quinta-feira, 15 de abril de 2010

SEXTA FEIRA DA II SEMANA DA PÁSCOA

II Sexta Feira do Saltério (in Laudes)

Cântico Hab 3,2-4. 13a. 15-19: Deus há de vir para julgar.

Dolorosos acontecimentos rompem-se sobre Judá, nos dias do profeta Habacuc. Os impérios se sucedem. E agora Deus suscita os caldeus, “nação amarga e apressada”, povo rápido e cruel, que marcham sobre a terra de Judá, para possuir suas moradas. Porque este novo castigo? A justiça de Deus, sua fidelidade à aliança haverão desaparecido para sempre? Mesmo que tenha a impressão de que Deus, ao responder, haja ocultado para sempre em uma mais profunda obscuridade, Habacuc mostra uma senda de esperança: “morrerá quem não tenha a alma reta, mas o justo, que permanece fiel, viverá.”. A teofania, cantada em oração (vv. 3-7), é o momento da intervenção de Deus em favor daqueles que permanecem fiéis. Deus está disposto a repetir sua obra salvadora. O Cântico consta de uma invocação introdutória (v. 2), uma descrição da intervenção de Deus na história do povo (vv. 3-15) e uma conclusão que trás em si um ato de confiança em uma nova intervenção divina (vv. 16-19).
De acordo com os vv. 3-6 trata-se das trajetórias ao longo das quais os Patriarcas e o povo do Êxodo aprenderam a conhecer o Senhor. Os indícios de algum parentesco com os temas da religião de Canaã e das tribos dos desertos do sul não são exclusivos do Cântico de Habacuc: há aqui, como em outros lugares, a retomada desses temas na expressão da fé israelita. O terror religioso e a angústia do profeta diante do combate de Yahweh e dos males que o acompanham (vv. 16-17) cedem lugar à alegria da salvação e da segurança em Yahweh (vv. 18-19).

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