quinta-feira, 31 de janeiro de 2013



Comunicamos a todos os irmãos e irmãs de Ordem da Província São José o falecimento de nossa estimada irmã Maria da Purificação e do Amor Misericordioso, ocd, hoje pela manhã. 
Irmã Maria, como simplesmente a chamávamos, era monja carmelita exclaustrada, isto é, foi durante muitos anos a encarregada da portaria e parte "externa" (fora da clausura) do Carmelo Santa Teresinha. 
Era uma alma simples, humilde, sempre alegre, trabalhadora, uma verdadeira "formiguinha" de Deus, porém, alegre como uma "cigarra". 
Podemos dizer que irmã Maria era o "porta estandarte", a "cara" do Carmelo Santa Teresinha, visto que era o primeiro rosto que os visitantes, amigos e benfeitores do Carmelo viam ao chegar lá. 
Sentiremos muito a falta da irmã Maria. Ela era mais do que uma irmã: era uma amiga, uma confidente, uma intercessora para todos os momentos. 
Irmã Maria também era muito querida por praticamente todo o clero de Fortaleza, visto que era a responsável por telefonar e conseguir os padres para as celebrações litúrgicas, era quem anotava as intenções da Missa e servia o padre que viesse celebrar com um simples, porém, delicioso café da manhã. "Orgulhava-se" em nos dizer que nunca o Carmelo de Fortaleza havia passado um dia sequer sem a celebração da Santa Missa. 
Bem, como somos católicos praticantes, rezemos por sua alma. Isso é bom e salutar. Mesmo tendo pela fé e esperança praticamente a certeza de que sua bela alma está no Céu, rezemos por ela. Mesmo sabendo que a felicidade dela no Céu é imensa e maravilhosa, como somos humanos, sentiremos bastante a falta dela, de sua presença tão acolhedora.  
Pedimos a todos os irmãos e irmãs que além de rezar por sua alma, que peçam a Deus conforto a todos os seus familiares, bem como pelas monjas de Fortaleza, que sentirão bastante a ausência física da "pequena irmã da portaria"...
R.I.P.

Giovani Carvalho Mendes, ocds

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Uma leitura secular e interessada, de Teresa de Ávila



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Teresa de Ávila amava os livros e escrevia muito bem. Ainda que se queixasse de andar muito escassa de tempo, manifesta que escreve muito “pouco a pouco” e por obediência, e diz de si mesma que “jamais presumi ser escritora”.

Li com interesse vários livros de Teresa, mas só releio a miúdo o da sua Vida onde aparece toda a profundidade da sua existência, a sua ruim saúde de ferro, e um assombroso equilíbrio vital alcançado num processo de tensão e melhoria constante, em que o seu sentido da realidade é o fruto de uma positiva aprendizagem a partir do sofrimento. Ela fala de “fazer força com a ajuda do Senhor” e “obter grande contentamento”. 

Cristão laico como sou, e convencido de que o nuclear da experiência cristã é o seguimento de Jesus e uma espiritualidade encarnada ao serviço dos outros, sobretudo dos mais débeis e pobres, atrevo-me a fazer a minha leitura, secular e interessada, do que Teresa escreve. 

Viveu 30 anos na Encarnação, repete que anda “enamorada da Sagrada Humanidade de Jesus”, procura “trazer Jesus Cristo nosso bem e Senhor presente dentro de mim ” e, segundo diz, “esta é a minha maneira de oração”, tudo para acabar manifestando como Paulo “que não vivo eu já, mas que Vós, Criador meu, viveis em mim”. 

Chama a minha atenção a paz que lhe trouxe o seu discernimento para escolher entre ser monja ou casar-se e como, por trás da escolha, conta que “só quem goza disso o entende” .Como cuidava “de não tratar mal de ninguém por pouco que fosse… olhar as virtudes dos outros e tapar os seus defeitos” .Como recomenda saber perder o tempo, “muitas vezes tornar a ser crianças e a mamar”, e “andar com alegria e liberdade”, todo um programa de vida, agora que o neo-capitalismo quer arrancar-nos ambas as coisas e, como diz o filósofo Ángel Gabilondo, “a felicidade converteu-se numa forma de resistência”. 

Tomo nota do seu olhar cristão sobre a realidade, porque “Deus está em todas as coisas” e “se há- de buscar o Criador pelas criaturas”, “pondo os olhos no verdadeiro e perpétuo reino que queremos ganhar” atento a que “nestes tempos são necessários amigos fortes de Deus para sustentar os fracos”. E tento segui-la nisso que propõe a um laico: “se é secular, louve a Deus, pode escolher a quem estar sujeito, e não perca esta tão virtuosa liberdade”. 

Quero, como ela, uma Igreja plural porque “por muitos caminhos e vias leva Deus, eu quero levar a minha e com os outros não me intrometo”, desejo “ir pelo vale da humildade” e ainda confio na sua reforma porque “as religiões têm estado relaxadas” . Com Teresa, digo que “olhando Cristo na cruz, pobre e despido, não poderia pôr a hipótese de ser rica” e sinto que acercando-me do que “ainda que fosse Deus era homem… O posso tratar como amigo, ainda que seja o Senhor; porque entendo que não é como os que cá temos por Senhores, que põem todo o domínio em autoridades postiças”. 

Finalmente, como Teresa, reconstruo-me no contacto com a Natureza e “com as fontezitas que vi emanar” e procuro saborear a Sagrada Escritura, onde há água de rio, de poço, de arcabuz e de chuva fina, “na oração, que é como uma centelha que começa o Senhor a acender… do verdadeiro amor seu”. 


Javier Pagola. Periodista


 FONTE: http://teresadejesus.carmelitas.pt/index/index.php

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

AS MORADAS ou CASTELO INTERIOR Guia doutrinal



 AS MORADAS ou CASTELO INTERIOR
Guião doutrinal
                              

Eis aqui o terceiro “guião de leitura” para nos acompanhar na leitura anual de Santa Teresa que, de acordo com o programado, este ano vai centrar-se mo Livro d’As Moradas ou Castelo Interior.
Diferentemente de outros anos, desta vez, desta vez só enviamos um guião, o doutrinal. Tomámos esta decisão tendo em vista que muitas comunidades usam para a leitura comum e para a pastoral, as fichas que se publicam na página Web do Centenário, e pareceu-nos melhor concentrar o trabalho nelas e não oferecer outro guião que possa ser de menor utilidade
As comunidades que não disponham de internet ou que não possam aceder a ela frequentemente, podem solicitar aos Superiores Maiores que lhes enviem ditas fichas, ou então pôr-se em contacto com a Comissão do Centenário através da página Web, para que lhas enviemos a uma direcção de correio electrónico (não nos é possível fazê-lo por correio postal).
Empreendamos, pois, juntos, esta viagem apaixonante rumo ao castelo de diamante ou mui claro cristal…
 
Comissão preparatória OCD do Vº Centenário do Nascimento de Santa Teresa
O CASTELO INTERIOR ou AS MORADAS 

de SANTA TERESA.

Mandato de escrever

O livro d’As Moradas ou Castelo Interior de Santa Teresa é habitualmente considerado como a sua melhor obra. Mais do que história, este livro contém biografia, ou melhor, autobiografia. Em diálogo com Graciano, falando do livro da Vida, disse-lhe ele: “Faça memória do que se lembrar e de outras coisas, e escreva outro livro, e diga a doutrina em geral, sem nomear a quem aconteceu tudo aquilo que nele disser”.
Este “outro livro” foi o Castelo Interior. A própria autora, contente com a sua obra, dá a preferência a este – as Moradas, sobre o outro – a Vida. E, usando termos de ourivesaria, embora para ela o livro da Vida seja uma jóia, o Castelo Interior é mais precioso e com mais delicados esmaltes e lavores, ou dito de outra maneira por ela própria: “ A meu parecer, avantaja-se-lhe o que escrevi depois, embora frei Domingos Báñez diz que não está bom; pelo menos tinha mais experiência do que quando o escrevi”.
O mandato de escrever As Moradas veio-lhe de três lados: do padre Graciano, do doutor Velázquez e do “vidreiro” Maior: Cristo Jesus que, por outra parte, era o seu “livro vivo”.
As condições de saúde que a Madre atravessava eram muito penosas, “com ruído e fraqueza tão grande de (cabeça) que mesmo os negócios forçosos escrevo com pena”. A situação da Ordem era de grande risco e a própria Teresa encontrava-se confinada em Toledo, a modo de cárcere. Mas a fortaleza desta mulher dá-lhe o equilíbrio necessário para poder escrever amplamente. E a que levou acabo tantas fundações sem saúde e no meio de tantas contradições, vai agora construir este seu castelo com a mesma força de vontade.
 

Tempo de escritura, autógrafo, destinatárias

A hora da primeira pedra e da última é ela própria quem no-la revela: “E assim começo a cumpri-la hoje, dia da Santíssima Trindade, ano de 1577, neste mosteiro de S. José do Carmo em Toledo, onde estou presentemente” Isto no prólogo. E, na conclusão do livro: “Acabou-se isto de escrever no mosteiro de São José de Ávila, no ano de 1577, véspera de Santo André, para glória de Deus, que vive e reina para sempre sem fim, amen” (7M, conclusão 5).
Um total de seis meses menos dois dias, desde que começou a escrever até que lhe pôs ponto final. Fala-nos, pelo menos duas vezes, da interrupção da escrita, “porque os negócios e a saúde me fazem deixá-lo na melhor altura” (4M 2,1). E noutro lugar dirá: “já passaram quase cinco meses desde que comecei até agora; e, como a cabeça não está para o tornar a ler, tudo deve ir desconcertado, e talvez diga algumas coisas duas vezes” (5M 4,1). Volta ao mesmo manuscrito e termina a obra a 29 de Novembro.
E, concluído o livro, dá “por bem empregado o trabalho, embora confesso que foi bem pouco”. O autógrafo das moradas encontra-se no mosteiro das carmelitas descalças de Sevilha desde Outubro de 1618. Em 1622, foi levado em procissão pelas ruas de Sevilha por ocasião dos festejos pela canonização da autora. E a última e mais prolongada saída do manuscrito até Roma teve lugar em 1961, onde foi devidamente restaurado pelo “Istituto Ristauro Scientifico del libro” do Vaticano e o “Istituto di Patologia del libro” de Itália. Voltou a Sevilha em 1962 e ali se conserva no convento das Descalças, num indescritível estojo relicário: as muralhas de Ávila convertidas em castelo para abrigar e custodiar o autógrafo do Castelo Interior. Esta obra deve-se à ideia e solicitude do então Geral da Ordem, Padre Anastácio Ballestrero
As primeiras destinatárias são as suas monjas, como diz nesta espécie de dedicatória: “JHS. Este tratado, chamado Castelo Interior, escreveu Teresa de Jesus, monja de nossa Senhora do Carmo, para as suas irmãs e filhas, as monjas carmelitas descalças”.
Destinatário da obra é também todo o fiel cristão, candidato à santidade desde o seu baptismo e por ele.

Visita ao Castelo

É a própria autora a que nos vai guiando a partir de uma das suas primeiras confissões. Está com a pena na mão pensando como poderá começar a escrever, e “ofereceu-se-me o que agora direi para começar com algum fundamento. É considerar a nossa alma como um castelo todo ele de um diamante ou mui claro cristal, onde há muitos aposentos, assim como no Céu há muitas moradas (Jo 14,2). Que, se bem o considerarmos, irmãs, não é outra coisa a alma do justo, senão um paraíso onde Ele disse ter Suas delícias” (Prov 8, 31) ” (1M 1,1).
Já, desde aqui, sem nenhuma complicação, compreendemos qual, ou melhor, quem é para ela o castelo interior: a pessoa humana, e vemos como se vai deixando iluminar, por esse par de textos bíblicos, de João e Provérbios.
Para organizar a leitura ou estudo de obra tão importante como esta, para assaltar este Castelo (passe a expressão), publicaram-se já há alguns anos, “um grande trabalho em que se analisam com lupa os núcleos básicos do simbolismo teresiano, os eixos temáticos de cada uma das moradas, o itinerário léxico da interiorização, o caminho para a construção simbólica da própria interiorização” (Monserrat Izquierdo Sorli).
Este tipo de estudo e de leitura não resulta fácil à maioria dos leitores em cujas mãos cai o livro d’ As Moradas. Mais ao alcance da mão estão uns esquemas muito simples, mas muito compreensíveis. Nesta elaboração entram elementos doutrinais básicos, em que se interrelacionam necessariamente os dois protagonistas: Deus e o homem. Deus que vive e actua e Se comunica dentro. O homem (a alma) como cenário e protagonista da aventura espiritual. E a oração, que é a ponte de comunicação entre Deus e a alma. Daqui brota a ideia, o conceito de “moradas”.
Teresa divide a obra do Castelo em sete moradas, mas adverte: “não considerem poucos aposentos, senão um milhão deles” (2M 2,12), e mais claramente: “Embora não se trate senão de sete moradas, em cada uma destas há muitas: por baixo, por cima. Dos lados” (7M conclusão 3).
Prescindindo da compreensão do Castelo em que se encontram e se vêem e se podem visitar e percorrer os diferentes aposentos, estâncias, salas, moradas, devemos ter sempre presente que a alma é a que tem em si mesma as diversas ou diferentes moradas, as leva consigo e é considerada como repartida em sete moradas, sem prejuízo de que essas sete se convertam em setenta vezes sete, quer dizer, em inumeráveis.
Em Fundações 14, 5, encontra-se uma frase que ilumina bem este facto: “Quanto menos tivermos na terra, mais gozaremos naquela eternidade onde as moradas são conforme ao amor com que imitámos a vida do nosso nom Jesus”. Esse mais além tem-no ela bem presente no momento em que começa a escrever: “Onde há muitos aposentos, assim como no Céu há muitas moradas” (1M 1,1). Ouve-se, aqui, o eco da passagem evangélica, embora sem mencioná-la: “Na Casa de meu Pai há muitas moradas” (Jo 14,2)
O percurso do Castelo torna-se mais fácil e prazenteiro da mão da autora. Lido devagar o prólogo, o leitor deixe-se levar pelos títulos dos 27 capítulos que compõem o livro. A Santa tem uma habilidade especial para sintetizar nesses epígrafes o que quer dizer. Além disso, como parece certo que os títulos estão escritos depois de redigido o texto, resulta dupla a habilidade sintetizadora e esclarecedora da autora.
Terminada a leitura dos 27 títulos, leia-se com atenção a Conclusão, particularmente os nn. 2 e 3, onde a Madre lança, uma vez mais, critérios de vida e de leitura, que foi semeando ao longo do livro.
Outro método bastante simples para ir fixando na mente a doutrina do Castelo interior consiste em atender à substância bíblica incluída em textos, tipos, personagens, motivos bíblicos.
Como exemplo, pode ver-se, nas Segundas Moradas, onde se encontram: 1. Textos: “Quem anda no perigo, nele perece” (Si 3,26); “ não sabemos o que pedimos” (Mt 20,22); “sem a sua ajuda nada podemos fazer” (Jo 15,5); “a paz esteja convosco” (Jo 2,19.21). 2. Tipos bíblicos: O filho pródigo, perdido e comendo manjar de porcos (Lc 15,16); e os soldados de Gedeão quando iam para a batalha (Jz 7, 5-7. 16,22). 3. Textos e também motivos: “Ninguém subirá ao Pai senão por Mm” (Jo 14, 6); “quem Me vê a Mim, vê Meu Pai” (Jo 14,19).
O fio condutor é bem fácil de seguir e muito útil ao longo de todas as moradas. Não podemos esquecer tampouco uma coisa tão frequente na Santa escritora: o mundo dos símiles, exemplos ou comparações, que, na sua pedagogia, a assemelham tanto ao divino Mestre. Um dos exemplos generalizados é a comparação do castelo: 1M 1,3. Este símile não é exclusivo (nem no seu espírito nem na sua pena) d’As Moradas: também o usou no Caminho (CV 28,9-12; CE 48, 1-4); no Caminho, não usa a palavra ”castelo”, mas “palácio”; no entanto, a substância é a mesma. Outro exemplo de comparação- e acaso a melhor – é a do bicho-da-seda: 5M 2, 1-10.
O tema, ou melhor, a realidade da oração, está presente em todo o Castelo como fio condutor. A presença da oração já a deixa bem claramente proposta em 1M 1,7: “Tanto quanto eu posso entender, a porta para entrar neste castelo é a oração e reflexão, não digo mais mental que vocal; logo que seja oração, há-de ser com consideração; porque naquela em que não se adverte com Quem se fala e o que se pede e quem é pede e a Quem, não lhe chamo eu oração, embora muito meneie os lábios”.
Não podemos perder de vista esta afirmação, contando com a evolução que se vai seguindo: oração rudimentar, como primeiros ensaios; meditação, um simples olhar, estar na presença de Deus; recolhimento infuso, quietude, gostos; oração de união. Deus no fundo da alma; formas extáticas, visões, locuções, êxtases, ferida de amor; ânsias de eternidade; contemplação perfeita. Da conjunção de todos estes elementos que vamos assinalando, bem saboreados, irá surgindo no leitor, além do gosto mental, a compreensão da doutrina teresiana.
Alguém, desde a França, escreveu há tempos, embora não a propósito da doutrina teresiana: “A oração é o primeiro de tudo. Não é o essencial: o essencial é a caridade, que resume em si mesma a perfeição, Deus mesmo. Mas a oração é o primeiro”. Por isso, escreveu José Vicente Rodríguez com toda a razão: “Partindo da realidade da graça e do amor, que fazem que a alma seja agradável a Deus, que seja o paraíso onde Ele Se deleita (1M 1,1), as moradas vão-se convertendo na base do amor, virão a ser os diferentes graus de amor da alma, visto que ”o aproveitamento da alma não está em pensar muito, mas em amar muito” (F 5,2), e também “para subir às moradas que desejamos, não está a coisa em pensar muito, mas em amar muito” (4M 1,7). Este amor não é exclusivo mas inclusivo de outras actividades, outros exercícios, e assim resulta que a alma estabelecida em amor empregar-se-á, por exemplo, no conhecimento próprio e no exercício da humildade: as primeiras moradas (1M 2, 8-9). Dar-se-á também diversificação segundo as diferentes mercês recebidas de Deus (1M 1,3). Isto vê-se bem claro na leitura seguida da obra teresiana, sendo a oração de quietude algo típico e fundante, por exemplo, das Moradas Quartas; das Moradas Quintas a oração de união; das Sextas o desposório espiritual e das Sétimas o matrimónio espiritual”.
Para compreendermos plenamente como leva a Santa toda a sua carga doutrinal, aconselhamos a ler com toda a atenção o último capítulo de todo o livro: (7M c. 4). Aqui, dá a impressão de que a Madre quer aterrar nos fundamentos mais sólidos da vida cristã: o amor fraterno e a configuração com Cristo. O Castelo interior é, sem dúvida, um esplêndido manual de santidade.
Como ajudas e pontos de referência no percurso do Castelo, também resulta útil imprimir na memória alguns pontos nos quais a Madre condensa a doutrina que vai estendendo os seus tentáculos ao longo de todo o livro. Bastarão alguns exemplos: Grandeza, dignidade, capacidade, formosura da alma humana: 1M 1, Presença total, natural e sobrenatural de Deus na alma: 5M 1,10. Consciência teresiana da diversidade de almas:1M 1,3; 5M 3,4. Fabricar cada um a sua morada em Deus: 5M 2, título e corpo do capítulo. Ser de veras espirituais: 7M 4,8. Não ficarem anãos: 7M 4,9. Ser plenamente realistas: 7M 4, 14. Não pôr medida às obras de Deus: 6M 4,12.
E, como capítulo imprescindível sobre Cristo Jesus, deve ler-se 6M 7, cujo título reza assim: “Diz quão grande erro é não se exercitar, por espiritual que seja, em trazer presente a humanidade de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e sua sacratíssima Paixão e vida, e a Sua gloriosa Mãe e os santos. É de muito proveito”. Trata-se de um capítulo paralelo a Vida 22.

Concluindo 

Em 6M 10,3, a Santa surpreende-nos com a identidade e, ao mesmo tempo, com a diversidade que assinala nesta passagem: “Façamos agora de conta que Deus é como uma morada ou palácio muito grande e formoso, e que este palácio, como digo, é o mesmo Deus”. Partindo destas palavras, chega-se imediatamente àquilo de “sede perfeitos como vosso Pai Celestial é perfeito” (Mt 5,48). Aqui, diríamos: sede castelos formosos como o vosso Pai Celestial o é.
O famoso Catecismo holandês apresenta assim aos crentes de hoje esta obra teresiana: “Santa Teresa escreveu um livro em que a alma está representada por um Castelo com sete moradas. Morada após morada, chega-se à sétima onde habita Deus, quer dizer, Cristo. A sua presença percebe-se em todo o Castelo, mas ao chegar a alma ao centro, imersa na própria realidade, sente-se toda invadida pelo sereno sentimento de que Deus está nela. A alma vive dentro da realidade terrena, que se apresenta magnífica aos seus olhos, pois compreende que Deus é o coração inefável de toda a realidade”.
Na Positio para o Doutoramento da Santa, encontra-se, como peça principal, o Relatório do advogado da causa. Para defender a altura da eminente doutrina da santa doutoranda, oferece da seguinte maneira uma espécie de resumo d’As Moradas. 
Esta “é a principal obra teresiana e mesmo – segundo alguns- de toda a mística cristã […]. O livro divide-se em sete partes ou moradas, das quais cada uma tem vários capítulos, excepto as segundas moradas, que tem um único capítulo.
As Primeiras Moradas (2 capítulos) são as almas que têm desejos de perfeição, mas ainda estão metidas nas preocupações do mundo, das quais devem fugir e procurar a soledade.
As Segundas Moradas (1 capítulo) são as almas com grande determinação de viver em graça e que se entregam, portanto, à oração e a alguma mortificação, embora com muitas tentações por não deixarem de todo o mundo.
As Terceiras Moradas (2 capítulos) são para as almas que exercitam a virtude e a oração, mas pondo nisso um amor dissimulado a si mesmas. Precisam de humildade e obediência.
As Quartas Moradas (3 capítulos) são já o começo das coisas “sobrenaturais”: a oração de quietude e um início da união. Os frutos não são ainda estáveis: por isso, as almas devem fugir do mundo e das ocasiões.
As Quintas Moradas (4 capítulos) são já de plena vida mística, com a oração de união que é sobrenatural e dá-a Deus quando quer e como quer, embora a alma se possa preparar. Os sinais verdadeiros desta união é que seja total, que não falte a certeza da presença de Deus e que sucedam tribulações e dores em que provar o amor a Deus. Necessita-se grande fidelidade.
As Sextas Moradas (11 capítulos). Consegue-se uma grande purificação interior da alma, e, entre as graças que nela se dão, totalmente sobrenaturais, estão as locuções, êxtases, etc., grande zelo pela salvação das almas, que leva a deixar a sua soledade. É necessária a contemplação da humanidade de Cristo para chegar aos últimos graus da vida mística.
As Sétimas Moradas (4 capítulos) são o cume da vida espiritual, em que se recebe a graça do matrimónio espiritual e uma íntima comunicação com a Trindade, da que brota espontaneamente uma grande paz em que vive a alma, sendo ao mesmo temo activa e contemplativa. Uma contemplação que não é subjectiva, mas que transcende o homem levando-o a esquecer-se de si e a entregar-se a Cristo e à Igreja”.
Esta espécie de resumo autorizado é como uma apresentação do Castelo no seu conjunto; e vem a ser, ao mesmo tempo, como um convite a ir verificando toda essa estrutura, não de maneira mental ou intelectual, mas vivencialmente, isto é, desde a praxis e experiência cristã, e tudo isso pela mão de Teresa de Jesus, a Doutora da Igreja Universal.  

OCDS-TEXTOS CARMELITANOS: AS MORADAS ou CASTELO INTERIOR Guia doutrinal

OCDS-TEXTOS CARMELITANOS: AS MORADAS ou CASTELO INTERIOR Guia doutrinal:                                AS MORADAS ou CASTELO INTERIOR Guião doutrinal Eis aqui o terceiro “guião de leitura” para ...

domingo, 27 de janeiro de 2013

Visita de Ana Scarabeli e Paulinho ao grupo Sta.Teresinha do Menino Jesus da ocds de Mococa



Aconteceu no dia 23/01/13 às 19:30h, na matriz Sta.Teresinha de Mococa,  após a novena perpétua de Nsa. Sra. Do Carmo, uma palestra de introdução ao estudo do Castelo Interior, por Ana Scarabeli que trouxe para todos nós o grande desejo de descobrir o Castelo que há em cada um de nós, a morada do Amado, ficamos felizes e ansiosos pela leitura da obra de nossa Santa Madre e também por sermos agraciados com o espírito de fraternidade carmelitana, estamos cada vez mais apaixonados pelo Carmelo e por Sta. Teresa, por isso nosso grupo deseja a todos os membros da ordem carmelitana um ano de novas descobertas!

 Grupo Sta.Teresinha do Menino Jesus  da ocds de Mococa

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

ACERCAR-SE DO CÉU!!!

VAMOS NOS ANIMAR PARA CELEBRAR OS XXX ANOS DE NOSSOS CONGRESSOS!!!
O TEMPO PASSA E AGRADECEMOS A DEUS POS ESTA GRAÇA!!!!
DE 18 A 21 DE ABRIL ,NO SEMINÁRIO SANTO AFONSO EM APARECIDA ,NOS REUNIREMOS PARA LOUVAR E BENDIZER AO SENHOR .
SERÃO MOMENTOS AGRADÁVEIS DE FRATERNIDADE,PARTILHA,ESTUDO E ORAÇÃO.
NOSSO TEMA SERÁ "ACERCAR-SE DO CÉU".

SUA PRESENÇA , SERÁ MUITO IMPORTANTE!!!

            VALERÁ A PENA ,VIVERMOS JUNTOS ENTES MOMENTOS!!!!


                   ATÉ LÁ!!!
                    BEIJOS NO SEU CORAÇÃO
                     MARIA EDUARDA


                            


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

PARABÉNS FREI JOSÉ CLÁUDIO, PELOS 25 ANOS DE CONSAGRAÇÃO AO CARMELO TERESIANO Com muita alegria estive presente à missa onde o meu irmão frei José Cláudio da Mãe de Deus e Santa Teresinha no dia 12/01/2013 comemorou seus 25 anos de Consagração no Carmelo Teresiano em São Roque, celebração presidida pelo superior da casa frei Leandro e os concelebrantes frei Geraldo e padre Alberto. Estavam também presentes a mãe do frei José Cláudio, dona Gercina, sua irmã dona Avelina, Carlos Adriano e Cida , de Caratinga e alguns irmãos da Ordem dos Hospedeiros que estavam fazendo retiro no Centro Teresiano. Parabéns frei José Cláudio pelo trabalho maravilhoso que fez, faz e com certeza continuará fazendo por toda província! Nós, seus irmãos da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares, o amamos muito e saber que podemos contar com você é muito bom. Que Nossa Senhora do Carmo o recompense por tudo.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Convivência carmelitana


Convivência carmelitana
JM+JT

Vivemos momentos fortes estes dias com a visita de Íris e Antonia em nossa casa. Participamos da missa de ação de graças pelo aspirantado OCD e partilhamos com as comunidades do aspirantado, noviciado OCD. Também encontros de partilha, liturgia, e recreação com muitos da OCDS. Foi um verdadeiro momento fraterno!

            
Agradecemos a Deus por sua bondade e
por termos tantos irmãos por este mundo afora.
Abraços
Ana e Paulinho

sábado, 12 de janeiro de 2013

BATISMO DO SENHOR

INAUGURAÇÃO DE UM NOVO TEMPO

O BATISMO DE JESUS É O PONTO INICIAL DA EVANGELHO E DOS EVANGELHOS.
A PALAVRA GREGA EVANGELHO SIGNIFICA BOA NOTÍCIA.
VINDE, ADOREMOS O FILHO MUITO AMADO E QUERIDO DE DEUS PAI!!!
 

 
A MISSÃO DE JESUS É AGORA A NOSSA MISSÃO:LEVAR AO MUNDO A BOA NOTÍCIA DE DEUS.
 

"CRISTO É ILUMINADO NO BATISMO ,RECEBEMOS COM ELE A LUZ;CRISTO É BATIZADO ,DESÇAMOS COM ELE ÀS ÁGUAS PARA COM ELE SUBIRMOS"(SÃO GREGORIO DE NAZIANZO,BISPO)

RECORDAMOS NESTE DIA O NOSSO BATISMO .
 
FAZEI SENHOR DE NÓS, MENSAGEIROS DO SEU EVANGELHO EM TODOS OS LUGARES.
 

ENVIAI SOBRE NÓS O VOSSO ESPÍRITO PARA TERMOS FORÇAS  E CORAGEM PARA SER  SUAS TESTEMUNHAS!!!


SEJAMOS UMA NOTÍCIA ALEGRE ,LEVANDO  ENTUSIASMO,CORAGEM E ESPERANÇA!!

 
TODA TERRA ,NA ALEGRIA,VOS ADORE,POIS VIESTES ,NOVA LUZ DA HISTÓRIA HUMANA!!
BENDITO SEJA DEUS QUE SALVOU NOSSA VIDA E COM ÁGUA REFRESCANTE REFEZ NOSSAS FORÇAS!!!

SEJAMOS HOMENS E MULHERES NOVAS PELA ÁGUA E PELO ESPÍRITO!!!

UM BEIJO 
 
 
MARIA EDUARDA
 


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

INFORMATIVO CONGRESSO 2013




Caros Irmãos em Cristo é no Carmelo,

Temos a alegria de comunicar às Comunidades e Grupos integrantes da Associação das Comunidades da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares no Brasil da Província São José sobre o nosso XXX CONGRESSO a ser realizado no período de 18 a 21/04/2013, na cidade de Aparecida – SP, no Seminário Redentorista Santo Afonso, com os seguintes tema e lema:

Tema:   “Acercar-se do Céu”
Lema:   “Vós Sois o Corpo de Cristo?”

Como já é do conhecimento de todos, a partir de 2013 os congressos serão realizados no primeiro semestre e o Encontro de Presidentes, Encarregados de formação e Conselheiros passa para o segundo semestre.

A participação no congresso é de grande valia, pois, o encontro de várias comunidades e grupos, das diversas regiões do pais faz com que, além de podermos nos aprofundar em nossa espiritualidade carmelitana, tenhamos a oportunidade de exercer concretamente a vivencia fraterna, gerando valiosos frutos individuais e comunitários.

A finalidade deste primeiro convite é de colocá-los na expectativa de se prepararem, organizarem, para que se façam presentes.

O valor deste encontro é de: R$ 390,00 (trezentos e noventa reais), podendo ser feito em três parcelas iguais de R$ 130,00 (cento e trinta reais), depositados em até 10/02, 10/03 e 10/04 de 2013, na conta:
 
Associação das Comunidades da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares no Brasil Província São José - CNPJ: 08.242.445/0001-90 -Banco Itaú - Conta Corrente 00039-3 - Agência: 736-4
               
Teremos 03 (três) vagas por Comunidades e 02 (duas) vagas por Grupos.

Em Janeiro todos receberão as cartas com todos os detalhes e informações, e as fichas de inscrições.

Desejamos imensamente que todas as comunidades e Grupos enviem seus membros e se façam representar neste tão importante evento

Fraternalmente,
Comissão  do  Congresso

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

domingo, 6 de janeiro de 2013

Número de monjas é o maior desde o século 18

JULIANA COISSI, DE RIBEIRÃO PRETO

Religiosas vivem enclausuradas, atrás das grades e longe de seus familiares 

Ordem das Carmelitas Descalças, por exemplo, possui hoje no país mil integrantes, 300 a mais que há dez anos

 
Os olhos verdes de Laura, 27, brilham, e o rosto se abre em um largo sorriso ao relembrar de seus 12 anos, quando viu pela primeira vez aquelas mulheres através de grades.
"O primeiro impacto foi sentir aquela alegria delas atrás de uma grade", diz. "Decidi que queria viver também aquela mesma alegria."
Aos 15, chegou a pedir ao bispo autorização para se juntar a elas três anos antes do prazo permitido, mas só aos 18 entrou em um mosteiro em Franca, no interior paulista, onde vivem monjas enclausuradas.
Como Laura, viver em uma cela, atrás das grades, longe de parentes, sem acesso a TV e jornal, tem sido opção que cresce entre jovens monges e monjas enclausurados.

Desde o século 18, quando veio para o Brasil, nunca a Ordem das Carmelitas Descalças, à qual pertence Laura, teve tantas mulheres "atrás das grades" como neste início do século 21.
Uma das maiores do país, a ordem tem cerca de mil monjas enclausuradas. Dez anos atrás, eram 700.
Entre as religiosas clarissas, outra ordem no país, são hoje cerca de 300 mulheres, em 30 mosteiros. Em 1955, eram 59 monjas e três casas.
Também as passionistas, concepcionistas, visitandinas, trapistas e adoradoras estão entre as poucas nas quais mulheres vivem a forma mais radical de isolamento: a chamada clausura papal ou de vida contemplativa.
Ao contrário de freiras que atuam em hospitais, orfanatos e escolas, essas religiosas vivem reservadas do público -algumas até em grades.
"As grades não são para elas saírem, mas sim para ninguém entrar", resume o frei Geraldo Afonso de Santa Teresinha, 52, dos carmelitas.

O pouco contato com o mundo exterior ocorre nas missas. As monjas, porém, as assistem em uma ala no canto, isoladas por grade.


Sair do mosteiro só ocorre em caso extremo -para ir ao médico ou visitar os pais, quando estão muito doentes.
HOMENS
Entre os homens, a clausura radical é menor -no Brasil, só com os monges trapistas e cartuxos. A casa dos trapistas no Paraná foi criada em 1977, com quatro monges americanos. Hoje são 20, diz o abade Bernardo Bonowitz.
Os cartuxos, hoje em dez monges, chegaram em 1984 ao Rio Grande do Sul, também em quatro religiosos.
Mais conhecidos do público, os monges da Ordem São Bento, com um mosteiro no coração de São Paulo, também vivem a clausura, mas em um modelo mais flexível.
Com permissão, beneditinos podem ir à faculdade, ao mercado ou visitar a família eventualmente.
Cada um a seu modo, representantes das ordens são unânimes em tentar explicar à Folha a razão de, em pleno século 21, tantos jovens adotarem um modo de vida rígido que remete à Idade Média.
"O mundo oferece muito, mas são coisas passageiras. A clausura oferece algo mais duradouro, que preenche o vazio do ser humano", disse Maria Lúcia de Jesus, das irmãs visitandinas. 

FONTE: JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO (23/12/2012)

 

sábado, 5 de janeiro de 2013

AO SENHOR QUE SE REVELA, VINDE TODOS ADOREMOS!!


"LEVANTA-TE ,ACENDE AS LUZES ,PORQUE CHEGOU A A TUA LUZ,APARECEU SOBRE TI A GLÓRIA DO SENHOR"(ISAÍAS 60,1)



"OS POVOS CAMINHAM À TUA LUZ E OS REIS AO CLARÃO DE TUA AURORA"(ISAÍAS 60 ,3)


VENDO OS MAGOS A CRIANÇA ,
VÃO ABRINDO SEUS TESOUROS 
E LHE FAZEM OFERENDAS
DE INCENSO ,MIRRA E OURO.


CRISTO ,LUZ DA LUZ ,ILUMINAI ESTE DIA!!


O MISTÉRIO ESCONDIDO DESDE OS SÉCULOS ,AGORA ENTRE NÓS SE MANIFESTA.


CRISTO VEIO TRAZER A BOA -NOVA PARA TODOS:
A PAZ PARA OS DE PERTO ,A PAZ PARA OS DE LONGE.


FIZ DE TI UMA LUZ PARA AS NAÇÕES ,
PARA LEVARES A MINHA SALVAÇÃO
ATÉ OS CONFINS DA TERRA.



O PRÍNCIPE DA PAZ FOI EXALTADO MUITO ACIMA DOS REIS DE TODA TERRA.
NAÇÕES ,GLORIFICAI AO NOSSO DEUS .
ANUNCIAI EM ALTA VOZ O SEU LOUVOR.

QUE NESTE ANO QUE SE INICIA POSSAMOS LEVAR ESTA LUZ DO SENHOR AOS NOSSOS AMBIENTES!!
 
 
 
"MANIFESTOU-SE A BONDADE DO SENHOR,NOSSO SALVADOR ,E O SEU AMOR PELOS HOMENS!"(Tt 3,4)
 
REI DAS NAÇÕES ,QUE CHAMASTES OS MAGOS COMO PRIMÍCIAS PARA VOS ADORAREM ,
CONCEDEI-NOS O ESPÍRITO DE ADORAÇÃO E DE SERVIÇO!!!
 
 

QUE LUZ DE CRISTO ILUMINE SEU NOVO ANO !!!






PARABÉNS AOS ANIVERSARIANTES DO MÊS DE JANEIRO!!!NOSSAS ORAÇÕES!!!
 
 
UM GRANDE ABRAÇO FRATERNO E TODO MEU CARINHO

 
MARIA EDUARDA
 
 
 





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