quarta-feira, 30 de junho de 2010

QUARTA FEIRA DA XIII SEMANA DO TEMPO COMUM = 30/06/2010

I Quarta Feira do Saltério – (Vésperas = Cântico)

Ant 3 É o Primogênito de toda criatura, e em tudo Ele tem a primazia.

Cântico Cf. Cl 1, 12-20: Cristo, o Primogênito de toda criatura e o Primogênito dentre os mortos.

Entre os Colossenses corriam certas idéias heterodoxas: o homem, caído no cárcere do corpo, necessita mediadores que o dêem a conhecer o caminho até à luz cósmica. O dualismo gnóstico e seus perigos virtuais já estão sendo insinuados. Paulo responde incorporando um hino cristológico que apresenta o Redentor como Criador e, por conseguinte, como único Mediador. Interveio no âmbito intra-histórico, abrindo-nos o caminho até à Luz onde Deus habita (vv. 12-14). Esta confissão de fé serve de pórtico ao hino (vv. 15-20). A heterodoxia dos Colossenses se desvanece ao confrontá-la com Cristo.
Este Cântico é um hino cristológico que canta a primazia absoluta de Cristo, tema também de toda a carta aos Colossenses, onde este hino está incluído.
Demos glória a Deus Pai, que quis incorporar-nos a Seu Filho. Demos glória a Deus Filho que, já na Criação, como reflexo de Deus Pai, foi instrumento único através do qual o Pai realizou Sua obra; e que, depois da Criação, feito Homem por nós, com Seu Mistério Pascal e por Sua Igreja, devolveu à Criação todo seu sentido.
Este Cântico, que de maneira tão plena nos faz proclamar o papel de Cristo na eternidade e na história, seja o hino de nossa fé no Filho amantíssimo do Pai, o “Amado” da Igreja, segundo a expressão do “Cântico dos Cânticos”.
“A herança” é a salvação, reservada em outro tempo, a Israel e aos que também são agora chamados os gentios (Ef.1,11-13). “O Povo Santo” são os cristãos, chamados, desde agora, a viver na Luz da Salvação: os anjos que vivem com Deus na Luz escatológica (v. 12).
Paulo cita aqui um hino primitivo cristão, composto de duas estrofes: vv.15-17 e 18-20, que celebra o papel de Cristo na primeira e na nova Criação. Nos vv. 16-20 expõe o significado de “todas as coisas”, como reação contra a preeminência que os colossenses davam aos anjos. Expõe a primazia de Cristo, primeiro, na ordem da Criação natural (vv. 15-17) e segundo, na ordem da Re-criação sobrenatural, que é a Redenção (vv. 18-20). Trata-se do Cristo preexistente, porém considerado sempre na pessoa histórica e única do Filho de Deus, feito Homem. Este ser concreto, encarnado é a “imagem de Deus” enquanto reflete, numa natureza humana e visível, a imagem do Deus invisível, na qual - Cristo – pode ser denominado criatura, porém como Primogênito, na ordem da criação, com uma primícia de excelência e de causalidade muito superior à ordem do tempo.

terça-feira, 29 de junho de 2010

TERÇA FEIRA DA XIII SEMANA DO TEMPO COMUM = 29/06/2010

I Terça Feira do Saltério – (Vésperas = Cântico)

Ant 3 Fizestes de nós para Deus sacerdotes e povo de reis.

Cântico Ap 4,11; 5,9. 10. 12: Hino dos remidos.

Para a formação deste Cântico, a liturgia tomou vários versículos do Apocalipse: o v. 11, último do capítulo 4 e os vv. 9-10 e 12 do capítulo 5. Nestes dois capítulos, o vidente João descreve a corte celestial em que moram o Soberano do Universo e o Cordeiro Divino, que compartilham o trono. Os louvores do capítulo 4 se dirigem, sobretudo, ao Deus Criador e os do capítulo 5 a Jesus Cristo Redentor.
As doxologias, tão freqüentes no livro do Apocalipse, cantam ativamente a realização da salvação mediante o poder de Deus e do Cordeiro. Como um coro de tragédia grega, lembram acontecimentos passados ou anunciam acontecimentos futuros. Desenvolvem o fluxo temporal: do passado ao futuro passando pelo presente. Em nosso cântico de Vésperas intervêm os " Anciãos " que louvam o Deus vivo, os "Viventes e Anciãos", que exaltam o Cordeiro imolado, e finalmente, " miríades de anjos ". Há, pois, dois temas no nosso louvor vespertino: o Deus Criador e o Cordeiro Redentor, e envolve três coros: Anciãos, Viventes-Anciãos e multidão de anjos.
Entoemos nossa ação ao Deus Criador, que criou todas as coisas existentes para o nosso bem: “Porque todas as coisas criastes e é por Vossa vontade que existem”.
Entoemos nosso hino a Cristo, o Cordeiro Imolado, porque com seu mistério pascal seca as lágrimas dos que choram desconsolados, como o vidente de Patmos, porque, se por nossas luzes pessoais não chegamos a compreender como Deus permite o mal, à luz do Mistério Pascal de Cristo compreendemos a história do mundo – o livro fechado com os selos – e o sentido dos sofrimentos dos bons. Também Cristo sofreu até à morte e Deus Pai O ressuscitou. Esta Exaltação de Cristo, que segue à Sua morte, nos abre o livro da história e seus selos, isto é, nos dá a compreender o sentido dos breves sofrimentos presentes.

Informativo Monte Carmelo


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segunda-feira, 28 de junho de 2010

SEGUNDA FEIRA DA XIII SEMANA DO TEMPO COMUM = 28/06/2010

I Segunda Feira do Saltério – (Vésperas =Cântico)

Ant 3 No Seu Filho o Pai nos escolheu, para sermos seus filhos adotivos.

Cântico Ef 1,3-10: O plano divino da salvação.

A Carta aos Efésios se inicia com um esplêndido hino de Bênçãos. É um texto solene e bem estruturado, que contém uma majestosa construção, destinada a exaltar a admirável obra de Deus, realizada em nosso favor, em Cristo: o plano amoroso e gratuito de Deus para um destino de salvação e de glória.
Neste projeto transcendente, que abarca a Criação e a Redenção, o mundo e a história humana, Deus se propôs, de antemão, “segundo o beneplácito de sua vontade”, “recapitular em Cristo todas as coisas”, isto é, restabelecer n’Ele toda a ordem e o sentido profundo de todas as realidades, tanto as do céu como as da terra. (cf. Ef 1,10). Certamente, Ele é “Cabeça da Igreja, que é Seu Corpo” (Ef. 22-23), mas também é o princípio vital de referência do universo.
Os sentimentos de Paulo estão denominados, desde o princípio de sua carta, pela admiração, gratuidade e veneração pela obra salfívica de Deus, da qual irá falar aos seus leitores. Porém, estes devem, antes de tudo, compenetrados dos mesmos sentimentos, voltar a vista aos céus, ao Pai Santo e Misericordioso, em quem devem colocar toda sua esperança.
O hino em que nos indica a maneira de fazê-lo forma, no texto grego, um só período, longo e pesado, no qual, sem embargo, os pensamentos estão bem articulados, o que faz com que seu conteúdo apareça sem dificuldade. A obra salvífica de Deus, que Paulo se propõe a exaltar (v.3), se cumpre com nossa eleição feita pelo Pai, desde toda a eternidade, (vv. 4-6), com a Redenção mediante o Sangue de Cristo (vv. 7-10).
O louvor é a resposta do homem a Deus, que se manifesta salvando e revelando Seu Mistério. O autor de Efésios bendiz a Deus porque nos revelou Seu Mistério. O hino apresenta esta composição: o enunciado da bênção se desenrola em três movimentos que abarcam todo o arco temporal e a ação trinitária:
- - Passado: O Pai que elege e predestina (vv. 4-6a);
- - Presente: O Filho, que dá a graça e perdoa os pecados (vv. 6b-7);
- - Futuro: O Espírito Santo, que inicia no Mistério (vv. 8-9).

domingo, 27 de junho de 2010

DOMINGO DA XIII SEMANA DO TEMPO COMUM = 27/06/2010

I Domingo do Saltério – (II Vésperas = Cântico)

Ant 3 De Seu Reino tomou posse nosso Deus Onipotente.Aleluia.

Cântico Cf Ap. 19,1-2. 5-7: As núpcias do Cordeiro.

Oferecemos a continuação ao trecho do Apocalipse, ao qual a Bíblia de Jerusalém chama “Cantos de triunfo no céu”. Cantos de júbilo, ligados a Ap 18,20 e em vivo contraste com as lamentações de Ap. 18. Eles acompanham a queda da Babilônia. O primeiro canto (vv. 1-4) vem do céu; é seguido por segundo canto (vv. 5-9), ao qual se associam os santos de toda a Igreja, convidada para as núpcias do Cordeiro.
Depois do juízo de Deus, a Babilônia se tornou em nada, se fundiu, num abrir e fechar de olhos, como uma grande rocha que se atira ao mar (Ap 18).
Os gritos de lamento na terra (Ap 18) se contrapõem à alegria celeste. Esta composição consta de três tempos:
a- A “multidão exterminada” louva a Deus (vv. 1-4);
b- Resposta de uma voz que vem do céu e exorta a um louvor ininterrupto (v 5);
c- A multidão acolhe a exortação e junto com o mesmo Cristo (“ o ruído das grandes águas”) (v. 6), louva a Deus. O louvor é um grito impressionante: “Aleluia!”, com três variações sobre o mesmo tema: o reinado de Deus. O hino finaliza com um segundo tema – As Núpcias do Cordeiro, v. 7 -, executado pela multidão.
É chegada a hora das “Núpcias do Cordeiro”. Esta imagem se remonta originariamente a uma representação dos Profetas do Antigo Testamento que enfoca a relação de Deus com Seu Povo, da aliança, por analogia, com a união do homem com sua mulher, no matrimônio.
Jesus utilizou, de várias maneiras, a imagem do banquete nupcial para representar graficamente a salvação consumada. A relação pessoal que Ele tem com Seus eleitos é comparável com a comunidade entre esposo e esposa.
Quando os fiéis cristãos, provados com os sofrimentos na terra, declaram que enfim chegou “As Núpcias do Cordeiro”, isto quer dizer que eles vêem que se irá cumprir a promessa da segunda vinda do Senhor. O Senhor vem para socorrer a sua Igreja no desterro e conduzi-la para Sua glória. Quando a Igreja na terra houver se unido a Cristo, então se haverá alcançado plenamente a meta de Sua obra Redentora.
“As núpcias do Cordeiro” simbolizam o estabelecimento do Reino celeste, que será descrito em Ap 21,9s (ver Os 1,2+ e Ef 5,22-23+).

Evangelho do dia

13º Domingo do Tempo Comum - Ano C
 Evangelho segundo S. Lucas 9,51-62.

Como estavam a chegar os dias de ser levado deste mundo, Jesus dirigiu-se resolutamente para Jerusalém e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram numa povoação de samaritanos, a fim de lhe prepararem hospedagem. Mas não o receberam, porque ia a caminho de Jerusalém. Vendo isto, os discípulos Tiago e João disseram: «Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma?» Mas Ele, voltando-se, repreendeu-os. E foram para outra povoação. Enquanto iam a caminho, disse-lhe alguém: «Hei-de seguir-te para onde quer que fores.» Jesus respondeu-lhe: «As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.» E disse a outro: «Segue-me.» Mas ele respondeu: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar o meu pai.» Jesus disse-lhe: «Deixa que os mortos sepultem os seus mortos. Quanto a ti, vai anunciar o Reino de Deus.» Disse-lhe ainda outro: «Eu vou seguir-te, Senhor, mas primeiro permite que me despeça da minha família.» Jesus respondeu-lhe: «Quem olha para trás, depois de deitar a mão ao arado, não está apto para o Reino de Deus.»

Da Bíblia Sagrada

Comentário ao Evangelho do dia feito por :
Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
Meditação para a festa da Exaltação da Santa Cruz (a partir da trad. Source cachée, Cerf 1999, p. 277)

«Segue-Me»
O Salvador precedeu-nos no caminho da probreza. Todos os bens do céu e da terra Lhe pertencem. Não representam para Ele nenhum perigo; podia fazer uso deles e manter o Seu coração completamente livre. Mas Ele sabia que é quase impossível a um ser humano possuir bens sem se subordinar a eles e tornar-se seu escravo. Foi por esta razão que Ele abandonou tudo e nos mostrou, com o Seu exemplo, mais ainda do que pelas Suas palavras, que só possui tudo quem não possui nada. O Seu nascimento num estábulo e a Sua fuga para o Egipto mostravam já que o Filho do Homem não teria onde reclinar a cabeça. Quem quiser segui-Lo tem de saber que não temos aqui morada permanente. Quanto mais vivamente tomarmos consciência disso, mais fervorosamente tenderemos para a nossa futura morada, e exultaremos com o pensamento de termos direito de cidadania no Céu.

sábado, 26 de junho de 2010

Senhor Deus de bondade e misericórdia
“o dia te pertence, e a noite é tua,
Tu firmaste a luz e o sol,
Tu puseste todos os limites da terra,
Tu formaste o verão e o inverno “(Sl 74)
Nós te bendizemos pela sua benção em nossa Província S. José.
Como acompanhas todo processo do dia e da noite,
Acompanhe também Senhor por intercessão da Virgem do Carmo, nossa mãe e irmã, por São José nosso Patrono o processo de eleição de nossa Província OCDS.
Dai a nós constante discernimento para assumir de verdade nossa vocação carmelitana com zelo e amor.
Iluminai, orientai a mim e a todos meus irmãos nesta subida do Monte Carmelo.
Que sejamos canais da graça nesse processo que vivemos neste ano.
“Senhor, se tu queres me chama, se me chamares eu vou.”
Por intercessão de Teresa nossa Mãe e de João da Cruz nosso pai.
Amém.

DOMINGO DA XIII SEMANA DO TEMPO COMUM = 26/06/2010


I Domingo do Saltério – (I Vésperas = Cântico)

Ant 3 O Senhor Jesus Cristo se humilhou, por isso Deus o exaltou eternamente.

Cântico Fl 2,6-11: Cristo, o Servo de Deus.


A comunidade de Filipos foi dividida por rivalidades, vaidade e orgulho. Paulo lhes recorda suas origens nobres e lhes pede um mesmo pensar e sentir. Como pode um homem renunciar ao seu egoísmo? Somente tendo os mesmos sentimentos que teve Cristo. Chegando a Filipos, Paulo incorpora agora um hino que percorria as comunidades cristãs primitivas. Neste hino estão presentes duas figuras do Antigo Testamento: Adão e o Servo de Yahweh. Todo o hino está dominado pelo comportamento de Cristo e a resposta do Pai. São Paulo exorta os filipenses a manter a unidade e a paz na sua comunidade e, para esse efeito, incentiva-os a seguir o exemplo de humildade dado pelo Senhor.
Paulo está exortando a comunidade de Filipos à unidade da Igreja, cujo pressuposto básico é a humildade (Fl 2,1-4). A humildade agora lhes é como um incentivo, um exemplo notável: a humilhação de Cristo, que leva à glorificação.
Os vv. 6-11 constituem um precioso hino a Jesus Cristo. Nele aparecem os elementos característicos dos hinos cristológicos.
O tema central da perícope é o contraste entre a humilhação de Cristo e da glória de sua Ressurreição, pela qual Ele é constituído Senhor do céu e da terra.
Paulo pensa no Cristo histórico, com suas naturezas: divina e humana. Pois bem, como Filho de Deus, tinha por essência todos os atributos Divinos. Poderia haver manifestado exteriormente a glória que possuía desde sempre e, portanto, aparecer glorioso em sua humanidade. Porém, não fez assim. Este homem assumiu a condição puramente humana, como um de tantos, carregado com as debilidades comuns aos mortais, exceto o pecado. Sua humilhação culminou com a obediência até à morte na cruz. Por esta auto-humilhação e obediência, o Pai O glorificou , constituindo-O sobre toda a criação e ordenando que toda criatura reconheça Jesus Cristo como Senhor e Deus. Em Cristo se cumpriu, como em nenhum outro, o que Ele havia advertido aos demais: “O que se enaltece será humilhado, e o que se humilha será enaltecido” (Mt 23,12).


sexta-feira, 25 de junho de 2010

SEXTA FEIRA DA XII SEMANA DO TEMPO COMUM. 25/06/2010


IV Sexta Feira do Saltério (Vésperas = II Salmo).

Ant 2 Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam; estais perto de quem pede ajuda.

Salmo 144, 13b-21 (145): Louvor à grandeza de Deus.

Na segunda parte do Salmo 144, segundo a divisão da Liturgia, está enfatizado ser necessário uma maior misericórdia e condescendência de Deus para com o indigente, embora nenhuma criatura deixe de esperar e de receber a Sua compaixão. Nenhum dos que invocam a Deus deixará de ser atendido em suas necessidades e desejos (vv. 13b-20).
A Bíblia de Jerusalém chama todo este Salmo “Louvor ao Rei Yahweh”.
O salmista louva o Senhor, admirável por Sua grandeza, misericórdia, onipotência, verdade, providência e justiça. É um canto aos atributos divinos, manifestados nas obras portentosas do Senhor, em favor do homem. A mão pródiga de Deus está sempre aberta às necessidades dos homens, amparando particularmente os humildes e desvalidos.
A soberania divina não é distante e arrogante, como às vezes pode acontecer no exercício do poder humano. Deus manifesta a sua realeza mostrando sua preocupação com os seres frágeis e indefesos. Na verdade, Deus está acima de tudo: um Pai, que "defende todos os que estão caindo" e levanta os que tinham caído no pó da humilhação (cf. v. 14). Portanto, os seres vivos se dirigem ao Senhor quase como mendigos com fome e Ele, como um Pai solícito, dá-lhes a comida que necessitam para viver (cf. v. 15). .
Termina o Salmo com um voto de louvor que terá continuidade ou fará eco entre todos os seres humanos, por todas as gerações.
Para a recitação desta segunda parte do Salmo deve-se ter em mente que a série de adjetivos ou particípios hínicos que qualificam a Deus são variações sobre o tema da misericórdia divina. A bondade de Deus alcança a todos, pondo em marcha os anseios de busca, respondendo com alimentos e sustentando a todos os fracos etc. Todas as ações de Deus são manifestações de sua bondade. É justo que todos proclamem tão imenso amor e convidem todos os seres vivos para louvar o Senhor.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

As aventuras de Frei Patricio


AS PIRÂMEDES E O CAMELO....

PARABÉNS ANA MARIA!!!



FELIZ ANIVERSÁRIO ANA, ESTAMOS COM MUITA SAUDADES! VIVA A VIDA! SHALOM!
COMUNIDADE BEATA ELISABETE DA TRINDADE, MONTES CLAROS/MG

SOLENIDADE DO NASCIMENTO DE SÃO JOÃO BATISTA 24/06/2010

Ofício Próprio da Solenidade– (II Vésperas = Cântico)

Ant 3 João foi um facho que arde e ilumina.

Cântico Ap 15, 3-4: Hino de adoração.

O novo Povo, guiado por Cristo, como em outros tempos o fizera Moisés, escapou do poderio da Besta de seus aliados: o Anticristo e o Pseudoprofeta. Está de pé, em meio ao mar e lutando para alcançar a outra margem (Ap.15,2). Não obstante, já entoam o hino da vitória definitiva: o Cântico de Moisés e do Cordeiro, o Moisés do novo Povo. Os não resgatados, pelo contrário, experimentam a ira de Deus, como sucedeu no Egito. São abundantes, em nosso hino, motivos tomados do Antigo Testamento.
A Bíblia de Jerusalém dá a este Cântico o título de “Cântico de Moisés e do Cordeiro”, inspirando-se no texto sagrado. No capítulo 15 do Apocalipse começa a visão celestial dos sete anjos que carregam em suas mãos as últimas sete pragas. Então, os remidos, como Moisés e os israelitas depois da travessia do Mar Vermelho (Ex 15), cantam sua canção de louvor e agradecimento a Deus pela sua libertou dos perseguidores, que o Cordeiro lhes obteve.
Este Cântico é a parte poética de uma visão na qual se contemplam os mártires cristãos, os quais, de pé sobre a abóbada do céu e depois de haver vencido a perseguição, se assemelham aos filhos de Israel que, passando o Mar Vermelho, entoaram seu cântico de vitória, contemplando a derrota do faraó. Este cântico nos convida, pois, a tomar parte em uma Liturgia Celeste com os mártires. Cantemos o cântico de Moisés e dos filhos de Israel...
Admiremos e imitemos a fé deste Povo, expressa neste hino que, em meio à mais dura perseguição romana, pode entrever o triunfo da causa de Deus e gozar da vitória messiânica. Esta vitória não consiste na destruição do inimigo, e sim, na sua incorporação ao Reino de Deus. Porque: “As nações todas (os perseguidores pagãos) hão de vir perante Vós e, prostradas, haverão de adorar-Vos”...

feliz aniversario Ana Maria!!!

A Idade de Ser Feliz

"Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa."

DEUS A ABENÇOE SEMPRE E A FAÇA
CADA DIA INSTRUMENTO DE SEU AMOR MISERICORDIOSO.

COM NOSSAS ORAÇÕES
PROVINCIA OCDS- SUDESTE



quarta-feira, 23 de junho de 2010

SOLENIDADE DO NASCIMENTO DE SÃO JOÃO BATISTA 23/06/2010

Ofício da Solenidade seguinte– (I Vésperas = Cântico)

Ant 3 Entre aqueles que nasceram de mulher não surgiu ninguém maior que João Batista.

Cântico Ef 1,3-10: O plano divino da salvação.

A Carta aos Efésios se inicia com um esplêndido hino de Bênçãos. É um texto solene e bem estruturado, que contém uma majestosa construção, destinada a exaltar a admirável obra de Deus, realizada em nosso favor, em Cristo: o plano amoroso e gratuito de Deus para um destino de salvação e de glória.
Neste projeto transcendente, que abarca a Criação e a Redenção, o mundo e a história humana, Deus se propôs, de antemão, “segundo o beneplácito de sua vontade”, “recapitular em Cristo todas as coisas”, isto é, restabelecer n’Ele toda a ordem e o sentido profundo de todas as realidades, tanto as do céu como as da terra. (cf. Ef 1,10). Certamente, Ele é “cabeça da Igreja, que é Seu Corpo” (Ef. 22-23), mas também é o princípio vital de referência do universo.
Os sentimentos de Paulo estão denominados, desde o princípio de sua carta, pela admiração, gratuidade e veneração pela obra salfívica de Deus, da qual irá falar aos seus leitores. Porém, estes devem, antes de tudo, compenetrados dos mesmos sentimentos, voltar a vista aos céus, ao Pai Santo e Misericordioso, em quem devem colocar toda sua esperança.
O hino em que nos indica a maneira de fazê-lo forma, no texto grego, um só período, longo e pesado, no qual, sem embargo, os pensamentos estão bem articulados, o que faz com que seu conteúdo apareça sem dificuldade. A obra salvífica de Deus, que Paulo se propõe a exaltar (v.3), se cumpre com nossa eleição feita pelo Pai, desde toda a eternidade, (vv. 4-6), com a Redenção mediante o Sangue de Cristo (vv. 7-10).
O louvor é a resposta do homem a Deus, que se manifesta salvando e revelando Seu Mistério. O autor de Efésios bendiz a Deus porque nos revelou Seu Mistério. O hino apresenta esta composição: o enunciado da bênção se desenrola em três movimentos que abarcam todo o arco temporal e a ação trinitária:
- - Passado: O Pai que elege e predestina (vv. 4-6a);
- - Presente: O Filho, que dá a graça e perdoa os pecados (vv. 6b-7);
- - Futuro: O Espírito Santo, que inicia no Mistério (vv. 8-9).

terça-feira, 22 de junho de 2010

TERÇA FEIRA DA XII SEMANA DO TEMPO COMUM = 22/06/2010

IV Terça Feira do Saltério – (Vésperas = II Salmo)

Ant 2 Perante os vossos anjos vou cantar-vos, ó meu Deus.

Salmo 137(138): Ação de graças.

Embora apresente a forma de uma ação de graças individual, no Salmo 137 se expressa a comunidade israelita, sendo que todo povo aclama ou tem um representante em seu nome.
Os “anjos”, ante o que expressa o salmista, podem ser os deuses derrotados de outras nações. Eles e seus senhores devem agora unir-se ao louvor ao Único Senhor. A Este se pede que não abandone a obra de Suas mãos, que é Israel. “O Salmo estava destinado a ser recitado pelos fiéis reunidos no Templo, em uma cerimônia de ação de graças pela libertação do exílio”. O salmista parece fazer eco aos sentimentos de gratidão do povo, ao ser libertado da opressão babilônica. Assim, louva Yahweh pelo cumprimento de Suas antigas promessas, o que servirá para que todos os reis da terra reconheçam Seu senhorio e poder. Esta esperança de conversão das nações aparece no Salmo 101, 15-16 e na segunda parte do livro de Isaías (cc 40-66).
É um canto de ação de graças que, por sua vez dispõe o coração do orante para terminar em súplica confiante. A Bíblia de Jerusalém dá a este Salmo o título de “Hino de ação de graças”. Pode entender-se como um hino de louvor a Deus por haver dado cumprimento a suas promessas de libertação. O salmista, havendo recebido de Deus um grande benefício ou conjunto de benefícios, Lhe dá graças no Templo. O benefício é tão singular que todos os reis da terra louvam a Yahweh, quando chega a palavra em sua boca. Em verdade, isto somente terá realização plena no Messias, cuja Ressurreição foi a salvação do mundo inteiro.
“Ação de graças pelos dons recebidos e atitude de confiança esperando a proteção de Deus nos novos perigos que nos acercam: em nosso caminhar, a Eucaristia é, por excelência, a ação de graças e a nova graça”.
O Salmo consta de três partes:
- uma ação de graças (vv 1-3);
- um louvor universal (vv. 4-6);
- uma confissão de confiança sem limites (vv. 7-8).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

SEGUNDA FEIRA DA XII SEMANA DO TEMPO COMUM = 21/06/2010

IV Segunda Feira do Saltério – (Vésperas = II Salmo)

Ant 2 Como são grandes e admiráveis vossas obras, ó Senhor e nosso Deus Onipotente.

Salmo 135,10-26 (136): Hino pascal pelas maravilhas do Deus Criador e Libertador

A Liturgia das Vésperas oferece o Salmo 135 dividido em duas partes como se fossem dois salmos: a primeira, vv. 1-9 e, a segunda, vv.10-26. Ele tem muito em comum com o Salmo anterior, 134 .- A Bíblia de Jerusalém dá a todo o Salmo 135 o título “Grande Ladainha de Ação de Graças”. Os judeus chamam essa ladainha "O Grande Hallel", a grande aclamação, e a recitavam na Páscoa, depois do “Pequeno Hallel” (Sl 112-117).
Nesta segunda parte do Salmo 135, vv.10-26, continua-se a louvar a Deus, relembrando os feitos mais importantes da história passada, do Egito até à Terra Prometida. Chegados à terra dada a Israel por herança, se resumem os acontecimentos históricos sem relatar nenhum dado concreto. Na opressão política e na derrota militar, Deus continua a mostrar a sua grande misericórdia. A partir daqui, se dá um passo para o cotidiano. Também o pão de cada dia é uma demonstração do grande amor de Deus. Impõe-se, portanto, prestar um grande tributo de gratidão a Deus, cuja misericórdia é eterna.
Neste salmo, com ritmo responsorial, com alternativas de coros, se cantam as grandezas de Deus no mundo e na história. É uma verdadeira ladainha. Nela, um coro cantava a primeira parte do versículo e o povo respondia: “Porque eterna é a sua misericórdia”, frase que encontramos muitas vezes na Sagrada Escritura, colocada na boca dos que aclamam o Senhor no Templo. A misericórdia é o atributo divino que se põe em maior relevo, no Antigo Testamento. Apesar disto, os fariseus o entenderam tão pouco, que foi necessário Jesus lhes propor a parábola do filho pródigo e lhes recordar aquelas palavras: “Quero misericórdia, não o sacrifício” (Mt 9,13)
Neste Hino Pascoal, em forma de ladainha, recordamos todos os benefícios de Deus na história salvífica e no caminhar eclesial, e cantamos com entusiasmo: “Porque eterna é a sua misericórdia”. Alentados por esta presença ativa de Deus Amor em nossas vidas, começamos uma nova etapa em nosso caminhar, convencidos de que, a cada passo, encontraremos manifestações da misericórdia de Deus. É uma contemplação de amor, que olha sempre mais além e faz um “aleluia” eterno.

domingo, 20 de junho de 2010

DOMINGO DA XII SEMANA DO TEMPO COMUM = 20/06/2010



IV Domingo do Saltério – (II Vésperas = II Salmo)

Ant 2 Felizes os famintos e sedentos de justiça: serão todos saciados.

Salmo 111 (112): A felicidade do justo.

A aliança entre Deus e o homem é a estruturação da religiosidade de Israel. O Salmo 110 era cantado para o Deus da aliança, descrevendo seu trabalho essencial. Este Salmo descreve a alegria e o comportamento dos homens, que conhecem e aceitam esta aliança. O Salmo inteiro é uma evolução do axioma de sabedoria: "Temer a Deus é o princípio do saber" (Salmo 110,10). Nosso Salmo o reformula nestes termos: "Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua Lei" (Sl 111,1). O restante do Salmo é uma glosa da felicidade aqui proclamada e do temor de Deus. É um poema puramente didático, adequado tanto para a piedade privada como para a recitação pública no Templo, onde ele pode servir como um ensinamento, ou para proclamar os benefícios divinos.
Tema central: Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e ama o próximo, praticando obras de misericórdia. É um Salmo "alfabético": cada metade de verso é precedida pelas letras sucessivas do alfabeto hebraico. O Aleluia inicial indica o destino litúrgico da composição. Na nossa versão dos Salmos para uso litúrgico são eliminados o Aleluia e as letras do alfabeto. A Bíblia de Jerusalém dá o título deste Salmo “Elogio dos justos”. Este, e o Salmo anterior, 110, estão relacionados pela doutrina, estilo e estrutura poética. O Salmo 111 aplica ao justo, expressões que o Salmo 110 aplica a Deus. Canta a felicidade dos justos e a providência benigna de Deus sobre ele. O Salmo 110 é um hino de louvor a Deus pelos grandes benefícios para com Seu povo, e o Salmo 111, recorrendo à doutrina do Salmo anterior, canta as vantagens que a virtude traz ao justo: tudo em sua vida vai prosperar. É um Salmo gêmeo do Salmo anterior. O estilo é sapiencial: "No Salmo 110 se agradece a bondade de Deus, manifesta continuamente nas suas obras. O Salmo 111 é um hino de alegria para as pessoas que amam a Deus e colocam sua confiança nEle. O gozo anunciado por Jesus nas bem-aventuranças, prometido durante a Última Ceia e comunicado em Sua Ressurreição consiste na convicção de ser amado por Deus, e na decisão de amá-Lo e partilhar os bens com os demais”.
O Salmo 111, juntamente com o retrato de um homem “fiel e de caridade, justo, misericordioso e compassivo", apresenta no final, em apenas um versículo (cf. v. 10), também o perfil homem ímpio. Este indivíduo assiste ao êxito do justo, remoendo-se de raiva e inveja. É o tormento de quem tem má consciência, ao contrário do homem generoso, cujo "coração está seguro, tranquilo e nada teme”. (vv. 7-8).

sábado, 19 de junho de 2010

DOMINGO DA XII SEMANA DO TEMPO COMUM = 19/06/2010

IV Domingo do Saltério – (I Vésperas = II Salmo)

Ant 2 Desde a aurora até à noite, no Senhor ponho a esperança.

Salmo 129 (130): Das profundezas eu clamo.

A presente súplica, individual ou coletiva, é um dos sete chamados “Salmos Penitenciais”. A Bíblia de Jerusalém nos dá o título do Salmo “De Profundis”. A Liturgia cristã dos mortos usa-o bastante, não como lamentação, mas como a prece em que se exprime a confiança no Deus Redentor. É também um dos “Salmos Graduais” ou “Cântico das Subidas”, cantados pelos israelitas em suas peregrinações a Jerusalém e seu Templo. O pedido de perdão dos pecados e o canto de esperança nele se irmanam. Eu diria mesmo que o segundo aspecto prevalece sobre o primeiro na medida em que o salmista confessa a sua angústia e sua fé, sua confiança em Deus que perdoa pecados. Essa é a verdadeira segurança de Israel. As três frases que se seguem se articulam em torno de persuasão. O salmista convence Deus para ouvi-lo (vv. 1-2), convence-se de que Deus o ouve e o perdoa (vv. 3-4), finalmente convence o povo a confiar em Deus, que na verdade o atende e acode (vv. 5-8).
Na celebração da comunidade, este Salmo, que é essencialmente um único arrependimento, deve combinar a persuasão individual e coletiva.
Súplica através de remorso e humildade: o salmista reconhece seus pecados e espera a reabilitação espiritual na misericórdia divina. Das profundezas da sua angústia, o salmista clama a Deus, na certeza de alcançar a misericórdia do Senhor. Invocação ao nome de Deus misericordioso, repetido sete vezes e saída das profundezas do coração. Queremos apresentar a Deus todos os recessos da nossa realidade, para que Ele nos olhe com olhos de misericórdia. Perdão define a atitude fundamental de Deus para conosco. Para isso, esperamos nEle, apesar de nossos inúmeros pecados. ‘Jesus’ significa ‘Salvador’: "porque Ele salvará o Seu Povo dos seus pecados" (Mt 1,21).
A oração de Neemias, implorando perdão para seu povo (Nee 1,4-11), tem muitas afinidades conceituais e de expressão com este Salmo, que tem também uma projeção nacional.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

SEXTA FEIRA DA XI SEMANA DO TEMPO COMUM = 18/06/2010.

III Sexta Feira do Saltério (Vésperas = II Salmo)

Ant 2 Israel, bendize o Senhor, cantai ao seu nome suave.

Salmo 134, 13-21 (135): Louvor ao Senhor por suas maravilhas.

A primeira parte deste Salmo antecipa a segunda (vv. 13-21): “Eu bem sei que o Senhor é tão grande, que é maior do que todos os deuses” nela se diz. Agora se despojam os deuses de todo seu poder (vv. 15-17) não sem antes haver afirmado o poder benevolente do Deus de Israel (vv.13-14). O louvor final é proclamado por diversos grupos, que convergem em bênção ao Deus presente em Jerusalém (vv. 19-21)
Do ponto de vista literário, este Salmo canta as grandezas do Senhor, manifestadas na criação, na natureza e, de modo especial, nos portentos realizados em favor de Israel ao longo de sua história: no Egito, nas estepes do Sinai e, finalmente, na conquista de Canaã. Nada escapa à Sua bondade e à Sua onipotência. A criação e a história da salvação é um tecido maravilhoso de Sua bondade sobre o Povo Eleito, que é agora a Igreja. Esta segunda parte do Salmo 134 repete o Salmo 113 B: Canto de confiança na misericórdia de Deus, que se faz presente em nossa vida e nos protege. A atividade protetora de Yahweh se contrapõe à inanidade dos ídolos de outros povos, que nem sequer têm vida. A confiança posta nos ídolos é inútil e estéril.
A Bíblia de Jerusalém dá a todo o Salmo 134 o título de “Hino de louvor”. Este cântico de louvor é inteiramente construído com reminiscências ou empréstimos de outros textos bíblicos tomados, principalmente do Saltério. O salmista termina convidando a todo o povo de Israel, particularmente os pertencentes à classe sacerdotal e à tribo de Levi, a reconhecer e agradecer os benefícios de Yahweh com cantos de aclamação, em Seu santuário. Em Sião tem Sua morada e dali envia bênçãos continuamente a Seu povo. Demos graças e bendigamos a Deus, que nos faz familiares e viventes em Jesus, Seu filho e nosso irmão.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

QUINTA FEIRA DA XI SEMANA DO TEMPO COMUM = 17/06/2010.

III Quinta Feira do Saltério (Vésperas = II Salmo)

Ant 2 O Senhor escolheu Jerusalém para ser Sua morada entre os povos.

Salmo 131, 11-18 (132): As promessas do Senhor à casa de Davi.

Se a primeira parte do Salmo expõe o que David fez por Yahweh, a segunda se ocupa do que Yahweh fez por David: jura perpetuar sua dinastia (vv 10-12) e cumpre seu juramento (vv. 13-18). Esta segunda parte é, basicamente, uma “Palavra de Deus”, introduzida por umas breves frases do salmista (vv.11-13). Os judeus que oravam com este Salmo pediam a Deus que suscitasse a David o sucessor que esperavam. A Bíblia de Jerusalém lhe dá o nome de “Para o aniversário da transladação da Arca”. É um Salmo messiânico, como se vê, sobretudo, nos versos vv. 17-18. As promessas feitas por Deus (2Sm 7) se apresentam como a resposta divina a um juramento feito por David. O elemento processional, que aparece nos vv.6 e seguintes, evoca a descoberta e o translado da Arca (1 Sm 6; 2 Sm 6). O salmista recorda a piedade de David ao transladar a Arca a Jerusalém, seu propósito de levantar o Templo, a promessa que Deus lhe fez, em retribuição, de perpetuar sua dinastia e a eleição de Sião como morada de Deus.
Quem canta este Salmo, provavelmente é uma alma piedosa que medita as promessas de Yahweh a seu povo, no passado e sua projeção messiânica ao futuro. O salmista quer exortar os israelitas a confiar em Deus, que elegeu David e santificou com Sua presença a cidade de Jerusalém. A restauração, depois do desterro babilônico, provou que Deus não abandona Seu Povo e é uma promessa de destinos futuros gloriosos, conforme as antigas promessas. Parece que o Salmo foi escrito quando as promessas feitas a David já haviam sido esquecidas pela maior parte dos israelitas. O ritmo e o tom elogioso dos anteriores “Salmos Graduais” desaparecem neste Salmo, que, ao contrário, toma uma forma dramática e dialogada: assim, umas vezes, fala Yahweh e outras, o salmista ou um coro de peregrinos.

ORAÇÃO E AÇÃO !!!



QUERO PARABENIZAR AOS HOMENS DA COMUNIDADE BEATA ELISABETE DA TRINDADE EM MONTES CLAROS-MG. ONTEM ESTIVERAM TODOS PRESENTES NA REUNIÃO DE ORAÇÃO PELAS FAMÍLIAS, O QUE NOS ALEGROU MUITO E FOI UM BELO EXEMPLO PARA AS MULHERES. QUE SÃO JOSÉ ABENÇOE A TODOS E QUE SUAS FAMÍLIAS POSSAM COLHER AS GRAÇAS DE SUA DEDICAÇÃO.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

QUARTA FEIRA DA XI SEMANA DO TEMPO COMUM = 16/06/2010.

III Quarta Feira do Saltério (Vésperas = II Salmo)

Ant 2 Ó Senhor, construí a nossa casa, vigiai nossa cidade!

Salmo 126 (127): O trabalho sem Deus é inútil.

Este Salmo pode ser visto como um cântico que os amigos entoavam à porta da casa de quem havia sido agraciado com a chegada de um novo filho. Seria uma felicitação pelo nascimento. É um dos “Salmos Graduais” - entoados pelos peregrinos em suas subidas ao Templo – não só porque o Templo é a casa construída por Deus, mas também porque a casa que conta com um recém-nascido é “Casa de Deus”: Ele dá fecundidade e constrói.
Abandono à Providência” é o título dado a este Salmo pela Bíblia de Jerusalém. O trabalho do homem está voltado ao fracasso se Deus não o fecunda; o pão cotidiano e a descendência são dons de Deus. Sem Deus nada está seguro; com Ele, tudo está. Em estilo sapiencial, se reconhece que são inúteis os esforços do homem, se não levam a bênção Divina. Somente Deus pode assegurar prosperidade e posteridade numerosa. Para os hebreus, uma família com muitos filhos era o melhor reflexo da benevolência divina.
– “Sentido do trabalho e do atuar humano, como colaboração na criação -. Não estamos sós nem trabalhamos em obra exclusivamente nossa. O Senhor constrói conosco nosso existir e nossa história. O êxito e a fecundidade verdadeira dependem desta visão providencialista da vida”.
O Salmo 126 nos apresenta um espetáculo em movimento: uma casa em construção, a cidade com suas sentinelas, a vida das famílias, as vigílias noturnas, o trabalho diário, os pequenos e grandes segredos da existência. Sobre tudo isto se eleva uma presença decisiva: a do Senhor, que se sobrepõe às obras do homem, como sugere o início do Salmo (v. 1).
O Salmo formalmente, consta de duas sentenças sapienciais:
a) Somente Deus dá o êxito nas empresas da vida (vv. 1-2);
b) Os filhos são um dom de Deus (vv. 3-5): a segunda é um exemplo que confirma a primeira, porquanto a família numerosa provém unicamente da bênção Divina.
Apesar do estilo didático sapiencial, não faltam as expressões vigorosas e os exemplos concretos, com frases entrecortadas e concisas.

terça-feira, 15 de junho de 2010

TERÇA FEIRA DA XI SEMANA DO TEMPO COMUM = 15/06/2010.

III Terça Feira do Saltério (Vésperas = II Salmo)

Ant 2 Tornai-nos, Senhor, como crianças, para podermos entrar em Vosso Reino!

Salmo 130 (131): Confiança filial e repouso em Deus.

Foi dito que este é o Salmo da "infância espiritual". Pelo contrário, é a canção de homens adultos, que desconsideram as idealizações e tem os pés firmes na realidade. Somente o adulto sabe o que é o centro de sua vida: "muito, muito íntima", e nesta interioridade está Deus. O homem que encontrou Deus é muito feliz sendo homem: nem ele, nem o mundo, nem os homens são seus inimigos. Do encontro consigo mesmo e com Deus sai o homem disposto a desempenhar suas tarefas reais, com sua autêntica obediência ou com sua simples fidelidade. Este Salmo pode ser um bom programa de humanização.
A divisão dos salmos em individuais e coletivos é prática, porém nem sempre corresponde à realidade. Neste Salmo, o salmista se expressa na primeira pessoa do singular. Todavia, sua experiência só foi possível enquanto membro de um povo religioso, que goza de uma experiência similar.
Ao começo do Salmo se diz ser um “Cântico Gradual” ou “Cântico das Subidas”, em peregrinação a Jerusalém e ao seu Templo. A Bíblia de Jerusalém denomina este Salmo “O espírito de infância”. A alma em paz abandona-se a Deus, sem inquietação ou ambição. A mesma confiança filial é pedida (v. 3) a todo o povo de Deus. Este belíssimo poema, o Salmo 130, expressa a profunda humildade da alma que se entrega sem pretensões aos caminhos secretos da Providência Divina. Este espírito de infância espiritual reflete uma requintada sensibilidade religiosa, num tempo em que ainda não se tinham luzes sobre a retribuição após a morte. As coisas grandes e fascinantes desta vida não perturbam a profunda serenidade espiritual desta alma. Todas as suas ambições estão sujeitas aos desígnios misteriosos de Yahweh sobre a sua vida.
Humilhado diante de Deus, o salmista nEle confia e convida todo o Israel a ter a mesma confiança. De um modo delicadíssimo se exalta o espírito de “infância espiritual”. Em tudo se vê a providência divina e por isso nada perturba a alma. “Confiança filial em Deus. Enfrentamos a vida com realismo porque Deus nosso Pai nos sai ao encontro através de pessoas, acontecimentos e coisas. Não podemos buscá-Lo em outro lugar, fora da realidade, como tal: é a atitude filial de humildade e mansidão a qual nos convida Cristo (Mt 11,29); é a infância espiritual ou o fazer-se como crianças (Mt 18,3)”.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

SEGUNDA FEIRA DA XI SEMANA DO TEMPO COMUM = 14/06/2010.

III Segunda Feira do Saltério (Vésperas = II Salmo)

Ant 2 O nosso auxílio está no nome do Senhor, do Senhor que fez o céu e fez a terra.

Salmo 123 (124): O nosso auxílio está no nome do Senhor.

Em distintas circunstâncias históricas Israel foi assediado por seus inimigos. A razão pela qual chamamos este Salmo de: “Canto gradual” é porque o peregrino, que se encaminha a Jerusalém, passou por diversos perigos naturais ou oferecidos por homens: feras que devoram, torrentes transbordadas, águas precipitadas, caçadores astutos. O peregrino pode escapar porque Deus está com ele. Sua experiência já não lhe pertence. Agora é experiência de todo povo que canta ao “Deus por ele”. O Salmo tem duas partes: na primeira (vv. 1-5) se reconhece explicitamente a presença protetora de Deus, sem a qual o povo haveria sucumbido repetidas vezes: reconhecê-la é louvar a Deus. A segunda (vv. 6-8) tem uma forma direta de louvor que culmina com a afirmação confessional do v. 8. Este canto de ação de graças por haver superado um perigo iminente expressa o agradecimento de toda a comunidade.
A Bíblia de Jerusalém nomeia este Salmo “O Salvador de Israel”. É um canto de libertação ante poderosos inimigos. O salmista dá graças a Deus por haver livrado seu povo quando parecia não haver mais salvação para ele. Apoiado no amor de Cristo (Rm 8,37), o cristão transforma os obstáculos em uma nova possibilidade de servir, de amar e se fazer amar. Assim não se deixa apanhar pela armadilha do egoísmo próprio ou alheio.
Este Salmo tem um acento marcadamente coletivo: Israel foi preservado de uma sorte trágica graças à intervenção salvadora de Yahweh. O poeta especifica circunstâncias históricas que deram origem a esse canto de ação de graças. Talvez faça alusões à sorte trágica do povo eleito no cativeiro ou às situações críticas criadas como consequência da hostilidade dos povos vizinhos aos repatriados. Depois da reconstrução dos muros da Cidade Santa e da restauração da vida nacional o povo judeu viveu uns anos de otimismo nacional. Talvez o salmista deixe refletir esta situação esperançosa depois que se salvaram dos momentos mais difíceis para Israel como coletividade nacional.

domingo, 13 de junho de 2010

DOMINGO DA XI SEMANA DO TEMPO COMUM = 13/06/2010

III semana do Saltério – ( II Vésperas = II Salmo)

Ant 2 O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas. Aleluia.

Salmo 110 (111): As grandes obras do Senhor.

Este salmo é um canto de aclamação às obras maravilhosas de Deus, na história passada e no presente de seu povo. Objetos de aclamação são o poder, a bondade e a justiça de Deus. São as maravilhas memoráveis do passado, cantadas agora por todo o povo, embora no primeiro versículo se expresse no singular – é apenas um artifício literário para criar ambiente -. Junto com as “obras”, o salmista celebra os “preceitos” de Yahweh. Os primeiros versículos descrevem o que Deus é (suas obras); os segundos, o que Ele exige (seus preceitos). Os versículos finais recapitulam ambos os temas, com linguagem sapiencial.
A Bíblia de Jerusalém dá a este Salmo o nome de “Elogio das obras Divinas”. É um Salmo “alfabético”, isto é, cada meio versículo começa com uma letra do alfabeto hebraico, como também o seguinte: Salmo 111(112), que lhe é semelhante pela doutrina, estilo e estrutura poética. Era usado pela celebração das festas anuais (cf. Ex 23,14+).
É um hino que canta os portentos realizados por Deus em favor de Seu povo, portentos que hão de ser constantemente recordados e agradecidos por Seus fiéis, permanecendo fiéis à aliança com Ele e, em consequência, cumprindo Seus preceitos. No Salmo 110 se agradece a bondade de Deus, manifestada continuamente em suas obras. O temor de Deus, o sentido filial de sua presença, é a fonte dessa sabedoria cristã que descobre, em tudo e em todos, uma mensagem do Deus Amor.

13/06/2010 - SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA


Neste dia, celebramos a memória do popular santo – doutor da Igreja – que nasceu em Lisboa, em 1195, e morreu nas vizinhanças da cidade de Pádua, na Itália, em 1231, por isso é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua. O nome de batismo dele era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo.

Ainda jovem pertenceu à Ordem dos Cônegos Regulares, tanto que pôde estudar Filosofia e Teologia, em Coimbra, até ser ordenado sacerdote. Não encontrou dificuldade nos estudos, porque era de inteligência e memória formidáveis, acompanhadas por grande zelo apostólico e santidade. Aconteceu que em Portugal, onde estava, Antônio conheceu a família dos Franciscanos, que não só o encantou pelo testemunho dos mártires em Marrocos, como também o arrastou para a vida itinerante na santa pobreza, uma vez que também queria testemunhar Jesus com todas as forças.

Ao ir para Marrocos, Antônio ficou tão doente que teve de voltar, mas providencialmente foi ao encontro do "Pobre de Assis", o qual lhe autorizou a ensinar aos frades as ciências que não atrapalhassem os irmãos de viverem o Santo Evangelho. Neste sentido, Santo Antônio não fez muito, pois seu maior destaque foi na vivência e pregação do Evangelho, o que era confirmado por muitos milagres, além de auxiliar no combate à Seita dos Cátaros e Albigenses, os quais isoladamente viviam uma falsa doutrina e pobreza. Santo Antônio serviu sua família franciscana através da ocupação de altos cargos de serviço na Ordem, isto até morrer com 36 anos para esta vida e entrar para a Vida Eterna.

Santo Antônio, rogai por nós!

sábado, 12 de junho de 2010

DOMINGO DA XI SEMANA DO TEMPO COMUM = 12/06/2010

III Domingo do Saltério – (I Vésperas = II Salmo)

Ant 2 Elevo o cálice da minha salvação, invocando o Nome Santo do Senhor.

Salmo 115 (116B): Ação de graças no Templo

Aqui vemos um indivíduo salvo de um perigo mortal, que se acerca do Templo para dar graças ao Senhor. Como ele não especifica o perigo pelo qual passou, é impossível averiguar-se, de modo concreto, porque está a orar. Em alguns versículos faz ressoar a ação de graças de Ezequias. Algumas peculiaridades linguísticas induzem a datá-lo de tempos antigos; outras, porém, em épocas mais recentes. Talvez o Salmo tenha crescido em virtude de seu uso prolongado. Embora seja difícil estabelecer sua divisão estrófica, formal e tematicamente podem distinguir-se as partes seguintes: diálogo do salmista consigo mesmo (vv. 10-11); pergunta e resposta dirigida à assembléia (vv. 12-14); oração do salmista, pensado na morte (vv. 14-16); com os versículos finais o salmista dirige-se novamente à assembléia.
A Bíblia de Jerusalém dá a este Salmo o título de “Ação de Graças”. O salmista dá graças a Deus por tê-lo livrado de um perigo de morte muito próximo. É um hino litúrgico porque oferece louvores e sacrifícios no Templo.
Recapitulando sua situação angustiosa passada, o salmista declara que nunca perdeu a fé e a confiança em meio a sua maior prostração física e moral. Refletindo em seu leito de dor havia chegado à conclusão de que é vão buscar consolo e ajudas humanas, pois todos os homens são enganosos, e que somente Yahweh merece a esperança do aflito que confia. Uma vez recuperada a saúde, o salmista anseia fazer manifestações de gratidão a Deus pelo benefício recebido e quer corresponder com um sacrifício de louvor, o sacrifício chamado “pacífico” (v. 8). Os sacrifícios seriam acompanhados por bebidas. O salmista aqui fala do “cálice da salvação”, que substituirá a bebida ritual. Foi salvo da morte por Yahweh e, portanto em seus lábios não haverá mais cálice além do cálice do louvor, que é o que recorda sua salvação milagrosa.
A imagem autêntica do Deus de Israel é a do Deus misericordioso. Jesus afirmou irrestritamente a universalidade e radicalidade deste amor, a começar pelos últimos e pelos pequenos e o ilustrou pelo dom de sua própria vida.
Ofereçamos a Deus um sacrifício de louvor porque na Ressurreição do Senhor se romperam as cadeias da morte e do pecado e nos foi dada a liberdade de filhos de Deus. Nossa melhor ação de graças é a celebração do sacrifício eucarístico, como cálice da nova e eterna aliança.

SANTOS DE NOSSA ORDEM = 12/06/2010

Bv. AFONSO MARIA MAZUREK.

Presbítero e Mártir de nossa Ordem

José Mazurek nasceu no dia 1º de março de 1891 em Baranówka, perto de Lubartów. Em 1908, entrou para a Ordem dos Carmelitas Descalços em Czerna, recebendo o nome de Afonso Maria do Espírito Santo. Depois de ter emitido os votos, estudou em Cracóvia, Linz e Viena, onde, aos 16 de julho de 1916, foi ordenado sacerdote. Entre os anos de 1920-1930, trabalhou no Seminário Menor dos carmelitas descalços de Wadowice como professor e educador dos jovens. A partir de 1930, desempenhou o cargo de Prior e ecônomo do convento de Czerna. Servia sem descanso tanto a comunidade como os fiéis no serviço do confessionário, encorajando a todos a colocarem em Maria toda a própria confiança. O seu zelo apostólico e fidelidade ao Senhor eram o fruto de uma contínua oração e devoção a Jesus crucificado.
Foi fuzilado pelos nazistas aos 28 de agosto de 1944 em Nawojowa Góra, próximo de Krzeszowice, rezando o rosário. Foi beatificado por João Paulo II no dia 13 de junho de 1999, em Varsóvia, junto a outros 107 mártires polacos.

DEVOÇÃO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA


A devoção ao Coração de Maria começou já no início da Igreja, desenvolvendo-se na Idade Média. Com as aparições em Fátima, ganhou grande destaque. A devoção ao Coração de Maria está associada à devoção ao Coração de Jesus, pois esses Dois Corações se uniram no Mistério da Encarnação, Paixão e Morte do Verbo Encarnado.

Honrar o Coração de Maria é honrar o Coração que foi preparado por Deus para ser uma digna morada do Espírito Santo, que formaria a seu tempo o Redentor no ventre imaculado da Virgem Maria.

Esta devoção ao Coração de Maria é devoção à própria Mãe de Jesus. É também veneração dos santos sentimentos e afetos, a ardente caridade de Maria para com Deus, para com seu Filho e para com todos os homens, que lhe foram confiados solenemente por Jesus agonizante.

Assim, louvamos e agradecemos a Deus por nos haver dado por Mãe e intercessora Aquela que acreditou.
O Coração de Maria na Bíblia

Lc 2,19
Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração. (sobre a adoração dos pastores que falavam da manifestação dos Anjos sobre o Menino)

Lc 2,35b
E uma espada transpassará a tua alma. (profecia de Simeão, dirigida a Maria)

Lc 2,51b
Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração. (depois do encontro de Jesus no Templo, ensinando os doutores da Lei)

A Aliança dos Dois Corações
Jo 19,34
Mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água. (símbolo místico da origem dos sacramentos da Igreja)
Esta passagem exemplifica também a profunda união mística do Coração de Jesus com o Coração de Maria na obra da Redenção. Essa união começou quando, pelo poder do Espírito Santo, Maria concebeu o Coração de Jesus em Seu próprio Coração. Esse Sagrado Coração começou a pulsar no ventre de Maria, como eco às batidas de Seu Coração Imaculado. O Coração de Jesus existe pelo consentimento da Virgem Santíssima na Anunciação. Foi o sangue de Maria que alimentou esse Coração Sagrado do Filho de Deus feito homem.

Essa união de amor inefável é consumada quando, ao mesmo tempo, esses Dois Corações são imolados por nossa salvação. Quando o Coração de Jesus foi traspassado pela lança do soldado, o Coração de Maria foi traspassado espiritualmente, cumprindo a profecia de Simeão (Lc 2,35b).

Todas essas passagens indicam claramente a admirável Aliança desses Dois Corações (como já citou João Paulo II), que trabalharam pela salvação do mundo: o Coração de Jesus, que sofreu a ponto de ser traspassado para derramar-Se sobre todos os que nEle crerem; e o Coração de Maria, sempre se voltando ao Seu Divino Filho, Coração predestinado por Deus a sofrer com Jesus pela salvação da humanidade.
Missal Romano

12/06/2010 - SÃO GASPAR DE BÚFALO


Vicente Strambi, que foi seu companheiro nas missões que havia nas regiões rurais do Lácio, o definiu como “terremoto espiritual”. O povo que escutava suas prédicas chamava-o de “anjo da paz”. Com as armas pacíficas da palavra e da caridade conseguiu de fato o impressionante fenômeno do banditismo que prolifera nas periferias de Roma. Peregrinos e mercados caíam inflivelmente nas emboscadas dos marginais. De nada adiantavam as expulsões, sanções e execuções capitais. O papa Leão XII recorreu então a Gaspar de Búfalo, que conseguiu amansar os bandidos mais temíveis. Porém, muitos outros méritos teve este santo, que o papa João XXIII definiu “glória toda resplandecente do clero romano, verdadeiro e maior apóstolo da devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus no mundo”.

Uma produção feita por uma piedosa religiosa em 1810 dizia que em tempos de grande calamidades para a Igreja surgiria um zeloso sacerdote, que sacudiria o povo da sua indiferença, mediante a propagação de devoção ao Precioso Sangue. Naquele ano Gaspar de Búfalo, com dois anos de sacerdócio, tinha sido preso por ter rejeitado o juramento de fidelidade a Napoleão.

Gaspar nasceu em Roma a 6 de janeiro de 1786, filho de Antônio e Anunciata Quartieroni. Tinha começado às ocultas sua obra de evangelização do povo da periferia, dedicando-se aos carroceiros e aos camponeses da lavoura romana. São estas as personagens retratadas por Pinelli, que dão uma imagem sugestiva da Roma das primeiras décadas do século XIX; os carroceiros tinham transformado o Foro Romano, aos pés do Palatino, em depósito e mercado de feno.

Libertado do cárcere, após a queda de Napoleão, Gaspar de Búfalo recebeu de Pio VII a incumbência de se dedicar às missões populares pela restauração religiosa e moral do Estado Pontifício.

Ele empreendeu essa nova cruzada em nome do Precioso Sangue de Jesus, tornando-se o ardoroso apóstolo desta devoção. Fundou em 1815 a Congregação dos Missionários do preciosíssimo Sangue e em 1834, ajudado pela B. Maria de Matias, o Instituto das Irmãs Adoradoras do Preciosíssimo Sangue. Quando morreu em Roma, a 28 de dezembro de 1837, num quarto em cima do Teatro Marcelo, são Vicente Pallotti, seu contemporâneo, teve a visão de sua alma que subia ao encontro de Cristo, como uma estrela luminosa. A fama de sua santidade não demorou a atingir o mundo todo. Beatificado em 1904, foi canonizado por Pio XII em 1954.

São Gaspar de Búfalo, rogai por nós!

Outros Santos do mesmo dia: S.Onofre, S. João de Sahagún, Ss. Basílides e Companheiros, S. Antonina, S. Ternano, S. Pedro do Monte Atos, S. Leão III, S. Odulfo, B. Salvi, B. Guido de Cortona e outros...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

ANO SACERDOTAL E CURA d’ARS.

Por ocasião dos 150 anos da morte de São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, o papa Bento XVI proclamou o Ano Sacerdotal, com o objetivo de ajudar a perceber cada vez mais a importância do papel da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea.
Com o tema “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”, o Ano Sacerdotal teve início na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, no dia 19 de junho de 2009 e está sendo concluído hoje, na mesma Solenidade.
Um trecho do Prefácio dos Santos II diz que, pelo testemunho admirável dos santos e santas, Deus revigora constantemente a sua Igreja, provando seu amor para conosco, e que deles recebemos o exemplo que nos estimula na caridade e a intercessão fraterna que nos ajuda a trabalhar pela realização do Reino. Conhecemos como o amor de Deus se fez presente e atuante na vida de João Maria Vianney e, portanto, em nosso seguimento de Cristo pobre e humilde, deixemo-nos estimular pelas contribuições do Santo Cura d’Ars.
A vocação sacerdotal é um mistério; é algo que somos incapazes de conhecer na sua totalidade. A vida sacerdotal é um mistério: o sacerdote não saberá nunca dar todas as razões do que experimenta na construção diária de seu “sim”, vivendo a sua fidelidade na fidelidade de Jesus Cristo, conduzido pelo Espírito Santo, o protagonista da vocação sacerdotal.
A V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe (2007), respondendo ao desejo do Povo de Deus, descreve o rosto para o sacerdote de hoje: discípulo de Jesus Cristo, capaz de conformar-se com Ele; missionário, consciente de que é enviado ao mundo; servidor da vida, a ponto de oferecer a sua própria vida por amor; misericordioso, capaz de compadecer-se das ovelhas feridas de nosso tempo (Da 199). Atende assim ao que diz Jesus Cristo: “Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi e vos designei, para dardes frutos e para que o vosso fruto permaneça” (Jo 15-16).
Não foi sem razão que o papa Bento XVI, na carta de proclamação do Ano Sacerdotal diz: “No seu tempo, o Santo Cura d’Ars soube transformar o coração e a vida de muitas pessoas, porque conseguiu fazer-lhes sentir o amor misericordioso do Senhor. Também hoje é urgente igual anúncio e testemunho da verdade do Amor: Deus é Amor (1Jo 4,8)”. Sim, o sacerdote do nosso tempo deve ser o homem do Amor, pois o mundo precisa com urgência experimentar o Amor de Deus! O Amor é o fruto que Jesus Cristo espera de seus sacerdotes: “O que Eu vos mando é que vos ameis uns aos outros” (Jo 15,17).
Ao encerrarmos, hoje, o Ano Sacerdotal, agradecemos a Deus a vida de perfeição cristã dos sacerdotes de nossas Paróquias, que assumiram seu ministério no mistério da fé, respondendo ao chamado de Deus, acolhendo-o generosamente, apesar das dificuldades e incertezas. Manifestamos a eles nossa perene gratidão pela oferta que fazem de si mesmos por amor a Deus e ao serviço à Igreja, Mãe e Mestra. A nossa beleza de Povo de Deus é, sem dúvida, também consequência da beleza de nossos sacerdotes. Nós os amamos e lhes somos eternamente gratos.
“Senhor abençoe sempre os nossos sacerdotes”.

SOLENIDADE DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS = 11/06/2010

Ofício próprio da Solenidade (II Vésperas = II Salmo)

Ant 2 O Senhor bom e clemente alimentou os que o temem.

Salmo 110 (111): As grandes obras do Senhor.

Este Salmo é um canto de aclamação às obras maravilhosas de Deus, na história passada e no presente de seu povo. Objetos de aclamação são o poder, a bondade e a justiça de Deus. São as maravilhas memoráveis do passado, cantadas agora por todo o povo, embora no primeiro versículo se expresse no singular – é apenas um artifício literário para criar ambiente -. Junto com as “obras”, o salmista celebra os “preceitos” de Yahweh. Os primeiros versículos descrevem o que Deus é (suas obras); os segundos, o que Ele exige (seus preceitos). Os versículos finais recapitulam ambos os temas, com linguagem sapiencial.
A Bíblia de Jerusalém dá a este Salmo o nome de “Elogio das obras Divinas”. É um Salmo “alfabético”, isto é, cada meio versículo começa com uma letra do alfabeto hebraico, como também o seguinte: Salmo 111(112), que lhe é semelhante pela doutrina, estilo e estrutura poética. Era usado pela celebração das festas anuais (cf. Ex 23,14+).
É um hino que canta os portentos realizados por Deus em favor de Seu povo, portentos que hão de ser constantemente recordados e agradecidos por Seus fiéis, permanecendo fiéis à aliança com Ele e, em consequência, cumprindo Seus preceitos. No Salmo 110 se agradece a bondade de Deus, manifestada continuamente em suas obras. O temor de Deus, o sentido filial de sua presença, é a fonte dessa sabedoria cristã que descobre, em tudo e em todos, uma mensagem do Deus Amor.

Consagração ao SAGRADO CORAÇÃO de JESUS


Me entrego e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, minha pessoa e vida, ações, dores e sofrimentos para que utilize meu corpo somente para honrar, amar e glorificar ao Sagrado Coração.

Este é meu propósito definitivo, único, ser todo d’Ele, e fazer tudo por amor a Ele, e ao mesmo tempo renunciar com todo meu coração qualquer coisa que não lhe compraz, além de tomar-te, Ó Sagrado Coração, para que sejas ele o único objeto de meu amor, o guardião de minha vida, meu seguro de salvação, o remédio para minhas fraquezas e inconstância, a solução aos erros de minha vida e meu refúgio seguro à hora da morte.

Seja, Ó Coração de Bondade, meu intercessor ante Deus Pai, e livra-me de sua sabia ira. Ó Coração de amor, ponho toda minha confiança em ti, temo minhas fraquezas e falhas, mas tenho esperança em tua Divindade e Bondade.

Tira de mim tudo o que está mal e tudo o que provoque que não faça tua santa vontade, permite a teu amor puro a que se imprima no mais profundo de meu coração, para que eu não me esqueça nem me separe de ti.

Que eu obtenha de tua amada bondade a graça de Ter meu nome escrito em Teu coração, para depositar em ti toda minha felicidade e glória, viver e morrer em tua bondade. Amém
Santa Margarida Maria Alacoque


Devoção ao SAGRADO CORAÇÃO de JESUS


A devoção é “uma das expressões mais difundidas e amadas da piedade eclesial” – conforme refere, recentemente, o Diretório sobre “Piedade Popular e Liturgia”, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. O culto público ao Sagrado Coração foi canonizado em 1765 por Clemente XIII, ao introduzir sua festa litúrgica, com Missa e ofícios próprios, na sexta-feira após o segundo domingo de Pentecostes.
Caridade Divina
Além da celebração litúrgica, existem ainda muitas outras expressões de piedade que têm como objeto o Sagrado Coração. Entre os documentos que dizem respeito a essa matéria estão a encíclica de Pio XII, Haurietis aquas, de 1956, em que o Pontífice afirma é o próprio Jesus que toma a iniciativa de nos apresentar o seu Coração como fonte de restauração e paz: “Vinde a mim, todos vós, que estais cansados e oprimidos, que Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11,28-30).

O SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

"Diariamente estará ai meu coração" (1Rs 9,3).
São Paulo ambicionava para os Efésios que, pela graça do Pai, de quem procede todo dom, viessem a conhecer a ciência sobreminente da Caridade de Jesus Cristo para com os homens. E nada lhes poderia desejar de mais santo, mais feliz, mais importante. O Reino de Deus entre os homens consiste em conhecer o Amor de Jesus Cristo até gozar-lhe a plenitude. Ora, esse Amor é o fruto da devoção ao Coração de Jesus vivendo e amando no Santíssimo Sacramente, devoção esta que constitui o culto soberano do Amor, bem como o centro e a alma de toda religião, pois esta é a simples lei, virtude e perfeição do Amor de que o Sagrado Coração é a graça, o modelo e a Vida. Estudemo-lo, pois, junto ao foco onde se consome por nós.
A devoção ao Sagrado Coração tem um duplo objeto: Visa, primeiro, honrar, pela adoração e culto público, o Coração de Carne de Jesus Cristo e, segundo, o Amor infinito desse Coração que ardeu por nós, desde sua criação, Amor esse que ainda o consome no Sacramento dos nossos Altares.
São Pedro Julião Eymard
A Divina Eucaristia
Vol. 1, p. 246

11/06/2010 - SÃO BARNABÉ


José, chamado pelos apóstolos de Barnabé, que quer dizer filho da consolação, levita, natural de Chipre, tinha um sítio; vendeu-o e trouxe o dinheiro e o depôs aos pés dos Apóstolos:” Assim no-lo apresentam os Atos dos Apóstolos. Fontes antigas nos referem que Barnabé, chamado apóstolo pelos próprios Atos, embora não pertencesse aos Doze, teria sido um dos setenta discípulos de que fala o Evangelho. De qualquer modo é uma figura de primeira grandeza na fervorosa comunidade cristã, que floresceu em Jerusalém após o dia de Pentecostes. Barnabé era muito considerado entre os apóstolos, que o escolheram para a evangelização de Antioquia.

Barnabé é o homem das felizes intuições. Em Antioquia percebeu que aquele era um terreno preparado para receber a palavra de Deus. Foi a Jerusalém relatar isso e pedir para levar consigo o recém-convertido Saulo. Começou assim a extraordinária dupla. Após um ano de trabalho, haviam operado tantas conversões de “fazer manchetes de jornais,” como se diria hoje. “Pela primeira vez – lê-se nos Atos – os discípulos foram chamados cristãos em Antioquia.”

Saulo, que desde então preferia ser chamado com o nome romano de Paulo, e Barnabé, contentes por terem aberto o caminho para o anúncio do Evangelho, entre os pagãos, partiram para outras incumbências. Primeira etapa: Chipre, pátria de Barnabé, que havia levado consigo o jovem primo João Marcos, o futuro evangelista. Mais tarde, no começo da segunda e mais arriscada viagem missionária, Paulo julgou oportuno separar-se do próprio Barnabé, que ficou em Chipre.

Paulo e Barnabé, duas personalidades diferentes, que se completavam reciprocamente. Em Listra, na Licaônia, ao término da primeira viagem missionária, durante o sermão, Paulo havia notado a presença de um pobre paralítico. “Levanta-te e anda”, lhe havia dito, operando o prodígio. “À vista do que Paulo acabava de fazer, a multidão exclamou em língua licaônica – “Deuses em forma humana vieram a nós!” A Barnabé chamavam Júpiter e a Paulo Hermes, porque era ele que falava.” A Barnabé foi atribuída a paternidade da carta paulina aos Hebreus e do outro escrito denominado Evangelho de Barnabé, agora perdido. Não temos notícias dele depois da separação de Paulo. Escritos apócrifos falam de uma viagem sua a Roma e do seu martírio acontecido mais ou menos pelo ano 70, em Salamina, pelas mãos dos judeus da diáspora, que o teriam apedrejado.


São Barnabé, rogai por nós!


Outros Santos do mesmo dia: S. Paula Frassinetti, Ss. Félix e Fortunato, S. Parísio, B. Inácio Maloyan, S. Maria Rosa Mollas y Valvé, B. Maria do Sagrado Coração de Jesus e B. Schiná.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

SOLENIDADE DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS = 10/06/2010

SEXTA FEIRA APÓS O II DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES.

Ofício próprio da Solenidade seguinte (I Vésperas = II Salmo).

Ant 2 Aprendei de mim, que Sou de coração humilde e manso e achareis paz e repouso para os vossos corações.

Salmo 145(146): Felicidade dos que esperam no Senhor.

Um canto de aclamação ao Deus Poderoso, composto com intenções didáticas. A Bíblia de Jerusalém dá a este Salmo o título de “Hino ao Deus que socorre”. Este Salmo abre o terceiro “Hallel”(Sl 146-150), recitado de manhã pelos judeus. O motivo da autêntica confiança unifica este poema antológico. Não se deve confiar nos homens, mesmo que sejam poderosos, porque seus planos perecem juntamente com eles. Deus, que demonstra Seu poder com doces ações dirigidas aos mais oprimidos da humanidade, é o único que suscita e merece toda nossa autêntica confiança. Se o Salmo se considera uma verdadeira aclamação ao Senhor, o verso final proclama Seu senhorio; se é uma lição em forma de oração, o Salmo se encerra com o desejo de que Deus exerça seu reinado, para que tenham vida plena todos aqueles que nEle confiam.
Formalmente se compõe de uma aclamação comunitária, ainda que se expresse no singular (vv. 1-2). A exortação que segue termina com uma bênção (vv. 3-5). Continua e finaliza com uma confissão de fé coletiva a cargo da assembléia (vv. 6-10).
A primeira hora do dia é o momento dos planos e projetos; porém nossa experiência nos conduz a não confiarmos demasiado neles: embora o espírito esteja sempre pronto, a carne é fraca. Portanto, o Salmo 145 é uma oração muito importante no começo da jornada. Esta Salmo nos faz dirigir nosso olhar para Deus, colocando somente nEle a nossa confiança: Não confiemos no homem – nem em nós mesmos e em nenhum outro dos mortais – pois os seres do povo não podem nos salvar. Apoiemo-nos no Senhor, pois é ditoso aquele a quem auxilia o Deus de Israel, uma vez que somente Ele “liberta os cativos, abre os olhos aos cegos, dá pão aos famintos”.
Este Salmo se destaca em seu aspecto de aclamação: a confiança que pretende despertar nos demais está fundamentada nos atributos do hinário, visto que todos eles desenvolvem uma afirmação sapiencial.

ORAÇÃO E AÇÃO !!!



CONVIDAMOS A TODOS VIR REZAR CONOSCO EM MAIS UMA REUNIÃO DE ORAÇÃO NAS FAMÍLIAS E PELAS FAMÍLIAS, NESTE MÊS SERÁ NA CASA DA NOSSA ILUSTRE PRESIDENTE DALVA CANTUÁRIA. A REUNIÃO SERÁ NO DIA 16/06/2010, QUARTA-FEIRA,ÀS 19:00 HORAS, NA RUA RAIMUNDO MANGABEIRA, Nº81, APTO 02, BAIRRO VILA GUILHERMINA, MONTES CLAROS-MG, CONTAMOS COM A PRESENÇA DOS QUE PUDEREM VIR, E COM AS ORAÇÕES DOS QUE NÃO PUDEREM VIR. PODEM ENVIAR SUAS INTENÇÕES PARA O EMAIL: vilelamoc@yahoo.com.br.

10/06/2010 - BEATO EDUARDO POPPE


Eduardo João Maria Poppe, nasceu na cidade de Temsche, na Bélgica, no dia 18 de dezembro de 1890. Era o terceiro dos onze filhos de uma modesta família de trabalhadores. Sua educação religiosa começou no seio da própria família, muito cristã. Depois foi estudar no colégio dos Irmãos da Caridade, onde completou o ensino básico.

Aos quinze anos entrou no seminário de São Nicolau, na diocese de Gand, destacando-se como exemplo de caridade e piedade. Foi durante o serviço militar, prestado em 1910, que Eduardo percebeu sua vocação religiosa.

Aos vinte e dois anos ele ingressou no Seminário filosófico Leão XIII de Lovanio. Durante a Primeira Guerra Mundial foi convocado à servir as armas, servindo junto à Cruz Vermelha como enfermeiro, atendendo as ambulâncias que chegavam com os feridos.

Em 1915 foi transferido para Gand e no ano seguinte era ordenado sacerdote. Logo foi nomeado vigário da paróquia de Santa Colete, nesta diocese, iniciando seu ministério entre a população mais pobre, difundindo a devoção à Eucaristia e à Virgem Maria.

Preocupado em preparar as crianças para a Primeira Comunhão, formou um grupo de jovens catequistas para dar ênfase à devoção Eucarística. Logo este trabalho tornou-se conhecido e instituído em outras paróquias da diocese. Assim, padre Eduardo elaborou e escreveu "O manual do catequista eucarístico", em 1917, idealizado segundo os decretos de Papa São Pio X. Mas não criou apenas o "manual", ele instituiu a "Liga da Comunhão freqüente", estendida aos operários também.

O seu apostolado foi interrompido em 1918, quando foi nomeado diretor do convento das Irmãs de São Vicente de Paulo em Moerzeke-lez-Termonde. Alí continuou com sua preocupação em manter acesa a chama da fé cristã nos jovens catequistas, todos filhos de famílias socialistas e anticlericais. Por isto, publicou um semanário intitulado "Zonneland", que significa "País do Sol", direcionado à "Cruzada eucarística Pio X" de toda a Bélgica.

Mais tarde os problemas de sua saúde se agravaram. Padre Eduardo convivia desde a infância com uma doença congênita no coração. Por este motivo foi obrigado a viver numa poltrona. E foi neste período que ele escreveu sua extensa e notável bibliografia catequética com ênfase na Eucaristia. Dela se destacaram as obras: "Direção espiritual dos jovens" de 1920; "Salvemos os operários" de 1923, "Apostolado eucarístico paroquial" de 1923, "O amigo dos jovens" e "O método educativo eucarístico", ambos de 1924. Inclusive outras publicadas depois de sua morte.

Em 1921 o Cardeal o nomeou diretor espiritual do CIBI de Leopoldsburgo, reservado aos noviços que se destinavam ao serviço do altar, alí também seu ministério floresceu. Porém, aos trinta e quatro anos de idade, padre Eduardo Poppe morreu repentinamente, no dia 10 de junho de 1924, no convento de Moerzeke-lez-Termonde, durante o período das férias.

A sua morte causou forte comoção popular e no meio do clero, sendo imediatamente venerado por sua santidade. Ele foi beatificado em 1999, pelo Papa João Paulo II, que o nomeou de o "Pedagogo da Eucaristia".
Beato Eduardo Poppe, rogai por nós!
Outros Santos do mesmo dia: S. Getúlio e companheiros, S. Itamar, S. Landerico, S. Bogumilo, B. Henrique de Treviso, B. Boaventura de Peraga, B. João Dominici, Bs. Amada de Bolonha, Cecília Cesarini e Diana D'Andalo, S. Crispolo, B. Henrique de Bolzano, Bs. Tomás Green e Gualtiero Pierson, S. Maurino de Colona e B. Madalena de Capri...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

BEM AVENTURADO JOSÉ DE ANCHIETA

PRESBÍTERO
MEMÓRIA = 09/06/2010
O Bem-aventurado José de Anchieta era natural de Tenerife, nas Ilhas Canárias. Nasceu a 19 de março de 1534. Fez seus estudos em Portugal, na Universidade de Coimbra, sendo vivamente influenciado pelos escritos de São Francisco Xavier, então missionário no Oriente. Depois de tornar-se jesuíta, veio para o Brasil em 1554 como missionário. Aqui exerceu intensa atividade entre os índios. Procurou, desde o início, entender a cultura indígena. A José de Anchieta devem-se a primeira gramática e um catecismo em língua indígena. Sua preocupação era uma só: evangelizar e evangelizar compreendendo a mentalidade e os costumes indígenas. Tinha grande devoção à Virgem Maria, dedicando-lhe um livro: Poemas à Virgem, não só revelador de sua piedade como também de seu talento literário. Juntamente com o Padre Manoel da Nóbrega fundou a cidade de São Paulo. Foi agraciado com o epíteto de “apóstolo do Brasil”. Faleceu a 9 de junho de 1597.

QUARTA FEIRA DA X SEMANA COMUM = 09/06/2010.

II Quarta Feira do Saltério (Vésperas– II Salmo).

Ant 2 Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós!

Salmo 66 (67): Todos os povos celebrem o Senhor.

Israel implorava a chuva, como no Salmo 84; agora, depois de uma boa colheita, chega o tempo de dar graças a Deus pelos frutos da terra. Uma festa de ação de graças pelas primícias está prevista no Deuteronômio 26, 1-11. O Salmo 66 parece um comentário poético à bênção sacerdotal de Números 6, 24-27, usada no Ano Novo e que era, sem dúvida, recitada por ocasião da festa que encerrava o tempo das colheitas (cf. Ex 23, 14+).
A Bíblia de Jerusalém dá a este Salmo o título de “Prece coletiva após a colheita anual”, recitado, provavelmente, durante a festa com que se dava por terminada a colheita. O salmista sabe elevar-se das bênçãos temporais para a bênção universal, outorgada a Israel. Por conseguinte, a composição reflete uma perspectiva universal e missionária, na linha da promessa divina feita a Abraão; “Em ti serão abençoadas todas as nações da terra” (Gn 12,3; cf. 18,18; 28,14). Todos os povos devem alegrar-se e felicitar-se pelo governo justo de Deus sobre o universo, unindo-se às aclamações que agora Israel eleva a Deus. A graça e a bênção de Yahweh inundam de luz a vida de Seus filhos, que testificam Sua presença ante todos os povos, até os confins de toda terra.
Este Salmo é um comentário sobre a bênção sacerdotal de Números; nele o salmista expressa uma manifestação tão grande de ação de graças pelos favores Divinos ao povo escolhido, afim de que todas as outras nações reconheçam que só no Deus de Israel está a salvação. Em seu refrão, reflete o universalismo ensinado na segunda parte do Livro de Isaias: as nações pagãs, pelo exemplo do Povo Eleito e pelo ensinamento de sua história, também são chamadas a servir o Deus único.
“A terra produziu sua colheita”, exclama o Salmo 66. Este elemento natural está intimamente vinculado ao histórico: os frutos da natureza constituem uma ocasião para pedir repetidamente a Deus que abençoe seu povo (cf. vv. 2,7 e 8), de forma que todas as nações se dirijam a Israel, com a intenção de chegar ao Deus Salvador através dele.
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