sexta-feira, 5 de novembro de 2021

7º DIA NOVENA DE SANTA ELISABETE DA TRINDADE






NOVENA DE SANTA ELISABETE DA TRINDADE - 2021

(Meditando com algumas de suas cartas)

Tema: “Sou Elisabete da Trindade. Quer dizer, 

Elisabete que desaparece, se perde, se deixa invadir pelos Três”.

(Carta 148)

 

 

ORAÇÃO INICIAL (Todos os dias):

Pai-Nosso.

Ave-Maria.

Vinde, Espírito Santo.

Glória ao Pai...

 

Intenções: (...)

Oração:

Ó Deus, rico em misericórdia, que revelastes à Irmã Elisabete da Trindade o mistério da vossa presença na alma dos justos e fizestes dela uma adoradora em espírito e verdade, concedei-nos por sua intercessão que, permanecendo no amor de Cristo, mereçamos ser transformados em templos vivos do Espírito Santo de amor, para o Vosso louvor e glória infinita. Amém.

SANTA ELISABETE DA TRINDADE,

rogai por nós!

 

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7º Dia – 05/11/2021.

Tema: Purgatório do amor.

 

"Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor". (Jo 15,10)

 

Doutrina Católica:

«Ó Trindade. Luz ditosa, ó primordial Unidade!». Deus é eterna bem-aventurança, vida imortal, luz sem ocaso. Deus é amor: Pai, Filho e Espírito Santo. Livremente. Deus quer comunicar a glória da sua vida bem-aventurada. Tal é o «mistério da sua vontade» (Ef 1, 9) que Ele concebeu antes da criação do mundo em seu Filho muito-amado, uma vez que nos «destinou de antemão a que nos tornássemos seus filhos adotivos por Jesus Cristo» (Ef 1, 5), quer dizer, a sermos «conformes à imagem do seu Filho» (Rm 8, 29), graças ao «Espírito que faz de vós filhos adotivos» (Rm 815). Este desígnio é uma «graça que nos foi dada [...] desde toda a eternidade» (2 Tm 1, 9), a qual procede imediatamente do amor trinitário. E este amor manifesta-se na obra da criação, em toda a história da salvação depois da queda, e nas missões do Filho e do Espírito, continuadas pela missão da Igreja (I Concílio de Vaticano, Decr. Ad gentes, 2-9). (CEC 257)

Meditando com Santa Elisabete da Trindade:

 

“Agrada-lhe tanto perdoar-nos, reerguer-nos, transformar-nos nele”.

 

Escrevendo, ainda, a Irmã Elisabete da Trindade à sua querida Germaninha da Trindade (Germana de Gemeaux), fala a respeito de nossa transformação sobrenatural, e completa com o que ela vai chamar de purgatório do amor: “Sim, minha irmãzinha, nós somos muito fracas. Eu me atreveria até a dizer: não somos senão miséria. Mas ele o sabe. Agrada-lhe tanto perdoar-nos, reerguer-nos, transformar-nos nele, em sua pureza, em sua santidade infinita. Assim é como nos purificará com seus contatos permanentes e seus toques divinos. Ele nos quer tão puras... Ele mesmo será a nossa pureza. Temos que nos deixar transformar na sua própria imagem. E fazê-lo com toda a simplicidade, amando-o constantemente com aquele amor que estabelece a unidade entre aqueles que se amam. Também eu, Germana, quero ser santa. Santa para fazê-lo feliz. Peça-lhe que eu viva somente de amor. É a minha vocação. (cf. S. Teresinha) Unamo-nos para fazer de nossas tarefas diárias uma comunhão permanente. Pela manhã despertemo-nos no amor. Passemos o dia, entregues ao amor, quer dizer, cumprindo a vontade de Deus, sob o seu olhar, com ele, nele e somente por ele. Procuremos dar-nos sempre da forma que ele queira. Você, sacrificando-se, alegrando a vida de seus queridos pais. Depois, quando chegar à noite, após um diálogo de amor que jamais cessou em nosso coração, adormeçamos ainda no amor. Talvez descubramos algumas deficiências e infidelidades. Entreguemo-las ao amor. É um fogo que consome. Passemos, assim, o nosso purgatório no amor... A você, minha Germaninha, não a deixo nunca. Pense que você já é uma Carmelita com a sua irmã maior. Muito lhe agradeço por sua bonita estampa. Ela me encheu de que tanta satisfação... Quinta-feira, dia 27, celebramos o aniversário do dia em que um Serafim transpassou o coração de nossa Santa Madre Teresa. Peçamos também para nós uma ferida de amor”. (Trecho da Carta 148. 20 de agosto de 1903)

 

Propósito pessoal:

Oração Final: ELEVAÇÃO À SANTÍSSIMA TRINDADE.

 

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ORAÇÃO FINAL (Todos os dias):

 

ELEVAÇÃO À SANTÍSSIMA TRINDADE

TRINDADE QUE ADORO

 

Rezemos esta oração que foi composta por Santa Elisabete da Trindade, em 21 de novembro de 1904, que é sem dúvida uma das mais belas e profundas orações dedicadas à Santíssima Trindade, sendo uma espécie de síntese de sua vida espiritual.


“Ó meu Deus, Trindade que adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente para me estabelecer em Vós, imóvel e pacífica, como se minha alma já estivera na eternidade; que nada me possa perturbar a paz nem arrancar-me de Vós, ó meu Imutável, mas que cada minuto me transporte mais profundamente em Vosso Mistério!

Pacificai minha alma; fazei dela o Vosso Céu, Vossa morada querida e o lugar de Vosso repouso; que eu não Vos deixe jamais só; mas fique toda inteira Convosco, toda atenta em minha fé, em atitude de adoração e entregue inteiramente a Vossa ação criadora.

Ó meu Cristo amado, crucificado por amor, quanto desejaria ser uma esposa para Vosso coração; quanto desejaria cobrir-Vos de glória, quanto desejaria amar-Vos... Até morrer!... Mas sinto minha impotência e, por isso, peço-Vos revesti-me de Vós mesmo, identificai minha alma com todos os movimentos da Vossa. Submergi-me, penetrai-me, substitui-Vos a mim, a fim de que minha vida não seja senão uma irradiação da Vossa. Vinde a mim como Adorador, como Reparador, como Salvador.

Ó Verbo Eterno, Palavra de meu Deus, quero passar minha vida a escutar-Vos, quero ser inteiramente dócil, para aprender tudo de Vós; e depois, através de todas as noites, de todos os vácuos, de todas as impotências, quero ter sempre os olhos fitos em Vós e ficar sob Vossa grande Luz. Ó meu Astro querido, fascinai-me a fim de que eu não possa mais sair dos Vossos raios.
Ó fogo devorador, Espírito de Amor, vinde a mim para que em mim se opere uma como encarnação do Verbo; que eu seja para Ele uma humanidade de acréscimo na qual Ele renove o seu Mistério.

E Vós, ó Pai, inclinai-Vos sobre vossa pobre criatura, cobri-a com Vossa sombra, vede nela somente o Vosso Bem-Amado no qual pusestes todas as vossas complacências.

Ó meus “Três”, meu Tudo, minha Beatitude, Solidão Infinita, Imensidade em que me perco, eu me entrego a Vós qual uma presa, sepultai-Vos em mim, para que eu me sepulte em Vós, na esperança de ir contemplar em Vossa Luz o abismo de Vossa grandeza.”

 

Glória ao Pai... Amém.

Salve-Regina.

 

SANTA ELISABETE DA TRINDADE,

rogai por nós!

 

 

Estela da Paz, OCDS.

(Comunidade São José, Petrópolis/RJ).

Comissão de Espiritualidade

 


Referência:

TRINDADE, Elisabete. Obras Completas. Ed. Vozes, 1993.

PHILIPON, M. M. A Doutrina Espiritual da Irmã Elisabeth da Trindade. Livraria Agir, 1957.

REIS, Manuel Fernandes. Isabel da Trindade: Interioridade Teologal Unificada (I).

Catecismo da Igreja Católica.

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