terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Como Deus me chamou ao Carmelo - Henriqueta Lobão (OCDS de Teresina-PI)

“Seduziste-me Senhor e eu me deixei seduzir!”
Fui ao Carmelo pela primeira vez, acompanhando uma parente que trazia uma encomenda de Recife para Madre Trindade. No final deste encontro, a Madre me convidou para passar um fim de semana no Carmelo. Fiquei espantada e achei praticamente impossível isto acontecer, tinha filhos pequenos e o marido não iria gostar, porém, o convite ficou gravado no meu coração.
Pouco tempo depois, fui chamada para ir novamente ao Carmelo, desta vez para assistir uma palestra. Descobri neste encontro que estava iniciando a OCDS em Teresina e passei a fazer parte da Ordem.
Na véspera das minhas promessas temporárias, ao terminar minhas orações, peguei a Bíblia e ao abri-la em Isaías, Ele me disse: “Eu te chamo pelo nome, eis meu servo, meu eleito, te seguro pela mão...” Foi muita emoção.
O tempo foi passando... fiquei viúva. Foram períodos de chuvas, trovoadas e noites escuras... O Senhor foi meu rochedo, minha força e meu refúgio. Nele depositei toda a minha confiança.
Faltei muitas reuniões durante a enfermidade do meu marido, por isso disse que não poderia fazer as promessas definitivas. Minha formadora perguntou: “Você quer fazer as promessas?” Com a voz trêmula respondi que sim. Naquele momento, tive a certeza de que: “Antes do meu nascimento Ele já havia me escolhido”. Ele me chamou novamente, desta vez para águas mais profundas...
Fui eleita presidente da OCDS de Teresina, que susto! Será que vou conseguir? “Não escolho os sábios, capacito os escolhidos”. Como Maria, respondi: “eis-me aqui Senhor, pra fazer tua vontade e viver do teu amor”.
Jesus está sempre a me chamar: em casa, no trabalho, na comunidade... Para mim é motivo de grande alegria partilhar desta espiritualidade carmelitana. Como diz Santa Teresa: “Importa muito e acima de tudo uma grande e firme determinação de não parar até chegar a meta, custe o que custar, aconteça o que acontecer, murmure o que murmurar...”.
O Carmelo veio preencher os meus vazios, me ensinando a não desanimar diante dos desafios e me dando a certeza de que sou filha muita amada. Com ajuda de minha Mãe Maria Santíssima, que eu possa dar o meu sim, dizendo a todo o momento: OBRIGADO SENHOR!!!

Henriqueta Lobão

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Lei Uruguaia para legalizar o aborto

A todos que compreendem a importância da Vida Humana em todas as suas etapas:

Meus queridos irmãos Carmelitas, o Senado Uruguaio aprovou entre o Natal e o Ano Novo, uma lei que legaliza o aborto durante os 9 meses de gestação. A estratégia do documento foi a mesma utilizada no Brasil, isto é, no ínício a lei fala apenas do aborto nos 3 primeiros meses, mas, no final, ela despenaliza todos os envolvidos, mesmo que falte alguns minutos para o nascimento.
Os bispos do Uruguai tiveram uma posição extraordinária: manifestaram-se em conjunto e lançaram um documento no qual afirmam que a legalização do aborto não é uma preocupação com a saúde, quer pública ou feminina.
A América Latina, imensamente católica, que rejeita o pecado do aborto, se ergue e diz: não queremos o aborto!
É preciso que vigiemos, pois, havendo uma brecha no muro, haverá um “efeito dominó”, semelhante ao que aconteceu na união homossexual.
Desta forma, venho pedir a todos a caridade de manifestarmos nosso apoio aos bispos do Uruguai. As crianças da América Latina precisam de nossa ajuda, e os bispos estão sofrendo uma pressão muito grande. Por isso, peço humildemente que, mesmo em português, transmitamos nosso apoio por escrito e lhes dediquemos nossas orações.
Abaixo estão os e-mails de todos os Bispos do Uruguai.
Deus seja a vossa recompensa por todo o bem que fazem.



Conferencia episcopal de Uruguay
ceusecre@adinet.com.uy

Diócesis de Salto, Obispo Mons. Pablo Jaime Galimberti Di Vietri
obispadodesalto@adinet.com.uy

Diócesis de Tacurembó, Obispo Mons. Julio César Bonino
recepcióntbo@adinet.com.uy; ceutbo@adinet.com.uy; ceurivera@adinet.com.uy

Diócesis de Melo, Obispo Mons. Heriberto Bodeant
obispadodemelo@hotmail.com; vicariapastoralmelo@gmail.com; frmabbtd@adinet.com.uy

Diócesis de Minas, obispo Mons. Jaime Rafael Fuentes
obispojaime@gmail.com

Diócesis de Maldonado, Obispo Mons. Rodolfo Wirz
ceumaldo@adinet.com.uy

Canelones, Obispo Mons. Alberto Sanguinetti Montero
cancillería.can@adinet.com.uy; curiacan@adinet.com.uy

Diócesis de Florida, Obispo Mons. Martín Pérez Scremini
pescre1@yahoo.com.ar, mariboz@hotmail.com

Arquidiócesis de Montevideo, Obispo Mons. Nicolas Domingo Cotugno Fanizzi
vicariopastoral@gmail.com;secretariadjunta@arquidiocesis.net

Diócesis de San Jose Mayo, Obispo Mons. Arturo Eduardo Fajardo Bustamente
catsj@redfacil.com.uy

Diócesis de Mercedes, Obispo Mons. Carlos María Collazzi
obismerc@adinet.com.uy

E-mails de todos os bispos:

ceusecre@adinet.com.uy;obispadodesalto@adinet.com.uy;recepciontbo@adinet.com.uy; ceutbo@adinet.com.uy;obispadodemelo@hotmail.com;vicariapastoralmelo@gmail.com; frmabbtd@adinet.com.uy;obispojaime@gmail.com;ceumaldo@adinet.com.uy;
cancilleria.can@adinet.com.uy;curiacan@adinet.com.uy;pescre1@yahoo.com.ar;
mariboz@hotmail.com;vicariopastoral@gmail.com;cancilleria@arquidiocesis.net;
secretariadjunta@arquidiocesis.net;catsj@redfacil.com.uy;obismerc@adinet.com.uy;
cancilleria@arquidiocesis.net;secretariadjunta@arquidiocesis.net;catsj@redfacil.com.uy;
obismerc@adinet.com.uy;

domingo, 29 de janeiro de 2012

Como Deus me chamou ao Carmelo - Maria do Amparo Moura e Silva (OCDS de Teresina-PI)

                                                                                        ... Ouvi então a voz do Senhor que dizia: “
                                               Quem é que vou enviar? Quem irá de nossa parte? “ Eu respondi: “ aqui estou. Envia-me!”  (Is 6,8s)
A revelação de Deus é diferente para cada pessoa, Ele se revela a cada um conforme sua cultura, sua realidade, sua caminhada de fé e seu modo de ser e de viver. O chamado de Deus para mim se deu através de acontecimentos simples da minha vida, por meio dos quais procurei sempre escutar a mensagem ali contida na Palavra, no acontecimento e no outro. Muitas vezes, em coisas simples, pequenas, mas muito significativas. Tive a revelação da presença de Deus em minha vida.  
Sempre recebi de Deus muitas graças, mesmo sem merecer, mas por sua infinita misericórdia. Desde a minha infância fui orientada por meus pais a procurar o Senhor e assim o faço.
Recebi minha missão no batismo, continuei Te procurando no Sacramento da Eucaristia, na tua palavra e no outro. Procuro Te seguir como cristão, com minhas dificuldades e limitações, mesmo sabendo que o teu seguimento requer mudança radical, portanto Pai do céu sempre Te busquei e sinto que sempre estais perto de mim, me abençoando em tudo que faço, tua palavra guia os meus passos e, é luz para o meu caminho. (Sl 119, 105).
O meu chamado para o Carmelo aconteceu assim: era costume nos finais de semana nós, os irmãos, nos reunirmos na casa de nossos pais para visitá-los, conversar e nos confraternizarmos. Em um desses encontros, conversando sobre tudo, a minha irmã partilhou comigo a importância de seu serviço como ministra extraordinária da comunhão, e eu lhe falei do momento que estava vivendo, que embora fizesse trabalhos pastorais em minha Comunidade Paroquial (onde moro há 19 anos, e servi a meus irmãos em diversas pastorais como: do Batismo, da Liturgia, ministério da palavra e da Eucaristia, na formação, Conselho Pastoral etc), sentia que faltava alguma coisa. Estava inquieta, sentindo uma carência interior que não sabia explicar, mas pus-me a escutar. Sempre fui uma pessoa contida, gosto de silenciar e escutar. Sentia dentro de mim uma força que me impulsionava que me chamava e era muito forte, mas não entendia direito para onde ir ou como agir. Pensei que o engajamento em um grupo de oração, onde pudesse abrir meu coração para acolher na fé esse momento,  pudesse me ajudar. Ela (minha irmã) me ouviu e me falou de alguns grupos que eu poderia procurar: a Legião de Maria e o Apostolado da Oração, bem como o grupo que uma leiga ligada ao Carmelo estava criando. Informou-me também que já havia acontecido uma reunião desse grupo, perguntando-me se eu gostaria de ir à próxima reunião para conhecer, saber mais e como tudo ia ser. Fiquei de pensar e retornar para ela. Na semana seguinte, liguei, ela me informou que a próxima reunião do grupo do Carmelo seria no dia 07 de fevereiro de 1998. Disse a ela que rezei e escutei nessa intenção e que iria sim à próxima reunião, e fui à primeira, a segunda, a terceira a décima reunião... Estou há 11 anos na Ordem Secular, fiz minhas promessas Provisórias no dia 29 de Março de 2000; e as definitivas no dia 12 de Julho de 2003; e hoje, estou bebendo nessa fonte, e buscando a cada dia viver a espiritualidade carmelitana, mesmo em meio às tribulações que nos afligem no mundo de hoje na Igreja, na sociedade, na família, e até na nossa comunidade de fé. E, até que o Senhor chame-me definitivamente, não pretendo sair desse caminho, pois cada dia que passa, tenho mais convicção que aqui é meu lugar e é aqui que Deus quer que eu esteja. Lugar abençoado, que me reanima e me dá força.
Se me chamas Senhor, eu te digo sim, estou determinada a Te seguir. Aquietei meu coração.
Foi assim, simples, mas com muito significado. Pelo caminho passei momentos felizes, tive dificuldades, cruzes, no final de 2003 e início de 2004, enfrentei uma doença grave, um “Adenocarcinoma”, com 30% de chance de sobrevivência, me disse o médico. Tive que passar por uma cirurgia muito complicada, pedi a interseção da Virgem do Carmo, da Santa Madre Teresa e de santa Teresinha do Menino Jesus e elas intercederam. A cirurgia foi abençoada. Foram tantas as orações, que acordava a cada dia, melhor com mais força e vigor. Deus mais uma vez se revelou em minha vida. Estava caída e Ele mandou levantar, me deu vida.  Hoje estou bem, não sei se estou curada, acredito que sim, mas o que considero mais importante é que estou em paz, feliz por estar na OCDS, e com muita vida.
Da minha experiência de Deus, vivida durante esse tempo como membro da Ordem Secular e no serviço comunitário em minha comunidade Paroquial, aprendi muitas lições, quero aqui partilhar três:
Compreendi que a solidariedade e a partilha são os gestos mais bonitos que o cristão pode viver, são riquezas que ninguém pode roubar nem destruir, é o amor de Deus, revelado na ação humana, é a palavra de Deus encarnada na vida; percebi que é possível ter paz mesmo vivendo com dificuldades, problemas, dívidas, sofrimentos, pois a paz é interior; senti que diante das dificuldades, não devemos nos desesperar, antes rezar, pois a oração é como um guia que leva aquele que está perdido para onde ele jamais pensou chegar.
Em Cristo,
Maria do Amparo Moura e Silva-OCDS
Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus, Teresina – PI.

sábado, 28 de janeiro de 2012

UMA EXPLICAÇÃO !!!!

ESTIMADOS IRMÃOS E IRMÃS

"SÓ DEUS BASTA"!!!

PARA VOCÊS PASSAREM PARA SUAS COMUNIDADES-GRUPOS:

A REGRA DO CARMO ,ELABORADA POR SANTO ALBERTO DE JERUSALÉM E APROVADA POR INOCÊNCIO IV EM 1247, NUNCA SERÁ DEIXADA POR NÓS CARMELITAS.
JÁ ANTIGA NORMA DE VIDA (UM FOLHETO-REGRA DE VIDA) FOI SUBSTITUÍDA PELAS CONSTITUIÇÕES DA OCDS  QUE FORAM  APROVADAS PELA SANTA SÉ EM 
16 DE JUNHO DE 2003. 

UM ABRAÇO FRATERNO

MARIA EDUARDA







quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

NOSSO PRÓXIMO ENCONTRO

NOSSA PROVÍNCIA SÃO JOSÉ OCDS JÁ AGUARDA ACOLHÊ-LOS COM ALEGRIA E CARINHO NO NOSSO ENCONTRO EM ABRIL(28 A 1 DE MAIO) EM BELO HORIZONTE!!!
CONTO COM A PRESENÇA DE VOCÊS !!!!
PEÇO QUE JÁ COMECEM A SE PREPARAR!!!
MAIS TARDE RECEBERÃO TODAS AS INSTRUÇÕES PARA AS INSCRIÇÕES!!!
TEREMOS TAMBÉM UMA ASSEMBLÉIA DE NOSSA ASSOCIAÇÃO PARA QUAL VOCÊS ENVIARÃO 2 DELEGADOS.
BEIJO AMOROSO EM TODOS (AS) E ATÉ ABRIL,COM A GRAÇA DE DEUS!!!
MARIA EDUARDA

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Missão carmelitana em Presidente Bernandes

Nos dias 16 a 21 de janeiro aconteceu em Presidente Bernardes missão em preparaçao à ordenação sacerdotal de frei Odair.

A cidade foi dividida em regiões onde estiveram presentes o frades carmelitas: Geraldo, Mariano, Alonso, Emerson, Ronam e Márcia ocds.


As comunidades envolveram-se na missão mostrando alegria, acolhimento e grande partcipação.
Fomos onde o povo está!!

Foram relizadas  visitas aos doentes, missas e desenvolvidos temas especifícios: matrimônio - família, vida religiosa - sacerdotal e juventude.

Em Nova Pátria, distrito de Presidente Bernardes, ficaram frei Geraldo e Márcia onde foram organizadas missas votivas à Santa Teresa, Santa Teresinha, São João da Cruz, Menino Jesus de Praga e Nossa Senhora do Carmo, com imposição do escapulário, além de adoração ao Santíssimo  e procissão penitencial na sexta-feira.

Agradecemos a Deus e às comunidades que se empenharam na organização de nossa missão.
Felicitações a frei Odair.
Márcia Itapetininga- SPDeus abençõe a todos.
 

ESCOLA NOSSA SENHORA DO CARMO EM ANEXO

(CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR)

AJUDEM A ESCOLA NOSSA SENHORA DO CARMO

Um projeto social do

Carmelo Sagrado Coração de Jesus e Madre Teresa - Bananeiras-PB


Monjas Carmelitas em Bananeiras - PB
Rua do Mosteiro, 01 - Bairro Divina Graça CEP:58220-000
Fone:
(xx83) 9660 7386 (tim)
 
 Um abraço carinhoso, com as orações de suas irmãs.

VISITA PROVÍNCIAL E ADMISSÃO: COMUNIDADE DA COMUNIDADE NOSSA SENHORA DO CARMO e SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS DE PRESIDENTE PRUDENTE-SP.

“Do nascer do sol até o seu acaso louvado seja o nome do Senhor” (Sl.112)

Neste último final da semana  dia 21 de janeiro de 2012, 3º Domingo do Tempo Comum, solenidade da Festa  Santa Inês, em união com a Igreja e a Ordem dos  Carmelita Descalços Seculares da Província São José,  a comunidade Nossa Senhora do Carmo e Santa Teresinha do Menino Jesus, esteve unida para  Admissão ao período de formação 16 membros.

Foi um dia de formação e oração conduzida pelo Frei Fabiano-OCD – Delegado Provincial,  mostrando a importância do carmelita secular  junto aos trabalhos da  Igreja nossa identidade e vocação. Enfatiza a vocação do Carmelo Teresiano como compromisso a “viver em obséquio de Jesus Cristo”, tendo como fundamento a oração, como diálogo de amizade com Deus.



Encerrando-se a tarde de formação com  a Santa Missa presidida pelo Frei Fabiano, tendo grande motivos para bendizer e louvar o Nosso Deus pela vocação no carmelo e pela proteção da Virgem Maria.

Ao dar início ao Rito de Admissão o Frei Fabiano acolhe a assembléia.


Caros irmãos(as) aproximem-se os que desejam ser admitidos na comunidade: “Bianca, Clarice, Fátima, Francisco, Giovana, Isabel, Ivone, Lidia, Maria Aparecida, Maria Izabel, Maura, Nelson, Odete, Rodrigo, Suzi Meire, Tânia Maria”, recebendo o evangelho, regra de vida e imposição do escapulário, tendo como Formadora-Presidente  da comunidade a Sra. Hedy Magna.


Encerrando este momento solene de admissão prosseguiu-se a santa missa, logo após o termino houve uma calorosa recepção no salão paroquial.
Queremos aqui deixar nossa gratidão:                                                                                
Ao nosso frei Fabiano-Delegado Provincial, ao Pároco da Comunidade Santo Antonio Pe. Evair, Hedy e seu esposo Elcio Vicente, Maria Aparecida, Frei Everaldo,   aos irmãos(as) da Comunidade Alegria da   Sagrada Face- Itapetininga (Maria Esther, Juliana, Francine e Carlos) e a Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus-São Roque-SP (Edna) a todos os parentes e amigos presentes na Santa Missa e aos que com carinho prepararam tudo para que este dia fosse especial.

Elisa Maria- Conselheira Provincial OCDS.

Como Deus me chamou ao Carmelo - Gustavo Castro (OCDS de Camaragibe-PE)


Foi uma longa caminhada iniciada ainda em criança, junto à pequena igreja conventual dos Carmelitas da Antiga Observância, na praia da Piedade, no Recife. No verão de 1947-1948, recebi o Escapulário das mãos de um frade de quem não guardei o nome. Acho que se chamava fr. Eliseu, pois ouvia seu nome em minha casa, naquelas férias. Mas não tenho certeza. “Assistíamos” ali a missa aos domingos. Naquela época, os carmelitas celebravam no ritual próprio da Basílica da Ressurreição, em Jerusalém, vinculados historicamente que sempre foram à Terra Santa, berço da Ordem.
Apesar de haver cursado todo o período dos estudos secundários com os Irmãos Maristas, não me senti em momento algum atraído por seu carisma.
Mais tarde, pelos meus quinze anos, comecei a me pôr a questão vocacional. Logo, a formular o desejo de ser carmelita. Falei isto a uma senhora aparentada da minha família, que havia deixado o Carmelo depois de muitos anos. Para mim, vinte e dois anos de Carmelo eu considerava uma vida inteira. Chamava-se Helena. Vivia em seu pequeno apartamento, que transformara num Carmelo no meio do mundo. Lá acolhia e orientava pessoas como eu, e as acompanhava na vida de oração sob a influência de Santa Teresa.
Diante da minha revelação, tratou de dissuadir-me alegando não estar a Ordem do Carmo em Pernambuco (O.Carm.), naquele momento, em condições ideais de receber e formar novas vocações. Enfim, que seria melhor aguardar, vivendo – entrementes – o espírito carmelitano teresiano, e a isto me orientava.
Meses depois, apresentou-me um religioso que poderia orientar-me ainda mais conforme meu intento, como disse. Explicou que se tratava de um homem de oração segundo o modo teresiano sãojoanista. Chamava-se frei Querubino Mones. Era um conceituado missionário franciscano, recém-chegado da Missão entre os índios Mundurucu. Ele passou a ser meu diretor espiritual. Aos poucos conduziu-me à decisão de fazer-me franciscano, mas guardando na minha prática de vida espiritual as inspirações de Santa Teresa de Jesus. Aos dezoito anos entrei no noviciado franciscano. O retiro de Vestição foi pregado por aquele franciscano. Santa Teresa e São João da Cruz estiveram presentes nas suas prédicas. Ao despedir-se -  deixando-me no noviciado, no Convento de Serinhaém  -  entregou-me o livro “Caminho de Perfeição”, de Teresa d’Ávila, dizendo-me dever ter o livro como uma leitura permanente naquele período de minha vida. Assumi a leitura alternando-a com “A História de uma Alma”, livro autobiográfico de outra carmelita e Teresa, a de Lisieux. Numa releitura desses acontecimentos a estupefação é acrescida quando recordo que naquela cerimônia deu-me o nome religioso de frei Graciano! Sabemos quem foi fr. Gracian de La Madre de Dios para Santa Teresa!
E a vida caminhou um pouco assim, fazendo-me um franciscano muito teresiano. Passei ao longo dos sete anos como franciscano por duas crises vocacionais, mas em nenhum momento cheguei a trazer de volta a alternativa carmelitana. No rolar da vida franciscana não houve contato com os carmelitas. Numas férias passadas no Sul da Bahia, em Itajuípe, ouvi falar da existência de uma comunidade de frades carmelitas descalços na Cidade de Ilhéus. Nesse ínterim realizei a minha Profissão Solene e recebi o Diaconato. Com toda a Igreja, fui igualmente envolvido e atingido pelo torvelinho das discussões havidas ao redor do evento eclesial de maior envergadura no seio da Igreja Católica nos últimos cinco séculos, o XXI Concílio Ecumêmico Vaticano II (1962-1965). Quanta proposta de reforma e restauração, mas quanta reação a ser superada.
Como admitia anos depois o nosso ex-mestre de clérigos no período dos Estudos Teológicos, na Bahia: “perdíamos muito tempo valorizando o que era secundário e acessório, mas deixávamos de lado, muitas vezes, o principal, o mais importante e até o essencial”. Quem reconhecia isto assim já era então bispo de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, Dom Frei Adriano Hipólito Mandarino, franciscano.
Com inseguranças de identidade religiosa convenci-me dever deixar os franciscanos em busca da verdade do Senhor para a minha vida. Voltar para o lugar de onde saí  -  parecia-me o caminho mais certo. Resumindo, fui trabalhar na Universidade Federal, lá encontro minha futura esposa, pego uma bolsa de professor nos Estados Unidos, nos casamos; voltamos ao Brasil, chegam os três filhos, etc.
Muitos anos passaram e meus vínculos com o Carmelo resumiam-se a três: contatos em trabalho pastoral com alguns bons carmelitas da antiga observância, contato com uma monja carmelita que me acolhia em momentos de dificuldades espirituais e, sobretudo, pelo sentimento de amizade que sempre crescia com Santa Teresinha. A releitura das obras de Santa Teresa e São João da Cruz alimentavam-me nas férias de verão a cada ano. Pela internet retirei o texto do Capítulo Geral de 2003: Caminhando com Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, “voltar ao essencial”. Li-o e reli-o, sublinhei-o. Fiquei tomado por dentro. Havia reencontrado o caminho do Carmelo, muito mais do que as tantas vezes que estivera lá mesmo naquela montanha participando de celebrações. Em 2005 fomos Martha e eu convidados pela nossa madre Ir. Miriam, do Carmelo de Camaragibe (PE), para compormos um grupo e iniciar o Carmelo Secular. Após tentativas, finalmente iniciamos regularmente o grupo em março de 2007. Aportamos afinal! Estamos subindo e descendo, por etapas, junto com tantos outros caminheiros pelas trilhas e jornadas teresianas. Ressalto como momentos fortes da Província os nossos Congressos Provinciais e Regionais, para a animação, formação, convivência fraterna.
Gustavo Castro –Grupo Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face – de Camaragibe – PE

domingo, 22 de janeiro de 2012

CONVITE (Grupo Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face - OCDS de Mococa-SP)


50 ANOS CO CONCÍLIO VATICANO II



DIA  11 DE OUTUBRO DE 1962 ,ERA INAUGURADO O CONCÍLIO ECUMÊNICO   VATICANO II PELO PAPA JOÃO XXIII.
PORTANTO ESTE ANO PARA NOSSA IGREJA É UM ANO JUBILAR: CELEBRAMOS 50 ANOS DESTE ACONTECIMENTO IMPORTANTE .


NA ABERTURA O PAPA DISSE:
"ALEGRA-SE A SANTA MÃE IGREJA,PORQUE ,POR SINGULAR DOM DA PROVIDÊNCIA DIVINA,AMANHECEU O DIA TÃO ANSIOSAMENTE  ESPERADO EM QUE SOLENEMENTE SE INAUGURA O CONCÍLIO VATICANO II ,AQUI ,JUNTO AO TRONO DE SÃO PEDRO ,COM A PROTEÇÃO DA SANTÍSSIMA VIRGEM..."


"TODOS OS CONCÍLIOS CELEBRADOS NA HISTORIA ...TESTEMUNHAM CLARAMENTE A VITALIDADE DA IGREJA  CATÓLICA E CONSTITUEM PONTOS LUMINOSOS DA SUA HISTÓRIA"
ESTE CONCÍLIO QUIS ENGRADECER A IGREJA DE RIQUEZAS ESPIRITUAIS DANDO NOVAS ENERGIAS PARA CAMINHADA ECLESIAL.
A NÓS COMPETE, SEGUIRMOS OS DOCUMENTOS ELABORADOS NESTE CONCLAVE PARA APROFUNDARMOS NOSSA FÉ E ESPERANÇA.




FOI ENCERRADO APÓS QUATRO SESSÕES PELO PAPA PAULO VI EM 8 DE DEZEMBRO DE 1965.
PEÇAMOS, QUE, CELEBRANDO ESTE ACONTECIMENTO, ACONTEÇA UM NOVO FLORESCER NA IGREJA ,NA NOSSA ORDEM CARMELITANA DESCALÇA,NA OCDS,EM NOSSAS COMUNIDADES-GRUPOS ENFIM NA NOSSA VIDA!!!!


UM FORTE  ABRAÇO


MARIA EDUARDA

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

SIGAMOS COM AMOR OS ENSINAMENTOS DE SANTA TERESA ,NOSSA MÃE



O PROCESSO FORMATIVO SERÁ SEMPRE UM ENCONTRO COM DEUS E DEVERÍAMOS COMEÇAR NOSSO PROCESSO FORMATIVO COM UMA FORTE,PROFUNDA E POSITIVA EXPERIÊNCIA DO DEUS COMPANHEIRO ,DO DEUS- CONOSCO REVELADO POR SEU FILHO ,JESUS CRISTO.
ISTO ACONTECEU COM SANTA TERESA E DEVE ACONTECER COM TODOS NÓS.


NESTE ANO, O LIVRO ESCOLHIDO PARA NOSSO ESTUDO ,PARTILHA E ORAÇÃO, "FUNDAÇÕES" ESTARÁ NOS DANDO UMA OPORTUNIDADE DE UM PROCESSO DE APRIMORAMENTO EM NOSSAS COMUNIDADES-GRUPOS.


DEIXEMO-NOS INTERPELAR POR ESTA MENSAGEM QUE BROTA DESTES ESCRITOS PRECIOSOS.
A REVELAÇÃO DE DEUS SE REALIZA NA HISTÓRIA E HOJE ELE QUER SE REVELAR MAIS UMA VEZ NA NOSSA VIDA PESSOAL E COMUNITÁRIA.


APROVEITEMOS AS OPORTUNIDADES OFERECIDAS PARA MAIS PERTO DE DEUS  CHEGARMOS E PODERMOS FALAR DELE DE MANEIRA RENOVADA.
NECESSÁRIO SERÁ TAMBÉM CRESCERMOS NUMA PROFUNDA COMPREENSÃO DO SER HUMANO ,EM SEU MISTÉRIO.
COMPREENDER O SER HUMANO SIGNIFICA ENTENDER SUAS QUALIDADES E DEFEITOS,FORÇA E FRAQUEZA,LIBERDADE E LIMITAÇÕES ,VIRTUDE E FALHAS.
SE TEMOS AS NOSSAS LIMITAÇÕES -E COMO TEMOS!-DEUS É A CHANCE DE PLENITUDE.
SOMOS AMADOS E QUERIDOS POR DEUS,ESTA CERTEZA NOS ANIMA!!!!! 
SANTA TERESA DE JESUS ,SEUS FILHOS E FILHAS CARMELITAS ,PEDEM SUA INTERCESSÃO!!!!!

QUE O SENHOR DA VIDA E DA HISTÓRIA POSSA CONDUZIR SEUS PASSOS COM SEU AMOR!!!!!!
MARIA EDUARDA



terça-feira, 17 de janeiro de 2012

UM PEDIDO

QUERIDOS IRMÃOS E IRMÃS

DEUS OS ABENÇOE NESTE ANO QUE SE INICIA!!!!

Gostaria de pedir que assim que o planejamento para 2012 esteja elaborado(deve estar pronto até fins de fevereiro)que me enviem uma cópia ,outra para o conselheiro responsável por sua Comunidade-Grupo e também para Rose (roselpiotto@gmail.com) que coordena a Comissão de Formação.
JÁ AGRADEÇO TODA DEDICAÇÃO PARA O CRESCIMENTO DE NOSSA QUERIDA OCDS.
MEU CARINHO E AMIZADE
MARIA EDUARDA

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Como Deus me chamou ao Carmelo - Cida Carvalho (OCDS de Varginha-MG))

          Um dia, conversando com a Irmã Teresinha Maria, do Carmelo São José de Três Pontas, MG, disse que já tinha ouvido falar em carmelita secular, mas que gostaria de conhecer melhor, de saber como era. Ela me deu a resposta e disse que em minha cidade, Varginha, MG, tinha uma comunidade e que um homem chamado Romeu Rossignoli pertencia a ela.
          Em 2003, estava numa tristeza profunda, na família as coisas não iam bem, me sentia infeliz, angustiada.
          Num desses dias estava passando em frente à Capelinha do Hospital Regional de minha cidade, e fiquei a pensar: porque não vou à missa todos os dias se é celebrada a Santa Missa, todos os dias ao lado da minha casa? Esse dia era primeira sexta-feira da quaresma daquele ano. E eu parei e fui até a porta da Igreja (me emociono e entristeço por ter passado tanto tempo longe de Deus) estava sendo rezada a Via-Sacra, a estação, nunca esqueço, era a quarta, “o encontro de Maria com seu Filho”. Então pedi a ela que me levasse junto ao encontro de Jesus. Assisti a missa com o coração contrito e daquele dia em diante nunca mais deixei de ir à missa todos os dias. Foi a partir daí que fui me transformando em uma nova criatura
          Neste ínterim, fiquei com vontade de ler a vida de um santo, já tinha lido são Francisco, foi quando, em minha estante, deparei-me com o Livro da Vida, que um medico amigo emprestara para minha filha e estava autografado e assinado: Irmã Teresa Margarida do Coração de Maria (priora do Carmelo de Três Pontas, minha terra, freira cuja abertura do processo de Beatificação foi autorizado pela Congregação da Causa dos Santos, em Roma).     
          Li este livro como se fosse uma Bíblia, ficava na cabeceira de minha cama, toda noite eu lia um pedacinho e ficava a meditar embora não entendendo bem. Na época o que mais me chamou a atenção foi à descrição sobre a visão que ela teve do inferno. Esta leitura alimentou minha fé quando nessa época quase perdi um genro que precisou de duas cirurgias no coração com diferença de vinte dias por conta de uma endocardite.
          Ali naquela capela encontrei pessoas que me ajudaram na caminhada de fé,  uma delas, a Edi que apresentou-me para a coordenadora da Catequese da Paróquia do Divino Espírito Santo, fui chamada também para trabalhar na Pastoral do Batismo, mas preferi a catequese porque me obrigava a estudar e rezar a Bíblia que eu nunca lera até então, a não ser os livros sagrados dos quais tirei os nomes de minhas três filhas: Raquel, Sarah e Ester.
          Foi nessa Capela que, no inicio de 2005, encontrei um recado pregado na porta que dizia: “Estudos bíblicos todas as segundas terças-feiras do mês” e também ali estava um telefone. Liguei, pois estava com muita sede de Deus, e quem atendeu foi Romeu Rossignoli. Antes de falar seu nome disse-me que era da OCDS, meu coração ficou exaltado de alegria, pois tinha  eu uma semana antes adquirido as obras completas de Santa Teresa e São João da Cruz, porque me apaixonara por Teresa de Jesus, não conhecia bem quem era João da Cruz, mas Irmã Vânia autorizou que me emprestasse sua obra para dar uma lida e acabei também adquirindo-a.
          Assim entrei no Carmelo em 22 de fevereiro de 2005, já fiz as promessas definitivas em  9 de julho de 2011.
          Quando adolescente rezava o terço todos os dias e fazia o mês de maio. Era sacrificado estudava de manhã, a Igreja era longe de casa e do colégio, mas nunca esmoreci mesmo quando jovem. Casei, tive meus filhos. No ano de 1996, fui convidada para fundar uma Associação para divulgar a vida e virtudes de Padre Victor e também cuidar do seu processo de Beatificação. Tudo isso contribuiu para que a Luz de Deus não se apagasse totalmente na minha vida. Por isso creio de coração que Maria me resgatou me ajudando e ensinando a buscar a fonte de esperança no jardim do Carmelo: Jesus Cristo, caminho, verdade e vida.

Cida Carvalho – (Maria Aparecida do Espírito Santo)
Comunidade “Sagrada Face” de Varginha

Reunião da Comissão de Jovens OCDS

No ultimo final de semana, dias 14 e 15 de janeiro, a Comissão de Jovens OCDS reuniu-se no Centro Teresiano de Espitualidade em São Roque para definir as diretrizes que serão propostas para as comunidades seculares do Brasil com o intuito de apresentar a espiritualidade carmelitana a juventude.

Neste encontro estavam presentes o Frei Fabiano, nosso delegado provincial; Rosangela Ribeiro, conselheira da comissão de Jovens, da cidade de São Paulo; Esther Pires, coordenadorada Comissão Jovem OCDS e Elisa Almeida, ambas da comunidade de Itapetininga/ SP; Alba Rozana da cidade de Avaré/ SP; Eustaquio Joaquim de Mococa/SP e Erica Luz do Rio de Janeiro/RJ.

Foram discutidos os projetos para a juventude na perspectiva carmelita a serem executados neste ano com enfoque na Jornada Mundial da Juventude que ocorrerá no Rio de Janeiro em 2013.

Nesta reunião ficou decidido a importancia do encontro de jovens da OCDS acontecer em âmbito regional na intenção de preparar melhor as comunidades para o encontro com o Papa e pela necessidade de divulgar o carisma carmelitano entre a juventude.

Em breve, estaremos comunicando neste blog e por e-mail aos coordenadores mais detalhes do que foi acordado nesta reunião.


Comissão de Jovens OCDS
Frei Fabiano Alcides
Delegado Provincial


domingo, 15 de janeiro de 2012

Como Deus me chamou ao Carmelo - Lilian Ribeiro Cruz (OCDS de São Paulo-SP)

Meu nome é Lilian Ribeiro Cruz, tenho 35 anos e acho que Deus me chamou ao Carmelo desde criança! Conta minha Mãe, que quando eu era criança, disse várias vezes para ela: "Mãe, eu quero morrer logo...".  Na primeira vez que disse isto ela disse que ficou preocupada, e perguntou: "Minha filha! Por que?" E eu respondi: "É que eu quero ver Deus logo..." Rs!
Sou casada com o Paulo há 15 anos, porém, aos 3 anos de casados nos separamos. No primeiro momento, tive vontade de me revoltar contra Deus, por que eu tinha que passar por tanto sofrimento? Mas Deus me fez nascer numa família maravilhosa! E minha mãe me incentivava a procurar o Padre da nossa Paróquia, sempre que eu me sentia angustiada. E foi numa dessas conversas com o Pe. Hercílio, que ele me aconselhou a participar da Equipe de Liturgia. Eu gosto muito de ler, e naquele momento, tinha que ocupar a mente com coisas boas.
Participando mais ativamente da Paróquia, conheci a Dona Rosa. Certo dia, fui ajudar a limpar a Igreja, e durante uma conversa, contei a história que minha mãe costuma contar pra mim, sobre eu querer morrer cedo, ela disse: "Isso é coisa de Carmelita!". Partilhei com ela, que sempre que rezava orações marianas ou pedia a intercessão de Maria, a Nossa Senhora que me vinha à mente e ao coração, era aquela de Maria vestida "com aquela roupa marrom". Ela me disse alegre: "Menina! Você já é Carmelita sem saber!", então me convidou para as reuniões do Grupo a qual pertencia.
A Dona Rosa participa do Grupo Sagrada Face, que se reunia no Salão Paroquial, toda segunda-feira à tarde. Na época eu trabalhava em horário comercial, o que me impossibilitava de participar, mas eu fiquei encantada com o carisma! Não demorou muito, e ela entrou em contato com o saudoso Dyonísio, e contou a história que eu havia contado para ela. Ele achou a história de querer morrer logo engraçada! E pediu pra eu ir na reunião que seria na semana seguinte.  As reuniões são no Convento Santa Teresa. Quando cheguei ao Convento, fiquei encantada! Eles não haviam me dito que era no Convento. Para mim, ficar pertinho daquelas Santas que vivem na Clausura, pareceu uma demonstração de especial carinho de Nossa Senhora para comigo! Fiquei tão grata à Maria por isso! Amo a minha Comunidade Maria, Mãe e Rainha do Carmelo!
Em 2008, eu e meu Marido nos reconciliamos, e logo engravidei da minha filha Bárbara, que hoje está com dois anos. Moro num bairro distante, meu marido trabalha à noite, e sair com a Bárbara de ônibus em horário de pico, é muito difícil! Desde então, estou afastada, ou como gosta de dizer Alcélia, minha Irmã de Comunidade: "Seu Carmelo, por enquanto, será na sua casa, junto com a família que Deus resgatou, enquanto a Bárbara cresce mais um pouquinho, nós da comunidade estaremos rezando e esperando por você!".
E tenho seguido o conselho da Conselheira Alcélia. Esperando a Bárbara ficar maiorzinha, pra não ser tão difícil sair com ela. Agradeço à Dona Rosa, por ter me apresentado o Carmelo, ao Dyonísio, por ter me acolhido com tanto carinho, Arlete, Alcélia, Ir. Mariane da Imaculada Conceição, e toda Comunidade, por não se esquecerem de mim, Anadir, que é meu elo direto com minha Comunidade e o Carmelo, e principalmente aDeus, que através de Maria, me mostra o quanto me ama, não me deixando desanimar!
" ... a paciência, tudo alcança!" (SANTA MADRE TERESA DE JESUS)
Lilian Ribeiro Cruz

sábado, 14 de janeiro de 2012

Como Deus me chamou ao Carmelo - Cláudia Delgado Bom (OCDS de Sãoa Roque-SP)

Meu chamado ao Carmelo começou desde muito cedo. Ainda criança já participava das missas e festas realizadas no Seminário do Marmeleiro (na época seminário e casa de noviços). Depois fiquei um tempo afastada e na adolescência voltei a beber da espiritualidade carmelitana através de encontros de jovens  que eram realizados pela minha paróquia no Seminário,  sob a direção espiritual primeiro de frei Adilson e, alguns anos mais tarde, de frei Rubens (que por quase 9 anos foi o responsavel por minha comunidade paroquial). Frei Patricio era que  como um padrinho da pastoral da juventude em São Roque e a quem recorríamos a todo momento. Com o passar do tempo cresceu o amor à Santa Teresinha e a grande devoção à Santa Teresa d´Ávila, a qual vim a conhecer em 1990 como sendo padroeira do professores.
Passei a me interessar mais pelas coisas e espiritualidade do Carmelo. Até que um dia, mais precisamente em março de 1995, fomos (eu e mais sessenta membros de minha comunidade paroquial)convidados por Frei Patricio, na época superior da casa, a conhecer e participar do Carmelo de uma forma diferente, não mais devocional, mas como forma de vida, de viver em família. E este convite me veio em um momento que estava passando por noites escuras da fé. Então abracei o convite e de lá para cá, sou carmelita e com a graça de Deus, meu marido abraçou o convite, e hoje posso dizer que minha casa é toda do Carmelo.

Cláudia Delgado Bom

SOBRE O SILÊNCIO


   
No silêncio do coração, Deus fala.  Se você se colocar diante de Deus em oração e silêncio, Deus falará com você. Então você saberá que você não é nada. Somente quando você perceber sua vacuidade, seu vazio, é que Deus poderá encher você com Ele mesmo. Almas de oração são almas de grande silêncio.
    Nós não podemos nos colocar diretamente na presença de Deus se nós não praticarmos o silêncio interior e exterior.
    No silêncio nós encontramos nova energia e verdadeira unidade. O silêncio dá um novo olhar sobre todas as coisas.
    O essencial não e o que nós dizemos, mas o que Deus diz a nós e através de nós. Naquele silêncio, Ele nos ouvirá; lá Ele falará a nossa alma, e lá ouviremos Sua voz.
    Ouça em silêncio porque se seu coração estiver cheio de outras coisas você não poderá ouvir a voz de Deus. Mas quando você tiver ouvido a voz de Deus no recesso do seu coração, então seu coração se encherá de Deus.
    Os contemplativos e ascetas de todas as épocas e religiões buscaram a Deus no silêncio e na solitude dos desertos, florestas e montanhas. Jesus mesmo gastou quarenta dias no deserto e na montanha, em longas horas de comunhão com o Pai no silêncio da noite.
    Nos também somos chamados a nos retirarmos de tempos em tempos para um silêncio mais profundo e para estarmos a sós com Deus, juntos, como comunidade, e também pessoalmente. Para estarmos a sós com Ele – não com nossos livros, pensamentos e memórias, mas completamente despidos de tudo – para habitar amorosamente em Sua presença, silenciosos, vazios, expectantes e em repouso. Não podemos encontrar Deus no barulho e na agitação.
    Na natureza encontramos silêncio – as árvores, flores e grama crescem em silêncio. As estrelas, a lua e o sol se movem em silêncio.
    O silêncio do coração é necessário para que possamos ouvir a Deus em todo lugar – numa porta que se fecha, na pessoa que precisa de nós, nos pássaros que cantam, nas flores e nos animais.
    O que é essencial não é o que nós dizemos, mas o que Deus nos diz e o que Ele diz a outros por meio de nós. No silêncio Ele nos ouve, no silêncio Ele fala com nossa alma. No silêncio nos é concedido o privilégio de ouvir a Sua voz.
   

    Para que o verdadeiro silêncio interior seja possível, pratique:

    - Silêncio dos olhos, buscando ver apenas a beleza e a bondade de Deus em toda parte, e fechando-os para as faltas dos outros e para tudo o que é pecado e perturbação para a alma;

    - Silêncio dos ouvidos, ouvindo sempre a voz de Deus e o clamor dos pobres e necessitados, e fechando-os para todas as outras vozes que vêm da natureza humana caída, como fofocas, murmurações e palavras sem amor;

    - Silêncio da língua, louvando a Deus e falando a Palavra vivificante de Deus que é a verdade que ilumina, inspira, traz paz, esperança e alegria e abandonando a auto defesa e toda palavra que produz escuridão, tumulto, dor e morte;

    - Silêncio da mente, abrindo-a para a verdade e o conhecimento de Deus em oração e contemplação, como Maria que ponderava as maravilhas do Senhor no seu coração, e fechando-a para toda falsidade, distrações, pensamentos destrutivos, julgamentos apressados, falsas suspeições dos outros, pensamentos de vingança e desejos;

    - Silêncio do coração, amando a Deus com nosso coração, alma, mente e força; amando uns aos outros como Deus ama; e evitando todo egoísmo, ódio, inveja, ciúme e cobiça.


     Madre Teresa de Calcutá (1910-1997), "In the Heart of the World".

    Tradução: Fernando Sabóia Vieira
  
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Postado por Fernando Saboia no BAÚ do Fernando Sabóia em 1/12/2012 06:27:00 PM

Como Deus me chamou ao Carmelo - Moisés Rocha Farias (OCDS de Fortaleza-CE)

“Salve, Oh Cruz, minha única esperança” (Sta. Teresa Benedita da Cruz)

Deus, em sua bondade, nos leva por caminhos que não poucas vezes não parecem muito claros. Depois, com o tempo, que é instrumento pedagógico do Autor do chamado, é que começamos a perceber o que já estava ali e nos faz bradar em louvor pela Sabedoria que Deus nos guiou.
O Carmelo esteve presente em minha vida desde meu nascimento 01/10, memória de Santa Teresinha. De família católica, comecei a procurar saber sobre quem era Santa Teresinha e o que viria a ser o Carmelo. Até então, não passava de um raso conhecimento que limitava o Carmelo a uma espécie de convento de freiras, já que em nosso Estado, Sergipe, não tínhamos e ainda não temos a presença dos nossos frades. Isso não nos impedia de viajarmos em torno de duas horas para estarmos juntos as irmãs Carmelitas OCD da cidade de Propriá, e de maneira especial a Ir. Teresinha, OCD minha primeira madrinha, com a qual mantive correspondências por um bom tempo.
Por desígnio da Providência venho morar em Fortaleza como membro de uma “Nova Comunidade” que têm em sua espiritualidade a presença de Nossa Santa Madre. Como a mim foi proveitoso esse tempo para ‘beber’ da fonte carmelitana, mesmo que numa outra vertente. Desligando-me da mesma e cursando Filosofia, tive a oportunidade de numa partilha com frei Patrício Sciadini, OCD lhe colocar a possibilidade de produzir um trabalho monográfico sobre o pensamento de Edith Stein. Obtive uma assertiva, então mais uma vez o Carmelo tornou-se presente em meu caminho.
Nos anos de 2006 e 2007 tive a oportunidade de aproximar-me da “Comunidade Rainha do Carmelo” através do casal Luciano Dídimo e Ruth Vieira. Luciano, hoje, presidente da Comunidade São José de Santa Teresa. Lá sim, pude ‘beber’ de maneira direta da fonte Carmelitana, de aprofundar os conhecimentos acerca da vocação, do carisma, das suas formas diversas de concretização do ser Carmelo Teresiano. Tendo passado pelo processo de formação inicial, pude assim firmar minha adesão ao Carmelo através das promessas ocorridas em 2010, assumindo em onomástico o ‘da Cruz’, A Cruz que é minha única esperança, onde posso contemplar e sentir-me amado.
Ser, hoje, carmelita para mim é: ‘com determinada determinação’ percorrer o “Caminho de perfeição” na “subida ao Monte” a fim de adquirir “a ciência da cruz” marca de nossa vocação com a qual e na qual podemos ser uteis para a Igreja e para o mundo. Na tentativa de fazer o Carmelo e os nossos irmãos que nos antecederam mais conhecidos, me propus a aprofundar os estudos em filosofia, fazendo o mestrado com dissertação em Edith Stein. Foi a forma que encontrei de no mundo acadêmico, ser carmelita.
E lendo o apelo do nosso P. Geral, Fr. Saverio Cannistrà sobre a necessidade de irmãos que se disponham a partir em missão e tendo consciência que é chegada à hora dos leigos na Igreja, e por termos o mesmo carisma, acredito que, como eu, outros irmãos tenham lembrado a passagem dos discípulos de Emaús descrita por São Lucas “não ardia nosso coração enquanto falava?”. Quem sabe também nós OCDS, dentro da disponibilidade de cada um, possamos contribuir com a nossa família Carmelitana de forma mais concreta no que tange ao nosso carisma missionário, do jeito secular de ser, de viver, de rezar, também nós partirmos em missão.

Moisés da Cruz, OCDS

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Como Deus me chamou ao Carmelo - Sérgio Lopes (OCDS de Sete Lagoas-MG)

Deus tem um plano para cada um de nós, isso nem sempre depende do nosso querer e do nosso tempo existencial, mas da graça e da vontade Dele em nossas vidas.
Sou apaixonado por Teresa de Jesus e mesmo sem saber, fui apresentado há ela muito cedo. Quando criança, morávamos em uma localidade rural conhecida como Andiroba, onde existe uma capela de Santa Ana, nesta capela tem uma imagem que sempre me chamava atenção por causa dos olhos, um dia vim a descobrir que era uma imagem de Santa Teresa de Ávila, mas eu ainda não conhecia a historia da santa.
Mudamos para um colégio interno chamado de Caio Martins e a capela do internato era a de Santa Teresa de Ávila, que fui conhecendo aos poucos e mesmo sem ser carmelita, comemorávamos sua festa todo dia 15 de outubro. Quando enfim, me mudei para Sete Lagoas, após me envolver muitos anos com a Pastoral da Juventude, acabei conhecendo a Renovação Carismática e através dela o Carmelo, pois fomos convidados a fazer um retiro. Neste retiro, conhecemos a irmã Glória e um pouco do Carmelo e neste acabei por conhecer Santa Teresa que me acompanhava e sempre esteve presente em minha caminhada.
Depois deste retiro, uma amiga nossa de grupo de oração, ficou apaixonada pelo Carmelo e começou seu caminho vocacional. Penso que para ficar mais próximo dela, entrei para a Ordem Secular, passei a fazer parte da Comissão de Jovens e deste então, com algumas dificuldades e tropeços, que fazem parte da nossa caminhada, nunca deixei de caminhar.
Escrevo este testemunho com alegria, pois minha amiga Gisele, que foi um marco importante na minha entrada para o Carmelo, faz sua Profissão Solene dia 02 de fevereiro 2012. Deus não escolhe a hora, nem o lugar Ele apenas nos chama, utilizando de muitos meios, dos quais, nem sempre compreendemos... O mais importante é se entregar e deixar que Ele nos conduza...

Sérgio do Sagrado Coração de Jesus e de Maria - OCDS.    

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Ordem dos Carmelitas Descalços:Província se prepara para eleger novo provincial

Com a nomeação de fr. Rubens para o episcopado, a Província deverá eleger um irmão que o substitua no cargo de Provincial, segundo nossas normas e Constituições. O processo de eleição já está em andamento. Também o Capítulo Extraordinário para eleger o novo provincial já foi convocado para os dias 6 a 8 de fevereiro.

Que o Senhor nos conduza, nos ilumine e nos enriqueça com os dons da sabedoria e do discernimento.

Fonte: Blog: Ordem dos Carmelitas Descalços
Postagem: Província se prepara para eleger novo provincial
Link: http://provsjose.blogspot.com/2012/01/provincia-se-prepara-para-eleger-novo.html

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Livro Fundações

A Editora Loyolla acaba de lançar livro “As Fundações – Leitura orante e missionária”. Autor: SCIADINI, Patrício



Um livro para ler com amor e entusiasmo, pois somos envolvidos nas aventuras teresianas, repletas de esperança, humor e espírito missionário. Hoje precisamos recriar uma evangelização que una a presença, a oração e a palavra. Neste livro de Teresa de Ávila, sentimos o sopro do Pentecostes, que continua a suscitar carismas novos a serviço de Deus e do povo.
(Vr.R$30,00,adquira-o através do Frei Pierino Orlandini email:pierinoocd@gmail.com e Frei Antonio Perin: email. ajperim@gmail.com)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Congregação para a Doutrina da Fé divulga nota pastoral com indicações para o Ano da Fé


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anodaf2011A Congregação para a Doutrina da Fé divulgou, neste sábado, 7, uma nota com as indicações pastorais para o Ano da Fé. A nota contempla todos os níveis da Igreja, desde o nível universal, das Conferências Episcopais, diocesano e em nível das paróquias, comunidades, associações e movimentos.

Com a Carta Apostólica Porta Fidei, de 11 de outubro de 2011, o Santo Padre, Bento XVI convocou um Ano da Fé. Ele começará no dia 11 de outubro 2012, por ocasião do quinquagésimo aniversário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II, e terminará em 24 de novembro de 2013, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.

Este ano será uma ocasião propícia a fim de que todos os fiéis compreendam mais profundamente que o fundamento da fé cristã é “o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo”. Fundamentada no encontro com Jesus Cristo ressuscitado, a fé poderá ser redescoberta na sua integridade e em todo o seu esplendor. “Também nos nossos dias a fé é um dom que se deve redescobrir, cultivar e testemunhar” para que o Senhor “conceda a cada um de nós vivermos a beleza e a alegria de sermos cristãos”.

O início do Ano da Fé coincide com a recordação de dois grandes eventos que marcaram a face da Igreja nos nossos dias: o quinquagésimo aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, desejado pelo beato João XXIII (11 de outubro de 1962), e o vigésimo aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica, oferecido à Igreja pelo beato João Paulo II (11 de outubro de 1992).

Concílio, segundo o papa João XXIII, quis “transmitir pura e íntegra a doutrina, sem atenuações nem subterfúgios”, empenhando-se para que “esta doutrina certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada, seja aprofundada e exposta de forma a responder às exigências do nosso tempo”. A este propósito, continua sendo de importância decisiva o início da Constituição dogmática Lumen Gentium: “A luz dos povos é Cristo: por isso, este sagrado Concílio, reunido no Espírito Santo, deseja ardentemente iluminar com a Sua luz, que resplandece no rosto da Igreja, todos os homens, anunciando o Evangelho a toda a criatura (cfr. Mc. 16,15)”.

A partir da luz de Cristo, que purifica, ilumina e santifica na celebração da sagrada liturgia (cf. Constituição Sacrosanctum Concilium) e com a sua palavra divina (cf. Constituição dogmática Dei Verbum), o Concílio quis aprofundar a natureza íntima da Igreja (cf. Constituição dogmática Lumen gentium) e a sua relação com o mundo contemporâneo (cf. Constituição pastoral Gaudium et spes). Ao redor das suas quatro Constituições, verdadeiras pilastras do Concílio, se agrupam as Declarações e os Decretos, que enfrentam alguns dos maiores desafios do tempo.

Depois do Concílio, a Igreja se empenhou na assimilação (receptio) e na aplicação do seu rico ensinamento, em continuidade com toda a Tradição, sob a guia segura do Magistério. A fim de favorecer a correta assimilação do Concílio, os Sumos Pontífices convocaram amiúde o Sínodo dos Bispos , instituído pelo Servo de Deus Paulo VI em 1965, propondo à Igreja orientações claras por meio das diversas Exortações apostólicas pós-sinodais. A próxima Assembléia Geral do Sínodo dos Bispos, no mês de outubro de 2012, terá como tema: A nova evangelização para a transmissão da fé cristã.

Desde o começo do seu pontificado, o papa Bento XVI se empenhou de maneira decisiva por uma correta compreensão do Concílio, rechaçando como errônea a assim chamada “hermenêutica da descontinuidade e da ruptura” e promovendo aquela que ele mesmo chamou de “’hermenêutica da reforma’”, da renovação na continuidade do único sujeito-Igreja, que o Senhor nos concedeu; é um sujeito que cresce no tempo e se desenvolve, permanecendo porém sempre o mesmo, único sujeito do Povo de Deus a caminho”.

O Catecismo da Igreja Católica, pondo-se nesta linha, é, de um lado, “verdadeiro fruto do Concílio Vaticano II”, e de outro pretende favorecer a sua assimilação. O Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985, convocado por ocasião do vigésimo aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II e para efetuar um balanço da sua assimilação, sugeriu que fosse preparado este Catecismo a fim de oferecer ao Povo de Deus um compêndio de toda a doutrina católica e um texto de referência segura para os catecismos locais. O Papa João Paulo II acolheu a proposta como desejo “de responder plenamente a uma necessidade verdadeira da Igreja Universal e das Igrejas particulares”. Redigido em colaboração com todo o Episcopado da Igreja Católica, este Catecismo “exprime verdadeiramente aquela a que se pode chamar a ‘sinfonia da fé’”.

O Catecismo compreende “coisas novas e velhas (cf. Mt 13,52), porque a fé é sempre a mesma e simultaneamente é fonte de luzes sempre novas. Para responder a esta dupla exigência, o ‘Catecismo da Igreja Católica’ por um lado retoma a ‘antiga’ ordem, a tradicional, já seguida pelo Catecismo de São Pio V, articulando o conteúdo em quatro partes: o Credo; a sagrada Liturgia, com os sacramentos em primeiro plano; o agir cristão, exposto a partir dos mandamentos; e por fim a oração cristã. Mas, ao mesmo tempo, o conteúdo é com freqüência expresso de um modo ‘novo’, para responder às interrogações da nossa época”.

Este Catecismo é “um instrumento válido e legítimo a serviço da comunhão eclesial e como uma norma segura para o ensino da fé.” . Nele os conteúdos da fé encontram “a sua síntese sistemática e orgânica. Nele, de facto, sobressai a riqueza de doutrina que a Igreja acolheu, guardou e ofereceu durante os seus dois mil anos de história. Desde a Sagrada Escritura aos Padres da Igreja, desde os Mestres de teologia aos Santos que atravessaram os séculos, o Catecismo oferece uma memória permanente dos inúmeros modos em que a Igreja meditou sobre a fé e progrediu na doutrina para dar certeza aos crentes na sua vida de fé”.
O Ano da Fé quer contribuir para uma conversão renovada ao Senhor Jesus e à redescoberta da fé, para que todos os membros da Igreja sejam testemunhas credíveis e alegres do Senhor ressuscitado no mundo de hoje, capazes de indicar a “porta da fé” a tantas pessoas que estão em busca. Esta “porta” escancara o olhar do homem para Jesus Cristo, presente no nosso meio “todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28, 20). Ele nos mostra como “a arte de viver” se aprende “numa relação profunda com Ele”. “Com o seu amor, Jesus Cristo atrai a Si os homens de cada geração: em todo o tempo, Ele convoca a Igreja confiando-lhe o anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo. Por isso, também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor duma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé”.

Por ordem do papa Bento XVI, a Congregação para a Doutrina da Fé redigiu a presente Nota, em acordo com os Dicastérios competentes da Santa Sé e com a contribuição do Comitê para a preparação do Ano da Fé , com algumas indicações para viver este tempo de graça, sem excluir outras propostas que o Espírito Santo quiser suscitar entre os Pastores e os fiéis nas diversas partes do mundo.

Indicações

“Eu sei em quem pus a minha fé” (2 Tm 1, 12): esta palavra de São Paulo nos ajuda a compreender que “antes de mais, a fé é uma adesão pessoal do homem a Deus. Ao mesmo tempo, e inseparavelmente, é o assentimento livre a toda a verdade revelada por Deus”. A fé como confiança pessoal no Senhor e a fé que professamos no Credo são inseparáveis, se atraem e se exigem reciprocamente. Existe uma ligação profunda entre a fé vivida e os seus conteúdos: a fé das testemunhas e dos confessores é também a fé dos apóstolos e dos doutores da Igreja.

Neste sentido, as seguintes indicações para o Ano da Fé desejam favorecer tanto o encontro com Cristo por meio de autênticas testemunhas da fé, quanto o conhecimento sempre maior dos seus conteúdos. Trata-se de propostas que visam solicitar, de maneira exemplificativa, a pronta responsabilidade eclesial diante do convite do Santo Padre a viver em plenitude este Ano como um especial “tempo de graça”. A redescoberta alegre da fé poderá contribuir também a consolidar a unidade e a comunhão entre as diversas realidades que compõem a grande família da Igreja.

I. Em nível da Igreja universal

1. O principal evento eclesial no começo do Ano da Fé será a XIII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, convocada pelo Papa Bento XVI para o mês de outubro de 2012 e dedicada à Nova evangelização para a transmissão da fé cristã. Durante este Sínodo, no dia 11 de outubro de 2012, acontecerá uma celebração solene de inauguração do Ano da Fé, recordando o qüinquagésimo aniversário de abertura do Concílio Vaticano II.

2. No Ano da Fé devem-se encorajar as romarias dos fiéis à Sé de Pedro, para ali professarem a fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo, unindo-se àquele que é chamado hoje a confirmar seus irmãos na fé (cf. Lc 22, 32). Será importante favorecer também as romarias à Terra Santa, lugar que por primeiro viu a presença de Jesus, o Salvador, e de Maria, sua mãe.

3. No decorrer deste Ano será útil convidar os fiéis a se dirigirem com devoção especial a Maria, figura da Igreja, que “reúne em si e reflete os imperativos mais altos da nossa fé”. Assim pois deve-se encorajar qualquer iniciativa que ajude os fiéis a reconhecer o papel especial de Maria no mistério da salvação, a amá-la filialmente e a seguir a sua fé e as suas virtudes. A tal fim será muito conveniente organizar romarias, celebrações e encontros junto dos maiores Santuários.

4. A próxima Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em 2013 oferecerá uma ocasião privilegiada aos jovens para experimentar a alegria que provém da fé no Senhor Jesus e da comunhão com o Santo Padre, na grande família da Igreja.

5. Deseja-se que sejam organizados simpósios, congressos e encontros de grande porte, também a nível internacional, que favoreçam o encontro com autênticos testemunhos da fé e o conhecimento dos conteúdos da doutrina católica. Demonstrando como também hoje a Palavra de Deus continua a crescer e a se difundir, será importante dar testemunho de que em Jesus Cristo “encontra plena realização toda a ânsia e anélito do coração humano” e que a fé “se torna um novo critério de entendimento e de ação que muda toda a vida do homem”. Alguns congressos serão dedicados à redescoberta dos ensinamentos do Concílio Vaticano II.

6. Para todos os crentes, o Ano da Fé oferecerá uma ocasião favorável para aprofundar o conhecimento dos principais Documentos do Concílio Vaticano II e o estudo do Catecismo da Igreja Católica. Isto vale de modo particular para os candidatos ao sacerdócio, sobretudo durante o ano propedêutico ou nos primeiros anos dos estudos teológicos, para as noviças e os noviços dos Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica, bem como para aqueles que vivem um período de prova para incorporar-se a uma Associação ou a um Movimento eclesial.

7. Este Ano será a ocasião propícia para acolher com maior atenção as homilias, as catequeses, os discursos e as outras intervenções do Santo Padre. Os Pastores, as pessoas consagradas e os fiéis leigos serão convidados a um empenho renovado de efetiva e cordial adesão ao ensinamento do Sucessor de Pedro.

8. Durante o Ano da Fé, se deseja que haja várias iniciativas ecumênicas, em colaboração com o Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, com o fim de invocar e favorecer “a restauração da unidade entre todos os cristãos” que é “um dos principais propósitos do sagrado Concílio Ecumênico Vaticano II”. Em particular, acontecerá uma solene celebração ecumênica a fim de reafirmar a fé em Cristo por parte de todos os batizados.

9. Junto ao Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização será instituída uma Secretaria especial para coordenar as diversas iniciativas relativas ao Ano da Fé, promovidas pelos vários Dicastérios da Santa Sé ou que tenham relevância para a Igreja universal. Será conveniente informar com tempo esta Secretaria sobre os principais eventos organizados: ela também poderá sugerir iniciativas oportunas a respeito. A Secretaria abrirá para tanto um site internet com a finalidade de oferecer todas as informações úteis para viver de modo eficaz o Ano da Fé.

10. Por ocasião da conclusão deste Ano, na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, acontecerá uma Eucaristia celebrada pelo Santo Padre, na qual se renovará solenemente a profissão de fé.

II. Em nível das Conferências Episcopais

1. As Conferências Episcopais poderão dedicar uma jornada de estudo ao tema da fé, do seu testemunho pessoal e da sua transmissão às novas gerações, na consciência da missão específica dos Bispos como mestres e “arautos da fé”.

2. Será útil favorecer a republicação dos Documentos do Concílio Vaticano II, do Catecismo da Igreja Católica e do seu Compêndio, também em edições de bolso e econômicas, e a sua maior difusão possível com a ajuda dos meios eletrônicos e das tecnologias modernas.

3. Deseja-se um esforço renovado para traduzir os Documentos do Concílio Vaticano II e o Catecismo da Igreja Católica nas línguas em que ainda não existem. Encorajam-se as iniciativas de sustento caritativo para tais traduções nas línguas locais dos Países em terra de missão, onde as Igrejas particulares não podem arcar com as despesas. Tudo isto seja feito sob a guia da Congregação para a Evangelização dos Povos.

4. Os Pastores, haurindo das novas linguagens de comunicação, devem se empenhar para promover transmissões televisivas ou radiofônicas, filmes e publicações, também em nível popular e acessíveis a um grande público, sobre o tema da fé, dos seus princípios e conteúdos, como também sobre o significado eclesial do Concílio Vaticano II.

5. Os Santos e os Beatos são as autênticas testemunhas da fé. Portanto será oportuno que as Conferências Episcopais se empenhem para difundir o conhecimento dos Santos do próprio território, utilizando também os modernos meios de comunicação social.

6. O mundo contemporâneo é sensível à relação entre fé e arte. Neste sentido, se aconselha às Conferências Episcopais a valorizar adequadamente, em função catequética e eventualmente em colaboração ecumênica, o patrimônio das obras de arte presentes nos lugares confiados à sua cura pastoral.

7. Os docentes nos Centros de estudos teológicos, nos Seminários e nas Universidades católicas são convidados a verificar a relevância, no exercício do próprio magistério, dos conteúdos do Catecismo da Igreja Católica e das implicações que daí derivam para as respectivas disciplinas.

8. Será útil preparar, com a ajuda de teólogos e autores competentes, subsídios de divulgação com caráter apologético (cf. 1 Pd 3, 15). Assim cada fiel poderá responder melhor às perguntas que se fazem nos diversos âmbitos culturais, ora no tocante aos desafios das seitas, ora aos problemas ligados ao secularismo e ao relativismo, ora “a uma série de interrogativos, que provêm duma diversa mentalidade que, hoje de uma forma particular, reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas”, como também a outras dificuldades específicas.

9. Deseja-se um controle dos catecismos locais e dos vários subsídios catequéticos em uso nas Igrejas particulares, para garantir a sua conformidade plena com o Catecismo da Igreja Católica. No caso em que alguns catecismos ou subsídios não estejam em plena sintonia com o Catecismo, ou revelem algumas lacunas, poder-se-á encetar a elaboração de novos, eventualmente segundo o exemplo e a ajuda de outras Conferências Episcopais que já providenciaram à sua redação.

10. Será oportuna, em colaboração com a competente Congregação para a Educação Católica, um controle da presença dos conteúdos do Catecismo da Igreja Católica na Ratio da formação dos futuros sacerdotes e no Curriculum dos seus estudos teológicos.

III. Em nível diocesano

1. Deseja-se uma celebração de abertura do Ano da Fé e uma solene conclusão do mesmo a nível de cada Igreja particular, ocasião para “confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro”.

2. Será oportuno organizar em cada Diocese do mundo uma jornada sobre o Catecismo da Igreja Católica, convidando especialmente os sacerdotes, as pessoas consagradas e os catequistas. Nesta ocasião, por exemplo, as Eparquias orientais católicas poderiam preparar um encontro com os sacerdotes para testemunhar a sensibilidade específica e a tradição litúrgica próprias ao interno da única fé em Cristo; assim as jovens Igrejas particulares nas terras de missão poderão ser convidadas a oferecer um testemunho renovado daquela alegria na fé que tanto as caracterizam.

3. Cada Bispo poderá dedicar uma sua Carta pastoral ao tema da fé, recordando a importância do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja Católica levando em conta as circunstâncias pastorais específicas da porção de fiéis a ele confiada.

4. Deseja-se que em cada Diocese, sob a responsabilidade do Bispo, sejam organizados momentos de catequese, destinados aos jovens e àqueles que estão em busca de um sentido para a vida, com a finalidade de descobrir a beleza da fé eclesial, e que sejam promovidos encontros com as testemunhas significativas da mesma.

5. Será oportuno controlar a assimilação (receptio) do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja Católica na vida e na missão de cada Igreja particular, especialmente em âmbito catequético. Neste sentido se deseja um empenho renovado por parte dos Ofícios catequéticos das Dioceses, os quais – com o apoio das Comissões para a Catequese das Conferências Episcopais ; têm o dever de providenciar à formação dos catequistas no que diz respeito aos conteúdos da fé.

6. A formação permanente do clero poderá ser concentrada, especialmente neste Ano da Fé, nos Documentos do Concílio Vaticano II e no Catecismo da Igreja Católica, tratando, por exemplo, de temas como “o anúncio do Cristo ressuscitado”, “a Igreja, sacramento de salvação”, “a missão evangelizadora no mundo de hoje”, “fé e incredulidade”, “fé, ecumenismo e diálogo interreligioso”, “fé e vida eterna”, “a hermenêutica da reforma na continuidade”, “o Catecismo na preocupação pastoral ordinária”.

7. Os Bispos são convidados a organizar, especialmente no período da quaresma, celebrações penitenciais nas quais se peça perdão a Deus, também e particularmente, pelos pecados contra a fé. Este Ano será também um tempo favorável para se aproximar com maior fé e maior freqüência do sacramento da Penitência.

8. Deseja-se um envolvimento do mundo acadêmico e da cultura por uma renovada ocasião de diálogo criativo entre fé e razão por meio de simpósios, congressos e jornadas de estudo, especialmente nas Universidades católicas, mostrando “que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas, embora por caminhos diferentes, tendem para a verdade.

9. Será importante promover encontros com pessoas que, “embora não reconhecendo em si mesmas o dom da fé, todavia vivem uma busca sincera do sentido último e da verdade definitiva acerca da sua existência e do mundo”, inspirando-se também nos diálogos do Pátio dos Gentios, organizados sob a guia do Conselho Pontifício para a Cultura.

10. O Ano da Fé poderá ser uma ocasião para prestar uma maior atenção às Escolas católicas, lugares próprios para oferecer aos alunos um testemunho vivo do Senhor e para cultivar a sua fé com uma referência oportuna à utilização de bons instrumentos catequéticos, como por exemplo, o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica ou como o Youcat.

IV. Em nível das paróquias / comunidades / associações / movimentos

1. Em preparação para o Ano da Fé, todos os fiéis são convidados a ler e meditar atentamente a Carta apostólica Porta fidei do Santo Padre Bento XVI.

2. O Ano da Fé “será uma ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia”. Na Eucaristia, mistério da fé e fonte da nova evangelização, a fé da Igreja é proclamada, celebrada e fortalecida. Todos os fiéis são convidados a participar dela conscientemente, ativamente e frutuosamente, a fim de serem testemunhas autênticas do Senhor.

3. Os sacerdotes poderão dedicar maior atenção ao estudo dos Documentos do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja Católica, tirando daí fruto para a pastoral paroquial – a catequese, a pregação, a preparação aos sacramentos – e propondo ciclos de homilias sobre a fé ou sobre alguns dos seus aspectos específicos, como por exemplo “o encontro com Cristo”, “os conteúdos fundamentais do Credo”, “a fé e a Igreja”.

4. Os catequistas poderão haurir sobremaneira da riqueza doutrinal do Catecismo da Igreja Católica e guiar, sob a responsabilidade dos respectivos párocos, grupos de fiéis à leitura e ao aprofundimento deste precioso instrumento, a fim de criar pequenas comunidades de fé e de testemunho do Senhor Jesus.

5. Deseja-se que nas paróquias haja um empenho renovado na difusão e na distribuição do Catecismo da Igreja Católica ou de outros subsídios adequados às famílias, que são autênticas igrejas domésticas e primeiro lugar da transmissão da fé, como por exemplo no contexto das bênçãos das casas, dos Batismos dos adultos, das Crismas, dos Matrimônios. Isto poderá contribuir para a confissão e aprofundimento da doutrina católica “nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre”.

6. Será oportuno promover missões populares e outras iniciativas nas paróquias e nos lugares de trabalho para ajudar os fiéis a redescobrir o dom da fé batismal e a responsabilidade do seu testemunho, na consciência de que a vocação cristã “é também, por sua própria natureza, vocação ao apostolado”.

7. Neste tempo, os membros dos Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica são solicitados a se empenhar na nova evangelização, com uma adesão renovada ao Senhor Jesus, pela contribuição dos próprios carismas e na fidelidade ao Santo Padre e à sã doutrina.

8. As Comunidades contemplativas durante o Ano da Fé dedicarão uma intenção de oração especial para a renovação da fé no Povo de Deus e para um novo impulso na sua transmissão às jovens gerações.

9. As Associações e os Movimentos eclesiais são convidados a serem promotores de iniciativas específicas, as quais, pela contribuição do próprio carisma e em colaboração com os Pastores locais, sejam inseridas no grande evento do Ano da Fé. As novas Comunidades e os Movimentos eclesiais, de modo criativo e generoso, saberão encontrar os modos mais adequados para oferecer o próprio testemunho de fé ao serviço da Igreja.

10. Todos os fiéis, chamados a reavivar o dom da fé, tentarão comunicar a própria experiência de fé e de caridade dialogando com os seus irmãos e irmãs, também com os das outras confissões cristãs, com os seguidores de outras religiões e com aqueles que não crêem ou são indiferentes. Deste modo se deseja que todo o povo cristão comece uma espécie de missão endereçada aqueles com os quais vive e trabalha, com consciência de ter recebido “a mensagem da salvação para a comunicar a todos”.

Conclusão

A fé “é companheira de vida, que permite perceber, com um olhar sempre novo, as maravilhas que Deus realiza por nós. Solícita a identificar os sinais dos tempos no hoje da história, a fé obriga cada um de nós a tornar-se sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo”. A fé é um ato pessoal e ao mesmo tempo comunitário: é um dom de Deus que deve ser vivenciado na grande comunhão da Igreja e deve ser comunicado ao mundo. Cada iniciativa para o Ano da Fé quer favorecer a alegre redescoberta e o testemunho renovado da fé. As indicações aqui oferecidas têm o fim de convidar todos os membros da Igreja ao empenho a fim de que este Ano seja a ocasião privilegiada para partilhar aquilo que o cristão tem de mais caro: Cristo Jesus, Redentor do homem, Rei do Universo, “autor e consumador da fé” (Heb 12, 2).

Roma, da Sede da Congregação para a Doutrina da Fé, aos 6 de janeiro de 2012, Solenidade da Epifania do Senhor.

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