
A graça da Transverberação do coração de Santa Madre Teresa é tão considerada pelos seus filhos e filhas que a Ordem quis instituir o dia 26 de agosto para celebrá-lo na sagrada liturgia. O que poderia significar para nós aquele evento? Nos dá uma luz o Beato Enrique de Ossó.
Enrique andava sempre em Benicasim, na espanha, para passar as férias de verão com os tios. Ali perto encontra-se o Deserto de Las Palmas, eremitério dos Carmelitas Descalços, com quem começa a contatar-se. Mais tarde, como seminarista fazia suas férias naquele local carmelitano. No recinto do deserto, o lugar de sua preferência era a ermida de Santa Teresa de Jesus, que, como Montserrat, seria para ele lugar da experiência de Deus. Assim como Montserrat era a casa da Mãe Maria, mãe de Jesus e nossa, a ermida de Santa Teresa seria o “lugar do amor". Nela havia uma imagem que o “encantava, enamorava e extasiava”, uma pintura da transverberação do coração de Santa Teresa de Jesus.
A partir do verão de 1872, Teresa de Jesus irrompe na vida de Enrique de Ossó com uma força inexplicável. O que aconteceu a Enrique de Ossó em 1872 que o fez mudar tanto? Não sabemos exatamente. Porém, é evidente uma grande mudança. Até 1872 todas as suas atividades apostólicas tiveram um selo mariano. O mesmo sucedia com seus escritos e sua correspondência pessoal. Como exemplo, nas cartas que Enrique de Ossó escreveu a seu amigo Sardá y Salvany nota-se u
m crescimento na dinâmica de Ossó quanto ao seu teresianismo. Antes de 1872, Enrique de Ossó despedia-se do amigo Sardá com a expressão “Suyo in Corde Jesu” ou “Suyo em Jesús amigo” ou ainda “”Suyo em Jesús, Maria y José amigo”, etc. A partir de 1872, Ossó termina as cartas com expressões como: “Suyo em Jesús de Teresa”, “Suyo affmo em Jesus de Teresa”, “Em Jesús y su Teresa su mejor amigo”. Aos poucos nota-se que vai substituindo o “JHS” que costumava colocar no início de suas cartas a Sardá y Salvany pela expressão “¡Viva Jesús de Teresa!”
A partir da experiência teresiana, fortemente cristocêntrica, ligada à graça da transverberação, Enrique de Ossó vai desenvolver um apostolado teresiano centralizado no coração de Santa Teresa. Promoverá o amor divino cultivado pela oração pessoal, formando um coração eclesial e universal, capaz de grandes coisas para Deus. A força difusiva do amor, que chamará de zelo pelos interesses de Jesus, será o traço característico do coração teresiano. De fato o que contagia quem se aproxima de Teresa é o seu zelo e amor apostólico. Enrique de Ossó a apresenta como missionária do amor divino, enviada para trazer fogo ao mundo com o único interesse de inflamar os corações. Para ele, foi o fogo do amor de Deus que invadiu o coração de Teresa, que o transformou e o dilatou, tornando-o eclesial. Segundo Enrique de Ossó, a experiência mística da Transverberação é a realização e o cumprimento em Teresa do desejo de Jesus para com todas as pessoas, expresso por Lucas na imagem do fogo, Ele que disse ter vindo à terra para incendiá-la. Nós, Carmelitas Descalços, compreendemos como a Transverberação do Coração de Santa Teresa é fruto maduro de uma dilatação do coração que inflamado de amor pelo Cristo abraça com Ele a Igreja e o mundo. Ao celebrá-la queremos nos dispor à mesma graça e caminho que faça alargar nas chamas do amor de Jesus nosso próprio coração.

A graça da Transverberação do coração de Santa Madre Teresa é tão considerada pelos seus filhos e filhas que a Ordem quis instituir o dia 26 de agosto para celebrá-lo na sagrada liturgia. O que poderia significar para nós aquele evento? Nos dá uma luz o Beato Enrique de Ossó.
Enrique andava sempre em Benicasim, na espanha, para passar as férias de verão com os tios. Ali perto encontra-se o Deserto de Las Palmas, eremitério dos Carmelitas Descalços, com quem começa a contatar-se. Mais tarde, como seminarista fazia suas férias naquele local carmelitano. No recinto do deserto, o lugar de sua preferência era a ermida de Santa Teresa de Jesus, que, como Montserrat, seria para ele lugar da experiência de Deus. Assim como Montserrat era a casa da Mãe Maria, mãe de Jesus e nossa, a ermida de Santa Teresa seria o “lugar do amor". Nela havia uma imagem que o “encantava, enamorava e extasiava”, uma pintura da transverberação do coração de Santa Teresa de Jesus.
A partir do verão de 1872, Teresa de Jesus irrompe na vida de Enrique de Ossó com uma força inexplicável. O que aconteceu a Enrique de Ossó em 1872 que o fez mudar tanto? Não sabemos exatamente. Porém, é evidente uma grande mudança. Até 1872 todas as suas atividades apostólicas tiveram um selo mariano. O mesmo sucedia com seus escritos e sua correspondência pessoal. Como exemplo, nas cartas que Enrique de Ossó escreveu a seu amigo Sardá y Salvany nota-se u
m crescimento na dinâmica de Ossó quanto ao seu teresianismo. Antes de 1872, Enrique de Ossó despedia-se do amigo Sardá com a expressão “Suyo in Corde Jesu” ou “Suyo em Jesús amigo” ou ainda “”Suyo em Jesús, Maria y José amigo”, etc. A partir de 1872, Ossó termina as cartas com expressões como: “Suyo em Jesús de Teresa”, “Suyo affmo em Jesus de Teresa”, “Em Jesús y su Teresa su mejor amigo”. Aos poucos nota-se que vai substituindo o “JHS” que costumava colocar no início de suas cartas a Sardá y Salvany pela expressão “¡Viva Jesús de Teresa!”A partir da experiência teresiana, fortemente cristocêntrica, ligada à graça da transverberação, Enrique de Ossó vai desenvolver um apostolado teresiano centralizado no coração de Santa Teresa. Promoverá o amor divino cultivado pela oração pessoal, formando um coração eclesial e universal, capaz de grandes coisas para Deus. A força difusiva do amor, que chamará de zelo pelos interesses de Jesus, será o traço característico do coração teresiano. De fato o que contagia quem se aproxima de Teresa é o seu zelo e amor apostólico. Enrique de Ossó a apresenta como missionária do amor divino, enviada para trazer fogo ao mundo com o único interesse de inflamar os corações. Para ele, foi o fogo do amor de Deus que invadiu o coração de Teresa, que o transformou e o dilatou, tornando-o eclesial. Segundo Enrique de Ossó, a experiência mística da Transverberação é a realização e o cumprimento em Teresa do desejo de Jesus para com todas as pessoas, expresso por Lucas na imagem do fogo, Ele que disse ter vindo à terra para incendiá-la. Nós, Carmelitas Descalços, compreendemos como a Transverberação do Coração de Santa Teresa é fruto maduro de uma dilatação do coração que inflamado de amor pelo Cristo abraça com Ele a Igreja e o mundo. Ao celebrá-la queremos nos dispor à mesma graça e caminho que faça alargar nas chamas do amor de Jesus nosso próprio coração.
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