sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

9° DIA - NOVENA DE SÃO JOÃO DA CRUZ.
Província São José do Sudeste do Brasil. 
De 05 a 13 de dezembro de 2019.
#ComissãoDeEspiritualidade


Sinal da Cruz. 
Vinde Espírito Santo. 
Ave-Maria. 
Glória ao Pai. 

Oração Inicial: (Todos os dias)
Senhor Jesus Cristo, Monte supremo de nossa fé, esperança e amor, acolhei em vossa bondade as intenções que vos apresentamos nesta novena (__________________), com a intercessão do santo padre João da Cruz. E adornai-as com os dons e virtudes de vossa "Chama Viva de Amor" a ele inspirado. 

××××××××××××

Oração Final: (Todos os dias)
Ó Deus, que inspirastes ao presbítero são João da Cruz, nosso pai, extraordinário amor pelo Cristo e total desapego de si mesmo, fazei que, imitando sempre seu exemplo, cheguemos à contemplação da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

===== xxxxx ===== xxxxx =====

9° Dia - Meditações:
PARA A SANTIDADE.
(13.12.2019)

"Sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito". (Mt 5,48)

Dirá SÃO JOÃO DA CRUZ:
"A sabedoria dos santos é trabalhar com perfeição a lei de Deus e seus santos conselhos" (2S 29,12); "Os principiantes têm tanta impaciência que querem ser santos em um fia" (1N 5,3); "Atraídos pela vaidade e arrogância, deixa -se ser vistos em atos exteriores que pareçam santidade" (2N 2,3); "Os santos são uma só coisa com Deus por união de amor". (C 39,5)

Por: Estela da Paz. 
Grupo São José, de Petrópolis. 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

8° DIA - NOVENA DE SÃO JOÃO DA CRUZ.
Província São José do Sudeste do Brasil. 
De 05 a 13 de dezembro de 2019.
#ComissãoDeEspiritualidade


Sinal da Cruz. 
Vinde Espírito Santo. 
Ave-Maria. 
Glória ao Pai. 

Oração Inicial: (Todos os dias)
Senhor Jesus Cristo, Monte supremo de nossa fé, esperança e amor, acolhei em vossa bondade as intenções que vos apresentamos nesta novena (__________________), com a intercessão do santo padre João da Cruz. E adornai-as com os dons e virtudes de vossa "Chama Viva de Amor" a ele inspirado. 

××××××××××××

Oração Final: (Todos os dias)
Ó Deus, que inspirastes ao presbítero são João da Cruz, nosso pai, extraordinário amor pelo Cristo e total desapego de si mesmo, fazei que, imitando sempre seu exemplo, cheguemos à contemplação da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

===== xxxxx ===== xxxxx =====

8° Dia - Meditações:
COM A EUCARISTIA.
(12.12.2019)

"Eu sou o pão da vida. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo". (Jo 6,48.51)

Dirá SÃO JOÃO DA CRUZ:
"Pacifique a alma e comungue como costuma" (Ep 19); "Aquela eterna fonte está escondida neste Pão Vivo para nos dar vida" (P 2,33-34); "Aquela fonte viva que desejo, neste Pão de vida já a vejo" (P 2,39-40); "Alguns mais procuram sentir e saborear do que reverenciar e louvar em si, com humildade, a Deus" (1N 6,5).

Por: Estela da Paz. 
Grupo São José, de Petrópolis. 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019


7° DIA - NOVENA DE SÃO JOÃO DA CRUZ.
Província São José do Sudeste do Brasil. 
De 05 a 13 de dezembro de 2019.
#ComissãoDeEspiritualidade


Sinal da Cruz. 
Vinde Espírito Santo. 
Ave-Maria. 
Glória ao Pai. 

Oração Inicial: (Todos os dias)
Senhor Jesus Cristo, Monte supremo de nossa fé, esperança e amor, acolhei em vossa bondade as intenções que vos apresentamos nesta novena (__________________), com a intercessão do santo padre João da Cruz. E adornai-as com os dons e virtudes de vossa "Chama Viva de Amor" a ele inspirado. 

××××××××××××

Oração Final: (Todos os dias)
Ó Deus, que inspirastes ao presbítero são João da Cruz, nosso pai, extraordinário amor pelo Cristo e total desapego de si mesmo, fazei que, imitando sempre seu exemplo, cheguemos à contemplação da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

===== xxxxx ===== xxxxx =====

7° Dia - Meditações:
SERVIR A DEUS.
(11.12.2019)

"Uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram! Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam!" (Lc 11,27-28)

Dirá SÃO JOÃO DA CRUZ:
"O que pensar que é servir a Deus senão evitar males, guardando seus mandamentos e andar em suas coisas como pudermos?" (Ep 19); "O agradar a Deus não está tanto em agir muito, como fazê-lo com boa vontade" (D 58); "A maior honra que podemos fazer a Deus é servi-Lo segundo a perfeição evangélica" (3S 17,2).

Por: Estela da Paz. 
Grupo São José, de Petrópolis. 

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

RETIRO DA COMUNIDADE SÃO JOSE OCDS - SETE LAGOAS/MG


Comunidade, Espiritualidade de comunhão, vida fraterna, conforme os documentos da Igreja e a doutrina de Santa Teresinha


Somos construtores de comunidades de comunhão, construtores de unidade e enviados em missão.  Somos discípulos e missionários de Jesus, conforme o carisma que recebemos do próprio Deus e por mediação de nossos pais Santa Teresa e São João da Cruz, cuja doutrina nós temos que conhecer em profundidade e vive-la em intensidade.
Meditar, refletir e rezar sobre: comunidade, fraternidade, espiritualidade de comunhão, conforme os documentos da Igreja e de nossos santos, em modo particular de Santa Teresinha, foi o tema escolhido pelo Frei Pierino, para o retiro da comunidade São José de Sete Lagoas, nos dias trinta de novembro e primeiro de dezembro.

Iniciamos com um momento de comunhão:  a celebração da Santa Missa no Carmelo pela ereção canônica da Comunidade Santa Teresinha OCDS de Sete Lagoas, significou isso, a comunhão das comunidades, todas representadas, pelas monjas carmelitas, por frei Pierino, frade Carmelita Descalço, pelas duas comunidades da OCDS, a comunidade Santa Teresinha e a comunidade São José.

A comunidade que se abre à comunhão com Deus é contagiante. Torna-se evangelizadora, manifestando a própria identidade, composta de cristãos, discípulos de Jesus e Carmelitas descalços seculares. E a comunhão foi o tema da oração sacerdotal de Jesus: “Para que todos sejam um

A comunidade de comunhão manifesta a presença de Jesus. Onde há caridade e unidade, Deus ali está. Deus não pode estar presente na desunião, na desagregação e na divisão. A divisão é o contrário de Deus, pois é o contrário do amor. Somos chamados a viver o amor, que é o próprio Deus, e criar comunhão com todos, sem excluir ninguém.

São João Paulo II, em seu documento “Novo Millennio Ineunte” assinalou: Fazer da Igreja a casa e a escola da comunhão, eis o grande desafio que nos espera no milênio que começa, se quisermos ser fieis ao desígnio de Deus e corresponder às expectativas mais profundas do mundo.”

A comunhão não se acha pronta e a comunidade também não. É construída todos os dias. E nós somos os construtores. Há gestos positivos, que constroem a comunidade e gestos negativos, que a destroem. Incrementar o que há de positivo e abolir o que há de negativo: esse é nosso trabalho desafiador.

Deus quer que o ser humano se assemelhe sempre mais a Ele, tendo como modelo, medida e fonte deste amor - comunhão, o próprio Jesus em seu mistério pascal.

Para imitarmos Cristo, nós precisamos morrer constantemente para que nasça vida nova.

Não há vida nova, em nós, sem morte. Tem que morrer em nós o egoísmo, ou seja, tudo que nos separa de Deus e dos irmãos de caminhada.

Cristo, em seu mistério pascal, é a fonte, o modelo e a medida de como se constrói a comunidade e a comunhão. Ele instituiu a Igreja como um “Corpo”: vários membros diferentes, mas que devem estar unidos pela comunhão. Também instituiu como “Povo” peregrino a caminho; e como “Família”, onde os filhos são infinitamente amados por Deus. A Igreja não exclui ninguém, porque Deus não exclui ninguém.

Espiritualidade da comunhão significa, em primeiro lugar, ter o olhar do coração voltado para o mistério da Trindade, que habita em nós e cuja luz há de ser percebida também no rosto dos irmãos que estão ao nosso redor. Espiritualidade da comunhão, significa também a capacidade de sentir o irmão de fé na unidade profunda do Corpo místico, isto é, como « um que faz parte de mim », para saber partilhar as suas alegrias e os seus sofrimentos, para intuir os seus anseios e dar remédio às suas necessidades, para oferecer-lhe uma verdadeira e profunda amizade. (CARTA APOSTÓLICA NOVO MILLENNIO INEUNTE)

O bem e o mal que o outro faz, são meus também. Essa bela realidade, que o outro faz parte de mim, só se descobre mediante a prática do amor que nos identifica com quem amamos. O mandamento novo é “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”.

Santa Teresinha dizia que, quando ela praticava a caridade fraterna, era Jesus que amava nela.
A comunidade está sempre em construção e todos somos construtores. Nós somos aquilo que somos. Ninguém tira nem acrescenta nada em nós, à nossa verdade. E a nossa verdade é aquilo que somos diante de Deus. Esta verdade, quando acolhida e aceita, torna-nos livres, da liberdade dos filhos de Deus.
A verdadeira Igreja é uma comunidade em saída.  E a caridade, no fundo, é sair de si e prestar atenção no outro, quem quer que seja.

Espiritualidade da comunhão é ainda “a capacidade de ver antes de mais nada o que há de positivo no outro, para acolhê-lo e valorizá-lo como dom de Deus: um « dom para mim », como o é para o irmão que diretamente o recebeu”.
 Por fim, espiritualidade da comunhão é saber « criar espaço » para o irmão, levando « os fardos uns dos outros » (Gal 6,2) e rejeitando as tentações egoístas que sempre nos insidiam e geram competição, arrivismo, suspeitas, ciúmes”. Não haja ilusões! Sem esta caminhada espiritual, de pouco servirão os instrumentos exteriores da comunhão. Revelar-se-iam mais como estruturas sem alma, máscaras de comunhão, do que como vias para a sua expressão e crescimento. (NOVO MILLENNIO INEUNTE).

É evangélico julgar todo agir de nossos irmãos numa perspectiva de bondade: assim faz nosso Pai que está no céu. Ele faz nascer o sol sobre os justos e sobre os pecadores. O nosso Pai do Céu é infinitamente misericordioso e nos acolhe, nos aceita e nos ama como somos e a pesar daquilo que somos.
Uma das verdades mais fundamentais do cristianismo, verdade por demais desconhecida é esta: o que salva é o olhar. Tudo depende do olhar, a realidade muda conforme nosso olhar. Existindo amor, Ele sempre nos coloca do lado da bondade, da benignidade, da indulgência, da compaixão, da esperança e da promoção da vida. Um olhar bom não para na exterioridade. Temos que ter um olhar profundo, um olhar contemplativo.

No profundo do nosso eu, há “alguém” (o proprio Deus) e nós temos que entrar em contato com Ele. Não somos ocos, como diria a Santa Madre Teresa: somos habitados por aquele que quer dar sentido último e pleno à nossa existência.
O que dá valor às nossas ações é nossa reta intenção.
O bem e o mal que o outro faz são meus também.
Essa bela realidade, que o outro faz parte de mim, só se descobre mediante a prática do amor, que nos identifica com quem amamos.

Olhar
Dá-me, senhor, um olhar livre,
Límpido e simples,
Que rompa as correntes
Do meu egoísmo
E abra as portas
De minha prisão,
De minha fácil e estreita prisão.

Dá-me um olhar profundo
Que não se limite
A roçar as pessoas de modo fugaz,
Dum jeito apressado.

Que seja meu olhar
Desarmado, sem vínculos e atento.
Dá-me, Senhor, um olhar
Que ultrapasse a casca das coisas
E penetre para além das fachadas.

Um olhar explorador eu quero
Que chegue,  Senhor, no teu aposente,
No centro do ser
E, no centro, fixe teu rosto,
No centro, fixe o rosto do outro
E, nele, te veja e te adore Senhor.
(Frei Pierino Orlandini, OCD)

O amor é o fulcro, o centro, o coração da vida e da doutrina de S. Teresinha, em sua dupla vertente: vertical e horizontal. É claro que o amor fraterno em S. Teresinha tem como razão básica e fundamental o próprio Deus. Amando a Deus, ama-se tudo o que é de Deus e a Ele se refere: particularmente, os filhos de Deus, nossos irmãos de caminhada.

Antes de morrer, ela disse, como se fosse um testamento por ela deixado para todos:” Só o amor conta”. Na verdade, toda a sua vida foi um ato de amor que ela procurou viver, dar, receber, realizar a cada instante, em cada palavra, em cada gesto, em cada pensamento. Quis viver de amor e morrer de amor.

“Viver de amor é navegar sem cessar
Semeando paz, alegria em todos os corações.
Piloto amado, a caridade me incita
Pois te vejo nas almas, minhas irmãs.
A caridade, eis minha única estrela.
Á sua luz navego sem rodeios.
Minha vida está escrita na minha vela:
“Viver de amor” (16 de novembro de 1895)

S. Terezinha entende que o verdadeiro amor é feito de pequenas coisas: ultrapassar o negativo, saber ver e apreciar o positivo que existe em cada pessoa, não excluir ninguém do nosso convívio. E, com a simplicidade e o realismo que lhe são próprios, indica-nos algumas normas elementares para viver o amor evangélico.

“Compreendo agora que a caridade perfeita consiste: a) em suportar os defeitos dos outros; b) em não se surpreender com suas fraquezas; c) edificar-se com os menores atos de virtudes que as vemos praticar; d) alegrar, amando, não somente os que nos são caros, mas todos os que estão em casa, sem excluir ninguém.

Para que aumente em nós o verdadeiro amor fraterno, faz-se necessário aumentar nosso amor para com Jesus, identificando-nos sempre mais com seus sentimentos, ensinamentos, gestos. “Em toda dinâmica comunitária, Cristo em seu mistério pascal permanece o modelo de como se constrói a unidade. O mandamento do amor mútuo tem nele, de fato, a fonte, o modelo, a medida: devemos amar-nos como ele nos amou. E Ele nos amou até dar sua vida. Nossa vida é a participação da caridade de Cristo. Em seu amor ao Pai e aos irmãos, um amor esquecido de si mesmo”. (Vida fraterna em comunidade, N. 21).

A correção fraterna, tão necessária para o crescimento pessoal e o crescimento de qualquer comunidade de fé, não é coisa fácil. É preciso que se ame muito quem se quer corrigir, que se queira verdadeiramente o bem dele. É interessar-se sadiamente pelo crescimento do outro. No fundo, é amor que, quando existe de modo autêntico, se difunde, se expande e, como suave perfume, enche a casa assim que, de certa maneira, todos se sintam impulsionados a caminhar na santidade.

O amor fraterno, na prática e no ensinamento de S. Teresinha, possui todas as características que São Paulo lhe atribui em sua Carta ao Coríntios (1Cr 13).
Parafraseando o Apóstolo, podemos dizer que em S. Teresinha o amor fraterno é sobrenatural, universal, encarnado, sem interesses, paciente, indulgente, benevolente, operoso; é amável e alegre, atencioso, delicado, humilde e generoso; é constante e incondicional. É o mesmo amor de Jesus que ela vive e ensina a viver.
Que Deus nos conceda a graça de sermos fieis e perseverantes, a exemplo de Maria, fiel discípula e missionária até o fim.

 



















6° DIA - NOVENA DE SÃO JOÃO DA CRUZ.
Província São José do Sudeste do Brasil. 
De 05 a 13 de dezembro de 2019.
#ComissãoDeEspiritualidade


Sinal da Cruz. 
Vinde Espírito Santo. 
Ave-Maria. 
Glória ao Pai. 

Oração Inicial: (Todos os dias)
Senhor Jesus Cristo, Monte supremo de nossa fé, esperança e amor, acolhei em vossa bondade as intenções que vos apresentamos nesta novena (__________________), com a intercessão do santo padre João da Cruz. E adornai-as com os dons e virtudes de vossa "Chama Viva de Amor" a ele inspirado. 

××××××××××××

Oração Final: (Todos os dias)
Ó Deus, que inspirastes ao presbítero são João da Cruz, nosso pai, extraordinário amor pelo Cristo e total desapego de si mesmo, fazei que, imitando sempre seu exemplo, cheguemos à contemplação da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

===== xxxxx ===== xxxxx =====

6° Dia - Meditações:
DESAPEGO E PAZ.
(10.12.2019)

"Todo aquele que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á; mas todo o aquele que a perder, encontrá-la-á" (Lc 17,33)

Dirá SÃO JOÃO DA CRUZ:
"Nenhum cuidado deves ter: comida, vestido, nem do dia de amanhã; com isto adquirirás silêncio e paz" (Caut. 7); "Escolhe um espírito robusto, não apegado a nada e acharás doçura e paz em abundância" (D 41); "A Deus agrada morar na paz e na quietude da alma" (Ep 20). 

Por: Estela da Paz. 
Grupo São José, de Petrópolis. 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019


5° DIA - NOVENA DE SÃO JOÃO DA CRUZ.
Província São José do Sudeste do Brasil. 
De 05 a 13 de dezembro de 2019.
#ComissãoDeEspiritualidade


Sinal da Cruz. 
Vinde Espírito Santo. 
Ave-Maria. 
Glória ao Pai. 

Oração Inicial: (Todos os dias)
Senhor Jesus Cristo, Monte supremo de nossa fé, esperança e amor, acolhei em vossa bondade as intenções que vos apresentamos nesta novena (__________________), com a intercessão do santo padre João da Cruz. E adornai-as com os dons e virtudes de vossa "Chama Viva de Amor" a ele inspirado. 

××××××××××××

Oração Final: (Todos os dias)
Ó Deus, que inspirastes ao presbítero são João da Cruz, nosso pai, extraordinário amor pelo Cristo e total desapego de si mesmo, fazei que, imitando sempre seu exemplo, cheguemos à contemplação da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

===== xxxxx ===== xxxxx =====

5° Dia - Meditações:
PUREZA E RETIDÃO. 
(09.12.2019)

"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!" (Mt 5,6.8)

Dirá SÃO JOÃO DA CRUZ:
"Para começar a ir a Deus, se há de queimar e purificar-se de tudo o que é criatura com o fogo do amor de Deus" 
(1S 2,2); "A perfeição consiste em ter a alma purificada de todo apetite" 
(1S 5,6); "Por mais que a alma se ajude, não pode ativamente purificar-se se Deus não a toma pela mão e a purga naquele fogo obscuro" (1N 3,3).

Por: Estela da Paz. 
Grupo São José, de Petrópolis. 

domingo, 8 de dezembro de 2019


4° DIA - NOVENA DE SÃO JOÃO DA CRUZ.
Província São José do Sudeste do Brasil. 
De 05 a 13 de dezembro de 2019.
#ComissãoDeEspiritualidade


Sinal da Cruz. 
Vinde Espírito Santo. 
Ave-Maria. 
Glória ao Pai. 

Oração Inicial: (Todos os dias)
Senhor Jesus Cristo, Monte supremo de nossa fé, esperança e amor, acolhei em vossa bondade as intenções que vos apresentamos nesta novena (__________________), com a intercessão do santo padre João da Cruz. E adornai-as com os dons e virtudes de vossa "Chama Viva de Amor" a ele inspirado. 

××××××××××××

Oração Final: (Todos os dias)
Ó Deus, que inspirastes ao presbítero são João da Cruz, nosso pai, extraordinário amor pelo Cristo e total desapego de si mesmo, fazei que, imitando sempre seu exemplo, cheguemos à contemplação da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

===== xxxxx ===== xxxxx =====

4° Dia - Meditações:
O "SIM" COM A VIRGEM MARIA. 
(08.12.2019)

"Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra". (Lc 1,38)
"Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo. Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem". (Lc 1, 46-47.49-50)

Dirá SÃO JOÃO DA CRUZ:
"Àquele grande merecimento que Deus fez à Virgem Maria, na Conceição de seu Filho, o anjo São Gabriel chamou de sombra do Espírito Santo" (Ch 3,12); "A Mãe de Deus é minha - oração da alma enamorada" (D 26); "A gloriosíssima Virgem Nossa Senhora, estando desde o princípio elevada a esse alto estado (união)... sempre sua moção foi pelo Espírito Santo" (3S 2,10).

Por: Estela da Paz. 
Grupo São José, de Petrópolis. 

sábado, 7 de dezembro de 2019

3° DIA - NOVENA DE SÃO JOÃO DA CRUZ.
Província São José do Sudeste do Brasil. 
De 05 a 13 de dezembro de 2019.
#ComissãoDeEspiritualidade


Sinal da Cruz. 
Vinde Espírito Santo. 
Ave-Maria. 
Glória ao Pai. 

Oração Inicial: (Todos os dias)
Senhor Jesus Cristo, Monte supremo de nossa fé, esperança e amor, acolhei em vossa bondade as intenções que vos apresentamos nesta novena (__________________), com a intercessão do santo padre João da Cruz. E adornai-as com os dons e virtudes de vossa "Chama Viva de Amor" a ele inspirado. 

××××××××××××

Oração Final: (Todos os dias)
Ó Deus, que inspirastes ao presbítero são João da Cruz, nosso pai, extraordinário amor pelo Cristo e total desapego de si mesmo, fazei que, imitando sempre seu exemplo, cheguemos à contemplação da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

===== xxxxx ===== xxxxx =====

3° Dia - Meditações:
HUMILDADE E LOUVOR A DEUS.
(07.12.2019)

"Pai, Senhor do céu e da terra, eu te dou graças porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, bendigo-te porque assim foi do teu agrado". (Lc 10,21)

Dirá SÃO JOÃO DA CRUZ:
"Nas almas humildes, mora o Espírito sábio de Deus" (1N 2,7); "humilde é o que se esconde no seu próprio nada e se sabe deixar a Deus" (D 172); "Deus criou a alma para seu louvor" (Ch 3,84); "Sempre se há de ser comedido e cortês no trato com o Altíssimo ". (1N 12,3) 

Por: Estela da Paz. 
Grupo São José, de Petrópolis. 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

2° DIA - NOVENA DE SÃO JOÃO DA CRUZ.
De 05 a 13 de dezembro de 2019.
#ComissãoDeEspiritualidade


Sinal da Cruz.
Vinde Espírito Santo.
Ave-Maria.
Glória ao Pai.

Oração Inicial: (Todos os dias)
Senhor Jesus Cristo, Monte supremo de nossa fé, esperança e amor, acolhei em vossa bondade as intenções que vos apresentamos nesta novena (__________________), com a intercessão do santo padre João da Cruz. E adornai-as com os dons e virtudes de vossa "Chama Viva de Amor" a ele inspirado.

××××××××××××

Oração Final: (Todos os dias)
Ó Deus, que inspirastes ao presbítero são João da Cruz, nosso pai, extraordinário amor pelo Cristo e total desapego de si mesmo, fazei que, imitando sempre seu exemplo, cheguemos à contemplação da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

===== xxxxx ===== xxxxx =====

2° Dia - Meditações:
VIRTUDES E AFEIÇÕES.
(06.12.2019)

"Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!" (Mt 5,3-5)

Dirá SÃO JOÃO DA CRUZ:
"A perfeição não está nas virtudes que alma conhece de si, mas consiste nas que Nosso Senhor vê na alma" (D 113);
"Se uma alma tem mais tolerância para morrer para gostos, é sinal de que tem mais aproveitamento na virtude" (D 119); "Afeições não puras são a causa de andar sem ganas, nem diligência para adquirir virtudes" (1S 10,4); "Um ato de virtude produz e cria suavidade e paz" (1S 12,5).

Por: Estela da Paz.
Grupo São José, de Petrópolis. 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

1° DIA - NOVENA DE SÃO JOÃO DA CRUZ. Província São José do Sudeste do Brasil. De 05 a 13 de dezembro de 2019.#ComissãoDeEspiritualidade Sinal da Cruz.




NOVENA DE SÃO JOÃO DA CRUZ.
Província São José do Sudeste do Brasil. 
De 05 a 13 de dezembro de 2019.
#ComissãoDeEspiritualidade

Sinal da Cruz. 
Vinde Espírito Santo. 
Ave-Maria. 
Glória ao Pai. 

Oração Inicial: (Todos os dias)
Senhor Jesus Cristo, Monte supremo de nossa fé, esperança e amor, acolhei em vossa bondade as intenções que vos apresentamos nesta novena (__________________), com a intercessão do santo padre João da Cruz. E adornai-as com os dons e virtudes de vossa "Chama Viva de Amor" a ele inspirado. 

××××××××××××

Oração Final: (Todos os dias)
Ó Deus, que inspirastes ao presbítero são João da Cruz, nosso pai, extraordinário amor pelo Cristo e total desapego de si mesmo, fazei que, imitando sempre seu exemplo, cheguemos à contemplação da vossa glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

===== xxxxx ===== xxxxx =====

1° Dia - Meditações:
ORAÇÃO E SILÊNCIO INTERIOR.
(05.12.2019)

"Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á". (Mt 6,6)

Dirá SÃO JOÃO DA CRUZ:
"Não falte à oração quando puder fazê-la" (Ep 29); "Procura orando e achareis contemplando" (D 157); "A maior necessidade que temos é a de aprender a calar a este grande Deus com o apetite e com a língua, cuja linguagem que ele mais ouve é só o Amor calado" (D 131; E 8); "É impossível ir aproveitando e padecendo a não ser fazendo e padecendo virtuosamente, tudo envolto em silêncio" (E 8).

===== xxxxx ===== xxxxx =====

Por: Estela da Paz. 
Grupo São José, de Petrópolis.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Ereção Canônica da Comunidade Santa Teresinha, de Sete Lagoas-MG

Junto ao mar da Galileia, viu o Senhor dois irmãos: Pedro e André, que pescavam. Ele os chamou: “Vinde comigo; eu vos farei, de hoje em diante, pescadores de homens” (MT 4,18s)


A Comunidade Santa Teresinha, da OCDS de Sete Lagoas-MG celebrou com muita a alegria missa em ação de graças pela sua Ereção Canônica, presidida pelo Delegado Provincial para a OCDS, Frei Pierino Orlandini, ocd.

Após a Santa Missa a Comunidade passou a  manhã no Carmelo da Imaculada Conceição, em ambiente de oração, partilha e confraternização.

A Comunidade Sana Teresinha agradece a Deus e a todos os “anjos” que Ele colocou em seu caminho, que de alguma forma contribuíram para esse momento.






domingo, 1 de dezembro de 2019

CARTA APOSTÓLICA Admirabile signum



CARTA APOSTÓLICA
Admirabile signum
DO SANTO PADRE FRANCISCO SOBRE O SIGNIFICADO E VALOR DO PRESÉPIO

1. O Sinal Admirável do Presépio, muito amado pelo povo cristão, não cessa de suscitar maravilha e enlevo. Representar o acontecimento da natividade de Jesus equivale a anunciar, com simplicidade e alegria, o mistério da encarnação do Filho de Deus. De facto, o Presépio é como um Evangelho vivo que transvaza das páginas da Sagrada Escritura. Ao mesmo tempo que contemplamos a representação do Natal, somos convidados a colocar-nos espiritualmente a caminho, atraídos pela humildade d’Aquele que Se fez homem a fim de Se encontrar com todo o homem, e a descobrir que nos ama tanto, que Se uniu a nós para podermos, também nós, unir-nos a Ele.
Com esta Carta, quero apoiar a tradição bonita das nossas famílias prepararem o Presépio, nos dias que antecedem o Natal, e também o costume de o armarem nos lugares de trabalho, nas escolas, nos hospitais, nos estabelecimentos prisionais, nas praças… Trata-se verdadeiramente dum exercício de imaginação criativa, que recorre aos mais variados materiais para produzir, em miniatura, obras-primas de beleza. Aprende-se em criança, quando o pai e a mãe, juntamente com os avós, transmitem este gracioso costume, que encerra uma rica espiritualidade popular. Almejo que esta prática nunca desapareça; mais, espero que a mesma, onde porventura tenha caído em desuso, se possa redescobrir e revitalizar.



2. A origem do Presépio fica-se a dever, antes de mais nada, a alguns pormenores do nascimento de Jesus em Belém, referidos no Evangelho. O evangelista Lucas limita-se a dizer que, tendo-se completado os dias de Maria dar à luz, «teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria» (2, 7). Jesus é colocado numa manjedoura, que, em latim, se diz praesepium, donde vem a nossa palavra presépio.
Ao entrar neste mundo, o Filho de Deus encontra lugar onde os animais vão comer. A palha torna-se a primeira enxerga para Aquele que Se há de revelar como «o pão vivo, o que desceu do céu» (Jo 6, 51). Uma simbologia, que já Santo Agostinho, a par doutros Padres da Igreja, tinha entrevisto quando escreveu: «Deitado numa manjedoura, torna-Se nosso alimento».[1] Na realidade, o Presépio inclui vários mistérios da vida de Jesus, fazendo-os aparecer familiares à nossa vida diária.
Passemos agora à origem do Presépio, tal como nós o entendemos. A mente leva-nos a Gréccio, na Valada de Rieti; aqui se deteve São Francisco, provavelmente quando vinha de Roma onde recebera, do Papa Honório III, a aprovação da sua Regra em 29 de novembro de 1223. Aquelas grutas, depois da sua viagem à Terra Santa, faziam-lhe lembrar de modo particular a paisagem de Belém. E é possível que, em Roma, o «Poverello» de Assis tenha ficado encantado com os mosaicos, na Basílica de Santa Maria Maior, que representam a natividade de Jesus e se encontram perto do lugar onde, segundo uma antiga tradição, se conservam precisamente as tábuas da manjedoura.
As Fontes Franciscanas narram, de forma detalhada, o que aconteceu em Gréccio. Quinze dias antes do Natal, Francisco chamou João, um homem daquela terra, para lhe pedir que o ajudasse a concretizar um desejo: «Quero representar o Menino nascido em Belém, para de algum modo ver com os olhos do corpo os incómodos que Ele padeceu pela falta das coisas necessárias a um recém-nascido, tendo sido reclinado na palha duma manjedoura, entre o boi e o burro».[2] Mal acabara de o ouvir, o fiel amigo foi preparar, no lugar designado, tudo o que era necessário segundo o desejo do Santo. No dia 25 de dezembro, chegaram a Gréccio muitos frades, vindos de vários lados, e também homens e mulheres das casas da região, trazendo flores e tochas para iluminar aquela noite santa. Francisco, ao chegar, encontrou a manjedoura com palha, o boi e o burro. À vista da representação do Natal, as pessoas lá reunidas manifestaram uma alegria indescritível, como nunca tinham sentido antes. Depois o sacerdote celebrou solenemente a Eucaristia sobre a manjedoura, mostrando também deste modo a ligação que existe entre a Encarnação do Filho de Deus e a Eucaristia. Em Gréccio, naquela ocasião, não havia figuras; o Presépio foi formado e vivido pelos que estavam presentes.[3]
Assim nasce a nossa tradição: todos à volta da gruta e repletos de alegria, sem qualquer distância entre o acontecimento que se realiza e as pessoas que participam no mistério.
O primeiro biógrafo de São Francisco, Tomás de Celano, lembra que naquela noite, à simples e comovente representação se veio juntar o dom duma visão maravilhosa: um dos presentes viu que jazia na manjedoura o próprio Menino Jesus. Daquele Presépio do Natal de 1223, «todos voltaram para suas casas cheios de inefável alegria»[4].



3. Com a simplicidade daquele sinal, São Francisco realizou uma grande obra de evangelização. O seu ensinamento penetrou no coração dos cristãos, permanecendo até aos nossos dias como uma forma genuína de repropor, com simplicidade, a beleza da nossa fé. Aliás, o próprio lugar onde se realizou o primeiro Presépio sugere e suscita estes sentimentos. Gréccio torna-se um refúgio para a alma que se esconde na rocha, deixando-se envolver pelo silêncio.
Por que motivo suscita o Presépio tanto enlevo e nos comove? Antes de mais nada, porque manifesta a ternura de Deus. Ele, o Criador do universo, abaixa-Se até à nossa pequenez. O dom da vida, sempre misterioso para nós, fascina-nos ainda mais ao vermos que Aquele que nasceu de Maria é a fonte e o sustento de toda a vida. Em Jesus, o Pai deu-nos um irmão, que vem procurar-nos quando estamos desorientados e perdemos o rumo, e um amigo fiel, que está sempre ao nosso lado; deu-nos o seu Filho, que nos perdoa e levanta do pecado.
Armar o Presépio em nossas casas ajuda-nos a reviver a história sucedida em Belém. Naturalmente os Evangelhos continuam a ser a fonte, que nos permite conhecer e meditar aquele Acontecimento; mas, a sua representação no Presépio ajuda a imaginar as várias cenas, estimula os afetos, convida a sentir-nos envolvidos na história da salvação, contemporâneos daquele evento que se torna vivo e atual nos mais variados contextos históricos e culturais.
De modo particular, desde a sua origem franciscana, o Presépio é um convite a «sentir», a «tocar» a pobreza que escolheu, para Si mesmo, o Filho de Deus na sua encarnação, tornando-se assim, implicitamente, um apelo para O seguirmos pelo caminho da humildade, da pobreza, do despojamento, que parte da manjedoura de Belém e leva até à Cruz, e um apelo ainda a encontrá-Lo e servi-Lo, com misericórdia, nos irmãos e irmãs mais necessitados (cf. Mt 25, 31-46).



4. Gostava agora de repassar os vários sinais do Presépio para apreendermos o significado que encerram. Em primeiro lugar, representamos o céu estrelado na escuridão e no silêncio da noite. Fazemo-lo não apenas para ser fiéis às narrações do Evangelho, mas também pelo significado que possui. Pensemos nas vezes sem conta que a noite envolve a nossa vida. Pois bem, mesmo em tais momentos, Deus não nos deixa sozinhos, mas faz-Se presente para dar resposta às questões decisivas sobre o sentido da nossa existência: Quem sou eu? Donde venho? Por que nasci neste tempo? Por que amo? Por que sofro? Por que hei de morrer? Foi para dar uma resposta a estas questões que Deus Se fez homem. A sua proximidade traz luz onde há escuridão, e ilumina a quantos atravessam as trevas do sofrimento (cf. Lc 1, 79).
Merecem também uma referência as paisagens que fazem parte do Presépio; muitas vezes aparecem representadas as ruínas de casas e palácios antigos que, nalguns casos, substituem a gruta de Belém tornando-se a habitação da Sagrada Família. Parece que estas ruínas se inspiram na Legenda Áurea, do dominicano Jacopo de Varazze (século XIII), onde se refere a crença pagã segundo a qual o templo da Paz, em Roma, iria desabar quando desse à luz uma Virgem. Aquelas ruínas são sinal visível sobretudo da humanidade decaída, de tudo aquilo que cai em ruína, que se corrompe e definha. Este cenário diz que Jesus é a novidade no meio dum mundo velho, e veio para curar e reconstruir, para reconduzir a nossa vida e o mundo ao seu esplendor originário.

5. Uma grande emoção se deveria apoderar de nós, ao colocarmos no Presépio as montanhas, os riachos, as ovelhas e os pastores! Pois assim lembramos, como preanunciaram os profetas, que toda a criação participa na festa da vinda do Messias. Os anjos e a estrela-cometa são o sinal de que também nós somos chamados a pôr-nos a caminho para ir até à gruta adorar o Senhor.
«Vamos a Belém ver o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer» (Lc 2, 15): assim falam os pastores, depois do anúncio que os anjos lhes fizeram. É um ensinamento muito belo, que nos é dado na simplicidade da descrição. Ao contrário de tanta gente ocupada a fazer muitas outras coisas, os pastores tornam-se as primeiras testemunhas do essencial, isto é, da salvação que nos é oferecida. São os mais humildes e os mais pobres que sabem acolher o acontecimento da Encarnação. A Deus, que vem ao nosso encontro no Menino Jesus, os pastores respondem, pondo-se a caminho rumo a Ele, para um encontro de amor e de grata admiração. É precisamente este encontro entre Deus e os seus filhos, graças a Jesus, que dá vida à nossa religião e constitui a sua beleza singular, que transparece de modo particular no Presépio.

6. Nos nossos Presépios, costumamos colocar muitas figuras simbólicas. Em primeiro lugar, as de mendigos e pessoas que não conhecem outra abundância a não ser a do coração. Também estas figuras estão próximas do Menino Jesus de pleno direito, sem que ninguém possa expulsá-las ou afastá-las dum berço de tal modo improvisado que os pobres, ao seu redor, não destoam absolutamente. Antes, os pobres são os privilegiados deste mistério e, muitas vezes, aqueles que melhor conseguem reconhecer a presença de Deus no meio de nós.
No Presépio, os pobres e os simples lembram-nos que Deus Se faz homem para aqueles que mais sentem a necessidade do seu amor e pedem a sua proximidade. Jesus, «manso e humilde de coração» (Mt 11, 29), nasceu pobre, levou uma vida simples, para nos ensinar a identificar e a viver do essencial. Do Presépio surge, clara, a mensagem de que não podemos deixar-nos iludir pela riqueza e por tantas propostas efémeras de felicidade. Como pano de fundo, aparece o palácio de Herodes, fechado, surdo ao jubiloso anúncio. Nascendo no Presépio, o próprio Deus dá início à única verdadeira revolução que dá esperança e dignidade aos deserdados, aos marginalizados: a revolução do amor, a revolução da ternura. Do Presépio, com meiga força, Jesus proclama o apelo à partilha com os últimos como estrada para um mundo mais humano e fraterno, onde ninguém seja excluído e marginalizado.
Muitas vezes, as crianças (mas os adultos também!) gostam de acrescentar, no Presépio, outras figuras que parecem não ter qualquer relação com as narrações do Evangelho. Contudo esta imaginação pretende expressar que, neste mundo novo inaugurado por Jesus, há espaço para tudo o que é humano e para toda a criatura. Do pastor ao ferreiro, do padeiro aos músicos, das mulheres com a bilha de água ao ombro às crianças que brincam… tudo isso representa a santidade do dia a dia, a alegria de realizar de modo extraordinário as coisas de todos os dias, quando Jesus partilha connosco a sua vida divina.



7. A pouco e pouco, o Presépio leva-nos à gruta, onde encontramos as figuras de Maria e de José. Maria é uma mãe que contempla o seu Menino e O mostra a quantos vêm visitá-Lo. A sua figura faz pensar no grande mistério que envolveu esta jovem, quando Deus bateu à porta do seu coração imaculado. Ao anúncio do anjo que Lhe pedia para Se tornar a mãe de Deus, Maria responde com obediência plena e total. As suas palavras – «eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38) – são, para todos nós, o testemunho do modo como abandonar-se, na fé, à vontade de Deus. Com aquele «sim», Maria tornava-Se mãe do Filho de Deus, sem perder – antes, graças a Ele, consagrando – a sua virgindade. N’Ela, vemos a Mãe de Deus que não guarda o seu Filho só para Si mesma, mas pede a todos que obedeçam à palavra d’Ele e a ponham em prática (cf. Jo 2, 5).
Ao lado de Maria, em atitude de quem protege o Menino e sua mãe, está São José. Geralmente, é representado com o bordão na mão e, por vezes, também segurando um lampião. São José desempenha um papel muito importante na vida de Jesus e Maria. É o guardião que nunca se cansa de proteger a sua família. Quando Deus o avisar da ameaça de Herodes, não hesitará a pôr-se em viagem emigrando para o Egito (cf. Mt 2, 13-15). E depois, passado o perigo, reconduzirá a família para Nazaré, onde será o primeiro educador de Jesus, na sua infância e adolescência. José trazia no coração o grande mistério que envolvia Maria, sua esposa, e Jesus; homem justo que era, sempre se entregou à vontade de Deus e pô-la em prática.



8. O coração do Presépio começa a palpitar, quando colocamos lá, no Natal, a figura do Menino Jesus. Assim Se nos apresenta Deus, num menino, para fazer-Se acolher nos nossos braços. Naquela fraqueza e fragilidade, esconde o seu poder que tudo cria e transforma. Parece impossível, mas é assim: em Jesus, Deus foi criança e, nesta condição, quis revelar a grandeza do seu amor, que se manifesta num sorriso e nas suas mãos estendidas para quem quer que seja.
O nascimento duma criança suscita alegria e encanto, porque nos coloca perante o grande mistério da vida. Quando vemos brilhar os olhos dos jovens esposos diante do seu filho recém-nascido, compreendemos os sentimentos de Maria e José que, olhando o Menino Jesus, entreviam a presença de Deus na sua vida.
«De facto, a vida manifestou-se» (1 Jo 1, 2): assim o apóstolo João resume o mistério da Encarnação. O Presépio faz-nos ver, faz-nos tocar este acontecimento único e extraordinário que mudou o curso da história e a partir do qual também se contam os anos, antes e depois do nascimento de Cristo.
O modo de agir de Deus quase cria vertigens, pois parece impossível que Ele renuncie à sua glória para Se fazer homem como nós. Que surpresa ver Deus adotar os nossos próprios comportamentos: dorme, mama ao peito da mãe, chora e brinca, como todas as crianças. Como sempre, Deus gera perplexidade, é imprevisível, aparece continuamente fora dos nossos esquemas. Assim o Presépio, ao mesmo tempo que nos mostra Deus tal como entrou no mundo, desafia-nos a imaginar a nossa vida inserida na de Deus; convida a tornar-nos seus discípulos, se quisermos alcançar o sentido último da vida.



9. Quando se aproxima a festa da Epifania, colocam-se no Presépio as três figuras dos Reis Magos. Tendo observado a estrela, aqueles sábios e ricos senhores do Oriente puseram-se a caminho rumo a Belém para conhecer Jesus e oferecer-Lhe de presente ouro, incenso e mirra. Estes presentes têm também um significado alegórico: o ouro honra a realeza de Jesus; o incenso, a sua divindade; a mirra, a sua humanidade sagrada que experimentará a morte e a sepultura.
Ao fixarmos esta cena no Presépio, somos chamados a refletir sobre a responsabilidade que cada cristão tem de ser evangelizador. Cada um de nós torna-se portador da Boa-Nova para as pessoas que encontra, testemunhando a alegria de ter conhecido Jesus e o seu amor; e fá-lo com ações concretas de misericórdia.
Os Magos ensinam que se pode partir de muito longe para chegar a Cristo: são homens ricos, estrangeiros sábios, sedentos de infinito, que saem para uma viagem longa e perigosa e que os leva até Belém (cf. Mt 2, 1-12). À vista do Menino Rei, invade-os uma grande alegria. Não se deixam escandalizar pela pobreza do ambiente; não hesitam em pôr-se de joelhos e adorá-Lo. Diante d’Ele compreendem que Deus, tal como regula com soberana sabedoria o curso dos astros, assim também guia o curso da história, derrubando os poderosos e exaltando os humildes. E de certeza, quando regressaram ao seu país, falaram deste encontro surpreendente com o Messias, inaugurando a viagem do Evangelho entre os gentios.

10. Diante do Presépio, a mente corre de bom grado aos tempos em que se era criança e se esperava, com impaciência, o tempo para começar a construí-lo. Estas recordações induzem-nos a tomar consciência sempre de novo do grande dom que nos foi feito, transmitindo-nos a fé; e ao mesmo tempo, fazem-nos sentir o dever e a alegria de comunicar a mesma experiência aos filhos e netos. Não é importante a forma como se arma o Presépio; pode ser sempre igual ou modificá-la cada ano. O que conta, é que fale à nossa vida. Por todo o lado e na forma que for, o Presépio narra o amor de Deus, o Deus que Se fez menino para nos dizer quão próximo está de cada ser humano, independentemente da condição em que este se encontre.
Queridos irmãos e irmãs, o Presépio faz parte do suave e exigente processo de transmissão da fé. A partir da infância e, depois, em cada idade da vida, educa-nos para contemplar Jesus, sentir o amor de Deus por nós, sentir e acreditar que Deus está connosco e nós estamos com Ele, todos filhos e irmãos graças àquele Menino Filho de Deus e da Virgem Maria. E educa para sentir que nisto está a felicidade. Na escola de São Francisco, abramos o coração a esta graça simples, deixemos que do encanto nasça uma prece humilde: o nosso «obrigado» a Deus, que tudo quis partilhar connosco para nunca nos deixar sozinhos.

Dado em Gréccio, no Santuário do Presépio, a 1 de dezembro de 2019, sétimo do meu pontificado.

FRANCISCO
___________________
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...