sábado, 31 de julho de 2010

Selma Pimenta da Silveira - Uma Serva da Vinha do Senhor

Artigo retirado do endereço eletronico /www.bancadigital.com.br/correiodosul/reader2/
referente matéria publicada sobre vida de Selma Pimenta da Silveira, da OCDS de Varginha-MG, falecida em 17/07/2010. Autor: ORESTE MAURIZIO REGISPANI - OCDS. Matéria editada no dia 28/07/2010 - 2ª página (UMA SERVA DA VINHA DO SENHOR)
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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Nota de falecimento

Faleceu hoje , Sr. Adriano Custódio de Souza pai do Adriano Carlos da OCDS de Caratinga/MG e tio do Paulinho.A OCDS - Província São José se solidariza e se une em oração com a família neste momento de dor e de esperança.

XXVII CONGRESSO PROVÍNCIAL OCDS

XXVII CONGRESSO PROVÍNCIAL OCDS

08 A 11 DE OUTUBRO DE 2010

TEMA: ORAÇÃO: CAMINHO PARA A PERFEIÇÃO.

LEMA: O ESSENCIAL EM NOSSA ORAÇÃO É AMARMOS MUITO.



“Duas velas acesas e unidas de modo que forma uma só chama; o pavio e a cera que forma um único círio”. 7M 2,4

Duas chamas que se aproximam

e se fundem,

ardem em conjunto

formam uma única chama,

comunicando flor,

luz e calor.

Eis o amor.

LEVEMOS UNIDOS A TOCHA DO CARISMA TERESIANO.




Educar para a santidade (Vida de Frei Jacques de Jesus, ocd)

Texto de Lucien-Louis Bunel sobre a vida de Frei Jacques de Jesus (1900 - 1945), carmelita descalço da Província de Paris, cujo processo de beatificação está em curso. Vale a pena conhecer a vida desse santo frade, quer a vida cronológica quanto a intensa vida interior de que deu testemunho mesmo no horror dos campos de concentração. A tradução é de Frei Gregório, frade carmelita descalço da Província São José (Brasil Sudeste), estudante do 2º ano de Filosofia na PUC Minas (Campus Coração Eucarístico - Belo Horizonte)

Bv. JOÃO SORETH


PRESBÍTERO
O Beato João Soreth, ilustre Carmelita, nasceu em 1394, perto de Caen, , cidade da Normandia, França. Desde criança floresceu na devoção a Nossa Senhora do Carmo, vindo a entrar na sua Ordem. Estudou na Universidade de Paris, depois de feita a Profissão na Ordem do Carmo. Ordenado sacerdote foi professor na sua Universidade. Eleito Prior Geral da Ordem, exerceu o cargo até à morte por mandato do Papa. É considerado o fundador das Irmãs Carmelitas e da Ordem Terceira, hoje conhecida por Ordem Secular do Carmo. A estas comunidades, já existentes, mas sem Regra, deu-lhes forma canônica. Levou pessoalmente a proposta ao Papa pedindo que a aprovasse, e, ao mesmo tempo, obteve a aprovação dos estatutos e leis e o reconhecimento da Ordem Terceira do Carmo, composta por homens e mulheres que no mundo vivem a sua vida normal, embora ligados espiritualmente à Ordem.
Empreendeu a renovação da vida das comunidades carmelitas as quais visitava frequentemente, animando a todos na santidade. De tal modo se fez querido que lhe chamavam «o Desejado», já que sempre que visitava algum convento nele infundia paz, serenidade, santidade e alegria. Era humilde em extremo e, mesmo sendo Prior Geral, nunca quis outras honras que as do hábito mais velho e mais gasto e a túnica mais áspera. Era manso e delicado, mas também firme e sem medo. Quis o Papa honrá-lo com a mitra de bispo e com a púrpura cardinalícia, mas Frei João Soreth resistiu, declarando que entrara no Carmo e no Carmo queria morrer.
Entrou em disputa com a sua Universidade, a de Paris. Sustentavam os seus mestres que os frades mendicantes não podiam confessar, pelo que sem outra alternativa o nosso Santo se viu obrigado a recorrer ao Papa solicitando a sua intervenção. Foi-lhe concedida razão através da promulgação duma lei que autorizava a que os religiosos pertencentes a Ordens Mendicantes pudessem confessar. E na mesma lei o Papa consagrou um elogio a Frei João que começava assim: «O Padre Soreth, vigilantíssimo pastor das ovelhas a ele encomendadas, homem verdadeiro segundo o coração de Deus, despenseiro fiel não somente da sua esclarecida Ordem e coluna da mesma, mas de todos os religiosos mendicantes, fundamento inamovível...».
Estando em certa ocasião, dois exércitos no campo de batalha, dispostos para o combate, interpôs-se Frei João Soreth, dizendo: «Se derramando o meu sangue estais dispostos a abandonar a luta, estou disposto a morrer pelo amor da paz». Os dois exércitos retiraram-se sem combate, mas ambos derrotados, abandonando o campo de batalha e instaurando a paz. O seu amor a Jesus eucaristia era tão grande que as suas imagens o representam com a Regra da Ordem numa mão, e na outra uma píxide com o Santíssimo Sacramento.
Fundou muitos conventos, tanto de religiosos como de religiosas, instaurando serenidade e paz em todas as comunidades. Quando estava de visita a certo convento que se dizia convertido às reformas do Santo e apaziguado pela sua entranhável bondade deram-lhe, na refeição, veneno a tomar. Sentindo-se gravemente doente e declarando-se a qualidade da enfermidade, afirmou diante dos irmãos e de Deus, que perdoava a quem o tinha envenenado voluntária ou involuntariamente. Apressou-se a viajar para o convento de Angers, onde morreu, repetindo serenamente aquela bela frase de S. Bernardo: «Ó bom Jesus, sede meu, Jesus». Era o dia 25 de Julho de 1471.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Como é bom ter amigos!


Como é bom ter amigos!!!!!
No dia 18 de julho tivemos a alegria de receber membros da comissão de Preparação do congresso: Marisa – Divinópolis, Sandra e Márcio de Campinas. Nos reunimos no convento santa Teresa e beata Myriam para acertamos algumas pendências do Congresso 2010. Num clima alegre e descontraído rezamos, conversamos e trabalhamos. Foi muito bom contar com a presença de vocês aqui.

Carmelo da Imaculada Conceição "25 anos"-Sete Lagoas/MG



Beato Frei Tito Brandsma, Carmelita e Mártir

Beato Frei Tito Brandsma – Fica comigo, Jesus, que tudo é bom junto de Ti



Festa 27 de julho

Oração feita diante da imagem de Cristo na prisão

“Ó Jesus, quando te contemplo,
Eu redescubro, a sós contigo,
Que te amo e que teu coração
Me ama como a um dileto amigo.

Ainda que a descoberta exija
Coragem, faz-me bem a dor:
Por ela me assemelho a ti
Que ela é o caminho redentor.

Na minha dor me rejubilo:
Já não a julgo sofrimento,
Mas sim predestinada escolha
Que me une a ti neste momento.

Deixa-me, pois, nessa quietude,
Malgrado o frio que me alcança.
Presença humana não permitas,
Que a solidão já não me cansa,

Pois de mim sinto-te tão próximo
Como jamais antes senti.
Doce Jesus, fica comigo,
Que tudo é bom junto de ti”.


Esta oração foi escrita por Frei Tito, na passagem do dia 12 para 13 de fevereiro de 1942, na prisão de Scheveningen. Tradução de
Lacyr Schettino, terceira carmelita.


Beato Frei Tito Brandsma,
Carmelita e Mártir

II Retiro do Grupo São João da Cruz - Ibiapina-CE


O nosso grupo, juntamente com a presença de sete membros da Comunidade Rainha do Carmelo, de Fortaleza, e de dois membros da Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus, de Teresina, teve a bênção de seu II retiro espiritual, de 23 a 25 de julho, na Galeria da Esperança em São Benedito-Ce, com o tema: “A Palavra de Deus é luz para os passos do Carmelita Descalço”.


 
Pregado por Frei Wilson Gomes OCD, assistente das Comunidades/Grupos OCDS- Norte/Nordeste, o II Retiro do Grupo São João da Cruz foi um mergulho na Palavra de Deus. Esta Palavra nos faz mais amorosos, dá sentido a nossa caminhada. É lâmpada para os nosso passos, e com a fé, permanece acesa, ajudando-nos a compreendermos o significado da presença de Jesus.
Também refletimos alguns escritos de nossos pais São João da Cruz e Santa Teresa de Jesus, que Frei Wilson selecionou para que conservássemos ainda mais a Palavra viva do Senhor, ressaltando a importância
da oração। Foram três dias de silêncio, oração, crescimento e partilha.

A Palavra do Senhor e a espiritualidade do Carmelo proporcionaram momentos inesquecíveis para o nosso grupo e comunidades participantes.
Nossos sinceros agradecimentos ao Frei Wilson e as comunidades participantes, que partilharam conosco esse importante momento para o desenvolvimento de nosso grupo.
Um abraço fraterno a todos!

Grupo São João da Cruz

BEATO TITO BRANSDMA


PRESBÍTERO e MÁRTIR
Nasceu na cidade de Bolsward, na Frísia (Holanda), no ano de 1881. ainda muito jovem, entrou para a Ordem do Carmo e foi ordenado sacerdote em 1905. estudou em Roma, onde conseguiu o grau de Doutor em Filosofia na Universidade Gregoriana. Retornando para a Holanda, ensinou em diversas escolas e foi nomeado professor de Filosofia, Teologia Mística e História, na Universidade Católica de Nimega, da qual também foi eleito "Reitor Magnífico". Salientou-se pela sua afabilidade para com todos. Foi jornalista profissional e, em 1935, foi designado Assistente Eclesiástico dos jornalistas católicos. Opôs-se à ocupação nazista na Holanda e, baseando-se no Evangelho, combateu tenazmente a ideologia do Nacional Socialismo (Nazismo), defendeu a liberdade da educação e da Imprensa católicas e protestou contra a perseguição às crianças de origem judaica. Por estas razões foi preso: começava desta forma o seu Calvário de campo em campo, de prisão em prisão, depois de tantos sofrimentos e humilhações, foi assassinado em Dachau, no ano de 1942. Até o seu último suspiro, não se cansou de levar a paz e o conforto espiritual a todos os seu colegas de prisão. No meio de inúmeros atrozes sofrimentos soube comunicar o bem, o amor e a paz. No dia 3 de novembro de 1985 foi proclamado beato da Igreja de Cristo pelo Papa João Paulo II.

"Ao vos contemplar, meu Jesus compreendo que vós me amais,como um amigo querido, e sinto que vos amo também. O vosso amor, bem o sei, pede cruz e coragem;mas o sofrimento é o único caminho para vossa glória.Se novas dores me afligem,as considero como suave dom,porque me assemelham a vós,porque me unem a vós, Senhor. Deixem-me só, neste frio;não preciso de ninguém;a solidão não me mete medo,porque estais perto de mim. Ficai comigo, bom Jesus,não me abandoneis! A vossa presença divinatorna tudo belo e fácil."

sábado, 24 de julho de 2010

Amar é sentir na felicidade do outro a própria felicidade.



Felicidades ao mais novo casal da OCDS

DOMINGO DA XVII SEMANA DO TEMPO COMUM = 24/07/2010

I Domingo do Saltério – (I Vésperas = Cântico)

Ant 3 O Senhor Jesus Cristo se humilhou; por isso Deus o exaltou eternamente.

Cântico Fl 2,6-11: Cristo, o Servo de Deus.

A comunidade de Filipos foi dividida por rivalidades, vaidade e orgulho. Paulo lhes recorda suas origens nobres e lhes pede um mesmo pensar e sentir. Como pode um homem renunciar ao seu egoísmo? Somente tendo os mesmos sentimentos que teve Cristo. Chegando a Filipos, Paulo incorpora agora um hino que percorria as comunidades cristãs primitivas. Neste hino estão presentes duas figuras do Antigo Testamento: Adão e o Servo de Yahweh. Todo o hino está dominado pelo comportamento de Cristo e a resposta do Pai. São Paulo exorta os filipenses a manter a unidade e a paz na sua comunidade e, para esse efeito, incentiva-os a seguir o exemplo de humildade dado pelo Senhor.
Paulo está exortando a comunidade de Filipos à unidade da Igreja, cujo pressuposto básico é a humildade (Fl 2,1-4). A humildade agora lhes é como um incentivo, um exemplo notável: a humilhação de Cristo, que leva à glorificação.
Os vv. 6-11 constituem um precioso hino a Jesus Cristo. Nele aparecem os elementos característicos dos hinos cristológicos.
O tema central da perícope é o contraste entre a humilhação de Cristo e da glória de sua Ressurreição, pela qual Ele é constituído Senhor do céu e da terra.
Paulo pensa no Cristo histórico, com suas naturezas: divina e humana. Pois bem, como Filho de Deus, tinha por essência todos os atributos Divinos. Poderia haver manifestado exteriormente a glória que possuía desde sempre e, portanto, aparecer glorioso em sua humanidade. Porém, não fez assim. Este homem assumiu a condição puramente humana, como um de tantos, carregado com as debilidades comuns aos mortais, exceto o pecado. Sua humilhação culminou com a obediência até à morte na cruz. Por esta auto-humilhação e obediência, o Pai O glorificou , constituindo-O sobre toda a criação e ordenando que toda criatura reconheça Jesus Cristo como Senhor e Deus. Em Cristo se cumpriu, como em nenhum outro, o que Ele havia advertido aos demais: “O que se enaltece será humilhado, e o que se humilha será enaltecido” (Mt 23,12).

BEATAS MARIA PILAR, TERESA E MARIA ÂNGELES, VIRGENS E MÁRTIRES



Mártires de Guadalajara
María Pilar de San Francisco de Borja,
Teresa del Niño Jesús e
María Ángeles de San José




María Pilar de San Francisco de Borja
(Jacoba Martínez Garcia)

Nasceu em Tarazona (Zaragoza) no dia 30 de dezembro de 1877, sendo batizada neste mesmo dia na Igreja Catedral. Seus pais se chamavam Gabino e Luiza. Foi a última de onze irmãos. Foi crismada no dia 1º. de agosto de 1879 na Igreja de Santa Maria Madalena de Tarazona. Fez a sua primeira comunhão na quinta-feira da Ascenção, o dia 11 de maio de 1889, tendo sido preparada pelo seu irmão Dom Julián, que fora pároco. Em 1891, em meados de novembro, a família toda se muda, pais e irmãos, para Corella (Navarra). Ali viveria até seu ingresso no convento. Seu pai, Dom Gabino, morreu em 1896 e a 12 de outubro de 1898, dia do Pilar, ingressa no convento das carmelitas descalças de São José de Guadalajara. Nesse mesmo dia tomou o hábito. No domingo, dia 15 de outubro de 1899, festa de Santa Teresa, faz sua Profissão religiosa tomando o nome de Jacoba Pilar de São Francisco de Borgia. Sua mãe, Dona Luiza, faleceu em Corella em outubro de 1914 e seu irmão Dom Julián em 1919.
Ao entardecer de 22 de julho de 1938, com as demais religiosas, sai do convento e se refugia, com outras quatro, no Hotel Ibéria, Rua Tenente Figueiro no. 3, e aos 58 anos de idade e 38 de vida religiosa, em 24 de julho de 1836, à tarde, seu corpo foi crivado pelas balas dos milicianos da rua Francisco Cuesta e em meio a terríveis dores e angústias que sentia, exclamou repetidas vezes, antes de morrer, como seu Divino Esposo na cruz: ”Meu Deus, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem.” Morre, finalmente, no Hospital Ortiz de Zárate.

Teresa do Menino Jesus e de São João da Cruz
(Eusebia García y García)

Nasceu em Mochales (Guadalajara) no dia 5 de março de 1909, filha de Juan e Eulália, sendo a segunda de oito irmãos. Morreu aos 27 anos de idade e 11 de vida religiosa. Os milicianos enganá-la e abusar dela. Saiu correndo e antes de cair, atravessada por balas, exclamou, com os braços em cruz: “Viva Cristo Rei!”

María Ângeles de São José
(Marciana Valtierra Tordesillas)

Nasceu em Getafe (Madrid) no dia 6 de março de 1905. Morreu com 31 anos de idade e 7 de vida religiosa. Desde que era noviça suspirava pelo martírio. Dissera certa vez no recreio comunitário. Que felicidade se pudéssemos derramar o sangue por Cristo. Em um livro de seu uso, foi encontrado um papel com estas palavras escritas por sua mãos: “Meu Deus, recebe minha vida entre as dores do martírio e em testemunho de meu amor por Vós, como recebestes a de tantas almas que vos amaram e morreram por vosso amor.”


As três professaram no monastério de São José das Carmelitas Descalças de Guadalajara (Espanha) e sofreram o martírio em 24 de julho de 1936, depois de confessar a fé em Cristo Rei e oferecer a própria vida pela Igreja. Ela são as primeiras mártires da guerra civil espanhola de 1936-1939. Foram beatificadas por João Paulo II em 29 de março de 1987.


Oração: Ó Deus, fortaleza dos humildes, que de modo admirável infundiste às Beatas María Pilar, Teresa e María Ángeles, vírgens, constância no martirio, concede-nos, por sua intercessão, que, asím como elas derramaram com generosidade o sangue por Cristo Rei, também nos mantenhamos leais a ti e à tua Igreja até a morte. Por nosso Senhor Jesus Cristo que vive e reina pelos séculos. Amém.



sexta-feira, 23 de julho de 2010

SEXTA FEIRA DA XVI SEMANA DO TEMPO COMUM = 23/07/2010

IV Sexta Feira do Saltério – (Vésperas = Cântico)

Ant 3 Vossos caminhos são verdade, são justiça, ó Rei dos povos todos do universo!

Cântico Ap 15, 3-4: Hino de adoração.

O novo Povo, guiado por Cristo, como em outros tempos o fizera Moisés, escapou do poderio da Besta de seus aliados: o Anticristo e o Pseudoprofeta. Está de pé, em meio ao mar e lutando para alcançar a outra margem (Ap 15,2). Não obstante, já entoam o hino da vitória definitiva: o Cântico de Moisés e do Cordeiro, o Moisés do novo Povo. Os não resgatados, pelo contrário, experimentam a ira de Deus, como sucedeu no Egito.
São abundantes, em nosso hino, motivos tomados do Antigo Testamento.
A Bíblia de Jerusalém dá a este Cântico o título de “Cântico de Moisés e do Cordeiro”, inspirando-se no texto sagrado. No capítulo 15 do Apocalipse começa a visão celestial dos sete anjos que carregam em suas mãos as últimas sete pragas. Então, os remidos, como Moisés e os israelitas depois da travessia do Mar Vermelho (Ex 15), cantam sua canção de louvor e agradecimento a Deus pela sua libertação dos perseguidores, que o Cordeiro lhes obteve.
Este Cântico é a parte poética de uma visão na qual se contemplam os mártires cristãos, os quais, de pé sobre a abóbada do céu e depois de haver vencido a perseguição, se assemelham aos filhos de Israel que, passando o Mar Vermelho, entoaram seu cântico de vitória, contemplando a derrota do faraó. Este cântico nos convida, pois, a tomar parte em uma Liturgia Celeste com os mártires. Cantemos o Cântico de Moisés e dos filhos de Israel...
O breve capítulo 15 do Apocalipse não é mais do que uma introdução às sete pragas que seguem, em gravidade crescente, para tratar de converter as duas bestas e seus seguidores de seu espírito anti-religioso e de seu ódio perseguidor contra a Igreja de Cristo. Os castigos não obterão o que pretendem e seguirá sem remédio a destruição da Babilônia, que é Roma, a cuja ruína sucederá um aleluia celeste de vitória (19, 1-4).
Admiremos e imitemos a fé deste Povo, expressa neste hino que, em meio à mais dura perseguição romana, pode entrever o triunfo da causa de Deus e gozar da vitória messiânica. Esta vitória não consiste na destruição do inimigo, e sim, na sua incorporação ao Reino de Deus, porque: “As nações todas (os perseguidores pagãos) hão de vir perante Vós e, prostradas, haverão de adorar-Vos”...

10º ANIVERSÁRIO DA ORDENAÇÃO SACERDOTAL DE FREI ALONSO, oc.







O Carmelo São José, OCDS e o povo de Três Pontas congratularam-se com o fillho de nossa terra Frei Alonso, oc, participando da celebração da Santa Missa, em ação de graças pelo 10º aniversário de sua ordenação sacerdotal. Neste momento, rogamos ao Senhor que o abençoe e o conserve sempre em fidelidade a Cristo e à sua Igreja.

BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA, MÃE DA DIVINA GRAÇA


Predestinada desde a eternidade junto com a Encarnação do Verbo divino, como Mãe de Deus, por desígnio da Providência divina, a Bemaventurada Virgem foi nesta terra a sublime mãe do Redentor, singularmente mais que os outros sua generosa companheira e humilde serva do Senhor, Ela concebeu, gerou, nutriu a Cristo, apresentou-a ao Pai no templo, sofreu com seu Filho que morria na cruz. Assim de modo inteiramente singular, pela obediência, fé, esperança e ardente caridade, ela cooperou na obra do Salvador para a restauração da vida sobrenatural das almas. Por tal motivo, ela se tornou para nós, mãe na ordem da graça. (LG 61)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

OCDS de Três Pontas recebe Ereção Canônica


A Comunidade Santa Edith Stein, de Três Pontas-MG recebeu a Ereção Canônica. A informação foi dada por telefone pelo Delegado Provincial para a OCDS, Frei Geraldo Afonso. O documento foi assinado pelo Padre Geral em 07/07/2010.

QUINTA FEIRA DA XVI SEMANA DO TEMPO COMUM = 22/07/2010

IV Quinta Feira do Saltério – (Vésperas = Cântico)

Ant 3 Chegou agora a salvação e o poder e a realeza do Senhor e nosso Deus.

Cântico Ap 11, 17-18; 12,10b-12a: O julgamento de Deus.

O Cântico da Liturgia das Vésperas de hoje é formado pela união de dois pequenos trechos retirados de Apocalipse capítulo 11, vv. 17-18 e capítulo 12, vv. 10b, 11 e 12.
O capítulo 11 descreve a cena em que, ao toque da sétima trombeta (v. 15), ressoam no céu cantos de júbilo pelo estabelecimento da soberania de Deus no mundo; no segundo ato, os vinte e quatro anciãos adoram a Deus e entoam o hino de ação de graças (vv. 17-18) que é a primeira seção de nosso Cântico. O capítulo 12 relata a maravilhosa cena de enfrentamento da Mulher e o Dragão. Travada a batalha entre o Dragão e Miguel, o Dragão e seus anjos foram derrotados e atirados à terra. Então, uma forte voz fez ouvir no Céu o hino que celebrava a importância do sucedido (v.v 10-12) e que é a segunda seção de nosso Cântico.
Ao som da trombeta do sétimo anjo do Apocalipse estamos no final do drama escatológico: Deus estabelece definitivamente Seu Reino e condena as nações adversárias. Embora esta condenação advenha depois de ser precipitado o Grande Dragão e seus servidores com ele (Ap.12,9), é chegado, em definitivo, o momento em que “Aquele-que-é e Aquele-que- era”; – e no futuro “Ele-será” ou “há-de-vir”- terá assumido o grande poder.
Estes pequenos trechos do Apocalipse interagem internamente. A queda do Grande Dragão provoca uma grande aclamação (v. 12,10a), que explica, no presente, a implantação definitiva do Reino de Deus, no meio de nós.
Este Cântico, que se acaba de ressoar, desce igualmente do Céu. Com efeito, o Apocalipse, onde nos é proposto este hino, une a sua primeira estrofe (cf. Ap 11, 17-18) “aos vinte e quatro anciãos que estavam sentados em seus tronos, diante de Deus” (Ap 11,16) e a segunda estrofe (cf. Ap 12, 10-12) a “uma voz forte que desce do Céu” (Ap 12,10).

Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja

Tocar Cristo espiritualmente

João 20,1-2.11-18.
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava. Correndo, foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, o que Jesus amava, e disse-lhes: «O Senhor foi levado do túmulo e não sabemos onde o puseram.»
Maria estava junto ao túmulo, da parte de fora, a chorar. Sem parar de chorar, debruçou-se para dentro do túmulo, e contemplou dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha estado o
corpo de Jesus, um à cabeceira e o outro aos pés. Perguntaram-lhe: «Mulher, porque choras?» E ela respondeu: «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram.» Dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus, de pé, mas não se dava conta que era Ele. E Jesus disse-lhe: «Mulher, porque choras? Quem procuras?» Ela, pensando que era o encarregado do horto, disse-lhe: «Senhor, se foste tu que o tiraste, diz-me onde o puseste, que eu vou buscá-lo.» Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela, aproximando-se, exclamou em hebraico: «Rabbuni!» que quer dizer: «Mestre!»
Jesus disse-lhe: «Não me detenhas, pois ainda não subi para o Pai; mas vai ter com os meus irmãos e diz-lhes: 'Subo para o meu Pai, que é vosso Pai, para o meu Deus, que é vosso Deus.'»
Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: «Vi o Senhor!» E contou o que Ele lhe tinha dito.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Sermões sobre o Evangelho de João, nº 121, 3; PL 35,1955-1959

Tocar Cristo espiritualmente

«Jesus disse-lhe: Não Me detenhas, pois ainda não subi para o Pai.» Estas palavras contêm uma verdade que devemos examinar com muita atenção. Jesus ensina a fé a esta mulher que O tinha reconhecido como mestre e Lhe dera esse título. O divino jardineiro semeou uma semente de mostarda no coração de Maria Madalena, como num jardim. [...] Que significa pois: «Não Me
detenhas, pois ainda não subi para o Pai»? [...] Com estas palavras, Jesus quis que a fé que se tem Nele, fé pela qual Lhe tocamos espiritualmente, chegue a ponto de acreditarmos que Ele e o Pai são um (Jo 10, 30). Porque aquele que progride Nele até reconhecer que é igual ao Pai sobe de algum modo até ao Pai no segredo da sua alma. De outro modo, não se toca Cristo como Ele quer, quer dizer, não se tem Nele a fé que Ele pede. Maria podia acreditar Nele pensando que não era igual ao Pai; mas Ele proíbe-lho com estas palavras: «Não Me detenhas», quer dizer: «Não
acredites em Mim no entendimento em que te encontras ainda. Nem fiques a pensar no que Eu fiz por ti, sem pensares Naquele por Quem foste feita.» Como podia ela deixar de acreditar ainda de modo totalmente humano Naquele por Quem chorava como por um homem? «Ainda não subi para o Pai.» «Tocar-Me-ás quando acreditares que sou Deus, e que sou totalmente igual ao Pai.»

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

QUARTA FEIRA DA XVI SEMANA DO TEMPO COMUM = 21/07/2010

IV Quarta Feira do Saltério – (Vésperas = Cântico)

Ant 3 Em Cristo é que tudo foi criado, e é por Ele que subsiste o universo.

Cântico Cf. Cl 1, 12-20: Cristo, o Primogênito de toda criatura e o Primogênito dentre os mortos.

Entre os Colossenses corriam certas idéias heterodoxas: o homem, caído no cárcere do corpo, necessita mediadores que o dêem a conhecer o caminho até à luz cósmica. O dualismo gnóstico e seus perigos virtuais já estão sendo insinuados. Paulo responde incorporando um hino cristológico que apresenta o Redentor como Criador e, por conseguinte, como único Mediador. Interveio no âmbito intra-histórico, abrindo-nos o caminho até à Luz onde Deus habita (vv. 12-14). Esta confissão de fé serve de pórtico ao hino (vv. 15-20). A heterodoxia dos Colossenses se desvanece ao confrontá-la com Cristo.
Este Cântico é um admirável hino cristológico da “Carta de São Paulo aos Colossenses”, que canta a primazia absoluta de Cristo. A Liturgia das Vésperas o propõe, em cada uma de suas quatro semanas e o oferece aos fiéis como Cântico, reproduzindo-o na forma que teria provavelmente o texto desde suas origens. Com efeito, muitos estudiosos estão convencidos de que esse hino poderia ser a citação de um canto das Igrejas da Ásia Menor, incluído por São Paulo em sua carta dirigida aos cristãos de Colossos, uma cidade então florescente e populosa.
Demos glória a Deus Pai, que quis incorporar-nos a Seu Filho. Demos glória a Deus Filho que, já na Criação, como reflexo de Deus Pai, foi instrumento único através do qual o Pai realizou Sua obra; e que, depois da Criação, feito Homem por nós, com Seu Mistério Pascal e por Sua Igreja, devolveu à Criação todo seu sentido.
Este Cântico, que de maneira tão plena nos faz proclamar o papel de Cristo na eternidade e na história, seja o hino de nossa fé no Filho amantíssimo do Pai, o “Amado” da Igreja, segundo a expressão do “Cântico dos Cânticos”.
“A herança” é a salvação, reservada em outro tempo, a Israel e aos que também são agora chamados os gentios (Ef.1,11-13). “O Povo Santo” são os cristãos, chamados, desde agora, a viver na Luz da Salvação: os anjos que vivem com Deus na Luz escatológica (v. 12).
Paulo cita aqui um hino primitivo cristão, composto de duas estrofes: vv.15-17 e 18-20, que celebra o papel de Cristo na primeira e na nova Criação. Nos vv. 16-20 expõe o significado de “todas as coisas”, como reação contra a preeminência que os colossenses davam aos anjos. Expõe a primazia de Cristo, primeiro, na ordem da Criação natural (vv. 15-17) e segundo, na ordem da Re-criação sobrenatural, que é a Redenção (vv. 18-20). Trata-se do Cristo preexistente, porém considerado sempre na pessoa histórica e única do Filho de Deus, feito Homem. Este ser concreto, encarnado é a “imagem de Deus” enquanto reflete, numa natureza humana e visível, a imagem do Deus invisível, na qual - Cristo – pode ser denominado criatura, porém como Primogênito, na ordem da criação, com uma primícia de excelência e de causalidade muito superior à ordem do tempo.

terça-feira, 20 de julho de 2010

FALECIMENTO DE IRMÃ MARIA HELENA DE SÃO JOSÉ.

Dia 20/07/10 às 10:30



CARMELO IMACULADA CONCEIÇÃO DE DIVINÓPOLIS -MG

Irmã Maria Helena tinha um carinho especial pela OCDS.
Esteve no XXV Congresso Províncial OCDS - 2008
Estamos tristes mas com a certeza que teremos mais uma intercessora no céu.

"A igreja é uma árvore, o carmelo é a raiz de onde a igreja suga tudo o que precisa"
Ir. Maria Helena.

Comunidade Santa Edith Stein - Divinópolis - MG




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Congresso sobre o "Livro da Vida" na internet


O Centro Internacional Teresiano-sanjuanista de Ávila (CITES) oferecerá a transmissão via internet do 1º Congresso Internacional sobre o "Livro da Vida" (obra autobiográfica de Santa Teresa). O Congresso que acontecerá entre 23 e 31 de agosto, poderá ser inteiramente seguido através da internet. Em breve a Universidade da Mística (ligada ao CITES) colocará à disposição do público uma página web (www.teresadeavila.org) na qual poder-se-á seguir, ao vivo ou gravado, o Congresso. O Congresso poderá ser seguido em quatro línguas: espanhol, italiano, inglês e francês. A Inscrição para o Congresso via internet varia de 50 euros a 150 euros, segundo as opções que se poderá fazer.

Frei Patrício envia mensagem à Província pelo centenário



Caríssimo Frei Alzinir e meu irmãos
da nossa Província São José,
paz e alegria.

Estarei bem presente nos festejos dos cem anos da chegada dos frades carmelitas ao sudeste do Brasil. Será um dia de festa, de alegria, de ação de Graças. Devemos agradecer estes pioneiros que, com sacrifício, lutaram e conseguiram colocar pedras fortes e fundamentais para o nosso hoje.
Todo jubileu penso que nos chama a três atitudes:

1. Agradecer: que todos juntos possamos fazer subir até o céu, através da Virgem Maria, mãe do Carmelo, o nosso agradecimento a Deus pelas sementes lançadas e que possamos continuar a semear em tantos lugares, a retribuir generosa e corajosamente às Províncias destes frades generosos. Que o pedido da Província Romana possa ser uma resposta a Deus do que eles fizeram.

2. Pedido de perdão: quantas coisas poderíamos ter feito mas por omissão, preguiça ou falta de generosidade deixamos de fazer. Que o Senhor nos perdoe e nos conceda novo ânimo pela nossa vocação e por um trabalho vocacional. Eu vejo aqui no Egito um pouco o nosso Brasil dos anos passados, quando lutamos para ver nascer a nossa Província de São José. Amar as vocações não é luxo, mas sim uma ordem que vem de Jesus.

3. Tomar novos rumos, abrir caminhos e corações para que Deus nos faça missionários onde ele quer. Que rompamos as amarras dos nossos egoísmos e possamos dar vida nova a um Carmelo sempre mais belo, projetar o futuro a partir do nosso presente.

Como gostaria de estar aí! Mas estou aqui, é a mesma coisa. Eu estou aqui em nome de todos vocês.
Rezem muitíssimo para mim e a todos vocês lembro ao Senhor.


Abuna Patrik (Frei Patrício Sciadini, ocd.)

PROFETA ELIAS

SANTO ELIAS, PROFETA


O profeta Elias aparece na Sagrada Escritura como o homem que caminha sempre na presença de Deus e combate, inflamado de zelo, pelo culto do único e verdadeiro Deus.

Reivindica os direitos divinos no desafio feito aos profetas do Monte Carmelo, goza no Horeb da íntima experiência do Deus vivo.

Segundo a tradição, os primeiros eremitas, que no século XIII iniciaram a vida monástica no Monte Carmelo em honra da Virgem Maria, voltaram-se para Elias, tomando-o como exemplo da própria vida, juntamente com a Mãe de Deus.

Santo Elias é uma das figuras bíblicas mais entrigantes. Ardente de Zelo pelo Senhor Deus, cujo culto era conspurcado em Israel pelos idólatras, Santo Elias não hesitou em degolar 450 sacerdotes de Baal. É considerado pai espiritual da Ordem carmelitana e precursor da devoção à Santíssima Virgem séculos antes de Ela ter nascido. Estava em companhia de Santo Eliseu, seu discípulo perfeito e continuador, quando um carro de fogo, puxado por cavalos também de fogo, o arrebatou aos céus. Deverá voltar no fim do mundo para enfrentar o Anticristo.
Elias foi, diz São Bernardo, “modelo de justiça, espelho de santidade, exemplo de piedade, o propugnador da verdade, o defensor da fé, o doutor de Israel, o mestre dos incultos, o refúgio dos oprimidos, o advogado dos pobres, o braço das viúvas, o olho dos cegos, a língua dos mudos, o vingador dos crimes, o pavor dos maus, a glória dos bons, a vara dos poderosos, o martelo dos tiranos, o pai dos reis, o sal da terra, a luz do orbe, o Profeta do Altíssimo, o precursor de Cristo, o terror dos baalitas, o raio dos idólatras” (De Consideratione, lib. IV, in fine, apud Cornelii a Lapide, Commentaria in Scripturam Sacram, In Librum III Regum, Cap. XVII).

Santo Elias, rogai por nós!

SANTO ELIAS – PROFETA = FESTA NA OCD. 20/07/2010 TERÇA FEIRA DA XVI SEMANA DO TEMPO COMUM

Ofício próprio da Festa: (Vésperas = I Salmo)

Ant 1 Elias surgiu como um fogo, sua palavra queimava como uma tocha.

Salmo 110 (111): As grandes obras do Senhor.

Este Salmo é um canto de aclamação às obras maravilhosas de Deus, na história passada e no presente de seu povo. Objetos de aclamação são o poder, a bondade e a justiça de Deus. São as maravilhas memoráveis do passado, cantadas agora por todo o povo, embora no primeiro versículo se expresse no singular – é apenas um artifício literário para criar ambiente -. Junto com as “obras”, o salmista celebra os “preceitos” de Yahweh. Os primeiros versículos descrevem o que Deus é (suas obras); os segundos, o que Ele exige (seus preceitos). Os versículos finais recapitulam ambos os temas, com linguagem sapiencial.
A Bíblia de Jerusalém dá a este Salmo o nome de “Elogio das obras Divinas”. É um Salmo “alfabético”, isto é, cada meio versículo começa com uma letra do alfabeto hebraico, como também o seguinte: Salmo 111(112), que lhe é semelhante pela doutrina, estilo e estrutura poética. Era usado pela celebração das festas anuais (cf. Ex 23,14+).
É um hino que canta os portentos realizados por Deus em favor de Seu povo, portentos que hão de ser constantemente recordados e agradecidos por Seus fiéis, permanecendo fiéis à aliança com Ele e, em consequência, cumprindo Seus preceitos. No Salmo 110 se agradece a bondade de Deus, manifestada continuamente em suas obras. O temor de Deus, o sentido filial de sua presença, é a fonte dessa sabedoria cristã que descobre, em tudo e em todos, uma mensagem do Deus Amor.

CONGRESSO PROVINCIAL

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

48º ANIVERSÁRIO DA DEDICAÇÃO DA IGREJA DO CARMELO SÃO JOSÉ = TRÊS PONTAS, MG. 19/07/2010 COMUM DA DEDICAÇÃO DE UMA IGREJA

Ofício solene próprio (II Vésperas = I Salmo)

Ant 1 O Senhor tornou santa a Sua morada: quem a pode abalar? Ele habita em seu meio.

Salmo 45 (46): O Senhor é refúgio e vigor.

Para compreender este Salmo, um hino a Sião, ele deve ser visto na perspectiva de Isaías 2,1-5 ou Isaías 60: um monte se ergue sobre toda a terra. Para ele se convergem todos os povos, pela soberana razão de ser ele a "Santa Morada do Altíssimo”. É uma peregrinação à Cidade Santa, um caminho ascendente para o futuro, para cima, em direção a Deus. A partir deste objetivo, que convoca toda a humanidade (v. 9), deriva o bem supremo da paz (v. 10). É compreensível que aqueles que são chamados a esse ideal supremo cantem o poder de Deus e a confiança que têm em sua presença protetora. Os motivos são variados. Alguns são lendários, outros, proféticos, escatológicos ou culturais. Todos eles servem à sublime emoção sentida por aqueles que aqui cantam o poder de Deus. O salmo pode ser uma composição muito antiga, feita talvez por ocasião da derrota de Senaquerib, no ano 701 a. C.
A Bíblia de Jerusalém dá a este Salmo o título “Deus está conosco”. A presença divina no Templo protege a Cidade Santa e águas simbólicas a purificam e fecundam, convertendo-a em um novo Édem. Canto de triunfo e de confiança em Deus por haver livrado seu povo de poderosos inimigos, nele se eleva o salmista à proclamação de Yahweh Rei universal, reconhecido e acatado por todos os povos. Tem, pois, este Salmo, um sentido certamente messiânico: o reinado universal de Yahweh, realizado no Messias, Cristo Jesus.
O Salmo 45 é o primeiro dos seis “Cânticos de Sião”, que se encontram no Saltério (cf. Sal 47, 75, 83, 86 y 121). Como as outras composições análogas, celebra a Cidade Santa, Jerusalém “a Cidade de Deus, a Morada do Altíssimo” (v. 5), porém, sobretudo, expressa uma confiança inquebrantável em Deus, que é “nosso refugio e nossa força, poderoso defensor no perigo”(v. 2; cf. vv. 8 e 12). Este salmo evoca os fenômenos mais tremendos para afirmar, com maior força, a intervenção de Deus, que dá plena segurança. Jerusalém, quem a pode abalar?” (v. 6) se está sempre com a presença de Deus.
O salmo 45 se divide em duas grandes partes, mediante a antífona, que se repete nos versículos 8 e 12. O título “Senhor do Universo ou dos Exércitos” é típico do culto judeu no Templo de Sião e, apesar de sua conotação marcial vinculada à Arca da Aliança, nos remete ao senhorio de Deus sobre todo o cosmo e sobre a história.

domingo, 18 de julho de 2010

DOMINGO DA XVI SEMANA DO TEMPO COMUM = 18/07/2010

IV Domingo do Saltério – (II Vésperas = Cântico)

Ant 3 Celebrai o Nosso Deus, servidores do Senhor, vós os grandes e os pequenos

Cântico Cf Ap. 19,1-2. 5-7: As núpcias do Cordeiro.

Oferecemos a continuação ao trecho do Apocalipse, ao qual a Bíblia de Jerusalém chama “Cantos de triunfo no céu”. Cantos de júbilo, ligados a Ap 18,20 e em vivo contraste com as lamentações de Ap. 18. Eles acompanham a queda da Babilônia. O primeiro canto (vv. 1-4) vem do céu; é seguido por segundo canto (vv. 5-9), ao qual se associam os santos de toda a Igreja, convidada para as núpcias do Cordeiro.
Depois do juízo de Deus, a Babilônia se tornou em nada, se fundiu, num abrir e fechar de olhos, como uma grande rocha que se atira ao mar (Ap 18).
Os gritos de lamento na terra (Ap 18) se contrapõem à alegria celeste. Esta composição consta de três tempos:
a- A “multidão exterminada” louva a Deus (vv. 1-4);
b- Resposta de uma voz que vem do céu e exorta a um louvor ininterrupto (v 5);
c- A multidão acolhe a exortação e junto com o mesmo Cristo (“ o ruído das grandes águas”) (v. 6), louva a Deus. O louvor é um grito impressionante: “Aleluia!”, com três variações sobre o mesmo tema: o reinado de Deus. O hino finaliza com um segundo tema – As Núpcias do Cordeiro, v. 7 -, executado pela multidão.
É chegada a hora das “Núpcias do Cordeiro”. Esta imagem se remonta originariamente a uma representação dos Profetas do Antigo Testamento que enfoca a relação de Deus com Seu Povo, da aliança, por analogia, com a união do homem com sua mulher, no matrimônio.
Jesus utilizou, de várias maneiras, a imagem do banquete nupcial para representar graficamente a salvação consumada. A relação pessoal que Ele tem com Seus eleitos é comparável com a comunidade entre esposo e esposa.
Quando os fiéis cristãos, provados com os sofrimentos na terra, declaram que enfim chegou “As Núpcias do Cordeiro”, isto quer dizer que eles vêem que se irá cumprir a promessa da segunda vinda do Senhor. O Senhor vem para socorrer a sua Igreja no desterro e conduzi-la para Sua glória. Quando a Igreja na terra houver se unido a Cristo, então se haverá alcançado plenamente a meta de Sua obra Redentora.
“As núpcias do Cordeiro” simbolizam o estabelecimento do Reino celeste, que será descrito em Ap 21,9s (ver Os 1,2+ e Ef 5,22-23+).

NOTA DE FALECIMENTO - SELMA PIMENTA SILVEIRA

Comunicamos o falecimento de nossa irmã Selma Pimenta Silveira, formadora da comunidade OCDS de Varginha-MG, ocorrido ontem, dia 17/07/2010.

Nossa irmã lutou muito contra a doença de hepatipe B e no fim teve uma infecção a qual não resisitiu.

Rezemos juntos e louvemos a Deus por sua força e dedicação até o fim a serviço do reino de Deus e ao Carmelo. 

A OCDS - Província São José se solidariza e se une em oração com a família neste momento de dor e de esperança.

Segundo dia do Encontro de Jovens da OCDS em Fortaleza

Momentos intensos de reflexão, oração, formação, alegria e descontração marcaram o segundo dia do Encontro de Jovens da OCDS em Fortaleza

Frei Júnior, após a sua palestra

Dança do caranguejo

essa dança pegou mesmo


Palestra da Ana Scarabelli

momento de reflexão

todos nós ligados pelo fio do escapulário de Maria


Raimundo e Efigênia, da OCDS de Fortaleza

Palestra da Ir. Bernadette, madre do Carmelo de Fortaleza

O Encontro de Jovens também teve a participação da criançada

Os três ramos da Ordem Carmelita: monjas, seculares e frades, com seus escapulários

Os três ramos da Ordem e a "juventude carmelitana"

Jonas, apreciando o escapulário do Frei Wilson


monja, família carmelita secular e frade

casais da Ocds, monja e frade

Paulo Scarabelli, Ir. Bernadete, Ana Scarabelli e Frei Wilson

hora do lanche

jovens participantes do Encontro

palestra do Frei Júnior
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