sexta-feira, 11 de junho de 2010

ANO SACERDOTAL E CURA d’ARS.

Por ocasião dos 150 anos da morte de São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, o papa Bento XVI proclamou o Ano Sacerdotal, com o objetivo de ajudar a perceber cada vez mais a importância do papel da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea.
Com o tema “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”, o Ano Sacerdotal teve início na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, no dia 19 de junho de 2009 e está sendo concluído hoje, na mesma Solenidade.
Um trecho do Prefácio dos Santos II diz que, pelo testemunho admirável dos santos e santas, Deus revigora constantemente a sua Igreja, provando seu amor para conosco, e que deles recebemos o exemplo que nos estimula na caridade e a intercessão fraterna que nos ajuda a trabalhar pela realização do Reino. Conhecemos como o amor de Deus se fez presente e atuante na vida de João Maria Vianney e, portanto, em nosso seguimento de Cristo pobre e humilde, deixemo-nos estimular pelas contribuições do Santo Cura d’Ars.
A vocação sacerdotal é um mistério; é algo que somos incapazes de conhecer na sua totalidade. A vida sacerdotal é um mistério: o sacerdote não saberá nunca dar todas as razões do que experimenta na construção diária de seu “sim”, vivendo a sua fidelidade na fidelidade de Jesus Cristo, conduzido pelo Espírito Santo, o protagonista da vocação sacerdotal.
A V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe (2007), respondendo ao desejo do Povo de Deus, descreve o rosto para o sacerdote de hoje: discípulo de Jesus Cristo, capaz de conformar-se com Ele; missionário, consciente de que é enviado ao mundo; servidor da vida, a ponto de oferecer a sua própria vida por amor; misericordioso, capaz de compadecer-se das ovelhas feridas de nosso tempo (Da 199). Atende assim ao que diz Jesus Cristo: “Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi e vos designei, para dardes frutos e para que o vosso fruto permaneça” (Jo 15-16).
Não foi sem razão que o papa Bento XVI, na carta de proclamação do Ano Sacerdotal diz: “No seu tempo, o Santo Cura d’Ars soube transformar o coração e a vida de muitas pessoas, porque conseguiu fazer-lhes sentir o amor misericordioso do Senhor. Também hoje é urgente igual anúncio e testemunho da verdade do Amor: Deus é Amor (1Jo 4,8)”. Sim, o sacerdote do nosso tempo deve ser o homem do Amor, pois o mundo precisa com urgência experimentar o Amor de Deus! O Amor é o fruto que Jesus Cristo espera de seus sacerdotes: “O que Eu vos mando é que vos ameis uns aos outros” (Jo 15,17).
Ao encerrarmos, hoje, o Ano Sacerdotal, agradecemos a Deus a vida de perfeição cristã dos sacerdotes de nossas Paróquias, que assumiram seu ministério no mistério da fé, respondendo ao chamado de Deus, acolhendo-o generosamente, apesar das dificuldades e incertezas. Manifestamos a eles nossa perene gratidão pela oferta que fazem de si mesmos por amor a Deus e ao serviço à Igreja, Mãe e Mestra. A nossa beleza de Povo de Deus é, sem dúvida, também consequência da beleza de nossos sacerdotes. Nós os amamos e lhes somos eternamente gratos.
“Senhor abençoe sempre os nossos sacerdotes”.

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...