quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Liturgia - 11 de dezembro - SANTA MARIA MARAVILLAS DE JESUS,Virgem da nossa Ordem






SANTA MARIA MARAVILLAS DE JESUS
Virgem da nossa Ordem

Cor litúrgica: Branco
Ofício próprio da memória facultativa na OCD ou
Liturgia das Horas: 1223-781-1071
Oração das Horas: 1509-919-1158

Leituras próprias: Os 2,16b.17b.21-22 – Sl 44 – Mt 25,1-13
“O noivo está chegando, ide ao seu encontro.”
Jesus é o homem perfeito que sintetiza em si todos os homens e toda verdade.

Santa Maria Maravillas de Jesus nasceu em Madri, no ano de 1891. Entrou nas carmelitas descalças de El Escorial (Madri) no dia 12 de outubro de 1919. Sempre deu primazia à oração e à imolação. Tinha verdadeira paixão e zelo pela glória de Deus e a salvação das almas. Da clausura e vivendo uma vida pobre, socorreu aos necessitados, fomentando iniciativas apostólicas e obras sociais e caritativas. Faleceu no mosteiro de la Aldehuela (Madri) aos 11 de dezembro de 1974.


MARÍA MARAVILLAS PIDAL Y CHICO DE GUZMÃN (1891-1974)


É o nome recebido no batismo por uma menina nascida em Madrid, em 4 de Novembro de 1891. O Batismo foi recebido no dia 12 do mesmo mês e ano. Seu pai era, naquele tempo, Embaixador da Espanha junto da Santa Sé e tinha sido Ministro, distinguindo-se, sempre, por gestões em favor da Igreja. Com seu irmão Alexandre Pidal, foi fundador da União Católica. Foi nesse ambiente de religiosidade e distinção que María Maravillas cresceu. Confirmada em 1896, recebeu a Primeira Comunhão em 1902. Dotada de grandes qualidades humanas, orientou a sua vontade para a prática do bem. Desde pequena, dizia que a vocação para a vida consagrada tinha nascido com ela. E na sua juventude, a par dos estudos privados de línguas e cultura geral, dedicou-se a obras de beneficência e caridade, ajudando muitas famílias, os pobres e marginalizados. Entrou no Carmelo do Escurial em 12 de Outubro de 1919 e fez a sua primeira Profissão em 1921. Quis, assim, pagar o amor de Deus com o seu amor, vontade que manifestava nas suas cartas. Era grande a sua devoção ao Coração de Jesus, com longas vigílias perante o sacrário. Assim, a sós com Deus, nasceu a idéia da fundação de um novo convento carmelita no Cerro de los Angeles, que ela queria "lâmpada viva que se consumisse de amor e reparação diante do Coração de Cristo". Foi no Cerro de los Angeles, situado no centro geográfico da Espanha e onde tinha sido erigido um monumento ao Coração de Jesus, que o Rei Afonso XIII consagrou a Nação ao mesmo Coração de Jesus, em 30 de Maio de 1919. Em 1924, com outras três religiosas do Escurial, instalou-se na casa provisória de Getafe, dali orientando a construção do mosteiro do Cerro. E nesta casa fez a sua Profissão solene em 30 de Maio do mesmo ano. Em 31 de Outubro de 1926 foi inaugurado o novo mosteiro, logo povoado de vocações, o que levou à fundação de "novas casas da Virgem". Em 1933 estendeu-se à Índia, enviando 8 monjas para Kottayam. Mas 1936 e a revolução fizeram sair as monjas de Cerro de los Angeles, voltando em 1939 para edificar novo convento, pois o primeiro fora totalmente destruído. Muitos trabalhos e esforços foram precisos, no meio de grandes dificuldades, mas Madre Maravillas sabia incutir o valor e alegria necessários às suas filhas. Interessava-se pelos outros e procurava ajudá-los; assim funda um colégio para crianças pobres, um bairro de casas e uma igreja em Aldehuela. Ajuda a construção de 200 casas na proximidade do lugar, apoiada confiadamente na Providência divina.



"Na vida, não quero outra coisa senão imitar Cristo, o mais possível", tinha ela escrito. Assim a pobreza tornou-se para ela uma virtude heróica, trabalhando-se manualmente nos seus mosteiros para poderem viver. Era amada por todas, dada a sua serenidade, a sua caridade e equilíbrio, a par de uma grande delicadeza para com todas. Cheia de alegria e de paz, sempre afável, pedia a opinião de todas para os seus trabalhos. Tinha um grande apreço pela oração e procurou viver a espiritualidade de São João da Cruz. Revelou que se "sentia amada pelo Senhor". Morreu no Carmelo de Aldehuela (Madrid) em 1 de Dezembro de 1974, cheia de paz e dizendo: "que felicidade morrer carmelita"! Teve uma missão: conservar o espírito de contemplação amorosa e missionária, ao máximo. Queria conservar e multiplicar esses "lugares da Virgem" como oásis de paz, de oração, neste mundo conflituoso e triste. Os estudiosos da sua vida chamaram-na: mulher carismática, profética e providencial.
Beatificada em 10 de Maio de 1998 em Roma, por João Paulo II, por ele foi canonizada na Cidade que a viu nascer e crescer.




“Experimenta grande deleite de amor pela caridade que lhe faz gozar unicamente do Deus vivo; e mediante a esperança permanece satisfeita quanto à memória. Tudo isso constitui admirável proveito, essencial e diretamente necessário à perfeita união da alma com Deus.”
São João da Cruz – 3S 32,4

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 11

1576 – C 163 – A D. Diego de Guszmán y Cepeda, em Ávila – Pêsames pela morte da esposa de D. Diego. Conselhos espirituais.

1580 – C. 249 – A um confessor das Descalças wm Sevilla – Lamenta que vá tão raramente ao mosteiro das Descalças. Recomenda-se às suas orações.

SANTOS DO DIA



São Damaso I, Papa

Baluarte da Igreja primitiva 305-382


Papa em uma época muito conturbada, lutou contra restos de paganismo, heresias e indisciplina. Restaurou e embelezou as catacumbas e construiu igrejas. Um cidadão espanhol, António, estabeleceu-se em Roma com sua esposa, um filho e uma filha. Uma inscrição na basílica de São Lourenço in Dâmaso, na Cidade Eterna, diz que, depois de certo tempo de vida comum com sua esposa, com consentimento dela, separaram-se. Ele recebeu as ordens sacras, e lhe foi designada a paróquia de São Lourenço. Seu filho Dâmaso, nascido na Espanha em 305, seguiu a carreira eclesiástica. Laurência, mãe de Dâmaso, vivia ainda quando ele foi elevado ao sólio pontifício em 366. Como sua filha Irene, ela se consagrara a Deus. A pureza de costumes do jovem Dâmaso e sua rara erudição atraíram-lhe a geral estima dos bons. Por isso foi recebendo responsabilidades, até ser nomeado para o alto cargo de arcediago pelo papa Libério. Isso punha em suas mãos a administração de boa parte da Igreja, com todas as suas obrigações. Os contemporâneos afirmam que Dâmaso era homem de grande virtude e inteligência cultivada, bem visto pela aristocracia romana. Entretanto o Imperador Constâncio, tendo aderido à heresia ariana, começou a oprimir a Igreja com seu despotismo teocrático, querendo forçar o Papa Libério a lançar um anátema contra Santo Atanásio, campeão da ortodoxia contra a heresia ariana. Nada conseguindo, exilou o Sumo Pontífice no Oriente. São Dâmaso deu a conhecer toda sua adesão a Libério, e obrigou-se publicamente, com o clero de Roma, a não receber outro Papa enquanto ele vivesse. Fez mais: acompanhou o Pontífice ao exílio, e com ele esteve até que Libério, julgando que Dâmaso seria mais útil à Igreja em Roma, ordenou-lhe voltar à Cidade Eterna.
“Doutor virgem da Igreja virgem”
Mais tarde o próprio Papa Libério voltou também a Roma, falecendo pouco depois. Dâmaso foi eleito em seu lugar para a Sé Apostólica. Uma facção, formada por sacerdotes e diáconos chefiada por Ursino e Lupo, não aceitou essa eleição. Arrebanhando um populacho de vagabundos e cocheiros, congregaram-se na igreja de Santa Maria in Trastevere. Subornando Paulo, bispo de Tívoli, levaram-no a ordenar sacerdote e ao mesmo tempo sagrar Ursino como bispo de Roma. Enquanto isso, São Dâmaso era aclamado pela maioria dos fiéis e do clero romano, e sagrado na basílica de São Lourenço in Lucina. Para evitar conflitos, São Dâmaso quis renunciar, mas suplicaram-lhe que não abandonasse a Igreja naquela emergência. O antipapa Ursino formou um partido poderoso, suficiente para provocar uma sedição e tumulto violento, em que morreram 137 de seus partidários no enfrentamento com os defensores do Papa verdadeiro. Dâmaso foi responsabilizado pelos desmandos e mortes ocorridos na luta. Narra a legenda que um milagre o confirmou no posto: saindo São Dâmaso um dia da basílica do Vaticano, um cego conhecido começou a rogar-lhe em alta voz: “Santo Padre, curai-me”. O Pontífice, ante a fé e confiança do homem, fez-lhe um sinal da cruz nos olhos, dizendo: “Tua fé te salve”. O enfermo recuperou instantaneamente a vista. Diante do milagre, toda a cidade de Roma pôs-se de seu lado. Entretanto, o antipapa e seus principais sequazes lançaram mão de toda sorte de calúnias para denegrir São Dâmaso, inclusive a de adúltero. O Pontífice convocou um sínodo em Roma com a participação de 44 bispos, no qual se justificou tão satisfatoriamente, que o Imperador confirmou sua eleição e exilou o antipapa e seus principais colaboradores. São Jerônimo, o grande Doutor da Igreja, afirma: “Dâmaso foi um arauto da fé, oráculo da ciência sagrada, e doutor virgem da Igreja virgem”. Esta última expressão tem o propósito de inocentar o Pontífice da calúnia acima.
Santa intransigência contra a heresia
A época em que São Dâmaso foi eleito para o sólio pontifício foi uma das mais conturbadas da Igreja. Havia muitos cismas, e as heresias brotavam de um dia para outro como cogumelos, provocando por toda parte discussões teológicas acaloradas e arbitrariedades imperiais. Discutia-se livremente sobre a natureza, a pessoa ou a vontade de Cristo, originando novos erros. Até em Roma, as diversas seitas se combatiam com encarniçamento. Assim, além do funesto arianismo que dividia a Igreja e o Império, São Dâmaso teve que enfrentar os cismas dos sabelianos, eunomianos, macedonianos, fotinianos, luciferianos e apolinaristas. O cisma dos luciferianos provinha do nome de seu chefe, o bispo Lúcifer, de Cagliari, que nunca estava conforme com os atos de misericórdia da Santa Madre Igreja. Nem como legado pontifício ele quis aprovar que Santo Atanásio, no Concílio de Alexandria (362), concedesse a arianos verdadeiramente arrependidos a reintegração em suas funções religiosas. Acabou por separar-se de Roma, com um punhado de exaltados, e fundar uma igreja independente, deixando em Roma um bispo rival de Dâmaso, que causou não poucos transtornos ao Papa. Outro problema que ele teve de resolver foi o de um cisma em Antioquia, onde dois bispos disputavam a mesma Sé, cada um exercendo seu episcopado sobre a parte da população que lhe era adicta. Como os dois eram igualmente recomendáveis, Dâmaso confirmou ambos na diocese, determinando que deveriam governar simultaneamente até que, à morte de um, o outro ficasse único detentor do cargo. Caso menos grave foi o de Máximo, o Cínico, que chegou a Constantinopla não se sabe de onde, fingindo modos finos, piedade oca e afectado desdém das coisas do mundo. De início ganhou a confiança de São Gregório Nazianzeno, que o elogiou e defendeu publicamente. Este santo, que não havia consentido em ser reconhecido oficialmente como bispo de Constantinopla enquanto não fosse confirmado no cargo, o exercia interinamente com aplauso geral. Mas a sé era considerada vacante. Máximo apoderou-se dela, fez-se sagrar fraudulentamente, e pôs-se a caminho de Tessalónica, para que o imperador Teodósio o reconhecesse como legítimo bispo da capital do Império do Oriente. O imperador comunicou o fato a São Dâmaso, que excomungou o intruso e procedeu à eleição canônica de São Gregório, matando assim na raiz o cisma incipiente. Em dois sínodos romanos (368 e 369), São Dâmaso condenou os hereges apolinaristas e macedonianos; também enviou legados ao Concílio de Constantinopla (381), que condenou mais uma vez a heresia ariana. No sínodo romano de 369 (ou 370), foi excomungado o bispo ariano de Milão, Auxêncio, que entretanto, por favor imperial, permaneceu em sua diocese até o ano de sua morte, em 374, quando o substituiu Santo Ambrósio. No meio dessas confusões teológicas e doutrinárias, São Dâmaso foi o homem de critério reto que servia de pauta para os verdadeiros católicos.
São Jerónimo participou do Concílio de Roma, convocado por São Dâmaso em 374. O Papa conhecia o profundo saber e capacidade do solitário de Belém, e o tomou como secretário. Encarregou-o de responder, em seu nome, às consultas que recebia; encarregou-o também de muitos outros trabalhos para o bem da Igreja. Entre essas tarefas empreendidas por São Jerónimo, merece menção a revisão do Novo Testamento, de conformidade com o original grego, como também a confecção do Saltério. Actualmente se atribui a São Dâmaso o catálogo das Sagradas Escrituras, tido antes como sendo de São Gelásio, e que foi composto no mencionado Concílio romano por influência de São Jerónimo.
Combate aos remanescentes do paganismo
Quando São Dâmaso subiu ao sólio pontifício, havia no Império importantes restos de paganismo, principalmente entre a aristocracia. Ao lado das basílicas romanas que se erguiam, havia templos pagãos em que se ofereciam contínuos sacrifícios. Na própria sala de deliberações do Senado conservava-se ainda, desde o reinado de Augusto, o famoso altar da Vitória, um dos símbolos do paganismo. Por influência do Papa, o Imperador Graciano, sincero católico, ordenou sua demolição. Os senadores pagãos apelaram ao Imperador para que o altar fosse restaurado, mas os senadores católicos protestaram junto a São Dâmaso, cuja influência evitou a restauração. Em 382, por influência do Papa, o imperador Graciano havia privado as vestais de seus privilégios, o que fez perecer o falso culto à deusa do lar. Com a morte de Graciano, os pagãos voltaram à carga para obter a restauração do altar da Vitória. São Dâmaso encarregou Santo Ambrósio de defender a posição católica. Com sua eloquência e autoridade, este obteve do Imperador Valentiniano II a confirmação da medida.
Primazia e fortalecimento da Sé de Pedro
São Dâmaso foi dos primeiros Papas a afirmar energicamente, por palavras e actos, a primazia universal da Igreja romana. Essa supremacia da Sé de Pedro foi favorecida por actos e éditos imperiais. Entre os pronunciamentos pontifícios está o que afirma que a supremacia eclesiástica da Igreja está baseada, não nos decretos dos concílios, mas nas próprias palavras de Jesus Cristo em Mateus, 16, 18 (“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja”). No ano de 380, também por inspiração sua, o Imperador Teodósio emitiu o famoso edito “De Fide Catholica”, que proclamava como religião do Estado Romano a que tinha sido pregada por São Pedro aos romanos, e da qual Dâmaso era a suprema cabeça. O desenvolvimento do papado nessa época, principalmente no Ocidente, trouxe-lhe muito de grandeza exterior. Sua extrema devoção pelos santos mártires levou-o a fazer várias reformas nas catacumbas, como um sistema de drenagem para evitar que a água estagnada ou das enchentes danificasse os corpos dos mártires nelas enterrados. Também as embelezou com mármores e artísticos epitáfios, compostos por ele mesmo. Dâmaso compôs várias “epigrammata”, ou breves notícias sobre os mártires, e alguns hinos.
Foi também São Dâmaso que instituiu o canto frequente do Aleluia, que antes era próprio do tempo pascal. Estabeleceu ainda normas para se cantar os salmos, e assinalou as horas do dia e da noite em que se deveria cantar o ofício divino nas igrejas e mosteiros. São Dâmaso faleceu no dia 10 de dezembro de 382.


São João Diego
Vidente da Virgem de Guadalupe


Os registros oficiais narram que Juan Diego, para nós João Diego, nasceu em 1474 na calpulli, ou melhor, no bairro de Tlayacac ao norte da atual Cidade do México. Era um índio nativo, que antes de ser batizado tinha o nome de Cuauhtlatoatzin, traduzido como "águia que fala" ou "aquele que fala como águia". Era um índio pobre, pertencia à mais baixa casta do Império Azteca, sem ser, entretanto, um escravo. Dedicava-se ao difícil trabalho no campo e à fabricação de esteiras. Possuía um pedaço de terra, onde vivia feliz com a esposa, numa pequena casa, mas não tinha filhos. Atraído pela doutrina dos padres franciscanos que chegaram ao México em 1524, se converteu e foi batizado, junto como sua esposa. Receberam o nome cristão de João Diego e Maria Lúcia, respectivamente. Era um homem dedicado, religioso, que sempre se retirava para as orações contemplativas e penitências. Costumava caminhar de sua vila à Cidade do México, a quatorze milhas de distância, para aprender a Palavra de Cristo. Andava descalço e vestia, nas manhãs frias, uma roupa de tecido grosso de fibra de cactos como um manto, chamado tilma ou ayate, como todos de sua classe social. A esposa, Maria Lúcia, ficou doente e faleceu em 1529. Ele, então, foi morar com seu tio, diminuindo a distância da igreja para nove milhas. Fazia esse percurso todo sábado e domingo, saindo bem cedo, antes do amanhecer. Durante uma de suas idas à igreja, no dia 9 de dezembro de 1531, por volta de três horas e meia, entre a vila e a montanha, ocorreu a primeira aparição de Nossa Senhora de Guadalupe, num lugar hoje chamado "Capela do Cerrinho", onde a Virgem Maria o chamou em sua língua nativa, nahuatl, dizendo: "Joãozinho, João Dieguito", "o mais humilde de meus filhos", "meu filho caçula", "meu queridinho". A Virgem o encarregou de pedir ao bispo, o franciscano João de Zumárraga, para construir uma igreja no lugar da aparição. Como o bispo não se convenceu, ela sugeriu que João Diego insistisse. No dia seguinte, domingo, voltou a falar com o bispo, que pediu provas concretas sobre a aparição. Na terça-feira, 12 de dezembro, João Diego estava indo à cidade quando a Virgem apareceu e o consolou. Em seguida, pediu que ele colhesse flores para ela no alto da colina de Tepeyac. Apesar do frio inverno, ele encontrou lindas flores, que colheu, colocou no seu manto e levou para Nossa Senhora. Ela disse que as entregasse ao bispo como prova da aparição. Diante do bispo, João Diego abriu sua túnica, as flores caíram e no tecido apareceu impressa a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Tinha, então, cinqüenta e sete anos. Após o milagre de Guadalupe, foi morar numa sala ao lado da capela que acolheu a sagrada imagem, depois de ter passado seus negócios e propriedades ao seu tio. Dedicou o resto de sua vida propagando as aparições aos seus conterrâneos nativos, que se convertiam. Ele amou, profundamente, a santa eucaristia, e obteve uma especial permissão do bispo para receber a comunhão três vezes na semana, um acontecimento bastante raro naqueles dias. João Diego faleceu no dia 30 de maio de 1548, aos setenta e quatro anos, de morte natural. O papa João Paulo II, durante sua canonização em 2002, designou a festa litúrgica para 9 de dezembro, dia da primeira aparição, e louvou são João Diego, pela sua simples fé nutrida pelo catecismo, como um modelo de humildade para todos nós.



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