quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Liturgia - 17 de dezembro - 5a-FEIRA DA 3a.SEMANA DO ADVENTO






5ª-FEIRA DA 3ª. SEMANA DO ADVENTO

Cor
litúrgica: Roxo
Ofício do dia de semana do Tempo do Advento
Liturgia das Horas: 279-284-863-288
Oração das Horas: 142-145-995-148
Antífona do Magnificat: O Sapientia

PREPARAÇÃO PRÓXIMA DO NATAL

(17-24 de dezembro)
Nas Laudes e Vésperas antífonas próprias do dia do Tempo do Advento
Os dias de semana deste período visam de modo mais direto à preparação do Natal do Senhor (NALC, n.42)
O Ofício e a Missa são sempre do dia, mas pode haver Comemoração facultativa de algum santo.

Leituras: Gn 49,2.8-10 – Sl 71(72) – Mt 1,1-17
“Genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.”
Jesus, o homem, é parte de uma raça, de uma família, de uma cultura, com todas as suas implicações.


“A alma, vendo-se favorecida por graças tão extraordinárias, muitas vezes concebe secretamente boa opinião de si mesma – o que é contra a humildade .”
São João da Cruz

Carta de Santa Teresa de Jesus em 17

1576 – C 162 – A D. Francisco de Salcedo – Sobre algumas jovens de Ávila que pretendiam o hábito, e certos negócios dos irmãos da Santa.


SANTOS DO DIA


São Lázaro de Betânia

Lázaro de Betânia, na Judéia, irmão de Marta e de Maria, hospedou várias vezes a Jesus, que aí passava horas de humana tranqüilidade. Lázaro era estimadíssimo na sociedade hebraica, devido à sua origem nobre, sua honestidade e religiosidade de sua família. Não se sabe quando se deram seus primeiros contatos com o divino mestre. É provável que tenha sido dos primeiros discípulos. As expressões usadas pelos evangelistas para caracterizar o relacionamento de Lázaro com Jesus não deixam dúvida de que eram muito amigos. O fato da ressurreição de Lázaro está detalhado em Jo 11,1-44, que principia assim: "Havia um enfermo, Lázaro, de Betânia, vilarejo de Maria e de Marta, sua irmã. Maria era aquela que ungiu o senhor com perfume e lhe enxugou os pés com os cabelos; o enfermo era seu irmão Lázaro". No capítulo 12,1-11, João narra a ceia de Betânia na casa de Lázaro. A casa de Betânha e o túmulo foram meta de peregrinação já na primeira época do cristianismo, como refere o próprio S. Jerônimo. Lázaro teve o privilégio de ter dois túmulos, porque morreu duas vezes. O primeiro túmulo de onde foi ressuscitado por Jesus ficou vazio e assim é mostrado até os nossos dias aos turistas e peregrinos que demandaram a Terra de Santa. Uma antiga tradição o faz bispo e mártir em Chipre, onde teria tido o seu segundo túmulo. Daí foi transportado no ano 900 para Constantinopla no tempo do imperador Leão IV, o filósofo. Essa tradição encontra apoio em achados arqueológicos de antigos afrescos encontrados na ilha de Chipre.


Santa Olímpia, diaconisa,
(301-408)


Ao ficar viúva do governador de Constantinopla, Olímpia recebeu muitas propostas para um novo casamento, mas recusou todas porque queria entregar-se à vida religiosa. A sua insistente recusa motivou, mesmo, o confisco de todos os seus bens.
Olímpia nasceu em 361, na Capadócia. Pertencia a uma família muito ilustre e rica dessa localidade, mas ficou órfã logo cedo. Foi educada por Teodósia, irmã do bispo Anfíloco, futuro santo, o que lhe garantiu receber, logo cedo, os ensinamentos cristãos. Aos vinte anos de idade, casou-se com o governador de Constantinopla, ficando viúva alguns meses depois. Desejando ingressar para a vida religiosa, afastou-se de todos os possíveis pretendentes. O fato muito contrariou o imperador Teodósio, que queria vê-la como esposa do seu primo, um nobre da Corte espanhola. Olímpia, entretanto, perseverou na sua decisão. Como vingança, o soberano mandou que todos os seus bens fossem confiscados e administrados pelo prefeito da cidade. Ao invés de reclamar, Olímpia agradeceu, porque não precisaria mais perder tempo com a administração das propriedades. Pediu que os bens fossem definitivamente confiscados e doados aos pobres. Não foi atendida. Em seguida, o imperador fez uma longa viagem e, ao voltar, três anos depois, ficou tão impressionado com as informações sobre sua vida santa e repleta de humildade e caridade que restituiu os bens a ela. Assim, Olímpia continuou suas obras de caridade com maior intensidade. Mas seu sofrimento não acabou. Contraiu doenças dolorosas. Conta a tradição que Olímpia jamais pronunciou qualquer reclamação. Desse modo, tornou-se um modelo perfeito aos cristãos de seu tempo. Seu nome foi envolvido em denúncias graves infundadas, por isso se tornou vítima de perseguições injustas. Foi acusada de ser cúmplice de são João Crisóstomo no incêndio de uma catedral. Mas ela declarou, categoricamente, que nada fizera, muito menos Crisóstomo, que doava muito dinheiro para a construção de igrejas, portanto não poderia destruir uma. Essas acusações partiam do antipatriarca Arsácio, inimigo declarado de Crisóstomo, que mandou Olímpia deixar a cidade. O principal motivo desse exílio foi porque ela era a mais estimada assistente de Crisóstomo, chamado de "o maior pregador da Antigüidade". Era tão competente que, aos trinta anos de idade, se tornou diaconisa da Igreja, dignidade só concedida às viúvas com mais de sessenta anos. Logo Olímpia decidiu voltar, declarando ao próprio prefeito que não reconhecia autoridade no antipatriarca por ser usurpador de um poder que a Igreja não lhe concedera. Assim, tornou-se a principal vítima de Arsácio, pois Crisóstomo já havia sido exilado de sua pátria pelo cruel prefeito, cúmplice do antipatriarca. Olímpia morreu no ano 408. Santa Olímpia é celebrada, no Oriente, nos dias 24 e 25 de julho, e, na Igreja de Roma, no dia 17 de dezembro.




Um comentário:

Pedro disse...

LUCIANO DÍDIMO QUERO DAR OS PARABÉNS PELA PRODUÇÃO DO LAYOUT DO NOSSO BLOG DA OCDS.

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