segunda-feira, 7 de junho de 2010

SEGUNDA FEIRA DA X SEMANA DO TEMPO COMUM = 07/06/2010.

II Segunda Feira do Saltério (Vésperas = II Salmo)

Ant 2 Eis que vem o esposo chegando: Saí ao encontro de Cristo.

Salmo 44, 11-18 (45): As núpcias do Rei.

O salmo 44 é um poema nupcial em duas partes: a primeira canta ao Rei, o esposo (vv. 2-10); a segunda, à sua esposa (vv. 11-18). A Liturgia das Vésperas as oferece em separado, como se fossem dois Salmos. A Bíblia de Jerusalém dá a este Salmo o título de "Epitalâmio Real". Conforme alguns autores, este Salmo poderia ter sido canto profano para as núpcias de um rei israelita, Salomão, Jeroboão II ou Acab, com uma estrangeira. Mas a tradição judaico-cristã o interpreta com referência às núpcias do Rei-Messias com Israel (figura da Igreja), e a Liturgia, por sua vez, amplia a alegoria referindo-o à Virgem Maria. O poeta dirige-se, primeiramente, ao Rei-messias, aplicando-lhe os atributos de Yahweh e do Emanuel ( vv.3-10); depois, à rainha (vv. 11-17). Esta deve esquecer a sua Pátria anterior para adaptar-se à nova condição. O doce retrato feminino que nos acaba de apresentar constitui o segundo quadro dos ditos de que se compõe o Salmo 44, um canto nupcial sereno e alegre.
Assim depois de contemplar o Rei, que celebra suas bodas (cf. vv. 2-10), agora nossos olhos se voltam para a figura da rainha esposa (cf. vv. 11-18). Esta perspectiva nupcial nos permite dedicar o Salmo a todos os casais que vivem com intensidade e vitalidade interior o seu matrimônio, sinal de “um grande mistério”, como sugere São Paulo, e de um grande amor do Pai à humanidade e de Cristo à sua Igreja (cf. Ef 5,32).
“Esquece teu povo e a casa paterna”: não prestes atenção ao teu parentesco terreno, pois tu te transformarás em uma rainha celestial. E escuta – disse – quanto te ama o Criador e Senhor de tudo. Com efeito, disse, ‘que o Rei se encante com tua beleza’: o Pai mesmo te tomará por esposa; o Espírito disporá todas as condições que são necessárias para este matrimônio (...). Não creias que irás a dar à luz a um menino humano, ‘porque Ele é o Teu Senhor e tu O adorarás’: “Teu Criador se fez Filho teu; O conceberás e, juntamente com os demais, O adorarás como a teu Senhor”. (Testi mariani del primo millennio, I, Roma 1998, pp.605-606).

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