quarta-feira, 2 de junho de 2010

02/06/2010 - SANTOS MARCELINO E PEDRO


Infinitas vezes na história confirmou-se o ditado: “O homem põe e Deus dispõe”, querendo significar que freqüentemente Deus dispõe ao contrário do que o homem propôs. Foi o que aconteceu com os santos Marcelino e Pedro. Como que pressagiando a sua missão de transmitir a memória de inumeráveis mártires, são Dâmaso, como refere ele mesmo, recolheu ainda menino a narração do carrasco dos santos Marcelino e Pedro. O algoz referiu que havia disposto a decapitação dos dois no centro de um bosque justamente para não ficar nenhuma lembrança: ambos tiveram de limpar com as próprias mãos a pequena superfície que ia banhar-se de sangue.

Os últimos três versos dos nove de que é constituído o canto 23 do papa Dâmaso, informam que os corpos desses mártires ficaram escondidos por algum tempo, numa límpida gruta, até que, impulsionada pela devoção, Lucila, uma piedosa matrona deu-lhes uma digna sepultura. O martírio tinha ocorrido na terceira milha da antiga via Labicana, a hodierna Casilina. Constantino aí edificou uma Igreja. Tendo sido violada pelos godos, o papa Virgílio a fez restaurar e introduziu os nomes dos santos Marcelino e Pedro no próprio cânon da Missa, assegurando-lhes assim a lembrança e a devoção da parte dos fiéis.

Lá onde a moderna via Labicana cruza com a via Merulana (a rua que vai de são João de Latrão a Santa Maria Maior) emerge desde 1751 a basílica dos santos Marcelino e Pedro, edificada sobre alicerces que parecem remontar à segunda metade do século IV e onde se encontra talvez a morada de um dos dois santos titulares. As peripécias terrenas do presbítero Marcelino e do exorcista Pedro foram enriquecidas de elementos mais ou menos lendários por uma Paixão do século VI.

Essa Paixão narra que Pedro e Marcelino foram fechados numa prisão sob a vigilância de um certo Artêmio, cuja filha Paulina estava possuída pelo demônio. Pedro exorcista garantiu a Artêmio que, se ele e a sua mulher Cândida se convertessem ao cristianismo, sua filha Paulina seria imediatamente curada. Após algum tempo de indecisão, a pequena família se converteu e dali a pouco foi também chamada a testemunhar Cristo com o martírio: a doze milhas da via Aurélia, Artêmio foi decapitado e Cândida com Paulina foram sufocadas debaixo de um monte de pedras.


Santos Marcelino e Pedro, Rogai por nós!


Outros Santos do mesmo dia: S. Erasmo, Ss. Potino, Blandina e companheiros, S. Eugênio I, S. Estevão da Suécia, S. Nicolau, B. Sadoco e companheiros, B. João Bechetti de Fabriano, S. Guido, S. Niceforo, B. Pedro Bechetti de Fabriano, Ss. Zebulão e Susana, S. Comizio e S. João de Ortega...

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