segunda-feira, 31 de maio de 2010

EVANGELHO DO DIA - 01/06/10

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"Então Jesus disse: "Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus."

EVANGELHO (São Marcoss 12, 13-17)
Naquele tempo, 13as autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes, para apanharem Jesus em alguma palavra. 14Quando chegaram, disseram a Jesus: "Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: É lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?" 15Jesus percebeu a hipocrisia deles, e respondeu: "Por que me tentais? Trazei-me uma moeda para que eu a veja". 16Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: "De quem é a figura e inscrição que estão nessa moeda?" Eles responderam: "De César". 17Então Jesus disse: "Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus". E eles ficaram admirados com Jesus.
Palavra da Salvação
Glória a Vós Senhor!

MEDITANDO O EVANGELHO DO DIA
"Alma, busca-te em Mim
E a Mim busca-me em ti.

Tão fielmente pôde o Amor
Alma, em Mim, te retratar
Que nenhum sábio pintor
Tua imagem figurar.

Foste, por amor, criada
Formosa, bela e assim
Dentro do Meu ser pintada.
Se te perderes, minha amada,
Alma, procura-te em Mim.

Porque Eu sei que te acharás
Em Meu peito retratada,
Tão ao vivo figurada
Que ao ver-te folgarás
Por te veres tão bem pintada.

E se acaso não souberes
Em que lugar Me perdi,
Não andes dali para aqui
Porque se encontrar Me quiseres
A Mim, Me acharás em ti!

Em ti, que és meu aposento
És minha casa e morada.
Aí busco, cada momento,
Em que do teu pensamento
Encontro a porta fechada.

Só em ti há que buscar-Me,
Que de ti nunca fugi;
Nada mais do que chamar-Me
E logo irei, sem tardar-Me,
E a Mim, me acharás, em ti!"

(Santa Teresa de Ávila, Doutora da Igreja - OCD - Poesias, nº 8 "Alma, buscar-te-ás em mim")

O "MAGNÍFICAT" DA IGREJA EM CAMINHO

por S. S. Juan Pablo II,
Redemptoris Mater, nn. 35-37
35. Na fase atual da sua caminhada, a Igreja procura, pois, reencontrar a união de todos os que professam a própria fé em Cristo, para manifestar a obediência ao seu Senhor que orou por esta unidade, antes do seu iminente sacrifício. Ela vai avançando na "sua peregrinação... e anunciando a paixão e a morte do Senhor até que ele venha". "Prosseguindo entre as tentações e tribulações da caminhada, a Igreja é apoiada pela força da graça de Deus, que lhe foi prometida pelo Senhor, para que não se afaste da perfeita fidelidade por causa da fraqueza humana, mas permaneça digna esposa do seu Senhor e, com o auxílio do Espírito Santo, não cesse de se renovar a si própria até que, pela Cruz, chegue á luz que não conhece ocaso".
A Virgem Maria está constantemente presente nesta caminhada de fé do Povo de Deus em direção à luz. Demonstra-o de modo especial o cântico do "Magnificat", que, tendo jorrado da profundidade da fé de Maria na Visitação, não cessa de vibrar no coração da Igreja ao longo dos séculos. Prova-o a sua recitação quotidiana na liturgia das Vésperas e em muitos outros momentos de devoção, quer pessoal, quer comunitária.
36. Quando Isabel saudou a jovem parente, que acabava de chegar de Nazaré, Maria respondeu com o Magnificat. Na sua saudação, Isabel tinha chamado a Maria: primeiro, "bendita" por causa do "fruto do seu ventre"; e depois, "feliz" (bem-aventurada) por causa da sua fé (cf. Lc 1, 42. 45 ). Estas duas palavras abençoantes referiam-se diretamente ao momento da Anunciação. Agora, na Visitação, quando Isabel, na sua saudação, dá um testemunho daquele momento culminante, a fé de Maria enriquece-se de uma nova consciência e de uma nova expressão. Aquilo que no momento da Anunciação permanecia escondido na profundidade da "obediência da fé" dir-se-ia que agora daí irrompe, como uma chama clara e vivificante do espírito. As palavras usadas por Maria, no limiar da casa de Isabel, constituem uma profissão inspirada desta sua fé, na qual se exprime a resposta à palavra da revelação, com a elevação religiosa e poética de todo o seu ser no sentido de Deus. Nessas palavras sublimes, que são ao mesmo tempo muito simples e totalmente inspiradas nos textos sagrados do povo de Israel, transparece a experiência pessoal de Maria, o êxtase do seu coração. Resplandece nelas um clarão do mistério de Deus, a glória da sua inefável santidade, o amor eterno que, como um dom irrevogável, entra na história do homem.
Maria é a primeira a participar nesta nova revelação de Deus e, mediante ela, nesta nova "autodoação" de Deus. Por isso proclama: "Grandes coisas fez em mim ... e santo é o seu nome". As suas palavras refletem a alegria do espírito, difícil de exprimir: "O meu espírito exulta em Deus, meu Salvador". Porque "a verdade profunda, tanto a respeito de Deus como a respeito da salvação dos homens, manifesta-se-nos... em Cristo, que é, simultaneamente, o mediador e a plenitude de toda a revelação". No arroubo do seu coração, Maria confessa ter-se encontrado no próprio âmago desta plenitude de Cristo. Está consciente de que em si está a cumprir-se a promessa feita aos pais e, em primeiro lugar, em favor de "Abraão e da sua descendência para sempre": que em si, portanto, como mãe de Cristo, converge toda a economia salvífica, na qual "de geração em geração" se manifesta Aquele que, como Deus da Aliança, "se recorda da sua misericórdia".
37. A Igreja, que desde o início modela a sua caminhada terrena pela caminhada da Mãe de Deus, repete constantemente, em continuidade com ela, as palavras do Magnificat. Nas profundidades da fé da Virgem Maria na Anunciação e na Visitação, a Igreja vai haurir a verdade acerca do Deus da Aliança; acerca de Deus que é Todo-poderoso e faz "grandes coisas" no homem: "santo é o seu nome". No Magnificat, ela vê debelado nas suas raízes o pecado do princípio da história terrena do homem e da mulher: o pecado da incredulidade e da "pouca fé" em Deus. Contra a "suspeita" que o "pai da mentira" fez nascer no coração de Eva, a primeira mulher, Maria, a quem a tradição costuma chamar "nova Eva" e verdadeira "mãe dos vivos", proclama com vigor a não ofuscada verdade acerca de Deus: o Deus santo e onipotente, que desde o princípio é a fonte de todas as dádivas, aquele que "fez grandes coisas" nela, Maria, assim como em todo o universo. Deus, ao criar, dá a existência a todas as realidades; e ao criar o homem, dá-lhe a dignidade da imagem e da semelhança consigo, de modo singular em relação a todas as demais criaturas terrestres. E não se detendo na sua vontade de doação, não obstante o pecado do homem, Deus dá-se no Filho: "Amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho unigênito" (Jo 3, 16) Maria é a primeira testemunha desta verdade maravilhosa, que se atuará plenamente mediante "as obras e os ensinamentos" (cf. At 1, 1) do seu Filho e, definitivamente, mediante a sua Cruz e Ressurreição.
A Igreja, que, embora entre "tentações e tribulações", não cessa de repetir com Maria as palavras do Magnificat, "escora-se" na força da verdade sobre Deus, proclamada então com tão extraordinária simplicidade; e, ao mesmo tempo, deseja iluminar com esta mesma verdade acerca de Deus os difíceis e por vezes intrincados caminhos da existência terrena dos homens. A caminhada da Igreja, portanto, já quase no final do Segundo Milênio cristão, implica um empenhamento renovado na própria missão. Segundo Aquele que disse de si: "(Deus) mandou-me a anunciar aos pobres a boa nova" (cf. Lc 4, 18), a Igreja tem procurado, de geração em geração, e procura ainda hoje cumprir esta mesma missão.
O seu amor preferencial pelos pobres acha-se admiravelmente inscrito no Magnificat de Maria. O Deus da Aliança, cantado pela Virgem de Nazaré, com exultação do seu espírito, é ao mesmo tempo aquele que "derruba os poderosos dos tronos e exalta os humildes... enche de bens os famintos e despede os ricos de mãos vazias ... dispersa os soberbos... e conserva a sua misericórdia para com aqueles que o temem".
Maria está profundamente impregnada do espírito dos "pobres de Javé" que, segundo a oração dos Salmos, esperavam de Deus a própria salvação, pondo nele toda a sua confiança (Sl 25; 31; 35; e 55). Ela, na verdade, proclama o advento do mistério da salvação, a vinda do "Messias dos pobres" (cf. Is 11, 4; 61, 1). Haurindo certeza do coração de Maria, da profundidade da sua fé, expressa nas palavras do Magnificat, a Igreja renova em si, sempre para melhor, essa própria certeza de que não se pode separar a verdade a respeito de Deus que salva, de Deus que é fonte de toda a dádiva, da manifestação do seu amor preferencial pelos pobres e pelos humildes, amor que, depois de cantado no Magnificat, se encontra expresso nas palavras e nas obras de Jesus.
A Igreja, portanto, está bem cônscia - e na nossa época esta sua certeza reforça-se de modo particular - não só de que não podem ser separados estes dois elementos da mensagem contida no Magnificat, mas também de que deve outrossim ser salvaguardada cuidadosamente a importância que têm os "pobres" e a "opção em favor dos pobres" na palavra de Deus vivo. Trata-se de temas e problemas organicamente conexos com o sentido cristão da liberdade e da libertação. Maria, "totalmente dependente de Deus e toda ela orientada para Ele, ao lado do seu Filho, é a ícone mais perfeita da liberdade e da libertação da humanidade e do cosmos. É para Maria que a Igreja, da qual ela é Mãe e modelo, deve olhar, a fim de compreender na sua integralidade o sentido da própria missão".

SEGUNDA FEIRA DA IX SEMANA DO TEMPO COMUM = 31/05/2010.

I Segunda Feira do Saltério (Vésperas = II Salmo)

Ant 2 Felizes os de puro coração, porque eles haverão de ver a Deus.

Salmo 14 (15): Quem é digno aos olhos de Deus?

O Salmo 14 servia aos israelitas que se dispunham a subir em peregrinação a Jerusalém para examinar-se sobre si eram ou não dignos de acercar-se ao Templo do Senhor; ante à pergunta dos peregrinos: “Senhor, quem morará em vossa casa e em vosso Monte santo habitará? os sacerdotes respondiam, recordando as condições requeridas para oferecer a Deus um culto que Lhe seja agradável.
A Bíblia de Jerusalém dá a este Salmo o nome de “O hóspede de Yahweh”. É um compêndio de moral, conforme os preceitos do Decálogo (Ex 20,1+). Os estudiosos da Bíblia classificam com freqüência o Salmo 14, objeto de nossa reflexão de hoje, como parte de uma “liturgia de ingresso”.
Como sucede em algumas outras composições do Saltério (cf., por exemplo, os Salmos 23, 25 e 94), se pode pensar em uma espécie de procissão de fiéis, que chegam às portas do Templo de Sião para participarem no culto. Em um diálogo ideal entre os fiéis e os levitas, se delineiam as condições indispensáveis para serem admitidos à celebração litúrgica e, por conseguinte, à intimidade divina.
Neste Salmo se enumeram as qualidades requeridas para cruzar o umbral que leva à “Tenda”, isto é, ao Templo, situado no “Monte Santo”, de Sião. As qualidades são onze, e constituem uma síntese ideal dos compromissos morais fundamentais, recolhidos na Lei Bíblica (cf. vv. 2-5).
Aqui se trata de ser hóspede, comensal na mesa do Senhor, para o qual se requer uma integridade de vida, objetivada nos dez mandamentos, enunciados neste salmo. Da integridade de vida se deriva uma consequência permanente. Deve-se ressaltar o caráter sapiencial do presente Salmo.

VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA - 31/05/2010

Então Maria entrou na casa de Zacarias e saudou sua prima Isabel.
Quando ouvi ressoar tua voz ao saudar-me, o menino saltou de alegria em meu seio.
És bendita entre todas as mulheres da terra e bendito é o fruto que nasceu do teu ventre.

MINUTOS DE MARIA - 31/05/2010


Toda formosa és tu, ó Maria,
e por isso Deus te abençoou;
coloca aromas celestes em teu manto
e adorna-o com ouro virginal.
O rei amou tua beleza imaculada,
por isso está contigo teu senhor.
Ouve, Mãe de Deus, nossa súplica
e apresenta a Deus nossa oração.

Mãe dos bons sentimentos, purifica nosso coração.

31/05/2010 - VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA




Sabemos que Nossa Senhora foi visitada pelo Arcanjo Gabriel com esta mensagem de amor, com esta proposta de fazer dela a mãe do nosso Salvador. E ela aceitou. E aceitar Jesus é estar aberto a aceitar o outro.
O anjo também a comunicou que sua parenta Santa Isabel já estava grávida.
Aí encontramos o testemunho da Santíssima Virgem no Evangelho de São Lucas no capitulo 1, quando depois de andar cerca de 100km ela se encontrou com Isabel.

Nesta festa também vamos descobrindo a raiz da nossa devoção a Maria. Ela cantou o Magnificat, glorifcando a Deus. Em certa altura ela reconheceu sua pequenez, e o porquê deveríamos ter essa devoção, que passa de século a século.

“Porque olhou para sua pobre serva, por isso desde agora me proclamarão bem-aventurada todas as gerações.” São Lucas 1, 48

A Palavra de Deus nos convida a proclamarmos bem-aventurada aquela que por aceitar Jesus, também se abriu à necessidade do outro.
É impossível dizer que se ama a Deus, se não se ama o outro. A visitação de Maria a sua prima nos convoca a essa caridade ativa. A essa fé que se opera pelo amor. Amor que o outro tanto precisa.

Quem será que precisa de nós?

Peçamos a Virgem Maria que interceda por nós junto a Jesus para que sejamos cada vez mais sensíveis á dor do outro, mas que a nossa sensibilidade não fique no sentimentalismo, mas se opere na caridade.


Virgem Maria, Mãe da visitação, rogai por nós!






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Santos do mesmo dia:

S. Petrolina, S. Mectildes de Edeltetten, B. Camila Batista de Varano, S. Felix de Nicósia, S. Silvio de Tolosa, B. Mariano de Roccacasale, S. Vital de Assis e B. Nicolau Barre.

domingo, 30 de maio de 2010

EVANGELHO DO DIA - Visitação de Nossa Senhora - 31/05/10

http://www.federacaomarianadeniteroi.org.br/imagens/visita_isabel.jpg

"Bem-Aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu.”

EVANGELHO (São Lucas 1, 39-56)
39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!” 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. 46Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem. 51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.
Palavra da Salvação
Glória a Vós Senhor!

MEDITANDO O EVANGELHO DO DIA
"Em Maria, põe o Altíssimo suas complacências, pois pela fé e humildade 'acolheu no coração e no corpo' o Verbo Eterno, e solícita o leva pelas estradas da Judéia. Na Virgem, Deus renova seu pacto de Amor com os homens. Nela celebra o Verbo, com júbilo, suas núpcias com a humanidade e, embora oculto no seio materno, revela sua presença. 'Apenas ouviu Isabel a saudação de Maria, exultou-lhe o menino no seio'. Ante aquele salto de alegria, Isabel, iluminada pelo Espírito Santo, reconhece na prima a Mãe do Salvador, e prorrompe num hino de louvor: 'Bendita és Tu entre as mulheres e Bendito é o Fruto do teu ventre! E de onde me é dada a Graça que venha visitar-me a Mãe do meu Senhor?... Ditosa aquela que acredita que teriam cumprimento as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor'. Diante de tantos louvores, Maria não protesta. Bem sabe que não são para ela e sim para Deus, a quem imediatamente os dirige... O Magnificat é a resposta de Maria aos louvores de Isabel. Pelo Magnificat Maria projeta em Deus todos os elogios recebidos. Maria desaparece em seu cântico. Só Deus é exaltado e glorificado enquanto ela fica na sua humilde posição de serva. Como no canto, assim na vida. Nos três meses de permanência junto à prima e em toda a existência, é Maria, sempre e só, 'a escrava' a prestar serviços na humildade e no escondimento. Serve a causa do Filho e desaparece na sombra. 'Cuidai de honrar uns aos outros... Acudi às necessidades dos santos... Não aspireis as coisas elevadas, mas sabei adaptar-vos às humildes'. Estas exortações do Apóstolo Paulo retratam ao vivo a conduta de Maria e animam os fiéis a imitá-la'."
(Frei Gabriel de Santa Maria Madalena-OCD)


DOMINGO DA IX SEMANA DO TEMPO COMUM– 30/05/2010 SOLENIDADE DA SANTÍSSMA TRINDADE.

Ofício próprio da Solenidade (II Vésperas)

Ant 1 Ó Trindade eterna e suprema, Pai e Filho e Espírito Santo!

Salmo 109, 1-5.7) : O Messias, Rei e Sacerdote.

Este Salmo é um dos “Cânticos Régios”, composto por motivo da entronização do rei de Israel ou talvez em uma festa de seu aniversário. É integrado por três partes: três oráculos de Yahweh, com visões de um futuro glorioso (vv. 1; 3; 4). Mesmo que se tenha dito que o rei seja um poeta ou um profeta da corte, Yahweh é a pessoa que tudo realiza: é Ele que promete ao rei domínio e títulos de glória; é Ele que submete ao seu poder todos os inimigos. Desde os primeiríssimos tempos da Igreja, este Salmo foi aplicado a Cristo.
Em Israel, o rei recebe a unção, que faz dele um vassalo de Yahweh e seu representante na terra. Ele é o Ungido de Yahweh, em hebraico o “Messias”, e esta relação religiosa estabelecida com Deus especifica a concepção religiosa de Israel que mantinha o povo na esperança do cumprimento da promessa da vinda de um rei futuro, de um último rei, que deveria trazer a salvação definitiva e instauraria o Reino de Deus sobre a terra. Os primeiros cristãos viram sua realização, no começo de nossa era, em Cristo: título que significa Ungido em grego, como Messias em hebraico.
As prerrogativas do Messias, realeza universal e sacerdócio perpétuo (cf. 2Sm 7,1+; Zc 6,12-13), não decorrem de nenhuma investidura terrestre, como tampouco a do misterioso Melquisedec (Gn 14,18+). Cristo realiza literalmente este oráculo (cf. Mt 22,44; 27,11; 28,18; At 2,34-35; Hb 1,13; Ap 19,11.16). Cristo, ressuscitado, está sentado à direita de Deus Pai (Rm 8,34; Hb 10,12; 1P 3,22).
Por seu tom de vitória e pela descrição que faz da unção do rei de Israel, este Salmo veio a ser para os cristãos, desde o tempo dos Apóstolos, o Salmo messiânico por excelência: o próprio Cristo o aplicou a Si Mesmo (Mt 22,44); os apóstolos se serviram dele para proclamar a vitória da Ressurreição (At 2,34-35; Rm 8,34; etc); o autor da Carta aos Hebreus se serve do mesmo para provar a superioridade do sacerdócio de Cristo frente ao do Antigo Testamento.



DOMINGODA IX SEMANA DO TEMPO COMUM– 29/05/2010 VIGÍLIA DA SANTÍSSMA TRINDADE.

Ofício próprio da Solenidade seguinte (I Vésperas)

Ant 1 Glória a vós, Trindade Santa, um só Deus em três Pessoas, desde sempre, neste instante e nos séculos sem fim.

Salmo 112, 1-9 (113): O Nome do Senhor é digno de louvor.

Este salmo começa o "Grande Hallel" (Salmos 112-117), que foi cantado nas grandes solenidades judaicas. No início da refeição da Páscoa eram recitados ou cantados os dois primeiros salmos. A ceia concluía com os quatro últimos Salmos do “Hallel”. Foram os hinos cantados por Jesus antes de encaminhar-se ao Monte das Oliveiras (Mt 26,30, Mc 14,26). Este fato coloca o Salmo 112 em uma perspectiva cristã. Os “servos do Senhor", - os pobres, os humildes e os justos - louvavam o domínio universal de Deus e sua “condescendência". Seu louvor é semelhante ao de Jesus, no último momento da vida. O Salmo 112 é composto por duas partes: uma chamada para louvor (vv. 1-3) e uma declaração dos motivos de tal louvor (vv. 4-9).
Este hino à grandeza de Deus e sua decisão sobre os pobres e desamparados é semelhante ao Cântico de Anna, no Antigo Testamento e ao Magnificat da Virgem Maria, no Novo. A Bíblia de Jerusalém dá a este Salmo o título de “Ao Deus de glória e de amor”. Aclamações à bondade de Deus porque Ele olha com bondade e enaltece os humildes e os pobres (cf. Lc 1,52). Deus comunica Seu Espírito e Seus dons para os pobres que são agradecidos. Não se pode duvidar que os dons de Deus nos façam Seus instrumentos e servos de todos.

MINUTOS DE MARIA - 30/05/2010


Graças te damos, Maria,
Virgem mais bela que o sol,
porque nos deste a Cristo,
porque nos deste a Deus.
Bendizei, legiões celestes, a Maria,
Bendizei, espíritos celestiais, ao Senhor;
Bendizei, lua e sol, a Maria,
Bendizei, luzentes estrelas, ao Senhor.
Bendizei, céus azuis, a Maria,
Bendizei, brancas neves, ao Senhor;
Bendigamos, nós filhos, a Maria,
Bendigamos, nós homens, ao Senhor.
Mãe de todas as idades, que a meninice, juventude, adultez e ancianidades louvem o Senhor e louvem a Ti.




30/05/2010 - SANTA JOANA D'ARC


Uma jovenzinha de Domremy, de treze anos, Joana D’Arc, enquanto rezava na igreja do seu povoado, ouviu misteriosas vozes que a convidavam a libertar a França dominada em grande parte pelos ingleses. Quatro anos depois o governador, fê-la acompanhar até Chinon pelo Delfim. Ao falar com o futuro rei Carlos, ela mostrou conhecer coisas secretíssimas, que unicamente o céu podia haver-lhe revelado. O Delfim, no começo desconfiado, acabou por convencer-se de que a menina era enviada por Deus e confiou-lhe o comendo das tropas que sitiavam Orleans e em pouco tempo reconquistaram quase todo o território francês. Em Reims, o Delfim foi coroado rei da França, mas ciumento da popularidade de Joana, estipulou uma trégua com os ingleses. A jovem, convicta de que essa trégua anularia os esforços e as vitórias do seu exército, indignada, recomeçou a luta com poucos soldados que tinham ficado ao seu lado.

Numa emboscada, ela caiu nas mãos do conde de Luxemburgo, que a entregou aos ingleses em troca de um resgate digno de um rei. Precisava então provar juridicamente que Joana era uma feiticeira, para poder declarar Carlos VII usurpador, uma vez que teria se tornado rei por “diabólicas maquinações de uma herege.” Eram unicamente os juizes eclesiásticos que tinham autoridade para julgar esse processo. A legalidade do processo foi tamanha que Joana D’Arc rejeitou a legitimidade e apelou ao papa.

A heróica moça, reclusa contra toda lei eclesiástica num cárcere militar, não pôde fazer chegar até Roma sua voz e foram seus inimigos que triunfaram e condenaram-na ao fogo. O atroz suplício teve lugar em Rouen a 30 de maio de 1431. Joana tinha 19 anos. Os atas do processo foram submetidos a revisão entre 1450 a 1456 e com a absolvição da acusada teve início um irresistível crescimento da veneração à corajosa Joana D’Arc, de uma fé pura e de um genuíno amor pela justiça e pela verdade até ao extremo sacrifício. Em 1920 o papa Bento XV elevou-a às honras dos altares.

Entre todas as histórias dos santos a de Joana D’Arc está sem dúvida entre as mais extraordinárias e incríveis: uma jovem camponesa e inculta, à frente de um exército derrota um poderoso exército, vence os fortes, coroa um rei e acaba morrendo numa fogueira, tudo isso num período de dois anos. Acontecimentos conexos com a história de uma nação inteira, com um colorido de fortes tintas patrióticas e místicas.


Santa Joana D'Arc, rogai por nós!


Outros Santos do mesmo dia:

S.Eleutério, S. Isaac de Constantinopla, S. Exuperâncio, S. Madelgésilo, S. Volstano, S. Fernando III de Castela, B. Tiago Bertoni, Bs. Guilherme Scott e Ricardo Newport, Ss. Basílio e Amélia e Ss. Câncio, Canciano e Cancianila.

sábado, 29 de maio de 2010

EVANGELHO DO DIA - 30/05/10

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"Tudo o que o Pai possui é Meu.”

EVANGELHO (São João 16, 12-15)
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 12“Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora. 13Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará. 14Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. 15Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é meu”.
Palavra da Salvação
Glória a Vós Senhor!

MEDITANDO O EVANGELHO DO DIA
"O Evangelho do dia de hoje projeta nova Luz sobre a Missão do Espírito Santp e sobre todo o Mistério Trinitário. Na palestra da última ceia, prometendo o Espírito Santo, disse Jesus: 'Quando Ele vier, o Espírito de Verdade, Ele vos ensinará toda a Verdade'. Também Jesus é a Verdade e ensinou aos seus toda a Verdade que aprendeu do Pai: 'Tudo que ouvi do Pai, vo-lo manifestei'. Por isso não ensinará o Espírito Santo Verdade alguma que não esteja contida já na Mensagem de Cristo. Antes, nos fará penetrar em sua significação profunda, dar-nos-á sua exata compreensão, preservará a Verdade de quaisquer erros. Deus é único, portanto, única é a Verdade.Totalmente a possui o Pai e totalmente a comunica ao Filho: 'Tudo o que o Pai possui é Meu', declara Jesus, e acrescenta: o Espírito Santo 'receberá do que é Meu e vo-lo anunciará'. Assim Jesus testemunha a Unidade de Natureza e a distinção das três Pessoas Divinas. Não só a Verdade, mas tudo é em comum entre Eles, pois possuem uma única Natureza Divina. Todavia o Pai a possui como Princípio; o Filho, enquanto é gerado pelo Pai; o Espírito Santo, enquanto procede do Pai e do Filho. Entretanto não é o Pai maior que o Filho, nem o Filho maior que o Espírito Santo. Há entre as três Pessoas perfeita Comunhão de Vida, de Verdade, de Amor. Veio o Filho de Deus à terra justamente para introduzir o homem nessa Comunhão altíssima, capacitando-o a viver em sociedade com a Trindade que Nele habita."
(Frei Gabriel de Santa Maria Madalena-OCD)


MINUTOS DE MARIA - 29/05/2010


Sem par é tua glória, pois de Ti nasceu
O Deus da hóstia, cativo de amor.
Dá-nos, ó Maria, força, amor e luz;
No pão da vida, dá-nos Jesus.
Tua materna mão preparou gentil,
Rainha fiel do homem, nosso grande festim;
Tu deixaste ao mundo, Mãe celestial,
De teu seio o fruto, trocado em manjar.
Prepara, ó Maria, nosso coração
Para ser cada dia d Jesus mansão.
Maria, mãe de todos os tempos, que ontem,
hoje e sempre reine Jesus no mundo.

29/05/2010 - SANTA URSÚLA LEDOCHOWSKA


Júlia Ledochowska pertencia à uma família especialmente abençoada. A sua irmã mais velha, Maria Teresa, era religiosa, fundou uma congregação e foi inscrita no Livro dos Santos. O irmão, o padre Vladimiro foi o vigésimo sexto preposto geral dos Jesuítas . Ela nasceu em 17 de abril de 1865 e os pais eram nobres poloneses, que residiam na Áustria.
Até o final da adolescência viveu neste país onde completou os estudos, depois voltou com a família para o solo polonês, estabelecendo-se na Croácia. Aos vinte e um anos ingressou no Convento das Irmãs Ursulinas de Cracóvia, pronunciando os votos definitivos e tomando o nome de Úrsula, em 1899.
Ativa educadora, fundou um pensionato feminino para jovens, promovendo entre os estudantes a Associação das Filhas de Maria, foi também superiora do seu convento por quatro anos. Foi chamada pelo pároco da igreja de Santa Catarina em Petersburgo, na Rússia, que na época reprimia toda atividade religiosa, inclusive as de cunho assistencial, para dirigir um internato de estudantes polonesas exiladas, nesta função teve de usar roupa civis para sua segurança. Em 1909 fundou também uma casa das ursulinas na Finlândia onde inovou com um pensionato e uma escola ao ar livre, para moças doentes, seguindo o estilo inglês, ao mesmo tempo fundou na mesma Petersburgo uma casa das Ursulinas.
A sua cidadania e origem austríaca, a fez objeto de perseguição por parte da polícia russa, durante a Primeira Guerra Mundial , tanto que em 1914 se refugiou na Suécia, onde fundou, também alí, um pensionato e uma escola. O seu grande senso de apostolado a fez fundar para os católicos suecos o jornal "Solglimstar", editado ainda hoje sob outra direção. Em 1917, foi para a Dinamarca dar assistência aos poloneses perseguidos, onde permaneceu por dois anos, quando então regressou para o seu convento na Polônia.
Atendendo um antigo anseio interior, em 1920, separou-se da sua congregação para fundar uma nova ordem: as Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração Agonizante, com a função de dar assistência aos jovens abandonados e para cuidar dos pobres, velhos e crianças.
Na Polônia, devido à cor do hábito, se popularizaram como as "ursulinas cinzas" e na Itália, como as "irmãs polonesas". A ordem foi aprovada em 1930 e se desenvolveu com rapidez. Quando sua fundadora, Madre Úrsula, morreu já existiam trinta e cinco casas e mais de mil irmãs. Ela deixou vários livros, todos escritos em polonês, que foram traduzidos para o italiano e francês.
Madre Úrsula Ledochowska, faleceu em Roma no dia 29 de maio de 1939, na casa mãe da ordem, que conserva as suas relíquias. O Papa João Paulo II em 1983 a beatificou, numa comovente cerimônia em Poznan, quando visitava a Polônia. Vinte anos depois ele mesmo a canonizou, declarando ser seu devoto. O culto em sua homenagem foi designado para o dia de sua morte..
Santa Ursúla Ledochowska, rogai por nós!

Outros Santos do mesmo dia: S. Cirilo de Cesareia, S. Máximo de Tréveris, Ss. Sissínio, Martírio e Alexandre, S. Teodósia, Ss. Guilherme, Estevão, Raimundo e companheiros, B. Pedro Petroni, B. Ricardo Thirkeld, B. Bernardo de Rochefort e B. Elia de São Clemente...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

EVANGELHO DO DIA - 29/05/10

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«Enquanto Jesus estava andando no Templo, os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os anciãos aproximaram-se Dele e perguntaram: Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso?»

EVANGELHO (São Marcos 11, 27-33)

Naquele tempo, 27Jesus e os discípulos foram de novo a Jerusalém. Enquanto Jesus estava andando no Templo, os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os anciãos aproximaram-se Dele e perguntaram: 28”Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso?” 29Jesus respondeu: “Vou fazer-vos uma só pergunta. Se me responderdes, eu vos direi com que autoridade faço isso. 30O batismo de João vinha do céu ou dos homens? Respondei-me”. 31Eles discutiam entre si: “Se respondermos que vinha do céu, ele vai dizer: ‘Por que não acreditastes em João?’ 32Devemos então dizer que vinha dos homens?” Mas eles tinham medo da multidão, porque todos, de fato, tinham João na qualidade de profeta. 33Então eles responderam a Jesus: “Não sabemos”. E Jesus disse: “Pois eu também não vos digo com que autoridade faço essas coisas”.
Palavra da Salvação.
Glória a Vós, Senhor.

MEDITANDO O EVANGELHO DO DIA
"É bem do Pai, este Filho que se lhe assemelha. Vem d’Ele, este Filho que se lhe pode comparar, porque a Ele é semelhante. É igual a Ele, este Filho que realiza as mesmas obras (Jo 5,36)… Sim, o Filho cumpre as obras do Pai; por isso, nos pede que acreditemos que Ele é o Filho de Deus. Não se arroga um título que lhe não seja devido; não é nas suas próprias obras que apoia a sua reivindicação. Não! Ele testemunha que não são as suas próprias obras mas as do Pai. Atesta assim que o fulgor das suas ações lhe vem do seu nascimento divino. Mas como é que os homens teriam podido reconhecer n’Ele o Filho de Deus, no mistério daquele corpo que Ele tinha assumido, naquele homem nascido de Maria? Foi para fazer penetrar no coração dos homens a fé n’Ele próprio que o Senhor cumpriu todas aquelas obras: “Se cumpro as obras de meu Pai, então, mesmo se não quiserem acreditar em mim, acreditem ao menos nas minhas obras!” (Jo 10,38) Se a humilde condição do seu corpo parece um obstáculo para que creiamos na sua palavra, Ele pede-nos que ao menos acreditemos nas suas obras. Com efeito, porque é que o mistério do seu nascimento humano nos impediria de acolher o seu nascimento divino?... “Se não quiserem acreditar em mim, acreditem nas minhas obras, para saberem e reconhecerem que o Pai está em mim e Eu no Pai”… Assim é a natureza que Ele possui pelo nascimento; assim é o mistério de uma fé que nos garantirá a salvação: não dividir quem é um só, não privar o Filho da sua natureza e proclamar o mistério do Deus Vivo, nascido do Deus Vivo… “Tal como o Pai que me enviou está vivo, também eu vivo pelo Pai” (Jo 6,57). “Como o Pai tem a vida em si mesmo, também Ele concedeu que o Filho também tivesse a vida em si” (Jo 5,26)."
(Santo Hilário de Poitiers, Bispo e Doutor da Igreja)

SEXTA FEIRA DA VIII SEMANA DO TEMPO COMUM.28/05/2010.

IV Sexta Feira do Saltério (Vésperas = I Salmo).

Ant 1 Todos os dias haverei de bendizer-vos e contar Vossas grandes maravilhas.

Salmo 144, vv. 1-13 (145): Louvor à grandeza de Deus.

O Salmo 144 é um hino que celebra os atributos de Yahweh, especialmente sua realeza. O artifício do acróstico [composição poética constituída por versos cujas letras iniciais, médias ou finais formam um vocábulo ou uma frase] não diminui o ritmo do salmista, ou tão pouco sua originalidade e cordialidade, como notas características deste Salmo. Bem poderia passar por ser uma letanía de nomes divinos. O acróstico, por outra parte, tem o seguinte efeito: ao amparo de todas as letras do alfabeto, se agrupam todas as criaturas para louvar a misericórdia divina, e, deste modo, evocar toda a obra de Deus no decorrer de todos os tempos.
Para a celebração comunitária, convém ter em conta que, na primeira parte deste hino, podemos distinguir as seções seguintes:
• o prelúdio ou cântico de entrada formulado no singular (vv. 1-2);
• a celebração da grandeza de Deus (vv. 3-7);
• de sua bondade (vv. 8-10)
• e de seu reinado (vv. 11-13).
Há um «crescendo» interno que alcança seu clímax no reinado de Deus, onde reaparecem os motivos previamente festejados.
A Bíblia de Jerusalém denomina todo o Salmo 144 como: “Louvor ao Rei Yahweh”. “São grandes as obras do Senhor”. Porém, esta grandeza que sentimos na insuperável obra da criação e este poder são ultrapassados pela grandeza de Sua misericórdia. O salmista aclama o Senhor, admirável por sua grandeza, misericórdia, onipotência, verdade, providência e justiça.

28/05/2010 - SÃO GERMANO DE PARIS


Conhecido tambem como São Germano de Paris.
Nasceu em Autun, Franca em 496, foi ordenado em 530 e 10 anos mais tarde foi eleito Abade do Monastério de São Sinfrônio.
Em 556 ele foi para Paris e quando o bispado ficou vago ele foi nomeado Arcebispo de Paris pelo Rei Childebert I.
Em nenhum modo o seu oficio mudou a sua vida de santidade e bondade. Sempre austero, ele continuamente passeava junto dos pobres e nunca os afastava e por isso a história passou a chama-lo de “pai dos pobres”.
São Germano não tinha medo e certa vez acabou com uma revolta civil e mais de uma vez tentou acabar com os vícios do rei.
Finalmente com a suas bênçãos e orações ele curou o Rei Childebert I de uma terrível doença e acabou convertendo-o para o cristianismo terminando assim com sua licenciosidade e sua injustiça para com os pobres.
Quando ele faleceu o grande poeta Venatius Fiortunatus escreveu uma peça sobre sua vida e pelos seus inúmeros milagres, ele foi declarado um vigoroso santo e canonizado em 754 DC.
A Abadia de Saint Germain-des-Prés foi de fato fundada pelo santo com a ajuda o Rei Childebert em 553 DC.
São Germano consagrou-a a São Vicente e a sagrada Cruz. Quando Germano morreu na idade de 80 anos ele foi enterrado na abadia em uma suntuosa tumba. Na revolução francesa, ela foi destruída.
Mais tarde, ela foi reconstruída e a ela foi dado o seu nome e é destinada ao ensino religioso como São Germano queria a seu tempo.
A Abadia de Saint Germain-des-Pré é um tributo a influência de São Germano na França.
Na arte litúrgica da Igreja, São Germano é mostrado:
- deitado em uma cama extinguindo o fogo pelas suas preces.
- com uma corrente e com as chaves do reino;
- com São Pedro ao seu lado;
- com as chaves do reino.
Ele é o padroeiro dos cantores de corais e é invocado contra o fogo.


São Germano ...rogai por nós!

Outros Santos do mesmo dia: S. Restitua de Sora, Ss. Júlio e companheiros, S. Eutropio de Orange, S. Melângela, B. André Franchi e S. Zacarias de Viena...

MINUTOS DE MARIA - 28/05/2010

À Virgem orante temos que uniar a Virgem ouvinte, de vez que orar é mais ouvir a voz de Deus, do que pronunciarmos as palavras.
No Saltério e no livro do Cântico dos Cânticos lemos repetidas vezes
o convite de Javé: "escuta, filha, minhas palavras, abre teu coração".
Maria foi toda ouvidos, porque foi toda Coração; foi toda silêncio, porque foi toda ouvidos; foi toda Coração, porque foi toda amor a seu Deus e aos homens, seus irmãos.
Como é importante saber escutar a Deus! Isso é orar.
Mãe de todos os povos e nações, fazei que não ergamos barreiras onde Deus abriu o caminho.
*

quinta-feira, 27 de maio de 2010

EVANGELHO DO DIA - 28/05/10

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«De longe, ele viu uma figueira coberta de folhas e foi até lá ver se encontrava algum fruto.»

EVANGELHO (São Marcos 11, 11-26)

Tendo sido aclamado pela multidão, 11Jesus entrou, no Templo, em Jerusalém, e observou tudo. Mas, como já era tarde, saiu para Betânia com os doze. 12No dia seguinte, quando saíam de Betânia, Jesus teve fome. 13De longe, ele viu uma figueira coberta de folhas e foi até lá ver se encontrava algum fruto. Quando chegou perto, encontrou somente folhas, pois não era tempo de figos. 14Então Jesus disse à figueira: “Que ninguém mais coma de teus frutos”. E os discípulos escutaram o que ele disse. 15Chegaram a Jerusalém. Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os que vendiam e os que compravam no Templo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos vendedores de pombas. 16Ele não deixava ninguém carregar nada através do Templo. 17E ensinava o povo, dizendo: “Não está escrito: `Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos’? No entanto, vós fizestes dela uma toca de ladrões”. 18Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei ouviram isso e começaram a procurar uma maneira de o matar. Mas tinham medo de Jesus, porque a multidão estava maravilhada com o ensinamento dele. 19Ao entardecer, Jesus e os discípulos saíram da cidade. 20Na manhã seguinte, quando passavam, Jesus e os discípulos viram que a figueira tinha secado até a raiz. 21Pedro lembrou-se e disse a Jesus: “Olha, Mestre: a figueira que amaldiçoaste secou”. 22Jesus lhes disse: “Tende fé em Deus. 23Em verdade vos digo, se alguém disser a esta montanha: `Levanta-te e atira-te no mar`, e não duvidar no seu coração, mas acreditar que isso vai acontecer, assim acontecerá. 24Por isso vos digo, tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o recebestes, e assim será. 25Quando estiverdes rezando, perdoai tudo o que tiverdes contra alguém, 26para que vosso Pai que está nos céus também perdoe os vossos pecados”.
Palavra da Salvação.
Glória a Vós, Senhor.

MEDITANDO O EVANGELHO DO DIA
"“Quem achará um homem verdadeiramente fiel?”, pergunta a Escritura (Prov 20, 6). Não to digo para te incitar a abrires-me o coração, mas para que mostres a Deus a candura da tua fé, a esse Deus que sonda os rins e os corações e que conhece os pensamentos dos homens (Sl 7, 10; 93, 11). Sim, grande coisa é um homem de fé, mais rico do que todos os ricos. Com efeito, o crente possui todas as riquezas do universo, dado que as despreza e as esmaga aos pés. Porque, mesmo que possuam imensas coisas materiais, que pobres são espiritualmente os ricos! Quanto mais juntam, mais consumidos se sentem pelo desejo daquilo que não têm. Pelo contrário, e esse é o cúmulo do paradoxo, o homem de fé é rico no seio da sua pobreza, porque sabe que apenas precisa de se alimentar e se vestir; contentando-se com isso, pisa aos pés as riquezas. E não somos só nós, os que trazemos o nome de Cristo, que vivemos da fé. Todos os homens, mesmo os que são estranhos à Igreja, vivem da mesma maneira. É pela fé no futuro que pessoas que não se conhecem por completo contraem matrimónio; a agricultura baseia-se na confiança de que os trabalhos empreendidos trarão frutos; os marinheiros depositam a sua confiança num frágil esquife de madeira... A maior parte dos empreendimentos humanos assenta na fé; toda a gente acredita em princípios. Hoje, porém, a Escritura apela à verdadeira fé e traça-nos o verdadeiro caminho que agrada a Deus. Foi esta fé que, em Daniel, fechou a boca aos leões (Dan 6, 23). “Empunhai o escudo com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno” (Ef 6, 16). […] A fé sustenta os homens, a ponto de eles conseguirem andar sobre as águas do mar (Mt 14, 29). Alguns, como o paralítico, foram salvos pela fé de outros (Mt 9, 2); a fé das irmãs de Lázaro foi tão forte, que ele foi chamado dos mortos (Jo 11). […] A fé dada gratuitamente pelo Espírito Santo ultrapassa todas as forças humanas. Graças a ela, podemos dizer a esta montanha: “Muda-te daqui para acolá” e ela mudar-se-á (Mt 17, 21)."
(São Cirilo de Jerusalém, Bispo de Jerusalém e Doutor da Igreja)

QUINTA FEIRA DA VIII SEMANA DO TEMPO COMUM.27/05/2010.

IV Quinta Feira do Saltério (Vésperas = I Salmo).

Ant 1 Ele é meu amor, meu refúgio, meu escudo: é nEle que espero.

Salmo 143, vv. 1-8 (144): Oração pela vitória e pela paz.

Diz-se que este Salmo é “plagiado” e “composto”. Há certa verdade nesta afirmação, -uma vez que aqui se encontram expressões copiadas de outros Salmos (Sl 8,5; 18,3) e há uma unidade entre elas. O Salmo 143 é uma súplica que segue o seguinte processo:
• Celebração dos títulos divinos de proteção, procedentes dos campos bélicos (vv. 1-2);
• A ela se transpõe uma reflexão sobre a fragilidade do homem (vv. 3-4), cuja finalidade é persuadir para que o homem seja socorrido;
• Os versículos seguintes (vv. 5-8) descrevem o socorro que proporciona o Deus guerreiro;
• Finaliza esta parte do Salmo com uma nova celebração de Deus que dá a vitória aos reis, exemplificada em David, símbolo da proteção divina (vv. 9-10).
O Salmo 143 é um dos “Salmos Régios”, usados para glorificar o rei temporal. A honra prestada ao chefe da nação teocrática reverte para o Senhor. Com efeito, o monarca é filho adotivo de Deus e Seu herdeiro. Ungido do Senhor, este “messias” ocupa o trono à destra de Altíssimo: ele é o beneficiário da estabilidade e da perenidade do trono de David, ao mesmo tempo o “trono da Soberania do Senhor sobre Israel” (lCr 28,5).
A Bíblia de Jerusalém dá a todo o salmo 143 o título de “Hino para a guerra e a vitória”. E um canto pela vitória obtida com a ajuda de Deus contra os inimigos estrangeiros, cheios de falsidade.
Com Cristo vencemos ao mundo (Jo 16,33). É Deus quem liberta e concede o êxito, a fecundidade e os bens que necessitamos. Se o Povo de Deus persevera em sua fidelidade, experimentará a proteção Divina.

QUARTA FEIRA DA VIII SEMANA DO TEMPO COMUM. 26/05/2010.

IV Quarta Feira do Saltério (Vésperas = I Salmo).

Ant 1 Vosso saber é por demais maravilhoso, ó Senhor

Salmo 138, 1-12. (139): Deus tudo vê.

Este salmo é uma meditação sobre a “essência Divina”, feita por um homem sem ação. É a oração de um acusado que já conheceu ou irá conhecer a prova do juízo de Deus. O salmista passou a noite em um templo, uma noite iluminada pela presença de Deus; sofreu vitoriosamente o juízo de Deus e pede que caia sobre seus inimigos o castigo que ele esperava.
Meditação teológica sobre os atributos de Yahweh, sobre os misteriosos desígnios divinos e sobre o problema do mal. Nada se oculta da vista de Deus, nem os pensamentos mais recônditos dos homens. Pretender enganar a Deus, fazendo-O crer em nossas atitudes ou intenções profundas que não são reais, ou ocultar-Lhe as que o são, é vã infantilidade do homem, para quem a única atitude completa e sensata seria a total sinceridade ao Senhor.
A Bíblia de Jerusalém dá a todo o Salmo 138 o nome de “Homenagem ao Deus Onisciente”. Deve-se comparar esta meditação sobre a onisciência Divina, plena de confiança no Senhor, com a que fez Jó para expressar o temor do homem no olhar de Deus (Jó 7,17-20).
A peculiaridade deste Salmo é a tranquila certeza que domina o orante: Deus conhece tudo, está em toda parte, modelou suas criaturas, nada há que temer!
A primeira parte de nosso ofício vespertino se ocupa de dois motivos:
1- A “Onisciência Divina” (vv. 1-6): O conhecimento Divino sobre o homem se estende a todas as suas mais íntimas manifestações.
2- A “Onipresença Divina” (vv. 7-12): Mesmo que o homem procure sair da órbita de Deus, não encontraria lugar algum em que não o envolveria Sua presença.
Mesmo que este Salmo tenha características hínicas, não deixa de ser uma oração fervorosa de porte sapiencial: a intimidade espiritual e cordial do orante se expressa recorrendo ao Deus presente e onipotente.
Que possamos dizer-Lhe de coração, como Pedro: “Senhor, Tu sabes tudo, Tu sabes que Te amo” (Jo 21,17).

MINUTOS DE MARIA - 27/05/2010


O cristianismo é a religião do amor. O amor, se é verdadeiro, tudo proibe e tudo permite. Proíbe tudo o que não é amar: o ódio, a guerra, a violência, a paixão, o egoísmo. Permite tudo o que é amar, sempre que se não prostitua esse amor, confundindo-o com o que não é amar, mas uma caricatura do amor.
Talvez por isso, porque o único ensinamento que o Mestre nos legou é amor, São Lucas nos repete que a Virgem vivia todas as palavras e as obras de Jesus em seu Coração, como se nos quisesse afirmar que as viveu com amor.
Segundo a vivência de amor que pusermos em nossa vida, seremos ou não cristãos.
Santa Maria de todas as raças e culturas,
que não desfaçamos o que Deus uniu.

*

27/05/2010 - SANTO AGOSTINHO DA CANTUÁRIA


Bispo

Monge beneditino, viveu em um mosteiro de Roma fundado por São Gregório Magno. Santo Agostinho na Grã- Bretanha exerceu santamente sua missão de levar muitos a santidade e assim santificar-se.

O Papa São Gregório enviou missionários para anunciar a Boa Nova nas Ilhas Britânicas, 40 monges estavam sob o comando de Agostinho, que corajosamente avançou em direção aos anglo-saxões que possuíam uma fama de cruéis. Agostinho ao chegar, expôs ao rei sua pregação e pediu-lhe autorização para pregar com seus irmãos.
O trabalho de evangelização foi tão fecundo que em menos de um ano, mais de dez mil pessoas se converteram, inclusive o rei Etelberto.

Ajudado sempre pelo Papa, Santo Agostinho, na obediência acolheu as direções do Espírito e foi ordenado bispo. Com o surgimento de novas necessidades pastorais, tornou-se arcebispo. Com a ajuda de muitos outros missionários, alcançou a graça da conversão, praticamente para todos da ilha. Entrou na Igreja Triunfante, com outros, em 605.
Santo Agostinho de Cantuária, rogai por nós!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

EVANGELHO DO DIA - 27/05/10


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«Então Jesus lhe perguntou: “Que queres que Eu te faça?” O cego respondeu: “Mestre, que eu veja!"»

EVANGELHO (São Marcos 10, 46-52)

Naquele tempo, 46Jesus saiu de Jericó, junto com seus discípulos e uma grande multidão. O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho. 47Quando ouviu dizer que Jesus, o Nazareno, estava passando, começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!”. 48Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” 49Então Jesus parou e disse: “Chamai-o”. Eles o chamaram e disseram: “Coragem, levanta-te, Jesus te chama!” 50O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus. 51Então Jesus lhe perguntou: “Que queres que Eu te faça?” O cego respondeu: “Mestre, que eu veja!” 52Jesus disse: “Vai, a tua fé te curou”. No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho.
Palavra da Salvação.
Glória a Vós, Senhor.

MEDITANDO O EVANGELHO DO DIA
"Com razão a Escritura nos apresenta este cego sentado à beira do caminho e pedindo esmola, porque a Verdade diz acerca de Si mesma: «Eu sou o caminho» (Jo 14, 6). Assim, todo aquele que ignora a claridade da luz eterna é cego. Se já cremos no Redentor, estamos sentados à beira do caminho. Se já cremos, mas descuramos pedir que nos seja dada a luz eterna e descuramos a oração, podemos estar sentados à beira do caminho, mas não pedimos esmola. Mas se cremos, se conhecemos a cegueira do nosso coração e oramos a fim de recebermos a luz da verdade, então somos efectivamente este cego sentado à beira do caminho e que pede esmola. Assim, aquele que reconhece as trevas da sua cegueira e sente a privação da luz eterna, grite do fundo do seu coração, grite com toda a sua alma: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim!»"
(São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja)


MINUTOS DE MARIA - 26/05/2010




Para ser devotos de Maria, o que a muitos falta é precisamente amá-la; mas amá-la, não com frases e palavras, mas com as obras e a vida.
Porque, se amamos de verdade e sem fingimento, esse amor tem influência em toda a vida, esse amor é a conseqüência do que pensamos e do que dizemos; ou, se você prefere, o que se pensa e o que se diz passa a ser conseqüência lógica do amor.
Então se ama a Maria, se diz que se ama a Maria e na verdade se sente sua devoção e seu amor, porque esse amor é autêntico, verídico, sincero, profundo, vital.
Santa Maria de todos os momentos, que eu saiba santificá-los, fazendo a vontade de Deus Pai.
*

26/05/2010 - SÃO FILIPE NÉRI


O santo da alegria

Nasceu em Florença, Itália, no ano de 1515.
Depois de ficar órfão, recebeu um convite de seu tio para que se dedicasse aos negócios. Mas, tendo vida de oração e discernimento, ele percebeu que Deus o chamava a um outro negócio: expressar com a vida a caridade de Cristo.

Néri foi estudar em Roma. Estudou Filosofia e Teologia, se deixando conduzir e formar pelo Espírito Santo. E mesmo antes de ser padre visitava os lugares mais pobres de Roma. Formou uma Associação para cuidar dos doentes pobres.

São Filipe disse sim para a glória de Deus e iniciou a bela obra do Oratório do Divino Amor, se dedicando aos jovens e testemunhando sua alegria. Vivia da Divina Providência,indo aos lares dos ricos pedir pelos pobres.

Homem de oração, penitencia e adoração.

Partiu para o céu com 80 anos, deixando para nós esse testemunho: renunciar a si mesmo, tomar a cruz a cada dia e seguir Jesus, é uma alegria!


São Filipe Néri, rogai por nós!

terça-feira, 25 de maio de 2010

TERÇA FEIRA DA VIII SEMANA DO TEMPO COMUM. 25/05/2010

IV Terça Feira do Saltério (Vésperas = I Salmo).

Ant 1 Se de ti Jerusalém, algum dia eu me esquecer, que resseque a minha mão!

Salmo 136, 1-6 (137): Junto aos rios da Babilônia.

Os israelitas, recém retornados do desterro da Babilônia têm em mente, ainda, sua saudade de Sião. Viveram a saudade de sua terra junto aos canais da Babilônia. Ali, entoavam canções sem música e com lágrimas, pela terra da qual foram arrancados, a terra de seu Deus. A terra fértil de outros deuses não era digna da canção dos deportados, não só porque é prejudicial satisfazer a alegria dos deportadores, mas, sobretudo, porque são canções de Sião, canções de Yahweh. Não devem ser profanadas. Sião e o Senhor merecem todo respeito, todo o amor: que se paralise a mão que se estender à lira, - mudo testemunho da desolação do deportado – que se pregue a língua ao céu da boca se ousar cantar outra coisa que não fora Sião. Tal é o amor a Jerusalém, centro do Salmo e da nostalgia dos deportados.
A Bíblia de Jerusalém dá a este Salmo o título de “Canto do Exilado”, porque evoca a lembrança da queda de Jerusalém, em 587 a. C e do exílio na Babilônia. Salmo imprecatório, composto na Babilônia, durante o cativeiro, sob a impressão produzida por ele. O salmista expressa maravilhosamente seu entranhado amor por Jerusalém.
Para os judeus, a terra pátria era a única Terra Sagrada do mundo, porque nela seria a morada do Deus de Israel. Todos os outros territórios eram profanos para sua cerrada concepção nacionalista. Por isso a ausência da Terra Santa produzia uma nostalgia irreprimível entre os fiéis israelitas.
Na celebração comunitária deve-se ter em conta que esta canção dos desterrados na Babilônia é uma canção da Igreja estrangeira e peregrina no mundo. É entoada pela assembléia de crentes; a Igreja manifesta sua nostalgia por Sião.

MINUTOS DE MARIA - 25/05/2010


A mãe nunca julga o filho, nunca condena seu proceder. Seu coração maternal impele-a a encontrar desculpas e explicações, para não julgar e não condenar o filho.
Se isto faz a mãe terrena, podemos imagir o que fará nossa Mãe Celestial.
Nas mãos dela Deus não entregou a justiça, porém a misericórdia; não o castigo, mas o perdão.
Por isso, quando a consciência ficar pesada com o pecado, devemos recorrer a Maria, implorando sua intercessão, pois sempre encontraremos seu Coração pulsando por nós, intercedendo por nós, amando-nos.
Mãe de todos, porém de modo especial dos jovens, porque eles são a esperança do mundo e da Igreja.

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

EVANGELHO DO DIA - 25/05/10

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«Começou Pedro a dizer a Jesus: Eis que nós deixamos tudo e te seguimos.»

EVANGELHO (São Marcos 10, 28-31)

Naquele tempo, 28começou Pedro a dizer a Jesus: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos” 29Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, 30receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna. 31Muitos que agora são os primeiros serão os últimos. E muitos que agora são os últimos serão os primeiros”.
Palavra da Salvação.
Glória a Vós, Senhor.

MEDITANDO O EVANGELHO DO DIA
"«Semeai na justiça, diz o Senhor, e recolhei a esperança da vida». Ele não vos remete para o último dia onde tudo vos será dado realmente e já não em esperança; Ele fala do presente. Claro que será grande a nossa alegria, o nosso júbilo infinito, quando começar a verdadeira vida. Mas, para já, a esperança duma tão grande alegria não pode ser sem alegria. «Alegraivos na esperança», diz o apóstolo Paulo (Rom 12, 12). E David não diz que estará na alegria, mas que ficou nela no dia em que esperou entrar na casa do Senhor (Sl 121, 1). Ele ainda não possuía a vida, mas já tinha colhido a esperança de vida. E experimentava a verdade da Escritura que diz que, não só a recompensa, mas «a esperança dos justos é plena de alegria» (Pr 10, 28). Essa alegria é produzida na alma daquele que semeou para a justiça, pela convicção que tem de que os seus pecados estão perdoados... Qualquer um de vós que, após o início doloroso da conversão, tem a felicidade de se ver consolado pela esperança dos bens por que espera... colheu, desde agora, o fruto das suas lágrimas, viu Deus e ouviu-o dizer: «Dêem-lhe o fruto das suas obras» (Pr 31, 31). Como é que aquele que «saboreou e viu como o Senhor é bom» (Sl 33, 9) não havia de ver Deus? O Senhor Jesus parece muito doce àquele que recebe dEle, não só a remissão dos pecados, mas também o dom da santidade e, melhor ainda, a promessa da vida eterna. Feliz daquele que já fez uma tão bela colheita... O profeta fala verdade: « Aqueles que semeiam nas lágrimas colhem na alegria» (125,5)... Nenhum proveito nem honra terrestre nos parecerá acima da nossa esperança e desta alegria de esperar, doravante profundamente enraízada nos nossos corações: «A esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rom 5,5)."
(São Bernardo, Monge e Doutor da Igreja)


SEGUNDA FEIRA DA VIII SEMANA DO TEMPO COMUM. 24/05/2010

IV Segunda Feira do Saltério (Vésperas = I Salmo).

Ant 1 Demos graças ao Senhor, porque eterno é Seu amor!

Salmo 135, 1-9 (136): Hino Pascal pelas maravilhas do Deus Criador e Libertador.

Grande hino, em forma litânica: o povo responde às diversas invocações. O Salmo realiza uma sublime e sensível síntese da natureza e da história, contemplando e aclamando todos, sob o signo da “misericórdia” do Amor Salvador. Ou seja, tudo é a salvação: a salvação começa com a criação do universo, segue com a redenção de Israel, continua com a vida cotidiana e o Salmo é aberto para novas invocações porque a misericórdia de Deus é eterna e contínua. Aqui temos a representação do vínculo profundo e interpessoal que se instaura entre o Criador e sua criatura. Dentro dessa relação, Deus não aprece na Bíblia como um Senhor impassível e implacável, nem como um ser obscuro e indecifrável, semelhante ao destino, contra cuja força misteriosa é inútil lutar. Ao contrário, Ele se manifesta como uma pessoa que ama a Suas criaturas, vela por elas, as segue no caminho da história e sofre pelas infidelidades com que, a todo momento, o povo se opõe a Seu amor misericordioso e paterno.
A primeira parte do “Grande Hallel” – como denomina o judaísmo este Salmo, que era recitado pelos judeus na Páscoa, após o “Pequeno Hallel” (Sl 113-118) - se compõe de um cântico de entrada ou convite à aclamação (vv. 1-3) e da aclamação a Deus Criador (vv. 4-9). A forma litânica ou responsorial é o expoente de seu caráter litúrgico.
Na celebração comunitária, para a salmodia da primeira parte deste cântico ou hino (vv. 1-9), deve ter-se em conta os dois temas que o compõe: contive à aclamação e aclamação ao Deus Criador

MINUTOS DE MARIA - 24/05/2010





Invocar Maria como Auxílio dos cristãos não é senão expressar com palavras o que a celestial Mãe faz em nós com suas obras.
Realmente, Maria é a grande auxiliadora do povo cristão, que dela recebe a proteção contra as adversidades, o consolo em seus sofrimentos, a fortaleza nas desgraças.
Se o filho, em todo momento de aflição, recorre à sua mãe, dos lábios do cristão brota a invocação à sua Mãe Santíssima; e esta celestial Senhora nada tem que mais a preocupe como ajudar seus filhos, que a ela se dirigem com simples confiança e profundo amor.
“Mãe, eu sou mais feliz que Vós,
porque Vós não tendes uma mãe,
que Vos ame como Vós me amais”
(Santa Teresinha).
*

24/05/2010 - SÃO VICENTE DE LÉRINS


As notícias que temos sobre o religioso Vicente são poucas. Ele viveu no mosteiro de Lérins, onde foi ordenado sacerdote no século V.

Os dados sobre sua vida antes desse período também não são muitos. Tudo indica que ele era um soldado do exército romano e que sua origem seria o norte da França, hoje território da Bélgica.

Alguns registros encontrados em Lérins, escritos por ele mesmo, induzem a crer que seu irmão seria o bispo de Troyes.

E ele decidira abandonar a vida desregrada e combativa do exército para "espantar a banalidade e a soberba de sua vida e para dedicar-se somente a Deus na humildade cristã". Vicente, então, optou pela vida monástica e nela despontou como teólogo e escritor famoso, grande reformador do mosteiro de Lérins.

Ingressou nesse mosteiro, fundado por santo Honorato, na ilha francesa localizada defronte a Cannes, já em idade avançada.

Ali se ordenou sacerdote e foi eleito abade, pela retidão de caráter e austeridade de vida religiosa.

Transformou o local num florescente centro de cultura e de espiritualidade, verdadeiro celeiro de bispos e santos para a Igreja. Em 434, escreveu sua obra mais famosa, o "Comnitorium", também conhecido como "manual de advertência aos hereges".

Mais tarde, são Roberto Belarmino definiu essa obra como "um livro de ouro", porque estabelece alguns critérios básicos para viver integralmente a mensagem evangélica.

Profundo conhecedor das Sagradas Escrituras e dotado de uma grande cultura humanística, os seus escritos são notáveis pelo vigor e estilo apurado, e pela clareza e precisão de pensamento.

As obras possuem grande relevância contra a doutrina herética, e outros textos cristológicos e trinitários. Sua obra, em especial a "Advertência aos hereges" teve uma grande difusão e repercussão, atingindo os nossos dias.

Enaltecido pelos católicos e protestantes, porque traz toda a doutrina dos Padres analisadas nas fontes da fé cristã e todos os critérios da doutrina ortodoxa, Vicente era um grande polemista, respeitado até mesmo por são Jerônimo, futuro doutor da Igreja, seu contemporâneo.

Os dois travaram grandes debates através de uma rica corresponderia, trazendo luz sobre muitas divergências doutrinais.

Vicente de Lérins teve seu reconhecimento exaltado pelo próprio antagonista, que fez questão de incluí-lo num capítulo da sua famosa obra "Homens ilustres". Morreu no mosteiro no ano 450.

A Igreja católica dedica o dia 24 de maio a são Vicente de Lérins, celebrado na mesma data também no Oriente.
São Vicente de Lérins... rogai por nós!
*

domingo, 23 de maio de 2010

EVANGELHO DO DIA - 24/05/10


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«Jesus olhou para ele com Amor, e disse: 'Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um Tesouro no Céu. Depois vem e segue-me'!»

EVANGELHO (São Marcos 10, 17-27)

Naquele tempo, 17quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo, ajoelhou-se diante Dele, e perguntou: “Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a Vida Eterna?” 18Jesus disse: “Por que me chamas de Bom? Só Deus é Bom, e mais ninguém. 19Tu conheces os Mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe!” 20Ele respondeu: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude”. 21Jesus olhou para ele com Amor, e disse: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um Tesouro no Céu. Depois vem e segue-me!” 22Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico. 23Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: “Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!” 24Os discípulos se admiravam com estas Palavras, mas ele disse de novo: “Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! 25É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!” 26Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso, e perguntavam uns aos outros: “Então, quem pode ser salvo?” 27Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível”.
Palavra da Salvação.
Glória a Vós, Senhor.

MEDITANDO O EVANGELHO DO DIA
"Certo jovem que pode dar o testemunho de ter observado os Mandamentos e, por conseguinte, de ter praticado a Sabedoria, vivendo a Palavra de Deus 'desde pequeno', apresenta-se ao Mestre desejoso de fazer ainda mais. 'Jesus fixou nele o olhar, amou-o e lhe disse: Vai, vende o que tens e dá-o aos pobres, e terás um Tesouro no Céu, depois vem e segue-me'. Propõe-lhe Jesus a máxima Sabedoria: renunciar a todos os bens terrenos, para seguir exclusivamente a Ele, Sabedoria Infinita. Obrigação não é, e sim, convite concreto a 'ter por nada a riqueza' em comparação com os Bens Eternos e o seguimento de Cristo. A Palavra do Senhor penetra o coração do jovem e o coloca em crise, mas, por desgraça, não é acolhida: 'Pesaroso com aquela Palavra, saiu triste, porque possuía muitos bens'. Jesus também parece entristecer-se e comenta: 'Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os que têm riquezas'! Aqui, como em outras passagens do Evangelho, aparece a riqueza como obstáculo quase insuperável para a Salvação. Não porque seja má em si, mas por ser o homem muito inclinado a apegar-se a ela até a ponto de preferí-la a Deus. 'Mais fácil é passar um camelo pelo fundo de uma agulha - acrescenta Jesus - do que um rico entrar no Reino de Deus'. Os discípulos ficam ' assombrados': a frase do Mestre parece exagerada; no entanto, Ele não a retira! Procura, contudo, infundir confiança: se para todo homem, não só para os ricos, é difícil salvar-se, 'a Deus todas as coisas são possíveis'. Deus não nega esta Graça a quem a pede com humilde confiança e recorre ao Auxílio Divino, para vencer os obstáculos que lhe impedem o passo. Ditosos os Apóstolos, pois, embora tendo pouco, não vacilaram em deixar tudo: casa, redes ou terras, pai e mãe, irmãos e irmãs, por Cristo e pelo Evangelho."
(Frei Gabriel de Santa Maria Madalena-OCD)


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