quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

João da Cruz, o cantor das luzes e das noites

Frei Patrício Sciadini, ocd.

Nos primeiros momentos do dia 14 de dezembro de 1591, no convento de Ubeda, Espanha, morria escutando o Cântico dos Cânticos frei João da Cruz, o místico da união com Deus, o cantor revolucionário dos caminhos que levam ao cimo do monte onde está escrito: “aqui reina a glória e honra de Deus. Para o justo não há lei”. Palavras sábias que mostram que a única liberdade é encontrar a Deus e viver o amor na sua dimensão transcendente e humana. Só assim temos a certeza que “no fim da vida seremos julgados sobre o amor”.
A vida de João da Cruz é simples, mas buscadora. Uma procura angustiante dos valores infinitos dentro de uma sociedade muitas vezes hipócrita e uma vida religiosa de “fachada” mais que de radical seguimento de Jesus Cristo. João da Cruz é o cantor das noites tormentosas da fé onde não se enxerga mais nada e nos guiamos somente pela virtude da fé que, como guia, nos leva pelo caminho desconhecido. Ele, depois de ter passado momentos de profunda tristeza e desilusões enquanto pensa de deixar o Carmelo e se refugiar na Cartuxa, encontra a Madre Teresa que o contagia com seu sonho de novo Carmelo.
João da Cruz não é radical nas suas idéias, inamovível, ele busca a verdade e o bem, e quando os encontra, sabe se deixar conduzir por outros. Seria triste que um mestre do espírito do quilate de João da Cruz não soubesse assumir conselhos e orientações de pessoas sábias como era Teresa de Ávila. Entre estes dois santos iniciaria uma amizade espiritual autêntica, onde um acolhe o outro e os dois vivem em harmonia a vontade de Deus.
João da Cruz canta as noites difíceis do espírito que é necessário percorrer para possuir a Deus. Traça caminho, mas com uma alegria impressionante, não é rigorista e nem também macera-se a si mesmo e nem quer que outros se macerem por penitências corporais exageradas e sem sentido. A noite é caminho que se faz luz. João da Cruz diz sem meios termos que Deus “coloca na noite” os que querem introduzir na contemplação. A noite será luminosa e o caminho aventuroso e bendito.
Quem sabe se ainda haja muita gente que lê mal os livros de São João da Cruz e tem medo deste santo do “nada”. Parece duro, intransigente, mas é a exigência do amor, a firmeza dos que ama e quer ver os seus dirigidos e dirigidas chegarem ao cimo do monte.
Subir o monte exige desprendimento de si e ternura e misericórdia consigo mesmo. É noite, mas depois quando estivermos no cimo nos é dada a alegria de descortinar a planície toda, é o que canta no Cântico, e nos será dado o dom de unos unir a Deus como uma chama viva de amor.
Se você nunca leu nada de São João da Cruz não tenha medo deste Santo. Ele é de uma ternura impressionante, de uma amor misericordioso. Vamos meditar três estrofes das poesias dele:

Oh! noite que me guiaste,
Oh! noite mais amável que a alvorada!
Oh! noite que juntaste
Amado com amada,
Amada já no Amado transformada!(Noite 5)

No Amado acho as montanhas,
Os vales solitários, nemorosos,
As ilhas mais estranhas,
Os rios rumorosos,
E o sussurro dos ares amorosos(Cântico 13)

Oh! Lâmpadas de fogo
Em cujos resplendores
As profundas cavernas do sentido,
- que estava escuro e cego, -
Com estranhos primores
Calor e luz dão junto a seu Querido!(Chama 3)


Cantar a noite, cantar a luz para que o caminho não se faça pesado.
Santo Agostinho dizia: “canta no caminho e o caminhar será mais leve”.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Notícias - Convento em Fátima para o Séc. XXI - Carmelitas descalças dedicam capela aos pastorinhos

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Um convento para o Séc. XXI foi inaugurado em Fátima.

No dia em que a Carmelitas dedicaram a Capela do Carmelo aos pastorinhos Jacinta e Francisco Marto, foi apresentado, numa iniciativa excepcional, o interior de um convento de clausura.
O novo convento das Carmelitas Descalças é uma aposta nas soluções amigas do ambiente.
Painéis termodinâmicos permitem captar energia, o que equivale a “anular praticamente os gastos em gás”, explica à Agência ECCLESIA a Irmã Cristina Maria, Superiora do Carmelo em Fátima.
As águas sanitárias e águas quentes são todas alimentadas a partir dos painéis. O projecto do convento inclui algumas cisternas para guardar água da chuva para reutilizar nos autoclismos das casa de banho. A casa foi toda revestida de forma a aproveitar a energia e até as lâmpadas são economizadoras.
As soluções ecológicas foram sempre privilegiadas pelas religiosas, habituadas a reciclar tudo.
Alexandra Cantante, arquitecta que concebeu o projecto explica que este foi um trabalho conjunto entre as religiosas do Carmelo e as propostas apresentou. O resultado é um conjunto arquitectónico moderno, de linhas sóbrias, sem muros altos à volta do convento, com uma arquitectura moderna. Este é um convento de clausura aberto ao mundo.
As irmãs fazem a sua vida dentro das paredes do convento. “As janelas viradas para a rua são pequenas e situadas a um metro e setenta de altura”, descreve a arquitecta. A vivência das religiosas no espaço foi a base para a concepção do projecto a que se somou depois a parte estética.
As irmãs vivem para dentro do seu espaço, daí a necessidade de privilegiar a luz e o jardim. “O contacto com a natureza é importante para quem vive a sua vida inteira dentro de um edifício”, explica a arquitecta.
Alexandra Cantante afirma que as pessoas que actualmente vivem num convento não são as mesmas que o habitaram há 100 anos atrás. “Temos que adequar o espaço ao tempo actual sem perder de vista a sua função”.
O processo do projecto foi “fascinante”, explica a arquitecta. “Reunir semanalmente com pessoas assim é um privilégio muito grande”. Não houve restrições, foi “um projecto em grupo”.

Financiamento do projecto...

A falta de condições de uma habitação construída no início do Séc. XX, em estado de grande deterioração, ditou a necessidade de construir um convento de raiz.
Numa casa onde a congregação estava presente há cerca de 70 anos, “fomo-nos habituando à ideia de mudar para uma nova”, explica a Madre Superiora.
A casa antiga, fundada por irmãs belgas, tinha na porta de cada cela o nome de um santo e também de um benfeitor. A Ir. Cristina Maria explica que decidiram, como forma de financiamento, continuar com essa modalidade.
A campanha de financiamento, via Internet que as religiosas desenvolveram, tinha como objectivo informar as pessoas para onde ia o contributo.
Assim, as contribuições destinaram-se às celas ou aos puxadores das portas, por exemplo. Neste novo Carmelo, à semelhança do que acontecia na antiga casa, as celas vão ter nas portas o nome do benfeitor inscrito, “como forma de quem a ocupa, saber quem foi e rezar por ele”.

...na primeira pessoa

Gonçalo Correia de Oliveira, benfeitor, recusa falar em valores. Prefere dizer que a sua doação correspondeu “àquilo que considerei poder dar, tendo em conta as responsabilidade familiares”.
Servita de Nossa Senhora de Fátima há 29 anos, Gonçalo Oliveira manifesta uma grande proximidade com o Carmelo de Fátima.
“Tenho dentro do convento boas e grandes amigas”, explica. Razão suficiente para se disponibilizar e manifestar interesse em contribuir.
O benfeitor explica que “não é fácil no mundo de hoje compreender o que é um mosteiro de monjas contemplativas”. O mundo exige um retorno “óbvio e imediato para o que se faz ou dá”.
Num mosteiro de contemplação “é mais difícil perceber esse retorno directo”, mas, garante Gonçalo Oliveira, “ele é enorme em oração”.
O benfeitor assume que a sua relação com o Carmelo cresce todos os dias. “A amizade permanece e o meu contributo a esta casa enaltece a minha ligação”.
Juntamente com a sua família, Gonçalo Oliveira visitou as instalações do Carmelo, pouco depois de pronto. “Sempre que permanecemos no luctório, marca-me a alegria tremenda destas mulheres que entregaram a sua vida a Deus”. A obra é importante, mas Gonçalo Oliveira prefere enaltecer o que se vive dentro dela.

Dedicação da Capela

A Igreja do novo Carmelo é dedicada a Jacinta e Francisco Marto. É por isso a primeira Igreja em Fátima dedicada aos pastorinhos. A Superiora explica que o Carmelo é de São José e assim vai continuar a ser.
A Primeira Pedra da capela veio do muro do Ano Santo de 1975, da Basílica de Santa Maria Maior, em Roma e o pergaminho da Bênção foi assinado por João Paulo II, em 16 de Outubro de 2003. Ambas as peças estarão expostas no espaço da nova Capela.
A dedicação aos pastorinhos foi uma sugestão do Pe. Kondor, que as Carmelitas acederam.
“Fazemos parte da mensagem de Fátima”, explica a Superiora. Mais tarde ou mais cedo “a Ir. Lúcia ficará ao pé dos pastorinhos e ficará a capela dos três pastorinhos”.
A Irmã Cristina Maria explica que se sentem “no coração do Santuário”. A forma de vida baseia-se na mensagem de Nossa Senhora em Fátima, por isso “esta relação entre o Carmelo e os pastorinhos faz todo o sentido”.
Esta opinião é também partilhada por D. António Marto, Bispo de Leiria Fátima, que presidiu à Eucaristia de dedicação da nova Igreja do Carmelo.
“O Carmelo faz parte não só do perímetro do Santuário, mas está no coração do santuário”, assume o Bispo.
O carisma das religiosas de clausura dá, segundo D. António Marto, visibilidade a duas grandes dimensão do Santuário. Enquanto monjas contemplativas “exprime a resposta ao apelo feito por Nossa Senhora de reconduzir a adoração para a vida da Igreja e do mundo”.
No entanto, o Carmelo significa também “misericórdia, oração e contemplação, que são dons para o mundo”, uma vez que as irmãs acolhem as intenções de todas as pessoas que acorrem ao Carmelo, mas também do mundo inteiro.
A vida contemplativa, presente no Carmelo de Fátima é “uma fonte de misericórdia para o mundo de hoje no meio de tantas angústias”, aponta o Bispo de Leiria Fátima, pois “o mosteiro é um convite a repousar”. D. António Marto só lamenta que os peregrinos não acorram mais ao Carmelo, “mesmo através da Igreja”, uma vez que o convento é de clausura.
Fátima tornou-se num “centro internacional”. A ordem do Carmelo é “iminentemente mariana”, traduz o Bispo de Leiria – Fátima. O Carmelo assume um “lugar único para irradiar a espiritualidade própria da congregação e enriquecer o Santuário”.
De Fátima para o mundo
O Pe. Pedro Ferreira, Provincial dos Carmelitas, assume que a Ordem está apostada em reavivar o carisma em Fátima. A ordem do Carmelo está a investir em Fátima “possivelmente também pela Irmã Lúcia, pois sentimos como responsabilidade moral manter viva a resposta à mensagem de Fátima”, numa perspectiva de oração, através das Irmãs mas também da pastoral de oração, através do padres.
O Pe. Luigi Gaetani, Definidor Geral da Ordem, presente na dedicação da Igreja explica que a Ordem viu a necessidade de neste momento ter uma forte presença, com respostas espirituais, como é o caso da Domus Carmeli e o Carmelo das Irmãs.
A aposta deve-se à necessidade de partilhar a beleza do carisma carmelita hoje, através da criação de lugares de fronteira, “fronteira entre o céu e a terra”, que se traduzem em lugares de cultura, “onde é possível encontrar crentes e não crentes que se encontram a partir das experiências de Deus, não tanto a partir das palavras”, explica o Definidor Geral da Ordem.
O Carmelo deseja uma solidão, mas não de uma forma triste, antes “plena”, explica. Mas também possibilita a vivência de experiências em comum.
“Neste tempo globalizado mas onde se vive de forma aguda a solidão, nós queremos propor um sistema de vida, onde a companhia e a alegria de viver em comum são experiências profundas”.
A proposta é radical, mas o Definidor Geral da Ordem não acredita que seja difícil. Prova disso é a lotação quase esgotada das celas do Carmelo.
“Queremos mostrar o essencial da vida, das coisas que procuramos verdadeiramente e a felicidade profunda”. Por isso mesmo o Carmelo encontra-se dentro de uma cidade, não fora, “mas no meio das pessoas”.
Fonte: Agência Ecclesia

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Notícias - Inauguração do Carmelo de Fátima

- As Irmãs Carmelitas Descalças de Fátima inauguram o seu novo Carmelo no dia 20 de Fevereiro, dia dos Beatos Francisco e Jacinta, com a Celebração Eucarística, pelas 15h30, presidida por D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima.
A Ir. Cristina de S. José revela no site oficial dos Carmelitas em Portugal que “quando pensámos fazer obras de fundo no antigo convento de 1935, nunca imaginámos que viríamos a ter que construir um novo. Mas estava tão deteriorado e a forma de construção era tão antiga, que vários engenheiros nos garantiram que ficava muito mais caro restaurar do que fazer um novo edifício. E foi isso que fizemos”.
“Do nosso novo Convento também faz parte uma Capela. Esta será a primeira, em Fátima, dedicada aos Pastorinhos, os Beatos Francisco e Jacinta Marto. É uma Capela querida pelo saudoso Papa João Paulo II”, acrescenta.
A Primeira Pedra veio do muro do Ano Santo de 1975, da Basílica de Santa Maria Maior, em Roma e o pergaminho da Bênção está assinado pelo próprio punho do Santo Padre, em 16 de Outubro de 2003, pouco mais de um ano antes do seu falecimento. Ambas as peças estarão expostas no espaço da nossa nova Capela.
“Vendemos uma parte do nosso terreno aos nossos Padres Carmelitas Descalços, onde está agora construída a Domus Carmeli e com esse dinheiro e mais algum que a Comunidade já possuía custeámos a primeira fase da obra e o início da segunda”, diz ainda.

Fonte: Agência Ecclesia

Poesia - Em Busca de Deus

- (clique na imagem para ampliar)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Visita Fraterna ao Grupo OCDS de Mococa-SP


Fomos a Mococa: Marcelo Piotto, Frei Afonso e eu (Rose), a fim de entrarmos em contato e saber das necessidades de acompanhamento desse grupo que caminha desde 2006 se reunindo em Mococa, e freqüentando em dias alternados as reuniões da Comunidade Secular de São João da Boa Vista.

Encontramos um grupo heterogêneo nas características de seus membros.

O grupo tem 14 pessoas perseverando nas reuniões de formação e nos trabalhos de divulgação da espiritualidade carmelitana (como novenas de Nossa senhora do Carmo, apresentações da vida de Santa Teresinha, etc.), contando com a colaboração e apoio do pároco Padre Anderson D. Lopes e também o Diácono Donato Fidanza Filho, diocesanos, que estiveram conosco durante parte do tempo.

A coordenadora: Adriana Silva Valença de Oliveira e o formador: Mario Eduardo de Oliveira são casados há 10 anos. Caminham na escola Teresiana com muita perserverança.

Agradecemos aqui a acolhida carinhosa que nos deram todos do grupo e seu Pároco e Diacono, nos recebendo em sua casa, nos tratando como familia.

V ENCONTRO DE JOVENS E INICIANTES DA OCDS

“Estar à sós com Aquele que sabemos que nos ama”
Oração: Trato de amizade com Deus.

“ Seja o teu desejo contemplar a Deus; teu temor, perde-lo; tua dor, não estar ainda com Ele; tua alegria, a de que possa conduzir-te até Ele. Então viveras em grande paz.”

Queridos Irmãos das Comunidades OCDS,
É com esta alegria e disposição de vivermos com Ele em grande paz, que anunciamos o V Encontro de Jovens e Iniciantes da OCDS.
Como já é de conhecimento de todos, os nossos encontros são abertos, não só para jovens, pois não somos uma comissão exclusivamente para jovens, mas sim aberta a todos e principalmente aos Iniciantes da OCDS.
A nossa comissão tem a responsabilidade de apresentar a espiritualidade carmelitana de forma alegre, dinâmica e espontânea, sem perder o nosso carisma e o essencial que é a oração.
Este ano, nos propusemos a trabalhar com os ensinamentos de Santa Teresa, O Trato de amizade com Deus, através da Oração. Grandes surpresas nos aguardam e para isso, contamos com a presença de vocês, em nosso encontro, que acontecerá juntamente com o Encontro de Presidentes e Mestres, proporcionando assim, alguns momentos em comum.
A casa onde acontecerá o Encontro é a casa da Santíssima Trindade, em Belo Horizonte, dos dias 18 à 21 de abril, de 2.008. Temos assim, neste ano, o diferencial de um dia a mais de encontro por causa do feriado.
É necessário que levem, além dos objetos pessoais, roupa de cama e banho. A leitura prévia deve ser A quarta parte do Catecismo da Igreja Católica, que fala de Oração e algum livro, resumo, história de Santa Teresa.
O encontro terá inicio às 16:30 horas do dia 18/04/08 e encerramento às 13:30 horas do dia 21/04/08.


Casa Santíssima Trindade
Filhas de Jesus
Rua Madre Cândida, 241 Vila Paris, 30.380-690. Belo Horizonte – MG.
E-mail: ssmarecp@terra.com.br/ http://www.filhasdejesus.org.br/


A taxa de inscrição é de R$ 170,00 ( Cento e setenta reais ).
Pedimos que seja feito um depósito antecipado no valor de R$ 85,00 ( oitenta e cinco reais ), afim de garantir a sua vaga. Nosso encontro é aberto, mas por ser junto, as vagas são limitadas por causa da capacidade de hospedagem da casa.
Deverá ser enviado junto com a inscrição uma cópia do comprovante de depósito. Não se esqueça de levar o comprovante original no dia do encontro para evitar qualquer imprevisto.


Associação das Comunidades Carmelitas Descalços
Conta - 33895-2 Agencia – 3162 Banco Itaú.

Inscrições com Micheline de Faria Silva
R. Grafite, 80. Padre Eustáquio. Cep. 35.680- 162. Ituana - MG.
michelinefariasilva@gmail.com Telefone: (031) 37 9986 9075

As inscrições devem ser feitas até o dia 31/03/08 para que possamos ter noção da quantidade de pessoas que farão o encontro.

“ Deus se encontra na alma como se encontra no céu. Por isso mesmo a própria alma é outro céu, no qual se pode entrar pela Oração.”

Comissão de Jovens e Iniciantes na OCDS.


Outras informações e ficha de inscrição com Sérgio Lopes de Queiroz


slqueiroz@oi.com.br


(031) 3772 0436 ou 9861 0436

Notícias - Carmelitas: Centro Mariano Internacional vai dinamizar pastoral de oração

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Os carmelitas inauguraram o Centro Mariano Internacional «Domus Carmeli». Um espaço que, apostando na pastoral de oração, desenvolve a vocação carmelita a nível internacional.
Este Centro, um local há muito sonhado, vem de encontro ao desafio que o governo geral da congregação lançou – “uma casa em Fátima, adequada à renovação do carisma mariano”explica à Agência ECCLESIA o Pe. Pedro Ferreira, Provincial dos Carmelitas.
O Centro inaugura também a presença da Ordem na Europa, pois “não tínhamos ainda uma casa desta dimensão”.
A inauguração é recente, mas várias actividades estão já pensadas. Congressos e encontros de periodicidade anual, de “nível médio e superior”, conforme explica o Provincial.
Cinco temáticas estão já pensadas para os congressos, que se querem internacionais. «Mariologia», «A Irmã Lúcia», «Grandes orantes», «A oração nas grandes religiões monotaístas» e «A mística cristã» são temas a desenvolver com a UCP “como parceira na organização destes congressos”.
Mas há outras propostas ainda, em forma de encontros. Com a oração como tema dominante, será depois, reflectido a partir de várias dimensões.
Especialmente dedicado a artistas, o Pe. Pedro Ferreira dá conta do tema “A iconografia e o espaço litúrgico”. Para arquitectos e engenheiros, vai ser agendado o encontro sobre “Os espaços orantes”.
«A oração na comunicação social» é outra proposta pois, segu8ndo explica o Provincial “actualmente há muitas pessoas que rezam a partir da televisão ou da rádio” e os media “devem proporcionar um bom serviço”.
«A oração e as novas tecnologias» é outra proposta. “Existem sítios na Internet dedicados à oração”, explica o Pe. Pedro Ferreira. “Queremos saber como funcionam e ajudar quer as pessoas que fazem os sítios quer também quem os utiliza”.
Esta diversidade de propostas quer dar resposta à vocação carmelita. Fazer uma escola de oração e “trabalhar esta dimensão”, aponta o Pe. Pedro Ferreira, pois, segundo o mesmo “a partir daqui muita coisa se pode fazer”.
A inauguração do Centro Mariano Internacional e a dedicação da Igreja contou com a presença do Geral da Ordem, Pe. Luis Arostegui, do Definidor Geral, Pe. Luigi Gaetani e de vários provinciais carmelitas de outros países.
O Pe. Pedro Ferreira explica que esta presença demonstra o apreço que manifestam pelo Centro, mas também o objectivo de trabalhar em conjunto”, afirma, pois, “as fronteiras estão cada vez mais esbatidas”.
Este Centro Mariano, inaugurado no dia em que se assinalaram três anos da morte da Irmã Lúcia, fez parte do sonho da Vidente de Fátima.
“A Irmã Lúcia sempre se empenhou na divulgação da mensagem de Fátima, em especial pela oração”, explica o Pe. Pedro Ferreira.
Por coincidência o nascimento e construção deste centro “esteve sempre ligado à Ir. Lúcia”, pessoa que “acarinhou o projecto no final da sua vida”.
No dia em que a Irmã Lúcia foi sepultada em Fátima, 19 de Fevereiro de 2006, foi benzida a primeira pedra do Centro. A 28 de Março de 2007, centenário do nascimento de Irmã Lúcia, “começamos a habitar a casa”, explica o Pe. Pedro Ferreira. A inauguração decorreu simultaneamente no dia em que a Santa Sé antecipou a abertura do processo de beatificação da vidente, no passado dia 13.
O Pe. Pedro Ferreira dá conta ainda que o auditório do Centro, com capacidade para 250 pessoas, será dedicado à Irmã Lúcia.
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Fonte: Agência Ecclesia

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Notícias - Apresentado em Roma «Dicionário Carmelita»


Fruto de 10 anos de trabalho.

Foi apresentado, na Faculdade de Teologia «Teresianum» de Roma, o «Dicionário Carmelita». O fato tem especial relevância por ser o fruto da colaboração durante dez anos dos dois grandes ramos carmelitas.
A apresentação foi assistida pelos superiores gerais da Ordem do Carmo (Carmelitas da Antiga Observância), Fernando Milán, e do Carmelo Teresiano (Ordem dos Carmelitas Descalços), Luís Aróstegui.
Intervieram na apresentação, em 11 de fevereiro, o Pe. Camilo Maccise que, sendo superior geral dos carmelitas descalços, alentou e sustentou esta empresa e os diretores executivos da obra, Emanuele Boaga, ocarm., e Luigi Borriello, ocd, um de cada Ordem.
A obra de 1.031 páginas, até agora publicada só em italiano, foi projetada e programada há 10 anos pelos Definidores Gerais de ambos os ramos carmelitas e foi qualificada como modelo de colaboração entre famílias religiosas.
Os quase 125 autores que colaboraram no Dicionário «ajudam a tomar consciência das origens; a ter uma visão da evolução histórica da família do Carmelo», assinala o Pe. Camilo Maccise, na apresentação do volume.
Seguindo as características próprias de uma obra deste estilo, o dicionário é um compêndio de nomes, figuras importantes ou notáveis, vida e realizações, autores, livros, história, teologia, ciência, espiritualidade, artes, aspectos jurídicos em relação à vida, ação e doutrina do Carmelo.
«Os elementos soltos – escreve o Pe. Maccise na apresentação – ajudam a tomar consciência das origens; a ter uma visão da evolução histórica da família do Carmelo». Acrescenta também que nosso carisma «se reveste de matizes próprios com Santa Teresa e São João da Cruz».
«É um grande acontecimento para toda a família carmelita, porque significa um trabalho conjunto para dar à família carmelita um instrumento para aprofundar em nossa espiritualidade, em nossa história, em nossa realidade», manifestou o prior geral da Ordem do Carmo, que avaliou a obra pelo que significa para conhecer «diferentes setores da família carmelita» e «como instrumento muito útil para os que, não sendo carmelitas, aproximam-se da nossa espiritualidade, nossa história e nossos personagens».
O livro, segundo informa o site dos carmelitas descalços, «oferece um instrumento de uso imediato para muitas primeiras consultas ou informação de início, para elaboração de temas, para conhecimento próprio de tantas questões carmelitas, tratadas por especialistas, às vezes de forma extremamente detalhada. Há informação bem fundida com a oportuna biografia sobre tantos temas carmelitas. É um dos livros mais práticos que o Carmelo já publicou nos últimos tempos».
A editora «Città Nuova» de Roma, acrescenta, «conseguiu uma apresentação clara e harmônica do volume bem encadernado, que se folheia facilmente. Temos de felicitar-nos e agradecer aos dois tenazes diretores por nos oferecer um instrumento de trabalho prático, concreto, imediato, essencial e sempre suficiente».


ROMA, quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Fonte: (ZENIT.org).-

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

O PAI-NOSSO E PRINCÍPIOS DA VIDA CARMELITANA

PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS
1. SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME
Ser diligentes na meditação da lei do Senhor.

2.VENHA A NÓS O VOSSO REINO
Participar na liturgia da Igreja, tanto na Eucaristia como na Liturgia das Horas.

3. SEJA FEITA A VOSSA VONTADE
ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU
Viver em obséquio de Jesus Cristo, servindo à Igreja.

4. O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE
Dar tempo à leitura espiritual.

5. PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO
Interessar-se peloas necessidades e o bem dos demais na comunidade.

6. E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO
Usar prudente discrição em tudo que fazemos.
Aprofundar o compromisso cristão recebido no batismo debaixo da proteção de Nossa Senhora do Monte Carmelo.

7. MAS LIVRAI-NOS DO MAL
Armar-se com a prática das virtudes ao mesmo tempo que se vive uma vida intensa de fé, esperança e caridade.

Luciano Dídimo

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Carmelitas inauguram centro mariano em Fátima

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A Província Portuguesa dos Carmelitas Descalços vive um momento alto da sua história ao inaugurar no dia 13 de Fevereiro, às 15h00, o Centro Mariano Internacional, «Domus Carmeli», em Fátima.
Esta data foi escolhida por ser o terceiro aniversário da morte da Irmã Lúcia, que ainda na terra se alegrou com a iniciativa e agora no céu intercede por ela.
Este acto contará com a presença do Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto; do Geral da Ordem, Pe. Luis Arostegui; do Definidor Geral, Pe. Luigi Gaetani, de vários provinciais carmelitas de outros países e de muitos amigos da família carmelita.
Este Centro Mariano Internacional contém espaços para uma comunidade de frades residentes e tem capacidade para acolher cerca de 100 pessoas.

Fonte: Agencia Ecclesia

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

FREI, SERÁ QUE AINDA SOU CATÓLICO?

Frei Patrício Sciadini, ocd.

Não faz muito tempo uma pessoa mais ou menos amiga me procurou para conversar um pouco. Fazia tempo que se dizia estranha a si mesma e aos outros, desencontrada com a própria consciência e tomada de medo que lhe pareciam escrúpulos. Na verdade desde criança tinha sido educada na fé, os pais lhe tinham ensinado a viver os mandamentos da Igreja, tinham insistido para que se casasse na igreja, batizasse os filhos, e antes de morrerem, tanto o pai quanto a mãe lhe tinham pedido que não fizesse a besteira de se separar de sua esposa, de abandonar os filhos e ser uma “desonra” na família, fora da Igreja.
Ele me dizia que se perguntava se podia considerar-se ainda católico ou devia se considerar fora da igreja e sem espaço nenhum dentro da mesma igreja que, na sua maneira, tinha amado. Preferi não dar-lhe resposta pronta, mas usar o método de Jesus; deixar falar, como ele fez com o samaritano, contar-lhe uma pequena parábola, ou dar-lhe o espaço necessário para que pudesse transbordar tudo o que se passava no seu coração agitado como o oceano em dia de grande tempestade. Preferi deixá-lo falar somente, lhe fiz uma pergunta: por que você acha que não é mais católico e se considera fora da igreja que você diz a ter amado e procurado seguir?
“- Veja, Frei Patrício, eu era católico de missa diária, depois passei a missa dominical, depois a missa pascal e depois a missa nenhuma. Os problemas foram aparecendo na minha vida. Casei-me com alguém que eu achei que amava apaixonadamente, tivemos dois filhos, mas lentamente começou a entrar em nós uma antipatia cordial e não conseguimos mais ter um diálogo, éramos em casa dois estranhos e os filhos percebiam que não havia nenhum clima a não ser “briga sobre briga”; nos separamos. E depois de uma pouco de tempo os dois estávamos já com outra pessoa. Achávamos que tínhamos encontrado a árvore e fonte da felicidade, os filhos eram como mercadoria que nos fins de semana eram “descarregados” na porta da casa de um e da outra. Não havia mais interesse a não ser o dever judicial de pagar a pensão e nada mais. Também a segunda união foi passageira e assim foi.
O trabalho começou a ser pouco e o dinheiro sempre mais curto. Enveredei pelo caminho da desonestidade e muitas vezes fui à beira do desespero pelas atitudes incorretas econômica e socialmente. Percorri caminhos tortuosos, criei ao meu redor inimigos enganosos e sobre enganos tentei construir o futuro que se revelou cada vez mais frágil e sem sentido.
Bebida, drogas, más companhias que me levaram longe de todos os princípios morais da vida. A Igreja, o evangelho para mim não valem mais nada. O que tem valor é a aparência, a projeção e o status que não posso perder. Tudo isto se leva para frente quando se está junto dos outros, mas no silêncio da noite, quando sou obrigado a me confrontar comigo mesmo, a descer no âmago do meu ser, as coisas se fazem inferno. Sinto uma mordida violenta na minha consciência, um desejo de voltar atrás, de recomeçar, mas como?
Vejo que algumas pessoas que se tinham afastado da Igreja voltaram. Tinham tomado caminhos errados e retornaram e reassumiram a vida. Sinto-me torturado por dentro.”
A conversa foi longe difícil, dura. Aí perguntei para ele: “- você, assim como vive, se sente ainda católico?” “- Não”, foi a sua resposta. Eu fui obrigado a dizer-lhe assim: “- na verdade você não é nem católico e daqui a pouco nem gente?” “- O que devo fazer?” “- Vai e faça a mesma coisa daqueles teus amigos que se converteram e voltaram a ser católicos.”
Hoje este meu amigo voltou a ser católico, recomeçou o caminho. Está só, a mulher não quis acolhê-lo de novo, mas vive com os filhos, feliz, continua a ser pobre, mas feliz por ter reencontrado Deus no seu caminho e a Igreja como lugar de encontro e de amor.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

FLORZINHA...


Eu quero ser Teresa
Eu quero ser Teresinha
Na caminhada espiritual
ser comparada a uma florzinha...

Florzinha que até
inspira cuidados
mas também inspira
sabedoria!

Ser grande não é tão importante
porque ser pequeno me transforma
em uma coisinha...

Coisinha que Deus ama
independente da altura
ama porque é Deus
e não escolhe a criatura!


Maria Luíza Batista
(OCDS de Fortaleza-CE)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

COMO DEUS ME CHAMOU AO CARMELO - ROSE PIOTTO


SEDUZISTE-ME SENHOR E EU ME DEIXEI SEDUZIR

Por muito tempo meu coração viveu inquieto. Não sabia o que buscava e pensava que encontraria no mundo, nas coisas, nos lugares, em outras religiões, nas ilusões . Mas eu buscava porque dentro de mim tinha um vazio que nada disso preenchia.

Um dia vi uma reportagem no fantástico (1983) sobre as Monjas Carmelitas Descalças. Quando vi as entrevistas, fiquei chocada, eu não podia conceber a idéia de que mulheres nos dias de hoje vivessem trancadas, fosse qual fosse o motivo. Eu morava em Vila Velha no Espírito Santo. Fiquei dias com a palavra Carmelo na minha cabeça, aquilo era sinônimo de prisão. O Tempo passou e esqueci. Daí dois anos me mudei para Passos, em Minas Gerais por causa do trabalho de meu pai.

Um dia minha irmã me convidou pra conhecer uma freira. Eu fui e quando cheguei no convento, me disseram que era o CARMELO. Aquilo foi um choque de novo: eu iria visitar uma mulher trancada numa clausura. Quando entrei foi uma visão diferente da que eu tinha imaginado. Ir, Wilza, que hoje é nossa Madre , estava entrando como noviça e era feliz e radiante. Nada daquelas coisas que eu imaginava. Depois daquele dia comecei a freqüentar o Carmelo, primeiro nas missas, depois eu procurei fazer amizade com elas. Tinha uma coisa que me fazia estar a cada dia mais desejosa de esta lá. Minha intimidade com Deus foi saindo da superficialidade e fui me colocando diante d’Ele. Eu queria Ouvi-lo, como elas diziam que ouviam. Uma luta interior e exterior começou em mim e durou três anos. Eu estava noiva e queria terminar o noivado para ser monja. Me sentia atraída e sabia que era O Carmelo o meu lugar. Com 19 anos desisti de ser monja, continuei a trabalhar, estudar e buscar na espiritualidade do Carmelo o que me alimentava a alma, Lendo Santa Teresinha, Santa Teresa, Elizabete, S. João da Cruz..o Carmelo ainda me facinava.

O tempo foi passando e descobri que tinha a Ordem Secular. Uma amiga que trabalhava na mesma escola que eu e mãe de um amigo me convidou para participar já que estava sendo fundada uma comunidade em nossa cidade. E foi assim que Deus começou a me presentear, me atraindo. Começamos na Comunidade em 1986 e de lá pra cá venho sendo agraciada com as riquezas do Carmelo.

Descobri as delicadezas de Deus misericordioso e amoroso, me seduzindo para viver com Ele um grande amor, como Carmelita Secular no jardim da sua casa. Sou imensamente feliz como Carmelita Secular.

Na OCDS descobri minha vocação verdadeira.

Pude perceber que mesmo sendo mãe e esposa eu poderia viver a espiritualidade e beber desta fonte que jorra no “coração da igreja”.

Sempre me marcaram muito as palavras de Elizabete da Trindade:

“ Se alguém procura e saboreia Deus em tudo, nada o impede de permanecer solitário no meio da maior multidão. Não se deixe vencer pelas coisas que o rodeiam. Tem o olhar simples e inalterável diante das imagens mutáveis, porquanto passa com o olhar fixo em Deus”

Rosemeire Lemos Piotto, ocds

Casada, 3 Filhos.

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