sábado, 6 de junho de 2009

Liturgia - 07 de junho - SANTÍSSIMA TRINDADE







SANTÍSSIMA TRINDADE

Cor litúrgica: Branco

Ofício solene próprio
Liturgia das Horas: 531-626
Oração das Horas: 657-764

“Ao Deus Uno na Trindade, ao Deus Trino na Unidade,
vinde todos adoremos.”
(Invitatório)
Leituras: Dt 4,32-34.39-40 – Sl 32(33) – Rm 8,14-17 – Mt 28,16-20
“Há de receber do que é meu.”
Nas dificuldades, lembrar-me-ei que Deus está comigo sempre e procurarei superá-las com paciência.

O dogma da Santíssima Trindade aparece constantemente na Liturgia da Igreja. É em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo que se começa e acaba a missa, ofícios litúrgicos e os sacramentos. Os salmos se fecham pelo Gloria ao Pai...
Até o Século XII era comum representar o Pai por uma mão que saia das nuvens do céu a abençoar e depois o busto inteiro e a segunda pessoa era figurada com mais freqüência pela cruz ou pelo cordeiro, ou ainda por um jovem gracioso do jeito de Apolo no paganismo. A partir do século XV começou o Pai a ser representado por um ancião usando vestes pontificais. A terceira da santíssima trindade, assume proporções de um homem, semelhante ao Pai e o Filho, somente com a pomba nas mãos ou na cabeça para distinguir das outras pessoas. Depois do século XVI a pomba volta a tomar o lugar exclusivo na representação do Espírito Santo.

“A alma participará do próprio Deus, isto é, juntamente com ele, a própria obra da Santíssima Trindade, em conseqüência da união consubstancialmente entre a alma e Deus.”
São João da Cruz – C 39,6

“Na sétima morada, comunicam-se com ela e lhe falam as três Pessoas. Elas lhe dão a entender as palavras do Senhor que estão no Evangelho (Jô 14,23): que viria Ele, com o Pai e o Espírito Santo, para morar na alma que O ama e segue seus mandamentos.”
Santa Teresa de Jesus

Carta de Santa Teresa de Jesus em 07

1581 – C 379 – Ao Padre Jorónimo Gracián, em Salamanca – Conclusão dos negócios de Andaluzia. Pobreza do Colégio de Salamanca.


SANTO DO DIA

Bv. ANA DE SÃO BARTOLOMEU,
Virgem OCD
(memória omitida hoje na OCD)

Ana de São Bartolomeu nasceu em Almendral (Ávila), aos 10.10.1549, numa família pobre em bens materiais, mas riquíssima em virtudes cristãs. Ingressou no Carmelo de São José de Ávila em 1570. Foi a primeira “leiga” da Reforma de Santa Teresa. Desde o início foi muito amada pela Santa Doutora, em cujas mãos fez seus votos no dia 15.8.1572. Por graça de Deus, méritos de Santa Teresa e obediência da própria beata, passou de simples irmã conversa e analfabeta a secretária particular da doutora mística. Deste modo chegou a ser discípula predileta e herdeira do espírito de Teresa, como o foi Eliseu do grande profeta Elias. Isto vem afirmado os processos da causa da beata Ana. Como secretária, acompanhou Santa Teresa em suas peregrinações fundacionais. A Santa, reconhecendo o valor de sua colaboração e sua extraordinária santidade, chegou a dizer-lhe:"Ana aprendeu a escrever de modo milagroso”. Destacou-se sempre por sua imensa caridade, tanto para Deus quanto para com o próximo. Através de sua autobiografia ficamos sabendo que ela desejava ansiosamente morrer de amor e suspirava por esta felicidade. É sua esta frase: “Ah, como me pesa este corpo! Eu estou cansada de cuidar dele. Meu desejo é ver-me livre destas correntes.” Quando morreu Santa Teresa, Ana foi para a França, onde fundou vários conventos, dando maravilhosos exemplos de todas as virtudes. Em sua autobiografia, escrita por obediência, deixou-nos o registro das muitas graças místicas que experimentou durante sua vida, como fruto de seu grande amor à Humanidade de Jesus e ao mistério da Santíssima Trindade. Morreu em 1622 e foi beatificada em 1917, pelo papa Bento XV. Sua festa é celebrada no dia 7 de junho. Foi admirável seu zelo pela salvação das almas, manifestado nas relações impostas por seu cargo de priora e fundadora. A fecundidade de sua vida encontra sua base e explicação em sua comunicação assídua com Deus pela oração e em seu espírito de penitência. Pregando mais pelo exemplo que pelas palavras, formou muitas e santas filhas, que foram sua melhor coroa neste mundo e espelhos de suas virtudes diante de Deus e dos homens. Pode-se dizer que esta beata passou pela terra fazendo o bem, pensando mais nos outros que em si mesma. Desprendia-se de tudo o que pudesse distraí-la de fixar os olhos no céu. Faleceu no Carmelo de Amberes, aureolada de glória e de santidade. Suas palavras eram ouvidas com veneração pelos príncipes do mundo e pelos prelados da Igreja. Suas qualidades eram as de uma verdadeira e genuína carmelita: adesão inquebrantável à Igreja, entranhado amor à sua Ordem e ardente zelo pela salvação das almas. Desde o começo até o fim de sua vida destacou-se pela humildade, seja como superiora ou mesmo aconselhando aqueles que lhe pediam orientação espiritual. A vida espiritual da beata Ana foi totalmente centrada na vontade de Deus, a quem sempre buscou, amou e serviu com generosa fidelidade. Mostrou-se sempre, como Santa Teresa, verdadeira filha da Igreja, ardendo de zelo pela salvação das almas. Morreu em Antuérpia, no ano de 1626.

Oração
Ó Deus, que nos dais na Beata Ana maravilhoso exemplo de humildade, concedei-nos a nós, vossos servos, que, seguindo seus exemplos, recebamos o prêmio que prometestes aos humildes. Amém.
Beata Ana, rogai por nós!


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