segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Ordem Secular Comunidade Sta Teresinha Caratinga

Bendigamos ao Senhor pela reunião da ordem secular-comunidade Sta Teresinha /Caratinga. 

Recebemos hoje a presença de Frei Alisson que nos enriqueceu com a formação sobre a parte canônica da pertença a Ordem.
Refletiu conosco que a vocação é graça de Deus.
Ressaltou sobre a importância da comunidade, da pertença à mesma. A comunidade é um espaço teológico. É como casa de vó, lugar que queremos estar e colaborar.
O carmelita é chamado a ser e não fazer. Ele testemunhara sua vida de oração na realidade cotidiana.
Portanto faz se necessário refletir as motivações do ser carmelita. 
A regra, constituições, estatuto,e a Ratio serão sempre fundamentos para aprofundar e prosseguir.
Ao Frei Alisson OCD nossa gratidão e oração. 
A todos vocês comunidade querida abraço fraterno.
Prossigamos...



quarta-feira, 16 de agosto de 2017

REZEMOS EFICAZMENTE PELA PAZ E A LIBERDADE DA VENEZUELA

Estimados irmãos e irmãs,

Paz a todos!

Uma Carmelita Secular de Barcelona que se empenha pela paz me enviou esse texto que lhes peço para compartilhar entre os seculares da Província.

Unidos em oração! 


Fr Alzinir Francisco Debastiani OCD
Del. Generale per l’OCDS

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REZEMOS EFICAZMENTE PELA PAZ E A LIBERDADE DA VENEZUELA

A Venezuela por seus recursos naturais poderia ser a nação mais rica da América Latina. Neste momento, como diz a Conferência Episcopal Venezuelana, em sua Mensagem urgente aos católicos e às pessoas de boa vontade na Venezuela[1], de 12 de julho de 2017: "As pessoas que se sentem agredidas pela fome, a falta de garantias para a saúde, a dificuldade na compra de medicamentos e a insegurança em todos os sentidos. [...] em nosso país se percebe claramente, como a violência têm adquirido um caráter estrutural. São expressões variadas: desde uma repressão irracional, com a sua dolorosa quota de mortos e feridos; os danos a moradias e estruturas residenciais; e perseguições, até a negligência em relação às necessidades básicas das pessoas. [...] A prisão de numerosas pessoas, especialmente de jovens, por discordar do governo, agrava ainda mais a situação. Se escutam serias denúncias sobre tortura e maus tratos; [...] confinados em lugares insalubres e condições subumanas. Há um desrespeito pela dignidade humana que se expressa na contínua violação e negação dos direitos humanos pelas autoridades" (n. 1-2).

I. A oração, uma força poderosa para alcançar a paz e a liberdade


Embora a crise que aflige a Venezuela remonta há vários anos, nos últimos meses, ela se aprofundou, o Governo não reconhece a independência dos poderes públicos, e faz uma repressão desumana aos que não estão de acordo com eles, deixando agir com impunidade os grupos paramilitares que maltratam as comunidades e instituições. São muitos os venezuelanos que lutam arriscando sua própria vida para restabelecer a democracia, hoje sequestrada na Venezuela. Os Bispos diziam: "Embora o povo mantenha a esperança e a capacidade de superar as dificuldades, hoje sofre muito mais. Solicita-se que seja respeitada sua vontade democrática, conforme estipulado no ordenamento jurídico e na constituição, assim como a possibilidade real de viver em harmonia, paz, liberdade e com um desenvolvimento humano integral crescente" (n. 2).

Nesta grave situação, o anseio de paz, de respeito às instituições democráticas e da soberania do povo, surge do mais profundo do coração de muitos venezuelanos e pessoas ao redor do mundo que compartilham essa dor. Mas muitos se perguntam, como o salmista: "Da onde virá meu socorro?" (Sl 121,1), o mesmo salmista responde: "O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra" (Sl 121 2) porque "para Deus nada é impossível" (Lc 01,37. Cf. Gn 18,14; Jr 32,17.27; Zc 8,6). Paz e liberdade não é algo que só se pode ser alcançada com os esforços humanos, embora estes são essenciais, mas também depende de Deus, porque a paz é um dom Dele, e a oração é o caminho para que Ele nos conceda.
Na Jornada de Oração pela Paz, realizada em Assis no dia 27 de outubro de 1986, São João Paulo II disse: "A fé nos ensina que a paz é um dom de Deus em Jesus Cristo, um dom que haverá de se expressar na oração para Àquele que tem em suas mãos os destinos dos povos". A todos os cristãos São João Paulo II continua nos dizendo: "Como discípulos de Cristo, temos a obrigação especial de trabalhar para levar a paz ao mundo." Assim manifestava o Conselho Pontifício de Justiça e Paz na Jornada Mundial de Oração pela Paz no Balcanes em 23 de janeiro de 1994: "Sim, a paz é possível, se soubermos "vigiar e orar" (Mc 14,38). [...] A oração é a única arma da Igreja para alcançar a paz, e se encontra de maneira especial nas mãos dos pobres, dos oprimidos e das vítimas da injustiça. A oração forte, como o aço bem temperado no fogo do sacrifício e do perdão, é a única arma eficaz para penetrar o coração, que é onde nascem os sentimentos e as paixões do homem. [...] Sim, a paz é possível, porque é um dom de Deus. [...] Shalom, Salam, Paz, é a palavra revelada por Deus aos homens, para que eles façam dela todos os dias uma realidade desejável, como o bem mais precioso."

Já houve várias Jornadas de oração e jejum convocadas pelo Episcopado Venezuelano (02/08/2016; 21/05/2017). Além disso, houve outras iniciativas a nível Diocesano e paroquial, onde milhares de fiéis expressaram sua fé através de procissões com o Santíssimo Sacramento, vigílias, terços luminosos e outras celebrações para pedir o auxílio de Deus ante esse momento crucial que atravessam. Contemplativas da Espanha, Portugal e de toda a América Latina foram chamadas para interceder unidas pela liberdade e a paz do povo venezuelano. Mas a realidade mostra que esta oração não parece ser eficaz.


II. Rezar pela paz e pelo fim da violência a partir do reconhecimento dos pecados

O Senhor prometeu que ouviria as nossas orações, e nos convidou a rezar: "Digo-vos, pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e se abrirá. Pois todo aquele que pede, recebe; que busca encontra; e àquele que bate se abrirá" (Lc 11,9-11). A fé nos ensina que não falta a Jesus Cristo o poder nem o desejo de nos dar a paz. Portanto, podemos nos perguntar, por que, embora durante anos se rezam para o fim da violência e da liberdade do povo venezuelano, e a paz ainda não é uma realidade? Será porque talvez não rezamos devidamente? (cf. Sf. 4, 2-3).

O beato Francisco Palau constatou, de que apesar da Igreja universal ter orado intensamente para a Espanha, graças a um jubileu chamado por Gregório XVI em 1842, a situação da Igreja na Espanha ia de mal a pior. Isso o fez ler com toda atenção as Sagradas Escrituras para encontrar luz. Ele descobriu que os pecados pessoais e os coletivos, são uma densa nuvem (cf. Lm 3,44), uma parede entre Deus e o povo suplicante, que impedem que as orações dos fiéis sejam ouvidas por Deus[2]. Porque, assim como Deus nos fala através do profeta Isaías: "Não, não é a mão do Senhor que é incapaz de salvar, nem seu ouvido demasiado surdo para ouvir, são vossos pecados que colocaram uma barreira entre vós e vosso Deus. Vossas faltas são o motivo pelo qual a Face se oculta para não vos ouvir" (Isaías 59, 1-2).
Nas últimas décadas se tem cometido graves pecados coletivos, foram os venezuelanos que tem feito danos a seu próprio povo, eles lembravam os Bispos, além do governo que reprimi brutalmente toda dissidência, dirão às forças armadas: "Apelamos à consciência dos seus membros: não se esqueçam que também formam parte do povo e que deverão prestar contas de seus atos ante a Justiça humana e divina" (n.8).
Quando intercedemos por algo que é resultado dos pecados coletivos, como neste caso, nossas orações não chegam a Deus porque o acusador de nossos irmãos (Ap. 12, 10), apresenta a Deus esses pecados que não nos fazem merecer ser ouvido. Por eles, São João Paulo II não deixou de nos exortar com palavras e com o exemplo sobre a necessidade de pedir perdão a Deus pelos pecados coletivos. Nos dizia na carta do Jubileu 2000: "Todos nós, mesmo não assumindo a responsabilidade pessoal [...] carregamos o fardo dos erros e das culpas daqueles que nos precederam" (IM 11). Porque existe uma solidariedade humana misteriosa e imperceptível, mas real e concreta, que faz com que o pecado de cada um repercuta de alguma forma sobre os outros (CIC 953). Mas ante todos os cristãos cremos no "perdão dos pecados". Porque como lembrava o cardeal Cottier “a penitência se baseia na certeza de que o pecado não pode ter a última palavra e que todas as feridas podem ser curadas pela graça regeneradora do Redentor”. Portanto, como fiéis da Igreja somos convidados a pedir perdão, mas é necessário fazê-lo conscientemente.
Assim como Deus odeia a injustiça (cf. Jt 5,17), também não suporta que seja derramado sangue inocente. Para que Deus conceda o dom da paz e do progresso integral para a nação venezuelana é necessário, primeiro, que esses pecados coletivos sejam destruídos, dando uma plena satisfação para eles, para que Deus, na grande misericórdia, ouça benignamente nossas orações a favor da paz, da liberdade e do respeito democrático, e infunda em todos os desejos de abandonar a violência e trabalhar cada um com seus talentos no progresso integral da Venezuela, de modo que todos os venezuelanos tenham uma vida digna.
Para reconciliar o povo venezuelano com Deus, devemos nos curvar diante Dele e pedir perdão de todos os pecados coletivos tanto do passado como do presente, em particular para que não se profane na atualidade de forma tão grave o mandamento "Não matarás" (Dt 5, 17). Devemos pedir perdão diante de Deus por tantos venezuelanos que tenham cometido a morte de um ser humano, como também por todo o pecado que gera este sofrimento inocente.
O povo de Israel, para ser libertado dos pecados cometidos, uma vez por ano comemorava o grande dia da Expiação, quando o sumo sacerdote entrava no lugar santo do Templo de Jerusalém. Lá, em nome de todo o povo, ele confessava as culpas, as infidelidades e os pecados cometidos pelos israelitas, e eles ofereciam sacrifícios de animais para restaurar a comunhão com Deus. Assim o povo ficava purificado de seus pecados (Lv 16).
Os cristãos não têm nenhum outro sacrifício que o de Jesus na cruz para a remissão de todos os pecados de toda a humanidade (CIC 616). Nós, exercendo o sacerdócio real de que, como membros da Igreja, fomos revestidos pelo Batismo, ou pelo sacerdócio ministerial através do sacramento da Ordem, intercedemos pelo povo da Venezuela, oferecendo o precioso sangue de Cristo, para que sejam destruídos os pecados de todos.
Pela fé, sabemos que a Eucaristia tem um valor expiação pelos nossos pecados (CIC 1365-1366): Jesus toma sobre si as dores que nós merecemos. A Eucaristia também tem um valor benevolente: Jesus se oferece ao Pai como remissão de nossos pecados. Embora estes sejam muitos os pecados dos homens, é muito mais valioso para Deus o sacrifício de Cristo. A Eucaristia mais do que satisfaz todas as dívidas que os homens contraíram diante de Deus; por ela nós nos reconciliamos com Ele. A Eucaristia também tem um valor de favorecimento. Assim, os fiéis podem suplicar a Deus, sob a inspiração do Espírito Santo, para que tenha misericórdia da Venezuela, da Igreja e de toda a humanidade, nos proteja de todo o mal e nos conceda chuvas de bênçãos. Que o dom por excelência do Espírito Santo renove toda a realidade de acordo com os desígnios de Deus, que sempre serão os desígnios de vida, de justiça e de paz. A oferta do sacrifício Eucarístico, feita com verdadeiro conhecimento e com fé é o caminho para que a justiça de Deus se torne em misericórdia para a Venezuela e para todas as nações.
Se queremos que as nossas orações obtenham o máximo poder e intensidade, façamos o que fizeram os apóstolos enquanto aguardavam o Espírito antes de Pentecostes: orar com Maria. Ela é invocada pela Igreja como Rainha da Paz e Auxiliadora dos cristãos. Não deixemos de colocar Maria, sob o título de Nosso Senhora de Coromoto como medianeira diante de Deus pela paz e a liberdade da nação venezuelana e o progresso solidário do povo, invocada principalmente através da oração do Santo Terço. As palavras que a Virgem falou a São João Diego, contidos no Nican Mopohua, não pode falhar: "os que a mim clamem, os que a mim procuram, os que confiam em mim, ali ouvirei o seu pranto, sua tristeza, para remediar, para curar todas as suas diferentes tristezas, suas misérias e suas dores".
Com Maria recorramos à intercessão poderosa de São José, de todos os santos, mártires e os Anjos da Guarda da nação venezuelana e de seus habitantes, para se juntar a nós em petição à Jesus Cristo. Para que por meio do sacrifício Eucarístico, Deus Pai escute novamente o apelo que seu Filho fez na cruz: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23, 34) referindo-se à nação venezuelana. O Pai comovido pelas palavras de seu Filho na cruz, perdoará nossos pecados. As orações dos fiéis chegará a Deus e "a abundância dos favores de Deus irá transbordar em nós" (Ef 1,7). O Pai celestial enviará o Arcanjo São Miguel para que expulse ao abismo os espíritos malignos que levam os homens a cometer tão grandes males aos seus próprios compatriotas, e em seguida a Virgem Maria esmagará a cabeça da serpente e fará realidade o que os católicos e pessoas de boa vontade não só da Venezuela, mas também de todas as partes do mundo, juntamente com o episcopado venezuelano, com oração e jejum suplicam a Deus: "abençoe os esforços do povo venezuelano para a liberdade, a justiça e a paz. Imploramos luzes do Espírito Santo para cada um de nós, pedimos a Deus para continuar protegendo estas pessoas e que a proteção materna de Maria de Coromoto nos encoraje a seguir construindo a paz e convivência fraterna" (n. 11). Por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém.


[1] Todas as referências explícitas da Venezuela procedem deste documento episcopal.
[2] Beato Francisco Palau expõe estes ensinamentos em: Luta da alma com Deus e Vida Solitária. www.carmelitasmissioneras.org


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Oremos eficazmente por la paz y la libertad de Venezuela

Por sus recursos naturales Venezuela podría ser la nación más rica de Latinoamérica. En estos momentos como dice la Conferencia Episcopal Venezolana, en su Mensaje urgente a los católicos y personas de buena voluntad en Venezuela[1], del 12 de julio de 2017: «La gente que se siente golpeada por el hambre, la falta de garantías para la salud, la difícil adquisición de medicinas y la inseguridad en todos los sentidos. […] En nuestro país se percibe de manera muy clara cómo la violencia ha adquirido un carácter estructural. Son variadas sus expresiones: desde la represión irracional, con su dolorosa cuota de muertos y heridos, los daños a viviendas y estructuras residenciales; y persecuciones, hasta la desatención frente a las necesidades básicas de la gente. […] La detención de numerosas personas, sobre todo jóvenes, por disentir del Gobierno agrava más la situación. Se escuchan serias denuncias acerca de torturas y de maltratos; […] confinados en lugares insalubres y condiciones infrahumanas. Existe un menosprecio de la dignidad humana que se expresa en la violación y negación continua de los derechos humanos por parte de las autoridades» (n. 1-2).

1. La oración, una fuerza poderosa para alcanzar la paz y la libertad

Aunque la crisis que padece Venezuela data de varios años, en los últimos meses se ha profundizado, el Gobierno no reconoce la autonomía de los poderes públicos, y hace uso de una represión inhumana a quienes disienten de él, dejando actuar impunemente a grupos paramilitares que azotan tanto a las comunidades como a las Instituciones. Son muchísimos los venezolanos que luchan incluso a riesgo de su propia vida por restablecer la democracia hoy secuestrada en Venezuela. Dirán los Obispos: «Aunque el pueblo mantiene la esperanza y la capacidad de superar las dificultades, hoy sufre mucho más. Pide le sea respetada su voluntad democrática, lo estipulado en el ordenamiento jurídico y constitucional, así como la real posibilidad de vivir en concordia, paz, libertad y con un creciente desarrollo humano integral» (n. 2).

En esta grave situación el anhelo por la paz, por el respeto a las instituciones democráticas y la soberanía del pueblo, surge de lo más profundo del corazón de tantos venezolanos y de personas de todo el mundo que comparten este dolor. Pero muchos se preguntan, como el salmista: «¿Dé donde me vendrá el auxilio?» (Sal 121,1), el mismo salmista responde, «el auxilio me viene del Señor, que hizo el cielo y la tierra» (Sal 121,2), ya que «para Dios no hay nada imposible» (Lc 1,37. Cf. Gn 18,14; Jr 32,17.27; Za 8,6). La paz y la libertad no es algo que pueda conseguirse solo con esfuerzos humanos, aunque éstos son imprescindibles, sino que además depende de Dios porque la paz es un don de El, y la oración es el camino para que nos la conceda.

En la jornada de oración por la paz realizada en Asís el 27 de octubre de 1986, san Juan Pablo II dijo: «La fe nos enseña que la paz es un don de Dios en Jesucristo, un don que habrá de expresarse en la plegaria hacia Aquel que tiene en sus manos los destinos de los pueblos». A todos los cristianos san Juan Pablo II nos sigue diciendo: «como discípulos de Cristo tenemos la obligación especial de trabajar para llevar al mundo la paz». Así lo manifestaba el Consejo Pontificio Justicia y paz en la Jornada Mundial de Oración por la paz en los Balcanes el 23 de enero de 1994: «Sí, la paz es posible, si sabemos “velar y orar” (Mc 14,38). […] La oración es la única arma de la Iglesia para lograr la paz, y se encuentra, de manera especial, en manos de los pobres, de los oprimidos y de las víctimas de la injusticia. La oración, resistente como el acero cuando se templa bien en el fuego del sacrifico y del perdón, es la única arma eficaz para penetrar hasta el corazón, que es donde nacen los sentimientos y las pasiones del hombre. […] Sí, la paz es posible, pues es un don de Dios. […] Shalon, Salam, Paz, es la palabra más seductora revelada por Dios a los hombres para que éstos hagan de ella cada día una realidad apetecible, como el bien más preciado».

Ya se han realizado diversas jornadas de Oración y Ayuno convocadas por el Episcopado Venezolano (2.8.2016; 21.5.2017). Además se han realizado otras iniciativas a nivel Diocesano y parroquial donde miles de fieles han manifestado su fe a través de procesiones con el Santísimo Sacramento, Vigilias, Rosarios iluminados y otras celebraciones para pedir a Dios el auxilio ante el momento crucial que se atraviesa. Contemplativas de España-Portugal y de toda América Latina han sido convocadas a interceder unidas por la libertad y la paz del pueblo venezolano. Pero la realidad muestra que esta oración parece no ser eficaz.

2. Orar por la paz y el fin de la violencia a partir del reconocimiento de los pecados

El Señor ha prometido que escucharía nuestra oración, y nos ha invitado a orar: «Yo os digo: pedid y se os dará; buscad y hallaréis; llamad y se os abrirá. Porque todo el que pide recibe; el que busca, halla; y al que llama se le abrirá» (Lc 11,9-11). La fe nos enseña que no falta a Jesucristo ni el poder ni el querer darnos la paz. Por ello nos podemos preguntar ¿por qué, a pesar de que, desde hace años se ora por el fin de la violencia y la libertad del pueblo venezolano, la paz aun no es una realidad? ¿Será porque quizás no oramos debidamente? (cf. St 4, 2-3).

El beato Francisco Palau constató, a pesar de que la Iglesia universal oraba intensamente por España, gracias a un jubileo convocado por Gregorio XVI en 1842, la situación de la Iglesia en España iba de mal en peor. Esto le hizo leer con toda atención la Sagrada Escritura para encontrar luz. Descubrió que los pecados personales y los colectivos, son una densa nube (cf. Lm 3,44), un muro entre Dios y el pueblo suplicante, que impiden que las oraciones de los fieles sean escuchadas por Dios[2]. Porque como nos dice Dios, por medio del profeta Isaías: «Mira, la mano del Señor no es tan corta que no pueda salvar ni es tan duro de oído que no pueda oír; son vuestras culpas las que crean separación entre vosotros y vuestro Dios; son vuestros pecados los que tapan su rostro, para que no os oiga» (Is 59, 1-2).

En estos últimos decenios se han cometidos graves pecados colectivos, han sido venezolanos los que han hecho daño a su mismo pueblo, ello lo recordaban los Obispos, además del Gobierno que reprime brutalmente toda disidencia, dirán a las fuerzas armadas: «Apelamos a la conciencia de todos sus miembros: no olviden que también forman parte del pueblo y que deberán rendir cuenta de sus actos ante la Justicia humana y divina» (n.8).

Cuando intercedemos por algo que es fruto de pecados colectivos, como es este caso, nuestras oraciones no llegan a Dios, porque el acusador de nuestros hermanos (Ap. 12, 10), presenta a Dios estos pecados que nos hacen inmerecer ser escuchados. Por ello, san Juan Pablo II no dejó de exhortarnos de palabra y con el ejemplo sobre la necesidad de pedir perdón a Dios por los pecados colectivos. Nos decía en la bula del jubileo 2000: «Todos nosotros, aun no teniendo responsabilidad personal […] cargamos con el peso de los errores y de las culpas de quienes nos han precedido» (IM 11). Porque existe una solidaridad humana misteriosa e imperceptible, pero real y concreta, que hace que el pecado de cada uno repercuta en cierta manera sobre los demás (CIC 953). Pero ante todo los cristianos creemos en el «perdón de los pecados». Porque como recordaba el cardenal Cottier «la penitencia se basa en la certeza de que el pecado no puede tener la última palabra y de que todas las heridas causadas por él pueden ser sanadas por la gracia regeneradora del Redentor». Por ello, como fieles de la Iglesia estamos invitados a pedir perdón, pero es necesario hacerlo con conocimiento de causa.

Del mismo modo que Dios aborrece la injusticia (cf. Jdt 5,17), no soporta que sea derramada sangre inocente. Para que Dios conceda el don de la paz y el progreso integral para la nación venezolana es preciso, en primer lugar, que estos pecados colectivos sean destruidos, dando una plena satisfacción por ellos, para que Dios, en su gran misericordia, escuche benignamente nuestras oraciones en favor de la paz, libertad y respeto democrático, e infunda a todos los deseos de abandonar la violencia, y trabajar cada uno con sus talentos en el progreso integral de Venezuela, de modo que todos los venezolanos tengan una vida digna.

Para reconciliar el pueblo venezolano con Dios, debemos postrarnos ante El y pedir perdón de todos los pecados colectivos tanto del pasado como del presente, en particular de que se quebrante en la actualidad de forma tan grave el mandamiento «No matarás» (Dt 5,17). Debemos pedir perdón ante Dios tanto por los venezolanos que han perpetrado la muerte de un ser humano, como por todo el pecado que genera este sufrimiento inocente,

El pueblo de Israel, para quedar liberado de los pecados cometidos, una vez al año celebraba el gran día de la Expiación, en que el sumo sacerdote entraba en el lugar santísimo del Templo de Jerusalén. Allí, en nombre de todo el pueblo, confesaba las culpas, las infidelidades y los pecados cometidos por los israelitas, y estos ofrecían en sacrificio animales para restablecer la comunión con Dios. Así el pueblo quedaba purificado de sus pecados (Lv 16).

Los cristianos no tenemos otro sacrificio que el de Jesús en la cruz para la remisión de los pecados de toda la humanidad (CIC 616). Nosotros, ejerciendo el sacerdocio real de que, como miembros de la Iglesia, hemos sido revestidos por el Bautismo, o por el sacerdocio ministerial por el sacramento del Orden, intercedemos a favor del pueblo de Venezuela, ofreciendo la sangre preciosa de Cristo, para que sean destruidos los pecados de todos.

Por la fe sabemos que la Eucaristía tiene un valor expiatorio (CIC 1365-66): Jesús toma sobre sí las penas que nosotros tenemos merecidas. La Eucaristía tiene también un valor propiciatorio: Jesús se ofrece al Padre como remisión de nuestros pecados. A pesar de que éstos sean muchos los pecados de los hombres, es mucho más valioso ante Dios el sacrificio de Cristo. La Eucaristía satisface con creces todas las deudas que los hombres hemos contraído ante Dios; por ello nos reconcilia con El. La Eucaristía también tiene un valor impetratorio. Así el fiel puede suplicar a Dios, bajo la inspiración del Espíritu Santo, que tenga misericordia de Venezuela, de la Iglesia y de la humanidad entera, nos proteja de todo mal y nos conceda el don por excelencia que es una gran efusión del Espíritu Santo, que renueve toda la realidad según los designios de Dios, que siempre son designios de vida, de justicia y de paz. El ofrecimiento del sacrificio eucarístico, realizado con verdadero conocimiento y con fe, es el camino para que la justicia de Dios se convierta en misericordia hacia Venezuela y hacia todas las naciones.

Si queremos que nuestra oración obtenga el máximo poder y intensidad, hagamos lo que hicieron los apóstoles mientras esperaban al Espíritu antes de Pentecostés: orar con María. Ella es invocada por la Iglesia como Reina de la paz y Auxilio de los Cristianos. No dejemos de poner a María, bajo la advocación de Coromoto como medianera ante Dios por la paz y la libertad de la nación venezolana y el progreso solidario del pueblo, invocada ante todo a través del rezo del Santo Rosario. Las palabras que la Virgen dirigió a san Juan Diego, recogidas en el Nican Mopohua, no pueden fallar: «los que a mi clamen, los que me busquen, los que confíen en mí, porque allí les escucharé su llanto, su tristeza, para remediar, para curar todas sus diferentes penas, sus miserias, sus dolores».

Con María recurramos a la intercesión poderosa de san José, de todos los santos, mártires, y los Ángeles custodios de la nación venezolana y de sus habitantes, para que nos acompañen en nuestra petición ante Jesucristo. Para que por medio del sacrificio eucarístico, Dios Padre escuche de nuevo la súplica que su Hijo le dirigió en la cruz: «Padre, perdónalos, porque no saben lo que hacen» (Lc 23, 34) referido a la nación venezolana. El Padre conmovido por las palabras de su Hijo en la cruz, perdonará nuestros pecados. Las oraciones del pueblo fiel llegarán a Dios y «la abundancia de los favores de Dios se desbordará en nosotros» (Ef 1,7). El Padre del cielo enviará el Arcángel san Miguel para que eche al abismo a los espíritus del mal que llevan al hombre a cometer tan grandes males a sus mismos compatriotas, luego la Virgen María podrá aplastar la cabeza de la serpiente y se hará realidad lo que los católicos y personas de buena voluntad no solo de Venezuela sino también de todas partes del mundo, junto con el Episcopado Venezolano, con oración y ayuno suplican a Dios: «bendiga los esfuerzos de los venezolanos por la libertad, la justicia y la paz. Imploramos las luces del Espíritu Santo para cada uno de nosotros, pedimos a Dios siga protegiendo a este pueblo y que la maternal protección de María de Coromoto nos aliente a seguir edificando la paz y la convivencia fraterna» (n. 11). Por Jesucristo, nuestro Señor. Amén.

[1] Todas las referencias explícitas de Venezuela proceden de este documento episcopal.

[2] Bto. Francisco Palau expone estas enseñanzas en: Lucha del alma con Dios y Vida Solitaria. www.camelitasmisioneras.org

Siglas
CIC. Catecismo de la Iglesia Católica

Fonte: https://orarporlapazyloscristianosperseguidos.wordpress.com/2017/07/21/oremos-eficazmente-por-la-paz-y-la-libertad-de-venezuela/

Beata Maria Sacrário de São Luís Gonzaga, Carmelita Descalça e Mártir (Guerra Civil Espanhola, 1936).


A Beata Maria Sacrário de São Luís Gonzaga nasceu em Lillo, Província de Toledo (Espanha), no dia 8 de Janeiro de 1881, e no batismo recebeu o nome de Elvira. Em 1886 a família transferiu-se para Madrid, pois o seu pai fora nomeado provedor da Casa Real. Para ajudá-lo no ofício de farmacêutico, também ela se formou em Farmácia, conseguindo a Licenciatura nesta disciplina. Foi a primeira mulher espanhola a se formar em Farmácia.
Deu mostras evidentes da sua capacidade profissional quando, ao morrer o seu pai em 1909, teve que assumir a direção da farmácia. No exercício da profissão não só se mostrou hábil, boa administradora, justa nos preços, mas também cheia de atenção para com os clientes, relacionando-se pessoalmente com os doentes para animá-los e consolar.
Antes do falecimento do seu pai, Elvira tinha o sincero desejo de seguir a vida religiosa, mas aconselhada pelo diretor espiritual e a pedido de Ricardo, seu irmão mais novo, adiou a concretização deste propósito.

Em 1915 entrou no mosteiro das Carmelitas Descalças de Santa Ana e São José de Madrid, demonstrando ser uma mulher de “caráter forte e enérgico, capaz de levar até ao fim os mais altos ideais de santidade”, como foi testemunhado pela sua Mestra de noviças. A profissão solene teve lugar a 06 de Janeiro de 1920, e sete anos mais tarde foi eleita Priora do mosteiro. Exerceu o seu trabalho como irmã maior, aberta ao diálogo com todas, preocupada também com o aspecto material do Carmelo, a fim de oferecer às Religiosas as devidas condições de uma vida digna no claustro.
Ao terminar o triênio como Priora, passou a ser Mestra de noviças. Chegou mesmo a expressar-lhes o desejo de ser mártir, sobretudo depois da proclamação da República em 1931, quando a situação se foi deteriorando.
No início de Julho de 1936, Madre Maria Sacrário foi de novo eleita Priora da comunidade, e após alguns dias o Carmelo foi assaltado por uma multidão violenta que saqueou e destruiu muitas coisas. Com tranquilidade e confiante na Providência, ela cuidou das suas filhas espirituais e não descansou enquanto não conseguiu pô-las a salvo, dando-lhes ajuda material e apoio espiritual, exortando todas a aceitarem a vontade do Senhor “que tanto sofreu por nós”.

No dia 14 de Agosto desse mesmo ano, os soldados descobriram o lugar em que a Madre se tinha refugiado e a levaram prisioneira, juntamente com outra religiosa. Viveu em atitude de serenidade, recolhimento e total entrega à vontade de Deus, e num ato heroico de amor ao próximo recusou-se sempre a citar o nome de um sacerdote e de outras pessoas que correriam perigo de vida se o fizesse.
No dia 15 de Agosto ela foi fuzilada, concretizando-se assim o seu desejo de morrer mártir por Cristo, imolando-se pelo bem da Igreja.



Oração: Ó Deus, que preparastes com o espírito de oração e devoção eucarística a Beata Maria Sacrário para padecer o martírio, concedei-nos por seu exemplo que, cumprindo com fidelidade a vossa vontade, consagremos livremente a Vós nossas vidas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

OCDS Camaragibe participa de encontro com Monjas de vários Carmelos

         Esta terça-feira, 15 de agosto, foi muito especial para a Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face - OCDS Camaragibe. 

        A Comunidade foi convidada a participar de um encontro com monjas de vários Carmelos, as quais estavam com o Frei Deneval, em estudo para aprimorar a formação.

         O encontro ocorreu no Espaço Damas, na Estrada de Aldeia, em Camaragibe, e contou com vários membros da Comunidade OCDS Camaragibe: Mônica, Gustavo, Lourdinha, Célia, Fred, Nicole, Marciano, Mozeiner e Fabiano. A Comunidade jantou com as monjas e, em seguida, ocorreu um momento no qual tivemos a oportunidade de falar sobre a Ordem Secular, seus documentos, sua atuação no mundo, como se ingressa na Ordem Secular, como se formam novas comunidades e outras dúvidas e curiosidades das monjas sobre a OCDS.

          Na ocasião foi distribuído às monjas um resumo tratando da Ordem Secular e uma lembrança deliciosa: um pequeno bolo de rolo caseiro. 

      A Ir Danuse de Jesus agradeceu em nome das monjas e do Frei Deneval o comparecimento da OCDS Camaragibe ao encontro e destacou que não há hierarquia entre os Frades, Monjas e Seculares. Todos pertencem a mesma Ordem e têm a mesma importância.





domingo, 13 de agosto de 2017

A Vocação do Carmelita Secular


A vocação, como diz o Papa Francisco: “Não nasce em nós e sim no coração de Deus”, e esse presente é depositado em nossos corações despertando o desejo e a alegria de melhor servi-lo, de estarmos atentos à sua voz que se faz conhecer pela linguagem do amor. “Tudo pode despertar a vocação: um encontro, uma palavra amiga, um livro, um momento alegre ou doloso da vida. Deus serve-se de meios humanos para chegar ao coração do homem e conquistá-lo para o serviço do Reino”.
Santa Teresa refere vocação como o “chamamento”: “Imagino o que poderia fazer por Deus, pensei que a primeira coisa era seguir o chamamento que Sua Majestade me fizera para ser religiosa, respeitando a minha Regra com a maior perfeição possível”. (Vida 32, 9). Assim como Santa Madre procurou seguir o chamamento com perfeição, também nós Carmelitas Seculares, inspirados por ela, procuramos o Reino de Deus conforme nossas realidades temporais e organizando-as segundo os ensinamentos de Cristo: “A eles compete especialmente, iluminar e ordenar de tal modo as realidades temporais, a que estão estreitamente ligados, que elas sejam sempre feitas segundo Cristo e progridam e glorifiquem o Criador e Redentor”. (Lumen Gentium, 31).
Vivemos no mundo praticando diversas atividades, no seio de uma família, na rotina de um emprego, em comunidade, no convívio social; é aí, nesses lugares e a cada momento que somos tocados por Deus para dar uma dimensão prática às nossas orações e meditações diárias, por meio de nossas ações concretas do nosso cotidiano. Darmos o melhor, pois Ele nos convida a fazer diferente na execução de nosso ofício com fidelidade ao Evangelho; “Amá-lo e torna-lo amado”. Abraçamos o nosso dia e o entregamos ao Pai tudo o que irá acontecer, evangelizando e testemunhando com a própria vida e vida santa, o amor grandioso de Jesus para santificação do mundo. Pois “para sermos santos é que fomos chamados”.
Consta em nosso documento, “Ratio Institutionis”, no item “Discernimento da Vocação ao Carmelo Secular”: “Certas qualidades que indicam conformidade da pessoa para a vocação ao Carmelo Secular (...)”, visando o aspecto humano, “o âmbito da vida cristã e a relação ao carisma teresiano (...)”. No entanto o que mais se espera no discernimento da vocação é: “a predisposição para essas qualidades e um amadurecimento gradual nelas”. Porém é certo que: “um Carmelita Secular é: membro praticante da Igreja Católica que, sob a proteção de Nossa Senhora do Monte Carmelo, e inspirado por Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz se compromete com a Ordem para buscar o rosto de Deus na oração e no serviço para o bem da Igreja e para as necessidades do mundo”. (Cf. Ratio Institutionis, 63 a 69).

Somos cidadãos de Deus no meio do mundo, o “ser” Carmelita Secular, nossa maneira de agir, enriquece a evangelização com o odor de flores diversas e com frutos preciosos para a Igreja.    



Regina Lúcia Barbosa Grêgo (Regina da Divina Graça, ocds)
Comunidade Rainha do Carmelo, ocds – Fortaleza-CE

*Texto enviado pela Comissão Vocacional OCDS

sábado, 12 de agosto de 2017

A oração como um dos caminho para Deus! Tema da formação na OCDS Camaragibe.

     Neste sábado, 12 de agosto, a OCDS Camaragibe, seguindo sua programação de formação, estudou acerca da oração como um dos caminhos para Deus. A importância da determinação para o seu exercício dia-a-dia e o alcance até que se torne hábito natural e diário na vida do carmelita descalço. 

         Tratou-se também dos preparativos e distribuição de missões aos membros presentes visando o Retiro Anual da Comunidade, incluindo os convites a várias Comunidades, a exemplo de João Pessoa, Bananeiras, Natal e Maceió. Esperando contar com representação de todas.

      O Retiro Anual da Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face ocorrerá de 15 a 17 de setembro de 2017, no Centro Mariápolis Santa Maria, em Igarassu, que fica às margens da BR-101 (ver mapa no final da postagem)







quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Santa Teresa Benedita da Cruz - Edith Stein


“Eu acredito que quanto mais a gente é “atraído” por Deus, mais a gente deve sair de si, isto é, oferecer-se ao mundo, para conduzir-se à vida divina”. 
Santa Teresa Benedita da Cruz


Por: Moisés Rocha
Grupo Santa Teresinha, Alma Missionária
Quixadá/CE.

Hoje de forma renovada, como a força que a liturgia nos oferece, celebramos a memória de nossa irmã Edith. Após sua conversão Edith passou dez longos anos, em obediência ao seu diretor espiritual, numa profunda tensão interior. Quanto mais desejava à Deus, quanto mais O queria, quanto mais queria o Carmelo, mais era lançada no seu campo de ação o mundo acadêmico. Ela que antes mesmo em meio ao seu doutorado o coloca de lado para se oferecer como voluntária na Cruz vermelha, sem nem ter a certeza que o concluiria. Nossa irmã é de grande estatura, ela com a graça de Deus e sua vontade ativa chegou à estatura de Cristo (Ef 4.13). Edith não se escondeu do seu tempo, nestes dez anos viveu plenamente sua vida carmelitana no mundo. Toda dada a oração que chamava atenção de suas alunas, como anda nossa vida de oração? Edith se destacou pela qualidade do seu serviço. Como está nossa consciência de que o meu trabalho também é meu apostolado? Não importa se somos: dona de casa, médicos, professores, manicure... Somos chamados a excelência em nosso apostolado, por amor a Deus, que nos faz amar a humanidade, por amor a Igreja que nos escolheu como discípulos e missionários (DA). O mundo do trabalho, implica em nossa vocação laical, e enquanto vocação ele não deve nos distanciar de Deus. Uma vida em obséquio a Jesus Cristo nos anima a sermos hoje seus pés e suas mãos. Feliz foi nossa Santa Madre quando em nosso gene uniu Maria e Marta (CP cap. 17, §§ 5-7). Somos plenamente contemplativos e porque o somos, somos apostólicos-missionários.


Senhor Deus de nossos pais, Deus de Abraão de Isaque e Jacó, ao celebramos com vivo amor e alegria a memória de nossa irmã Edith Stein, pousa sobre nós o teu Santo Espírito. Dai-nos uma porção dobrada do teu Divino Espírito, lança sobre nós, os descendentes de Elias, a capa que cobre nossas fraquezas e nos lança à missão. Deus de Abraão, nosso pai na fé, aumentai em nós a paresia. Deus que atraiu nossa Mãe Teresa, atraiu-nos a Ti, nos seduz como a seduzistes, dai-nos um amor renovado ao nosso carisma e a nossa vocação, visita-nos nas mais diversas realidades que possamos nos encontrar agora e batiza-nos com o amor ao Carmelo. Deus do Carmelo completa em nós a obra começada como Tu completas-te em nossa irmã Santa Teresa Benedita da Cruz para que ao completar o número dos eleitos o Carmelo possa viver em plenas núpcias com nosso Amigo e Rei. Amém   

09/08 - Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), Virgem e Mártir



Santa Edith Stein nasceu a 12 de Outubro de 1891, no seio de uma família de judeus. A cidade que a viu nascer chama-se Breslau, na Alemanha. Apaixonadíssima pela busca e conhecimento da verdade, procurou-a com toda a força da sua alma, desde a sua juventude. Não encontrou a verdade, nem na religião judaica nem na filosofia que entretanto estudou e ensinou como professora na Universidade de Gottingen. Um dia, encontrando o Livro da Vida, escrito pela Nossa Santa Madre Teresa de Jesus, exclamou entusiasmada: «Esta é a verdade!», e não parou de ler enquanto não terminou o livro.
Batizou-se em 1922, tomando o nome de Teresa. Em 1933 entrou no Carmelo da Cidade de Colónia, tomando o nome de Teresa Benedita da Cruz; pois, como dizia, foi Santa Teresa quem a despertou para a Verdade e, em S. João da Cruz, nosso pai, encontrou a perfeita vivência do mistério da Paixão, a razão do seu viver. Imitando-o tomou o nome da Cruz. Ofereceu-se como vítima de Deus, pelo seu povo e pela paz. 
Antes de ingressar no Carmelo, algumas pessoas influentes tentaram demovê-la da sua decisão, dizendo-lhe que era mais útil na Universidade que no convento. Ao que Edith Stein respondeu dizendo: «Não é a atividade humana que nos há-de salvar, mas a Paixão de Cristo. Tomar parte nela é a minha aspiração». E depois de se ter tornado carmelita acrescentou: «A oração e o sacrifício valem muito mais do que se possa pensar… Por toda e qualquer oração, mesmo pela mais pequenina, acontece algo na Igreja… Aprendamos a servir-nos da oração, para que à hora, de cada dia, fazermos uma obra de eternidade». 
A perseguição anti-semita punha a sua vida em perigo. Os superiores decidiram, por isso, que deixasse a Alemanha, e transferiram-na para um Carmelo na Holanda. Foi-lhe muito difícil abandonar o Carmelo de Colónia onde entrara na Festa de Santa Teresa, a 15 de Outubro de 1933. Acerca do Carmelo escreveu dizendo: É o santuário mais íntimo que a Igreja tem. Sempre me pareceu que Deus me tinha reservado, no Carmelo, alguma coisa que em nenhuma outra parte do mundo me poderia dar». 
Após a invasão da Holanda por Hitler, a terrível polícia SS foi arrancá-la à clausura do Carmelo. A Irmã Teresa da Cruz saudou os policiais com a saudação cristã «Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo», porque como disse, estava convencida que com «aquela saudação não saudava a polícia alemã, antes os representantes daquela luta antiga entre Cristo e o Demônio». No dia 9 de Agosto de 1942, foi conduzida à câmara de gás, repetindo pela última vez o que já deixara escrito antes: «Não sou nada e nada valho, mas… quero oferecer-me ao Coração de Jesus como vítima pela verdadeira paz. Que seja derrubado o poder do Anti-Cristo e a ordem se volte a estabelecer». Diante da morte soube manter-se serena até ser acolhida pelas mãos de Deus, das quais deixou dito: «Aquelas mãos dão e pedem ao mesmo tempo. Vós sábios, deponde a vossa sabedoria e tornai-nos simples como crianças. Segui-me porque é preciso decidir entre a luz e as trevas». Morreu no campo de concentração de Aushwitz, repetindo a sua doação como vitima pela paz e pelo seu povo de Israel. 


Mulher de singular inteligência e cultura, afamada professora universitária de Filosofia, deixou-nos numerosos escritos de elevada doutrina e profunda espiritualidade. O centro da sua vida e da sua contemplação na oração, pode comprovar-se pelos seus escritos, era o mesmo de S. João da Cruz: o mistério grandioso de Cristo Crucificado. 


A oração é o trato de amizade...

«A oração é o trato de amizade da alma com Deus. Deus é amor, e amor é bondade que se dá a si mesma; uma plenitude existencial que não se encerra em si, mas que se derrama, que quer dar-se e tornar feliz. 
Toda a criação deve o seu ser a esse transbordante amor de Deus. As criaturas mais dignas são os seres dotados de espírito, que recebem esse amor de Deus entendendo-o, e podem corresponder livremente: os anjos e os homens. 
A oração é a atividade mais sublime de que é capaz o espírito humano. Mas não é só fadiga humana. A oração é como a escada de Jacob, pela qual o espírito humano sobe até Deus, e a graça de Deus desce aos homens. Os graus da oração distinguem-se entre si, na medida da participação entre a potência da alma e a graça de Deus. 
Ali onde a alma com as suas potências não pode atuar mais, é como um cântaro que se enche de graça, fala-se de vida mística da oração. 
O primeiro grau é a oração vocal, que se realiza com determinadas fórmulas faladas: o Pai Nosso, a Ave Maria, o Rosário, as Horas canônicas. Essa oração vocal não deve entender-se de modo que consista só em pronunciar as palavras. Onde a oração vocal se pratica de modo que o espírito não se eleva para Deus, é uma aparência de oração, não uma oração verdadeira. As palavras são um apoio para o espírito, indicando-lhe um caminho. 
Um nível mais elevado é a meditação. Nela o espírito desenvolve-se em liberdade, sem impedimentos de linguagem. Por exemplo, meditamos no mistério do nascimento de Jesus. A imaginação transporta-nos à gruta de Belém, mostra-nos o Menino no presépio, os seus santos pais, os pastores e os reis. 
O seu entendimento reflete sobre a grandeza da misericórdia divina, o coração sente-se cheio de amor e gratidão, a vontade decide-se a tornar-se mais digna do amor divino. Deste modo, a meditação absorve todas as potências da alma, e, exercida com perseverança, pode pouco a pouco mudar completamente o homem. 
O Senhor costuma premiar essa perseverança na meditação de outro modo: eleva-o a uma forma de oração mais alta. A esse grau mais alto chama-lhe a Santa oração de quietude. 
À atividade transbordante do entendimento, segue-se um recolhimento de todas as potências da alma. A alma já não é capaz de fazer grandes considerações intelectuais e decidir resoluções concretas; vê-se inundada por algo, que se lhe deita em cima sem poder resistir-lhe; é a presença divina que lhe dá sombra e repouso. 
Enquanto que os primeiros graus da oração os pode escalar qualquer crente com esforço humano, ainda que, está claro, ajudado sempre pela graça divina, aqui encontramos as fronteiras da vida mística da graça, que não se podem atravessar com a força humana, porque é só a força divina que nos arrasta para ela. 
E se a evidência da divina presença concentra totalmente a alma e a faz transbordar de incomparáveis alegrias humanas, a união com Deus ultrapassa de maneira inaudita essas alegrias, que aqui se lhe concedem, ainda que como centelhas fugazes. 
Neste grau de graças místicas acumulam-se variedade de experiências, que ainda exteriormente se podem apreciar como extraordinárias: êxtases e visões. 
As potências interiores da alma sentem-se de tal forma cobertas por atuações sobrenaturais, que as suas potências exteriores, os sentidos, se vêem atrofiados: nem vê, nem ouve, o corpo é incapaz de sentir a dor, e está por vezes rígido como um cadáver. Pelo contrário, a alma, aliviada do corpo, abunda de atividade: vê já o Senhor em imagem corpórea, a Mãe de Deus, os anjos, os santos. Contempla esses corpos celestiais como se os visse com os seus próprios olhos. Ou então o entendimento vê-se iluminado por uma luz sobrenatural que lhe permite contemplar verdades ocultas. 
Estas revelações pessoais têm geralmente o fim de instruir a alma sobre o seu próprio estado, ou sobre o estado de outras almas, de familiarizar a alma com os segredos divinos e preparar a alma para uma determinada missão, que o Senhor lhe tem preparada. Nunca faltam na vida dos santos, ainda que não seja o essencial da sua santidade. A maioria das vezes aparecem num determinado estado para novamente desaparecer. 
As almas que o Senhor preparou e provou por meio de frequentes uniões temporais, revelações extraordinárias, sofrimentos e tentações de toda a espécie, quer uni-las consigo. Estabelece com elas uma aliança, que se chama desposório místico. Espera dessas almas que se dediquem completamente ao seu serviço; preocupa se com elas e está sempre disposto a atender as suas petições. 
Finalmente, Teresa chama matrimônio místico ao grau mais alto da graça divina. Cessam as manifestações extraordinárias, mas a alma está sempre unida com o Senhor; goza da sua presença mesmo no meio das atividades exteriores, que em nada lhe impedem a união». 

(“Amor com Amor”) 
Edith Stein in As mais belas páginas de Edith Stein p. 49,51 


Oração 
Deus Pai de bondade dai-nos ser abençoados pela intercessão de santa Edith Stein e concedei-nos a graça da conversão cotidiana. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!


Fonte: http://www.carmelitas.pt/site/santos/santos_ver.php?cod_santo=26

*Texto enviado pela Comissão de Espiritualidade - OCDS. 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Escola de formação Edith Stein –Polo Sudeste: Modulo III

O propósito da formação é a preparação de indivíduos inspirados pelo Espírito Santo a viver uma vida espiritual de acordo os princípios da espiritualidade dos Carmelitas Descalços". (Ratio Institutionis da Ordem Secular, art. 06)

No Mês de julho de 2017, tivemos a realização  de mais um  módulo da Escola de formação Edith Stein –Polo Sudeste: Modulo III- Dimensão Carmelitana,  no Centro Teresiano de Espiritualidade.




Este curso é direcionado a todos os formadores, possíveis formadores e interessados na formação OCDS. E para isso estamos trabalhando todas as possibilidades para que todos tenham acesso e oportunidade de estar junto nesta caminhada.


Contamos com Professores muito capacitados na área estudada e agradecemos novamente a estes que tão bem nos fizeram com a informação e com a formação. 

Foram:
 Frei Cesar Cardoso-Ocd- História Da Ordem
 Frei Aurílio-Ocd, Santa Teresa de Jesus e o Carmelo Descalço
 Frei Deneval-Ocd - São João da Cruz - Vida, Obras e as Virtudes Teologais
 E Vera Melo Ocds- Os Leigos do Carmelo Descalço



A realização deste evento se deu com  a participação da equipe da Escola, contando com novo coordenador da Escola Edith Stein: Carlos Almeida.


Neste módulo tivemos a formatura de quatro participantes Dalva Catuaria, Elisa Almeida, Estela Marcia e Rose Lemos Piotto. 

Missa todos os dias com nossos frades e o diácono Carlos.

Oração pela nossa Escola



mais informações : datas dos próximos módulos, local, assuntos e eventos no blog da Escola de Formação 
https://escoladeformacaoocds.blogspot.com.br/


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