

Cor litúrgica: Verde
Ofício dominical comum
III Semana do Saltério
Liturgia das Horas: 852
Oração das Horas: 945
Leituras: 1 Rs 19,4-8 – Sl 33(34) – Ef 4,30-5,2 – Jô 6,41-51
“Eu sou o pão vivo que desceu do céu.”
Os pobres não têm pão suficiente na mesa. A vida plena em Deus supõe a partilha.

SANTA TERESA BENEDITA DA CRUZ
Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) nasceu na cidade de Breslau, Alemanha, no dia 12 de outubro de 1891, em uma próspera família de judeus. Aos dois anos ficou órfã do pai. A mãe e os irmãos mantiveram a situação financeira estável e a educaram dentro da religião judaica.Desde menina, Edith era brilhante nos estudos e mostrou forte determinação, caráter inabalável, e muita obstinação. Na adolescência viveu uma crise, abandonou a escola, as práticas religiosas e a crença consciente em Deus. Depois, terminou os estudos com graduação máxima, recebendo o título de doutora em fenomenologia, em 1916. A Alemanha só concedeu este título à doze mulheres na última metade do século XX.Em 1921, ela leu a autobiografia de Santa Teresa d´Avila. Tocada pela luz da fé, se converteu e foi batizada, em 1922. Mas, a mãe e os irmãos nunca compreenderam ou aceitaram sua adesão ao catolicismo. A exceção foi sua irmã Rosa, que se converteu e foi batizada no seio da Igreja, após a morte da mãe, em 1936.Edith Stein começou a servir a Deus com seus talentos acadêmicos. Lecionou numa escola dominicana, foi conferencista em Instituições Católicas e finalizou como catedrática numa universidade alemã. Em 1933, chegavam ao poder: Hitler e o partido nazista. Todos os professores não-arianos foram demitidos. Por se recusar a sair do país, os superiores da Ordem do Carmelo a aceitaram como noviça. Em 1934, tomou o hábito das carmelitas e o nome religioso de Teresa Benedita da Cruz. Quatro anos depois, ela realizou sua profissão solene e perpétua recebeu o definitivo hábito marrom das carmelitas., na época, sua mãe já havia falecido. A perseguição nazista aos judeus alemães se intensificou e Edith foi transferida para o Carmelo de Echt, na Holanda. Um ano depois, sua irmã Rosa foi se juntar a ela neste Carmelo holandês, pois desejava seguir a vida religiosa. Foi aceita no convento, mas permaneceu como irmã leiga carmelita. A Segunda Guerra Mundial iniciou e a expansão nazista se alastrou pela Europa e pelo mundo.Em julho de 1942, publicamente os Bispos holandeses emitiram sua posição formal contra os nazistas e em favor dos judeus. Hitler considerou uma agressão da Igreja Católica local e revidou. Em agosto, dois oficiais nazistas levaram Edith e sua irmã Rosa, do Carmelo de Echt. Neste dia, outros duzentos e quarenta e dois judeus católicos foram deportados para os campos de concentração, como represália do Regime Nazista à mensagem dos Bispos holandeses. As duas irmãs foram levadas em um comboio de carga, junto com outras centenas de judeus e dezenas de convertidos, ao norte da Holanda no campo de Westerbork. Ali, Edith Stein, ou a "freira alemã" como a identificaram os sobreviventes, se diferenciou muito dos outros prisioneiros que se entregaram ao desespero, lamentações ou prostração total. Ela procurava consolar os mais aflitos, levantar o ânimo dos abatidos e cuidar do melhor modo possível, das crianças. Assim ela viveu alguns dias, suportando com doçura, paciência e conformidade a Vontade de Deus, seu intenso sofrimento e dos demais.No dia 07 de agosto de 1942, Edith Stein, Rosa e centenas de homens, mulheres e crianças, foram de trem para o campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Dois dias depois, em 09 de agosto, foram mortas na câmara de gás e tiveram seus corpos queimados.A Irmã carmelita Teresa Benedita da Cruz foi canonizada em Roma, em 1998, pelo Papa João Paulo II. Esta solenidade contou com a presença de personalidades ilustres, civis e religiosos, da Alemanha e Holanda, além de alguns sobreviventes dos campos de concentração que a conheceram e de vários membros da família Stein. Depois no ano seguinte, o mesmo Sumo Pontífice declarou Santa Edith Stein "co-padroeira da Europa", junto com Santa Brígida e Santa Catarina de Sena.
“Abrace de coração essas práticas; procurando acostumar a vontade a elas. Porque se de coração as exercitar, em pouco tempo achará nela grande deleite e consolo, procedendo com ordem e discrição.”
São João da Cruz – IS 13,7
Cartas de Santa Teresa de Jesus em 09
1578 – C 247 – Ao Padre Jerônimo Gracián, em Peñaranda – Sofrimentos causados à Santa pela situação do Padre Gracián. Os Descalços sujeitos imediatamente ao Núncio. Um Contrabreve. Sua promulgação nos Conventos. Mérito dos trabalhos sofridos por amor de Deus. Ida de Julián de Ávila a Madrid. Ninguém me tirará a meu Pablo, nem “o que tenho prometido a esse santo.”
1586 – C 338 – À D. Juana de Ahumada, em Alba de Tormes – Mercê grande é padecer. Sobre o casamento de Dom Francisco Cepeda, seu sobrinho. Recomenda-se às orações dos filhos de Juana.
1582 – C 439 - À Madre Tomasina Bautista, Priora de Burgos – É preciso ter muita caridade com as enfermas. Não convém pedir esmolas em Burgos para as Descalças. Lembranças ao Licenciado Aguiar e a outros amigos. Padre Gracián deseja que a Santa vá por Salamanca e Alba de Tormes à Ávila.
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