quinta-feira, 24 de março de 2011

Carmelitas ajudam cristãos no Oriente Médio


Destacam sinais de esperança
KÖNIGSTEIN, quinta-feira, 24 de março de 2011 (ZENIT.org) - Os Carmelitas Descalços do Líbano dizem que é crucial que os cristãos permaneçam no Oriente Médio, e eles colaboram promovendo trabalho e levando esperança aos fiéis locais.

É o que informa o padre Raymond Abdo, provincial dos Carmelitas Descalços do Líbano, ao falar com a associação ‘Ajuda à Igreja que Sofre’.

Ele conta que a ajuda que se pode dar aos cristãos do Oriente Médio é favorecer que eles não emigrem. O sacerdote reconheceu as dificuldades, mas disse que sua própria presença no Oriente Médio é um testemunho de que “é possível permanecer”.


Padre Abdo disse que é importante convencer os cristãos a não venderem suas casas e propriedades. Ele afirmou que dinheiro proveniente do Irã e dos Estados do Golfo está sendo usado para a aquisição de imóveis.

O carmelita também destacou a necessidade de criar oportunidades de emprego. Segundo ele, os cristãos são frequentemente discriminados na hora de buscar trabalho.

O sacerdote citou o exemplo da colaboração dos carmelitas com um homem cristão que abriu uma empresa internacional de software. O mosteiro de Kobayat lhe cedeu um espaço para começar a trabalhar. Já se criaram 45 postos de trabalho, que em breve chegarão a 100.

“Podemos sofrer, ter dificuldades, mas se estamos com Cristo, então estamos dando testemunho e esperança aos demais”, disse o padre Abdo. “Estamos também dando esperança aos muçulmanos e a outras comunidades, porque sem nós eles não teriam oportunidades de conhecer Cristo”.

Os Carmelitas do Líbano têm seis mosteiros e um total de 31 monges, sendo mais da metade com idade menor que 35 anos. Continuam surgindo vocações, ainda que menos que no passado, pois os jovens do Líbano vivem “os mesmos problemas do restante do mundo atual”.

Mas – disse – “quando Cristo entra no coração de uma pessoa, não pede permissão para sua mente ou sua cultura, simplesmente diz: ‘vem’”.

Há cerca de 40 anos, o Líbano era o único país do Oriente Médio com maioria cristã. Hoje, a maioria é muçulmana. Os cristãos somam 45% da população.

terça-feira, 22 de março de 2011

Vaticano: Bento XVI concluiu retiro de Quaresma e agradeceu ao orientador (Pe. François-Marie Léthel, ocd)

Papa explicou itinerário das catequeses proferidas nas audiências gerais das quartas-feiras


Bento XVI (dir.) com o padre François-Marie Léthel

Cidade do Vaticano, 19 Mar (Ecclesia) – Bento XVI terminou hoje o retiro espiritual da Quaresma e escreveu uma carta de agradecimento ao padre francês François-Marie Léthel, orientador do encontro espiritual que decorreu desde Domingo no Vaticano.

Na mensagem, divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé, o Papa exprime, de “todo o coração”, a sua “viva gratidão pelo precioso serviço” prestado pelo sacerdote pertencente à congregação dos Carmelitas Descalços.

Referindo-se ao tema escolhido pelo pregador – ‘A luz de Cristo no coração da Igreja: João Paulo II e a teologia dos santos’ – o Papa salienta que o itinerário do retiro constitui “motivo de especial reconhecimento” por sugerir o “tema da santidade”.

A missiva refere que a pregação adequou-se “muito bem” às catequeses proferidas por Bento XVI durante as audiências gerais concedidas às quartas-feiras, nas quais tem procurado dar “melhor a conhecer e amar a Igreja tal como ela se mostra na vida, na obra e nos ensinamentos dos santos”.

O Papa recordou que as suas intervenções semanais no Vaticano começaram por reflectir sobre os Apóstolos, prosseguiram com os Padres da Igreja e outros escritores antigos, continuaram com teólogos e místicos da Idade Média, com particular atenção às mulheres, e estão a terminar com os Doutores da Igreja.

“Esta linha de reflexão e de contemplação sobre o mistério de Cristo, reflectida, por assim dizer, na existência dos seus mais fiéis imitadores, constitui um elemento fundamental que herdei do Papa João Paulo II e que levei adiante com plena convicção e grande alegria”, refere Bento XVI.

A mensagem do Papa agradece à Ordem Carmelita e à “vasta dimensão eclesial”, dado que os Exercícios Espirituais lhe fizeram “sentir mais do que nunca a Igreja como comunhão dos santos”.

O padre François-Marie Léthel, secretário da Pontifícia Academia de Teologia e professor de espiritualidade, apresentou esta manhã a 17.ª e última meditação, dedicada a São José, que a liturgia da Igreja católica evoca hoje.

“Um santo humilde, um humilde trabalhador que foi designado para ser guarda do Redentor”, afirmou esta manhã Bento XVI sobre São José, recordando o apelido de “justo” que a Bíblia lhe atribui.

“Justo é o homem que está imerso na palavra de Deus” e que “vive a lei não como jugo mas como alegria”, disse o Papa, acrescentando que a missão de São José é, “para sempre”, a de proteger a Igreja, à imagem do que fez com Jesus.

Depois desta intervenção, os membros da Cúria do Vaticano, através do decano do Colégio Cardinalício, cardeal Angelo Sodano, apresentaram os cumprimentos a Bento XVI, por ocasião da solenidade de São José, cujo nome próprio é igual ao do actual Papa, Joseph Ratzinger.

A Quaresma, que este ano começou a 9 de Março (quarta-feira de Cinzas), é um período de 40 dias, exceptuando os domingos, marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que servem de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário dos cristãos.

RM

Fonte: Agência Ecclesia
http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=84807

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Província encerra ano Centenário com Celebração de Ação de Graças



No dia 19 de março, solenidade de São José, nossa Província celebrou os 100 anos da chegada dos primeiros Carmelitas Descalços da Província Romana ao Brasil.

A celebração de ação de graças do dia 19 de março de 2011 encerrou um ano em que a Província dedicou-se a lembrar seu passado para, agradecidos, renovar seu presente. Durante o ano destacaram-se:

a) Os trabalhos de história feitos com simplicidade, mas levantando nomes e fatos importantes, levados a cabo por Frei Mariano Júnior e Frei César Cardoso;

b) Com texto preparado por Frei Geraldo Boletini, as Comunidades da Província celebraram, no dia instituído como dia da Província - 17 de maio -, a Missa Comunitária pelos 100 anos da chegada;

c) No dia 18 de julho de 2010 o povo, autoridades e a paróquia de Córrego do Bom Jesus, no sul de Minas Gerais, recepcionaram os frades da Província que ali retornaram para alguns dias de missão e para uma grande celebração comemorativa dos trabalhos missionários e pastorais dos frades da primeira comunidade da Província Romana naquela cidade;

d) O retiro anual da Província, anualmente realizado na primeira semana se agosto, teve este ano o tema do centenário como tema de fundo e inspirou nossas meditações e celebrações. Pela primeira vez os pregadores foram escolhidos entre os próprios irmãos de hábito.

e) Durante o ano de 2010 as comunidades recepcionaram a exposição itinerante constante de painéis com fotos, cronologia e textos históricos que narravam os grandes momentos da chegada e da história da formação da Província.



segunda-feira, 21 de março de 2011

Cruz Vermelha Brasileira começa campanha de ajuda às vítimas do Japão



O Japão precisa de muita coisa: alimentos, água, roupas. Mas, devido à distância, a entrega fica muito difícil. O melhor seria mesmo com uma contribuição em dinheiro. Os que puderem ajudar, devem fazê-lo através de uma entidade idônea, reconhecidamente séria em seus trabalhos: a Cruz Vermelha. Doações podem ser feitas na conta 90.000-1 do Banco do Brasil, agência 1611-x, em nome da entidade. A campanha não tem prazo para ser encerrada.
Obrigado, de coração.

Marcos Hideo Matsubara, ocd


sexta-feira, 18 de março de 2011

RELÍQUIAS DE SANTA TERESINHA VISITAM EM JERUSALÉM


2 mil pessoas fazem festa em sua entrada na Cidade Santa


JERUSALÉM, sexta-feira, 18 de março de 2011 (ZENIT.org) - Uma multidão em festa acolheu nessa quarta-feira as relíquias de Santa Teresinha de Lisieux na Cidade Santa de Jerusalém.

Esta visita à Terra Santa se converteu em um grande acontecimento para as comunidades cristãs, que aguardavam essa possibilidade desde 1977, quando se começou a estudá-la.

Segundo destaca a Custódia da Terra Santa, o relicário com os restos mortais da “pequena Teresa” foram recebidos com grande calor e afeto pelos cristãos locais. Não é casualidade – recordam os organizadores – que a própria santa tenha comparado sua entrada no Carmelo à entrada de Cristo em Jerusalém”.

Uma procissão animada pela fanfarra dos escoteiros recebeu as relíquias na porta de Jaffa, que dá acesso ao bairro cristão da Cidade Antiga, e as acompanhou até a Igreja patriarcal, onde ficaram expostas à veneração.

“A maior santa dos tempos modernos veio ao nosso encontro hoje”, afirmou o patriarca de Jerusalém, Dom Fouad Twal, ao terminar a procissão e a oração das Vésperas na Igreja patriarcal.

“Invocamos a graça para a unidade de nossos cristãos e também para a unidade com nossos irmãos judeus e muçulmanos”, disse Twal.

As relíquias da santa francesa permanecerão na Terra Santa por dois meses. Neste final de semana, o relicário estará em Haifa. Na próxima semana, visitará Nazaré e Tiberíades, entre outros lugares.

DEUS ABENÇOE NOSSA ORDEM CARMELITA DESCALÇA!!!!!!

AGRADECEMOS A DEUS POR ESTA GRAÇA DOS 100 ANOS DE NOSSA ORDEM AQUI EM NOSSO MEIO!!!!!
SOMOS FELIZES POR FAZER PARTE TAMBÉM DESTA CAMINHADA!!!!!

QUE O SENHOR CONTINUE ABENÇOANDO A TODOS NÓS E NOS ANIME A LEVAR SEU AMOR A TODOS(AS)!!!!

SÃO JOSÉ PROTEJA NOSSOS PASSOS!!!!!

ENVIAMOS NOSSOS ABRAÇOS NESTE DIA DE FESTA PARA NÓS!!!!!!

MARIA EDUARDA EM NOME DE TODA OCDS

quinta-feira, 17 de março de 2011

Lançado CD com letras inspiradas em Edith Stein



‘Busca la Verdad’ é patrocinado pela Universidade da Mística

ÁVILA, quinta-feira, 17 de março de 2011 (ZENIT.org) -

Edith Stein pode agora ser ouvida. Os textos da pensadora, carmelita e santa inspiraram um CD com 14 músicas cantadas e 3 instrumentais, a cargo da cantora espanhola Carmela Martínez.

Edith Stein (Santa Teresa Benedita da Cruz), “tem muito a nos dizer”, afirma Carmela Martínez, artífice da iniciativa, cujo desejo é que as canções ajudem a “conhecer um pouco mais essa fascinante mulher santa, carmelita descalça, cuja vida e martírio foram e são, para todos os homens e mulheres de hoje, um testemunho valente de conversão, fé profunda, absoluta confiança em Deus e incessante busca da Verdade”.

O CD é patrocinado pela Universidade da Mística e pela Fundação CITES. Os lucros serão destinados a bolsas para estudantes carentes. A apresentação será em 2 de abril, no Salão Nobre da universidade.

A letra e a música das canções correm a cargo de Carmela Martínez, enquanto os arranjos e a produção são de Paco M. Aranda.

Carmela Martínez, da diocese espanhola de Cartagena, põe na boca as palavras de Edith “para dar graças a Deus”, já que “sem Ele não podemos fazer nada e só Ele torna possíveis todas as coisas”.

Para a cantora e compositora, o CD é “o resultado amoroso da infinita bondade de Deus, que sempre nos ultrapassa e surpreende”.

O ícone de Edith Stein da capa do CD é do convento do Monte Carmelo de Haifa, em Israel.

Entre as canções está Quien busca la Verdad, Pequeña Ester, La fuerza de la cruz e Confía y ten calma.

O CD pode ser adquirido pelo site www.citesavila.org ou pelos endereços pedidos@citesavila.org e carmela.edith@gmail.com.

(Miriam Díez i Bosch)


MENSAGEM DO PAPA PARA A CAMPANHA DA FRATERNIDADE NO BRASIL


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 9 de março de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos a mensagem que Bento XVI enviou a Dom Geraldo Lyrio Rocha, presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), por ocasião da Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil, que inicia hoje, com tema “Fraternidade e vida no Planeta”.

* * *

Ao Venerado Irmão
DOM GERALDO LYRIO ROCHA
Arcebispo de Mariana (MG) e Presidente da CNBB

É com viva satisfação que venho unir-me, uma vez mais, a toda Igreja no Brasil que se propõe percorrer o itinerário penitencial da quaresma, em preparação para a Páscoa do Senhor Jesus, no qual se insere a Campanha da Fraternidade cujo tema neste ano é: "Fraternidade e vida no Planeta", pedindo a mudança de mentalidade e atitudes para a salvaguarda da criação.

Pensando no lema da referida Campanha, "a criação geme em dores de parto", que faz eco às palavras de São Paulo na sua Carta aos Romanos (8,22), podemos incluir entre os motivos de tais gemidos o dano provocado na criação pelo egoísmo humano. Contudo, é igualmente verdadeiro que a "criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus" (Rm 8,19). Assim como o pecado destrói a criação, esta é também restaurada quando se fazem presentes "os filhos de Deus", cuidando do mundo para que Deus seja tudo em todos (cf. 1 Co 15, 28).

O primeiro passo para uma reta relação com o mundo que nos circunda é justamente o reconhecimento, da parte do homem, da sua condição de criatura: o homem não é Deus, mas a Sua imagem; por isso, ele deve procurar tornar-se mais sensível à presença de Deus naquilo que está ao seu redor: em todas as criaturas e, especialmente, na pessoa humana há uma certa epifania de Deus. «Quem sabe reconhecer no cosmos os reflexos do rosto invisível do Criador, é levado a ter maior amor pelas criaturas» (Bento XVI, Homilia na Solenidade da Santíssima Mãe de Deus, 1º-01-2010). O homem só será capaz de respeitar as criaturas na medida em que tiver no seu espírito um sentido pleno da vida; caso contrário, será levado a desprezar-se a si mesmo e àquilo que o circunda, a não ter respeito pelo ambiente em que vive, pela criação. Por isso, a primeira ecologia a ser defendida é a "ecologia humana" (cf. Bento XVI, Encíclica Caritas in veritate, 51). Ou seja, sem uma clara defesa da vida humana, desde sua concepção até a morte natural; sem uma defesa da família baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher; sem uma verdadeira defesa daqueles que são excluídos e marginalizados pela sociedade, sem esquecer, neste contexto, daqueles que perderam tudo, vítimas de desastres naturais, nunca se poderá falar de uma autêntica defesa do meio-ambiente.

Recordando que o dever de cuidar do meio-ambiente é um imperativo que nasce da consciência de que Deus confia a Sua criação ao homem não para que este exerça sobre ela um domínio arbitrário, mas que a conserve e cuide como um filho cuida da herança de seu pai, e uma grande herança Deus confiou aos brasileiros, de bom grado envio-lhes uma propiciadora Bênção Apostólica.

Vaticano, 16 de fevereiro de 2011

BENEDICTUS PP. XVI

quarta-feira, 16 de março de 2011

João Paulo II deixa grandiosa herança espiritual, diz Carmelita Descalço François-Marie Léthel


Leonardo Meira
Da Redação, com informações de L'Osservatore Romano (em italiano - tradução de CN Notícias)


Montagem sobre fotos / RV e LOR
O pregador dos exercícios espirituais, carmelitano descalço François-Marie Léthel. Abaixo, o ícone utilizado como inspiração para as meditações

Um círculo de santos e de anjos que estão de mãos dadas e estendem as mãos aos que ainda estão sobre a terra. É a imagem que melhor representa o sentido e o espírito dos exercícios espirituais quaresmais, que acontecem desde o dia 13 e seguem até 19 de março, na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano, na presença do Papa Bento XVI e da Cúria Romana.

Todas as audiências do Pontífice para esta semana foram canceladas. Após quatro cardeais (2006-2009) e um padre salesiano (2010), desta vez é um carmelita descalço o responsável pelas pregações. Trata-se do secretário-prelado da Pontifícia Academia de Teologia, o carmelitano descalço François-Marie Léthel, que escolheu como tema "A luz de Cristo no coração da Igreja: João Paulo II e a teologia dos santos".

Nesta entrevista ao jornal oficial do Vaticano L'Osservatore Romano, o religioso fala sobre o conteúdo e o método dos exercícios e
explica motivos que levaram à escolha do tema.

Leia mais
.: Papa participa de exercícios espirituais a partir de domingo
.: Exercícios espirituais combatem o secularismo, indica Cardeal
.: Padre Wagner Ferreira explica o que são os exercícios espirituais



L'Osservatore Romano: Estes exercícios giram em torno da beatificação de João Paulo II: como é desenvolvido o tema?

Padre François-Marie Léthel
: Depois que o Papa me chamou para ministrar estes exercícios espirituais, recolhi-me em oração e me ficou clara a orientação a ser dada às meditações: uma preparação espiritual para a Beatificação de João Paulo II, que acontecerá em 1º de maio próximo, domingo da Oitava da Páscoa, festa da Divina Misericórdia, início do mês mariano e também festa de São José Operário. Estou convencido de que se trata de um acontecimento de imenso alcance para a Igreja e para o mundo, que requer uma profunda preparação espiritual de parte de todo o povo de Deus e, de modo exemplar, de parte do Santo Padre e dos seus mais próximos colaboradores. Ao mesmo tempo, tive claro também o tema – a luz de Cristo no coração da Igreja – e o subtítulo: João Paulo II e a teologia dos santos. Assim aconteceu também com a escolha dos santos como guias para esses dias. De fato, a beatificação é como a coroação de um extraordinário pontificado exatamente sob o signo da santidade. Para desenvolver o tema, escolhi um ícone da comunhão dos santos: uma pintura do beato frei Angélico que representa os santos e os anjos no céu que se dão as mãos e fazem uma espécie de círculo. Os santos se dão e nos dão a mão para guiar-nos no caminho da santidade. Esse é o sentido da conversão quaresmal: comprometer-nos a também nós entrarmos mais neste "círculo dos santos". Um círculo guiado pelo Papa Wojtyla, que dá a mão aos dois santos mais próximos a ele: São Luís Maria de Montfort, que inspirou o seu Totus tuus, e Santa Teresa de Lisieux, a única santa proclamada doutora da Igreja durante o seu Pontificado.


LOR: O que se entende por teologia dos santos?

Padre Léthel
: É essa grande consciência do Mistério de Cristo de que São Paulo fala na sua Carta aos Efésios, quando pede "de joelhos" ao Pai a abundância do dom do Espírito Santo para os fiéis, a fim de que, mediante a fé e o amor, possam "com todos os santos conhecer o amor de Cristo que supera todo o conhecimento". Na sua linguagem, "os santos" são os fiéis, os batizados, de certo modo nós todos, se vivemos verdadeiramente da fé, esperança e caridade. Assim, São Luís Maria de Montfort fala da "grande ciência dos santos" e, do mesmo modo, o faz Santa Teresa de Lisieux na sua Autobiografia. Sobre esse ponto, também João Paulo II deu-nos o exemplo. Era, antes de tudo, o homem da oração profunda, era um místico. A oração animava e penetrava toda a sua reflexão teológica, filosófica, poética. Na Igreja do Ocidente, com o nascimento da universidade no medievo, surgiu o risco de reduzir a teologia à somente sua forma intelectual, acadêmica, e isso é um grande empobrecimento. Depois doConcílio Vaticano II, em 1970, Paulo VI deu um passo decisivo quando declarou doutoras da Igreja a duas mulheres, duas santas que não tinham estudado na universidade: Teresa d'Ávila e Catarina de Sena. Receberam o mesmo título dos santos que eram grandes intelectuais, como Anselmo, Tomás e Boaventura. Assim, enquanto na encíclicaFides et ratio fez referência a esses grandes representantes da "grande razão", João Paulo II indicou na Novo millennio ineunte o exemplo de Catarina de Sena e Teresa de Lisieux como representantes da "teologia vivida dos santos".


LOR: Quais são os aspectos mais significativos da herança espiritual de João Paulo II?

Padre Léthel
: É uma herança imensa, que diz respeito a todos os aspectos do mistério de Deus e do homem em Cristo. Para mim, está toda concentrada na sua grandiosa espiritualidade cristocêntrica e mariana. Devemos sobretudo reler as suas encíclicas Redemptor hominis, Dives in misericordia, Dominum et vivificantem eRedemptoris Mater. A afirmação fundamental está concentrada nas primeiras palavras da Redemptor hominis: "O Redentor do homem, Jesus Cristo, é o centro do cosmos e da história", com o grande lema da Gaudium et spes: "Cristo uniu-se a todo o homem".


LOR: Alternaram-se pastores e estudiosos de várias disciplinas como pregadores dos exercícios ao Papa. Agora toca a um teólogo como o senhor, pertencente a uma ordem mendicante. Crê que essa sua formação tenha influenciado a escolha do Pontífice?

Padre Léthel
: Pertenço ao Carmelo, ordem mendicante nascida no medievo, quase ao mesmo tempo daquelas de São Francisco e São Domingos. Temos uma longa história, uma grande tradição teológica e espiritual, especialmente na nossa ordem dos carmelitanos descalços, reformado por Santa Teresa de Jesus. Tenho profunda consciência de cumprir essa missão de pregação para o Papa não de maneira individual, mas como representante da minha família religiosa do Carmelo, e, de modo particular, da minha comunidade acadêmica doTeresianum, que é a Pontifícia Faculdade Teológica dos carmelitanos em Roma. Trabalhamos muito pela Igreja e pelo Papa, e não somente através do ensino teológico.


LOR: João Paulo II tinha uma inata simpatia pela Ordem do Carmelo. A São João da Cruz dedicou também a mesma admiração. Qual aspecto do magistério o senhor acredita que tenha sido influenciado pela espiritualidade desse santo?

Padre Léthel
: Creio que o influxo mais profundo foi sobre a sua própria vida espiritual. Sabemos que recebeu as obras de São João da Cruz juntamente ao Tratado da verdadeira devoção a Maria, de Luís Maria Grignion de Montfort, em 1940, de um santo leigo, Jan Tyranowski. Era um período decisivo da sua vida, durante a ocupação nazista na Polônia, quando devia trabalhar como operário para evitar a deportação à Alemanha. Foi o momento da escolha decisiva da vocação sacerdotal. São João da Cruz abriu ao jovem Karol os horizontes da oração profunda: fez dele um autêntico místico, isto é, um homem que vive a fé, a esperança e a caridade em um nível sempre mais intenso, sempre mais profundo. Com São João da Cruz, pôde também aprofundar a grande temática do amor esponsal e cultivar a poesia como expressão privilegiada do mistério.


LOR: Além de São João da Cruz, o senhor também falará de São Luís Maria de Montfort, Santa Teresa de Lisieux e Santa Joana d'Arc. Que influxo tiveram sobre João Paulo II?

Padre Léthel
: Diria que Luís Maria Grignion de Montfort é o santo que exerceu o influxo mais profundo sobre a sua vida, com a sua doutrina cristocêntrica e mariana sintetizada na obra prima do Tratado. Desde os 20 anos até sua morte, teve sempre presente esse livro. Na graça da sua beatificação, João Paulo II convida-nos a redescobrir essa obra essencial para todo o povo de Deus, no seu modo de transforma a devoção mariana em um caminho privilegiado de santidade: não mais uma devoção entre outras, mas a própria vida batismal de fé, esperança e caridade vivida com Maria e em Maria, "para encontrar Jesus perfeitamente, amá-lo ternamente e servi-lo fielmente".


LOR:
Nas suas meditações, podem ser encontradas referências a temas da atualidade?

Padre Léthel
: Certamente, os santos sempre dizem respeito às realidades essenciais da vida cristã e da condição humana. O grande tema é como viver a santidade no mundo de hoje, nos diversos contextos. Padroeira das missões, Teresa di Lisieux tem muito a dizer sobre o tema da nova evangelização. A escolha de Catarina de Sena e de Joana d'Arc para esses exercícios está, de certo modo, mais ligada a Bento XVI, que dedicou duas importantes catequeses a essas santas do fim do medievo, como exemplos de "mulheres fortes" em um contexto de grandes sofrimentos e crises da Igreja e da sociedade. Com esses santos, a luz de cristo vem encontrar as trevas do pecado que se encontram também no interior da Igreja mesma, para purificá-la, para reformá-la. E isso é evidentemente de grande atualidade.


LOR: Qual é, segundo o senhor, o papel do teólogo na Igreja e na sociedade moderna?

Padre Léthel
: Deve ser um testemunho autêntico da luz de Cristo. Hoje, pode ser um homem ou uma mulher, um leigo ou um sacerdote, uma pessoa casada ou consagrada. Mas deve ser alguém pessoalmente comprometido no caminho da santidade, isto é, uma pessoa humildade, em um caminho de conversão permanente ao Evangelho. Nas perspectivas de João Paulo II e de Bento XVI, deve ser uma pessoa que, na luz de Cristo, é testemunho da "grande razão" e do "grande amor", em um contínuo diálogo com o Senhor, na escuta e no estudo da sua Palavra, e em diálogo com a humanidade de hoje.


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terça-feira, 8 de março de 2011

Quaresma...Pensando em vida. Algumas considerações...

“Lembra-te que és pó, e ao pó hás de voltar”.
“Tu amas, Senhor, todas as coisas que existem e nada desprezas do que criaste; se odiasses alguma coisa, não a terias criado... Tu conservas todas as coisas, porque todas são tuas, Senhor, amante da vida” (Sab 11,24-26).
“Ó morte, onde está a tua vitória?”.
Em tempo de quaresma, que começa com o sugestivo (para alguns) e mágico (para outros) rito das cinzas, pensemos na vida, pois o fim do caminho da quaresma (símbolo da caminhada de nossa vida humana) é a celebração da vitória da Vida sobre a morte em Cristo Jesus.
Tu és pó!”. O homem, então, é pó? Que tipo de homem seria esse?
Com certeza, é o homem que se afastou de Deus, rejeitou o diálogo, foi expulso de sua casa, repeliu o dinamismo do amor, para enveredar numa trajetória de dissolução e de morte. Ou o homem que se opõe a Deus, vira as costas ao seu próprio ser, rejeita sua identidade de filho e condena a si mesmo ao nada. É o homem que se afasta da vontade do Criador.
Felizmente, nesse itinerário de afastamento, existe a possibilidade de uma volta. É possível mudar de direção e voltar à origem. É possível não caminhar para a morte, mas voltar à Fonte. E a FONTE, “ que mana e corre, mesmo de noite”, é Deus, AMANTE DA VIDA.
Eis a conversão! “Lembra-te que és pó, e como pó voltarás....a Deus”. Basta querer. Desde já. É preciso somente tornar-se terra e entregar-se novamente ao Construtor, ao Criador. E aceitar que Ele nos faça de novo. O Artista Divino é capaz de refazer-nos conforme seu projeto original e quer que sejamos sua obra-prima.
Se por acaso erramos, perdemos o caminho da vida ou o sentido do Reino e envolvemos outros em nossa culpa, aceitando nossa realidade, isto é, que somos pó, Ele inclinar-se-á sobre nós para soprar seu sopro de vida.
Assim nosso “nada” será transformado no “tudo” pela plenitude divina. E se ainda nos rebelamos, não aceitando seu projeto e quebrando nossa identidade divina, mesmo em pedaços, gritando de dor e com saudade da casa paterna, Ele saberá reconhecer-nos e, com mão delicada, recolherá os pedaços e nos recriará. Pois, nenhum artista – tanto menos o Artista Divino – dá por perdida qualquer uma de suas obras.
Todo ser humano é fruto do amor transbordante de Deus. Se prestarmos atenção, este amor de Deus se manifesta em tudo. Uma menina que procurava ansiosamente por Deus, depois de fazer a descoberta de sua presença na vida, em qualquer tipo de vida, escreveu atrás de uma fotografia de um prado florido: “Esta é uma fotografia tirada antes de descobrir que Deus nos sorri, nos ama e fala do seu amor para nos nas flores, nas árvores, nas estrelas, em cada gota de vida”.Nunca poderemos entender verdadeiramente quanto Deus seja Deus-para-nós.
O segredo da felicidade é uma vida com Deus. Longe Dele, ser feliz é praticamente inconcebível. “Nossa vida nasce, vive, amadurece e chega ao fim em relação existencial e moral com Deus. Aqui está toda a esperança da vida, aqui a filosofia da verdade, aqui a teologia do nosso destino... O homem não pode ser entendido sem esta referência essencial com Deus, que incumbe sobre nós, que nos conhece, observa-nos, penetra-nos, conserva-nos continuamente. Ele é o Pai de nossa vida”(Paulo VI).
Deus Pai nos ama, sustenta-nos, acaricia-nos, torna-nos felizes, seja que estejamos num leito de dor, seja que estejamos num prado de flores.
Pensando em cinzas, em quaresma, é bom pensar na vida: a vida que surge e ressurge do pó, das cinzas, da conversão, do sopro do Espírito. E nada: nem cinzas, nem lama, nem poeira, nem pecado algum será empecilho para reconhecermos em nós e nos outros o resplendor do rosto de um filho de Deus.
Pensemos não nas cinzas do túmulo, da morte, mas num punhado de terra na mão do Artífice Divino, no momento solene da Criação; um punhado de terra pronto a receber o “sopro” e tornar-se, assim, “vivente”.
Pensemos no Senhor que “trata com indulgência todas as coisas, porque todas são suas, do Senhor, amante da vida” (Sab 11, 26). Conversão, afinal, é abraçar a vida!
Frei Pierino Orlandini

QUARESMA -TEMPO DE ORAÇÃO


QUERIDOS IRMÃOS E IRMÃS

SÓ DEUS BASTA!!!

ESTAMOS INICIANDO UM TEMPO DE GRAÇA QUE NOS LEVARÁ A RECONHECER A PRESENÇA DE DEUS EM NOSSA VIDA E NA NOSSA HISTÓRIA ,LEVANDO-NOS A UNIÃO CADA VEZ MAIOR COM ELE .

UM TEMPO DE CONVERSÃO EM 2 NÍVEIS:PESSOAL E COMUNITÁRIA.

NO NÍVEL PESSOAL PROCUREMOS ANALISAR A NOSSA PRÓPRIA VIDA PARA RECONHECER NOSSAS FRAQUEZAS ,IMATURIDADES ,DIFICULDADES...TIRANDO A FERRUGEM , PERGUNTANDO-NOS O QUE É ESSENCIAL E PROCURANDO DESCOBRIR NOVAS FORMAS DE RELACIONAMENTO COM O SENHOR E COM OS IRMÃOS (ÃS) QUE POSSIBILITEM O SEU CRESCIMENTO E A SUPERAÇÃO DA SUA CONDIÇÃO ATUAL.

A PARTIR DAI ,PROCUREMOS UNIR NOSSO ESFORÇOS PARA CONFIGURARMOS CADA VEZ MAIS E MELHOR AO RESSUSCITADO.

NA DIMENSÃO COMUNITÁRIA ,TOMEMOS CONSCIÊNCIA DE NOSSAS RESPONSABILIDADES , LUTANDO JUNTOS PARA QUE NA PÁSCOA POSSAMOS CANTAR QUE O SENHOR RESSUSCITOU E QUE ISTO TENHA ACONTECIDO DE FATO NO NOSSO MEIO,NAS NOSSAS COMUNIDADES -GRUPOS.

QUANTAS QUARESMAS JÁ VIVEMOS?
QUE ESTA SEJA DIFERENTE E QUE A CONVERSÃO ACONTEÇA !

DESEJO A TODOS (AS)UMA SANTA QUARESMA E UMA SANTA PÁSCOA!!!

MEU CARINHO E ORAÇÕES

MARIA EDUARDA

Teresa Mulher forte
Amiga de Deus
Mulher
capaz de fazer
o novo acontecer
suceda o que suceder.
Mulher
que mudou conceitos
mesmo que o mundo viesse a baixo
venceu preconceitos
abriu caminho
venha o que vier.
Mulher
determinada
a entregar a vida com determinação
porque o importante é amar
mesmo que murmure quem murmurar.
Mulher
que provou ser possível
vencer barreiras
custe o que custar
pelo reino de Deus.
Mulher exemplo
para todas as mulheres
haver de prosseguir
mesmo que morra no caminho

segunda-feira, 7 de março de 2011

Internacional Liberdade, a nova realidade egípcia

Tensões estão arrefecendo aos poucos desde a queda do presidente Hosni Mubarak no último dia 11.
Geriane Oliveira - 23/2/2011 - 22h36
Luciney Martins/Divulgação

Há um ano, o frei Patrício Sciadini, de 65 anos, fazia as malas na capital paulista para viajar ao Cairo com a missão de ajudar os pobres da capital egípcia. Italiano de origem e naturalizado brasileiro, o frade diz que as tensões estão arrefecendo aos poucos desde a queda do presidente Hosni Mubarak no último dia 11.

Diário do Comércio - Qual é a atual situação no Egito?
Frei Patrício Sciadini - Pelo o que se vê nas ruas, na televisão e nos jornais, a situação está aos poucos voltando ao normal, apesar de haver ainda muito medo entre a população porque nela foi incutida a psicose do medo. Ao mesmo tempo, a gente percebe um povo bastante esperançoso.

Diário - Como começou a manifestação?
Frei -Os egípcios se inspiraram na "Revolução de Jasmim", da Tunísia, para exprimir sua grande insatisfação. O grande estopim foi a fome, um grande problema deste país onde 30% da população não tem trabalho, e aqueles que têm recebem um salário mínimo miserável, em torno de 300 liras ao mês (US$ 51) .

Diário - Como foram os choques entre os manifestantes e as forças de segurança de Mubarak?
Frei - Foram violentos, mas não brutais como estão acontecendo agora na Líbia. Os dados oficiais falam em 350 mortos, mas sabemos que foram mais. Vivemos os dias mais tensos aqui na véspera da renúncia de Mubarak. As famílias não podiam sair de casa, principalmente das seis da tarde até as oito da manhã, período do toque de recolher. O comércio fechou, assim como os bancos, escolas, universidades e os pontos de atendimento emergencial à população. Hoje, o comércio está abrindo parte do dia; às vezes ainda fecha.

Diário - Qual é a mensagem da revolução egípcia para o mundo?
Frei - Vejo que a pomba branca da paz já está voando no céu do Egito e rondando o mundo árabe. Acredito que seja um tempo novo em que a liberdade e a esperança da democracia estão começando a despontar no Oriente Médio.


sábado, 5 de março de 2011

FELIZ ANIVERSARIO FREI PATRICIO!

MUITAS SAUDADES
E HOJE ESTAMOS DAQUI DO BRASIL
CANTANDO PARABÉNS PRA VOCE !!

CONTE COM NOSSAS ORAÇÕES PELA SUA MISSÃO.

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COMISSÃO DE FORMAÇÃO SE REUNE EM BH -Parte II


LOGO DESENHADA POR FREI MARCOS MATSUBARA ,OCD



NOTICIAS DO I CICLA SUL OCDS-Parte II

MAIS UMA REUNIÃO DE PREPARAÇÃO...

Na reunião do último fim de semana em BH, fomos recebidos com carinho fraterno pelos superiores do convento de Santa Teresa: frei Afonso e do convento São João da Cruz: Frei alzinir. A eles e suas respectivas comunidades, nosso muito obrigado e contem com nossas orações.

Na reunião foram abordados os temas que a Comissão de Formação deste triênio tem de propostas além do encontro anual de Presidentes, conselheiros e formadores e uma delas é a organização desse evento: o I CICLA SUL OCDS (Conferência Interprovincial dos Carmelitas Latino-Americanos) e O XIII ENCONTRO DE PRESIDENTES, CONSELHEIROS E FOMADORES. Além do Brasil, teremos a participação de pessoas que virão de mais cinco países: Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Bolívia.

Estamos trabalhando muito e com muito cuidado para que tudo corra e concorra bem e para proveito de todos. Esperamos a presença de sua Comunidade nas pessoas específicas do presidente, formador e conselheiro.


O objetivo principal deste evento é: Desenvolver e formar (ou fomentar) laços fraternos nas realidades diversas do Essencial Carmelitano a partir do caminho ao Cristo apontado por Teresa.

Sugerimos a leitura destes três textos como leitura preparatória do encontro:

  • RATIO INSTITUITIONES OCDS ,
  • CAMINHO DE PERFEIÇÃO (obra indicada para estudo neste ano de 2011, em comemoração ao V Centenário de Teresa de Jesus)
  • DOCUMENTO DE APARECIDA , II PARTE.

Além dos membros voluntários desta comissão, participaram da reunião nossos delegados para o Norte-Nordeste: Frei Wilson Gomes e o delegado para o sudeste Frei Fabiano Alcides. Também estiveram conosco nossa presidente provincial: Maria Eduarda e Nosso Padre Provincial Frei Rubens Sevilha, ocd.




Frei Rubens Sevilha e Maria Eduarda



fazem parte da Comissão de formação:

Izabel- BH, Fernando Alcicci- BH, José Eduardo- Tremembé, Sr. Tonini-Tremembé,Ana Scarabelli – Caratinga, Paulinho – Caratinga, Aparecida- Caratinga, Sandra Muller- Paulinea, Marcio Muller- Paulinea, Daniel-Franca,Alessandra-Franca,Carmelita- Aparecida-SP, Rose- Passos, Marcelo- Passos,Andréia- Sete Lagoas,Marcia -Sete lagoas.

Somos acompanhados pela Cidinha de Franca,

Conselheira Provincial ocds, que também participou de nossas reuniões.

Agradecemos a todos pela dedicação, desprendimento e disponibilidade em servir o Carmelo através deste trabalho. Que Deus derrame sobre cada uma dessas pessoas , suas famílias e comunidades as graças da paz , do amor e determinada determinação.

Uma Santa Quaresma!



Pela comissão,

Rose L. Piotto, ocds- Passos


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sexta-feira, 4 de março de 2011

Abertura do Aspirantado OCD em Caratinga‏










A comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus de Caratinga acolhe com alegria e orações os aspirante que iniciaram dia 02/03/2011 o caminho do Carmelo OCD. São nove jovens vindos de locais diversos. São eles: Rudnei, Luiz, Fernando, Eduardo, Jones, Marcos, Renato, Wilson, Emerson e Rafael. A missa de abertura foi na matriz de Nossa Senhora do Carmo presidida pelo nosso Provincial Frei Rubens Sevilha e por demais celebrantes de nossa ordem (Freis Jorge, Aurílio, Sebastião, Frits, Fabiano, Joildes, Mariano, Rafael, Salim, Hudson e Wilson)Também estavam presentes os quatro noviços OCDS e a nossa comunidade OCSD.
Unidos vamos no caminho de Teresa e João no encontro a Cristo Jesus, Palavra eterna do Pai.

























































SITE CARMELO DE SANTOS-SP

Carmelo de Santos:

quinta-feira, 3 de março de 2011

MENSAGEM DO PAPA PARA A QUARESMA 2011


“Sepultados com Ele no batismo, foi também com Ele que ressuscitastes”


CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos a mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma de 2011, com o tema «Sepultados com Ele no batismo, foi também com Ele que ressuscitastes» (cf. Cl 2, 12). O texto foi apresentado hoje pela Santa Sé.

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«Sepultados com Ele no batismo, foi também com Ele que ressuscitastes» (cf. Cl 2, 12)

Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (cf. Prefácio I de Quaresma).

1. Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Baptismo, quando, «tendo-nos tornado partícipes da morte e ressurreição de Cristo» iniciou para nós «a aventura jubilosa e exaltante do discípulo» (Homilia na Festa do Baptismo do Senhor, 10 de Janeiro de 2010). São Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunhão com o Filho de Deus realizada neste lavacro. O facto que na maioria dos casos o Baptismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém merece a vida eterna com as próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência «os mesmos sentimentos de Jesus Cristo» (Fl 2, 5), é comunicada gratuitamente ao homem.

O Apóstolo dos gentios, na Carta aos Filipenses, expressa o sentido da transformação que se realiza com a participação na morte e ressurreição de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa «conhecê-Lo, a Ele, à força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos» (Fl 3, 10-11). O Baptismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do baptizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo.

Um vínculo particular liga o Baptismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. Os Padres do Concílio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar «mais abundantemente os elementos baptismais próprios da liturgia quaresmal» (Const. Sacrosanctum Concilium, 109). De facto, desde sempre a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do Baptismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado partícipe da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rm 8, 11). Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de nós e a Quaresma oferece-nos um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã: deveras eles vivem o Baptismo como um acto decisivo para toda a sua existência.

2. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evangélicos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é baptizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele.

O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição do homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (Hb 6, 12), no qual o diabo é activo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.

O Evangelho da Transfiguração do Senhor põe diante dos nossos olhos a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. A comunidade cristã toma consciência de ser conduzida, como os apóstolos Pedro, Tiago e João, «em particular, a um alto monte» (Mt 17, 1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Graça de Deus: «Este é o Meu Filho muito amado: n’Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O» (v. 5). É o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor.

O pedido de Jesus à Samaritana: «Dá-Me de beber» (Jo 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da «água a jorrar para a vida eterna» (v. 14): é o dom do espírito Santo, que faz dos cristãos «verdadeiros adoradores» capazes de rezar ao Pai «em espírito e verdade» (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, «enquanto não repousar em Deus», segundo as célebres palavras de Santo Agostinho.

O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: «Tu crês no Filho do Homem?». «Creio, Senhor» (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes. O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como «filho da luz».

Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: «Eu sou a ressurreição e a vida... Crês tu isto?» (Jo 11, 25-26). Para a comunidade cristã é o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperança em Jesus de Nazaré: «Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo» (v. 27). A comunhão com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim n’Ele. A fé na ressurreição dos mortos e a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência: Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança.

O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Grande Vigília na Noite Santa: renovando as promessas baptismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos «da água e do Espírito Santo», e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à acção da Graça para sermos seus discípulos.

3. O nosso imergir-nos na morte e ressurreição de Cristo através do Sacramento do Baptismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a «terra», que nos empobrece e nos impede de estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo. Em Cristo, Deus revelou-se como Amor (cf 1 Jo 4, 7-10). A Cruz de Cristo, a «palavra da Cruz» manifesta o poder salvífico de Deus (cf. 1 Cor 1, 18), que se doa para elevar o homem e dar-lhe a salvação: amor na sua forma mais radical (cf. Enc. Deus caritas est, 12). Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. OJejum, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo (cf. Mc 12, 31).

No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida. Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projectos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: «Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos...». «Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma...» (Lc 12, 19-20). A prática da esmola é uma chamada à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia.

Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de oração, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciámos no dia do Baptismo. A oração permite-nos também adquirir uma nova concepção do tempo: de facto, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que «as suas palavras não passarão» (cf. Mc 13, 31), para entrar naquela comunhão íntima com Ele «que ninguém nos poderá tirar» (cf. Jo 16, 22) e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna.

Em síntese, o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é «fazer-se conformes com a morte de Cristo» (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela acção do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo.

Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Baptismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas acções. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.

Vaticano, 4 de Novembro de 2010

BENEDICTUS PP XVI

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