sábado, 24 de janeiro de 2015

Escola De Formação Edith Stein- MODULO I- FORTALEZA, CEARÁ - DIMENSÃO HUMANA

1o. dia



Frei Andre Savero, delegado provincial NORTE/ NORDESTE, dando as boas vindas aos participantes da Escola.
também celebrou nossas missas na quinta e sexta, participando de momentos de palestras e passeio com os membros da Escola. Obrigado Frei Andre, por sua disponibilidade e acolhimento. E também pela alegria permanente no nosso meio.


                            
                              
DIA 22/01/2014


Prof. Ms. Moisés Rocha Farias, OCDS
Fundamentos Antropológicos

Mestre em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará - UECE (2013), possui Especialização em Metodologia e Didática do Ensino Superior pela Faculdade Amadeus, (2009), Pós-graduando em Educação à Distancia - UECE.  Bacharelado em Filosofia pelo Instituto Teológico Pastoral do Ceará (2006). É professor da Faculdade Católica Rainha do Sertão. Professor pesquisador CNPq. É membro do grupo de Pesquisa Um olhar interdisciplinar sobre a subjetividade humana.



23/01/2014



Profª Ms. LISE MARY SOARES SOUZA
Fundamentos Psicológicos
* Psicóloga (UNIFOR);
* Assistente social; (UECE)
* Doutoranda em Educação pela UECE
* Mestre em Psicologia com ênfase em Psicanálise – UNIFOR
* Pós-graduada em Administração de Recursos Humanos; (UNIFOR)
* Formação em psicologia transpessoal;
* Psicodramatista (Associação de Psicodrama e Sociodrama);
* Professora substituta do curso de psicologia da UECE;
* Docente nos cursos de Pós-Graduação em Administração de Recursos Humanos (Universidade Paulista e Universidade Vale Do Acaraú); Especialização em Técnicas Aplicadas de Psicodrama (Associação Brasileira de Psicodrama e Sociodrama - SP); Instituto Cosmos de Psicodrama e Máscaras (CE) e Faculdades Integradas FIC; Graduação em Pedagogia (Universidade Estadual Vale do Acaraú); Graduação em Serviço Social (Universidade Estadual do Ceará); Pós-graduação em Psicodrama (FA 7).
* Experiência na implantação e gestão das áreas de Recursos Humanos.
* Programas de Avaliação de Desempenho por Resultados, de Remuneração variável e Planejamento Estratégico Organizacional.
* Habilidades em diagnósticos organizacionais, administração e métodos de resolução de conflitos, processos grupais (Jogos dramáticos e dinâmicas de grupo) e desenvolvimento de equipes.
* Experiência em projeto de prevenção à violência com adolescentes em situação de risco.
* Experiência em Consultoria de Desenvolvimento Organizacional tendo participado da criação, implantação, organização e reestruturação das áreas de recursos humanos de empresas em diversa capitais brasileiras. 











DIA 24/01/2014
   FUNDAMENTOS ANTROPOLÓGICOS
E  FUNDAMENTOS METODOLÓGICOS

Prof.ª Ms. Ruth Leite Vieira, OCDS


Fundamentos de Sociologia

Possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Ceará (1995) e mestrado em Direito Constitucional pela Universidade de Fortaleza (2005). Atualmente é professor auxiliar da Universidade de Fortaleza, cargo comissionado - Diretora do IPPOO II (Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira II) - Secretaria de Justiça e Cidadania, horista - Falculdades Nordeste e advogada - CONSTRUTORA HERGUS LTDA. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Constitucional, atualmente é presidente da pastoral carcerária do ceará.




Escola De Formação Edith Stein- MODULO I- FORTALEZA, CEARÁ - DIMENSÃO HUMANA








1o. dia



I Modulo Norte/Nordeste
OCDS da Província São José.
Gerando formadores segundo o Coração de Deus.














Aula de Abertura da Escola De Formação Edith Stein

Rose Lemos Piotto, ocds- aula de abertura na ESCOLA DE FORMAÇÃO


Queridos irmãos e irmãs , gostaria de começar com a mesma frase da aula magna do primeiro modulo, dado no sudeste pelo nosso provincial frei Cleber em julho de 2014: “Agora começamos, e procurem ir começando sempre, de bem em melhor” (F 29, 32).
Isto por que esta mesma frase de Nossa Santa Madre foi a nossa Inspiração também para o primeiro Plano de formação de nossa província colocado em pratica há mais ou menos 18 anos atrás*. “Agora começamos, e procurem ir começando sempre, de bem em melhor” (F 29, 32).  E Por causa de ir começando sempre , tentando sempre de bem em melhor é que estamos aqui hoje, com mais um módulo da Escola De Formação Edith Stein.
Gerando formadores segundo o Coração de Deus! Como será isso? O que sabemos é que para nós carmelitas Teresianos a formação é de grande valor e importância. Isso vem do nosso berço materno. Nossa Mae Teresa valoriza a formação quando diz: “A falta de formação religiosa é a causa primordial de muitas incoerências da fé. Por isso a Santa, referindo-se a esta ignorância, diz que “– “porque um espírito que não comece pela verdade melhor faria em não orar. Além disso a instrução é muito boa porque ensina aos que pouco sabemos e nos dá luz, para que, chegando às verdades da Sagrada Escritura, façamos o que devemos e de devoções tolas, livre-nos Deus” (V 13,16). E também Teresa aconselha as monjas a tratarem com letrados. Chama a atenção a preocupação de Teresa por sua formação religiosa e a de suas filhas. Não é algo conjuntural; responde à natureza mesma da fé cristã, tal como ela a percebe. Seus princípios essenciais não brotam das exigências naturais, mas da revelação divina positiva. Este caráter positivo da fé impõe um dever primário: inteirar-se de seu conteúdo. Este conhecimento não pode ser substituído pela boa intenção somente. (só desejar e nunca o fazer ...)
 E assim vai continuando seus conselhos sempre buscando levar suas filhas e filhos a se formarem dentro da vontade e do amor de Deus. Sem deixar de lado a instrução que devemos encontrar nos estudos de formação e informação propostos pela nossa Ordem e pela Igreja.
Nossa constituição ocds no n. 32 nos diz : “O objetivo central do processo de formação na Ordem Secular, é a preparação da pessoa para viver o carisma e a espiritualidade do Carmelo em seu seguimento de Cristo, a serviço da missão.”    
A formação há de ser permanente. É como o respirar, nunca podemos deixar! É algo inseparável da comunidade em que a vocação ao Carmelo nos insere. “A caridade aumenta ao ser transmitida”. Teresa quis formar comunidades orantes. O amor de umas para com as outras, por exemplo, será a primeira condição para poder começar um caminho de oração.

Formar segundo o Coração de Deus é ter plena consciência de nossa vida leiga, sem querer formar nossas comunidades para que sejamos frades ou monjas. Precisamos nos inteirar do que a Igreja quer de nós. Pois há muitos seculares que não tem plena consciência de quem eles realmente são; não buscam saber, não leem e não se formam, e nem aceitam a formação proposta pela igreja e /ou pela Ordem Secular. Para isso temos os nossos documentos nos orientando:  As constituições, a Ratio, Estatutos, Doc. Da Igreja e tantos outros. É preciso que nós carmelitas seculares  nos eduquemos  nesta dimensão para tomarmos consciência de que formamos parte de um povo que tem a mesma dignidade de filhos e filhas. Conforme nos diz nossas constituições , no proêmio: “A grande família do Carmelo Teresiano está presente no mundo sob muitas formas. Seu núcleo é a Ordem dos Carmelitas Descalços, formada pelos frades, as monjas de clausura e os Seculares. É uma só Ordem com o mesmo carisma”. Somos responsáveis e co- responsáveis da organização e missão carmelita na igreja.
Nós Carmelitas Seculares não podemos deixar que isso caia na sombra , fique esquecido. É importante recuperar o significado e seu alcance real. Somos missionários no nosso papel de leigos carmelitas, formamos parte do Carmelo missionário. Santa Teresa já dizia que o resultado de nossa oração eram os frutos das nossas obras. (7M)
Gerar formadores segundo o coração de Deus é uma tarefa para um carmelo Teresiano e que ama aqueles que seguiram os que seguiram Teresa de Jesus. Procuramos Aqui fazer como Santa Teresinha , tornar grandes as coisas pequenas, valorizar o que nos é dado mesmo que seja pouco. Integrando nossa vida cotidiana na divindade que se apossa de nós. É como se fossemos o sopro dessa presença. O extraordinário não é mais o que nos fascina , mas fazemos em imitar  verdadeiramente aquele que É. Agora, pois, dizemos que esta pequena borboleta já morreu, com grandíssima alegria de ter encontrado repouso, e que nela vive Cristo. Vejamos que vida faz, ou que diferença há de quando ela vivia;”(M 7,3),
Para que uma lagarta se fecha num casulo? Para se transformar em bosboleta!
A importância de formar com o coração Teresa FEZ em vez de só falar prar fazer:
“- Na acentuação afetiva, Teresa ensina que a oração é um “negócio do coração”; não tanto da sensibilidade quanto da vontade. Ela privilegia o coração sobre o intelecto, o recolhimento sobre a meditação, o olhar cheio de amor mais do que as consideração que correm o risco de “por de pernas para o ar a retórica”. Educa ao amor na oração vocal, convicta como está de que na oração, como na vida, o que importa é o amor; é um axioma, várias vezes repetido:
“não está a coisa no muito pensar, mas no muito amar”; um amor que se traduz em atitudes de busca da vontade de Deus, de serviço na justiça, de amor e atividade pela Igreja, de dom de si no amor do próximo, É acentuada também a gratuidade da oração, que não deve jamais ser interessada, mas totalmente dirigia a Deus e aos seus interesses, à sua vontade por nós. Obviamente não se nega mas se subordina o conhecimento ao amor, a meditação à contemplação, o pensar ao amar, o intelecto à vontade. Mas na experiência afetiva da oração nasce o verdadeiro conhecimento de um Deus que se revela e fala ao coração do homem. A riqueza do conhecimento de Deus é amplamente documentada ao longo de todos os seus livros. Do encontro pessoal brotou a mais plena revelação de Deus, o mais humilde e sincero conhecimento do homem, no socrático “conhece a ti mesmo” que Teresa traduz como conhecimento de si para ser na verdade-humildade (1M 2,8; 6M 10,7).”( Frei Jesus Castellano Cervera, OCD)

 “A propriedade do amor é de nunca buscar a si mesmo, de nada reservar nada para si, mas de tudo dar àquele que ama. Feliz a alma que ama verdadeiramente; o Senhor torna-se cativo de seu amor!”5.
O papel do formador aqui é de ser delicadamente sutil e inteligente, como o foi nossa Grande Teresa, e nosso pai João da Cruz. Quando diziam o que tem que ser dito sem caminhar por seus formandos. Deixá-los dar passo a passo sem desejar que estes sejam a dados a “nosso” modo, mesmo que isto demore dias, meses anos. E que assim caminhe cada um no seu caminho sem desejarmos santificá-los ou canonizá-los antes da hora.
Olhemos os Conselhos de Elizabete  para uma leiga sua amiga na carta 113:
“Oh, pois alma formosíssima entre todas as criaturas, que tanto desejas conhecer o lugar onde se encontra o teu Amado para procurá-lo e unir-te a ele, já se te disse que tu mesma és o aposento onde ele mora e o recanto e refúgio onde ele se esconde; o que é coisa de grande contentamento e alegria para ti ver que todo teu bem e esperança está tão perto de ti, que está em ti, e para melhor dizer, tu não podes estar sem ele”2.
Esta é a vida do Carmelo: viver nele. Então todos os sacrifícios, todas as imolações tornam-se divinizados. A alma descobre, através de todas as coisas, aquele a quem ama e tudo e a leva a ele. Trata-se de  um diálogo cordial ininterrupto com ele. Deste modo você já pode ser carmelita  em espírito.
Ame o silêncio e a oração porque constituem a essência da vida do Carmelo. Peça à Rainha do Carmelo, nossa Mãe, que lhe ensine a adorar a Jesus em profundo recolhimento. Ela ama tanto suas filhas do Carmelo... É sua Ordem predileta e ela é a nossa Patrona.
Invoque também a nossa seráfica Santa Madre Teresa. Ela amou tanto que morreu de amor. Peça-lhe esse amor apaixonado que ela sentiu por Deus e pelas almas, pois a Carmelita tem que ser uma apóstola. Todas as suas orações e todos os seus sacrifícios são orientados para este fim.
Conhece São João da Cruz? É nosso pai. Com que profundidade ele penetrou no conhecimento de Deus. Antes dele, deveria falar-lhe do Profeta Elias, nosso primeiro pai. Observará que nossa Ordem é muito antiga pois remonta aos Profetas. Ah! Quanto me agradaria cantar todas as suas glórias.
Amemos nosso Carmelo. Ele é incomparável. Quanto à Regra, minha Germaninha, você verá algum dia como ela é bela! Viva-a desde agora em espírito!”


Que nossa Provincia possa crescer e caminhar começando sempre, de bem em melhor, sem medo de inovar e sem medo dos percalços que com certeza sempre hão de nos aparecer, que nosso amor seja sempre de  renovar a vida espiritual por meio da oração constantemente confrontada com a s obras e o amor à Igreja.
Amem!


Rose Lemos Piotto, ocds





5 As duas citações finais são  do CE 32,2 [S. João da Cruz]: “Es propriedad del amor perfecto no querer admitir ni tomar nada para sí ni atribuirse a si nada”. Elisabete diz “buscar-se” [“se rechercher”] em lugar de “ocupar-se de si próprio” de S. João da Cruz; e CE 32,1 “Dichosa el alma que ama, pues tiene a Dios por prisionero rendido a todo lo que ella quisiere,...”.
2 São João da Cruz, Cântico Espiritual, Canção 1a. , no.  7

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Confraternização da Comunidade Nossa Senhora do Carmo e Santa Teresa de Jesus



Fim de ano! É Natal! Mais um ano se vai! É tempo de luz, paz e alegria! É tempo de esperança e acolhida, de preparar os nossos corações para a chegada do Menino Deus.    
Aos catorze de dezembro último ( dia de S. João da Cruz) a Comunidade Nossa Senhora do Carmo e Santa Teresa de Jesus - ao encerrar suas atividades, marcou os 500 anos do nascimento da Santa Madre. Ela que soube enfrentar com muita garra e coragem tantas dificuldades, em épocas difíceis, regada de persistência, simplicidade, e muita sabedoria.
Foi assim, que, entre cores, flores, e sabores, ao lado de doces sorrisos e ternas palavras  a Comunidade marcou os caminhos de Teresa. Durante o ano entre leituras de textos, cartas e poesias, visita do cajado e  momentos de partilha e descontração, contemplamos Teresa que com sua humildade nos revelou mensagens tão presentes no nosso cotidiano e nos alerta para o encontro com Cristo, como nosso compromisso de vida.
Uma de nós representou Santa Teresa com muita emoção e o cajado na mão, sua grande devoção veio contemplar o tom da grande espiritualidade vivida por cada um de nós.
Representando o Natal foi lido um trecho de S. João da Cruz pelo Fr. Aurílio, que o representou, e seguiu-se em procissão com dos membros da Comunidade representando a Virgem Maria e S. José.
Uma irmã da Comunidade fez o relato de sua peregrinação a Ávila.
Foi um momento de descontração, fraternidade, comemoração e muita alegria; além de bênçãos espirituais.
Encerramos a festividade com a representação das luzes do Advento quando a presidente da comunidade, Haidê Zakaib  acendeu a  vela e em seguida  passou a vela para os presentes e com uma oração
Como de costume demos o nosso abraço da paz.
Desejamos a todos um feliz e santo Natal e que a alegria do nascimento do menino Jesus invada nossos corações







 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A escolha de vida de uma mãe é a escolha de dar a vida Na Audiência Geral, o Santo Padre deu sequência ao ciclo de catequeses sobre a família



ROMA, 07 de Janeiro de 2015 (Zenit.org) - Na Audiência Geral desta quarta-feira, 7 de janeiro,o Santo Padre deu sequência ao ciclo de catequeses sobre a família. Eis o texto na íntegra:
Queridos irmãos e irmãs, bom dia. Hoje continuamos com as catequeses sobre Igreja e faremos uma reflexão sobre Igreja mãe. A Igreja é mãe. A nossa Santa mãe Igreja.
Nestes dias, a liturgia da Igreja colocou diante dos nossos olhos o ícone da Virgem Maria Mãe de Deus. O primeiro dia do ano é a festa da Mãe de Deus, à qual segue a Epifania, com a recordação da visita dos Magos. Escreve o evangelista Mateus: “Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram” (Mt 2, 11).  É a Mãe que, depois de tê-lo gerado, apresenta o Filho ao mundo. Ela nos dá Jesus, ela nos mostra Jesus, ela nos faz ver Jesus.
Continuamos com as catequeses sobre família e na família há a mãe. Cada pessoa humana deve a vida a uma mãe e quase sempre deve a ela muito da própria existência sucessiva, da formação humana e espiritual. A mãe, porém, mesmo sendo muito exaltada do ponto de vista simbólico – tantas poesias, tantas coisas belas se dizem poeticamente da mãe – é pouco escutada e pouco ajudada na vida cotidiana, pouco considerada no seu papel central da sociedade. Antes, muitas vezes se aproveita da disponibilidade das mães a sacrificar-se pelos filhos para “economizar” nas despesas sociais.
Acontece que, mesmo na comunidade cristã, a mãe nem sempre é valorizada, é pouco ouvida. No entanto, no centro da vida da Igreja está a Mãe de Jesus. Talvez as mães, prontas a tantos sacrifícios pelos próprios filhos, e não raro também por aqueles de outros, deveriam encontrar mais escuta. Precisaria compreender mais a luta cotidiana delas para serem eficientes no trabalho e atentas e afetuosas na família; precisaria entender melhor o que elas aspiram para exprimir os frutos melhores e autênticos da sua emancipação. Uma mãe com os filhos sempre tem problemas, sempre trabalho. Em me lembro de casa, éramos cinco filhos e enquanto um fazia uma coisa outro fazia outra, o outro pensava em fazer outra e a pobre mãe ia de um lado a outro, mas era feliz, Deu tanto a nós.
As mães são o antídoto mais forte para a propagação do individualismo egoísta. “Indivíduo” quer dizer “que não se pode dividir”. As mães, em vez disso, se “dividem” a partir de quando hospedam um filho para dá-lo ao mundo e fazê-lo crescer. São essas, as mães, a odiar mais a guerra, que mata os seus filhos. Tantas vezes pensei naquelas mães quando recebem a carta: “Digo-lhe que o seu filho morreu em defesa da pátria…”. Pobres mulheres! Como uma mãe sofre! São essas a testemunhar a beleza da vida. O arcebispo Oscar Arnulfo Romero dizia que as mães vivem um “martírio materno”. Na homilia pelo funeral de um padre assassinato pelos esquadrões da morte, ele disse, repetindo o Concílio Vaticano II: “Todos devemos estar dispostos a morrer pela nossa fé, mesmo se o Senhor não nos concede esta honra… Dar a vida não significa somente ser morto; dar a vida, ter espírito de martírio, é dar no dever, no silêncio, na oração, no cumprimento honesto do dever; naquele silêncio da vida cotidiana; dar a vida pouco a pouco? Sim, como a dá uma mãe que, sem temor, com a simplicidade do martírio materno, concebe no seu seio um filho, dá à luz a ele,  amamenta-o, fá-lo crescer e cuida dele com carinho. É dar a vida. É martírio”. Termino aqui a citação. Sim, ser mãe não significa somente colocar no mundo um filho, mas é também uma escolha de vida. O que escolhe uma mãe, qual é a escolha de vida de uma mãe? A escolha de vida de uma mãe é a escolha de dar a vida. E isto é grande, isto é belo.
Uma sociedade sem mães seria uma sociedade desumana, porque as mães sabem testemunhar sempre, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedicação, a força moral. As mães transmitem, muitas vezes, também o sentido mais profundo da prática religiosa: nas primeiras orações, nos primeiros gestos de devoção que uma criança aprende, é inscrito no valor da fé na vida de um ser humano. É uma mensagem que as mães que acreditam sabem transmitir sem tantas explicações: estas chegarão depois, mas a semente da fé está naqueles primeiros, preciosíssimos momentos. Sem as mães, não somente não haveria novos fiéis, mas a fé perderia boa parte do seu calor simples e profundo. E a Igreja é mãe, com tudo isso, é nossa mãe! Nós não somos órfãos, temos uma mãe! Nossa Senhora, a mãe Igreja e a nossa mãe. Não somos órfãos, somos filhos da Igreja, somos filhos de Nossa Senhora e somos filhos das nossas mães.
Queridas mães, obrigado, obrigado por aquilo que vocês são na família e por aquilo que dão à Igreja e ao mundo. E a ti, amada Igreja, obrigado por ser mãe. E a ti, Maria, mãe de Deus, obrigado por fazer-nos ver Jesus. E obrigado a todas as mães aqui presentes: saudamos vocês com um aplauso!

enviado por Fr. Alzinir, ocd

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Vamos salvar a Revista Mensageiro de Santa Teresinha! - Mensagem de Frei Aurílio, ocd


São Paulo 07 de janeiro de 2015

Prezados irmãos!
O senhor os abençoe com sua paz!

Saudações a todos! Que este pedido os encontre com saúde, zelo apostólico e solicitude à vinha do Senhor!
Iniciamos este ano de 2015, um ano de muitas esperanças para todo o povo de Deus, ano em que queremos nos unir em oração pedindo à Trindade Santa que derrame muitas bênçãos sobre nosso país, que vive um forte período de conflitos políticos e sobre nossa Igreja que quer acompanhar a modernidade permanecendo fiel ao Evangelho de Cristo; Sua Boa Nova é notícia sempre boa para todos nós!  Procuremos ser fiéis; rezemos sempre, “pois Ele não nos faltará!”.
O ano que se inicia trás para nós o V Centenário de Nascimento de Nossa Mãe Santa Teresa, é tempo de rever nossas origens para permanecer nos trilhos que Ela nos deixou. O Papa Francisco anunciou também 2015, como o “ano da vida consagrada”, afirmando que os consagrados são homens e mulheres que podem acordar o mundo. A vida consagrada é uma profecia; portanto, renovemos nossa consagração conscientes de nossa missão no mundo.
Bem, agora gostaríamos de lembrar que no ano de 2011 celebramos com muita gratidão o centenário da chegada dos quatro primeiros carmelitas descalços ao sudeste do Brasil, oriundos da Província Romana. Nestes cem anos, estivemos presentes em algumas cidades das quais algumas tivemos que deixar, outras casas foram abertas em locais diversos; estamos agora avançando para o nordeste do país e muitas obras foram realizadas pelos nossos saudosos frades que com coragem nos antecederam; deixando-nos um legado espiritual, cultural e patrimonial.
Dentre os feitos de nossos frades, queremos destacar hoje, a criação da “Revista Mensageiro de Santa Teresinha”. A Revista foi criada em 1924 (um pouco antes da Canonização da Pequena de Lisieux), por frei Serafim de Santa Teresa, vigário provincial na época, o intuito dos primeiros frades era difundir a espiritualidade da santinha das rosas e torná-la mais conhecida em nosso querido Brasil; o que conseguiram foi bem mais do que isso. Muitas pessoas nestes 91 anos da circulação da Revista experimentaram em suas vidas a intercessão de Santa Teresinha, muitas foram as partilhas... E têm se mostrado um importante veículo de divulgação e comunhão de nosso carisma em meio às famílias e paróquias que se identificam com o nosso modo de ser Igreja.
Nestes quase 100 anos de circulação da revista, muitas foram as dificuldades para mantê-la, inclusive financeiras. Hoje, deparamo-nos com uma realidade bem desafiadora para mantermos a revista física em circulação; pois são altas as taxas de impressão e envio, e poucos os assinantes fiéis, ou seja, os que contribuem com seriedade anualmente; no momento contamos com apenas 150 assinantes. Destes, poucos contribuem, sendo que a grande maioria recebe a revista como cortesia.
Por isso fazemos um apelo à sua comunidade; por favor, nos ajudem a manter a Revista que caminha rumo ao seu centenário!
Ajudem-nos a conseguir mais assinantes, pelo menos para manter os custos com a editora.
Precisamos aumentar o número de assinantes fiéis!
Para fazer a assinatura, necessitamos do nome, endereço completo, telefones de contato e o número do CPF do assinante, o valor para este ano de 2015 é de R$44,00 (referente aos quatro exemplares da revista).
Qualquer dúvida ou sugestão, fale conosco, nosso telefone é (11) 3660-1220 ou pelo nosso email: edicoesocd@gmail.com.
Grato!



                                   Frei Francisco Aurílio OCD / Vigário Provincial

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A DESTRUIÇÃO ARQUITETADA POR UM ANJO.


Satanás não é apenas uma "ideia" ou uma "mentalidade", mas, uma criatura real, um ser inteligente
e perverso, que, em seu ódio contra Deus e contra tudo que Deus ama, busca a todo momento
e incansavelmente destruir o projeto de Deus para a salvação dos homens, objetos do beneplácito
divino...  




A lenta e gradual construção da “cidade dos homens” é obra de uma inteligência angélica.


Em uma das muitas alocuções que proferiu, o Papa Pio XII indicou o caminho que o demônio pavimentou, ao longo da história, para destruir o homem, criado à “imagem e semelhança” de Deus [1]:

“Ele se encontra em todo lugar e no meio de todos: sabe ser violento e astuto. Nestes últimos séculos tentou realizar a desagregação intelectual, moral, social, da unidade no organismo misterioso de Cristo. Ele quis a natureza sem a graça, a razão sem a fé; a liberdade sem a autoridade; às vezes a autoridade sem a liberdade. É um ‘inimigo’ que se tornou cada vez mais concreto, com uma ausência de escrúpulos que ainda surpreende: Cristo sim, a Igreja não! Depois: Deus sim, Cristo não! Finalmente o grito ímpio: Deus está morto; e, até, Deus jamais existiu. E eis, agora, a tentativa de edificar a estrutura do mundo sobre bases que não hesitamos em indicar como as principais responsáveis pela ameaça que pesa sobre a humanidade: uma economia sem Deus, um direito sem Deus, uma política sem Deus. O ‘inimigo’ tem trabalhado e trabalha para que Cristo seja um estranho na universidade, na escola, na família, na administração da justiça, na atividade legislativa, na assembleia das nações, lá onde se determina a paz ou a guerra.” [2]
Nosso pai São João da Cruz deparou-se muitas
vezes com a ação demoníaca em suas atividades
pastorais e lutou contra eles. 
A primeira coisa que Pio XII faz é colocar as pessoas diante do inimigo. O Papa quer convencer os homens de que a obra de destruição que se apresenta aos seus olhos não é fruto do acaso ou, como pregam os progressistas, do zeitgeist – o “espírito dos tempos”. Trata-se, de verdade, de um empreendimento demoníaco. Há, por trás de toda a confusão e barbárie deste e de outros séculos, uma inteligência angélica, que, desde que caiu, trabalha incessantemente para perverter a obra da Criação e fazer perder as almas que Cristo conquistou com o Seu sangue, na Redenção.

Como explicar que o projeto de um anjo se torne tão concreto e visível no decorrer da história, só é possível a partir dos agentes humanos que, juntamente com o demônio, bradaram “non serviam”, a fim de servirem ao mal. Embora seus destinos eternos estejam nas mãos de Deus – e só Ele possa dizer se o “oitavo sacramento”, a ignorância invencível, os salvou –, suas obras humanas denunciaram clamorosamente sua identidade. Do Imperador Nero, no século I, passando pelos iluministas anticristãos, até Karl Marx e seus seguidores, muitos foram os homens que aderiram abertamente ao projeto do mal e muitos foram os passos dados rumo ao “amor de si até ao desprezo de Deus” [3].

A guerra contra Satanás, seus anjos e seus planos
é constante para nós católicos. Como carmelitas,
nosso dever é rezar para que as almas e a Igreja
triunfem em todos os combates contra os
espíritos das trevas. 
É verdade que, hoje, tantas coisas más e perversas que os homens cometem ganham gentilmente outros nomes. Hoje sequer se ouvem mais as palavras “pecado” ou “erro”. Todas as ações humanas transitam entre o “conveniente” e o “socialmente inapropriado”, entre o “agradável” e o “politicamente correto”. Só que nem mil jogos de palavras podem mudar ou desfazer a realidade das coisas. Conscientemente ou não, quem quer que trabalhe para implantar no mundo um “sistema de pecado” – como é o caso de organizações que financiam o aborto, de grupos que querem a destruição da família e de religiosos que pedem a implantação de uma religião única e mundial, sem Cristo e sem a Igreja – está trabalhando para Satanás.


O Beato Francisco Palau, ocd, foi no
seu tempo um famoso exorcista. Tinha um
extraordinário dom para discernir os espíritos
e identificar nos acontecimentos a ação
do demônio, mesmo naqueles aparentemente
"bons" ou "sem perigo"... 
As palavras não são exageradas. O próprio Jesus não poupou palavras para denominar os mentirosos: “Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai”. Semelhantes palavras podem ser dirigidas a quem, obstinado no mal, opera incansavelmente para defender a morte e a mentira, obras daquele “era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade” [4].

É verdadeiramente monstruosa a construção – ou a destruição – que os filhos das trevas fazem no mundo. No entanto, não é sadio que os cristãos se detenham diante dessa imensa Babel, nem que cruzem os braços, inertes. Afinal, “todas as coisas” – inclusive a ação dos anjos decaídos – “concorrem para o bem dos que amam a Deus” [5]. Os filhos de Deus não devem temer: nas batalhas desta vida, são guiados e amparados por “aquela misteriosa presença de Deus na história, que é a Providência” [6].

 (Texto extraído do blog do Padre Paulo Ricardo Azevedo Júnior)

Referências
1.     Gn 1, 26
2.     Pio XII, Discorso agli uomini di Azione Cattolica, 12 ottobre 1952
3.     Santo Agostinho, De Civitate Dei, 14, 28
4.     Jo 8, 44
5.     Rm 8, 28

6.     Centesimus Annus, 59

ALTERAÇÃO NO CONSELHO PROVINCIAL E DISTRIBUIÇÃO DAS COMUNIDADES DO ESTADO DE SÃO PAULO

Comunicamos, que por motivos particulares, pediu demissão do Conselho Provincial a conselheira EDNA DE JESUS ALVES (São Roque-SP), assumindo em seu lugar MÁRCIA APARECIDA ANDRADE (Itapetininga-SP). Por essa razão, foi preciso fazer algumas alterações na distribuição das Comunidades do Estado de São Paulo, ficando assimdividido:





DANIEL GARCIA ROZA
Conselheiro (São Paulo)
Coordenador da Comissão de Congressos
Comunidade Santa Teresa e Beata Myriam
(Franca-SP)

Responsável por: 
Grupo São José (Aparecida-SP)
Comunidade São João da Cruz (São João da Boa Vista-SP)
Grupo Santa Teresinha (Mococa-SP)
Grupo Flor do Carmelo (Bauru-SP)
Comunidade Santa Teresinha (Passos-MG)
Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus (São Roque-SP)


HAIDE ZAKAIB MEZZALIRA
Conselheira (São Paulo)
Comunidade N.S. do Carmo e Sta Teresa de Jesus
(São Paulo-SP)

Responsável por: 
Comunidade Santa Teresinha Menino Jesus, Doutora (Jundiaí-SP)
Comunidade Maria, Mãe e Rainha do Carmelo – Jabaquara (São Paulo-SP)

Grupo Nossa Senhora do Carmo (Paulínia-SP)
Comunidade Santa Face (Tremembé-SP) 
Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus (Campinas-SP)
Comunidade Alegria da Sagrada Face (Itapetininga-SP)




MÁRCIA APARECIDA ANDRADE

Conselheira (São Paulo)
marciaandrade@ig.com.br
Comunidade Alegria da Sagrada Face
(Itapetininga-SP)

Responsável por: 
Comunidade Santa Teresa e Beata Myriam Jesus Crucificado (Franca–SP)
Comunidade N. S. do Carmo e Santa Teresa de Jesus - Higienópolis (São Paulo-SP) 
Comunidade Nossa Senhora do Carmo e Santa Teresinha (Presidente Prudente-SP)
Comunidade Nossa Senhora do Carmo (Avaré)
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