quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Mensagem de Frei Emérson dos Santos , provincial da OCD - Província São José

Estimados irmãos,

proponho-lhes encerrar esse primeiro ano do triênio com o coração em Belém, agradecendo a Deus por todos os desafios que juntos enfrentamos e por vivermos “esperando dias melhores, dias de PAZ, dias que não deixaremos para trás”.  

Em Belém, conhecemos “dias melhores”, dias que Deus reservou para nós! Em Belém, podemos viver uma daquelas experiências que não queremos deixar para trás, experiência que muda a vida, experiência que nos faz querer esperar de novo! Em Belém, examinemos os movimentos do nosso coração e, em tudo, queiramos ver só a Deus! Reconduzamos a nossa vontade a uma absoluta submissão a Ele! Nele estão nossos dias de PAZ!

No despojamento de Belém, aprendamos que o que dá simplicidade à nossa vida, o que dá paz ao nosso coração, é o abandono de nós mesmos a Deus.  Somos propriedade de Deus: todas as vezes que procuramos ordenar a nossa vida e as nossas ocupações por nós mesmos, dispomos de uma propriedade que é de Deus e, inevitavelmente, perdemos os seus dons e as suas graças.

No despojamento de Belém, aprendamos: a falta do absoluto e total abandono é o único e verdadeiro obstáculo entre nós e Nosso Senhor. Ainda examinando os movimentos do nosso coração, podemos perguntar-nos, diante de Deus: “Quando estarei despojado de tudo? Quando me abandonarei sem reserva alguma à Vossa vontade? Quando Vos servirei com espírito puro, humilde e pacífico? Quando me lançarei em Vós com terno e ardente desejo? Quando será minha tibieza absorvida na imensidade de Vosso amor?”

No despojamento de Belém, aprendamos a assumir nossa fraqueza. Deus escolhe fracos e débeis, para que nenhuma carne se glorie na Sua presença. A nossa miséria, reconhecida e confessada, atrai as liberalidades de Deus: “somos ricos, ricos em enfermidades, e se quiséssemos apoiar-nos só em Jesus, fazendo tudo, sofrendo tudo em união com Ele e em seu nome, Ele tornar-nos-ia cada vez mais agradáveis ao Pai”. Quanto mais pobres formos, mais as inefáveis riquezas de Cristo encontrarão lugar em nós.   

No despojamento de Belém, proponho-lhes repetir a oração que a Deus dirigimos em todas as sessões do Conselho Plenário de nossa Província: “Senhor, olhando nossas misérias, e a promessa da cura, logo respondemos: eis-nos diante de Vós, fomos chamados e eis-nos aqui diante de Vós. Tendo prometido ser vossos, não nos submetemos a nenhum outro fora de vós, e dizemos: porque Vós, Senhor, sois nosso Deus, nenhuma outra coisa divinizamos nem adoramos como Deus. Vós, ó Deus, acima de todos estais, por todos, em todos, e nós estamos ligados pela caridade que a Vós nos une. Sim, a caridade nos une a Deus. Dizemos ainda: eis-nos aqui diante de Vós, porque, Senhor, sois nosso Deus”. 

Por essa oração, a frágil Criança de Belém pode curar-nos, pode restaurar a nossa esperança. E nós podemos proclamar a Sua divindade, render-lhe a nossa adoração e, submetendo-nos inteiramente a Ele, para além das nossas dúvidas, caminharemos na certeza de “dias melhores, dias de PAZ, dias que não deixaremos para trás”.

Obrigado por dar vida à nossa Província, assumindo CADA DIA a missão que lhe foi confiada por Deus!     

Feliz e Santo Natal!

Frei Emerson dos Santos, ocd

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