terça-feira, 31 de março de 2009


Hoje é um dia lindo! É uma data muito importante.Num dia como hoje, o Senhor DEUS olhou para Terra e viu que na vida de algumas pessoas. Faltava alguém que tivesse luz própria, irradiasse alegria, confiança e amor por onde passasse; e então mandou-nos VOCÊ.
Após sua criação, ELE pensou: Felizes são aqueles que poderão compartilhar de sua presença e de sua amizade, e então, destruiu a fórmula que lhe fez.Você é um ser único, iluminado, que irradia paz e é maravilhoso poder fazer parte do seu círculo de amizade.Continue sendo esta pessoa especial, maravilhosa e essencial em nossa vida.Lhe desejo do fundo do coração, um feliz aniversário. Que DEUS em sua infinita misericórdia, cubra sua existência de bênçãos e retire todos os espinhos que porventura aparecerem em seu caminho.Que todos seus desejos, por mínimos que possam parecer aos nossos olhos, se tornem realidade. FELIZ ANIVERSÁRIO!!!

Liturgia - 01 de Abril -NUNO ÁLVARES PEREIRA



Cor litúrgia: Branco


Ofício próprio da memória na OCD ou
Liturgia das Horas: 1801-1028-1803
Oração das horas: 1523-802-1525

Leituras próprias: Ef 6,10-18b – Sl 111(112) – Lc 14,25-33
“Quem não renuncia a todos os seus haveres, não pode ser meu discípulo.”
Qualquer pessoa é colocada diante de um dilema, o de ir ao encontro de Jesus, rompendo com o passado e obtendo a vida eterna, ou recusando o testemunho dado por Jesus e como conseqüência a condenação.


Nuno Álvares Pereira nascido em 1360, foi por muitos anos o porta-bandeira da independência portuguesa. Após o falecimento de sua esposa, entrou para o Carmelo em 1423, no convento de Lisboa do qual ele próprio fora fundador. Quis ser simples “irmão” e tomou o nome de Frei Nuno de Santa Maria. Morreu em 1431, deixando um insigne exemplo de oração, penitência e filial devoção à Virgem Mãe de Deus.


Os pés do viajante se detêm ao terminar a jornada; se tudo constituísse em andar jamais se chegaria ao destino; e se tudo fossem meios, quando, pois, se gozaria do fim?”
São João da Cruz – 2S 12,6

“Se estais padecendo ou tristes, vede-o no Horto. Que aflição tão grande ia-lhe na alma, já que sendo todo paciência, chegou a confessá-la e a queixar-se dela.”
Santa Teresa de Jesus – C 26.5

Carta de Teresa de Jesus no dia 01

1570 – C.26 – Na Quaresma – A frei Antônio de Segura, Guardião dos Franciscanos Descalços (Alcantarianos) de Cadalso de los Vidrios – Queixa-se de que a tenha esquecido o Padre Guardião. Recomenda-lhe Frei Juan de Jesus, seu sobrinho.


NUNO DE SANTA MARIA ÁLVARES PEREIRA


Nascido em 1360, no Castelo de Sernache de Bonjardim, filho de um dos mais ilustres senhores do reino, D. Álvaro Gonçalves Pereira, Prior da Ordem Militar dos Hospitalários, teve D. Nuno a educação militar dos nobres. Aos 16 anos casou-se com D. Leonor de Alvim, muito virtuosa e tida como a mais rica herdeira do reino. Tiveram três filhos: dois meninos, que morreram cedo, e uma menina, D. Beatriz, que foi tronco da Casa de Bragança.Porém Nuno não se satisfazia com ser pacato castelão. Lembrava-se do dia em que fora armado cavaleiro, dos juramentos solenes que fizera, e perguntava a si mesmo: "Passarei toda a vida assim? Para isto recebi tão solenemente a espada, sobre a qual fiz tão sérias promessas?"O Rei D. Fernando, o formoso, entregara grande parte do reino ao invasor castelhano, sem qualquer resistência; homem apático, mole, desfibrado, mereceu de Camões o severo juízo: "um fraco rei faz fraca a forte gente". E havia também o "grande desvario": Fernando ousara colocar no trono de Sta. Izabel, como Rainha de Portugal, a legítima esposa de um fidalgo que exilara — D. Leonor Teles, "a aleivosa". As guerras tinham esgotado o tesouro real, levando o Rei a alterar o valor da moeda — espécie de inflação da época — logo acarretando carestia, câmbio negro e fome.Em 1373 o exército castelhano invade o sul do país, a esquadra lusitana é fragorosamente derrotada em Saltes, Lisboa é cercada. O Rei D. Fernando não tem força moral para resistir, os fidalgos da fronteira se desinteressam da defesa, bandeiam-se. O reino agoniza. Nuno, aos 22 anos de idade, participa da defesa de Lisboa. Uma incursão fora dos muros, contra as tropas castelhanas que pilhavam os vinhedos, o coloca subitamente, com seus 50 homens, face a 250 inimigos. Não conseguindo levantar o ânimo apavorado dos cavaleiros portugueses com exortações, ele se atirara sozinho contra os espanhóis. Ataca-os, é cercado, derrubado e atacado a lançadas — que entretanto resvalam pela armadura — até que os seus, arrebatados pela sua coragem, abrem caminho para salvá-lo e lançam-se sobre os inimigos num ímpeto avassalador, que só termina com a fuga destes a nado, pelo rio.Ano de 1384. Para sustentar as pretensões de D. Beatriz, Castela invade Portugal pelo sul. Nuno acode com um exército mal formado e desesperançado. Começa por erguer o ânimo dos soldados, fazendo-os assistir à Missa em ordem militar, exortando-os a serem inflexíveis no lutar pela causa justa, dando, ele próprio, o exemplo ao afirmar que não reconhece como tais a dois irmãos seus, que marcham na vanguarda do exército inimigo. Mais tarde se poderá dizer que os acampamentos de seus comandados mais pareciam mosteiros de religiosos reformados, tal a ordem e a piedade que neles dominavam.
No campo de Atoleiros os dois exércitos se defrontam. Nuno forma os seus, num quadrado cerrado e ponteado de lanças. Contra este se atira a cavalaria castelhana, e atrás dela a peonagem, sem conseguir varar a muralha que as lanças formam, enquanto de dentro chovem flechas e pedras. Aos poucos o ímpeto do invasor vai arrefecendo, e então o jovem capitão ordena o ataque. Abre-se o quadrado e dispara a cavalaria portuguesa, animada por D. Nuno, que se atira sobre os castelhanos até desbaratá-los completamente. Para agradecer à Mãe de Deus a vitória, Nuno vai, em peregrinação, ao santuário de Nossa Senhora de Assumar e encontra-o profanado, transformado em estrebaria. Com suas próprias mãos ele o limpa e o entrega novamente ao culto. A vitória de Atoleiros desanima os invasores, que levantam o cerco de Lisboa e se retiram de Portugal. Novamente Castela invade Portugal, agora pelo norte. São 30 mil homens contra os 8 mil de que dispõe D. João I. O conselho real recomenda não dar combate. Colérico, Nuno abandona a corte, até obter do Rei a permissão de ir ao encontro do invasor. Nos campos de Aljubarrota vai se travar a batalha decisiva para a soberania de Portugal. É o dia 14 de agosto, vigília da Assunção. O Bem-aventurado forma seus homens numa garganta estreita, oferecendo assim pequena frente ao ataque. Ao meio-dia surge o exército inimigo, tendo a flor da nobreza e o próprio Rei D. João. Só às seis horas os gritos de guerra cortam o ar, e a cavalaria castelhana arremete em disparada contra a muralha formada pelos portugueses. Estes resistem firmes sob o comando do Condestável. Nova carga, e a ala esquerda começa a ceder. Nuno voa para lá, reanima os soldados e recupera a posição. Entrechocam-se as lanças, saltam os cavalos, bradam os guerreiros, clamam os feridos, e no fragor da batalha os espanhóis começam a recuar. Neste momento, novamente o Condestável ordena o ataque. Abrem-se as fileiras, e ele rompe à frente dos cavaleiros sobre o inimigo, que não mais lhes resiste. Aos poucos o recuo vai se transformando em fuga desabalada, enquanto os portugueses gritam vitória pelos campos, que o sol do crepúsculo ilumina docemente. Em menos de uma hora fora ganha a batalha decisiva. Aproveitando o ímpeto vencedor, Nuno atravessa a fronteira e invade Castela, em busca do exército que ele quer desbaratar completamente. Conquista facilmente Parra, Zafra, Fuente del Maestre, Usagre e Vila Garcia. Por fim oferecem-lhe combate em Valverde. Forma seu quadrado clássico, mas ao invés de esperar na defensiva, investe em bloco contra os outeiros em que se entrincheiram os inimigos. Ao contrário das anteriores, a batalha é longa, já dura dois dias. Dois dos outeiros são conquistados, o terceiro resiste firme. Neste momento o Condestável desaparece. Desconcertados, seus cavaleiros o procuram. Teria morrido? Afinal Ruy Gonçalves encontra-o atrás de umas pedras, rezando. Pede, insiste que venha logo, que os portugueses vão ser dispersados. "Ainda não é o momento — responde D. Nuno — deixai-me terminar de orar". E permanece longo tempo ainda em oração. Depois levanta-se, o rosto iluminado, os olhos brilhantes. Monta a cavalo e se atira como uma flecha no meio dos inimigos, abre caminho impetuosamente, e sem que o consigam deter, atinge a bandeira do Mestre de Santiago, comandante castelhano. Atrás dele os portugueses, eletrizados pela sua audácia, irrompem igualmente por entre os adversários. Atônitos, estes debandam sem esboçar mais qualquer resistência. A vitória de Valverde consolidou, definitivamente, a independência de Portugal. Nos anos que se sucederam, D. Nuno ocupou-se em reorganizar de forma estável e definitiva o exército português. Fez edificar várias igrejas em honra da Virgem, sendo a mais importante a de Nossa Senhora do Vencimento, em Lisboa. Foi nesta igreja, confiada aos padres carmelitas, que ele se apresentou em 1423 pedindo para ser admitido como irmão donato na Ordem. E como o Superior, Padre Afonso da Alfama, insistisse em recebê-lo ao menos como irmão leigo, numa posição um pouco menos desconforme à sua dignidade, respondeu: "Vim à Religião para me empregar nos humildes ministérios dos que professam a vida ativa, e não quero outro hábito que o dos serventes."

A 15 de agosto de 1423, 38º aniversário da batalha de Aljubarrota, D. Nuno Álvares Pereira, Condestável de Portugal, professou votos solenes perante a comunidade dos frades, o Rei, a família real e toda a corte. Recebendo o hábito carmelita, passou a se chamar simplesmente Frei Nuno de Santa Maria.
Nos anos que passou no convento, sua pureza imaculada, seu amor à oração, sua devoção ao Santíssimo Sacramento, a dureza com que mortificava seu corpo inocente, e sobretudo sua caridade, empenhada em servir aos pobres com a mesma dedicação com que antes combatia os inimigos, tornaram-no querido por toda a população de Lisboa.A vida religiosa em nada abateu seu ânimo guerreiro. Visitado pelo embaixador castelhano, este perguntou-lhe se haveria alguma coisa que o levasse novamente a pegar em armas, ao que o Bem-aventurado respondeu: "Se o Rei de Castela outra vez mover guerra contra Portugal, enquanto não estiver sepultado servirei juntamente à Religião que professo e à Pátria que me deu o ser". Afastando em seguida o escapulário, abriu o hábito e mostrou por baixo deste a couraça de cavaleiro. Quando se preparava nova expedição militar a Ceuta, que não chegou a se concretizar, Frei Nuno dispôs-se a participar desse que prometia ser um duro feito de armas. Alguns frades chamaram-lhe a atenção, dizendo que aos 70 anos já não teria mais o vigor de um jovem cavaleiro. O venerável ancião tomou de uma lança e violentamente arremessou-a, do alto da colina em que estava, noutra em frente: a arma cravou-se a fundo numa árvore e ali ficou vibrando. Ante a surpresa dos assistentes, disse calmamente: "Em África a poderei meter, se for ainda necessário que eu exponha a vida em perigos, em honra da Pátria ou em defesa da Religião". Daí se originou o dito "meter uma lança em África" significando praticar feito valoroso.

Oito anos viveu Frei Nuno no Carmo. No dia em que se assinava a paz definitiva entre Castela e Portugal, paz que ele conquistara com seu rijo ânimo e sua rija espada, teve um ataque repentino de febre. Sentindo próximo o fim, comungou pela última vez, renovou os votos, renunciou novamente a todos os seus bens e pediu apenas como esmola "uma mortalha e uma cova para o corpo". Recebeu a visita do Rei, que chorando o abraçou afetuosamente.

No dia 1º de novembro de 1431, festa de Todos os Santos, Nuno recebeu o Extrema Unção. Pediu, num último murmúrio, que lhe lessem a Paixão segundo S. João. Durante a leitura, entrou em agonia. E no momento em que se pronunciavam as palavras de Nosso Senhor a Maria Santíssima. — "Ecce filius tuus" — cerrou docemente os olhos.

Fonte: heróis medievais.blogspot.com

CANONIZAÇÃO DO BV NUNO ÁLVARES PEREIRA


Nuno De Santa Maria Álvares Pereira (1360-1431)

Nuno Álvares Pereira nasceu em Portugal a 24 de Junho de 1360, muito provavelmente em Cernache do Bonjardim, sendo filho ilegítimo de fr. Álvaro Gonçalves Pereira, cavaleiro dos Hospitalários de S. João de Jerusalém e Prior do Crato, e de D. Iria Gonçalves do Carvalhal. Cerca de um ano após o seu nascimento o menino foi legitimado por decreto real, podendo assim receber a educação cavalheiresca típica dos filhos das famílias nobres do seu tempo. Aos treze anos torna-se pajem da rainha D. Leonor, tendo sido bem recebido na Corte e acabando por ser pouco depois cavaleiro. Aos dezasseis anos casa-se, por vontade de seu pai, com uma jovem e rica viúva, D. Leonor de Alvim. Da sua união nascem três filhos, dois do sexo masculino, que morrem em tenra idade, e uma do sexo feminino, Beatriz, a qual mais tarde viria a desposar o filho do rei D. João I, D. Afonso, primeiro duque de Bragança.
Quando o rei D. Fernando I morreu a 22 de Outubro de 1383 sem ter deixado filhos varões, o seu irmão D. João, Mestre de Avis, viu-se envolvido na luta pela coroa lusitana, que lhe era disputada pelo rei de Castela por ter desposado a filha do falecido rei. Nuno tomou o partido de D. João, o qual o nomeou Condestável, isto é, Comandante supremo do exército. Nuno conduziu o exército português repetidas vezes à vitória, até se ter consagrado na batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385), a qual acaba por determinar à resolução do conflito.
Os dotes militares de Nuno eram no entanto acompanhados por uma espiritualidade sincera e profunda. O amor pela eucaristia e pela Virgem Maria são a trave-mestra da sua vida interior. Assíduo à oração mariana, jejuava em honra da Virgem Maria às quartas-feiras, às sextas, aos sábados e nas vigílias das suas festas. Assistia diariamente à missa, embora só pudesse receber a eucaristia por ocasião das maiores solenidades. O estandarte que elegeu como insígnia pessoal traz as imagens do Crucificado, de Maria e dos cavaleiros S. Tiago e S. Jorge. Fez ainda construir às suas próprias custas numerosas igrejas e mosteiros, entre os quais se contam o Carmo de Lisboa e a Igreja de S. Maria da Vitória, na Batalha.
Com a morte da esposa, em 1387, Nuno recusa contrair novas núpcias, tornando-se um modelo de pureza de vida. Quando finalmente se alcançou a paz, distribui grande parte dos seus bens entre os seus companheiros, antigos combatentes, e acabo por se desfazer totalmente daqueles em 1423, quando decide entrar no convento carmelita por ele fundado, tomando então o nome de frei Nuno de Santa Maria. Impelido pelo Amor, abandona as armas e o poder para revestir-se da armadura do Espírito recomendada pela Regra do Carmo: era a opção por uma mudança radical de vida em que sela o percurso da fé autêntica que sempre o tinha norteado. Embora tivesse preferido retirar-se para uma longínqua comunidade de Portugal, o filho do rei, D. Duarte, de tal o impediu. Mas ninguém pode proibir-lhe que se dedicasse a pedir esmola em favor do convento e sobretudo dos pobres, os quais continuou sempre a assistir e a servir. Em seu favor organiza a distribuição quotidiana de alimentos, nunca voltando as costas a um pedido. O Condestável do rei de Portugal, o Comandante supremo do exército e seu guia vitorioso, o fundador e benfeitor da comunidade carmelita, ao entrar no convento recusa todos os privilégios e assume como própria a condição mais humilde, a de frade Donato, dedicando-se totalmente ao serviço do Senhor, de Maria —a sua terna Padroeira que sempre venerou—, e dos pobres, nos quais reconhece o rosto de Jesus.
Significativo foi o dia da morte de frei Nuno de Santa Maria, o domingo de Páscoa, 1 de Abril de 1431, passando imediatamente a ser reputado de “santo” pelo povo, que desde então o começa a chamar “Santo Condestável”.
Mas, embora a fama de santidade de Nuno se mantenha constante, chegando mesmo a aumentar, ao longo dos tempos, o percurso do processo de canonização será bem mais acidentado. Promovido desde logo pelos soberanos portugueses e prosseguido pela Ordem do Carmo, depara com numerosos obstáculos, de natureza exterior. Foi somente em 1894 que o Pe. Anastasio Ronci, então postulador geral dos Carmelitas, consegue introduzir o processo para o reconhecimento do culto do Beato Nuno “desde tempos imemoriais”, acabando este por ser felizmente concluído, apesar das dificuldades próprias do tempo em que decorre, no dia 23 de Dezembro de 1918 com o decreto Clementissimus Deus do Papa Bento XV.
As suas relíquias foram trasladadas numerosas vezes do sepulcro original para a Igreja do Carmo, até que, em 1961, por ocasião do sexto centenário do nascimento do Beato Nuno, se organizou uma peregrinação do precioso relicário de prata que as continha; mas pouco tempo depois é roubado, nunca mais tendo sido encontradas as relíquias que contivera, tendo sido depostos, em vez delas, alguns ossos que tinham sido conservados noutro lugar. A descoberta em 1966 do lugar do túmulo primitivo contendo alguns fragmentos de ossos compatíveis com as relíquias conhecidas reacendeu o desejo de ver o Beato Nuno proclamado em breve Santo da Igreja.
O Postulador Geral da Ordem, P. Felipe M. Amenós y Bonet, conseguiu que fosse reaberta a causa, que entretanto era corroborada graças a um possível milagre ocorrido em 2000. Tendo sido levadas a cabo as respectivas investigações, o Santo Padre, Papa Bento XVI, dispõe a 3 de Julho de 2008 a promulgação do decreto sobre o milagre em ordem à canonização e durante o Consistório de 21 de Fevereiro de 2009 determina que o Beato Nuno seja inscrito no álbum dos Santos no dia 26 de Abril de 2009, às 10:00 horas.

Comentário ao Evangelho do dia feito por Santa Teresa Benedita da Cruz [Edite Stein]


oão 8,21-30. 
Uma outra vez, Jesus disse-lhes: «Eu vou-me embora: vós haveis de 
procurar-me, mas morrereis no vosso pecado. Vós não podereis ir para onde 
Eu vou.» 
Então, os judeus comentavam: «Será que Ele se vai suicidar, dado que está a 
dizer: 'Vós não podeis ir para onde Eu vou'?» 
Mas Ele acrescentou: «Vós sois cá de baixo; Eu sou lá de cima! Vós sois 
deste mundo; Eu não sou deste mundo. 
Já vos disse que morrereis nos vossos pecados. De facto, se não crerdes que 
Eu sou o que sou, morrereis nos vossos pecados.» 
Perguntaram-lhe, então: «Quem és Tu, afinal?» Disse-lhes Jesus: 
«Absolutamente aquilo que já vos estou a dizer! 
Tenho muitas coisas que dizer e que julgar a vosso respeito; mas do que 
falo ao mundo é do que ouvi àquele que me enviou, e que é verdadeiro.» 
Eles não perceberam que lhes falava do Pai. 
Disse-lhes, pois, Jesus: «Quando tiverdes erguido ao alto o Filho do Homem, 
então ficareis a saber que Eu sou o que sou e que nada faço por mim mesmo, 
mas falo destas coisas tal como o Pai me ensinou. 
E aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou só, porque faço 
sempre aquilo que lhe agrada.» 
Quando expunha estas coisas, muitos creram nele. 


Da Bíblia Sagrada 


 (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa 
Meditação para a festa da Exaltação da Santa Cruz, 14/09/1939 (trad. La Crèche et la croix, Ad Solem 1995, pp. 63)

«Quando tiverdes erguido ao alto o Filho do Homem, então ficareis a saber que Eu sou o que sou» 

O Salvador pende da cruz diante de Ti porque se tornou obediente até à 
morte e morte de cruz (Fl 2,8). [...] O Salvador pende da cruz diante de 
Ti, nu e despojado, porque escolheu a pobreza. [...] O Salvador pende da 
cruz diante de Ti, com o coração aberto. Derramou o sangue do Seu coração 
para ganhar o teu. Se o quiseres seguir na santa castidade, o teu coração 
deverá ser purificado de todo o desejo terreno. [...] Os braços do 
Crucificado estão estendidos para te atrair ao Seu coração. Quer a tua vida 
para te dar a Sua. Ave Crux, spes unica! Salvé, cruz santa, nossa única 
esperança! 

O mundo está em chamas. [...] Mas acima de todas as labaredas ergue-se a 
cruz, que nada pode consumir. É ela o caminho da terra ao céu e leva ao 
seio da Trindade aquele que a abraça com fé, com amor e na esperança. O 
mundo está em chamas. Sentes a urgência de as apagar? Eleva o teu olhar 
para a cruz. Do coração aberto jorra o sangue do Redentor, o sangue que 
apaga as chamas do inferno. Liberta o teu coração [...] e a torrente do 
amor divino o encherá até o fazer transbordar e o fará dar fruto até aos 
confins da terra. 

Ouves os gemidos dos feridos de todos os campos de batalha? Não és médica, 
nem enfermeira, nem podes tratar as suas chagas. Estás fechada na tua cela, 
e não podes chegar ao pé deles. Ouves o grito de angústia dos moribundos? 
Desejarias ser sacerdote para lhes dar assistência. Estás emocionada com o 
sofrimento das viúvas e dos órfãos? Desejarias ser um anjo consolador e ir 
em socorro deles. Eleva os olhos para o Crucificado. [...] Se és Sua 
esposa, na fiel observância dos teus votos, o Seu precioso sangue será 
também teu. Ligada a Ele, estarás presente em todo o lado, como Ele também 
está. Não estarás aqui nem ali, como o médico, o enfermeiro ou o sacerdote, 
mas em todas as frentes, em cada lugar de desolação – presente pela força 
da Cruz. [...] 

Os olhos do Crucificado estão postos em ti: interrogam-te, sondam-te. Estás 
pronta e renovar a tua aliança com Ele? Que Lhe vais tu responder? «A quem 
iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna» (Jo 6,68). Ave Crux, 
spes unica! 

segunda-feira, 30 de março de 2009

Liturgia - 31 de Março - 3a-FEIRA DA 5a. SEMANA DA QUARESMA








Cor litúrgica – roxo

Ofício do dia de semana do Tempo Quaresmal
Liturgia das Horas: 37-1013-323
Oração das Horas: 273-790-381



Leituras: Nm 21,4-9 – Sl 101(102) – Jo 8,21-20
“Aquele que me enviou está comigo.”
Aqui aparece claramente o confronto dos dois projetos: Jesus comprometido com o plano do Pai, que é a vida, e os seus adversários com o da morte.

“O que antes Deus falava por parte dos profetas, agora nos revelou inteiramente, dando-nos o Tudo que é seu Filho.”
– São João da Cruz – 2S 22,4

“Para nós, a vontade de Deus consiste apenas em duas coisas: o amor a Deus e no amor ao próximo. Nisso deverão convergir todos os esforços; e, se fizermos com perfeição, cumpriremos a vontade de Deus e estaremos unidos a Ele.”
Santa Teresa de Jesus


SANTO DO DIA






São Benjamim



Era diácono e pregava a verdadeira religião entre os adoradores do fogo que dominavam a Pérsia. Foi aprisionado e sofreu tormentos espantosos por se recusar a adorar o fogo. Afinal morreu empalado, por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo.
Nasceu na Pérsia no ano 394. Converteu-se ao cristianismo e foi sagrado diácono. Foi preso pela sua fé, por um ano, foi libertado com a condição de nunca mais falar sobre Cristo e que ele nunca fosse ouvido pela corte real. Benjamin tornou-se pregador de rua, proclamando a palavra de Deus por onde passava.
Diz à tradição que, quando os ouvintes não acreditavam em suas palavras, ele simplesmente curava um cego, paralítico ou leproso para mostrar aos incrédulos o poder de Jesus. Com isso converteu centenas.
Pela sua obstinação em evangelizar seu povo, durante as perseguições do Rei Varanes, foi preso, torturado para renegar a sua fé publicamente e como não o fizesse foi duramente martirizado. As terríveis atrocidades do Rei Varanes, são relatadas pelo historiador contemporâneo Theodoret em sua "Eclesiastical History". No seu julgamento, São Benjamim perguntou ao Rei o que ele acharia de um súdito que renunciasse a sua lealdade, da mesma forma, ele não poderia renunciar a Cristo. O rei ordenou que enfiassem farpas de bambu debaixo de suas unhas e nas partes mais sensíveis de seu corpo. Como Benjamin não cedeu o Rei mandou que o empalassem com uma estaca grossa e cheia de nós. Ele expirou em terrível agonia, no ano 424 na Pérsia.
É muito venerado na Rússia e Grécia.

domingo, 29 de março de 2009

Católicos, bem-vindos à sua casa!

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Liturgia - 30 de Março - 2a-FEIRA DA 5a. SEMANA DA QUARESMA






Cor litúrgica: roxo

Ofício do dia de semana do Tempo Quaresmal

Liturgia das Horas: 37-998-315
Oração das Horas: 273-777-378

Leituras: Dn 13,41c-62 – Sl 22(23) – Jo 8,12-20
Jesus disse-lhes:”Quem de vós estiver sem pecado, que seja o primeiro a lhe atirar uma pedra.”
É evidente que Jesus não aprovou o pecado, mas demonstrou que não se destrói o mal eliminando quem o cometeu.

“É necessário saber que Deus faz morada substancialmente em toda alma, ainda que seja a do maior pecador do mundo.”
São João da Cruz – 2S 5,3

“Só temos que agradecer ao Senhor quando consideramos o grande número de almas que Deus atrai para si pela mediação de uma só.”
Teresa de Jesus



SANTO DO DIA













São Leonardo Murialdo






Murialdo foi um jovem muito rico, nascido na cidade de Turin, na Itália, em 1828. ao sentir o chamado de Deus, Murialdo deixou tudo e tornou-se Sacerdote,seguindo Jesus Cristo. Dedicou toda sua vida em favor das crianças e jovens mais pobres e abandonados. No dia 19 de março de 1873, Murialdo deu início à Congregação de São José. São Leonardo Murialdo desde os primeiros tempos de sua vida sacerdotal, dedicou-se, com preferência, à solução dos problemas religiosos,morais e sociais das classes populares; atendendo de maneira especial a educação dos jovens pobres e abandonados que estavam mais diretamente expostos a suportar pesos dos desequilíbrios da sociedade. Murialdo quis que os jovens, aos quais atendia, se qualificassem profissionalmente, para poderem obter o próprio sustento e uma honesta posição na sociedade.
Quando nasceram as Murialdinas
A Congregação das Irmãs Murialdinas foi fundada em 22 de setembro de 1953, em Turim, na Itália. O fundador, Pe. Luigi Casaril, Josefino de Murialdo, realizou a inspiração de Murialdo, o projeto que em vida não teve o tempo necessário para realizar. Pe. Casaril transmitiu às moças a Espiritualidade e o Carisma Apostólico de São Leonardo Murialdo, fundando uma Congregação de Irmãs que estivessem ao lado dos Josefinos no Apostolado.No Brasil, a Congregação iniciou em 9 de março de 1954, também sob orientação de um Pe. João Schiavo josefino de Murialdo.
O Carisma
* Viver animadas e sustentadas pela fé, com a certeza de que Deus nos ama a cada instante com amor infinito, pessoal, terno e misericordioso.* Fortalecer a vida diária na Eucaristia para cumprir a vontade Divina e confiar na sua providência.* Ser “amiga, irmã e mãe” junto às crianças, adolescentes, jovens e famílias mais necessitadas.
Apostolado das Murialdinas
As ações apostólicas das Irmãs Murialdinas, está de maneira especial, voltada à juventude pobre e carente de amor e de evangelização e às famílias, através da escola, do apostolado paroquial, em obras sociais de promoção humana e cristã, em obras assistenciais e nas missões. A missão Murialdina se expande como resposta aos sinais dos tempos e às necessidades da Igreja, por isso se esforça para “elevar o sentido cristão da piedade, da moralidade e da união da família”, tudo em prol da transformação da sociedade.

sexta-feira, 27 de março de 2009

28 de Março - NASCIMENTO DE TERESA DE JESUS



NASCIMENTO DE SANTA TERESA DE JESUS




DATA DE NASCIMENTO

Dom Alonso Sánchez de Cepeda escreveu no livro onde registrava “os nascimentos de seus filhos e de suas filhas” :


“na quarta-feira, vinte e oito dias do mês de março de quinhentos e quinze anos, nasceu Teresa, minha filha, às cinco horas da manhã, meia hora mais ou menos, que foi a dita quarta-feira quase amanhecendo. Foi seu padrinho Vela Núñes e madrinha Dona Maria Del Aguila, filha de Francisco Pajares.”

LUGAR DE NASCIMENTO

Era quarta-feira da Paixão, do ano 1515, segundo do pontificado de Sua Santidade Leão X, reinando, na Espanha, D. Fernando, o Católico, e sendo o geral do Carmelo o Beato Juan Bautista Mantuano.
O lugar do nascimento oscila, historicamente, entre o casario da cidade e a fazenda senhorial de Gotarrendura, aldeia de Ávila, onde seus pais costumavam passar a invernação e celebrar os sucessos íntimos da família; residência também da avó Dona Teresa de lãs Cuevas, que lhe daria seu nome, cujas fazendas, desde a conquista de Navarra, eram administradas por D. Alonso.
Aquele nascimento trazia alegria a todos. Pouco antes nascera o segundo filho, Rodrigo, e a jovem mãe olhava, cheia de ilusões, sua primeira filha e futura confidente.
A notícia correu como um grito de alvoroço entre os devedores e amigos e todos se prepararam para celebrar o batizado, uns dias depois, na paróquia de São João, onde seus pais freqüentavam.
O BATISMO


Alguns autores supõem que o batizado foi no mesmo dia do nascimento, fundamentados no que D. Alonso apontou as duas coisas numa mesma nota. Na Espanha, era costume batizar dentro da oitava do nascimento.
As testemunhas, que declararam nos Processos, não assinalaram o dia preciso, confiando, sem dúvida no costume geral: os primeiros testemunhos são muito tardios. Em 1662, constava em uma inscrição colocada na pia batismal, e D. Maria de Pinel, historiadora do convento da Encarnação, assegurava que foi batizada no dia 4 de abril, no mesmo dia que se disse a primeira missa no referido convento. A suposição de D. Maria de Pinel, fundamentada no costume espanhol de se batizar ao oitavo dia, era, neste caso, pouco segura. Sabemos que em algumas ocasiões divergiam esta data.
No caso presente, havia razão para isto. Uma quarta-feira santa era pouco indicada para tal solenidade. Se a recém-nascida haveria de ser transferida desde Gotarrendura, poderia se pensar que as próximas Páscoas seriam marcos mais oportunos.
Em troca, está confirmado, por vários depoimentos, o lugar, que foi a igreja paroquial de São João: declarou-o “com certeza” o beneficiado de tal igreja, D. Juan de Santacruz; afirmou-o, como coisa averiguada, Isabel Bautista, e faz-se constar no Livro Becerro de San José de Ávila e algum outro testemunho.
Seu padrinho de pia foi D. Francisco Núñes Vela, irmão de D. Blasco, futuro vice-rei do Peru. Isto dá a entender que havia laços de amizade entre ambas as famílias.
A Madrinha, Dona Maria del Aguila, era filha de Francisco Pajares, depois cunhada de Pedro de Cepeda.

NOMINAÇÃO

O nome de Teresa foi-lhe dado em atenção à avó materna, Dona Teresa de las Cuevas, que, segundo parece, morava, naqueles dias, com Dona Beatriz. As razões, que levaram os antigos biógrafos para justificar o nome de Teresa, estão fora de propósito. Era um nome da corte espanhola, como os célebres de Aldonza, Urraca, Brianda e Mencia, que não constavam do Martirológio. Isto mereceu uma brincadeira inocente do Padre Gracián, que se ria dizendo que não era nome de santa, à qual ela “costumava responder que seu nome de Teresa era de Santa Dorotéia.”

TRAÇOS DE TERESA


Ela se enaltecia, infinitas vezes, “de ser discreta, santa e formosa.” E de ser como era tão menosprezada de si, ela também “acreditava que era discreta e formosa.”
Eis aqui, com palavras dos primeiros biógrafos, o seu retrato:
“Tinha, em sua mocidade, fama de ser muito formosa e até a idade derradeira mostrava sê-lo.”
“Era de estatura mediana, mais alta que pequena, mais gorda que franzina e tudo muito bem proporcional.”
“Corpo algo avultado, vigoroso, muito branco e (como depois de morta se viu) limpo, suave e cristalino, que de alguma maneira parecia transparente.”
“Rosto nada comum: não se pode dizer nem redondo e nem pequeno, de cor branca e encarnada, especialmente nas faces, que se parecem mescladas de sangue com leite.”
“Tinha cabelos negros, limpos, sedosos e ligeiramente ondulados.”
“Sobrancelhas algo espessas, de cor rubro escuro com pouca semelhança de negro, pêlos curtos e bem arrumados, não muito em arco mas um pouco retas.”
“Olhos negros, vivos, redondos; não muito grandes, mas bem colocados, um pouco empapuçados e rindo se riam todos e mostravam alegria e por outro lado muito graves quando ela queria mostrar gravidade.”
“Nariz bem destacado, antes pequeno que grande, a ponta redonda, um pouco inclinada para baixo, com narinas pequenas.”
“Boca nem muito grande nem pequena, lábio superior delgado e o inferior mais carnudo e um pouco caído, de muita beleza e colorido.”
“Dentes iguais e muito brancos.”
“Buço bem formado.”
“Orelhas pequenas e bem feitas.”
“Garganta larga, muito branca e alta.”
“Mãos muito lindas embora pequenas, pés bonitos e bem proporcionados.”
“No rosto, ao lado esquerdo, três pintas vistas como verrugas, pequenas, começando abaixo da boca e outra entre a boca e o nariz e o último no nariz, mais para baixo do que para cima.” “Proporcionava grande alegria mirá-la e ouvi-la, porque era muito agradável e graciosa em todas as suas palavras e ações.”
“Tinha um ar gracioso no andar, no falar, no olhar e em qualquer ação ou qualquer maneira de semblante que mostrasse. A roupa que vestia, quer fosse o pobre hábito de sua Ordem ou um trapo velho e remendado que ostentasse, tudo lhe caía bem.”

O CARÁTER DE TERESA

O caráter de Teresa, mesclado de expansividade e de rigor, de intensa piedade e de enorme desenvoltura, extremamente carinhosa e desprendida até empreender uma fuga, estava forjado em uma tática educativa muito ampla e igualmente vigorosa, que logrou conservar a candura da inocência toda vez que pelejava pelos mais ousados ideais.

DEVOÇÕES DE TERESA

Contava muito em ser devota de Nossa Senhora e de alguns Santos .
Anos depois, encontrou-se, em seu breviário, uma lista com os nomes de sua devoção particular. Alguns deles, em número mais ou menos conhecidos, faziam parte da lista, como:
N.P. São José - Santo Alberto - São Cirilo - Todos os Santos da Nossa Ordem - Os Anjos - O Anjo da Guarda - Os Patriarcas - São Domingos São Jerônimo - O Rei Davi - Santa Maria Madalena - Santo André - Os Dez mil Mártires - São João Batista - São João Evangelista - São Pedro e São Paulo - Santo Agostinho - São Sebastião, mártir - Sant´Ana - SÃo Francisco - Santa Clara - São Gregório - São Bartolomeu - O Santo Jó - Santa Maria do Egito, eremita e penitente - Santa Catarina, mártir - Santa Catarina de Sena - Santo Estevão, mártir - Santo Hilário - Santa Úrsula, mártir - Santa Isabel da Hungria - O santo da sorte - Santo Ângelo.
Fora estes, e a uns mártires e solitários, cujas vidas a entusiasmaram pela leitura do Flos Santctorum, podemos quase, com segurança, assinalar como herança materna a devoção aos anjos, especialmente a São Miguel e ao Anjo da Guarda; o santo de sua sorte, que era Santa Dorotéia, São João Batista, São João Evangelista e especialmente Sant´Ana. Sabe-se também que D. Lorenzo de Cepeda era devotíssimo da mãe da Virgem, provavelmente desde a sua infância. O motivo desta devoção, tão arraigada nas tradições populares da Espanha, era sua relação com a Virgem Maria. Por motivos idênticos entrou a devoção a São Joaquim e a São José especialmente. Os carmelitas e franciscanos propagaram, entusiasticamente, entre o povo, a Summa de Donis Sancti Ioseph.

Assim era Teresa de Ahumada.

Fonte: “Tiempo y Vida de Santa Teresa"

Efrén de la Madre de Dios, OCD y Otger Steggink,O.CARM
Biblioteca de Autores Cristianos – Madrid - MCMXCVI
Tradução livre somente para informação, sem fins lucrativos,
por Dyonisio da Silva , ocds



Liturgia - 28 de Março -SÁBADO DA 4a. SEMANA DA QUARESMA









Cor litúrgica: roxo

Laudes: Liturgia das Horas: 37-1392-297
Oração das Horas: 273-1109-371
I Vésperas: Liturgia das Horas: 33-973-301
Oração das Horas: 271-759-372


Leituras
: Jr 11,18-20 – Sl 7 – Jo 7,40-53
“Este é o Cristo?”
Muitas vezes, um profeta é incômodo e as palavras e atitudes de Jesus levam a uma tomada de posição.

“Como Jesus Cristo é pouco conhecido mesmo pelos que se dizem seus amigos! Pois até estes procuram nele gostos e consolações, amando a si próprios e não as amarguras e aniquilamentos da cruz..”
São João da Cruz – 2S 7,12

“Não fosse tão ruim, bastaria ter pais virtuosos e tementes a Deus como favor do Senhor para que fosse boa.”
Santa Teresa de Jesus – V. 1.1


1515 – Nascimento de TERESA DE AHUMADA


Cartas de Santa Teresa de Jesus no dia 28

1578 – C. 231 – À Madre Maria de São José, em Sevilla – Carinho para com as Descalças de Sevilla. Não recebam noviças que não tenham bom entendimento. Conselhos de espírito. “Não sei quem são os assírios.” Achaques da Santa. Lembranças às suas filhas.
1581 – C. 370 – A D. Antonio Gaytán, em Alba de Tormes. Desculpa-se de não a ter escrito mais amiúde. Boatos que corriam em Alba acerca de sua sobrinha Beatriz.



SANTO DO DIA




Santa Gisela



Era filha do duque bávaro, Henrique (O Briguento) e de Gisela de Barganha. Em 1996 os emissários de Geiza da Hungria vieram a sua casa, para a alegria de seus pais, pedir sua mão em casamento. Gisela que se houvera consagrado a Deus no íntimo de seu coração não teve como mudar esta situação e assim mudou-se para a corte principesca húngara. Porem sua meta continuava a ser a de levar todo o povo para Cristo. Gisela foi coroada e ungida como primeira rainha cristã dos húngaros e com ela, seu marido Estevão que se converteu ao cristianismo por sua influência. Gisela ajudou na construção de nos reparos de Igrejas, construiu a Catedral de Vezprim para a qual doou ricos feudos. Mandou vir escultores da Grécia para embelezarem as Igrejas. Porém passou por grandes sacrifícios. Perdeu a primeira filha e logo depois, o filho. Outras duas filhas se casaram e jamais as reviu por partirem para terras muito distantes. Seu filho Américo, que deveria sucedê-la ao trono rela, também faleceu. Mais tarde ele foi canonizado pela sua santidade.

Comentários Recentes - Daniel Brottier



BEMAVENTURADO DANIEL BROTTIER
Comentários Recentes
Resposta ao Anonymous (março 25)
Pedimos desculpas por haver informado erroneamente a Canonização de Daniel Brottier em seu resumo biográfico, no dia 28 de fevereiro.
Nascimento: 07-9-1876
Falecimento: 28-2-1936
Decreto das virtudes heróicas: 13-1-1983
Beatificação, por João Paulo II, em 25-11-1984
Canonização: o processo ainda continua, portanto, elevemos nossas orações para a glorificação deste filho heróico Igreja e intercessor missionário.
Consulte também os sites com biografias mais extensas:

EVANGELHO DE HOJE COMENTADO POR SÃO JOÃO DA CRUZ




João 7,1-2.10.25-30
Depois disto, Jesus continuava pela Galileia, pois não queria andar pela 
Judeia, visto que os judeus procuravam matá-lo. 
Estava próxima a festa judaica das Tendas. 
Contudo, depois de os seus irmãos partirem para a festa, Ele partiu também, 
não publicamente, mas quase em segredo. 
Então, alguns de Jerusalém comentavam: «Não é este a quem procuravam, para 
o matar? 
Vede como Ele fala livremente e ninguém lhe diz nada! Será que realmente as 
autoridades se convenceram de que Ele é o Messias? 
Mas nós sabemos donde Ele é, ao passo que, quando chegar o Messias, ninguém 
saberá donde vem.» 
Entretanto, Jesus, ensinando no templo, bradava: «Então sabeis quem Eu sou 
e sabeis donde venho?! Pois Eu não venho de mim mesmo; há um outro, 
verdadeiro, que me enviou, e que vós não conheceis. 
Eu é que o conheço, porque procedo dele e foi Ele que me enviou.» 
Procuravam, então, prendê-lo, mas ninguém lhe deitou a mão, pois a sua hora 
ainda não tinha chegado. 


Da Bíblia Sagrada 



Comentário ao Evangelho do dia feito por 

São João da Cruz (1542-1591), Carmelita,  Doutor da Igreja 
Cântico Espiritual, estrofe 1 (a partir da trad. OC, Cerf 1990, p. 1218) 

«Procuravam, então, prendê-Lo, mas ninguém Lhe deitou a mão» 

Onde Te escondeste, meu Bem-Amado, 
Deixando-me num gemido constante? 
Fugiste, qual veado, 
Havendo-me ferido; Por ti 
Clamando, eu fui. Ah, em vão Te segui! 

«Onde Te escondeste?» É como se a alma dissesse: «Verbo, Esposo meu, 
mostra-me o lugar da Tua morada.» O que equivale a pedir-Lhe que manifeste 
a Sua divina essência, porque «o lugar da morada do Filho de Deus», diz-nos 
São João, «está no seio do Pai» (Jo 1,18) ou, falando noutros termos, é a 
essência divina, invisível a todo o olhar mortal, impenetrável a todo o 
entendimento humano. Isaías, dirigindo-se a Deus, diz-Lhe: «Na verdade Vós 
sois um Deus escondido» (Is 45, 15). 

Por isso, é de notar que, por muito íntimas que sejam as comunicações, por 
muito sublime que possa ser o conhecimento que uma alma tenha de Deus nesta 
vida, o que ela percebe não é a essência de Deus e nada tem de comum com 
Ele. Na realidade, Deus está sempre escondido da nossa alma. Quaisquer que 
sejam as maravilhas que lhe sejam desveladas, a alma deve sempre tê-Lo por 
escondido e procurá-Lo em sua morada, dizendo: «Onde Te escondeste?» De 
facto, nem a comunicação sublime nem a presença sensível são testemunho 
seguro da favorável presença de Deus numa alma, nem a secura e a carência 
de tais dons serão um indício da Sua ausência. É o que nos diz o profeta 
Job: «Passa diante de mim e eu não O vejo, afasta-Se de mim e não me 
apercebo» (Job 9, 11). 

Devemos daqui tirar um ensinamento. Se uma alma for favorecida com sublimes 
comunicações, conhecimentos e sentimentos espirituais, não deve nunca 
persuadir-se de que possui a Deus ou que vê clara e essencialmente a Deus, 
nem que esses dons signifiquem ter mais a Deus ou estar mais em Deus do que 
os outros; da mesma forma, se todas estas comunicações sensíveis e 
espirituais vierem a faltar-lhe deixando-a na aridez, nas trevas e no 
desamparo, não deve ela nunca pensar que nesse estado Deus lhe falta [...]. 
O principal intento da alma, neste verso, não é pois pedir devoção 
afectuosa e sensível, que não dá certeza nem evidência da posse do Esposo 
nesta vida: ela reclama a presença e a clara visão da Sua essência, que 
quer fruir, de maneira firme e segura, na outra vida. 

quinta-feira, 26 de março de 2009

Liturgia - 27 de Março - 6a-FEIRA DA 4a. SEMANA DA QUARESMA




Cor litúrgica: roxo

Ofício do dia de semana do Tempo Quaresmal
Liturgia das Horas: 37-1378-289
Oração das Horas: 273-1097-368

Leituras: Sb 2, 1a.,12-22 – Sl 33(34) – Jo 7,1-2.10.25-30
“Eu e o Pai somos um só.”
As formas de se procurar Jesus são diversas. Entretanto, são infrutíferas aquelas que não aceitam a revelação divina como uma realidade vinculada ao seu tempo.

“Ele mora acima dos céus e fala a linguagem da eternidade, enquanto nós, cegos sobre a terra, só entendemos o temporal e humano.”
São João da Cruz - 2S 20,5

“O amor de Deus não está nos deleites espirituais, mas em estar firmemente resolvidos a contentá-lo em todas as coisas, tentando todo o esforço para não ofendê-lo, e rezando pelo aumento da honra e da glória de seu Filho e pela exaltação da Igreja Católica.”
Santa Teresa de Jesus


SANTO DO DIA




João de Damasceno nasceu na metade do século VII, de família árabe cristã e morreu em 749. É considerado o último representante da patrologia grega e equivalente oriental de Santo Isidoro de Sevilha, por suas obras monumentais como “A Fonte do Conhecimento”. A sua atividade literária é multiforme: passeia com autoridade da poesia à liturgia, da eloqüência à filosofia e à apologética. Filho de um alto funcionário do califa de Damasco, João foi companheiro de brinquedos do príncipe Yazid, que mais tarde o promoveu ao mesmo encargo do pai, que corresponde, mais ou menos, ao de ministro das finanças. Na qualidade de Logoteta, foi representante civil da comunidade cristã junto às autoridades árabes. A um determinado ponto João deixou a corte, demitindo-se do alto cargo, provavelmente pelas tendências anti-cristãs do califa. Em companhia do irmão Cosme, futuro bispo de Maiouma, retirou-se para o mosteiro de são Sabas, preparando-se para o cargo de pregador titular da basílica do Santo Sepulcro.
A recompensa de São João Damasceno
Este santo, vingador das santas imagens contra os ímpios iconoclastas, foi condenado por Leão Isauro a ter a mão direita decepada. Logo depois dessa bárbara execução, João foi prostrar-se diante da imagem de Maria, seu recurso ordinário, com o fim de oferecer a Deus, por Maria, seus sofrimentos. Confiado no seu poderosíssimo auxilio, disse a Maria: “Sabeis, ó Virgem Santa, qual foi o motivo por que me cortaram a mão. Ela era sagrada a vosso serviço. Rainha dos anjos e dos homens, se não for contrário à vontade de Deus, vossa intercessão me pode restituir de novo a minha mão, a qual, mais do que antes, será vossa”.Enquanto assim rezava, sentiu as dores diminuírem de intensidade até desaparecerem. Durante um sono reparador, Maria restituiu-lhe a mão, pedindo-lhe que escrevesse sempre em defesa da Igreja. Ao redor do pulso, ficou apenas uma simples linha vermelha, como para servir de testemunho da autenticidade do milagre. Tal prodígio, Maria o fez em favor de um homem que, pelas suas palavras e por seus escritos, defendia oculto das santas imagens.
O fundamento dos ícones é, segundo São João Damasceno, a vinda de Cristo à terra. A salvação está ligada à encarnação do Verbo divino, por conseqüência à matéria. “Deus, que não tem corpo nem figura, não podia outrora e de maneira alguma ser representado por qualquer imagem. Mas agora, que Deus permitiu ser visto em carne e viver no meio dos homens, eu posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus. Eu não adoro a matéria, mas sim o criador da matéria, que se tornou matéria por minha causa, que quis habitar a matéria e que, através da matéria, me deu a salvação.”




quarta-feira, 25 de março de 2009

Liturgia - 26 de Março - 5a-FEIRA DA 4a. SEMANA DA QUARESMA





Cor litúrgica: roxo


Ofício do dia de semana do Tempo Quaresmal
Liturgia das Horas: 36-1363-281
Oração das Horas: 273-1084-365

Leituras: Is 49,8-15 – Sl 144(145) – Jo 5,17-30
“Há outro que dá testemunho de mim, e esse é digno de fé.”
Diante do decreto da morte de Jesus pelas autoridades judaicas, aparecem as testemunhas que depõem a favor de Jesus, que são: João Batista, o Pai e a Escritura.

“Quando o temor é perfeito, o amor divino também o é, e a transformação da alma em Deus por amor logo se opera.”
São João da Cruz - 1S 2,4

Carta de Santa Teresa de Jesus no dia 26

1578 – C. 230 – À D. Maria de Mondonza, em Valadollid – Consola a D. Maria em seus desgostos. Admirável doutrina para levar por Deus os trabalhos deste mundo.


SANTO DO DIA


São Ludgero de Münster


Nasceu em 743 em Zuilen, Friesland (moderna Holanda).Filho de uma família nobre e irmão dos Santos Gerburgis e Hildegrin. Ouviu São Bonifácio pregar em 753 e decidiu entrar para a vida religiosa. Estudou sob a direção de São Gregório de Ultrecht (do qual escreveu a biografia). Estudou na Inglaterra três anos sob a direcção de Santo Alcuino, diácono.Retornou a Holanda em 773 como missionário. Foi enviado a Deventer em 775 para restaurar uma capela destruída pelos pagãos saxões e recuperar as relíquias de São Lebwin que havia construído a capela. Destruiu ídolos pagãos e locais de cultos pagãos na área oeste de Lauwers Zee e aquela região tornou-se cristã após a sua estadia. Notável pregador. Ensinou na escola de Ultrecht . Ordenado em Colonia em 777. Missionário em Friesland, principalmente ao redor de Ostergau e Dokkum de 777 até 784. Retornava cada outono para Ultrecht para ensinar na escola da Catedral. Deixou a área em 784 quando os Saxões invadiram e expulsaram todos os padres.
Peregrino a Roma em 785, encontrou-se com o Papa Adraino I e os dois trocaram conselhos. Viveu como monge beneditino em Monte Casino de 785 a 787 mas não tomou os votos. A pedido de Carlos Magno, retornou a Friesland como missionário. Foi uma expedição bem sucedida e ele construiu um Mosteiro em Weden para servir de base as suas jornadas. Diz a tradição que curou vários cegos.Construiu um Mosteiro em Mimigernaford como centro do trabalho missionário e serviu como Abade. A palavra “monasterium” deu o nome à cidade que cresceu ao redor da casa: Munster. Construiu várias pequenas capelas em toda a região. Foi o primeiro Bispo da Munster em 804, sendo consagrado em Wesphalia. Sua saúde piorou nos últimos anos, mas ele nunca reduzia a sua carga de trabalho. Não interessava quão perigosa ou trabalhosa fosse a sua vida fora do Mosteiro, Lugero nunca deixou de ter tempo para as orações e meditações. Faleceu na tarde de 26 de março de 809 (sábado da Paixão) de causas naturais e foi enterrado em Werden.O seu túmulo tornou-se local de peregrinação e vários milagres foram creditados a sua intercessão. Assim suas relíquias foram trasladadas para a Catedral de Munster onde tem o seu santuário.
cf. www.cademeusanto.com.br


A ANUNCIAÇÃO DO SENHOR E O CARMELO







«Porque me fez grandes coisas, o Omnipotente» (Lc 1, 49)

Contemplai Maria, bem-amados, vede como Gabriel entrou em sua casa e como, à sua objecção, «Como será isso?», o servo do Espírito Santo deu a seguinte resposta: «Nada é impossível a Deus, para Ele tudo é simples.» Considerai como ela acreditou no que ouvira e disse: «Eis a serva do Senhor.» Desde logo o Senhor desceu, de uma forma que só Ele conhece; pôs-Se em movimento e veio como Lhe agradava; entrou nela sem que ela o sentisse e ela acolheu-O sem ter qualquer sofrimento. Ela trazia em si, como uma criança, Aquele de que o mundo está cheio. Ele desceu para ser o modelo que renovaria a imagem antiga de Adão.
É por essa razão que, quando te anunciam o nascimento de Deus, deves manter-te em silêncio. Que a palavra de Gabriel esteja presente no teu espírito, pois nada é impossível a esta gloriosa Majestade que desceu por nós e que nasceu da nossa humanidade. Nesse dia, Maria tornou-se para nós o céu que contém Deus, pois a Divindade sublime desceu e fez dela a Sua morada. Nela, Deus fez-se pequeno – mas sem enfraquecer a Sua natureza – para nos fazer crescer. Nela, Ele teceu-nos uma veste com a qual nos salvaria. Nela cumpriram-se todas as palavras dos profetas e dos justos. Dela se elevou a luz que expulsou as trevas do paganismo.Numerosos são os títulos de Maria [...]: ela é o palácio no qual habitou o poderoso Rei dos reis, mas Ele não a deixou como viera, pois foi dela que Ele se fez carne e que nasceu. Ela é o novo céu no qual o Rei dos reis habitou; nela elevou-se Cristo e dela subiu para iluminar a criação, formada e talhada à Sua imagem. Ela é a cepa de vinha que deu uvas; ela gerou um fruto superior à natureza; e Ele, se bem que diferente dela pela Sua natureza, vestiu a sua cor quando nasceu dela. Ela é a fonte da qual brotaram as águas vivas para os sequiosos e aqueles que aí se dessedentam dão frutos a cem por um.
Santo Efrém (c. 306-373), diácono na Síria, Doutor da Igreja Homilias sobre a Mãe de Deus, 2, 93-145; CSCO 363 e 364, 52-53 (trad. Delhougne, Les Pères commentent, p. 481 rev.)












PORQUE TE AMO, MARIA




Quando o anjo te anunciou que serias a Mãe
Do Deus que conquistastes por tua humildade,
Tornou-te onipotente essa virtude oculta,
Ela ao teu coração trouxe a Trindade santa
e o Espírito de Amor, cobrindo-te em sua sombra,
O Filho, igual ao Pai, encarnou-se em teu seio...
Inúmeros serão seus irmãos pecadores,
Uma vez que Jesus é o teu primeiro filho!...

Ó Mãe muito querida, embora pequenina,
Trago em mim, como tu, o Todo-Poderoso
e nunca tremo ao ver em mim tanta fraqueza.
O tesouro da Mãe é possessão do Filho,
e sou tua filha, ó Mãe estremecida.
Tua virtude e amor não são, de fato, meus?
E quando ao coração me vem a Hóstia santa,
Teu Cordeiro Jesus, crê que repousa em Ti!...

Tu me fazes sentir que não é impossível
Os teus passos seguir, Rainha dos eleitos,
Pois o trilho do céu nos tornastes visível,
Vivendo cada dia as mais simples virtudes.
Quero ficar pequena ao teu lado, Maria,
Por ver como são vãs as grandezas do mundo.
Ao ver-te visitar a casa de Isabel,
Aprendo a praticar a caridade ardente.
..............................................

Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face
P 54, 3,4,5,6 - (maio de 1897)







ELEVAÇÃO À SANTÍSSIMA TRINDADE




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Ó Fogo devorador, Espírito de amor, “vinde a mim” para que se opere em minha alma como que uma encarnação do Verbo: que eu seja para ele uma humanidade de acréscimo na qual ele renove todo o seu Mistério. E vós, ó Pai, inclinai-vos sobre a vossa pobre e pequena criatura, cobri-a com vossa sombra vendo nela só o Bem-Amado, no qual pusestes as vossas complacências.
Ó meus Três, meu Tudo, minha Beatitude, Solidão infinita, imensidade onde me perco, entrego-me a vós qual uma presa. Sepultai-vos em mim para que me sepulte em vós, até que vá contemplar em vossa luz o abismo de vossas grandezas.


Elisabete da Trindade
21 de novembro de 1904







QUERIDO SÃO JOSÉ


Frei Patrício Sciadini, ocd.
-
Amo muito São José e gostaria que todos o amassem e o tivessem como modelo de vida e protetor em todas as dificuldades, começando pelas familiares, econômicas, de fé e por aí vai. Aprendi este amor com minha Mãe Santa Teresa de Ávila que escreve com muito acerto: “Só peço, pelo amor de Deus, que quem não me crê o experimente, vendo por experiência o grande bem que é encomendar-se a esse glorioso patriarca e ter-lhe devoção. As pessoas de oração, em especial, deveriam ser-lhe afeiçoadas; não sei como se pode pensar na Rainha dos Anjos, no tempo em que tanta angústia passou com o Menino Jesus, sem se dar graças a São José pela ajuda que lhes prestou. Quem não encontrar mestre que ensine a rezar tome por mestre esse glorioso Santo, e não errará no caminho.”
Dialogo muito com São José, ele não costuma responder porque é silêncio operativo, ele age, faz. Sabe que é necessário que nos coloquemos numa atitude de acolhida diante do desígnio de Deus, não importa se o compreendemos ou não. O que importa é crer que o Senhor, diante de todas as noites e lutas interiores, nos repete: “não tenhas medo!” Há momentos na vida de José, como na nossa, que é necessário estar pronto para ir aonde o Senhor quer, embora não saibamos nem como e nem porque. A Deus não se fazem perguntas, se crê que ele é amor e não poderá nos colocar em situações que nos levem longe do seu amor e do amor aos irmãos.
Na escola de São José precisamos que todo homem seja discípulo para aprender que a família é valor essencial ao qual tudo deve ser sacrificado e oferecido. O Pai não escolheu para esposo de Maria um rico que não necessitasse de trabalhar, mas sim um humilde trabalhador que, como é apresentado pelos evangelistas, era quem sabe “diarista” mais do que dono de uma marcenaria. De manhã cedo, ao primeiro canto do galo, ele se levantava e pegando seus apetrechos ia de rua em rua procurando cadeiras, arados e portas para consertar, voltando à noite, trazia pedaços de madeira para o fogo. Ele, chefe da família, presidia com Maria e Jesus as orações da família judaica, onde se rezava o “lembra-te Israel” e outras as orações e bênçãos para que durante toda a jornada a presença do Altíssimo estivesse como sombra sobre toda a família.
José sentiu como era duro viver longe do seu povoado sendo migrante no Egito, como era duro ganhar o pão de cada dia. Quem sabe por este motivo Teresa de Ávila o nomeia como ecônomo permanente dos seus mosteiros para que cuide da porta e não deixe faltar nada.
Meu querido São José, precisamos redescobrir o trabalhar para comer e não trabalhar para fazer dinheiro e tanto menos dominar os que nada têm. O mundo necessita de colocar os seus olhos sobre ti para compreender a arte da partilha e da generosidade. Hoje vivemos numa sociedade onde se acha que o trabalho enobrece o ser humano, na verdade é o ser humano que vai enobrecendo o seu trabalho, seja qual for. Para pessoa honesta não há trabalho desonesto. Mas a ganância, o desejo de riqueza, de conforto, leva o ser humano a escolher profissões degradantes, como tráfico de drogas, jogo sujo de armas, ou venda de corpos humanos como animais no mercado. Quando o lucro se faz idolatria não há mis dignidade humana, mas explosão dos instintos mais brutos do ser humano.
Meu querido São José, ensina-nos a dignidade do trabalho, unidos a Deus numa atitude de contemplação. Daí-nos o amor à família. É melhor um pedaço de pão duro, quem sabe velho, mas com a consciência tranquila que um cabrito assado e ricos almoços com consciência suja.

terça-feira, 24 de março de 2009

Liturgia - 25 de Março - ANUNCIAÇÃO DO SENHOR










Cor litúrgica: branco


Ofício solene próprio
Liturgia das Horas: 1508-982
Oração das Horas: 1223-764

Leituras: Is 7,10-14;8,10 – Sl 39(40) – Hb 10,4-10 – Lc 1,26-38
“Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo!”
Maria é escolhida pelo amor benévolo de Deus.

No nono mês antes do Natal, Solenidade da Anunciação do Senhor, dia em que a Virgem Maria acolheu o Verbo Divino em seu coração, por sua fé na mensagem do Anjo, e o concebeu em sua carne por obra do Espírito Santo.
"Ave, cheia de graça! O Senhor está contigo!"
A Anunciação do anjo à Maria marca o início da Redenção humana. Com seu “sim”, Maria divide a história da humanidade em antes e depois, em velho e novo. Através dela o Filho de Deus se fará homem e se fará presente e atuante em seu tempo e por toda a eternidade.Com sua atitude, Maria torna-se co-redentora, participando do resgate da humanidade em direção ao coração de Deus. Através de Maria, Deus se fará homem e na vida terrena experimentará o limite da condição humana para revelar-se Pai amoroso, Filho amado, Espírito amante.A festa da Anunciação a Nossa Senhora, é o momento em que Cristo começa a ser gerado no ventre de Maria. A jovem, que questiona o anjo por não entender como tal coisa poderia acontecer, já que não conhecia homem, consegue perceber nas palavras do mensageiro a certeza de Deus e sua verdade. Assim, abre seu coração e seu corpo ao extraordinário, àquilo que assombrará a humanidade por gerações: ser corpo virgem e gerar uma vida – mistério insondável de Deus, revelação suprema de seu poder em tornar possível o impossível aos olhos humanos.
Todas as gerações vos proclamarão bem-aventurada, ó Maria!

“Os céus são meus e minha a terra; minhas são as criaturas, os justos são meus e meus os pecadores. Os anjos são meus e a Mãe de Deus e todas as coisas são minhas; e o próprio Deus é meu e para mim, porque Cristo é meu e todo para mim.” (cf 1Cor 3,22-23)
São João da Cruz – D 26

“Não há rainha que force o Rei se render como a humildade; esta o trouxe do céu nas entranhas da Virgem, e com ela, nós o traremos preso por um fio de cabelo a nossas almas.”
Santa Teresa de Jesus – C 16.2

Cartas de Santa Teresa de Jesus no dia 25

1581 – C. 368 – Ao Padre Jerônimo Gracián – Sobre o modo de entender umas palavras acerca da fundação de Burgos:
“A meu parecer, jamais ouvi José que fosse já a minha ida a Burgos: não disse tarde nem cedo, senão que desta fundação não encarregue eu outra monja, como esteve tencionado a fazer.”

1581 – C. 369 – À Madre Maria S. José. Priora de Sevilla participa-lhe sua alegria pela terminação dos negócios da Reforma, e seu desejo de ir para o céu.

SANTO DO DIA



São Tarásio


São Tarásio nasceu no ano 730. Recebeu uma ótima educação cristã e literária; tinha como pai, o prefeito de Constantinopla. Tarásio era de caráter zeloso, de tal forma que foi nomeado pelo imperador para um alto cargo imperial. Enfrentou, em Deus, todas as tentações próprias da sociedade cheia de luxo. No século VIII, foi a heresia iconoclasta promovida pelo imperador Leão que, não compreendendo, aponta o culto às imagens como uma prática de idolatria. Ao assumir o patriarcado, São Tarásio, em comunhão com o Papa, combateu e conseguiu condenar esta heresia num Concílio. Cuidadoso com suas ovelhas, tinha um grande espírito de serviço, a ponto de dizer, ao ser questionado pelo seu especial cuidado para com os pobres: "Minha única ambição é imitar Nosso Senhor Jesus Cristo, que viveu para servir e não para ser servido".

DOM OSCAR ROMERO, mártir latino-americano



Venerável DOM OSCAR ROMERO


Óscar Arnulfo Romero Galdámez
(1917 - 1980)


Sacerdote católico da América Central nascido em Ciudad Barrios, El Salvador, no Dia da Assunção da Virgem Maria e mártir da luta pelos direitos humanos na América Central. Foi ordenado sacerdote (1942) e tornou-se Bispo Auxiliar de São Salvador (1970), com o lema de sua vida: Sentir com a Igreja. Os anos em que passou como Auxiliar foram muito difíceis, devido a um sacerdócio tradicionalista, com posturas conservadoras diante da situação, que não se adaptava à pastoral social que impulsionava a Arquidiocese, além do difícil ambiente na capital e a situação da violência assustadora. Tornou-se Arcebispo de San Salvador (1977) e o assassinato do seu amigo, o jesuíta Padre Rutilio Grande, em 12 de março daquele ano, e de um grupo de camponeses, inclusive crianças, que regressavam de um ato litúrgico, assassinados sem compaixão por alguns militares, revolucionaram a sua vida. De pessoa fortemente conservadora, introvertida e pouco aberta às aspirações do seu povo, despertou para a gravidade da situação de injustiça e violência que se vivia e compreendeu que a sua missão de pastor era tornar-se defensor do povo, a voz dos sem voz. Começou a se identificar mais com os pobres e a chamar os assassinos e opressores pelo nome e sua pregação começou a dar frutos na Arquidiocese, a união do clero e dos fiéis em torno do seu chamado e a proteção da Igreja. A situação complicou-se após a eleição reconhecidamente fraudulenta do general Carlos Humberto Romero para a presidência. A violência e a opressão da elite salvadorenha apoiada pelos Estados Unidos acentuou-se e pela sua postura dura contra a violência e as injustiças de que o seu povo era vítima acabou por receber inúmeras ameaças de morte, tendo sido assassinado com um tiro no coração por um franco-atirador, no dia seguinte a ter ordenado em nome de Deus, o fim da repressão contra o povo, enquanto celebrava a Eucaristia na capela do Hospital La Divina Providencia em San Salvador, a 24 de março (1980).

A infância, a vocação

Nasce ao 15 de agosto de 1917, em Ciudad Barrios. Sua família é numerosa e pobre. Quando crianças, sua saúde inspira cuidados. Gosta de tocar flauta e brinca de sacerdote. Com apenas 13 anos entra no seminário e com 20, vai a Roma para completar o curso de teologia. É ordenado sacerdote. Em 1943 retorna a El Salvador.

À descoberta da miséria

Durante 26 anos, na função de pároco, revela-se um sacerdote generoso: visita os doentes, leciona religão nas escolas, é capelão do presídio; os miseráveis fazem fila à porta de sua residência aguardando ajuda. Ocasião suficiente para o vigário conhecer a miséria profunda que assola seu pequeno país. A miséria é provocada pela estrutura social onde 2% da população é proprietária de 60% das terras férteis. À maioria dos camponeses falta trabalho, alimento e água potável. É grande a mortalidade infantil.

Os anos 70: Arcebispo num clima de opressão e violência

Correm os anos 70 e a maioria dos Países Sula Americanos vivem duras experiências de ditaduras militares conquistando o Estado e confirmando as elites em seus privilégios. Sacrificam-se com exílio e sangue os ideais de justiça e dreitos humanos. Também para El Salvador é um período de grandes conflitos. Os movimentos populares por mais igualdade social e pela reforma agrária são cruelmente abafados pela política e pelos capangas dos donos das terras.
Em 03 de Fevereiro de 1977, Oscar Romero é nomeado arcebispo de El Salvador. Tem 59 anos. Em julho deste ano, o General Carlos Humberto Romero é o novo Presidente do País e reforça a política repressora favorecendo apenas os interesses financeiros, agrícolas e exportadores, da direita reacionária. Após dois anos (15 de outubro de 1979), o General é deposto pelo golpe militar que leva ao poder líderes de vários partidos democráticos. Iniciam-se algumas reformas. Mas, pouco ao pouco, os setores conservadores (o capital financeiro e os exportadores agrícolas) dominam novamente o país. Acirra-se a violência da direita que não admite perder seus privelégios. À esquerda revolucionária não agrada a solução democrática e gradual que se está iniciando. Reina o caos político, econômico, institutional.

Guerra civil e apelo a não-violência

De janeiro a março de 1980 são assassinadas 1015 pessoas. Responsáveis: as forças de segurança e as organizações da direita, contra a guerrilha e os movimentos populares de esquerda que se organizam sempre melhor. Um grupo de guerilheiros sequestra e mata o ministro Maurício Borgonovo. Em resposta, na tarde do mesmo dia, quatro homens da União dos Geurreiros Brancos, grupo para militar de extrema direita, invade a casa paroquial e mata o sacerdote Alfonso Nvarro e o jovem Luis Torres. Na homilia, por ocasião dos funerais, o arcebispo fala contra os extremismos da direita e da esquerda, ambos culpados pela morte dos pobres. Através da rádio católica faz ouvir a sua voz a 75% dos camponeses e a 50% da população das cidades. Aconselha a busca de um projeto de sociedade mais justa e humana. Critica os massacres e as repressões acionadas pela direita e pela esquerda. "A violência não é a via justa. A violência é produzida pelos que matam, pelos que incitam a matar e pelos que não fazem o possível para eliminar suas causas. Estes últimos são tão culpados quanto os que empunham as armas."

Incompreensão

Em um dossier enviado a Roma por quatro dos seis bispos de El Salvador, poucos meses antes de sua morte, Oscar Romero fora acusado de estar se envolvendo com os autores da "teologia da libertação". Incitaria à revolução, alteraria a imagem de Jesus Cristo apresentando-o como um subversivo. Monsenhor Rocardo Urioste, velho amigo e colaborador do arcebispo declara: "Romero, tenho certeza, não lera nenhum livro da teologia da libertação. Leu sim, a Bíblia, o Evangelho e os documentos do Magistéria da Igreja. Tinha o coração para os pobres e aprendia da realidade."

Discípulo do Crucificado

Uma das 1015 pessoas assassinadas entre janeiro e março de 1980 é o Arcebispo. Fuzilado ao celebrar a missa na capela do hospital, em meio aos doentes de câncer e enfermeiros, Um mês antes, sabendo-se ameaçado de morte, no encontro com o Papa Paulo VI declara: "É meu dever estar com meu povo. Não posso ter medo. Será o que Deus quiser."
A conferência dos Bispos latino-americanos, em Medellin (1968) afirmava que a Igreja deve fazer uma opção preferencial pelos pobres e esta preferência pode chegar (conforme também a palavra de Paulo VI na Encíclica Populorum Progressio) a enfrentar as lutas pela libertação.Monsenhor Oscar Arnulfo Romero foi fiel a esta opção da Igreja Latino-Americana em favor dos empobrecidos e explorados. Reagiu à violência e à vingânça. Pagou com a vida o preço de ser discípulo do Crucificado.

"Se me matarem, ressuscitarei no meio do meu povo!"

profetizara em um comentário ao Evangelho, convencido de que uma vida oferecida pelos outros é penhor seguro de ressurreição.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Liturgia - 24 de Março - 3a-FEIRA DA 4a. SEMANA DA QUARESMA







Cor litúrgica: roxo


Ofício do dia de semana do Tempo Quaresmal
Liturgia das Horas: 37-1335-265
Oração das Horas: 273-1059-359


Leituras: Ez 47,1-9.12 – Sl 45(46) – Jo 5,1-3a.5-16
“Levanta-te, pega teu leito e anda.”
A atitude de Jesus manifesta sua constante iniciativa de salvar o que estava perdido. Para Deus sempre há libertação.

“Todo cuidado, portanto, há de consistir, sobretudo, em não pôr obstáculo àquele que a guia pelo caminho ordenado por Deus, na perfeição da lei divina e da fé.”
São João da Cruz – Ch 3,29


Carta de Santa Teresa de Jesus no dia 24

1568 – C.7 - Ao Mestre Gaspar Daza, em Ávila – As relíquias dos Santos Justo e Pastor. Que não falem as religiosas umas com as outras sobre a oração que têm. Está em vésperas de sair para Malagon.



SANTO DO DIA




Santa Catarina da Suécia, Virgem



Catarina foi, ao mesmo tempo, filha, discípula e companheira inseparável da mãe Santa Brígida, a maior expressão religiosa feminina da história da Suécia. Nascida num berço nobre e cristão, Catarina nasceu em 1331 e recebeu educação e cultura com sólida base religiosa. Aos sete anos de idade, foi entregue às Irmãs do convento de Risberg, que souberam desenvolver totalmente sua vocação, cristalizando os ensinamentos cristãos que já vinha recebendo desde o berço. Mas, circunstâncias políticas e sociais fizeram com que a jovem tivesse que se casar com um nobre da corte, Edgar, que além de fervoroso cristão era doente. Assim, decidiu aceitar o voto de castidade que Catarina fizera e ele mesmo resolveu adotá-lo, vivendo tranqüilos como irmãos. Quando Edgard, ficou paralítico, Catarina passou a cuidar dele com todo carinho e generosidade. Por ocasião da morte do pai de Catarina, sua mãe Brígida resolveu se voltar totalmente para a vida religiosa, iniciando-a com uma romaria aos túmulos dos apóstolos, em Roma. Pouco tempo depois Catarina conseguiu a autorização do marido para encontrar-se com ela. Mas, quando estavam em Roma receberam a notícia da morte de Edgard. Então, ambas fizeram os votos e vestiram o hábito de religiosas e não se separaram mais. Catarina ajudou e acompanhou todo o trabalho de caridade e evangelização desenvolvido pela mãe. Fundaram juntas o duplo mosteiro de Vadstena, na Suécia, do qual Brígida foi abadessa, criando a Ordem de São Salvador, cujas religiosas são chamadas de brigidinas. Catarina, como sua assistente, seguiu-a em todas as viagens perigosas, em seu país e no exterior, sendo muita vezes salvas por um cervo selvagem que sempre aparecia para socorrer Catarina. Foi após uma peregrinação à Terra Santa, que Brígida veio a falecer, em Roma. Catarina acompanhou o corpo de volta para a Suécia e foi recebida com aclamação popular, junto com os restos mortais da mãe, que já era venerada por sua santidade. Os registros relatam mais fatos prodigiosos, ocorridos com a nova abadessa, pois Catarina foi eleita sucessora da mãe no convento. Eles contam que alguns pretendentes queriam que ela abandonasse os votos e o hábito depois a morte de Edgard. Um, mais audacioso, ao tentar atacá-la, teria ficado cego e só recuperado a visão depois de se ajoelhar aos seus pés e pedir perdão, quando abriu os olhos viu ao lado de Catarina um cervo selvagem. Por isso, nas suas representações sempre há um cervo junto dela. Entretanto, a rainha-mãe Brígida, depois de falecida passou a operar prodígios, segundo muitos devotos e peregrinos que afirmavam ter alcançado graças por sua intercessão. Por isso, a pedido do povo e das autoridades da corte, a abadessa Catarina foi a Roma requerer do Sumo Pontífice a canonização da mãe, em nome da população do seu país. Ali viveu por cinco anos, interna de um convento onde ficaram registrados sua extrema disciplina, o senso de caridade e a humildade com que tratava os doentes e necessitados. atarina, quando voltou para a Suécia, já era portadora de grave enfermidade, talvez pelas horas de duras penitências que praticava. Tinha cinqüenta anos de idade quando faleceu, no dia 24 de março de 1381. O papa Inocente VIII, confirmou o culto de Santa Catarina da Suécia, em 1484. Mas o seu culto já era muito vigoroso em toda a Europa, uma vez que segundo a população romana ela teria salvado a cidade da inundação do rio Tevere cuja cheia já havia derrubado os diques que o continham.



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