quarta-feira, 3 de junho de 2009

Liturgia - 04 de junho - 5a-FEIRA DA 9a. SEMANA DO TEMPO COMUM




Cor litúrgica: Verde

Ofício do dia de semana
Cor litúrgica: Verde

Ofício do dia de semana
Liturgia das Horas: 1570-702-1337
Oração das Horas: 1509-815-1262

Leituras: Tb 6,10-11a.;7,1.9-17; 8,4-9a. - Sl 127(128) – Mc 12,28b-34
“O principal mandamento: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”
Somente o amor a Deus torna possível o amor ao próximo, e somente no amor ao próximo pode manifestar-se o amor a Deus.

“Tu Senhor, voltas com alegria e amor a levantar o que te ofende, e eu não torno a reabilitar e a honrar quem me irrita.”
São João da Cruz – D 45

“Depois disso, fiquei na oração, de estar a alma com a Santíssima Trindade; e parecia-me que a pessoa do Pai me aproximava de Si e dizia palavras muito agradáveis. Entre elas disse-me, mostrando-me o quanto me queria: “Eu te dei Meu Filho, o Espírito Santo e esta Virgem. Que podes tu dar a Mim?
Santa Teresa de Jesus – R 25

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 04

1575 – C 79 – A uma pessoa de Ávila – Pede entregar a Julián de Ávila o dinheiro que ele gastara no seu regresso em Sevilla.

1578 – C 241 – À Madre Maria de São José, em Sevilla – Agradece vários presentes da Madre Priora. Chegou a explicação sobre o fogãozinho econômico para São José de Ávila. Recomenda a Madre Priora que cuide mais de si. Procedimento que deve observar com um enferma caprichosa e muito excitada. Estas coisas não me causam tanta pena como “se visse imperfeições ou almas irrequietas. Comam carne “as duas monjas de muita oração.” Discrição e tino em qualificar as coisas de espírito. Teresita contentíssima com os presentes da Priora de Sevilla. Procura a Santa uns livros para um amigo.

1582 – C 431 – Ao Licenciado Dionísio Ruiz de la Peña, em Madrid – Insiste na conveniência de fazer quanto antes em Madrid o Convento de Descalças.

SANTO DO DIA


São Pedro de Verona,

Presbítero e Mártir


São Pedro , mártir dominicano, nasceu em 1205, em Verona, cidade da Lombardia italiana cativa pela heresia dos Cátaros, propagadores do maniqueísmo no centro e no norte da Itália.
Aos 16 anos, Pedro apaixonou-se pela palavra ardente do frade Domingos de Gusmão de cujas mãos recebeu o hábito dominicano.
Com ímpeto juvenil, dedica-se ao estudo, à oração e vive a austeridade e a penitência com radicalidade; é inteiramente seguidor de Domingos de Guzmão.
Terminando a formação eclesiástica, foi ordenado sacerdote e nomeado Pregador do Evangelho de Jesus. As regiões de Toscana, Milanesa e Romana conheceram este ardoroso pregador e polêmico formidável; dedicou-se à pregação especialmente entre os cátaros. Uma característica importante é que sempre foi um homem de diálogo.
Pedro é piedoso, austero e corre a fama de sua santidade por todos os lados. Preocupou-se com a defesa da fé e instituiu a “Associação da fé” e a Confraria da Virgem Maria. Foi solícito ao bem espiritual das irmãs às quais brindou com seus conselhos e ajuda espiritual. Como bom religioso, é um adepto à vida de comunidade.
Ama Jesus Cristo e, como Ele, experimenta a provação, o deprezo de alguns setores e ataques dos contrários. Sua presença evangelizadora através da pregação contínua e com intensidade, sua capacidade organizadora levam-no a coordenar e fundar muitos grupos pequenos mas bem organizados. Porém, tudo isso não haveria de ser possível sem oração intensa. Comenta-se que um dia, em sua contemplação, em sua cela dominicana, recebe a visita das Santas Mártires:
Inês, Cecília e Catarina que dialogaram nesse local.
O Papa Gregório IX conhece-o e nomeia-o, em 1232, Inquisidor Geral: Roma, Florença e Milão conheceram este apóstolo de Cristo. Os milagres referendam sua vida abnegada por Cristo e pelos homens. Sucessivamente, é Superior dos Conventos de Piacenza, Como e Gênova. Em 1243, Inocêncio IV confirma Pedro como Inquisidor Geral, mas uma conspiração para assassiná-lo o ameaça.
Seu martírio soa como um eco da morte de Cristo, pois é fruto de 40 libras (moeda de Milão). Era 6 de abril de 1252. Regressa de Milão ao seu Convento de Como, onde era Prior. Perto da aldeia de Barsalina, recebe dois golpes de machado na cabeça, começa então a recitar o Creio em voz alta, faltando-lhe as forças, molha seu dedo em seu sangue e escreve no chão “CREIO.”
O Creio é a síntese de sua vida, de sua entrega abnegada, de uma difelidade emocionante a Cristo Crucificado a quem ama. Tinha 46 anos. Seu corpo é trasladado para o convento de Milão. Em 25 de março do ano seguinte, Inocêncio IV canoniza-o. É o protomártir da Ordem Dominicana.




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