Ms. A, 56r). Por isso, rezamos especialmente por todos os evangelizadores: missionários, sacerdotes, todos os que se dedicam à educação, ao serviço social e caritativo, etc. Todos esses são as nossas mãos e os nossos pés. E nós somos para eles o coração!
    DM – Na nossa realidade, quais as dificuldades que um jovem pode encontrar para escutar o chamamento de Deus? Que propostas a Igreja pode fazer para que cada pessoa compreenda a sua vocação?
    MT – A nossa realidade social, cultural e religiosa é muito complexa! Os valores cristãos e morais jazem por terra, enquanto que a anarquia social, o indiferentismo religioso e cultural imperam. Por isso, para um(a) jovem escutar o chamamento de Deus e perceber, no meio deste turbilhão de atractivos e ofertas que a sociedade de consumo lhe apresenta, e ser capaz de responder generosamente a esse apelo divino, é muito complicado… mas não é impossível! Aqui, a Igreja como Mãe que é, deve estar atenta aos sinais dos tempos, a estas rápidas e constantes mutações a todos os níveis da sociedade humana e abrir caminhos de esperança para um mundo desiludido e sem rumo, acolhendo todos os seus filhos, com as suas dilacerações e anseios. Quando falo de Igreja, não me refiro só e exclusivamente aos bispos e sacerdotes, mas a todos os cristãos baptizados, a todos aqueles que são chamados filhos de Deus, que devem viver no mundo como sinal de contradição e, pelo seu testemunho de vida, levar os irmãos à salvação. No que se refere aos bispos e sacerdotes, pastores do Povo de Deus, penso que é importante darem a conhecer as diversas missões e carismas existentes na Igreja, através de catequeses, preparando agentes que trabalhem na pastoral vocacional, etc., porque na Casa de Deus há lugar para todos os Seus filhos, e todos têm o direito de ocupar o seu… no Coração de Deus!
    DM – Toda a vocação é promessa de vida feliz! Para si, onde está a felicidade?
    MT– «Para mim a felicidade é estar junto de Deus, buscar no Senhor o meu refúgio» (Salmo 72) e «habitar na casa do Senhor para todo o sempre» (Salmo 22). Mas, como uma carmelita não vive para si mesma, mas para que outros tenham vida em abundância, a minha maior felicidade consiste em que todos os meus irmãos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade e todos juntos glorifiquemos para sempre a Santíssima Trindade. Que todos sejam um!
    -
    Fonte: Agência Ecclesia

    domingo, 6 de abril de 2008

    CONSAGRAÇÃO DE NOSSA ORDEM AO CORAÇÃO DE JESUS

    Ó adorável Salvador, / verdadeiramente presente no santíssimo Sacramento, / nós, filhos de vossos amados e fiéis servos Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, / aqui prostrados (ou presentes), / queremos oferecer-vos homenagens e adorações sinceras. / Cheios de humildade, / ousamos, confiantes em vosso amor infinito, / renovar a aliança da Ordem Carmelita Descalça com o vosso sagrado Coração.
    Nesta intenção, nós nos consagramos / e nos imolamos ao vosso divino Coração, / e o fazemos inteiramente e sem a menor reserva, / com tudo o que somos e possuímos. / Pública e solenemente, / do modo mais perfeito, a vós nos entregamos / e, conosco, a nossa fraternidade / e toda a Ordem Carmelita Descalça, / com seus membros e superiores. / Também vos consagramos nossa pessoa, / nossos pensamentos, palavras e obras, / nossas aflições e sofrimentos, / nosso coração com todas as sensações, / desejos e intenções. / A vós somente, / ó doce Coração de Jesus, / pertence nosso corpo e nossa alma, / nossa inteligência e vontade.
    Consagrados vos são os nossos atos e as nossas forças; / em vosso sagrado Coração renovamos, ó Jesus, / todos os desejos e votos de nosso coração, / e prometemos servir-vos, de hora em diante, / guardando os mandamentos, / e cumprindo fielmente vossa divina vontade.
    Com toda a força e ternura de nosso coração, / ó Coração divino, / desejamos santificar-nos e consagrar-nos a vós / irrevogavelmente e por toda a eternidade.
    Não abandoneis, ó bom Jesus, / nosso fraco coração. / Vós, que desejais tão ardentemente o amor dos homens, / deixai repousar sobre nós o olhar de vosso amor, / cheio de graça e misericórdia.
    Derramai sobre nós, / de acordo com vossas promessas, / as bênçãos do vosso Coração, / a fim de que o gozemos, pela unidade dos sentimentos, / pelos ornatos da virtude, / pela riqueza das boas obras, / conseguindo, conforme as vossas intenções/ e com todas as nossas forças, / estabelecer o reinado do vosso Coração nos corações dos homens.
    Conservai e auxiliai, ó Jesus, / nossa fraternidade e toda a Ordem, / no zelo e na perfeição, / no espírito de humildade e de penitência. / Protegei, ó bom Jesus, / nossa fraternidade contra todos os inimigos visíveis e invisíveis; / afastai as dissensões, / a desordem e o escândalo, / a fim de que possamos servir-vos com justiça , / amor e paz, / conservando-nos fiéis ao vosso sagrado Coração.
    Ó caro Salvador, / baixai também vosso olhar para toda a Ordem Carmelita Descalça, / conservai-a, protegei-a contra todos os inimigos.
    Abençoai, enfim, / ó amável Salvador, / nos vos rogamos, / em nome e pelos méritos de Santa Teresa de Jesus e de São João da Cruz / e por todos os santos bem-aventurados e eleitos da Família Carmelitana, / a vossa esposa querida, a santa Igreja Católica, / e o Santo Padre, vosso representante visível sobre a terra. / Acelerai o triunfo e a glória de vossa Igreja, / a fim de que vosso Nome seja conhecido, / respeitado, amado e glorificado sobre a terra. Amém.


    (com aprovação eclesiástica, para uso particular)

    sexta-feira, 4 de abril de 2008

    NOVAS CONGREGAÇÕES CARMELITAS

    Duas novas congregações religiosas carmelitas
    Nascidas no México e na Índia

    ROMA, sexta-feira, 4 de abril de 2008 (ZENIT.org).- Durante 2007, o Definitório Geral da Ordem Carmelita procedeu à agregação de duas Congregações de inspiração carmelita, informa a Cúria Carmelita.

    A primeira se denomina «Aliadas Carmelitas Descalças da Santíssima Trindade». Tem a sede em Aguascalientes, México. Sua existência teve início em 16 de julho de 1986 e foi reconhecida como instituto religioso de direito diocesano em 4 de maio de 2001.

    Seu carisma especial é a atenção à infância necessitada e órfã com problemas de saúde, a atenção a idosos desamparados com doenças contagiosas, atenção aos pobres em geral, dando-lhes calor humano.

    Pretendem ser mensageiras do amor trinitário com a adoração eucarística, ocupando-se de sacerdotes idosos e enfermos. O Instituto conta também com colégios, centros de evangelização. Está composto de 307 membros com 23 casas no México e Itália.

    A segunda se denomina «The Missionary Sisters of St. Therese of Infant Jesus». Sua casa geral está em Umayanallur, diocese de Quilon, estado de Kerala, na Índia.

    O Instituto teve seu início em 22 de julho de 1953, conseguindo a aprovação diocesana em 22 de janeiro de 1959.

    Cultivam uma especial devoção a Santa Teresinha, a Nossa Senhora do Carmo e a São José. Seu carisma é encarnar a presença de Cristo no povo, sobretudo entre pobres e todos os que não têm fé, comunicando-lhes o anúncio do Evangelho através do testemunho da própria vida. Contam com 144 religiosas professas em 21 casas.

    FONTE:ZENIT-




    Serviço diario - 04 de abril de 2008

    terça-feira, 1 de abril de 2008

    V CONGRESSO NORTE / NORDESTE DA OCDS no Ceará - TERRA DA LUZ

    A Comunidade Rainha do Carmelo, de Fortaleza-CE convida todos a participarem do V Congresso OCDS Norte/Nordeste, no período de 22 a 25 de maio de 2008. Este ano terá como tema: "EU SOU A LUZ DO MUNDO" e como lema: "Aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida" (Jo 8,12), tendo como palestrantes:
    * Frei Alzinir Debastiani
    * Frei João Bonten
    * Ana Maria Scarabelli (Caratinga)
    * Ir. Bernadette (Fortaleza)
    * Maria Efigênia (Fortaleza)
    * Ana Stela (Fortaleza)
    * Giovani Mendes (Fortaleza)
    * Maria de Jesus (Teresina)
    * Jovita Cordeiro (Belém)
    * Eulálio (Macapá)

    O evento é uma realização das Comunidades de Fortaleza - Teresina - São Luis - Belém e Macapá, mas não é restrito aos irmãos que fazem parte das comunidades do Norte e Nordeste, mas extensivo a todos os carmelitas seculares, tanto da Província Sul quanto Sudeste. O Congresso será realizado na Casa de Retiro Nossa Senhora de Fátima, em Fortaleza-CE (conheça o local através do site: http://www.casaderetirodoroteiasceara.org.br/). A taxa de inscrição será no valor de R$180,00.
    Maiores informações e inscrições com Efigênia: maria.efigenia@uol.com.br - tel. (85) 3494 2681 cel. (85) 8851 2681.

    CONTAMOS COM A SUA PRESENÇA!

    Escolhido postulador da causa de beatificação de Ir. Lúcia


    Padre Ildefonso Moriones, postulador geral da Ordem dos Carmelitas Descalços

    COIMBRA, segunda-feira, 31 de março de 2008
    O bispo de Coimbra, Dom Albino Cleto, escolheu como postulador da causa de beatificação de Ir. Lúcia o padre Ildefonso Moriones, postulador geral da Ordem dos Carmelitas Descalços.
    Segundo informa o Correio de Coimbra, informativo da diocese, a escolha feita pelo bispo está em consonância com o Carmelo de Coimbra e já foi oficialmente confirmada junto do Vaticano.
    Para completar o Tribunal Eclesiástico que vai avaliar todas as questões relacionadas com o processo de beatificação, será nomeado em breve o vice-postulador.
    Nesse caso, será um padre de Coimbra, a quem caberá fazer a recolha e uma primeira análise de todo o material.
    O início do processo de beatificação só foi possível porque Bento XVI aceitou antecipar o prazo estipulado de cinco anos pelo Direito Canônico para iniciar a causa.
    A dispensa do tempo de cinco anos após a morte para o início do processo de beatificação só havia sido concedida em dois outros casos: Madre Teresa Calcutá e João Paulo II.

    Fonte: zenit.org
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