NOVENA DE SANTA ELISABETE DA TRINDADE - 2021
(Meditando com algumas de suas cartas)
Tema: “Sou Elisabete da Trindade. Quer dizer,
Elisabete que desaparece, se perde, se deixa invadir pelos Três”.
(Carta 148)
ORAÇÃO INICIAL (Todos os dias):
Pai-Nosso.
Ave-Maria.
Vinde, Espírito Santo.
Glória ao Pai...
Intenções: (...)
Oração:
Ó Deus, rico em misericórdia, que revelastes à Irmã Elisabete da Trindade o mistério da vossa presença na alma dos justos e fizestes dela uma adoradora em espírito e verdade, concedei-nos por sua intercessão que, permanecendo no amor de Cristo, mereçamos ser transformados em templos vivos do Espírito Santo de amor, para o Vosso louvor e glória infinita. Amém.
SANTA ELISABETE DA TRINDADE,
rogai por nós!
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4º Dia – 02/11/2021.
Tema: Diante da Eucaristia, com a Virgem Maria.
"Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”. (Jo 13,1)
Doutrina Católica:
A missão de Cristo e do Espírito Santo completa-se na Igreja, corpo de Cristo e templo do Espírito Santo. Esta missão conjunta associa, doravante, os fiéis de Cristo à sua comunhão com o Pai no Espírito Santo: o Espírito prepara os homens e adianta-se-lhes com a sua graça para os atrair a Cristo. Manifesta-lhes o Senhor ressuscitado, lembra-lhes a sua Palavra e abre-lhes o espírito à inteligência da sua morte e da sua ressurreição. Torna-lhes presente o mistério de Cristo, principalmente na Eucaristia, com o fim de os reconciliar, de os pôr em comunhão com Deus, para os fazer dar «muito fruto» (CEC 737).
Meditando com Santa Elisabete da Trindade:
“Eco do silêncio que existe em Deus”
A Irmã Elisabete escreve ao seminarista André Chevignard sobre a Eucaristia e a visão face a face, culminando com o permanente “eco do silêncio que existe em Deus”, em comunhão com a Virgem Maria. Apresentando-lhe em sua disponibilidade vigilante a experiência do “Céu na fé”, declarando com a profundidade de sua alma adoradora, o mistério da Eucaristia: “Reverendo! Creio que nada manifesta tanto o amor de Deus aos homens como a Eucaristia. É a união, a consumação. É Ele em nós e nós n’Ele. Não é isto já o céu na terra? O céu na fé, enquanto esperamos a visão face a face tão desejada. Então, seremos saciados quando aparecer a sua glória (Sl 16,15) e quando o veremos na sua luz. Não acha que é um descanso para a alma pensar nesse encontro, nessa convivência com Aquele a quem ela unicamente ama? Tudo desaparece então, e temos a impressão de que já penetramos no mistério Divino. Esse mistério é tão nosso como me dizia em sua carta... Peça para que eu viva plenamente minha vocação de esposa, para eu seja pura disponibilidade e permaneça vigilante na fé, a fim de que o Senhor possa me conduzir por onde for do seu agrado. Desejaria permanecer constantemente junto Àquele que conhece todo o mistério para que me ensine. ‘A linguagem do Verbo é a infusão do dom’. É assim como Ele fala à nossa alma no silêncio. Esse amado silêncio é um paraíso. Desde a Ascensão até Pentecostes estivemos em retiro espiritual no Cenáculo à espera do Espírito Santo. Era maravilhoso. Durante toda a oitava tivemos o Santíssimo Sacramento exposto no oratório. Passam-se horas divinas neste cantinho de céu onde sob as humildes aparências da Hóstia, possuímos em substância, a visão beatífica. Sim, é o mesmo Deus a quem os bem-aventurados contemplam na luz e nós adoramos na fé” (...) “Unamo-nos, pois, Reverendo, para fazer feliz a quem ‘nos amou com grande amor’ (Ef 2,4), segundo as palavras de São Paulo. Preparemos-lhe em nossa alma uma morada tranqüila na qual sempre ressoe o cântico do amor e da ação de graças. Depois, permaneçamos em silêncio profundo, eco do silêncio que existe em Deus. Depois, como você mesmo me dizia, aproximemo-nos da Virgem, totalmente pura, e toda luminosa, para que nos introduza naquele a quem ela conhece tão profundamente, e para que nossa vida seja umacomunhão contínua e um impulso espontâneo para Deus”. (Carta 143 - 14 de junho de 1903)
Propósito pessoal:
Oração Final: ELEVAÇÃO À SANTÍSSIMA TRINDADE.
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ORAÇÃO FINAL (Todos os dias):
ELEVAÇÃO À SANTÍSSIMA TRINDADE
“TRINDADE QUE ADORO”
Rezemos esta oração que foi composta por Santa Elisabete da Trindade, em 21 de novembro de 1904, que é sem dúvida uma das mais belas e profundas orações dedicadas à Santíssima Trindade, sendo uma espécie de síntese de sua vida espiritual.
“Ó meu Deus, Trindade que adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente para me estabelecer em Vós, imóvel e pacífica, como se minha alma já estivera na eternidade; que nada me possa perturbar a paz nem arrancar-me de Vós, ó meu Imutável, mas que cada minuto me transporte mais profundamente em Vosso Mistério!
Pacificai minha alma; fazei dela o Vosso Céu, Vossa morada querida e o lugar de Vosso repouso; que eu não Vos deixe jamais só; mas fique toda inteira Convosco, toda atenta em minha fé, em atitude de adoração e entregue inteiramente a Vossa ação criadora.
Ó meu Cristo amado, crucificado por amor, quanto desejaria ser uma esposa para Vosso coração; quanto desejaria cobrir-Vos de glória, quanto desejaria amar-Vos... Até morrer!... Mas sinto minha impotência e, por isso, peço-Vos revesti-me de Vós mesmo, identificai minha alma com todos os movimentos da Vossa. Submergi-me, penetrai-me, substitui-Vos a mim, a fim de que minha vida não seja senão uma irradiação da Vossa. Vinde a mim como Adorador, como Reparador, como Salvador.
Ó Verbo Eterno, Palavra de meu Deus, quero passar minha vida a escutar-Vos, quero ser inteiramente dócil, para aprender tudo de Vós; e depois, através de todas as noites, de todos os vácuos, de todas as impotências, quero ter sempre os olhos fitos em Vós e ficar sob Vossa grande Luz. Ó meu Astro querido, fascinai-me a fim de que eu não possa mais sair dos Vossos raios.
Ó fogo devorador, Espírito de Amor, vinde a mim para que em mim se opere uma como encarnação do Verbo; que eu seja para Ele uma humanidade de acréscimo na qual Ele renove o seu Mistério.
E Vós, ó Pai, inclinai-Vos sobre vossa pobre criatura, cobri-a com Vossa sombra, vede nela somente o Vosso Bem-Amado no qual pusestes todas as vossas complacências.
Ó meus “Três”, meu Tudo, minha Beatitude, Solidão Infinita, Imensidade em que me perco, eu me entrego a Vós qual uma presa, sepultai-Vos em mim, para que eu me sepulte em Vós, na esperança de ir contemplar em Vossa Luz o abismo de Vossa grandeza.”
Glória ao Pai... Amém.
Salve-Regina.
SANTA ELISABETE DA TRINDADE,
rogai por nós!
Estela da Paz, OCDS.
(Comunidade São José, Petrópolis/RJ).
Comissão de Espiritualidade
Referência:
TRINDADE, Elisabete. Obras Completas. Ed. Vozes, 1993.
PHILIPON, M. M. A Doutrina Espiritual da Irmã Elisabeth da Trindade. Livraria Agir, 1957.
REIS, Manuel Fernandes. Isabel da Trindade: Interioridade Teologal Unificada (I).
Catecismo da Igreja Católica.

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