domingo, 31 de maio de 2009

NOTÍCIAS DA COMUNIDADE RAINHA DO CARMELO - FORTALEZA-CE

A Comunidade Rainha do Carmelo, da OCDS de Fortaleza-CE, celebrou ontem, 30/05/2009, seus 10 anos de existência com uma belíssima missa presidida pelo Pe. Francisco Menezes, seguida de uma animada recepção. O evento contou com a participação dos membros, ex-membros, familiares e amigos, com destaque especial para Daniel Mota dos Santos acompanhado de sua esposa Selma, que foi o iniciador da Comunidade, e implantador da OCDS em Fortaleza.


A Comunidade Rainha do Carmelo está duplamente de parabéns, pois além de completar 10 anos de existência, recebeu a notícia de sua Ereção Canônica! Realmente, não poderia haver melhor presente de aniversário do que a bênção da Santa Sé!

Liturgia - 01 de junho - SÃO JUSTINO, Mártir



SÃO JUSTINO
Mártir

Cor litúrgica: Vermelho

Ofício da memória
I Semana do Saltério
Liturgia das Horas: 1332-1603-664 (III Vol)
Oração das Horas: 1255-1509-790

Leituras: Tb 1,3;2,1a-8 – Sl 111(112) – Mc 12,1-12

“A parábola do vinhateiro.”
Para os cristãos, os novos lavradores da vinha, essa parábola se transforma em fundamento da fé no Cristo ressuscitado e exaltado, mas também numa advertência constante contra as pretensões abusivas e arrogantes diante de Deus.


São Justino nasceu em 103, na cidade de Siquém, na Palestina. Espírito inquieto, incursionou pelas escolas estóica, pitagórica, aristotélica ... No platonismo julgou ter encontrado a resposta para suas inquietações intelectuais e espirituais. Segundo ele próprio relata, logo percebeu que o platonismo não satisfazia inteiramente a sua busca metafísica e transcendental. Um velho sábio de Cesaréia convenceu-o de que residia no cristianismo a verdade absoluta; a verdade capaz de satisfazer o espírito humano mais exigente. Este encontro marcou a sua conversão, aos 30 anos de idade. A partir daí, tornou-se um dos mais famosos apologistas do século II. Escreveu três "apologias", justificando a fé cristã e contra as calúnias dos adversários oferecendo-nos uma síntese doutrinal. Das suas numerosas obras, a mais célebre é o "Diálogo com Trifão". Os seus escritos oferecem-nos ricas informações sobre ritos e administração dos sacramentos na Igreja primitiva. Descontentes pelo seu bom desempenho apologético, Crescêncio e Trifão denunciaram-no como cristão. Condenado à morte, foi decapitado juntamente com outros companheiros, durante a perseguição de Marco Aurélio, imperador romano.

“A alma enamorada, por maior conformidade que tenha com o Amado, não pode deixar de desejar a paga e o salário de seu amor, e por causa dessa recompensa é que serve ao Amado.”
São João da Cruz – C 9,7

Carta de Santa Teresa de Jesus em 01

1574 – C 62 - A Madre Maria Bautista, em Villadolid – Morte exemplar de Isabel de los Angeles. Desapego e liberdade de espírito. Recomenda D. Guiomar.



Nossa Senhora da Luz


Com base na festa da Apresentação de Jesus / Purificação da Virgem, nasceu a festa de Nossa Senhora da Purificação; do cântico de São Simeão (conhecido pelas suas primeiras palavras em latim: o Nunc dimittis), que promete que Jesus será a luz que irá aclarar os gentios, nasce o culto em torno de Nossa Senhora da Luz/das Candeias/da Candelária, cujas festas eram geralmente celebradas com uma procissão de velas, a relembrar o facto.
Invocação e expansão do culto
Nossa Senhora da Luz era tradicionalmente invocada pelos cegos (como afirma o Padre António Vieira no seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus: «Perguntai aos cegos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Luz [...]»), e tornou-se particularmente cultuada em Portugal a partir do início do século XV; segundo a tradição, deve-se a um português, Pedro Martins, muito devoto de Nossa Senhora, que descobriu uma imagem da Mãe de Deus por entre uma estranha luz, no sítio de Carnide, no termo de Lisboa. Aí se fundou de imediato um convento e igreja a ela dedicada, que conheceu grande incremento devido à ação mecenática da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I e sua terceira esposa, D. Leonor de Áustria.
A partir daí, a devoção à Senhora da Luz cresceu, e com a expansão do Império Português, também se dilatou pelas regiões colonizadas, com especial destaque para o Brasil, onde é a santa padroeira da cidade de Curitiba, capital do Paraná (veja-se a lenda de Nossa Senhora da Luz), Guarabira/PB, Pinheiro Machado/RS, Itu/SP, ou ainda Corumbá/MS. Em Juazeiro do Norte, Ceará, ocorre todos os anos uma grande romaria em sua homenagem. É ainda a santa padroeira das ilhas Canárias, sob o nome de Nossa Senhora da Candelária.


Liturgia - DESTAQUES DE JUNHO - 2009






“Louvores e graças a Deus, verdadeira e una Trindade.
Divindade suprema e única, indivisa e santa Trindade!”
(Cântico evangélico, ant.)


“Porque conjuntamente se comunicam a ela o Pai e o Filho e o Espírito Santo, que nela são luz e fogo de amor.”
(São João da Cruz – C 3,80)


“Trindade Santíssima: vê-se a alma num ponto sábia e tão declarado o mistério da SSma. Trindade... que não há teólogo com quem não se atrevesse a disputar a verdade destas grandezas.”
Santa Teresa de Jesus – V 27,9

Intenção geral:
Alívio da dívida externa nos países pobres
Para que a atenção internacional às nações mais pobres suscite uma ajuda concreta, em especial para aliviá-la do peso opressor da dívida externa.

Intenção missionária do mês:
Solidariedade com as Igrejas em situação de violência
Para que as Igrejas particulares, que trabalham em regiões feridas pela violência, sejam amparadas pelo amor e aproximação concreta de todos os católicos do mundo.

RECOMEÇA O TEMPO COMUM
Inicia-se com a 9ª. Semana do Tempo Comum
Retoma-se o III volume da Liturgia das Horas


DESTAQUES DO MÊS


07 – Domingo -
Santíssima Trindade
Bv. ANA DE SÃO BARTOLOMEU,
Virgem da nossa Ordem (memória omitida)
09 – Terça feira
Bv. José de Anchieta, Presbítero
11 – Quinta feira
Corpo e Sangue de Cristo
São Barnabé, Apóstolo (memória omitida)
12 – Sexta feira
Bv. AFONSO MARIA MAZUREK,
Presbítero e Mártir de nossa Ordem
13 – Sábado
Santo Antônio de Pádua
19 – Sexta feira
Sagrado Coração de Jesus
20 –Sábado
Imaculado Coração de Maria
24 – Quarta feira
Natividade de São João Batista
28 – Domingo
São Pedro e São Paulo


sábado, 30 de maio de 2009

V ASSEMBLÉIA DA ASSOCIAÇÃO SANTA TERESA DE JESUS


A Associação Santa Teresa de Jesus composta pelos Carmelos de Aparecida, Campinas, Campos, Franca, Jacarepaguá, Jundiaí,Petrópolis, Piracicaba, Pouso Alegre, Santos, São João da Boa Vista, São Paulo, Tanguá, Teresópolis e Tremembé, fez a sua V Assembléia Ordinária de 18 a 22 de maio em São Paulo. Nesta elegeu a Coordenadora, o Conselho e o Assistente Religioso. O resultado foi o seguinte:


Coordenadora: Ir. Elisabete - São Paulo

1ª Conselheira : Ir. Teresa - Jundiaí

2ª Conselheira : Ir. Teresa Margarida - Santos

3ª Conselheira : Ir. Maria Bernardete - Petrópolis

4ª Conselheira : Ir. Maria Ana - Campinas

Suplente: Ir. Maria Teresa - Tremembé

Assist. Religioso: Fr Alzinir Debastiani


Nossas comunidades compartilham este informe com os queridos irmãos carmelitas seculares já que constituímos todos uma mesma família. Após catorze anos de caminhada como Associação sentimos a nós dirigida a exortação de nossa Santa Madre Teresa: "agora começamos e procurem ir começando sempre de bem a melhor".


Irmã Maria Ana de Jesus, secretária

Liturgia - 31 de maio - SOLENIDADE DE PENTECOSTES



“Línguas de fogo apareceram sobre eles; e
recebeu cada um deles o Espírito de Deus. Aleluia!”

Cor litúrgica: Vermelho

Ofício solene próprio
Liturgia das Horas: 928-982
Oração das Horas: 642-764

Leituras: At 2,1-11 – Sl 103(104) – 1Cor 12,3b-7.12-13 – Jo 20,19-23
“A paz esteja convosco.” Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado e continuou: “Recebei o
Espírito Santo...”
O cristianismo nasce da experiência comunitária da presença e da força do Ressuscitado. Essa presença implica a transcendência do tempo, mudando situações de vida, dando uma dimensão nova ao viver em comum.

“Minha vontade saiu também de si, tornando-se divina; unida agora com o divino amor, já não ama humildemente com sua força natural e sim com a força e pureza do Espírito Santo, não mais agindo de modo humano nas coisas de Deus.”
São João da Cruz – 2N 4,2

“Temos visto sempre que aqueles que acompanharam Cristo Nosso Senhor mais de perto foram os que mais padeceram. Vejamos os sofrimentos de sua gloriosa Mãe, bem como de seus Santos apóstolos.”
Santa Teresa de Jesus – M 7.4.5



VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA
(festa omitida hoje)



Após a anunciação do anjo, Maria sai apressadamente, diz São Lucas, para visitar sua prima Isabel. Vai prestar-lhe serviços, ajuntando-se provavelmente a alguma caravana de peregrinos que vão à Jerusalém, passa a Samaria e atinge Ain-Karem, na Judéia, onde mora a família de Zacarias. É fácil imaginar os sentimentos que povoam sua alma na meditação do mistério anunciado pelo anjo. São sentimentos de humilde gratidão para com a grandeza e a bondade de Deus tão bem expressos na presença da prima com o cântico do "Magnificat".
A presença do Verbo encarnado em Maria é causa de graça para Isabel que, inspirada, percebe os grandes mistérios que se operam na jovem prima, a sua dignidade de Mãe de Deus, a sua fé na palavra divina e a santificação do precursor, que exulta de alegria no ventre da mãe. Maria ficou com Isabel até o nascimento de João Batista, aguardando provavelmente outros oito dias para o rito da imposição do nome. Aceitando esta contagem do período passado junto com a prima Isabel, a festa da Visitação, de origem franciscana (os Frades Menores já a celebravam em 1863), era celebrada a 2 de julho, isto é, ao término da visita de Maria. Teria sido mais lógico colocar a memória depois do dia 25 de março, festa da Anunciação, mas procurou-se evitar que caísse no período quaresmal. A festa foi depois estendida a toda a Igreja Latina pelo papa Urbano VI para propiciar com a intercessão de Maria a paz e a unidade dos cristãos divididos pelo grande cisma do Ocidente. O sínodo de Basiléia, na sessão do dia 1o. de julho de 1441, confirmou a festividade da Visitação, não aceita, no início pelos Estados que defendiam o antipapismo. O atual calendário litúrgico, não levando em conta a cronologia sugerida pelo episódio evangélico, abandonou a data tradicional de 2 de julho para fixar-lhe a memória no último dia de maio, como coroação do mês que a devoção popular consagra ao culto particular da Virgem. Comenta São Francisco de Sales: "Na Encarnação Maria se humilha confessando-se a serva do Senhor... Porém, Maria não fica só na humilhação diante de Deus, pois sabe que a caridade e a humildade não são perfeitas se não passam de Deus ao próximo. Não é possível amar Deus que não vemos, se não amamos os homens que vemos. Esta parte realiza-se na Visitação". Em Portugal, por ordem do rei D. Manuel, o Venturoso, as festividades do dia da Visitação eram celebradas com grande pompa, por ter sido esta invocação escolhida como protetora da Casa de Misericórdia de Lisboa, assim como de todas as Misericórdias do reino, instituição beneficente fundada pela rainha D. Leonor, sob a inspiração de Frei Miguel de Contreiras. Deste modo os irmãos da Misericórdia solenizavam o dia que a Virgem Nossa Senhora, depois de conceber o Cristo Redentor, foi visitar Santa Isabel, usando para com ela e São João Batista, que estava em suas entranhas, de "particular misericórdia".

SANTO DO DIA

São Raimundo Nonato
(+1240)


Nasceu de família nobre em 1204 na cidade de Portella, diocese de Urgel, Catalunha, Espanha. Nonatus significa em Latin non–natus (não nascido) tendo em vista que ele foi retirado do ventre de sua mãe já morta com um faca ( tipo uma cesariana de emergência ) pela parteira e escapou. Alguns estudiosos acham que ele foi retirado com uma navalha e apresentava nas costas pequenas marcas de cortes do referido instrumento. Bem criado e educado, seu pai planejava uma brilhante carreira para Raimundo Nonato na corte de Aragon. Quando Raimundo se inclinou para a vida religiosa seu pai ordenou que ele cuidasse de uma das fazendas da família. Entretanto Raimundo passava seu tempo com os pastores e os trabalhadores, estudando e orando até que o seu pai desistiu de sua brilhante carreira na corte. Raimundo Nonato se tornou um padre mercedário (Ordem das Mercês) recebendo seu hábito de São Pedro Nolasco, o fundador da Ordem. Raimundo passou a ser o Mestre Geral da Ordem e passava seu tempo resgatando cristãos dos muçulmanos que dominavam parte da Espanha na época, com o dinheiro que possuía. Por várias vezes ele trocou de lugar com prisioneiros cristãos mas certa vez foi ele próprio sentenciado a morte pela fome, mas sua sentença foi convertida para prisão perpétua mediante grande soma em dinheiro. Prisioneiro e torturado ele ainda conseguiu converter alguns de seus guardas. Para impedir que ele pregasse a sua fé os seus captores furaram em seus lábios grandes buracos com um ferro em brasa e por ele colocaram um cadeado. Eventualmente resgatado ele retornou a Barcelona em 1239. Elevado a Cardeal pelo Papa Gregório IX Raimundo continuou vivendo como um monge mercedário. Ele veio a falecer em Cardona, Espanha,quando ia para Roma atender ao chamado do papa, no dia 31 de agosto de 1240.Foi enterrado na Capela de São Nicholas, perto da fazenda da família a qual ele deveria ter cuidado quando jovem. Seu túmulo logo se tornou local de peregrinação e vários milagres são creditados a sua intercessão. Foi canonizado pelo Papa Alexandre VII em 1657. É o patrono das parteiras e o padroeiro de um bom parto. Na arte litúrgica da Igreja ele é representado como: 1) um monge mercedário com um cadeado nos lábios, 2) um monge rodeado de mouros , 3) um monge rodeado de escravos libertados, 4) um monge rodeado de mouros e prisioneiros , 5) um monge mercedário com o chapéu vermelho cardinalício.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Liturgia - 30 de maio - NOSSA SENHORA NO SÁBADO



Cor litúrgica: Branco

Ofício da memória de Nossa Senhora
Laudes: Liturgia das Horas:1681-1291-1682
Oração das Horas: 1472-1022-1474
I Vésperas: Liturgia das Horas: 915
Oração das Horas: 638
(Solenidade de Pentecostes)

Leituras: At 28,16-20.30-31 – Sl 10 – Jo 21,2025

“Este é o discípulo que dá testemunho.”
Ser apóstolo significa testemunhar a vida de Cristo, o Ressuscitado.

“Jesus Cristo é pouco conhecido mesmo pelos que se dizem seus amigos, pois a estes vemos procurar nele seus gostos e consolações, amando a si próprios e não as amarguras e aniquilamentos da cruz por amor de Cristo.”
São João da Cruz – 2S 7,12

“... Essas pessoas alegam que o Senhor disse a Seus discípulos que lhes convinha que Ele se fosse.Eu não posso tolerar! Certamente não o disse a Sua Mãe Sacratíssima, porque Ela estava firme na fé e sabia que Ele era Deus e homem. E, embora O amasse mais do que os discípulos, fazia-o com tanta perfeição que isso antes a ajudava.”
Santa Teresa de Jesus – M 6.7.14

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 30

1574 – C 61 – À Madre Ana da Encarnação, em Salamanca – Suplica-lhe que encomende a Deus os negócios de D. Fradique, duque de Huéscar. Viagem dos irmãos da Santa.

1580 – C 330 – Ao Padre Je´ronimo Gracián, em Madrid – As monjas de Segóvia receberam a Juana López de Velasco. Espera a Santa o Padre Gracián em Toledo, passada a festa de Corpus Christi.

1582 – C 430 – À Madre Ana de Jesus, Priora de Granada e às suas Religiosas. Repreende-lhe o guardar silêncio para com ela e o Padre Gracián depois da fundação e o ter levado tantas religiosas antes de haver casa própria. Devem ser exatas na obediência e consultar os Superiores. A peste em Sevilla, enfermidade de algumas religiosas. Sobre a volta a seus conventos de algumas monjas que tinham ido a Granada. Observância, desapego e humildade. Sobre a estrita guarda da clausura. Gratidão aos benfeitores de Granada.

SANTO DO DIA



Santa Joana d´Arc
Guerreira do Altíssimo
1412-1431


Nascida em Domremy , Champagen , França em 1412 , morreu em Rouen em 31 de maio de 1431. O pai de Joana, Jaques D’Arc era um fazendeiro e Joana nunca aprendeu a ler ou a escrever. Quando ela tinha 13 ou 14 anos ela teve a sua primeira experiência mística. Ela ouviu uma voz chamando-a e acompanhada de uma luz. Ela recebeu as visões quando cuidava das ovelhas do seu pai.





Visões posteriores eram compostas de mais vozes e ela foi capaz de identificar as vozes como sendo de São Miguel, Santa Catarina de Siena e Santa Margarete entre outras. Em 1428 suas mensagens tinham um fim especifico. Era para se apresentar-se para Robert Bauricourt , que comandava o exercito do rei na cidade próxima. Joana convenceu um tio a levá-la, mas Robert riu dela e comentou com o seu pai que ele deveria discipliná-la. Mas as visões continuaram e secretamente ela deixou sua casa e retornou a Vancoulers. Baudricourt duvidou dela, mas modificou sua posição quando chegaram as noticias de sérias derrotas nas batalhas de Herrings do lado de fora de Orleans em fevereiro de 1429 exatamente conforme Joana havia predito. Ele enviou Joana com uma escolta para o falar com o Rei e ela escolheu viajar disfarçada com roupas de homem para sua própria proteção. Em Chinon, o rei Carlos estava disfarçado, mas ela o identificou e por sinais secretos eles se comunicavam e ela o convenceu a acreditar na origem divina das sua visões e da sua missão. Ela pediu uma tropa de soldados para ir a Orleans .O seu pedido foi muito questionado na corte e ela foi enviada para ser examinada por um painel de teólogos em Poities. Após um exame de tres semanas o painel aconselhou a ao rei Carlos que fizesse uso dos seus serviços. Diz a tradição que um dos membros do painel era um cardeal que conhecia a verdadeira aparência de Santo Miguel, muito bem guardado nos arquivos de Roma e quando perguntou a Joana com era São Miguel, ela o descreveu exatamente como estava descrito no arquivo secreto em Roma.






A ela foi dada a tropa e um estandarte especial feito para ela com a inscrição "Jesus:Maria" e o símbolo da Santíssima Trindade na qual dois anjos presenteavam a ela uma flor de lis e Joana vestia um armadura branca e sua tropa entrou em Orleans em 29 de abril .Sua presença revigorou a cidade e em 8 de maio as forças inglesas que cercavam a cidade foram capturadas.Ela foi ferida no peito por uma flecha o que reforçou a sua reputação de guerreira.Ela começou uma campanha em Loire com o Duque d’ Alençon, e eles se tornaram grandes amigos.A campanha teve grande sucesso em parte graças ao elevado moral das tropas, com a presença de Joana e as tropas britânicas se retiraram para Paty e de lá para Troyes. Joana agora estava tentando fazer com que o rei aceitasse a sua responsabilidade e lutou pela sua coroação em 17 de julho de 1429. E a missão de Joana, conforme as suas visões, estava completada. Daí em diante devido ao fato que Carlos não forneceu nem suporte e nem sua presença conforme prometido, Joana sofreu varias derrotas. O ataque a Paris falhou e ela foi ferida na coxa. Durante a trégua de inverno Joana ficou na corte onde ela continuava sendo vista com ceticismo.



Quando as hostilidades recomeçaram ela foi para Compiègne onde os franceses estavam resistindo ao cerco dos Burbundians. A ponte movediça foi fechada muito cedo e Joana e suas troas ficaram do lado de fora. Ela foi capturada e levada ao Duque de Burgundy em 24 de maio. Ela ficou prisioneira até o fim do outono. O rei Carlos não fez nenhum esforço em libertá-la. Ela havia previsto que o castelo seria entregue ao ingleses e assim aconteceu. Ela foi vendida aos lideres ingleses na negociação. Os ingleses estavam determinados a ficarem livres do poder de Joana sobre os soldados franceses . Como os ingleses não podiam executá-la por estar em uma guerra eles forjaram uma maneira de julgá-la como herege .Em 21 de fevereiro de 1431 ela apareceu a um tribunal liderado por Peter Cauchon, bispo de Beauvais, o qual tinha esperança que os ingleses o ajudariam a fazê-lo Arcebispo de Rouen. Ela foi interrogada sobre as vozes, sua fé e sua vestimenta masculina. Um sumário falso e injusto foi feito e suas visões foram consideradas impuras em sua natureza, uma opinião suportada pela Universidade de Paris. O tribunal declarou que se ela se recusasse a retratar seria entregue aos seculares como um herege. Mesmo sob tortura ela recusou a se retratar. Quando finalmente ela foi trazida para uma sentença formal no Cemitério de Santo Ouen, diante de uma enorme multidão ela retratou-se apenas um pouco e de forma bastante incerta e foi devolvida a prisão e voltou a vestir as roupas masculinas que havia concordado em abandonar. Ela teve a coragem de declarar que tudo que ela havia dito antes era verdade e que ela havia recuperado a sua coragem e que Deus havia, na verdade, enviado-a para salvar a França dos ingleses.Assim no dia 30 de março de 1431 ela foi levada a praça pública do mercado em Rouen e queimada viva. Joana não tinha completado 20 anos. Suas cinzas foram atiradas no Sena. Em 1456 sua mãe e dois irmãos apelaram para a reabertura do caso, com o que o Papa Calistus III concordou.O julgamento e o veredicto foram anulados e ela foi canonizada como uma santa virgem e mártir. Ela era chamada La Pucelle "a Virgem de Orleans." Na arte litúrgica da Igreja Santa Joana é mostrada como uma garota numa armadura, com uma espada, ou uma lança e, ora, com uma bandeira com as palavras "Jesus, Maria" e, ora, com um capacete .Nas pinturas mais antigas, ela tinha longos cabelos caindo nas suas costas, para mostrar que ela era vvirgem. Ela, às vezes, é mostrada incentivando o rei , ou seguida de uma tropa, ou em roupas femininas com um espada. Popularmente venerada por séculos, foi finalmente beatificada em 1909 e canonizada em 1920 pelo papa Bento XV. A figura de Joana foi celebrada em centenas de obras de arte e muitas obras literárias. Santa Joana d'Arc é, com Santa Teresinha do Menino Jesus , padroeira da França.


ORAÇÃO

Concedei-me, Ó Pai a coragem e o espírito de sacrifício de vossa serva Joana D`Arc, a fim de que, pelo seu exemplo e fidelidade, seja eu também um soldado da Causa do Evangelho. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém. Santa Joana D´Arc, rogai por nós.





TERESINHA CANTA JOANA













As Cruzadas foram empreendimentos históricos. Porém, elas nasceram de um ideal que transcende o tempo. Esse ideal palpita ainda hoje nas almas de inúmeros católicos, em pleno III Milênio. Esse ideal ardeu intensamente na alma dos santos, embora se fale pouco disso. Eis um dos tantos exemplos: Santa Teresinha do Menino Jesus, que desejava passar o Céu fazendo o bem na Terra, não tinha uma alma débil, desprovida de personalidade e força de caráter, que fugia do sofrimento e da luta. Se assim fosse, não teria sido elevada às honras dos altares, nem teria sido apresentada ao mundo católico como "uma nova Joana d'Arc" pelo Papa Pio XI, em 18 de maio de 1925.





É muito oportuno e mesmo necessário, pois, considerarmos este aspecto de sua alma, freqüentemente esquecido ou falseado nas imagens e santinhos, onde ela aparece com a fisionomia adocicada, sentimental e romântica, totalmente inexistente em sua forte e marcante personalidade. Vejamos algumas de suas afirmações que refletem o espírito de cruzado que animava a Santa da chuva de rosas: "Na minha infância sonhei lutar nos campos de batalha .Quando comecei a aprender a História da França, o relato dos feitos de Joana d'Arc me encantava; sentia em meu coração o desejo e a coragem de imitá-los". "Adormeci por alguns instantes -- contava ela à Madre Inês -- durante a oração. Sonhei que faltavam soldados para uma guerra contra os prussianos. Vós dissestes: É preciso mandar a Irmã Teresa do Menino Jesus. Respondi que estava de acordo, mas que preferia ir para uma guerra santa. Afinal, parti assim mesmo.Oh! não, eu não temeria ir à guerra. Com que alegria, por exemplo, no tempo das cruzadas, teria partido para combater os hereges. Sim! Eu não temeria levar um tiro, não temeria o fogo!"
"Lançando-me na arena. Não temerei ferro nem fogo ....Sorrindo enfrento a metralha ....Cantando morrerei, no campo de batalha com as armas à mão",
bradava ela.

Tímida criança, deixa a tua choupana,
Toma esta espada que Deus guardava para ti
Toma uma bandeira branca por estandarte
E procura o Rei...

Sendo Deus tão generoso comigo, quero sê-lo também com Ele. Sim, partirei destes lugares para expulsar da França o estrangeiro! De uma só coisa preciso, da bênção do meu Senhor Jesus Cristo e da proteção de Nossa Senhora.

Sou tua irmã, tua amiga
Sempre sobre ti velarei
Pois na eterna Pátria
Perto de mim estarás
Em breve as celestes colinas
Onde o rebanho virginal apascenta
As fontes divinas para ti abrirão
Transparente como cristal
E nos Campos
Com tuas companheiras
O cordeiro seguirás
Cantando o cântico novo!

Ó meu Deus! Como sois poderoso! Ao ordenar-me para salvar minha Pátria, animai-me de um ardente amor por ela. Agora, meu coração está todo mudado, parece estar em fogo!
Conheço a vossa vontade, Senhor, e quero cumpri-la, mas os detalhes da missão ainda nãos os conheço... Ó São Miguel! Dignai-vos, novamente, a fazer ouvir a vossa voz, agora não temo mais espada nem guerra e sou capaz de suportar o brilho do vosso rosto resplandecente.
Dizei-me, suplico, a quem devo dirigir-me para ser instruída na arte dos combates?

Querida irmãzinha, é preciso deixar o futuro nas mãos de Deus; se não nos for dado rever-nos na terra, nos reveremos na Pátria celeste para nunca mais nos separar. Então, você se alegrará comigo pela bela missão que o Senhor me confia hoje, a de conservar a Fé da nossa querida França e povoar o Céu de eleitos.

Joana, teu nome está escrito nos Céus
Com os nomes dos salvadores da França
E Deus te guarde um trono glorioso
Que tua grandeza e poder mostrará.

Hás de combater antes de venceres
Não, ainda não a palma e a coroa
Arma teu braço, Joana, filha de grande coração
Toma esta espada, Deus é quem te dá.

Já vejo do Céu os bemaventurados
Regozijarem-se ouvindo a lira
De Leão XIII, imortal pontífice
Que cantará Joana, virgem e mártir.
Ouço o universo proclamar
As virtude da criança humilde e pia
E vejo Deus confirmar
O belo nome de Joana, bemavenurada
Nesses grandes dias,a França sofrerá
Pois seu seio os ímpios encherão
Mas de Joana a glória brilhará
Toda alma pura a santa invocará
Vozes aos Céus subirão
Com amor e confiança em coro cantando.

Joana d`Arc, ouça nossos desejos
Novamente salve a França!


“A Missão de Joana d´Arc”
Ou
A pastora de Domremy ouvindo vozes

Trechos do Recreio escrito e interpretado por
Santa Teresinha do Menino Jesus da Sagrada Face
21 de janeiro de 1894



quinta-feira, 28 de maio de 2009

Liturgia - 29 de maio - 6a-FEIRA DA 7a. SEMANA DA PÁSCOA







6ª-FEIRA DA 7ª. SEMANA DA PÁSCOA

Cor litúrgica: Branco

Ofício do dia de semana do Tempo Pascal depois da Ascenção
Liturgia das Horas: 845-1276-905
Oração das Horas: 608-1009-633

Leituras: At 25,13-21 – Sl 102(103) – Jo 21,15-19

“Apascenta as minhas ovelhas.”
A preocupação do Ressuscitado pela comunidade pós-pascal aparece no encargo encomendado a Pedro. Ele toma a iniciativa para começar a missão evangelizadora: vai pescar, levando a rede à margem e ao cuidado de manter a unidade da Igreja.

“Aquele que quiser estar só e sem arrimo de mestre e guia será como a árvore do campo, isolada e sem dono, que por mais fruto que dê, os viandantes os colhem antes de amadurecerem.”
São João da Cruz – D 5

“Minhas filhas, imitem um pouco a grande humildade da Virgem Santíssima, cujo hábito trazemos, pois é muito impróprio chamarmos monjas suas, já que, por mais que tenhamos a impressão de nos humilhar, bem longe estamos de ser filhas de tal Mãe e esposa de tal Esposo.”
Santa Teresa de Jesus – C 13,3


SANTOS DO DIA



MARIA ÚRSULA LEDOCHOWSKA
Religiosa, Fundadora e Santa
1865-1939


"Soubesse só amar! Arder, consumar-se no amor" ― assim escreveu Júlia Ledóchowska antes dos votos religiosos aos 24 anos de idade. No dia da sua Profissão, mudou o nome para Maria Úrsula de Jesus, que tomou aquelas palavras como orientação para toda a sua vida. Na sua família houve vários homens de Estado, militares, eclesiásticos e pessoas consagradas, comprometidas na história da Europa e da Igreja. Outros dos seus irmãos escolheram a vida consagrada e Maria Teresa foi beatificada em 1975; tinha fundado o Sodalício de São Pedro Claver e o seu irmão Vladimiro, foi Superior-Geral dos Jesuítas. Nos vinte e cinco anos de vida no convento, em Cracóvia, Maria Úrsula atraiu as atenções com o seu amor ao Senhor, pelo talento educativo e sensibilidade perante as necessidades dos jovens, nas difíceis condições sociais, políticas e morais daquele tempo. Quando as senhoras foram autorizadas a frequentar a Universidade, conseguiu organizar o primeiro pensionato na Polónia, onde as estudantes podiam encontrar um lugar seguro para a vida e para o estudo, além de uma sólida formação religiosa. Mostrou a mesma sensibilidade ao andar, com a bênção de Pio X, em trabalho no coração da Rússia, hostil à Igreja. Quando partiu, acompanhada de outra religiosa e ambas vestidas de burguesas, para Pietroburgo, partiu sem saber que caminhava para um destino desconhecido e que o Espírito Santo a guiava por caminhos que não previra. Em Pietroburgo, a Madre e as Irmãs da comunidade viviam na clandestinidade, sempre vigiadas pela polícia secreta, mas desenvolvendo um intenso trabalho educativo e de formação religiosa, orientado também para a aproximação das relações entre polacos e russos. Quando a guerra rebentou em 1914, Maria Úrsula teve de deixar a Rússia, partindo para Estocolmo, começando um peregrinação por toda a Escandinávia, empenhando-se num trabalho educativo e de compromisso na Igreja local, em favor da vítimas da guerra e num compromisso ecuménico. A sua casa foi apoio para pessoas de várias orientações políticas e religiosas. O seu amor pela Pátria ia a par e passo com a abertura aos outros, tendo declarado quando lhe perguntaram qual era a sua política: a minha política é o amor. Voltou à Polónia com um numeroso grupo de órfãos de famílias emigradas. A Sé Apostólica transformou o convento autónomo das Ursulinas na Congregação das Ursulinas do Sagrado Coração de Jesus Agonizante, cuja espiritualidade se concentrava em volta da contemplação do amor salvífico de Cristo e na participação na sua Missão, por meio do trabalho educativo e de serviço ao próximo, de modo especial os que sofrem, vivem na solidão, marginalizados ou que procuram um sentido para a vida. Maria Úrsula educa as irmãs para o amor de Deus acima de todas as coisas e em Deus cada pessoa humana e toda a criação. Deu um testemunho particularmente credível da sua união com Cristo, e foi um instrumento eficiente do influxo evangelizador e educativo, através do sorriso, serenidade de espírito, humildade e capacidade de viver um dia-a-dia difícil como caminho privilegiado para a santidade. E ela foi um exemplo transparente desta vida. A Congregação depressa se desenvolveu, nascendo comunidades na Polónia e nas fronteiras orientais do País. Eram pobres, de muitas nações e confissões. Em 1928, abriu a Casa Generalícia em Roma e um pensionato para moças de poucas posses, para melhor conhecerem a riqueza espiritual e religiosa do coração da Igreja e da civilização europeia. Começam um trabalho entre os pobres dos subúrbios de Roma e, em 1930, estabelecem-se em França, sempre com as mesmas preocupações de educação e de ensino. Ocupam-se também da catequese e trabalho nos bairros pobres, organizam aulas para crianças e jovens; ela mesma escreve livros e artigos; procura iniciar e apoiar organizações eclesiásticas para as crianças (Movimento Eucarístico) para a Juventude e para as senhoras. Participa activamente na vida da Igreja e do País, recebendo altos reconhecimentos, bem como condecorações estatais e eclesiásticas. Faleceu em Roma, a 29 de Maio de 1939, tendo as pessoas dito de imediato que morreu uma santa. Foi beatificada por João Paulo II em 20 de Junho de 1983, em Poznan e canonizada pelo mesmo Pontífice, a 18 de maio de 2003, Praça S. Pedro.


Eugênio de Mazenod
Bispo, Fundador, Santo

1782-1861


Carlos José Eugênio de Mazenod, esse era seu nome de batismo. Ele nasceu na bela cidade Aix-en-Provance, sul da França, em dia 1o de agosto de 1782. Seu pai era um nobre e presidia a Corte dos Condes da Provença. Sua mãe pertencia a uma família burguesa muito rica. Teve duas irmãs: Antonieta e Elisabete, que morreu aos cinco anos de idade. Sua infância foi tranquila até 1790, quando a família teve de fugir da Revolução Francesa, deixando todos os bens e indo para a Itália, onde permaneceram durante onze anos, vivendo de cidade em cidade. Nesse período, seus pais também se separam. A mãe deixou Eugênio com o pai na Itália e foi para a França, tentar reaver os bens confiscados. Tudo isso influenciou a personalidade do menino, de maneira tanto positiva como negativa, cujo reflexo foi uma séria crise de identidade na adolescência. Embora Eugênio, antes do exílio, tivesse dado mostras de sua vocação religiosa, ela foi sufocada por esses problemas e pela lacuna existente na sua formação intelectual, devido à falta de uma moradia fixa. Mas seu caráter forte permaneceu por toda a vida, sendo sua marca pessoal. Foi por meio do padre Bartolo Zinelli, durante o período que morou em Veneza, entre 1794 e 1797, que Eugênio teve contato concreto com a vida de fé. E ao retornar para a França, em 1802, então com vinte anos de idade, amadureceu a idéia de ingressar na vida religiosa, seguindo sua vocação primeira. Em 1808, entrou no Seminário de São Sulpício, em Paris, recebendo a ordenação em Amiens três anos depois. Retornou para sua cidade natal, dedicando seu apostolado à pregação. Levou a Palavra de Cristo aos camponeses pobres, aos prisioneiros e aos doentes abandonados, a todos dando os sacramentos como único meio de recompor os valores cristãos, num momento novo para o país tão desgastado e sem rumo. Outros padres se juntaram a ele nessa missão, por isso decidiu, em 1816, fundar a Sociedade dos Missionários da Provença, que depois mudou o nome para Oblatos de Maria Imaculada, recebendo todas as aprovações da Igreja. Eugênio foi, então, nomeado vigário-geral da diocese de Marselha, da qual, depois, foi nomeado bispo, cargo que exerceu durante trinta e sete anos. Foram muitos os problemas com as autoridades que governaram Paris, com a elite social e até com alguns membros eclesiásticos que não concordavam com as regras de vida em comum estabelecidas por ele. Mas o povo pobre o queria, amava e respeitava. Assim, continuou governando a diocese e os oblatos, que se desenvolveram e foram pregar a Palavra de Cristo fora dos domínios da Europa, nos Estados Unidos, Canadá e México, depois também na África e na Ásia, levando o carisma missionário da congregação. Eugênio de Mazenod morreu no dia 21 de maio de 1861, na sua querida Marselha. Muitas foram as graças atribuídas à sua intercessão. O papa João Paulo II declarou-o santo em 1995. A solenidade contou com a presença de representantes dos sessenta e oito países onde os oblatos já estavam fixados.


Pascoela - Belo Horizonte-MG

Celebramos nossa Pascoa como familia Carmelitana no dia 17 de Maio, sexto domingo da Pascoa, no Convento Santa Edith Stein, dos Carmelitas da Antiga Observancia, no Planalto, em Belo Horizonte.
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Couberam às Comunidades Santa Teresa de Jesus da OCDS, Carmelitas da Antiga Observancia- Teologado e Carmelitas de Santa Teresa de Florença a organização da festa. Tivemos mais de cem carmelitas entre frades Descalços e da Antiga Observancia, leigos das Comunidades OCDS do Planalto, Monsenhor Messias e João Pinheiro de Belo Horizonte, Sete Lagoas e Ordem Terceira de Sabará, Servas de Santa Teresinha, Carmelitas Missionarias (do Palau) e Carmelitas de Santa Teresa.
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Tudo iniciou com a concentração alegre e festiva das varias Comunidades se encontrando, abraçando, alguns se conhecendo, outros se revendo.
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Fomos saudados pelo Provincial dos Carmelitas da Antiga Observancia, frei Felisberto e ungidos com oleo e apresentadas as varias comunidades. Em seguida, formou-se a Procissão de entrada, dando inicio a Missa muito festiva, com a presença do Coral da familia de Evandro-Virginia (Membros da Comunidade Santa Teresinha de BH) que cantou e tocou varias musicas carmelitanas.
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Após a Missa, nos dirigimos para o espaço em torno da piscina, aonde nos confraternizamos. Foi servido um gostoso lanche e depois uma brincadeira, que envolveu todos os participantes. Mais uma vez experimentamos a alegria de estarmos juntos, reforçando nossos laços de familia e nossa identidade carmelitana. Expressões diversas de uma mesma familia, de um mesmo DNA.
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O lindo espaço do Convento Santa Edith Stein e a hospitalidade dos frades Carmelitas da Antiga Observancia favoreceram o bom exito do encontro. Na ocasião, fizemos memoria do dia da Provincia São José dos Frades Carmelitas Descalços, na qual fazemos parte, agradecendo e pedindo as melhores graças e bençãos.

Fernando de Santa Teresa de Jesus
OCDS- Belo Horizonte

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Liturgia - 28 de maio - 5a-FEIRA DA 7a. SEMANA DA PÁSCOA





5ª-FEIRA DA 7ª. SEMANA DA PÁSCOA

Cor litúrgica: Branco


Ofício do dia de semana do Tempo Pascal depois da Ascenção
Liturgia das Horas: 845-1260
Oração das Horas: 608-995

Leituras: At 22,30;23,6-11 – Sl 15(16) – Jo 17,20-26

“Jesus roga pelos futuros cristãos.”
Para que isso aconteça, é necessário acreditar que todos os homens são candidatos à unidade e que o mundo crerá, à proporção de nosso testemunho real e sincero sobre ela.

“Se a alma procurar desocupar-se assim de todas as coisas chegando a ficar vazia e desapropriada de todas elas – que é tudo quando pode fazer, como dissemos -,tendo ela feito o que era de sua parte, é impossível que Deus deixe de fazer a dele em comunicar-se à alma, pelo menos em segredo e silêncio.
São João da Cruz – Ch 3,46

“Se pudermos fazer junto a Deus, estando enclausuradas, lutemos por Ele, e eu considerarei muito bem empregados os sofrimentos que tive para fazer este recanto, onde desejava que se respeitasse a Regra de Nossa Senhora e Imperatriz com a perfeição primitiva.”
Santa Teresa de Jesus – C 3.5

Carta de Santa Teresa de Jesus em 28

1577 – C 189 – À Madre Maria de São José, Priora de Sevilla – O Padre Gracián em Toledo, “Chegou bom e gordo.” Encomendem a Deus os negócios da Reforma.




Nossa Senhora de Caravaggio


No princípio do século XV vivia em Caravaggio, lugarejo a 38 km de Milão, na Itália, uma jovem muito piedosa chamada Giannetta Vacchi, muito devota de Nossa Senhora. Não deixava passar um só dia sem se recomendar à Mãe de Deus. Contra sua vontade, casou-se com Francisco Varoli, que se transformou em verdadeiro carrasco. Ela suportava as calúnias, insultos e espancamentos. No dia 26 de maio de 1432, o marido agrediu-a de forma ainda mais brutal. Ao vê-la ferida, ordenou-lhe que fosse sozinha apanhar feno. Sem se revoltar, Giannetta obedece. Confia em Deus e na intercessão da Virgem Maria. Dirige-se ao campo chamado "Mazzolengo", distante cerca de uma légua de Caravaggio. Quando o dia chega ao fim, contempla o feno recolhido e vê que não terá forças para levá-lo. Temendo mais castigos por parte do marido, ergue os olhos lacrimosos para o céu e exclama: "Oh, Senhora caríssima, ajudai-me. Só de vós espera socorro a vossa pobre serva". De repente aparece-lhe uma Senhora esplendorosa tendo nos ombros um manto azul e um véu branco sobre a cabeça. É Maria Santíssima que toca-lhe suavemente os ombros, fazendo-a ajoelhar-se e diz: "Ouve atentamente, minha filha: o mundo, com suas iniqüidades, havia excitado a cólera do céu.... Mas eu intercedi pelos míseros pecadores... Vai comunicar a todos que devem jejuar numa sexta-feira a pão e água, e, em minha honra, festejar o sábado desde a véspera... Vai, filha, e manifesta a todos a minha vontade".
Giannetta, a princípio, não se acha digna desta missão por ser pobre e desconhecida. A Senhora a encoraja e a abençoa, desaparecendo em seguida. Deixa no solo os sinais de seus pés. A jovem beija as santas pegadas e depois afasta-se contra a sua vontade, retornando à aldeia. Por onde passa vai narrando a quem encontra tudo o que tinha visto e ouvido. Todos crêem em sua palavra. Uma fonte começou a brotar no local da aparição e os milagres tiveram início. A fama dos prodígios espalhou-se pelas cidades vizinhas até alcançar toda a Europa. Foi necessário construir-se uma igreja no local. A primeira pedra do templo foi lançada no dia 31 de julho de 1432, mas só foi concluída 19 anos depois. Depois de um século ameaçava ruir, pelo que foi preciso ser escorada. Depois, tornando-se pequena para acolher os peregrinos, foi ampliada por iniciativa de São Carlos Borromeu. Posteriormente, ameaçando novamente ruir, foi preciso demoli-la. Foi então que o arquiteto Pellegrini construiu o majestoso santuário, que é hoje uma das glórias da arte e da fé do povo italiano. No Brasil há dois santuários dedicados à Nossa Senhora de Caravaggio: um no estado de Santa Catarina, no vale de Azambuja (Brusque), para onde a devoção foi trazida por colonos italianos e outro no Rio Grande do Sul, na localidade de Caravaggio, na diocese de Caxias.


SANTO DO DIA




Santa Maria Ana Paredes


Maria Ana nasceu no dia 31 de outubro de 1618, em Quito, capital do Equador. Sua família era rica: o pai, Jerónimo Paredes e Flores, era um capitão espanhol e a mãe, Mariana Jaramillo, pertencia à nobreza. A pequena ficou órfã dos pais aos quatro anos de idade e quem assumiu sua educação foi a mais velha de suas sete irmãs, Jerónima, casada com o capitão Cosme de Miranda, os quais educaram a menina como própria filha. Ela logo começou a despertar para a religião, tornando-se devota fervorosa de Jesus e da Virgem Maria. Muito inteligente e prendada, gostava das aulas de canto, onde aprendia as músicas religiosas, depois entoadas durante as orações. Orientada espiritualmente pelo jesuíta João Camacho, aos oito anos recebeu a primeira comunhão e quis fazer voto de virgindade perpétua, sendo de pronto atendida. E em sua casa, sem ingressar em nenhuma Ordem religiosa, intuída pelo Espírito Santo, se consagrou somente às orações e a penitência, até os limites alcançados apenas pelos adultos mais santificados. Em 1639, ingressou na Ordem Terceira Franciscana e tomou o nome de Mariana de Jesus. Ela fora agraciada por Deus com o dom do conselho e da profecia, sabendo como ninguém interpretar a alma humana. A sua palavra promovia a paz entre as pessoas em discórdia e contribuía para que muitas almas retornassem para o caminho do seguimento de Cristo. Em consequência das severas penitências que se impunha, Marianita, era assim chamada por todos, tinha um físico delicado e a saúde muito frágil, sempre sujeita a doenças. Em uma dessas enfermidades, teve de ser submetida a uma sangria, e a enfermeira que a atendia deixou em uma vasilha o sangue que tinha extraído de Marianita para ir buscar as ataduras que faltavam. Ao retornar, viu que na vasilha que continha seu sangue brotara um lírio. A notícia se espalhou e passou a ser conhecida como “o Lírio de Quito”. Como Marianita profetizara, em 1645 a cidade de Quito foi devastada por um grande terremoto, que causou muitas mortes e espalhou muitas epidemias. Os cristãos todos foram convocados pelos padres jesuítas a rezarem pedindo a Deus e à Virgem Maria socorro para o povo equatoriano. Nessa ocasião Marianita, durante a celebração da santa missa, anunciou que oferecera sua vida a Deus para que os terremotos cessassem. O que de fato ocorreu naquela mesma manhã. Logo em seguida ela morreu, no dia 26 de maio de 1645. Desde então nunca mais ocorreram terremotos nessas proporções no Equador. Os milagres por sua intercessão se multiplicaram de tal maneira que ela foi beatificada pelo papa Pio IX em 1853. Santa Mariana de Jesus Paredes, o Lírio de Quito, foi decretada “Heroína da Pátria” em 1946 pelo Congresso do Equador. Festejada no dia 26 de maio, foi canonizada pelo papa Pio XII em 1950, tornando-se a primeira flor franciscana desabrochada para a santidade na América Latina.




terça-feira, 26 de maio de 2009

Liturgia - 27 de maio - SANTO AGOSTINHO DE CANTUÁRIA, Bispo













SANTO AGOSTINHO DE CANTUÁRIA,
Bispo

Cor litúrgica: Branco

Ofício da memória facultativa
Liturgia das Horas: 1593-1801-1245

Oração das Horas: 1254-1523-983

Leituras: At 20.28-38 – Sl 67(68) – Jo 17,11b-19

"Pai Santo, guarda-os em teu nome que me deste, para que sejam um como nós.”
Este Evangelho toca num dos mais difíceis temas do cristianismo: a seleção dos cristãos para viver e levar adiante a missão de Jesus no mundo.

“A alma participará do próprio Deus, isto é, fará, juntamente com ele, a própria obra da Santíssima Trindade, em conseqüência da união substancial entre a alma e Deus.”
São João da Cruz – C 39,6

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 27


1568 – C 9 – A D. Luisa de La Cerda, em Antequera – Consola D. Luisa em seus trabalhos. Viagem da Santa a Toledo. Deseja fundar em Malagón um escola onde se ensine a doutrina cristã. Insiste em que seja enviado o manuscrito da Vida ao mestre Ávila. Morte da duquesa de Medinaceli.

1571 – C 32 – A Diego de Ortiz, em Toledo – Trata de regular algumas obrigações que tencionava impor às Descalças na fundação de Toledo.



Agostinho de Cantuária, Bispo

+ 604


Um século após são Patrício ter convertido os irlandeses ao catolicismo, a atuação de Agostinho foi tão importante para a Inglaterra que modificou as estruturas da região da mesma forma que seu antecessor o fizera. No final do século VI, o cristianismo já tinha chegado à poderosa ilha havia dois séculos, mas a invasão dos bárbaros saxões da Alemanha atrasou sua propagação e quase destruiu totalmente o que fora implantado. Pouco se sabe a respeito da vida de Agostinho antes de ser enviado à Grã-Bretanha. Ele nasceu em Roma, Itália. Era um monge beneditino do mosteiro de Santo André, fundado pelo papa Gregório Magno naquela cidade. E foi justamente esse célebre papa que ordenou o envio de missionários às ilhas britânicas. Em 597, para lá partiram quarenta monges, todos beneditinos, sob a direção do monge Agostinho. Mas antes ele quis viajar à França, onde se inteirou das dificuldades que a missão poderia encontrar, pedindo informações aos vários bispos que evangelizaram nas ilhas e agora se encontravam naquela região da Europa. Todos desaconselharam a continuidade da missão. Mas, tendo recebido do papa Gregório Magno a informação de que a época era propícia apesar dos perigos, pois o rei de Kent, Etelberto, havia desposado a princesa católica Berta, filha do rei de Paris, ele resolveu, corajosamente, enfrentar os riscos.A chegada foi triunfante. Assim que desembarcaram, os monges seguiram em procissão ao castelo do rei, tendo a cruz à sua frente e entoando pausadamente cânticos sagrados. Agostinho, com a ajuda de um intérprete, colocou ao rei as verdades cristãs e pediu permissão para pregá-las em seus domínios. Impressionado com a coragem e a sinceridade do religioso, o rei, apesar de todas as expectativas em contrário, deu a permissão imediatamente. No Natal de 597, mais de dez mil pessoas já tinham recebido o batismo. Entre elas, toda a nobreza da corte, precedida pelo próprio rei Etelberto. Com esse resultado surpreendente, Agostinho foi nomeado arcebispo da Cantuária, primeira diocese fundada por ele.A notícia chegou ao papa Gregório Magno, que, com alegria, enviou mais missionários à Inglaterra. Assim, Agostinho prosseguiu e ampliou o trabalho de evangelização, fundando as dioceses de Londres e de Rochester. Não conseguiu a conversão de toda a ilha porque a Inglaterra era dividida entre vários reinos rivais, mas as sementes que plantou se desenvolveram no decorrer dos séculos. Agostinho morreu no dia 25 de maio de 604, sendo sepultado na igreja da Cantuária, que hoje recebe o seu nome e ainda guarda as suas relíquias. O Martirológio Romano indica a festa litúrgica de santo Agostinho de Cantuária no dia 27 de maio.

MISSA É COMO UM POEMA, NÃO SUPORTA ENFEITE NENHUM»

 DIZ ADÉLIA PRADO


Escritora brasileira defende resgate da beleza na celebração da liturgia


Por Alexandre Ribeiro

APARECIDA, domingo, 2 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Ao defender o esmero com as celebrações litúrgicas e a beleza como uma «necessidade vital» que deve permeá-las, a escritora brasileira Adélia Prado afirma que «a missa é como um poema, não suporta enfeite nenhum».

«A missa é a coisa mais absurdamente poética que existe. É o absolutamente novo sempre. É Cristo se encarnando, tendo a sua Paixão, morrendo e ressuscitando. Nós não temos de botar mais nada em cima disso, é só isso», enfatiza.

Poeta e prosadora, uma das mais renomadas escritoras brasileiras da atualidade, Adélia Prado, 71 anos, falou sobre o tema da linguagem poética e linguagem religiosa essa quinta-feira, em Aparecida (São Paulo), no contexto do evento «Vozes da Igreja», um festival musical e cultural.

Ao propor a discussão do resgate da beleza nas celebrações litúrgicas, Adélia Prado reconheceu que essa é uma preocupação que a tem ocupado «há muitos anos». «Como cristã de confissão católica, eu acredito que tenho o dever de não ignorar a questão», disse.

«Olha, gente – comentou com um tom de humor e lamento –, têm algumas celebrações que a gente sai da igreja com vontade de procurar um lugar para rezar.»

Como um primeiro ponto a ser debatido, Adélia colocou a questão do canto usado na liturgia. Especialmente o canto «que tem um novo significado quanto à participação popular», ele «muitas vezes não ajuda a rezar».

«O canto não é ungido, ele é feito, fazido, fabricado. É indispensável redescobrir o canto oração», disse, citando o padre católico Max Thurian, que, observador no Concílio Vaticano II ainda como calvinista, posteriormente converteu-se ao catolicismo e ordenou-se sacerdote.

Adélia Prado reforçou as observações, enfatizando que «o canto barulhento, com instrumentos ruidosos, os microfones altíssimos, não facilita a oração, mas impede o espaço de silêncio, de serenidade contemplativa».

Segundo a poeta, «a palavra foi inventada para ser calada. É só depois que se cala que a gente ouve. A beleza de uma celebração e de qualquer coisa, a beleza da arte, é puro silêncio e pura audição».

«Nós não encontramos mais em nossas igrejas o espaço do silêncio. Eu estou falando da minha experiência, queira Deus que não seja essa a experiência aqui», comentou.

«Parece que há um horror ao vazio. Não se pode parar um minuto». «Não há silêncio. Não havendo silêncio, não há audição. Eu não ouço a palavra, porque eu não ouço o mistério, e eu estou celebrando o mistério», disse.

De acordo com a escritora mineira (natural de Divinópolis), «muitos procedimentos nossos são uma tentativa de domesticar aquilo que é inefável, que não pode ser domesticado, que é o absolutamente outro».

«Porque a coisa é tão indizível, a magnitude é tal, que eu não tenho palavras. E não ter palavras significa o quê? Que existe algo inefável e que eu devo tratar com toda reverência.»

Adélia Prado fez então críticas a interpretações equivocadas que se fizeram do Concílio Vaticano II na questão da reforma litúrgica.

«Não é o fato de ter passado do latim para a língua vernácula, no nosso caso o português, não é isso. Mas é que nessa passagem houve um barateamento. Nós barateamos a linguagem e o culto ficou empobrecido daquilo que é a sua própria natureza, que é a beleza.»

«A liturgia celebra o quê?» – questionou –. «O mistério. E que mistério é esse? É o mistério de uma criatura que reverencia e se prostra diante do Criador. É o humano diante do divino. Não há como colocar esse procedimento num nível de coisas banais ou comuns.»

Segundo Adélia, o erro está na suposição de que, para aproximar o povo de Deus, deve-se falar a linguagem do povo.

«Mas o que é a linguagem do povo? É aí que mora o equívoco», – disse –. «Não há ninguém que se acerca com maior reverência do mistério de Deus do que o próprio povo».

«O próprio povo é aquele que mais tem reverência pelo sagrado e pelo mistério», enfatizou.

«Como é que eu posso oferecer a esse povo uma música sem unção, orações fabricadas, que a gente vê tão multiplicadas e colocadas nos bancos das igrejas, e que nada têm a ver com essa magnitude que é o homem, humano, pecador, aproximar-se do mistério.»

Segundo a escritora brasileira, barateou-se o espaço do sagrado e da liturgia «com letras feias, com músicas feias, comportamentos vulgares na igreja».

«E está tão banalizado isso tudo nas nossas igrejas que até o modo de falar de Deus a gente mudou. Fala-se o “Chefão”, “Aquele lá de cima”, o “Paizão”, o “Companheirão”.»

«Deus não é um “Companheirão”, ele não é um “Paizão”, ele não é um “Chefão”. Eu estou falando de outra coisa. Então há a necessidade de uma linguagem diferente, para que o povo de Deus possa realmente experimentar ou buscar aquilo que a Palavra está anunciando», afirmou.

Para Adélia Prado, «linguagem religiosa é linguagem da criatura reconhecendo que é criatura, que Deus não é manipulável, e que eu dependo dele para mover a minha mão».

Com esse espírito, enfatizou, «nossa Igreja pode criar naturalmente ritos e comportamentos, cantos absolutamente maravilhosos, porque verdadeiros».

Ao destacar que a missa é como um poema e que não suporta enfeites, Adélia Prado afirmou que a celebração da Eucaristia «é perfeita» na sua simplicidade.

«Nós colocamos enfeites, cartazes para todo lado, procissão disso, procissão daquilo, procissão do ofertório, procissão da Bíblia, palmas para Jesus. São coisas que vão quebrando o ritmo. E a missa tem um ritmo, é a liturgia da Palavra, as ofertas, a consagração… então ela é inteirinha.»

«A arte a gente não entende. Fé a gente não entende. É algo dirigido à terceira margem da alma, ao sentimento, à sensibilidade. Não precisa inventar nada, nada, nada», disse Adélia.

E encerrou declamando um poema seu, cujo um fragmento diz:

Ninguém  o cordeiro degolado na mesa,

sangue sobre as toalhas,

seu lancinante grito,

ninguém”.


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segunda-feira, 25 de maio de 2009

NOVENA DE PENTECOSTES DE EDITH STEIN


Cor do textoCor do texto
I
Quem és tu,
Doce luz que me preenche
e ilumina a obscuridade do meu coração?
Conduzes-me como a mão de uma mãe
E se me soltasses,
não saberia nem dar mais um passo.
És o espaço que envolve todo meu ser e o encerra em si.
Se Fosse abandonado por ti
cairia no abismo do nada,
de onde tu o elevas ao Ser.
Tu, mais próximo de mim que eu mesmo
e mais íntimo que minha intimidade,
E, sem dúvida,
permaneces inalcançável e incompreensível,
E que faz brotar todo nome:
Espírito Santo — Amor eterno!

II
Não és Tu
O doce maná
que do coração do Filho flui para o meu,
alimento dos anjos e dos bem aventurados?
Aquele que da morte à vida se elevou,
Também a mim despertou a uma nova vida
Do sono da morte.
E nova vida me doa
Dia após dia.
E um dia me cumulará de plenitude.
Vida de minha Vida.
Sim, Tu mesmo,
Espírito Santo, - Vida Eterna!

III
Tu és o raio
que cai do Trono do Juiz eterno
e irrompe na noite da alma,
que nunca se conheceu a si mesma?
Misericordioso e impassível
penetras nas profundezas escondidas.
Se ela se assusta ao ver-se a si mesma,
Concedes lugar ao santo temor,
princípio de toda sabedoria
que vem do alto,
e no alto com firmeza nos unes à tua obra,
que nos faz novos,
Espírito Santo — Raio penetrante!

IV
Tu és a plenitude do Espírito
e da força
com a qual o Cordeiro rompe o selo
do segredo eterno de Deus?
Impulsionados por ti
os mensageiros do Juiz
cavalgam pelo mundo
e com espada afiada separam
o reino da luz do reino da noite.
Então surgirá um novo céu
E uma nova terra,
e tudo retorna ao seu justo lugar
graças a teu alento:
Espírito Santo — Força triunfante!

V
Tu és o mestre construtor da catedral eterna
que se eleva da terra aos céus?
Por ti vivificadas as colunas se elevam
Para o alto e permanecem imóveis e firmes.
Marcadas com o nome eterno de Deus
se elevam para a luz
sustentando a cúpula,
que cobre, qual coroa,
a santa catedral,
tua obra transformadora do mundo,
Espírito Santo — Mão criadora!

VI
Tu és quem criou o claro espelho,
Próximo ao trono do Altíssimo,
como um mar de cristal
aonde a divindade se contempla amando?
Tu te inclinas
sobre a obra mais bela da criação,
e resplandecente te ilumina
com teu mesmo esplendor.
E a pura beleza de todos os seres,
Unida à amorosa figura da Virgem,
tua esposa sem mancha:
Espírito Santo — Criador do Universo!

VII

Tu és o doce canto do amor
e do santo recato,
que eternamente ressoa
diante do trono da Trindade,
e desposa consigo os sons puros de todos os seres?
A harmonia
que une os membros com a Cabeça,
onde cada um encontra feliz
o sentido secreto de seu ser,
e jubilante irradia,
livremente desprendido em teu fluir:
Espírito Santo — Júbilo eterno!

(Edith Stein, 1942; trad. Fr. Alzinir das Obras completas. Ed. Monte Carmelo, Burgos)

Liturgia - 26 de maio - SÃO FILIPE NÉRI, Presbítero







SÃO FILIPE NÉRI,
Presbítero

Cor litúrgica: Branco

Ofício da memória
Liturgia das Horas: 1591-1840-1231
Oração das Horas: 1254-1539-972


Leituras: At 20,17-27 – Sl 67(68) – Jô 17,1-11a

“Pai, chegou a hora: glorifica teu Filho que teu Filho te glorifique.”
Jesus testemunha que a vida eterna se realiza aqui, a partir das experiências concretas de unidade.


“Chegando à perfeição, tornam-se grandes, operando coisas magníficas em seu espírito, sendo então suas obras e potências mais divinas do que humanas.”
São João da Cruz – 2N 3,3


“Na verdade, tenho observado que há mais fervor, e até mesmo alegria interior, quando parece que não há nem mesmo o suficiente para acomodar o corpo do que quando se tem uma casa espaçosa e comodidades.”
Santa Teresa de Jesus – F 14,5



São Filipe Néri,
Presbítero




"Contanto que os meninos não pratiquem o mal, eu ficaria contente até se eles me quebrassem paus na cabeça". Há maior boa vontade em colocar no caminho correto as crianças abandonadas do que nessa disposição? A frase bem humorada é de Filipe Néri, que assim respondia quando reclamavam do barulho que seus pequenos abandonados faziam, enquanto aprendiam, com ele, ensinamentos religiosos e sociais. Nascido em Florença, Itália, em 21 de julho de 1515, Filipe Romolo Néri pertencia a uma família rica. O pai, Francisco, era tabelião e a mãe, Lucrecia, morreu cedo. Junto com a irmã Elisabete, foi educado pela madrasta. Filipe na infância surpreendia pela alegria, bondade, lealdade e inteligência, virtudes que ele soube cultivar até o fim da vida. Cresceu na sua terra natal, estudando e trabalhando com o pai, sem demonstrar uma vocação maior, mesmo freqüentando regularmente a igreja. Aos dezoito anos foi para São Germano, trabalhar com um tio comerciante, mas não se adaptou. Em 1535, aceitou o convite para ser o tutor dos filhos de uma nobre e rica família, estabelecida em Roma. Nessa cidade foi estudar com os agostinianos, Filosofia e Teologia, diplomando-se em ambas com louvor. No tempo livre, praticava a caridade junto aos pobres e necessitados, atividade que exercia com muito entusiasmo e alegria, principalmente com os pequenos órfãos de filiação ou de moral. Filipe começou a chamar a atenção do seu confessor, que lhe pediu ajuda para fundar a Confraternidade da Santíssima Trindade para assistir os pobres e peregrinos doentes. Três anos depois, aos trinta e seis anos de idade, ele se consagrou sacerdote, sendo designado para a igreja de São Jerônimo da Caridade. Tão grande era sua consciência dos problemas da comunidade que formou um grupo de religiosos e leigos para discutir os problemas, rezar, cantar e estudar o Evangelho. A iniciativa deu tão certo que depois o grupo de tão numeroso passou à Congregação de Padres do Oratório, uma ordem secular sem vínculos de votos.Filipe se preocupou somente com a integração das minorias e a educação dos meninos de rua. Tudo que fez no seu apostolado foi nessa direção, inclusive utilizar sua vasta e sólida cultura para promover o estudo eclesiástico. Com seu exemplo e orientação encaminhou e orientou vários sacerdotes que se destacaram na História da Igreja e depois foram inscritos no Livro dos Santos. Mas somente quando completou setenta e cinco anos passou a se dedicar somente ao ministério do confessionário e à direção espiritual. Viveu assim até morrer no dia 26 de maio de 1595. São Filipe Néri é chamado até hoje de: Santo da alegria e da caridade. Seu comportamento paradoxal e alegre permitia-lhe fazer refletir aqueles que ele abordava e revelar a sorridente liberdade dos filhos de Deus aos jovens, que gostavam de se reunir perto dele em suas orações, ou “oratórios”, para rezar e cantar. A Congregação dos Padres do Oratório continuou, depois dele, esta forma de apostolado.

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