segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Muito amor em 2009!!!



Irmãos e irmãs paz e alegria estejam com todos nestas datas especiais de final de ano! Somos de Montes Claros/MG, nas fotos, as queridas monjas do Carmelo Maria Mãe da Igreja e Paulo VI e nossa comunidade Elisabete da Trindade.


Desejamos a todos um ano novo cheio de AMOR! Desejamos que sempre que as pessoas virem uma comunidade carmelita reunida o comentário seja unânime: "Vejam quanto se amam!" Com certeza, com amor haverá paz, saúde, alegria e muito mais... Que Deus habite em nossos corações e nos ajude nessa missão, levar amor ao mundo. Um feliz ano novo!!!

domingo, 28 de dezembro de 2008

FELIZ 2009!!!!!!!!

FELIZ 2009!!!!!!!!

A você...
Um brinde especial!!
Desejo a você um ano novo repleto de
paz, saúde e muita alegria ...
Com muitos sonhos e emoções.
Que seja pleno de luz, esperança e harmonia.
Cheio de amor e alegria.
Que este Novo Ano seja o das realizações.
Que só encontre amor nos corações.
Que você nunca deixe de sonhar...
e que todos os seus sonhos se tornem realidade.
Enfim...
Que o novo ano venha carregado de amor e felicidade!! A você...
Um brinde especial!!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Árvore de Natal

Queremos neste Natal,
poder armar uma árvore dentro de nossos corações
e nela colocarmos, no lugar de presentes,
os nomes de nossos amigos,
os que vivem longe e os que vivem perto,
os antigos e os mais recentes,
os que vemos todos os dias e os que raramente vemos,
os que sempre recordamos e os que às vezes esquecemos,
os das horas difíceis e os das horas alegres,
os que sem querer ferimos e os que sem querer nos feriram,
aqueles que conhecemos profundamente e
aqueles que conhecemos superficialmente,
os que nos recordaram e os que recordamos,
nossos amigos humildes e nossos amigos importantes,
aqueles que nos ensinaram e os que deixaram-se ensinar por nós,
uma árvore de raízes muito profundas para que os seus nomes
nunca sejam arrancados de nossos corações.
Uma árvore de folhas muito largas para
que os nomes vindos de todas as partes,
venham a se juntar aos existentes.
Uma árvore de sombra muito agradável para que
nossa amizade seja um momento de repouso na luta pela vida.
Que o Natal esteja vivo em cada dia do Ano que se
inicia para que possamos juntos viver o amor !!!

Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

Feliz Natal, OCDS!!!

natal ocds
Montagens gif para o Myspace

Mensagem de Natal - Frei Alzinir


Caríssimos/as:

Durante este ano muitas coisas aconteceram...

Um acontecimento continua sendo o sustento de todos os outros: Deus em seu amor infinito e a cada acontecimento confere um sentido novo em Jesus, Deus Conosco, nascido em Belém para nos salvar.

Agradeço pela presença de cada um de vocês. Desejo a você e aos seus um santo Natal. E um feliz ano Novo, vivido na certeza do indefectível amor de Deus!
--
fr. Alzinir

domingo, 21 de dezembro de 2008

Mensagem de Natal - Irmãs Carmelitas de Santa Teresinha

Santo Natal 2008

Nasceu para nós um Menino, um filho nos foi dado”.
Eis que surge uma estrela, ninguém a chamará mais a terra “abandonada” ou “devastada”, porque o Senhor fez de Sião uma terra”desposada”.

Feliz Natal e
Próspero Ano 2009


A Comunidade das irmãs Carmelitas de Stª Teresinha

Mensagem de fim de ano - Monte Carmelo

Mensagem de Natal - Comunidade Santa Teresinha (Sete Lagoas-MG)

Aos nossos irmãos em Cristo e no carmelo,
Feliz Natal!!
Ele não tinha diploma, nem carteira de identidade, nem pertencia a uma família importante.
Nasceu num estábulo e seu berço foi uma manjedoura. Suas credenciais eram o amor, a compaixão e a vontade de servir ao próximo.
Sua luz brilha há dois mil anos e seu exemplo de vida continua a inspirar milhões de pessoas de todas a religiões.
Minha humilde oração é que neste Natal possamos receber em nossos corações as bênçãos de Deus e de seu bem-amado filho, Jesus de Nazaré, em forma de consolo, esperança e força.

Comunidade Santa Teresinha-SL/MG

Mensagem de Natal


A você,
Que sabe o que é Natal. Que se alegra com o dono da Festa. Que se compadece dos mais esquecidos. Que tem compaixão ou misericórdia. Que mantém no peito um coração aberto. Que faz fluir da mente idéias novas. Que sabe se renovar a cada dia. Que deixa a vida desabrochar. Que olha a estrada que está adiante. Que deixa para trás tudo o que lá deve ficar. Que se alegra com a graça presente. Que busca os bens futuros. Que sabe acolher com sorriso. Que tem gratidão pelos benefícios ao seu dispor. Que celebra a vida. Que traz à memória todas as coisas e as comemora. Que tem fé nas criaturas. Que tem fé no Criador. Que mantém a esperança que sempre alegra os corações. Que tem a paz, a promove e luta por ela. Que tem fome e sede de justiça, Que tem amor no coração...
Um bom natal e um 2009 cheio de bençãos
!!!


Andréia Virgínia

(OCDS de Sete Lagoas-MG)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Ação de Graças



Agradecemos a Deus e a Virgem Maria.

Ao Carmelo,na pessoa dos frades e monjas que partilham conosco a espiritualidade carmelitana.

Aos que até hoje confiaram em nós e deram sua parcela de colaboração.

Aos membros de nossa comunidade que buscam dia a dia ser carmelita no tempo presente.

A todos carmelitas seculares que como irmãos rezam conosco em suas famílias

13 anos de convivência , de caminho no carmelo

Reconhecidos no coração de Deus desde a eternidade

Reconhecidos canonicamente desde agosto deste.

Por tudo demos graças a Deus!

Nossa festa contou com a presença do Padre Provincial Frei Alzinir de

Santa Maria,o Delegado Provincial Frei Afonso e os frades Marco

Matsubara, Edglê, Fabiano ,Ednaldo, Joilde, João De Deus,

Wilson,Mariano, Aurilio e oReitor do seminário de nossa

diocese Padre Jamir Pedro.

Tivemos a presença das Irmãs Gracianas , das quais Ir Silvia animou

a liturgia para nós.

Também a presença da Ir Aparecida –Misionária de Nossa Senhora de Fátima.

Nossos irmãos seculares Fernando Alcici/Izabel/Raquel e

nossa conselheira Rose Lemos Piotto.

Unidos a todo povo de Deus rendemos graças ao Senhor por tão grande dádiva.

Um compromisso maior, grande vitória! Deus seja louvado!

Ana Maria Scarabelli,ocds

Participante da Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus de Caratinga

e Presidente do Conselho Provincial OCDS

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Comunidade de Caratinga Celebra seu Reconhecimento Jurídico Canônico


A Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus, da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares da cidade de Caratinga, em Minas Gerais, celebrou dia 12 de dezembro a missa em ação de graças pelo seu Reconhecimento Jurídico Canônico-(Ereção Canônica) por parte do Superior Geral da Ordem dos Carmelitas Descalços.

A missa foi presidida por Frei Geraldo Afonso,com a presença do Padre Provincial Frei Alzinir debastiani e outros frades do Carmelo e também o reitor do seminário Diocesano de Caratinga na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo, estiveram presentes representantes da Família Carmelitana Secular: Fernando Alcici de BH, Isabel Sales de BH, Raquel de BH, Rose Piotto de Passos.

Após a celebração houve um jantar de confraternização.

A Província Secular do Carmelo Descalço parabeniza a Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus, da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares da cidade de Caratinga por esse momento importante na caminhada de crescimento e amadurecimento.



Mensagem de Natal - Frei Alzinir



Estimados Irmãos e Irmãs no Carmelo,

Aproxima-se novamente o final do ano.
Um tempo que nos foi doado para o vivermos na presença de Deus. Momento propício para olhar para trás e rever o caminho percorrido. Tempo para viver o presente como Advento e esperança em Jesus Cristo. Tempo para olhar o futuro à luz da fidelidade imutável de Deus e de seu Reino, construído por homens e mulheres de boa vontade...

Celebramos dia 14 a festa do S. padre João da Cruz. É uma ocasião para lembrar sua vida e doutrina e nela o essencial para a nossa vida e missão neste nosso tempo.
O Santo através de seus escritos quer nos levar à “união com Deus” em Jesus Cristo, pela fé, pela esperança e pelo amor. Constantemente ele volta a este tema, que constitui-se em ponto central da sua mensagem. Para isso, a pessoa é chamada pela oração a ter o ânimo em Deus e “o coração inteiro Nele, com afeição de amor, pois de Deus não se alcança nada, a não ser por amor” (C 1,13). No amor vivido em atos concretos e gratuitos, podemos saber quem “de verdade ama a Deus, se com coisa alguma se contenta, a não ser com Ele” (id., 14), pois “onde o amor fere, aí está o gemido da ferida clamando sempre com o sentimento da ausência...” (id.), o qual impulsiona à busca de Deus, pois a “satisfação do coração não se encontra na posse das coisas, e sim na desnudez de todas elas e na pobreza de espírito”, por amor a Jesus Cristo, “nosso modelo e luz” (II S 7,9).

No mistério do Natal do Senhor, “as profundas vias e mistérios eternos” da Encarnação do Verbo por amor a nós, o que era oculto desde tempos imemoriais, agora torna-se conhecido na pessoa de Jesus, filho da Virgem. Ele dá um significado totalmente novo à nossa realidade humana, pois “por sua encarnação, o Filho de Deus uniu-Se de algum modo a todo homem”. E o santo convida: “Veja aquele saber infinito e aquele segredo escondido! Que paz, que amor, que silêncio se alojam naquele peito divino!” (D 137). “Cair na conta” desta verdade é perceber que, “é este amor o fim para o qual fomos criados” (C 28,3), em Jesus tornado palpável e constante: “Não me tirarás, Deus meu, o que uma vez me deste em teu único Filho Jesus Cristo...” (D 26).

Finda o ano de 2008 e mais um Ano Novo se aproxima.
Como queremos vivê-lo? O quê acontecerá nos próximos 365 dias?
Certamente não sabemos. Sabemos somente que “tudo passa... só Deus não muda”. E confiamos que seu amor fiel e misericordioso sustenta a Humanidade, a Igreja, a cada um de nós. Por isso podemos também dizer confiantemente: “Indo eu, Deus meu, para onde quer que seja contigo, por toda a parte será para mim como eu quero por ti” (D 51).

Caros Irmãos e Irmãs no Carmelo, demos graças a Deus por tudo o que Ele nos concedeu ao longo deste ano!
Meu desejo é que cada um/a de vocês e seus familiares, cada Comunidade, tenha um SANTO NATAL e que o ANO DE 2009 seja vivido a cada instante na presença e na companhia de Jesus, o Deus conosco, Autor, Origem e do tempo, meta da História; em comunhão fraterna e unidade entre nós; em abertura à missão e crescimento na vocação específica de cada um/a!

O Senhor os abençoe e guarde em sua paz a cada dia do Ano Novo!

Um Fraterno abraço.

Pela Província S. José,


Frei Alzinir F. Debastiani, ocd

domingo, 14 de dezembro de 2008

SÃO JOÃO DA CRUZ, CANTOR DA NOITE E DA LUZ


Frei Patrício Sciadini

São João Evangelista diz: “Deus é luz!” Um outro João, o da Cruz, místico, contemplativo e buscador de Deus, diz: “Deus é noite!” Os dois nos comunicam na verdade o mistério mais profundo de Deus, luz e trevas que se encontram não em Deus mas na experiência humana, que é feita de altos e baixos, de noite tenebrosa e de luzes, e que tenta nos guiar a tanta beleza de Deus.

João da Cruz é o único místico que, primeiro, escreve seus poemas em momentos de solidão profunda e de sofrimento, como quando se encontra marginalizado no cárcere de Toledo, e depois, livre e sedento de ensinar aos outros o caminho que leva a Deus, vai explicando as sublimes poesias cheias de ternura e de mistério. João da Cruz é espanhol, nasce num período em que a Igreja se debate entre o relaxamento e a busca de um novo estilo de vida, onde o mistério de Deus seja o centro.

Vive uma trajetória de sofrimento, contradições e luta, sem buscar a auto-projeção, mas sempre ensina com firmeza que, para se chegar a possuir Deus, é necessário deixar tudo. E que é necessário se desfazer de todos os apetites e gostos humanos para ter o único gosto que é Jesus Cristo. Encontra em sua vida uma mulher firme e forte, que, com mão materna e guia sábia, o faz entrar no projeto de renovação da Ordem do Carmelo, Teresa de Ávila, a mestra e mãe, que sabe como cuidar do “Senequita”, seu sábio João, para que as dificuldades e as perseguições não o desanimem.

Acompanhar a aventura humana e mística de João da Cruz não é nada fácil, mas vale a pena deixar-se tomar por ele pela mão e seguir seus passos. Ele sabe o caminho ideal e sabe com sábia coragem ajudar-nos a subir a montanha do Carmelo, em cujo cimo só existe a honra e a glória de Deus. João da Cruz não tem medo de dizer que aquele que encontra de verdade a Deus não necessita mais de lei e de normas, porque Deus está nele e é sua única norma e vida.

Em uma noite escura,
De amor em vivas ânsias inflamadas,
Oh! ditosa ventura!
Saí sem ser notada,
Já minha casa estando sossegada
. (Noite 1)

João da Cruz, por causa de sua firmeza em seguir Jesus Cristo crucificado e amado, enfrenta as dificuldades do dia-a-dia, sente-se sozinho às vezes e perseguido, mas não volta atrás em seu ideal. Por isso, afirma: “Deus é noite e coloca na noite os que ele ama e os que quer levar à saborosa contemplação das coisas celestes”. Uma noite feliz, venturosa, não povoada de medos e de fantasmas, mas de tênue luz, que é a fé que vai brilhando diante de nós e ilumina nosso caminho na noite, nos recorda o mestre João da Cruz. Não se caminha porque poderemos errar o caminho, nem se anda porque bateremos a cabeça; na noite é preciso ficarmos parados, silenciosos, até que a luz do dia volte a brilhar para nós. Os escritos de João da Cruz, Subida do Monte Carmelo e Noite Escura, que podem apavorar os desprovidos, são na verdade exercícios e treino necessário para ultrapassar os limites do medo e entrar na alegria da paz e do amor.

Onde é que te escondeste,
Amado, e me deixaste com gemido?
Como o cervo fugiste,
Havendo me ferido;
Saí, por ti clamando, e eras já ido
.(Cântico 1)

Saindo da noite, peregrinando na busca de Deus, sentimos sua ausência, mas vamos buscando e correndo atrás dele. A obra Cântico Espiritual, de João da Cruz, é uma das mais belas “fugas místicas”, onde amado e amada se procuram e correm um atrás do outro. É uma linda sinfonia de amor e de busca. Chega, sim, o momento do encontro amoroso, onde os amados se encontram e se fundem num único amor.

Gozemo nos, Amado!
Vamo nos ver em tua formosura,
No monte e na colina,
Onde brota a água pura;
Entremos mais adentro na espessura
. (Cântico 36)

João da Cruz sabe que nós nos amamos com o mesmo amor com que Deus ama a si mesmo. Nossa finalidade não é permanecer rodeando o castelo onde está o Senhor, ou ficar na porta da adega interior onde está a verdadeira bebida que “inebria os corações”. Experiência não é ficar como expectadores, mas entrar de verdade no caminho do amor que o mesmo Senhor nos oferece. O Cântico Espiritual de João da Cruz, uma longa paráfrase do Cântico dos Cânticos, da Bíblia, o livro considerado pela espiritualidade hebraica “santíssimo e que não suja nem as mãos, nem o coração”, é considerado a obra-prima da mística do caminho de João da Cruz.

“Oh! Chama de amor viva
que ternamente feres
De minha alma no mais profundo centro!
Pois não és mais esquiva,
Acaba já, se queres,
Ah! Rompe a tela deste doce encontro
. (Chama 1)

A obra maravilhosa de João da Cruz é Chama Viva de Amor, canções poéticas e místicas que contêm sementes de divino. Sentimo-nos, em sua leitura, inebriados. Descobrimos que o Espírito Santo habita no mais profundo centro de nós mesmos, e de dentro nos ilumina. Descobrimos que o Espírito Santo é “inquieto procurando a quem amar”. A Chama Viva de Amor, de João da Cruz, nos torna sensíveis a tudo o que é belo, ao amor, ternura e delicadeza. O amor humano sem ternura é paixão devastadora, e o amor divino sem ternura é falsa mística.
Poderíamos sintetizar a mística do caminho de João da Cruz com um pequeno poema dele, chamado Suma da Perfeição.

Olvido do criado.
Memória do Criador.
Atenção ao interior
E estar amando o Amado
.

A mística de João da Cruz não aliena, ela envolve e nos projeta na vida e nos obriga a sair de nós mesmos. Para encontrar a verdadeira felicidade é preciso encontrar-se consigo mesmo, com Deus e com os outros, para ter o sabor da liberdade.
Há um poema de João da Cruz que gostaria de colocar aqui: é a sua e nossa biografia. Com toque delicado, João da Cruz, no Pastorcito, nos apresenta quem somos nós e o que queremos.

Um Pastorinho, só, está penando,
Privado de prazer e de contento,
Posto na pastorinha o pensamento,
Seu peito de amor ferido, pranteando.

Não chora por tê-lo o amor chagado,
Que não lhe dói o ver-se assim dorido,
Embora o coração esteja ferido,
Mas chora por pensar que é olvidado.

Que só o pensar que está esquecido
Por sua bela pastora, é dor tamanha,
Que se deixa maltratar em terra estranha,
Seu peito por amor mui dolorido.

E disse o Pastorinho: Ai, desditado!
De quem do meu amor se faz ausente
E não quer gozar de mim presente!
Seu peito por amor tão magoado!

Passado tempo em árvore subido
Ali seus belos braços alargou,
E preso a eles o Pastor ali ficou,
Seu peito por amor mui dolorido.
(Poesia 7)

João da Cruz exige uma leitura atenta, amorosa e repetitiva — pelo menos três vezes — para entrar em sua linguagem amorosa. Afinal, a linguagem do amor, só quem se decide a amar, pode conhecê-la.
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14 de dezembro - Dia de São João da Cruz


É humilde quem se esconde no seu nada e sabe abandonar-se em Deus.

(São João da Cruz)
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

COMUNIDADE DE CARATINGA-MG É RECONHECIDA CANONICAMENTE

Mais uma Comunidade OCDS - da Província São José tem o Reconhecimento Jurídico Canônico por parte do Superior Geral da Ordem dos Carmelitas Descalços. Desta vez é a Comunidade Santa Teresinha do Meninos Jesus, em Caratinga-MG, a qual celebra hoje missa em ação de graças.
É a prova de que a OCDS está cada vez mais madura no Brasil e que tem a confiança da Ordem Carmelita e da Igreja!
Parabéns à Comunidade de Caratinga por este grande passo!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

11 de dezembro - Santa Maravilhas de Jesus


Plinio Maria Solimeo

Fiel filha espiritual de Santa Teresa de Ávila no seu amor à Religião e à Ordem carmelitana, Madre Maravilhas de Jesus, carmelita descalça, lutou tenazmente no século XX para que permanecessem intactas as regras, os usos e costumes legados pela grande Santa de Ávila, Reformadora do Carmelo. Sua festa transcorre no dia 11.

Santa Maravilhas de Jesus Maria de las Maravilhas Pidaly Chico de Guzmán nasceu em Madri no dia 4 de novembro de 1891, filha de Luís Pidal e Cristina Chico de Guzmán y Muñoz, Marqueses de Pidal. Seu pai exerceu os cargos de ministro de Fomento, embaixador da Espanha junto à Santa Sé e presidente do Conselho de Estado.

Os Marqueses de Pidal eram muito religiosos e esmoleres, rezavam o terço diariamente em família e cumpriam com a maior exatidão seus deveres de estado. Num ambiente familiar assim, Maravilhas sentiu-se desde cedo predisposta à virtude. Além disso, beneficiava-se da boa influência de sua avó materna, Da. Patricia Muñoz Dominguez, piedosa e austera, com quem compartilhava a habitação.

Madre Maravilhas de Jesus afirmará que sentiu o apelo divino para a vida religiosa com o despertar da razão. Aos cinco anos de idade, fez voto de castidade. Diariamente ia com sua avó à santa Missa e, apesar de seu desejo, não pôde fazer a primeira comunhão senão depois dos 10 anos de idade, como era costume na época. Dirá ela a seu diretor espiritual: “O dia de minha primeira comunhão foi felicíssimo. Só falei com o Senhor de meus anelos de que chegasse o dia de poder ser toda sua na vida religiosa”.1

Ardente desejo de consagração a Jesus

Madre Maravilhas de Jesus pouco antes de entrar no convento Nesse tempo, foi recebida como filha de Maria. A adolescente escreveu na primeira página de seu manual francês, também nesse idioma: “Maravilhas, filha de Maria! Ó Santa Mãe de Deus, obtende-me um coração ardente para desejar a Jesus; um coração puro para recebê-Lo; um coração constante para não O perder jamais”.
Em 1913 morre seu pai, e no mês seguinte sua avó materna. Como seus irmãos já se haviam casado, tocava a Maravilhas ficar com a mãe, o que tornava mais difícil para ela a entrada no convento.
Anos depois, indo passar uma temporada com seu irmão e cunhada em Torrelavega, foram até Covadonga, onde Maravilhas suplicou muito à Virgem ali venerada que lhe concedesse a graça de entrar o quanto antes num carmelo. Nossa Senhora a ouviu. Pouco depois, tanto seu diretor espiritual quanto sua mãe concederam-lhe a esperada permissão. Entrou no carmelo de El Escorial no dia 12 de outubro de 1919. A obediência a fizera esperar até os 27 anos para consagrar-se toda a Jesus!

O Cerro de los Angeles e o novo carmelo

As carmelitas no dia da inauguração do Monumento no Cerro de los Angeles; Em junho de 1911 realizou-se em Madri o Congresso Eucarístico Internacional. Como conclusão do mesmo, foi organizado um ato de consagração da Espanha ao Coração de Jesus Sacramentado. Alguns fervorosos católicos tiveram a idéia de erigir um monumento a esse Divino Coração no Cerro de los Angeles, a 14 quilômetros da capital, solenemente inaugurado no dia 30 de maio de 1919, com a presença de toda a família real e ministros, tendo então o jovem rei Alfonso XIII lido o ato de consagração.

No entanto, não havendo boas estradas, o monumento do Cerro foi caindo no esquecimento. Certo dia Nosso Senhor, por meio de inspirações interiores, comunicou à então Irmã Maravilhas seu desejo de que fosse edificado um carmelo naquele local, para velar pelo monumento e se imolar pela Espanha. Também inspirou outra freira do mesmo convento a secundar a Irmã Maravilhas nessa empresa.

Depois de mil e uma dificuldades, as duas religiosas com sua antiga Mestra de Noviças e uma noviça fundaram o carmelo no Cerro de los Angeles. Este depressa prosperou, tendo recebido muitas vocações. A Irmã Maravilhas, apesar de ter feito os votos solenes pouco tempo antes, foi designada Mestra de Noviças, e logo depois priora do novo carmelo.

Enfrentando a revolução comunista de 1936

Durante a guerra Civil, os comunistas atiram contra o Sagrado Coração, no referido monumento Era necessário um pulso forte para enfrentar a tormenta que se avizinhava, e que resultou numa das mais cruentas perseguições à Religião de que se tem notícia — a revolução comuno-anarquista de 1936 a 1938, que produziu um número imenso de mártires.

Não coube a Madre Maravilhas e às suas filhas espirituais, embora o desejassem ardentemente, darem a vida pela Fé. Foram expulsas do convento e passaram um ano em Madri, mantendo a vida de comunidade num apartamento, sob constante risco. Até que ela e suas 20 freiras, com alguns leigos que a ela tinham se confiado, conseguiram sair da Espanha para nela reentrar na região não dominada pelos comunistas. Assim surgiu o convento de Batuelas, onde se estabeleceu a comunidade até a liberação do país do jugo vermelho. Então, como havia muitas pretendentes para o carmelo, foi possível voltar ao Cerro de los Angeles deixando uma comunidade em Batuelas.

Madre Maravilhas, que em 1933 já havia enviado religiosas para a ereção de um convento carmelita em Kottayan, na Índia, fundaria ainda mais 10 na Espanha. Enviou também freiras suas para reforçar o carmelo de Ávila, onde tinha vivido Santa Teresa, bem como outro no Equador.

Fidelidade heróica ao espírito de Santa Teresa

Pela Constituição Sponsa Christi, Pio XII propunha aos religiosos a formação de federações de mosteiros com noviciados comuns, madres federais e religiosos para as assessorar. Isso trazia como conseqüência reuniões, visitas dos dirigentes da federação etc., o que alterava muito a vida de um convento de contemplativas como são as carmelitas. E não se coadunava com o que Santa Teresa estipulara para seus carmelos, que deveriam ser comunidades autônomas e estáveis, com número limitado de monjas, clausura estrita etc.

Madre Maravilhas, que não desejava nenhuma alteração naquilo que Santa Teresa legara, fez o possível para evitar modificações que alterassem a vontade da grande reformadora do Carmelo. Consultou o Geral da Ordem do Carmo, o Pe. Silvério de Santa Teresa, a quem já conhecia e com quem tratara por ocasião da fundação do carmelo de Cerro de los Angeles. Dirigiu-se mesmo ao Secretário da Congregação dos Religiosos, o espanhol Pe. Arcádio Larraona. Os dois concordaram com o ponto de vista da Madre. Mobilizou ela todos os contatos que mantivera, tanto no campo civil quanto no eclesiástico, em favor de sua aspiração.

Para ela, tratava-se de uma verdadeira batalha, para a qual tinha que usar todos os recursos da piedade, mas também da argúcia, da tenacidade e da sua extraordinária vitalidade.
Tenaz defensora da Ordem carmelitana

“El Priorito”, imagem do Menino Jesus que Madre Maravilhas colocou como Prior do Convento no Cerro de Los Angeles A todo momento lemos em sua correspondência da época as palavras m
ilagre, salvar a Ordem, e outras que externam suas profundas preocupações, bem como sua sensação de que se entrava em difíceis tempos.

Assim, quando o embaixador da Espanha junto à Santa Sé, Fernando Castiella, comunicou-lhe boas notícias a respeito do andamento de suas gestões no Vaticano, escreveu à priora do Cerro em 5 de junho de 1954: “Isto foi um milagre verdadeiro. A Santíssima Virgem quis salvar sua Ordem”.2Em outra carta à mesma, três meses mais tarde, afirmava: “A Santíssima Virgem, em seu Ano Mariano [1954], vai nos salvar”. A essa Madre, ela já afirmara pouco antes: “Minha Madre! Quanto temos que pedir à Santa Madre Teresa que livre sua Ordem! A Santíssima Virgem no-lo concederá”.3

A Frei Victor de Jesus Maria, O.C.D., canonista e Definidor Geral da Ordem, escreveu ela em 4 de julho de 1956: “Já sei que V. Revma. não nos esquecerá e pedirá muitíssimo para que não permita o Senhor que a Ordem de sua Mãe seja tocada em nada. Já não nos resta mais que a oração, mas realmente é a arma mais poderosa”.4

Resistindo aos ventos dos novos tempos

A questão arrasta-se, sobretudo com o início do Concílio Vaticano II. Em carta escrita em abril de 1967 ao Preposto Geral da Ordem, Frei Miguel Ângelo de São José, diz ela: “A eleição de V. Revma. nos encheu de alegria, e vimos como Nossa Mãe Santíssima vela por sua Ordem, pondo-a em suas mãos nestes tão difíceis e delicados momentos”.5

No dia de São Miguel, 29 de setembro de 1967, volta a escrever ao mesmo: “Faça tudo quanto seja necessário para salvar a ‘Ordem da Virgem’ nestes tão difíceis tempos. Com a ajuda de Cristo, nosso Bem, e de sua Mãe Santíssima, não podemos duvidar de que assim será”.

O tempo foi passando, e um dos decretos do Vaticano II, o Perfectae Caritatis, voltou com a proposta de Pio XII, recomendando às religiosas contemplativas a formação de federações, uniões ou associações, como um meio de ajuda mútua entre os mosteiros. Madre Maravilhas vê no número 22 do decreto a saída que buscava. Recomenda esse item que “os Institutos e Mosteiros autônomos promovam entre si [...] uniões, se têm iguais constituições e costumes e estão animados do mesmo espírito, principalmente se são demasiado pequenos”.6Discernia ela aí uma saída: fundar uma união de carmelos (dos por ela fundados e mais alguns que pediram sua admissão) sem ter que alterar em nada a vida desses mosteiros. A finalidade de tal associação era a de que esses carmelos pudessem ajudar-se com facilidade, espiritual e economicamente, e até com o pessoal necessário, sem saídas nem entradas, sem visitas nem visitadoras etc.7

Realização do desejo de “não mudar nada”

Depois de muitas dificuldades, tensões e argúcias da Madre, finalmente Roma aprovou essa união em 14 de dezembro de 1972, com o nome de Associação de Santa Teresa, sendo Madre Maravilhas eleita sua presidente por unanimidade, em 12 de março de 1973.

Numa carta enviada a Madre Luísa do Espírito Santo, priora de Arenas, em 22 de março desse mesmo ano, mostra Madre Maravilhas seu contentamento ao mesmo tempo em que indiretamente aponta as principais conquistas: “Como vêem, já nos concedeu o Senhor esta graça que lhe vínhamos pedindo, se essa fosse sua vontade, e já temos aprovada a nossa Associação de Santa Teresa na Espanha. Foi como um milagre que o Senhor tenha feito que a aprovassem tal como a havíamos pedido. Para nossos conventinhos tudo isso não supõe nenhuma novidade, pois o vínhamos vivendo, com a ajuda do Senhor, desde há tantos anos; mas é muito que o Senhor, pondo em nossa maneira de viver o selo e a aprovação da Igreja, parece dizer-nos, pelo caminho mais seguro, que está contente com isso e que aprova nossos desejos de não mudar nada, e que sigamos adiante pelos mesmos caminhos que nossa Santa Madre nos traçou. [...] De vários conventos nos pedem para entrar em nossa união, mas por agora nos parece que não convém aumentar o número”.8

Madre Maravilhas de Jesus morreu em 11 de dezembro de 1974, sendo beatificada por João Paulo II em 1998, e por ele canonizada em 3 de maio de 2003.

E-mail do autor: pmsolimeo@uol.com.br
Notas:
1.Pe. Rafael Maria López Melús, O.Carm., Nuestra Dulcíssima Madre — La Virgen Maria en la vida y escritos de la Beata Madre Maravilhas, Edibesa, Madri, 2001, p. 50.
2.Id., p. 104.
3.Id., ib.
4.Id., p. 105.
5.Id., ib.
6.Paulo VI, Decreto Perfectae Caritatis — Sobre a adequada renovação da vida religiosa, 28 de outubro de 1965, n. 22.
7.Pe. Rafael M. López Melús, op. cit., p. 106.
8.Id., p. 107.
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Fonte: Catolicismo Revista e Cultura de Atualidades
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PREPARANDO A FESTA DE S. JOÃO DA CRUZ

Material enviado por Frei Alzinir Debastiani, OCD

O MONTE DA PERFEIÇÃO

ESTANDO S. João da Cruz como confessor do convento da Encarnação (1572-1577), desenhou o Cristo morto na Cruz e também o Monte da perfeição (reproduzido abaixo de uma cópia notarial).
O Santo usava pedagogicamente o desenho em seu magistério espiritual, como atestam várias testemunhas e sua época. Desenhava vários deles e os presenteava aos seus dirigidos. Segundo alguns ele teria feitos entre 60 a 65 cópias do desenho.
A reprodução abaixo é uma das que mais se aproximam do original. É dedicado a Madalena do Espírito Santo, monja carmelita, dirigida sua (pode-se ler na segunda linha de baixo para cima a dedicatória: Para mi Hija Magdalena).
É uma cópia feita a partir de um original. A cópia data de 13 de novembro de 1759 e se conserva na Biblioteca Nacional de Madri (ms. N. 6296, fl. 7).


Neste desenho é representado o esquema da Subida do monte Carmelo, que se pode visualizar graficamente. No centro, está escrita a meta:

SÓ MORA NESTE MONTE A HONRA E A GLÓRIA DE DEUS.

Para chegar a ela, é necessário percorrer a senda do NADA, na senda reta, ao centro do desenho.

Abaixo temos a transcrição do que se encontra escrito em todo o desenho. Deixamos em espanhol o texto.


MONTECILLO O MONTE DE PERFECCION: TRANSCRIPCION

Leyendo en el sentido natural de una ascensión o escalada de abajo hacia arriba:
Las cuatro columnas o secciones (de izquierda a derecha) escritas verticalmente:

Para venir a gustarlo todo, no quieras tener gusto en nada.
Para venir a saberlo todo, no quieras saber algo en nada.
Para venir a poseerlo todo, no quieras poseer algo en nada.
Para venir a serlo todo , no quieras ser algo en nada.
Para venir a lo que gustas, has de ir por donde no gustas.
Para venir a lo que no sabes, has de ir por donde no sabes.
Para venir a poseer lo que no posees, has de ir por donde no posees.
Para venir a lo que no eres, has de ir por donde no eres.
Cuando reparas en algo, dejas de arrojarte al todo.
Para venir del todo al todo, has de dejarte del todo en todo,
y cuando lo vengas del todo a tener, has de tenerlo sin nada querer.
En esta desnudez halla el espíritu su descanso, porque no comunicando nada, nada le fatiga hacia arriba, y nada le oprime
hacia abajo, porque está en el centro de su humildad.

_ Los caminos o sendas en dirección, también vertical, que separan los anteriores avisos, se suceden así de izquierda a derecha:
. Camino de espíritu de imperfección del cielo: gloria, gozo, saber, consuelo, descanso.
. Senda del Monte Carmelo espíritu de perfección: nada, nada, nada, nada, nada, nada, y aún en el monte nada.
. Camino de espíritu de imperfección del suelo: poseer, gozo, saber, consuelo, descanso.
_ En los bordes exteriores de los caminos o sendas, verticalmente y de izquierda a derecha:
. a la izquierda: Cuando yo no lo quería téngolo todo sin querer.
. a la derecha: Cuando menos lo quería téngolo todo sin querer.
_ En los dos espacios centrales con las rayas señalando a las sendas de imperfección se lee:
. en la de la izquierda (desde arriba): Cuanto más tenerlo quise con tanto menos me hallé (y con escritura invertida): ni esotro, ni esotro, ni esotro, ni esotro, ni esotro, ni esotro.
. en la derecha (desde arriba): Cuanto más buscarlo quise con tanto menos me hallé: ni eso, ni eso, ni eso, ni eso, ni eso, ni eso.
_ Formando un arco de izquierda a derecha se colocan los frutos, virtudes y dones, a saber: Paz, gozo, alegría, deleite, sabiduría, justicia, fortaleza, caridad, piedad.
_ A la altura del círculo central y flanqueándolo se lee:
. a la izquierda: No me da gloria nada.
. a la derecha: No me da pena nada.
_ El círculo central está formado por el texto de Jeremías (2, 7): Introduxit vos in terram Carmeli ut comederetis fructum eius et bona illius. (Hier. 2).
_ Dentro del círculo la sentencia profética: Sólo mora en este monte honra y gloria de Dios.
_ Bordea la línea superior del arco esta leyenda: Ya por aquí no hay camino porque para el justo no hay ley; él para sí se es ley (cf. 1 Tim. 1, 9 y Rom. 2, 14).
_ Remata o corona el dibujo el título: MONTE CARMELO.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Imaculada Conceição


Hei de ternamente tocar
na minha lira,
na lira do meu coração,
um hino de amor e gratidão.
Por ter Maria como mãe
e pela sua Imaculada Conceição.
Na tua pureza, Maria,
eu me purifico.
Porque o Sangue de Cristo
é o teu Sangue, ó Mãe.
Sangue Libertador.
Sangue Purificador.
Que nos santifica no seu Amor.
Se manchada de pecado,
Tu lavas a minha alma.
Na tua mediação,
eu encontro a minha santificação.
Ser grata, ser amor
é o meu desejo, Senhor.
Mas é nela, em Maria,
que eu encontro o meu penhor.
em Cristo, por Cristo, só em Cristo
nada mais vejo,
senão Cristo em meu ser.
Maria, a Mãe de cristo
a Mãe de seus irmãos.
Torna-te Mãe de Cristo
no meu coração...

Ir. Maria Inês de Jesus, OCD
(1980)

Fonte: Mística Flor - Carmelo Imaculada Conceição - Divinópolis - 2006 - Gráfica Matiz (págs. 40/41)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Após mais de 200 anos escondida, pintura é descoberta na Igreja do Carmo

Obra estava escondida no teto do templo, atrás de outra pintura. Por enquanto, foi descoberta imagem de Nossa Senhora do Carmo.

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A Igreja do Carmo, no Centro de São Paulo, escondeu nos últimos três séculos uma importante pintura do período colonial de São Paulo. Desde agosto deste ano, a obra do padre Jesuíno do Monte Carmelo, um dos mais representativos pintores do século 18, vem sendo revelada no teto do templo por uma equipe de restauradores coordenada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Veja o site do SPTV O poeta modernista Mário de Andrade, que foi presidente do Iphan, já sabia desde 1945 que por trás da pintura grosseira que durante todo este tempo cobria o teto, havia este trabalho que hoje se revela. Por enquanto, foi descoberta uma área de nove metros quadrados, com a imagem de Nossa Senhora do Carmo com as mãos entrelaçadas e cercada de anjos.

História
Os primeiros registros históricos da trajetória do padre Jesuíno do Monte Carmelo foram escritos por Andrade na década de 40. Empolgado com a descoberta das obras do padre mulato, o poeta chegou a dizer que Jesuíno era o maior representante do barroco paulista. No século 18, depois de ficar viúvo, o beato Jesuíno Francisco de Paula Gusmão chegou a São Paulo convidado a decorar igrejas da Ordem Carmelita. A Igreja do Carmo, na região central, foi uma delas. Só depois da passagem pela capital paulista, ele foi ordenado padre e mudou seu nome para Jesuíno do Monte Carmelo. Antes do sacerdócio, foi casado e teve quatro filhos.

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Fonte: Globo.com notícias

(http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL910825-5605,00-APOS+MAIS+DE+ANOS+ESCONDIDA+PINTURA+E+DESCOBERTA+NA+IGREJA+DO+CARMO.html)

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