quinta-feira, 24 de dezembro de 2009



UM FELIZ NATAL
CHEIO DE
PAZ, HARMONIA, LUZ E
VERDADE.
QUE JESUS ESTEJA SEMPRE
NO CENTRO DO CASTELO,
NOS
ENSINANDO TODOS OS DIAS
ONDE ESTÁ O NOSSO TESOURO.

FELIZ NATAL !!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Liturgia - 24 de dezembro - 5a-FEIRA DA 4a. SEMANA DO ADVENTO
















5ª-FEIRA DA 4ª SEMANA DO ADVENTO

Cor litúrgica: Rosa

Ofício do dia de semana do Tempo do Advento
Laudes: Liturgia das Horas: 279-341-959
Oração das Horas: 142-144-1085
Missa Matutina
Leituras: 2Sm 7,1-5.8b-12.14a.16 – Sl 88(89) – Lc 1, 67-79


I Vésperas: Liturgia das Horas: 352
Oração das Horas: 169

Missa Vespertina

Cor litúrgica: Branco

Leituras : Is 62,1-5 – Sl 88(89) – At 13,16-17.22-25 -Mt 1,1-25

“Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque visitou e resgatou o seu povo.”
Esta visita de salvação cumpre as promessas feitas a Davi, aos patriarcas de Israel e aquelas feitas pelos profetas Malaquias e Isaias.


“Tudo isto é teu e tudo para ti. Não te rebaixes, nem atente às migalhas caídas da mesa de teu Pai.”
São João da Cruz – D 26


TEMPO DE NATAL


O Tempo de Natal se estende desde as I Vésperas do Natal do Senhor até o Domingo após o dia 6 de janeiro (NALC, N.330.É a comemoração do nascimento do Senhor em que celebramos a `troca de dons entre o céu e a terra´, pedindo que possamos participar da divindade daquele que uniu ao Pai a nossa humanidade (Oração sobre as oferendas, missa da noite de Natal). Na Epifania, celebramos a manifestação de Jesus Cristo, Filho de Deus, `luz para iluminar todos os povos no caminho da salvação´ (Prefácio da Epifania).” (Guia Litúrgico Pastoral, pág.12)


SANTA DO DIA



Santa Adélia de Pfalzel



A tradição oral germânica nos conta que Adélia ou Adele era a irmã mais nova de Ermina, ambas princesas, filhas do rei da Austrasia Dagoberto II, o Bom. Hoje todos são venerados nos altares com Santos da Igreja. Embora esse parentesco ainda seja motivo de controvérsias e por isso continua sendo pesquisado. Adélia foi identificada também como a abadessa Adola, a quem Elfrida, abadessa do mosteiro de Streaneshalch, teria enviado uma carta.

Também como Adula, "religiosa matrona nobilis", que se hospedou no mosteiro de Nivelles em 17 de março de 691, com um filho pequeno. Consta que Adélia, depois da morte de seu marido, Alderico, influente nobre da região, decidiu se recolher para a vida religiosa. Para isso, fundou o mosteiro de Pfalzel, na região de Treves, atual Alemanha, onde ingressou e foi a primeira abadessa. Escolheu as regras dos monges beneditinos, como pertenciam os de Ohren e de Nivelles, o primeiro fundado por sua irmã a futura Santa Ermina. No mosteiro havia um hospede freqüente, o neto da abadessa, um rapaz esperto e vivaz. Seu nome era Gregório e, como conhecia o latim, ficou encarregado de ler em voz alta os textos sagrados, enquanto as religiosas estivessem no refeitório. Certo dia, no ano de 722, passou pelo mosteiro um monge inglês de nome Bonifácio. Ele estava retornando da sua primeira missão na Frísia. Foi acolhido como hospede, mesmo não sendo conhecido. Mas naquele exato momento todos estavam no refeitório, onde o jovem Gregório lia uma bela página latina do Evangelho. Terminada a leitura, Bonifácio se aproximou dele e expressou seus cumprimentos, mas lhe pediu que explicasse o que acabara de ler. Gregório tentou repetir a leitura, mas Bonifácio o impediu, pedindo que o jovem explicasse no seu próprio idioma. Ocorre que mesmo lendo muito bem o latim, não conseguia compreender o que realmente o texto dizia. "Deixe que eu mesmo explicarei para todos os presentes" disse o monge estranho. Explicou o texto latino com tanta clareza, o comentou com tamanha profundidade e de maneira tão convincente, que deixou todos os ouvintes encantados. O mais atingido de todos foi Gregório, a ponto de não querer mais se separar do monge que ninguém sabia de onde era. Porém, apesar das preocupações de avó, Adélia permitiu que o neto partisse ao lado de Bonifácio, confiando na sua intuição religiosa e na Providência Divina. Muitos anos depois Gregório se tornou o Bispo de Utrecht e foi um dos melhores discípulos de Bonifácio, o "apóstolo da Germânia" e Santo da Igreja. Adélia morreu pouco tempo depois, num dia incerto do mês de dezembro no ano 734, e foi sepultada no mosteiro de Pfalzel. Passados mais de onze séculos, em 1868 as suas relíquias foram transferidas para a igreja da paróquia de São Martinho. O culto litúrgico em memória de Santa Adélia de Pfalzel foi autorizado pela Igreja. São duas as celebrações em dezembro, nos dias: 18, com uma festa local; e no dia 24, junto com Santa Ermina, que sem dúvida alguma é sua irmã na fé.





terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Comunidades do Rio de Janeiro se reúnem

No último domingo, 13 de Dezembro, reuniram-se as Comunidades Santa Teresa de Jesus (Campinho), Santa Teresinha Doutora (Niterói) e Nossa Senhora do Carmo (Tijuca) para um Dia de Vivência em preparação ao Natal. Foram momentos muito agradáveis, encerrados com a Santa Missa celebrada pelo Frei Odair, nosso assistente.












Liturgia - 23 de dezembro - 4a-FEIRA DA 4a. SEMANA DO ADVENTO






4ª-FEIRA DA 4ª SEMANA DO ADVENTO

Cor litúrgica: Roxo

Ofício do dia de semana do Tempo do Advento
Liturgia das Horas: 279-283-946-335
Oração das Horas: 142-144-1071-162


Antífona do Magnificat: O Emmanuel
Nas Laudes e Vésperas antífonas próprias da 4ª-feira

Leituras: Ml 3,1-4.23-24 – Sl 24(25) – Lc 1,57-66
“João é o seu nome. E todos ficaram pasmados.”
João Batista personifica todo ser humano: suas aspirações, sua missão, seus compromissos, a busca de um sentido para a própria vida.

“Viva neste mundo como se só com Deus vivesse, para que o coração não se detenha em coisas humanas.”

São João da Cruz – D 142


Cartas de Santa Teresa de Jesus em 23

1561 – C 2 – A D. Lorenzo de Cepeda, em Quito – Agradece a S. Lorenzo uma remessa de várias quantias. Oportunidade com que chegou esse dinheiro, para ela, e para suas irmãs D. Maria e D. Juana. Projeto da reforma do Carmo. Elogio de Antonio Morán e de D. Juana de Ahumada.

1574 – C 73 – À D. Ana Enríquez, em Toro – Sentimento por não estar D. Ana em Valadolid. Elogio de Pe. Baltazar Alvarez e de algumas Descalças desta casa. Um sermão do Pe. Báñez.

SANTO DO DIA



São João Câncio,
Presbítero
CmFac

Na noite de Natal de 1473, o nascimento no céu de São João Câncio, sacerdote polonês. Primeiro foi professor na universidade de Cracóvia, onde defendeu a doutrina católica, e depois vigário de paróquia, quando acolheu, como a Cristo, todos os pobres que encontrava durante suas numerosas peregrinações.

São João Câncio nasceu em Kety, pequena localidade da Polônia, no ano 1390. Em Cracóvia fez os seus estudos, laureou-se e foi ordenado sacerdote. Obteve a cátedra universitária no momento em que a controvérsia hussita se tornava mais acesa. João discutiu com vários opositores, recebendo nestas disputas mais insultos que argumentações objetivas. Quando a sua humildade e a sua paciência eram postas à prova, sem perder a costumeira serenidade de espírito, se limitava a responder: "Graças a Deus!"

Durante uma das suas peregrinações a Roma, a diligência em que viajava foi assaltada e depredada por um grupo de bandidos, que infestavam os arredores de Roma. Também, João foi roubado mais percebendo que no fundo de um bolso tinha ficado uma moeda de prata, correu atrás dos bandidos, dizendo: "Vocês esqueceram esta". O biógrafo, que conta o episódio, afirma que os bandidos, comovidos, restituíram todo o dinheiro do assalto.

São João Câncio morreu em Cracóvia, com a idade de oitenta e três anos, na noite de Natal de 1473 e foi canonizado em 1767. A memória do santo, celebrada a 20 de outubro, foi agora trazida para mais perto da data de sua morte.


O Mistério do Natal - St. Edith Stein

Cap. I - ENCARNAÇÃO E HUMANIDADE
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Quando os dias ficam cada vez mais curtos, quando caem os primeiros flocos de neve (normal, no inverno alemão), então surgem suavemente os primeiros pensamentos natalinos.
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Destas simples palavras emana um encanto ao qual é difícil um coração ficar indiferente. Mesmo os que têm uma fé diferente, ou os infiéis, para os quais a antiga história da criança de Belém nada significa, preparam-se para a festa e pensam, em como acender um raio de alegria em toda parte. É como uma correnteza quente de amor perpassando toda a terra, meses e semanas antes. Uma festa de amor e de alegria. Esta é a estrela para a qual todos se dirigem nos primeiros meses de inverno. Para os cristãos e, principalmente, para os cristãos católicos, significa algo mais: a estrela os conduz para o presépio onde está a criança, que traz a paz para a terra. A arte cristã apresentanos isto através de inúmeros quadros formosos; cantos antigos nos falam sobre isso, fazendo ecoar todo o encanto da infância.

Para quem vive a liturgia da Igreja, os sinos do “Rorate Coeli” e os cânticos do advento, despertam no coração uma santa saudade; para quem está unido à fonte inesgotável da santa liturgia, o grande profeta da encarnação diariamente bate à porta com suas poderosas palavras de advertências e promessas: “Céus, gotejai lá de cima, e que as núvens chovam o justo! O Senhor já está perto! Vinde adoremo-Lo! Vem Senhor, não tardeis mais! - Jerusalém, regozijai com grande alegria, pois o teu Salvador vem a ti”. De 17 a 24 de dezembro, as grandes Antífonas do “Ó” conclamam para o Magnificat (Ó Sabedoria, Ó Adonai, Ó Raiz de Jessé, Ó Chave de Davi, Ó Sol Nascente, Ó Rei dos Reis, Ó Emanuel), de forma mais saudosa e enérgica: “Vinde, para nos libertar.” E, sempre mais promissora, ecoa: “Veja, tudo se completou”(no último domingo do Advento); e, finalmente: “Hoje sabereis que o Senhor virá e amanhã contemplareis a sua glória”. Sim, quando à noite, as luzes clareiam as árvores enfeitadas, e os presentes são trocados, o desejo incompleto aponta para um outro clarão de luz. Os sinos tocam para a missa do galo, e se renova nos altares, enfeitados de luzes e de flores, o milagre da noite santa: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. Agora sim, chegou o momento da feliz redenção.
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Cap. II - O SEGUIMENTO DO FILHO DE DEUS FEITO HOMEM

Cada um de nós talvez já tenha experimentado tal felicidade natalina. Mas, até aqui, o céu e a terra não se uniram. Também hoje a estrela de Belém é uma estrela na noite escura. Já, no segundo dia, a Igreja tira as vestes festivas e se reveste com a cor do sangue e, no quarto dia, de cores enlutadas. Estêvão, o protomártir, que primeiro seguiu o Senhor para a morte, e os santos inocentes, as criancinhas de Belém de Judá, mortas cruelmente por mãos de algozes, estão ao redor da criança no presépio. O que quer dizer isto? Onde está o júbilo das potências celestes? Onde está a tranqüila bem-aventurança da noite santa? Onde está a paz na terra? “Paz na terra aos homens de boa vontade”. Mas, nem todos têm boa vontade.

Por isso, o Filho do Pai Eterno nasceu da glória celeste, pois o mistério do mal encobriu a terra com a escuridão.
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Trevas cobriram a terra e Ele veio como a luz, que iluminou as trevas, mas as trevas não O conheceram. Àqueles que O acolheram, Ele trouxe a luz e a paz; a paz com o Pai do céu, a paz com todos que, com Ele, são filhos da luz e filhos do Pai do céu, e a profunda paz do coração; mas, não a paz com os filhos das trevas. Para eles, o Príncipe da paz não traz a paz e sim, a espada. Para eles o Senhor é a pedra de tropeço, contra quem atacam e na qual serão destruídos. Esta é uma grande e séria verdade, que não podemos encobrir por causa do encanto poético da criança no presépio. O mistério da encarnação e o mistério do mal vão juntos. Contra a luz que vem do alto, contrasta a noite do pecado e a torna escura e tenebrosa. A criança no presépio estende as mãos e o seu sorriso parece dizer, oque mais tarde pronunciaram os lábios do Filho do Homem: “Vinde a mim todos os que estais cansados sob o peso do vosso fardo”. E aqueles que seguem o seu chamado, os pobres pastores, aos quais nos campos de Belém o resplendor do céu e a voz do anjo anunciaram a Boa Nova e que responderam confiantes: “Vamos a Belém”, e se puseram a caminho; os reis, vindos do oriente longínquo seguiram, na mesma fé simples, a estrela milagrosa para eles, através das mãos da criança, correu o orvalho da graça e “eles exultaram com grande alegria”. Estas mãos dão e, ao mesmo tempo, cobram: vós, sábios, despojai-vos de vossa sabedoria e tornai-vos simples como crianças; vós, reis, entregai vossas coroas e vossos tesouros e inclinai-vos, humildemente, diante do Rei dos reis; aceitai, sem hesitação, os fardos, dores e pesares, exigidos pelo vosso serviço; de vós crianças, que não podeis ainda oferecer nada gratuitamente, tiram a vossa tenra vida, antes dela ter propriamente começado: ela não pode servir melhor do que ser sacrificada ao Senhor da vida.
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“Siga-me”, dessa maneira se expressaram as mãos do menino, como mais tarde repetirá com os lábios o Mestre. Assim foi dito ao discípulo, a quem o Senhor amava. E São João, o jovem com o coração puro de criança, seguia sem perguntas: Para onde? E para quê? Ele deixou a barca do pai e seguiu o Senhor em todos os caminhos até ao gólgota.
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“Siga-me” - também entendeu o jovem Estêvão. Ele seguiu o Senhor na luta contra os poderes das trevas, a cegueira da descrença obstinada; ele deu testemunho do Senhor com sua palavra e com seu sangue; ele O seguiu também em seu Espírito, no Espírito do Amor, que combate contra o pecado, mas que ama o pecador, e ainda na morte intercede diante de Deus pelos assasssinos.
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São personagens de luz, que rodeiam o presépio: os santos tenros inocentes, os simples e fiéis pastores, os reis humildes, Estêvão, o discípulo entusiasmado e João, o discípulo predileto. Todos eles seguiram o chamado do Senhor. Em oposição a eles se encontram na noite da dureza e cegueira incompreensíveis os doutores da lei, que podem dar informações sobre o tempo e o lugar onde devia nascer o Salvador do mundo, mas não deduzem daí: “Vamos a Belém”; o rei Herodes pretende matar o Senhor da vida.
Diante da criança no presépio, os espíritos se dividem. Ele é o rei dos reis e o Senhor da vida e da morte. Ele fala o seu: “Siga-me”, e quem não for a seu favor, é contra Ele. Ele o diz também para nós e nos coloca diante da decisão entre luz e trevas.

Cap. III - O CORPO MÍSTICO DE CRISTO

3.1 - SER UM COM DEUS

Para onde o Menino-Deus nos conduzirá nesta terra, isto não sabemos e não deveríamos erguntar antes do tempo. Só sabemos que para aqueles que amam o Senhor, todas as coisas servem para o bem. Os caminhos pelos quais o Senhor nos conduz, levam-nos para além desta terra.

Ó troca maravilhosa! O criador do gênero humano encarnando-se, concede-nos a sua divindade. Por causa desta obra maravilhosa o Redentor veio ao mundo. Deus se tornou Filho do homem, para que os homens se tornassem filhos de Deus. Um de nós rompeu o laço da filiação divina, e um de nós devia reatar o laço, pagando pelo pecado. Nenhum da antiga e enferma raça podia fazê-lo. Devia ser um rebento novo, sadio e nobre. Tornou-se um de nós e, mais do que isto: unido conosco. O maravilhoso no gênero humano é que todos somos um. Se fosse diferente, estaríamos lado a lado, como indivíduos autônomos e separados, e a queda de um não poderia ter se tornado a queda de todos. Podia ter sido pago e atribuído a nós o preço da expiação, mas não teria passado a sua justiça para os pecadores, e não teria sido possível nenhuma justificação. Mas Ele veio, para tornar-se conosco um corpo místico. Ele, nossa cabeça, nós, os seus membros. Ponhamos nossas mãos nas mãos do Menino-Deus, pronunciando o nosso “Sim” ao seu Siga-me”. Então, nos tornamos Seus, e o caminho está livre, para que a sua vida divina possa passar para a nossa.

Isto é o começo da vida eterna em nós. Não é ainda a visão beatífica de Deus na luz da glória, é ainda escuridão da fé, mas não é mais deste mundo, já é estar no Reino de Deus. Quando a bem-aventurada Virgem pronunciou o seu “Fiat”, aí começou o Reino de Deus na terra e ela se tornou a sua primeira serva. E todos, que antes e depois do nascimento da criança, por palavras e obras, se declararam a seu favor: São José, Santa Isabel com seu filho e todos os que estavam ao redor do presépio, entraram no Reino de Deus.

Tornou-se diferente do que se pensou, conforme os salmos e profetas o reinado do divino rei. Os romanos continuaram os dominadores da terra, os sumo sacerdotes e os doutores da lei continuaram a subjugar o povo pobre.
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De forma invisível, cada um, que pertencia ao Senhor, trazia o Reino de Deus em si. O seu fardo terreno não lhe foi tirado, e sim outros fardos acrescentados; mas, o que ele trazia dentro de si, era uma força animadora, fazendo o fardo suave e a carga leve. Assim acontece ainda hoje com os filhos de Deus. A vida divina, acesa em sua alma, é a luz que veio nas trevas, o milagre da noite santa. Quem traz esta luz dentro de si, compreende quando se fala dela. Para os outros, porém, tudo o que se pode dizer a respeito, é um balbuciar incompreensível. Todo o evangelho de São João é um canto à luz eterna, que é amor e vida. Deus está em nós e nós nele, esta é a nossa parte no reino de Deus, para a qual a Encarnação colocou o alicerce.

3.2 - SER UM EM DEUS

Ser um com Deus: este é o primeiro passo. Mas, o segundo é a conseqüência do primeiro. Cristo sendo a cabeça e nós membros do corpo místico, estamos unidos elo a elo, todos somos um em Deus, uma única vida divina. Se Deus é Amor e está em nós, então não pode ser diferente o nosso amor para com os irmãos. Por isto o amor humano é a medida do nosso amor a Deus. Mas, é algo mais do que o simples amor humano. O amor natural se dirige a um outro, ligado pelos laços do sangue ou por afinidades de caráter ou por interesses comuns. Os outros são “estranhos”, que “não nos importam”, talvez até por seu jeito antipático, de forma que mantemos a devida distância. Para o cristão não existe “gente estranha”. Próximo é aquele que encontramos em nosso caminho e que mais necessita de nós; indiferentemente, se é parente ou não, se a gente gosta dele ou não, se ele é “moralmente digno” da nossa ajuda ou não. O amor de Cristo não tem limites, ele nunca termina, ele não recua diante da feiura ou sujeira. Ele veio por causa dos pecadores e não por causa dos justos. E se o amor de Cristo mora em nós, então, façamos como Ele, indo ao encontro das ovelhas perdidas.

O amor natural visa a ter a pessoa amada para si, possuindo-a de forma mais exclusiva. Cristo veio, para devolver ao Pai a humanidade perdida; e quem ama com seu amor, este quer os homens para Deus e não para si. Este é, ao mesmo tempo, o caminho mais seguro para possuí-las para sempre; pois, se amamos uma pessoa em Deus, então somos com ela um em Deus, en- quanto que o vício da conquista muitas vezes - mais cedo ou mais tarde - sempre resulta em perda.
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Há um princípio válido para todas as almas e para os bens exteriores: quem, ambiciosamente, se ocupa em ganhar e apropriar, perde; porém, aquele que tudo oferece a Deus, ganha para sempre.

3.3 - SEJA FEITA A TUA VONTADE
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Com isto estamos tocando no terceiro sinal da filiação divina: Ser um com Deus, foi o primeiro. Que todos sejam um em Deus, foi o segundo. O terceiro: “Nisto reconheço que vós me amais, se observardes os meus mandamentos”.

Ser filho de Deus significa: andar apoiado na mão de Deus, na vontade de Deus; não fazer a vontade própria, colocar todo cuidado e toda a esperança nas mãos de Deus, não se preocupar consigo e com seu futuro. Nisto consiste a liberdade e a alegria dos filhos de Deus. Tão poucos as possuem, mesmo entre os realmente piedosos, mesmo entre os heroicamente dispostos ao sacrifício. Sempre andam encurvados sob o peso dos cuidados e obrigações.

Todos conhecem a parábola dos pássaros do céu e dos lírios do campo. Mas quando encontram uma pessoa que não tem herança, nem pensão e nem seguro e, mesmo assim, vive tranqüilo quanto ao seu futuro, aí meneiam a cabeça como se fosse algo incomum.

Contudo, quem esperar do Pai do céu, que cuide a toda hora de seu dinheiro e da condição de vida que ele gostaria de ter, por certo, vai se enganar. A confiança em Deus vai se firmar inabalavelmente, quando incluir a disposição de aceitar tudo das mãos do Pai. Pois, somente Ele sabe o que é bom para nós. E, se a necessidade e a privação forem mais convenientes do que uma renda folgada e segura, ou insucesso e humilhação, melhor do que honra e reputação, então se deve estar preparado para isso. Se assim fizermos, podemos viver despreocupados com o futuro e com o presente.
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O “seja feita a vossa vontade”, em toda a sua amplitude, deve ser o fio condutor da vida cristã. Ele deve nortear o correr do dia, da manhã até a noite, o correr do ano e de toda a vida. Será a única preocupação do cristão. Todos os outros cuidados, o Senhor assume. Mas, esta única preocupação pertence a nós, enquanto vivermos. Objetivamente, não somos definitivamente firmes para permanecermos sempre nos caminhos de Deus. Assim como os primeiros pais perderam a filiação divina pelo distanciamento de Deus, assim cada um de nós está sempre entre o nada e a plenitude da vida divina. Mais cedo ou mais tarde isto se torna também uma experiência subjetiva. No começo da vida espiritual, quando começamos a nos entregar à direção de Deus, é que sentimos bem forte e firme a mão que nos conduz; de forma clara aparece para nós, o que devemos fazer ou deixar de fazer. Mas isto não é sempre assim. Quem pertence a Cristo, deve viver a vida de Cristo. Deve-se amadurecer até à idade adulta de Cristo, ele deve iniciar a via-sacra para o Getsêmane e o Gólgota. E todos os sofrimentos que vêm de fora, são nada comparados com a noite escura da alma, quando a luz divina cessa de clarear e a voz do Senhor se cala. Deus está presente, porém, escondido e silencioso. Por que acontece isto? São os mistérios de Deus, dos quais falamos, ele não se deixa penetrar completamente. Só podemos vislumbrar algumas facetas desse mistério e, por isso, Deus se fez homem; para voltar e fazer-nos participar da sua vida. Esse é o começo e a meta final. Mas, no meio se encontra ainda outra coisa. Cristo é Deus e homem e, quem quer partilhar a sua vida, deve fazer parte de sua vida divina e humana. A natureza humana que Ele aceitou, deu-lhe a possibilidade de sofrer e morrer; a natureza divina, que Ele possui desde toda a eternidade, deu à sua paixão e morte um valor infinito e uma força redentora. A paixão e morte de Cristo continuam no seu corpo místico e em todos os seus membros. Todo homem tem que sofrer e morrer. Porém, se ele for membro vivo no corpo de Cristo, então, o seu sofrimento e sua morte adquirem pela divindade de seu corpo, força salvadora. Esta é a causa objetiva por que todos os santos desejam sofrer. Não se trata de um prazer doentio de sofrer. Aos olhos da razão natural, isto pode parecer perversidade. À luz do mistério da redenção, contudo, isto se revela de maneira sublime. E assim a pessoa -ligada- a Cristo, mesmo na noite escura do distanciamento subjetivo de Deus e abandono, persistirá; talvez a divina providência permita o tormento, para libertar a pessoa objetivamente aprisionada. Por isto: “Seja feita a Vossa vontade”, mesmo quando na noite mais escura.
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Cap. IV - MEIOS SALVÍFICOS
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Será que podemos falar alto “seja feita a Vossa vontade”, quando não temos mais a certeza daquilo que a vontade de Deus exige de nós? Temos meios para permanecer no Seu caminho, quando se apaga a luz interior? Existem tais meios, e tão fortes, que o erro, apesar das possibilidades, de fato se torna infinitamente improvável. Deus veio para nos salvar, se nos unirmos a Ele, se conformarmos a nossa vontade com a Sua. Ele conhece a nossa natureza. Ele conta com ela, e por isso nos deu tudo, que nos pode ajudar, para alcançar o fim.

O Deus-Menino se tornou nosso permanente mestre para nos dizer o que devemos fazer. Para que a vida humana seja inundada da vida divina, não basta uma vez por ano, ajoelhar-se diante do presépio e deixar-se cativar pelo encanto da Noite Santa. Para isto, devemos estar em comunicação diária com Deus, ouvir as palavras que Ele falou e que nos foram transmitidas, e segui-las. E, antes de tudo, rezar, como o Salvador mesmo ensinou e sempre de novo incutiu insistentemente. “Pedi e recebereis”. Esta é a promessa segura de atendimento. E quem fala diariamente, de coração, “ ó Senhor, seja feita a tua vontade”, pode confiar, que não desrespeita a vontade divina, onde subjetivamente não tem certeza.
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Além disso, Cristo não nos deixou órfãos. Ele mandou o seu Espírito, que nos ensina toda a verdade; Ele fundou a sua Igreja, que é conduzida pelo seu Espírito, e estabeleceu nela os seus representantes, pela boca dos quais o seu Espírito fala para nós com palavras humanas. Nela uniu os fiéis em comunidade e deseja que um ajude o outro. Assim, não estamos sós, e onde fracassa a confiança em si mesmo e a própria oração, aí ajuda a força da obediência e a força da intercessão.
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“E o Verbo se fez carne”. Isto se tornou realidade no estábulo de Belém. Mas cumpriu-se ainda de outra maneira. “Quem comer a minha carne e beber o meu sangue, este terá a vida eterna”. O Salvador que sabe que somos e permanecemos humanos, tendo que lutar dia após dia, com fraquezas, vem em auxílio da nossa humanidade de maneira verdadeiramente divina. Assim como o corpo terrestre precisa do pão cotidiano, assim também a vida divina em nós precisa ser alimentada constantemente. “Este é o pão vivo que desceu do céu”. Quem come deste pão todos os dias, neste se realizará, diariamente, o mistério do Natal, a Encarnação do Verbo. E este, certamente, é o caminho mais seguro, para se tornar “um com Deus” e de penetrar dia a dia de maneira mais firme e mais profunda no Corpo Místico de Cristo. Eu sei que para muitos pode parecer um desejo por demais radical. Para a maioria, isto significa, começar de novo, uma reorganização de toda a vida interna e externa. Mas deve ser assim! Na nossa vida deve se criar espaço para o Cristo eucarístico, para que Ele possa transformar a nossa vida na sua vida: será que é exigir demais? A gente tem tempo para tantas coisas fúteis, tantas coisas inúteis: ler livros, revistas, jornais, freqüentar restaurantes, conversar na rua 15 ou 30 minutos, tudo isto são “dispersões”, onde esbanjamos tempo e força. Não se poderá reservar uma hora pela manhã, para se concentrar, e ganhar força, para enfrentar o resto do dia? Mas, na verdade, é necessário mais que uma hora. Devemos viver de tal maneira, que uma hora se suceda à outra e estas, prepararem as que vierem. Assim, não será mais possível “deixar-se levar” mesmo temporariamente pelo afã do dia. Com quem se vive diariamente, não se pode desconsiderar o seu julgamento. Mesmo sem dizer palavras, percebemos como os outros nos consideram. Tentamos nos adaptar conforme o ambiente e, se não conseguimos, a convivência se torna um tormento. Assim também acontece na comunicação diária com o Senhor. Tornamo-nos cada vez mais sensíveis àquilo que Lhe agrada ou desagrada. Se antes, estávamos mais ou menos contentes com nós mesmos, agora isto se torna diferente. E descobriremos em nós muita coisa que precisa ser melhorada e outras que às vezes, são quase impossíveis de serem mudadas. Assim nos tornaremos pequenos, humildes, pacientes e condescendentes com o “cisco no olho de nosso próximo”, pois a “trave” no nosso olho nos incomoda. Finalmente, aprenderemos a aceitar-nos tal qual somos à luz da presença divina e a nos entregar à divina misericórdia, que poderá vencer tudo aquilo que está além de nossas forças.
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Da auto-suficiência de um “bom católico”, que “cumpre com seus deveres”, que “lê um bom jornal” e “vota certo” etc. - mas que, no entanto, pratica o que ele bem quer - há um longo caminho até chegar a viver na mão de Deus e da mão de Deus, na simplicidade da criança e na humildade do cobrador de impostos. Mas quem uma vez andou, não voltará atrás. Assim, filiação divina quer dizer: tornar-se pequeno e, ao mesmo tempo, tornar-se grande. Viver da eucaristia quer dizer: sair, espontaneamente da estreiteza da própria vida e penetrar na amplitude da vida de Cristo. Quem visita o Senhor na sua casa, não quer se ocupar sempre e somente com seus problemas. Vai começar a interessar-se pelas coisas do Senhor. A participação no sacrifício diário nos leva livremente à totalidade litúrgica. As orações e os ritos do culto divino nos apresentam, no decorrer do ano litúrgico, a história da salvação diante da nossa alma, deixando penetrar-nos sempre mais profundamente no seu sentido.
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E a ação sacrificial nos impregna sempre de novo o mistério central de nossa fé, o ponto angular da história universal: o mistério da Encarnação e Redenção. Quem poderia com coração aberto participar do santo sacrifício, sem ser envolvido por este espírito de sacrifício, sem ser tomado pelo desejo, dele mesmo e com sua pequena vida pessoal, se integrar na grande obra do Salvador? Os mistérios do cristianismo são um todo indiviso. Quando nos aprofundamos num deles, seremos conduzidos para todos os outros. Assim, o caminho de Belém conduz, seguramente, para o Gólgota; do presépio para a cruz. Quando a bem-aventurada Virgem levou a criança para o templo, foi-lhe profetizado que uma espada atravessaria a sua alma, e que esta criança seria a causa da queda e do reerguimento de muitos; um sinal de contradição. É o anúncio da paixão, da luta entre a luz e treva, que já se manifesta no presépio.
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Em alguns anos a apresentação do Senhor coincide com a septuagésima, a celebração da encarnação e a preparação para a paixão. Na noite do pecado brilha a estrela de Belém. No esplendor da luz, que sai do presépio, cai a sombra da cruz. A luz se apaga nas trevas da sexta-feira santa, mas se levanta com mais fulgor, como sol da graça, na manhã da ressurreição. Através da cruz e da paixão para a glória da ressurreição, foi o caminho do Filho de Deus encarnado.
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Chegar com o Filho do Homem, pela paixão e morte à glória da Ressurreição, é o caminho de cada um de nós, por toda a humanidade.
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Mistério do Natal - Santa Edith Stein - Tradução de Hermano José Cürten - Edusc Editora

FELICITAÇÕES NATALINAS




Pedidos Natalinos
Dia 15 comemorou-se São João da Cruz
Na terceira Semana do Advento
O Natal se aproxima
O que pedir ou agradecer ou ambas as coisas?
Talvez este período possa, iluminado pelas comemorações do Centenário Teresiano, ser fonte para nos perguntarmos: O que queres de mim Senhor?
Ou o que não queremos no mundo, em nossos cotidianos, em nossas vidas...........
Na utopia ou em nossos sonhos, ou ao percorrer as noites escuras, pode-se pensar e rezar para que...
Os jornais noticiem menos violência
O número de divórcios diminua
Pais e filhos estão se entendendo e se respeitando
As famílias estão se amando e respeitando mais
A fome e pobreza estão diminuindo, as condições climáticas estão melhores
A caridade se tornou ato cotidiano na vida das pessoas
O objetivo de vida se tornou o amor
Relações comunitárias se tornam mais respeitosas
Os interesses trabalhistas e políticos são pelo crescimento do próximo
Mais sacerdotes e religiosas estão nascendo na Igreja
Mais leigos estão engajados na obra de Deus
Mais Santos estão florescendo no anonimato ou na sociedade
Estamos dizendo mais sim e menos não
Os idosos estão sendo valorizados e respeitados
O mundo está mais sereno e místico como João da Cruz
Mais perseverante e orante como a Santa Madre
Mais servidor e persistente como Ana de São Bartolomeu
Mais oculto, mais discreto como Teresa Margarida Reddi
Mais gentil, mais contemplativo e missionário como Teresinha do Menino Jesus
Mais puro e dócil como Teresa de Los Andes
Mais trinitário como Elisabete da Trindade
Mais justo e verdadeiro como Edith Stein
Mais Eucarístico como Rafael Kanilowski
Mais amável como aquelas Carmelitas que no oculto de suas celas
Ou no silêncio contemplativo oram pelo mundo
Mais assistenciais como os Frades em relação a suas Irmãs e comunidade
Enfim...
Pensemos que estes atos e esforços devem nos alçar as moradas superiores...
Com estes gestos e ações quem sabe não se torna mais real a leitura do Livro da Vida
Quem sabe os Cânticos Espirituais fiquem mais suaves
Quem sabe a Ciência da Cruz fique mais compreensível
Quem sabe a História de uma Alma fique ainda mais bela
Quem sabe a Subida ao Monte Carmelo fique mais fácil
Quem sabe nossos jovens e nossas jovens escutem mais o chamado de Deus
Quem sabe o barulho seja substituído pela solidão sonora
Quem sabe nossas crianças recebam mais presença e amor e menos presente e dor
Quem sabe nossas OCDS perfumem mais o mundo com a espiritualidade carmelitana
Quem sabe...
Acreditamos que Ele sabe
E nós
Devemos fazer deste Natal
Não mais um
Mais o verdadeiro
Com o Menino da Manjedoura
Em nossos corações
Esperando os Reis Magos
Esperando o nascimento verdadeiro do Deus verdadeiro
Enfim
Um Natal repleto de saúde, paz e felicidades e
Um ano de 2010 coberto pelo manto sagrado da Virgem do Carmo.
São os pedidos Natalinos ao Bom Pastor.
Professor Hercílio Martelli Júnior, ocds
Comunidade Beata Elisabete da Trindade – Montes Claros-MG

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Liturgia - 22 de dezembro - 3a-FEIRA DA 4a. SEMANA DO ADVENTO




3ª-FEIRA DA 4ª SEMANA DO ADVENTO

Cor litúrgica: Roxo

Ofício do dia de semana do Tempo do Advento
Liturgia das Horas: 279-283-933-327
Oração das Horas: 142-159-1059

Antífona do Magnificat: O Rex gentium
Nas Laudes e Vésperas antífonas próprias da 3ª-feira

Leituras: ISm 1,24-28 – Cânt. 1Sm 2,1.4-5.6-7 – Lc 1,46-56
“Minha alma engrandece ao Senhor, meu espírito exulta em Deus, meu Salvador.”
Maria nos introduz no mistério de Deus e nos alimenta com a Palavra, que é o próprio Deus.

“Alegre-se sempre em Deus que é a sua saúde, considerando um bem sofrer, de qualquer maneira, por Aquele que é bom.”
São João da Cruz

Carta de Santa Teresa de Jesus em 22

1578 – C 265 – A Roque de Huerta, em Madrid – Envia-lhe uma carta ao confessor do Rei. Dinheiro para os Descalços de S. José de Ávila. Cartas de vários Conventos de monjas. Boatos sobre a mudança da Madre Teresa a outro Convento.

SANTA DO DIA



Santa Francisca Xavier Cabrini
Religiosa

Filha de família pobre, cresceu em meio à miséria que pairava, em meados do século XIX, no norte da Itália. Franzina, de saúde fraca, não conseguiu ser aceita nos conventos. Apesar disso, era dona de uma alma grandiosa, digna de figurar entre os santos. Assim pode ser definida santa Francisca Cabrini, com sua vida voltada somente para a caridade e o bem do próximo.Francisca Cabrini foi a penúltima de quinze filhos de Antônio e Estela, camponeses muito pobres na pequena Santo Ângelo Lodigiano, região da Lombardia. Nascida em 15 de julho de 1850, desde pequena se entusiasmava ao ler a vida dos santos.
A preferida era a de são Francisco Xavier, a quem venerou tanto que assumiu seu sobrenome, se auto-intitulando Xavier. Sua infância e adolescência foram tristes e simples, cheia de sacrifícios e pesares.Francisca, porém, gostava tanto de ler e se aplicava de tal forma nos estudos que seus pais fizeram o possível para que ela pudesse tornar-se professora.Mal se viu formada, porém, encontrou-se órfã. No prazo de um ano perdeu o pai e a mãe. Enquanto lecionava e atuava em obras de caridade em sua cidade, acalentava o sonho de entregar-se de vez à vida religiosa. Aos poucos, foi criando coragem e, por fim, pediu admissão em dois conventos, mas não foi aceita em nenhum. A causa era a sua fragilidade física. Mas também influiu a displicência e o egoísmo do padre da paróquia, que a queria trabalhando junto dele nas obras de caridade da comunidade.Francisca, embora decepcionada, nunca desistiu do sonho. Passado o tempo, quando já tinha trinta anos de idade, desabafou com um bispo o quanto desejava abraçar uma obra missionária e esse a aconselhou: "Quer ser missionária? Pois se não existe ainda um instituto feminino para esse fim, funde um". Foi, exatamente, o que ela fez.Com o auxílio do vigário, em 1877 fundou o Instituto das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, que colocou sob a proteção de são Francisco Xavier. Ainda: obteve o apoio do papa Leão XIII, que apontou o alvo para as missões de Francisca: "O Ocidente, não o Oriente, como fez são Francisco." Era o período das grandes migrações rumo às Américas por causa das guerras que assolavam a Itália. As pessoas chegavam aos cais do Novo Mundo desorientadas, necessitadas de apoio, solidariedade e, sobretudo, orientação espiritual. Francisca preparou missionárias dispostas e plenas de fé, como ela, para acompanhar os imigrantes em sua nova jornada.Tinham o objetivo de fundar, nas terras aonde chegavam, hospitais, asilos e escolas que lhes possibilitassem calor humano, amparo e conforto.Em trinta anos de intensa atividade, Francisca Cabrini fundou sessenta e sete Casas na Itália, França e nas Américas, no Brasil inclusive. Mais de trinta vezes cruzou os oceanos aquela "pequena e fraca professora lombarda", que enfrentava, destemida, as autoridades políticas em defesa dos direitos de seus imigrantes nos novos lares.Madre Cabrini, como era popularmente chamada, morreu em Chicago, Estados Unidos, em 22 de dezembro de 1917. Solenemente, seu corpo foi transportado para New York, onde o sepultaram na capela anexa à Escola Madre Cabrini, para ficar mais próxima dos imigrantes. Canonizada em 1946, santa Francisca Xavier Cabrini é festejada no mundo todo, no dia de sua morte, como padroeira dos imigrantes. Santa Francisca Xavier Cabrini morou na Cidade do Rio de Janeiro. Sua passagem por terras cariocas aconteceu entre 1908 e 1909, quando fundou o Colégio Regina Coeli, na Tijuca, Zona Norte do Rio, ainda hoje mantido pelas irmãs de sua congregação. A madre Francisca Cabrini destacou-se como extraordinária trabalhadora social em favor dos humildes e necessitados.



Oração
Senhor, eu Vos agradeço por minha vida, assim como ela é. Peço-Vos, dai-me percepção, para valoriza-la e respeitar meus irmãos, principalmente aqueles que estão passando por dificuldades, sejam elas quais forem.Livrai-me do preconceito, da discriminação e principalmente da omissão. Por intercessão de Santa Francisca Cabrini, Vos rogo a graça da disponibilidade em contribuir para o alívio dos que sofrem, pois sempre e em qualquer circunstância haverá algo que eu possa oferecer, para levar esperança, fé e conforto aos que de mim necessitarem.Amém.Santa Francisca Cabrini, rogai por nós.


domingo, 20 de dezembro de 2009

Liturgia - 21 de dezembro - 2a-FEIRA DA 4a. SEMANA DO ADVENTO





2ª-FEIRA DA 4ª SEMANA DO ADVENTO

Cor litúrgica: Roxo

Ofício do dia de semana do Tempo do Advento – Antífonas próprias
Nas Laudes e Vésperas, antífonas próprias de 2ª-feira
Liturgia das Horas: 279-283-919-319
Oração das Horas: 142-143-157-1046


Antífona do Magnificat: O Oriens

Leituras: Ct 2,8-14 ou Sf 3,14-18a- Sl 32(33)- Lc 1,39-45
“Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo.”
O meu “sim”, no meu dia-a-dia, aos convites de Deus, pode ser início de uma grande obra.

“Um só pensamento do homem vale mais que o mundo todo; portanto, só Deus é digno dele.”
São João da Cruz – D 33


Carta de Santa Teresa de Jesus em 21

1578 – c 264 – Ao Pe. Jerônimo Grancián – Quadra bem ao Pe. Gracián o nome de Pablo.


SANTO DO DIA

São Pedro Canísio,
Presbítero e Doutor

(CmFac)



A catequese sempre exerceu um fascínio tão grande sobre Pedro Canísio que, quando tinha menos de treze anos, ele já reunia meninos e meninas à sua volta para ensinar passagens da Bíblia, orações e detalhes da doutrina da Igreja. Mais tarde, seria autor de um catecismo que, publicado pela primeira vez em 1554, teve mais de duzentas edições e foi traduzido em quinze línguas. Mas teve também grande atuação no campo teológico, combatendo os protestantes. Peter Kanijs para os latinos, Pedro Canísio nasceu em 8 de maio 1521, no ducado de Geldern, atual Holanda. Ao contrário dos demais garotos, preferia os livros de oração às brincadeiras. Muito estudioso, com quinze anos seu pai o mandou estudar em Colônia e, com dezenove, recebeu o título de doutor em filosofia. Mas não aprendeu somente as ciências terrenas. Com um mestre profundamente católico, Pedro também mergulhou, prazerosamente, nos estudos da doutrina de Cristo, fazendo despertar a vocação que se adivinhava desde a infância. No ano seguinte ao da sua formatura, os pais, que planejaram um belo futuro financeiro para a família, lhe arranjaram um bom casamento. Mas Pedro Canísio recusou. Não só recusou como aproveitou e fez voto eterno de castidade. Foi para Mainz, dedicar-se apenas ao estudo da religião. Orientado pelo padre Faber, célebre discípulo do futuro santo Inácio de Loyola, em 1543 ingressou na recém-fundada Companhia de Jesus. Três anos depois, ordenado padre jesuíta, recebeu a incumbência de voltar para Colônia e fundar uma nova Casa para a Ordem. Assim começou sua luta contra um cisma que abalou e dividiu a Igreja: o protestantismo. Quando era professor de teologia em Colônia, sendo respeitado até pelo imperador, Pedro Canísio conseguiu a deposição do arcebispo local, que era abertamente favorável aos protestantes. Depois, participou do Concílio de Trento, representando o cardeal Oto de Augsburg. Pregou e combateu o cisma, ainda, em Roma e Messina, onde lecionou teologia. Mas teve de voltar à Alemanha, pois sua presença se fazia necessária em Viena, onde o protestantismo fazia enormes estragos. Foi nesse período que sua luta incansável trouxe mais frutos e que também escreveu a maior parte de suas obras literárias. Fundou colégios católicos em Viena, Praga, Baviera, Colônia, Innsbruck e Dillingen. Foi nomeado pelo próprio fundador, Inácio de Loyola, provincial da Ordem para a Alemanha e a Áustria. Pregou em Strasburg, Friburg e até na Polônia, sempre denunciando os seguidores do sacerdote Lutero, pai do protestantismo. Admirado pelos pontífices e governantes do seu tempo, respeitado como primeiro jesuíta de nacionalidade alemã, Pedro Canísio morreu em 21 de dezembro de 1597, em Friburg, atual Suíça, após cinqüenta e quatro anos de dedicação à Companhia de Jesus e à Igreja. Foi canonizado por Pio XI, em 1925, para ser festejado, no dia de sua morte, como são Pedro Canísio, doutor da Igreja, título que também recebeu nessa ocasião.

CARMELO SECULAR DO PORTO LANÇA CD EM HOMENAGEM À SANTA TERESA


Caríssimas Irmãs e Irmãos no Carmelo

Só Deus basta!

Todos nós, no Carmelo, estamos a preparar-nos para celebrar com júbilo o V Centenário do nascimento da nossa Santa Madre.

A Fraternidade Stella Maris do Carmelo Secular do Porto quis, neste âmbito, dar um contributo para estas comemorações e prestar uma homenagem a Santa Teresa de Jesus.Durante quase um ano trabalhou-se na concepção, realização, produção e gravação dum CD com as poesias escritos de Santa Teresa, musicados, e algumas músicas de homenagem à nossa fundadora.

O projecto, depois de muitas dificuldades, está concluído. O CD intitulado “Só Deus basta” (Santa Teresa de Jesus) está agora à disposição de todos. Parte das músicas são da autoria dum nosso irmão e conta também com duas belíssimas poesias duma nossa irmã.

É um CD contemplativo, fruto de oração e um subsídio para a oração. Na sua simplicidade, e quase pobreza, tem como objectivo conduzir as almas para o mergulho no Absoluto.

Desejamos que o CD, com as suas músicas e poesias, seja do agrado de todos e que nos ajude a bem preparar para o Centenário e a divulgar a espiritualidade desta grande mulher e grande santa.O CD está disponível mediante pedido às Edições Carmelo (Convento de Avessadas):
-
Edições Carmelo (http://www.carmelo.pt/)
Convento de Avessadas, Ap. 141
4634-909 Marco de Canaveses
Tel: 255 531 364 e 255 538 150
Fax: 255 531 359 e 255 538151
Email:
editorial@carmelo.pt

Esperemos que todas as irmãs e irmãos o adquiram e o divulguem entre familiares, amigos e benfeitores. Pedia a caridade de nos fazerem chegar as vossas apreciações sobre o CD por email
(tojo.ocds@gmail.com)
A todos votos de um Santo Natal cheio das maiores bênçãos do Deus Menino.
Com saudações fraternas

Vosso em Jesus


António José Gomes Machado, ocds

sábado, 19 de dezembro de 2009

Liturgia - 20 de dezembro - 4o. DOMINGO DO ADVENTO




4º. DOMINGO DO ADVENTO

Cor litúrgica: Roxo

Ofício dominical do Advento
IV Semana do Saltério
Liturgia das Horas
: 279-906-311
Oração das Horas: 142-144-1022-154

Leituras: Mq 5,1-4a – Sl79(80)- Hb 10,5-10 – Lc 1,39-45

Antífona do Magnificat: O Clavis

“O sim de Maria.”
Maria, com a sua obediência à Palavra de Deus, é apresentada como protótipo ideal do crente.

“Sendo a conformidade perfeita, a união e transformação sobrenatural será consumada.”
São João da Cruz – 2S 5,4

Carta de Santa Teresa de Jesus em 20

1577 – C 217 – Ao Pe. Frei Jerônimo de Gracián – Deve dar ao sono o tempo necessário. Conselhos sobre a oração.


SANTO DO DIA

São Zeferino,
Papa


O papa Zeferino exerceu um dos pontificados mais longos da Igreja de Cristo, de 199 a 217. E os únicos dados de sua vida registrados declaram que: depois do papa Vitor, de origem africana, clero e povo elegeram para a cátedra de Pedro um romano, Zeferino, filho de um certo Abôndio.
Zeferino foi o 14o papa a substituir são Pedro. Enfrentou um período difícil e tumultuado, com perseguições para os cristãos e de heresias entre eles próprios, que abalavam a Igreja mais do que os próprios martírios. As heresias residiam no desejo de alguns em elaborar só com dados filosóficos o nascimento, a vida e a morte de Jesus Cristo. A confusão era generalizada, uns negavam a divindade de Jesus Cristo, outros se apresentavam como a própria revelação do Espírito Santo, profetizando e pregando o fim do mundo.
Mas o papa Zeferino, que não era teólogo, foi muito sensato e, amparado pelo poder do Espírito Santo, livrou-se dos hereges. Para isso uniu-se aos grandes sábios da época, como santo Irineu, Hipólito e Tertuliano, dando um fim ao tumulto e livrando os cristãos da mentira e dos rigorismos.
O papa Zeferino era dotado de inspiração e visão especial. Seu grande mérito foi ter valorizado a capacidade de Calisto, um pagão convertido e membro do clero romano, que depois foi seu sucessor. Ele determinou que Calisto organizasse cemitérios cristãos separados daqueles dos pagãos. Isso porque os cristãos não aceitavam cremar seus corpos e também queriam estar livres para tributarem o culto aos mártires.
O papa Zeferino conseguiu que as nobres famílias cristãs, possuidoras de tumbas amplas e profundas, transferissem-nas para a Igreja. Assim, Calisto começou a fazer galerias subterrâneas ligando umas às outras e, nas laterais, foi abrindo túmulos para os cristãos e para os mártires. Todo esse complexo deu origem às catacumbas, mais tarde chamadas de catacumbas de Calisto.
Esse foi o longo pontificado de Zeferino, encerrado pela intensificação às perseguições e pela proibição das atividades da Igreja, impostas pelo imperador Sétimo Severo.
O papa são Zeferino foi martirizado junto com o bispo santo Irineu, em 217, e foi sepultado numa capela nas catacumbas que ele mandou construir em Roma, Itália.
Fonte: http://www.paulinas.org.br/


Liturgia - 19 dde dezembro - NOVOS VENERÁVEIS

NOVOS VENERÁVEIS

O Santo Padre Bento XVI proclamou, hoje, dia 19 de dezembro, VENERÁVEIS os papas João Paulo II (Karol Wojtyla) e Pio XII (Eugênio Pacelli), aprovando os decretos de reconhecimento das “virtudes heróicas” desses dois valorosos papas da história da Igreja. Este foi, portanto o primeiro ato para o processo de Beatificação de ambos.


João Paulo II

Aos 02 de abril de 2005, ele sucumbia frente ao mal de parkinson, que há muito sofria. Karol Józef Wojtyła, polonês, nascido aos 18/05/1920, foi uma das figuras mais importantes do século XX. Promoveu uma ampla reforma na igreja católica, maximizando os ensinamentos da Igreja de Cristo, e levando a Palavra a todos os cantos do planeta.
João Paulo II, foi o primeiro papa não-italiano em 455 anos, e teve um dos mais longos papados da história, com 26 anos de pontificado.
Foi considerado a figura mais importante para a igreja católica dos últimos tempos. Foi um sacerdote exemplar, visitou quase todos os países do mundo e imprimiu mais democracia e popularidade à Igreja Católica, tornando possível a aproximação de Roma às massas, ao povo menos favorecido em todos os cantos do mundo.


Pio XII
Em 2008 completou-se 50 anos da morte de Pio XII, que aconteceu em 9 de outubro de 1958.
Pio XII foi certamente o Pontífice Romano de maior prestígio no Século XX, não obstante grandes pontificados anteriores e posteriores ao seu reinado, em meados da década de 50, Pio XII dirigia uma Igreja prodigiosas. "Nunca, na história do mundo, um homem tivera tanta influência sobre os corações e mentes dóceis de tantas pessoas".

O Vaticano realizará um Congresso sobre o magistério do Papa e uma mostra fotográfica "Pio XII: o homem e o pontificado".
Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli (Roma, 2 de Março de 18769 de Outubro de 1958) foi eleito Papa no dia 2 de março de 1939 até a data atual foi o único Papa Romano desde 1724 e foi o único Papa do século XX a exercer o Magistério Extraordinário da infalibilidade pontifícia quando definiu, ex-cátedra, o dogma da Assunção da Virgem Maria aos Céus em corpo e alma, em 1950, através da Constituição Apóstólica Munificentissimus Deus, que foi o único decreto pontifício utilizado por um papa do século XX com as prerrogativas do dogma da infalibilidade papal, que fora promulgado pelo Concílio Vaticano I em 1870 e promulgado por Pio IX.A morte de Pio XII e a eleição de João XXIII, que também completa 50 anos, são fatos que marcaram profundamente a Igreja Católica no Século XX. Se Pio XII era um monarca absoluto, João XXIII, mais dado a participação dos bispos no governo da Igreja, dará passos no sentido de atualizar a Igreja, inclusive a figura e missão do Papa.Em fevereiro, o Cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos (CPCS), disse no Vaticano que o processo de beatificação de Pio XII decorria dentro dos trâmites normais da Santa Sé. "A causa de beatificação não foi adiada, muito menos posta de lado", teria afirmado o Cardeal. Sobre o Papa que guiou a Igreja durante a II Guerra Mundial (foi eleito em 1º de março de 1939), o Cardeal português disse que "o famoso silêncio de Pio XII sobre a condenação do nazismo não é uma verdade histórica." "Este ano acontece o 50º aniversário da sua morte e julgou-se oportuno aproveitar a data para promover certas iniciativas que levem a um conhecimento mais perfeito da sua figura e espiritualidade", disse Dom Saraiva Martins. "A este respeito foi constituída uma Comissão para aprofundar uma figura que marcou a história da Igreja moderna", concluiu. Assim como sua coroação seus funerais foram grandiosos. L'Oservatore Romano descreveu como o maior da longa história de Roma, superando até o de Júlio César e até mesmo o funeral de João Paulo II, em 2005, prestigiado internacionalmente, não o superou em magnitude e pompa. Diz-se que o futuro João XXIII o acompanhou pela tv italiana e espantou-se diante de tanta grandiosidade e papas posteriores teriam mudado o cerimonial das exéquias papais motivados, também, por aquele "espetáculo" fúnebre, que fora realizado num mundo que se modernizava e atualizava os seus símbolos.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Liturgia - 19 de dezembro - SÁBADO DA 3a. SEMANA DO ADVENTO



SÁBADO DA 3ª. SEMANA DO ADVENTO

Cor Litúrgica: Roxo

Ofício do dia de semana do Tempo do Advento
Laudes: Liturgia das Horas: 279-284-893-303
Oração das Horas: 142-145-1022-151
I Vésperas: Liturgia das Horas: 277-269-899
Oração das Horas: 141-136-1029


Antífona do Magnificat: O Radix
(Por estes dias, a Igreja canta as chamadas "antífonas maiores", que começam todas pela interjeição Ó. Maria, Senhora do Ó, é o modelo e a inspiradora deste louvor alegre e suplicante; ela é o centro dos desejos do povo de Israel e de todo o povo de Deus que, no fundo do seu coração, vive o advento do Salvador.)


Leituras: Jz 13,2-7.24-25a – Sl 70(71) – Lc 1,5-25
“Não temas Zacarias, porque a tua súplica foi ouvida, e Isabel, tua mulher, vai te dar um filho.”
Zacarias recebe, no templo, que representa o coração do judaísmo, o anúncio do nascimento de seu filho.

“A pessoa crucificada interior e exteriormente com Cristo, viverá feliz e satisfeita e, na paciência, possuirá a sua alma.”
São João da Cruz – D 85

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 19

1577 – C 211 – Ao Pe. Jerônimo Gracián – Perfeição do Pe. Gracián. Recomenda-lhe de novo que durma o tempo suficiente. Confiança em Deus.

1577 – C 216 – À Madre Maria de S. José, Priora de Sevilla – Chegaram em bom estado os limões e batatas e o pipote. Recomenda às orações das religiosas os dois Descalços presos e as monjas da Encarnação. Lembranças aos conhecidos de Sevilla. Recomenda à Priora que cuide de sua saúde.

SANTO DO DIA



Beato Urbano V,
papa, +1370


Nascido em Grisac, França, foi eleito papa em Avinhão, em 6 de Novembro de 1362, como sucessor de Inocêncio VI (1352-1362). Era monge beneditino, abade de Saint-Germain-d'Auxerre e de São Vítor de Marselha, e, como tal, foi encarregado de várias missões diplomáticas para o Estado Pontifício. Logo depois da sua eleição percebeu que os acontecimentos na Itália levariam a prejuízos irrecuperáveis caso o papa não retornasse a Roma. Assim, cinco anos mais tarde, após convencer a resistência da coroa francesa, deixou Avinhão e desembarcou na Itália (1367). Três anos depois, por causa da revolta na Perúgia, hostilizado pelos romanos e temendo por suas vidas, ele e seus amigos decidiram voltar a Avinhão, apesar dos apelos do Rei de Aragão, de Santa Brígida da Suécia e de muitos monges. Morreu em 19 de Dezembro de 1370, em Avinão, pouco dias após a volta, e foi sucedido por Gregório XI (1370-1378).



Zacarias e Isabel

pais de São João Batista

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Liturgia - 18 de dezembro - 6a-FEIRA DA 3a. SEMANA DO ADVENTO




6ª-FEIRA DA 3ª. SEMANA DO ADVENTO

Cor
litúrgica: Roxo


Ofício do dia de semana do Tempo do Advento
Liturgia das Horas: 279-284-878-296
Oração das Horas: 142-144-1009-148
Antífona do Magnificat: O Adonai

Leituras: Jer 23,5-8 – Sl 71(72) – Mt 1,18-24
“Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa:
Deus conosco.”


No sonho, o anjo diz a José: “Não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo.”

“Só deve pôr os olhos e todo o seu gozo em servir e honrar ao Senhor, com seus bons costumes e virtudes.”
São João da Cruz

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 18

1576 – C 164 – A D. Diego de Guzmán y Cepeda, em Ávila. Sobre o aluguel de uma casa para seu irmão D. Pedro. Condolências pela morte de uma filha de D. Diego.

1579 – C 304 – Ao Pe. Jerônimo Gracián, em Alcalá – Boas notícias de Gracián e de seus sermões. Vão-se aperfeiçoando as monjas desta casa. Pouco trato com os confessores, mesmo santos. Uma lembrança triste da noite de Natal.

SANTOS DO DIA

Santos Rufo e Zózimo

Mártires



O eremita São Zózimo dá a Comunhão a Santa Maria do Egito no deserto

Desenho do final do Século XVII


São Rufo e São Zózimo pertenciam ao número dos discípulos do Senhor. Segundo a tradição, foram os fundadores da Igreja de Cristo entre os judeus e os gregos. A notícia que temos sobre estes dois santos nos veio através de São Policarpo, o qual refere-se a eles na sua carta aos Filipenses: "Estou muito satisfeito convosco em Nosso Senhor Jesus Cristo, por terdes recebido os modelos da verdadeira caridade. Eu vos exorto a obedecerdes e a exercerdes a vossa paciência, aquela que tendes visto com vossos próprios olhos, não só nos bem-aventurados Inácio, Rufo e Zózimo, mas também em outros vossos concidadãos, no próprio Paulo e nos outros apóstolos. Estejam certos de que todos estes não têm corrido em vão, mas na fé e na justiça, que eles estão juntos do Senhor, no lugar que lhes é devido pelos sofrimentos que suportaram. Porque eles não amaram o século presente, mas Aquele que por nós morreu e que para nós foi ressuscitado por Deus."
Sofreram o martírio provavelmente entre os anos 107 e 118, em Filipos, na Macedônia. A comunidade de Filipos foi fundada por São Paulo; surgiu como a primeira comunidade cristã em solo europeu.



Catedral de São Rufo





quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Liturgia - 17 de dezembro - 5a-FEIRA DA 3a.SEMANA DO ADVENTO






5ª-FEIRA DA 3ª. SEMANA DO ADVENTO

Cor
litúrgica: Roxo
Ofício do dia de semana do Tempo do Advento
Liturgia das Horas: 279-284-863-288
Oração das Horas: 142-145-995-148
Antífona do Magnificat: O Sapientia

PREPARAÇÃO PRÓXIMA DO NATAL

(17-24 de dezembro)
Nas Laudes e Vésperas antífonas próprias do dia do Tempo do Advento
Os dias de semana deste período visam de modo mais direto à preparação do Natal do Senhor (NALC, n.42)
O Ofício e a Missa são sempre do dia, mas pode haver Comemoração facultativa de algum santo.

Leituras: Gn 49,2.8-10 – Sl 71(72) – Mt 1,1-17
“Genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.”
Jesus, o homem, é parte de uma raça, de uma família, de uma cultura, com todas as suas implicações.


“A alma, vendo-se favorecida por graças tão extraordinárias, muitas vezes concebe secretamente boa opinião de si mesma – o que é contra a humildade .”
São João da Cruz

Carta de Santa Teresa de Jesus em 17

1576 – C 162 – A D. Francisco de Salcedo – Sobre algumas jovens de Ávila que pretendiam o hábito, e certos negócios dos irmãos da Santa.


SANTOS DO DIA


São Lázaro de Betânia

Lázaro de Betânia, na Judéia, irmão de Marta e de Maria, hospedou várias vezes a Jesus, que aí passava horas de humana tranqüilidade. Lázaro era estimadíssimo na sociedade hebraica, devido à sua origem nobre, sua honestidade e religiosidade de sua família. Não se sabe quando se deram seus primeiros contatos com o divino mestre. É provável que tenha sido dos primeiros discípulos. As expressões usadas pelos evangelistas para caracterizar o relacionamento de Lázaro com Jesus não deixam dúvida de que eram muito amigos. O fato da ressurreição de Lázaro está detalhado em Jo 11,1-44, que principia assim: "Havia um enfermo, Lázaro, de Betânia, vilarejo de Maria e de Marta, sua irmã. Maria era aquela que ungiu o senhor com perfume e lhe enxugou os pés com os cabelos; o enfermo era seu irmão Lázaro". No capítulo 12,1-11, João narra a ceia de Betânia na casa de Lázaro. A casa de Betânha e o túmulo foram meta de peregrinação já na primeira época do cristianismo, como refere o próprio S. Jerônimo. Lázaro teve o privilégio de ter dois túmulos, porque morreu duas vezes. O primeiro túmulo de onde foi ressuscitado por Jesus ficou vazio e assim é mostrado até os nossos dias aos turistas e peregrinos que demandaram a Terra de Santa. Uma antiga tradição o faz bispo e mártir em Chipre, onde teria tido o seu segundo túmulo. Daí foi transportado no ano 900 para Constantinopla no tempo do imperador Leão IV, o filósofo. Essa tradição encontra apoio em achados arqueológicos de antigos afrescos encontrados na ilha de Chipre.


Santa Olímpia, diaconisa,
(301-408)


Ao ficar viúva do governador de Constantinopla, Olímpia recebeu muitas propostas para um novo casamento, mas recusou todas porque queria entregar-se à vida religiosa. A sua insistente recusa motivou, mesmo, o confisco de todos os seus bens.
Olímpia nasceu em 361, na Capadócia. Pertencia a uma família muito ilustre e rica dessa localidade, mas ficou órfã logo cedo. Foi educada por Teodósia, irmã do bispo Anfíloco, futuro santo, o que lhe garantiu receber, logo cedo, os ensinamentos cristãos. Aos vinte anos de idade, casou-se com o governador de Constantinopla, ficando viúva alguns meses depois. Desejando ingressar para a vida religiosa, afastou-se de todos os possíveis pretendentes. O fato muito contrariou o imperador Teodósio, que queria vê-la como esposa do seu primo, um nobre da Corte espanhola. Olímpia, entretanto, perseverou na sua decisão. Como vingança, o soberano mandou que todos os seus bens fossem confiscados e administrados pelo prefeito da cidade. Ao invés de reclamar, Olímpia agradeceu, porque não precisaria mais perder tempo com a administração das propriedades. Pediu que os bens fossem definitivamente confiscados e doados aos pobres. Não foi atendida. Em seguida, o imperador fez uma longa viagem e, ao voltar, três anos depois, ficou tão impressionado com as informações sobre sua vida santa e repleta de humildade e caridade que restituiu os bens a ela. Assim, Olímpia continuou suas obras de caridade com maior intensidade. Mas seu sofrimento não acabou. Contraiu doenças dolorosas. Conta a tradição que Olímpia jamais pronunciou qualquer reclamação. Desse modo, tornou-se um modelo perfeito aos cristãos de seu tempo. Seu nome foi envolvido em denúncias graves infundadas, por isso se tornou vítima de perseguições injustas. Foi acusada de ser cúmplice de são João Crisóstomo no incêndio de uma catedral. Mas ela declarou, categoricamente, que nada fizera, muito menos Crisóstomo, que doava muito dinheiro para a construção de igrejas, portanto não poderia destruir uma. Essas acusações partiam do antipatriarca Arsácio, inimigo declarado de Crisóstomo, que mandou Olímpia deixar a cidade. O principal motivo desse exílio foi porque ela era a mais estimada assistente de Crisóstomo, chamado de "o maior pregador da Antigüidade". Era tão competente que, aos trinta anos de idade, se tornou diaconisa da Igreja, dignidade só concedida às viúvas com mais de sessenta anos. Logo Olímpia decidiu voltar, declarando ao próprio prefeito que não reconhecia autoridade no antipatriarca por ser usurpador de um poder que a Igreja não lhe concedera. Assim, tornou-se a principal vítima de Arsácio, pois Crisóstomo já havia sido exilado de sua pátria pelo cruel prefeito, cúmplice do antipatriarca. Olímpia morreu no ano 408. Santa Olímpia é celebrada, no Oriente, nos dias 24 e 25 de julho, e, na Igreja de Roma, no dia 17 de dezembro.




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