segunda-feira, 21 de junho de 2010

SEGUNDA FEIRA DA XII SEMANA DO TEMPO COMUM = 21/06/2010

IV Segunda Feira do Saltério – (Vésperas = II Salmo)

Ant 2 Como são grandes e admiráveis vossas obras, ó Senhor e nosso Deus Onipotente.

Salmo 135,10-26 (136): Hino pascal pelas maravilhas do Deus Criador e Libertador

A Liturgia das Vésperas oferece o Salmo 135 dividido em duas partes como se fossem dois salmos: a primeira, vv. 1-9 e, a segunda, vv.10-26. Ele tem muito em comum com o Salmo anterior, 134 .- A Bíblia de Jerusalém dá a todo o Salmo 135 o título “Grande Ladainha de Ação de Graças”. Os judeus chamam essa ladainha "O Grande Hallel", a grande aclamação, e a recitavam na Páscoa, depois do “Pequeno Hallel” (Sl 112-117).
Nesta segunda parte do Salmo 135, vv.10-26, continua-se a louvar a Deus, relembrando os feitos mais importantes da história passada, do Egito até à Terra Prometida. Chegados à terra dada a Israel por herança, se resumem os acontecimentos históricos sem relatar nenhum dado concreto. Na opressão política e na derrota militar, Deus continua a mostrar a sua grande misericórdia. A partir daqui, se dá um passo para o cotidiano. Também o pão de cada dia é uma demonstração do grande amor de Deus. Impõe-se, portanto, prestar um grande tributo de gratidão a Deus, cuja misericórdia é eterna.
Neste salmo, com ritmo responsorial, com alternativas de coros, se cantam as grandezas de Deus no mundo e na história. É uma verdadeira ladainha. Nela, um coro cantava a primeira parte do versículo e o povo respondia: “Porque eterna é a sua misericórdia”, frase que encontramos muitas vezes na Sagrada Escritura, colocada na boca dos que aclamam o Senhor no Templo. A misericórdia é o atributo divino que se põe em maior relevo, no Antigo Testamento. Apesar disto, os fariseus o entenderam tão pouco, que foi necessário Jesus lhes propor a parábola do filho pródigo e lhes recordar aquelas palavras: “Quero misericórdia, não o sacrifício” (Mt 9,13)
Neste Hino Pascoal, em forma de ladainha, recordamos todos os benefícios de Deus na história salvífica e no caminhar eclesial, e cantamos com entusiasmo: “Porque eterna é a sua misericórdia”. Alentados por esta presença ativa de Deus Amor em nossas vidas, começamos uma nova etapa em nosso caminhar, convencidos de que, a cada passo, encontraremos manifestações da misericórdia de Deus. É uma contemplação de amor, que olha sempre mais além e faz um “aleluia” eterno.

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