segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Liturgia - 18 de agosto - Bvs. JOÃO BATISTA, MIGUEL LUÍS E TIAGO DE ROCHEFORT, Presbíteros e Mártires





Bvs JOÃO BATISTA, MIGUEL LUÍS e TIAGO DE ROCHEFORT,
Presbíteros e Mártires

Cor litúrgica:Vermelho

Ofício próprio da memória facultativa na OCD ou
Liturgia das Horas: 1588-1029
Oração das Horas: 1493-1059

Leituras próprias: 1Jo 5,1-5 – Sl 30(31) – Jo 15,18-21
“Se me perseguiram, também perseguirão a vós.”
Nossa fé é capaz de transformar situações, nossos corações e o meio em que habitamos.


Na enseada de Rochefort (França), morreram amontoados em dois navios 547 sacerdotes e religiosos durante a Revolução Francesa. Entre eles estavam três carmelitas descalços: Frei João Batista Duverneuil que morreu por padecimentos e doença: Frei Miguel Luís Brulard e Frei Tiago Gagnot. O amor incondicional a Cristo, o apego e a fidelidade à Igreja, a compaixão para com todos, o perdão dos próprios perseguidores foram os traços comuns destes filhos de santa Teresa, beatificados no dia 1º de outubro de 1995, juntamente com outros 61 mártires mortos na mesma circunstância.

* BEATO JOÃON BATISTA DUVERNEIL, (P. Léonard de Angoulême) Martir. Nasceu em Limoges em 1737. Alguns historiadores aventuram outro lugar e outra data de nascimento;
*BEATO MIGUEL LUIS BRULARD Veio à luz em Chartres a 11 de junho de 1758. Mártir do Convento de Charenton.
*BEATO TIAGO GAGNOT (Uberto di S. Claudio), veio ao mundo em Frolois a 9 de fevereiro de 1753. Mártir de Nancy.
Os três, por diversos caminhos, seguiram a chamada do Carmelo Teresiano. Sua vida na Ordem foi uma generosa preparação para afrontar vitoriosamente seu futuro martírio. Estes irmãos nossos, pela fidelidade a Deus, à Igreja e ao Papa, foram alvo de fustigação, condenação e prisão. Confinados, com muitos outros companheiros, num barco negreiro, sofreram toda sorte de penalidades, privações e injúrias. Nesta situação dramática, exercitaram com os demais prisioneiros os atos mais delicados de caridade e serviço. Exauridos pelos sofrimentos físicos e morais, consumaram o martírio: o P. João Batista em janeiro de 1794, o P. Miguel Luís em 25 do mesmo mês e o P. Tiago a 10 de setembro do citado ano. Estas muertes por la fe tuvieron lugar en la bahía de Rochefort, en el litoral atlántico de Charente-Maritime. Fueron beatificados por el Papa Juan Pablo II el 1 de Octubre de 1995.


Oração: Senhor nosso Deus, que aos Beatos João Batista, Miguel Luís e Tiago, sacerdotes e companheiros mártires, deste a graça a graça da fidelidade e do perdão nos momentos de sofrimento e provação, concedemos, por sua intercessão , viver sempre fiéis à tua Igreja e abertos a reconciliação com nossos irmãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.


“O espírito tem aqui tanta força, e mantém a carne sob tal domínio, que não faz mais caso dela do que a árvore de uma de suas folhas.”-
São João da Cruz – 2N 19,4

"O Senhor me ensinou um modo de oração que me deixa muito mais benefícios, com muito maior desapego das coisas desta vida e com muito mais ânimo e liberdade.
Santa Teresa de Jesus - R 2,2



SANTO DO DIA



Santo Alberto Hurtado Cruchaga
Presbítero

Nasceu em Viña del Mar (Chile), no dia 22 de Janeiro de 1901. Aos quatro anos perdeu o pai e foi obrigado a experimentar a pobreza, pois a mãe teve que vender a sua modesta propriedade para pagar as dívidas. Contudo, graças a uma bolsa de estudos, ele pôde frequentar o Colégio dos Jesuítas em Santiago, onde se tornou membro da Congregação Mariana, manifestando imediatamente um vivo interesse pelos pobres. No dia 14 de Agosto de 1923 entrou no noviciado da Companhia de Jesus em Chillán e em 1925 foi mandado para Córdova (Argentina) para completar os estudos humanísticos. Recebeu a Ordenação sacerdotal em Lovaina (Bélgica) no dia 24 de Agosto de 1933. Retornou ao Chile em 1936 e iniciou o ensino de religião no Colégio Santo Inácio e de pedagogia na Universidade Católica. Encarregado dos estudantes pela Congregação Mariana, conseguiu envolvê-los na catequese para os pobres. Durante um dos cursos de Exercícios, o Pe. Hurtado dirigiu um apelo aos participantes a favor dos muitos pobres da cidade: o pedido foi prontamente acolhido e constituiu o começo da iniciativa que o tornou especialmente conhecido El Hogar de Cristo ("O Lar de Cristo"). Tratava-se de uma forma de atividade caritativa que previa não só dar uma acomodação aos desabrigados, mas oferecer-lhes também um ambiente semelhante ao da família, onde pudessem experimentar a bondade e o carinho.
Desde sua canonização , em 23 de outubro de 2005, pelo papa Bento XVI, é venerado como Santo.



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