sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O que tem destruído tantos casais católicos ultimamente? A resposta é surpreendente


 


WASHINGTON DC, 27 Ago. 15 (ACI). - Entre os numerosos casais católicos que chegam no consultório do sacerdote P. T.G Morrow, em Washington D.C (Estados Unidos), a fim de começar a terapia familiar, dois casos impressionaram de maneira especial o presbítero.

 Em relação a muitos temas, esses casais eram perfeitos: estavam abertos à vida, educavam os seus filhos na fé e normalmente recebiam os sacramentos. Mas ambos os matrimônios acabaram gerando a separação. O culpado? As irritações.

 “As irritações são um veneno”, assegurou ao Grupo ACI o Pe. Morrow, teólogo moral e autor de Overcoming Sinful anger (Superando a ira pecaminosa). “Se um esposo constantemente fica zangado com sua mulher, isso destrói a relação. Acaba tornando-a dolorosa até chegar ao ponto de uma separação”.

 A experiência desta irritação é universal. É natural, pode ser incontrolável e é uma resposta ao comportamento de outros, afirmou Pe. Morrow. Muitas vezes as irritações podem ser corretas, Santo Tomás de Aquino disse que se a irritação se une à razão era digna de louvor; mas, na maioria das vezes, estão encaminhados à ira pecaminosa, motivada pelo desejo de vingança, explicou.

 E a ira como pecado tem efeitos devastadores nas relações.

 “É extremamente importante que as pessoas sejam conscientes de que a ira e as irritações podem ser algo sério, especialmente se estão unidos a arrebatamentos maiores que machucam a outras pessoas”, afirmou o Pe. Morrow.

 A ira destrói. Por isso muitos peritos matrimoniais recomendam aos casais ter cinco reações positivas por uma de irritação.

 “A irritação, quando expressada de forma incorreta, é um veneno para as relações”, afirmou o sacerdote. “Os esposos precisam ser especialmente cuidadosos com isto e trabalhar para superá-lo”.

 Apesar de o sentimento de ira ser natural e impossível de evitá-lo, o Pe. Morrow assegurou que é importante conhecer como expressar a irritação e a desconformidade de uma maneira efetiva e positiva. O primeiro passo é decidir se vale a pena ficar zangado.

 “As pessoas ficam zangadas por pequenos motivos, coisas sem importância”, afirmou. “Devemos pensar: ‘vale a pena ficar chateado por isso? ’ Se a resposta for negativa. Simplesmente devemos esquecer”.


O casal cristão tem o mesmo caminho a seguir, no entanto, em muitos casos, não entram no
comum acordo para saberem trilhá-lo juntos... 



 Se o teu aborrecimento é justificado e a confrontação terminará sendo algo positivo para o outro, utilize o humor e a diplomacia para expressá-lo. Se a confrontação ajudará que o outro seja melhor, então, apontou Pe. Morrow, pode ser uma boa ideia oferecer seu aborrecimento ao Senhor como sacrifício por seus pecados e pelos pecados do mundo.

“A raiva não vai embora automaticamente à primeira tentativa”, explicou. “Devemos continuar oferecendo-lhe a Deus como sacrifício”.

O Pe. Morrow assegurou ainda que essa atitude ante os aborrecimentos não significa que as pessoas devam converter-se em “covardes incapazes” de expressar sua insatisfação com as ações dos outros.

Por isso, menciona o exemplo de Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho de Hipona. Muitos dos homens de Tagaste nessa época tinham atitudes violentas e o esposo de Santa Mônica não era uma exceção. Quando voltava para casa e gritava com Santa Mônica, dizia-lhe que se acalmasse. Algumas vezes, depois da explosão de raiva do seu marido, a santa se aproximava dele tranquilamente e com calma lhe explicava suas reclamações.

“Santa Mônica não era covarde. Tinha um objetivo concreto, queria ser santa e queria a conversão do seu filho. Perseverou em seus objetivos com entusiasmo e, como consequência disto, o seu violento marido e o seu filho Agostinho se converteram”.

Para mais informação, consulte o livro do Pe. Morrow, Overcoming Sinful Anger, que inclui um manual desenvolvido pelo sacerdote após anos como mediador matrimonial e diretor espiritual, além de ter realizado sua tese doutoral sobre a Teologia do Corpo de São João Paulo II, no Instituto para Estudos sobre Matrimônio e Família.


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

TERESA, INSTRUMENTO DA GLÓRIA DE DEUS: OS 453 ANOS DA FUNDAÇÃO DO MOSTEIRO DE SÃO JOSÉ DE ÁVILA.

O santo mosteiro onde Santa Madre Teresa deu início ao Carmelo Descalço. 


No livro de sua Vida, narra Teresa de Jesus a conclusão do início de uma história que já se prolonga por 453 anos:

“Por fim, estando tudo pronto, foi o Senhor servido que, no dia de São Bartolomeu, algumas religiosas tomassem hábito. Pôs-se o Santíssimo Sacramento, e o novo mosteiro do glorioso pai nosso São José foi fundado, cumpridas todas as formalidades requeridas e obtidas as devidas autorizações, no ano de 1562 (...) Para mim, foi como que antegozar a glória ver instalado o Santíssimo Sa­cramento. Vi então realizada, de acordo com os meus desejos, uma obra que eu sabia ser para o serviço do Senhor e para a honra de sua gloriosa Mãe. Deu-me também grande consolo ter feito o que Deus tanto me recomendara e ter dado a esta localidade mais uma igreja, dedicada ao meu glorioso pai São José; não que eu julgasse ter feito alguma coisa para isso, o que nunca me parecia nem parece (sempre entendo que era o Senhor quem o fazia, e aquilo que eu fazia tinha tantas imperfeições que eu devia antes me culpar do que merecer agradecimentos). Mas me alegrava muito ver que Sua Majestade me tomara por instrumento — embora eu fosse tão ruim — para obra tão grande(S. Teresa de Jesus, Vida, 36, 6-7).

No V Centenário de seu nascimento, este testemunho de Teresa recorda-nos seu grande amor a Cristo presente na Igreja e na Eucaristia, pelo qual ela desdobra-se nesta que será a primeira de suas fundações.

Seu reconhecimento pela ação de Deus em sua vida chama-nos a atenção: o mosteiro é obra Dele para o serviço de sua honra e glória. Teresa é consciente de estar colaborando com seu pouco para isso. É instrumento dócil e humilde e em suas mãos. Por isso ela pode dizer: Vossa sou, para Vós nasci, o quê mandais fazer de mim?

Ela parece convidar-nos hoje, quando recordamos o início da Reforma do Carmelo teresiano, a viver nossa vocação e missão com o sentido maior que é a glorificação da Trindade e do qual fala Papa Francisco na exortação apostólica Alegria do Evangelho:


      “Unidos a Jesus, procuramos o que Ele procura, amamos o que Ele ama. Em última instância, o que procuramos é a glória do Pai, vivemos e agimos «para que seja prestado louvor à glória da sua graça» (Efésios 1, 6). Se queremos entregar-nos a sério e com perseverança, esta motivação deve superar toda e qualquer outra. O movente definitivo, o mais profundo, o maior, a razão e o sentido último de tudo o resto é este: a glória do Pai que Jesus procurou durante toda a sua existência. Ele é o Filho eternamente feliz, com todo o seu ser «no seio do Pai» (João 1, 18). Se somos missionários, antes de tudo é porque Jesus nos disse: «A glória do meu Pai [consiste] em que deis muito fruto» (João 15, 8). Independentemente de que nos convenha, interesse, aproveite ou não, para além dos estreitos limites dos nossos desejos, da nossa compreensão e das nossas motivações, evangelizamos para a maior glória do Pai que nos ama” (267).

Possamos este dia agradecer ao Pai pelo carisma de Teresa na Igreja e perguntar-nos: a minha ação é para a glória de Deus e para o louvor da Virgem Maria e de São José? 


Boa festa a todos!

Frei Alzinir F. Debastiani, ocd.




Algumas belas fotos  do Mosteiro de São José, em Ávila:

Fachada externa (foto atual)

Capela conventual

Claustro

Cela de la Santa 

Refeitório antigo


Foto antiga, antes da reforma atual da fachada e calçadas externas. 



Detalhe da imagem do glorioso São José, com o Menino Jesus. 

Pátio interno do mosteiro.



O glorioso São José: "patrocinador" da obra teresiana. 

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Serva de Deus Maria Imaculada da Santíssima Trindade, Virgem



Maria Giselda Vilela, “mãezinha”, nasceu em um lar autenticamente cristão. Era a terceira dos sete filhos do casal Manoel Villela Pereira (de origem portuguesa) e Maria Campos Villela, residente na cidade de Maria da Fé, Minas Gerais. Eram seus irmãos: Genoveva, Manoelzinho (logo falecido), um segundo Manoelzinho, também falecido com apenas dois anos, Rita, Gabriel (Padre Redentorista) e Murilo.
Maria Giselda, muito viva e inteligente sempre foi cercada de muita atenção e carinho pelos pais, que, percebendo seu temperamento forte e expansivo, eram exigentes na sua formação e educação.
Impressionado com a piedade da menina e com seu precoce conhecimento do catecismo, um missionário que viera pregar naquela cidade, permitiu que ela fizesse a Primeira Comunhão, com apenas quatro anos de idade. Ao lado de Maria Giselda, também recebendo Jesus pela primeira vez, lá se achava Delfim Ribeiro Guedes, seu amiguinho, um pouco mais velho que ela. Unidos na Eucaristia, muito mais unidos ficariam, num futuro remoto, pelos laços de um forte ideal carmelitano.
Sempre voltada para as coisas de Deus, após a Primeira Comunhão, Maria Giselda quis entrar para o Apostolado da Oração.
Não sabendo ler nem escrever, cumpria de memória o que lhe era prescrito e rezava o terço marcando as Ave Marias com seus dedinhos.
Foi seu companheirinho de infância, além de Delfim, o futuro beneditino, Dom Marcos Barbosa.
Três admiráveis crianças, que, mais tarde, norteariam suas vidas pelo ideal de consagração a Deus.


O SOFRIMENTO

Dedicada aos estudos, Maria Giselda foi desenvolvendo seus grandes talentos. O selo do sofrimento, porém, marcaria sua infância ... Entre 12 e 13 anos, teria início o seu calvário com o aparecimento de um tumor na virilha.
Alertado sobre a gravidade do problema, Sr. Vilela levou-a para outra cidade, também de recursos precários, onde o enorme tumor foi extirpado. Aparentemente melhor, Maria Giselda foi para o Internato, do Colégio Sagrado Coração de Jesus, das Irmãs da Providência de GAP, em Itajubá, mas, em poucos meses, reapareceu-lhe o tumor. Alarmado, o pai levou-a para o Rio, à procura de melhores especialistas. Após uma cirurgia de emergência, feita por Dr. Pedro Ernesto, este, um tanto desolado, disse ao Sr. Vilela que a menina não se salvaria ... Tratava-se de um tumor maligno ... em estado adiantado.
Sr. Vilela sofreu um terrível golpe, mas, diante da sentença do médico, respondeu-lhe: "Se a medicina da terra nada pode fazer, eu confio na medicina do Céu!".
Enquanto a filha era operada, os pais buscam uma igreja para participarem da Santa Missa, e na homilia ouvem falar do poder intercessor de Santo Expedito. D. Maria e Sr. Vilela, sem nada terem combinado, no íntimo de seus corações, pediram a cura da filha querida, fazendo, coincidentemente, a mesma promessa: Mandar esculpir uma imagem do referido Santo, para propagarem a sua devoção em Maria da Fé, onde Santo Expedito era pouco conhecido.
Diante do sofrimento dos pais, o médico propôs-lhes um novo tratamento: a radioterapia, que causou sérias queimaduras em Giselda. Ainda desconhecido o efeito do rádio...


SONHOS DE GISELDA E SUA CONVERSÃO

Enquanto jovenzinha, Maria Giselda idealizava ser muito rica, gozar de uma vida confortável e até luxuosa, junto de seus pais, de quem nunca pensava em separar-se.
No Colégio, foi-se interiorizando mais e mais, numa busca constante de Deus! A leitura de "História de uma Alma", de Santa Teresinha, fez-lhe descobrir o Carmelo, e tendo exposto seu desejo ao seu confessor, foi encaminhada ao Carmelo de Campinas.



A CAMINHADA PARA O CARMELO
Sr. Vilela e D. Maria, ao tomarem conhecimento da pretensão de Giselda de entrar para o Carmelo, não se opuseram.
Corria o ano de 1930. Em companhia do pai, Maria Giselda ingressa no Carmelo, a 29 de novembro.
Em 12 de abril de 1931, recebe o Hábito de Nossa Senhora do Carmo, sob o nome de Irmã Maria Imaculada da Santíssima Trindade, realizando-se o presságio de sua grande amiga, Laly, que, mais tarde, seria a co-fundadora do Carmelo de Belo Horizonte.
Giselda fez seus primeiros votos em 12 de abril de 1932 e, em 13 de abril de 1935, a sua Profissão Solene, registrando-se sempre a sua grande dedicação à Comunidade!


Foto da Serva de Deus com noviças e postulante. 

O CARMELO DA SAGRADA FAMÍLIA

Padre Delfim seu amigo de infância, manifestando a necessidade de cumprir a promessa feita junto ao túmulo de Santa Teresinha, em Lisieux, de trabalhar para a fundação de um Carmelo, pois a Santinha das Rosas obtivera-lhe de Deus a graça da Ordenação Sacerdotal, compareceu ao Carmelo de Campinas, com a autorização de Dom Octávio, Bispo de Pouso Alegre, para pedir à Madre Ângela e à sua Comunidade, a fundação de um Carmelo em Pouso Alegre, o que se efetivou em 26 de outubro de 1943, graças ao empenho do padre Delfim, que seguiria, à distância, suas filhas Carmelitas, pois dias antes dessa fundação, ele fora nomeado Bispo de Leopoldina.
Inicio difícil para Madre Maria Imaculada, sobretudo após o retorno das Irmãs de Campinas, que com ela vieram, deixando-a apenas com um grupo de Noviças. Estas, reconhecendo o mérito de sua Priora, deram-lhe o título de "mãezinha", pois realmente desempenhava sua missão com grande entusiasmo e dedicação.
E assim, por quarenta e três anos, “mãezinha” dirigiu o Carmelo da Sagrada Família, mas logo após a Sagração da Capela, a construção do cemitério e o término das pistas do quintal, mãezinha já dizia poder cantar o “nunc dimittis”.
Deus, porém, em seus insondáveis desígnios, (que apesar de “maravilhosos” não deixam de ser, às vezes, “dolorosos”), desejava pedir a ela algo mais: A fundação de um novo Carmelo.


Serva de Deus (a primeira à direita) com outras monjas de
seu Carmelo. 


A FUNDAÇÃO DO CARMELO DE CAMPOS

Acatando a vontade de Deus, Mãezinha tomou as providências necessárias à nova fundação. Foi um tempo de intensa oração e muito trabalho.
A 24 de agosto de 1986, nove de suas filhas partiram para Campos, mas a saúde de mãezinha sofreu um grande abalo: a manifestação de um câncer, que até então procurara ocultar de suas Irmãs.
Havia oferecido a sua vida para o êxito da nova fundação, em benefício da Santa Igreja, bastante dilacerada naquela Diocese.


ENFIM, O CÉU

A saúde de Mãezinha foi decaindo, dia-a-dia.
Sempre assistida por vários médicos, nossos grandes amigos, sobretudo Dr. Vitor Galhardo e Dr. José Wazen, do Rio de Janeiro, a 20 de janeiro de 1988, pelas 11,20h da manhã, ela partiu para o grande encontro com Aquele por quem vivera e a quem servira durante toda a sua vida.


PROCESSO DE CANONIZAÇÃO
Em vista da insistência de várias pessoas que alcançaram graças por intermédio de Mãezinha, a Comunidade alicerçada em sacrifícios e orações, assumiu, convictamente, a Introdução da CAUSA DE CANONIZAÇÃO de sua Fundadora.

Aos 12 de janeiro de 2006, na presença de toda a Comunidade, Frei Patrício entregou oficialmente o pedido de Introdução dessa nobre Causa, ao Exmo. Arcebispo, Dom Ricardo.

Prosseguindo, estabeleceu-se contato também com o então Padre Geral da Ordem, Frei Luis Aróstegui Gamboa, e com Postulador Geral, Frei Idelfonso Moriones, solicitando-lhes que a Ordem assumisse essa nova Causa de Canonização.
Com o coração transbordante de alegria, a 26 de julho de 2006, as Irmãs tomaram conhecimento de que a IGREJA, através da Congregação para as Causas dos Santos enviara, de Roma, ao Exmo. Arcebispo, Dom Ricardo, o seguinte documento: "nada impede a introdução do processo de canonização da Serva de Deus Maria Imaculada da Santíssima Trindade.
No dia nove de agosto de 2006, foi confirmada a data da abertura do processo de canonização para o dia 30 de setembro desse mesmo ano.


ORAÇÃO para pedir graças por intercessão da Serva de Deus Maria Imaculada da Santíssima Trindade:

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e, com todo o afeto do meu coração, dou-Vos graças por terdes escolhido a Serva de Deus Maria Imaculada da Santíssima Trindade (Mãezinha) para ser toda vossa, no Carmelo.
Peço-Vos que, se for da vossa vontade, ela seja brevemente canonizada. Peço-Vos também, por intercessão da Serva de Deus, conceder-me a seguinte graça (...)
[Rezar 3 Ave-Marias e 3 Glórias ao Pai]




Frei Romano Gambalunga, ocd, postulador geral da Ordem, em sessão realizada
na capela do Carmelo. Com a presença também do Sr. Bispo Diocesano,
Dom Majella. 






quarta-feira, 5 de agosto de 2015

RETIRO GRUPO SÃO JOSE- SETE LAGOAS/MG

Nos dias 25 e 26 de julho, o Grupo São Jose, de Sete Lagoas, realizou seu segundo retiro anual na Fazenda Solar dos Medeiros, orientado pelo Frei Pierino, cujo tema foi o “Pai Nosso” e “o Pão nosso de cada dia” baseado nos escritos da Santa Madre Teresa, com reflexão sobre a importância de saber dirigir-nos a Deus como Pai e sobre a importância da Eucaristia em nossa vida.
Tudo concorreu para que o retiro tivesse um bom êxito: O local silencioso e rico em “natureza”, com flores, água e pássaros; o tema em si mesmo, versando sobre o Abbá- Pai e o Pão-Eucaristia; as palavras simples, concretas, questionadoras – pertencentes à nossa vida diária como Carmelitas -  do Frei Pierino, tanto nas colocações, como nas Celebrações. Vivenciamos ali momentos fortes de formação, oração, adoração e encontro pessoal e comunitário com Aquele que sabemos que nos ama.
 Nosso retiro começou com a Santa Missa. Na homilia, frei Pierino lembrou-nos que a Palavra é sempre luz; e quando nos abrimos docilmente a essa Palavra, ela vai iluminando todos os atos de nossa existência. Disse ainda, que carregamos tudo em vasos de barro – os dons de Deus-, embora exista dentro de nós o principio que nos eleva e nos fortalece: a graça de Deus. Nossa vocação de peregrinos nos leva à procura de nossa meta definitiva, isto é, nossa comunhão com Deus, que agora experimentamos numa dimensão de fé. A Santa Madre Teresa não nos deixa esquecer “que possuímos a capacidade de dialogar com o próprio Deus, somos capazes de acolher o próprio Deus em nosso ser: essa é nossa dignidade. Quando nos tornamos terreno aberto, fértil, adubado e preparado, a Palavra de Deus vai produzindo em nós os frutos que Deus quer e que, simplesmente, são os frutos do Espírito. Compartilho com vocês  alguns pontos da formação:
I-                     O mestre está aqui e te chama (Jo, 11,28)
O chamado de Deus é contínuo para nós. É preciso responder a este chamado de Jesus e instaurar um colóquio com Ele na oração, sobretudo na meditação da Palavra.
II-                   Eis que estou à porta e bato... (Apocalipse 3:20)
Jesus bate constantemente, insistentemente, docemente; não invade nossa casa; quem abre a porta somos nós. A porta é o símbolo da entrada Dele em nossa vida, embora saibamos que Ele é a Porta. Quando nos entramos por essa porta, Jesus entra em nossa vida. A chave da porta não está fora, está dentro. Só posso abrir a porta se me decido a entregar-me a Ele, sem condições. Deus sabe esperar; é infinitamente paciente.
III-                  Pai Nosso ( Caminho de Perfeição, c. 24-26)
A oração nunca é um monólogo, mas um diálogo, uma relação de pessoa a Pessoa; no caso da oração do Pai Nosso ainda mais, pois é oração dos filhos ao Pai, ensinada a nós pelo próprio Filho Jesus.
Pai Nosso: estas duas palavras bastariam para entrar em oração perfeita, à contemplação, à união.
Nas breves palavras do Pai Nosso temos uma completa pedagogia a oração, assim como encontramos nela os vários tipos de oração, que brotam todos do nome “Pai”: adoração, louvor, ação de graças, pedido de ajuda, contemplação, intercessão, diálogo de amor, grito de arrependimento, confiante abandono à vontade de Deus, silencio, colóquio espontâneo.
O nome de Deus revelado a nós por Jesus é Abbá “Pai”. Se Jesus autorizou a usar o nome “Pai”, isto quer dizer que Deus não mantém distâncias, mas se torna próximo.
Não basta ousar dizer “Abbá”... é necessário ousar ser “filhos”, com abundancia de coragem e de criatividade.
IV-                 O Pão nosso de cada dia
O Pão nosso de cada dia é o próprio Jesus. A Eucaristia é o dom do Pai e o dom do seu próprio Filho para nós. É muito mais que o maná do deserto, alimento do povo rumo à terra prometida. A Eucaristia é alimento dos filhos de Deus rumo à Casa do Pai. É presença escondida, mas real, que nos fortalece na caminhada. É o Mistério da Encarnação do Filho de Deus, que continua a se fazer presente em nossa história.
A Eucaristia é mistério de comunhão e germe de união. A união é a essência da santidade. A Eucaristia é o centro da santidade do cristão. Comunhão com Deus é santidade. A eucaristia é a manifestação máxima de Cristo e do seu amor.
V-                    Alguns verbos característicos da Eucaristia: 
Ter fome (desejar fortemente, sentir
necessidade);  condividir a mesa(todos são chamados a comer o Pão dos filhos à mesa do Pai);  lembrar (o que realmente aconteceu, fazer memória, a última ceia);  abençoar (agradecer, Eucaristia-agradecimento); entregar-se; antecipar; assimilar-digerir; expor-se, dando ênfase, sobretudo a estes últimos quatro verbos, importantíssimos para nossa vida espiritual.
E, para coroar esses dias abençoados, na Missa de encerramento, nossa irmã Rejane Maria de Jesus Misericordioso fez Promessas Temporárias e Maria de Lourdes do Coração Eucarístico e Misericordioso de Jesus fez suas Promessas Definitivas.
Agradecemos imensamente a Deus por nos proporcionar esses momentos de graça que nos renovam, para seguirmos adiante no projeto que Ele tem para cada um de nós; ao frei Pierino, pela disponibilidade para com a OCDS e pelos ensinamentos; à Izabel (Comunidade São João da Cruz-BH/MG) e Nazira (Comunidade Santa Teresinha-SL/MG), pela presença e partilha.














segunda-feira, 3 de agosto de 2015

SANTA TERESA DE JESUS PROCLAMADA DOUTORA HONORIS CAUSA




Santa Teresa de Jesus foi proclamada hoje Doutora Honoris Causa pela Universidade Católica de Ávila, na Espanha. O diploma, o barrete e a medalha de Teresa Doutora foram entregues ao Padre Geral da Ordem dos Carmelitas Descalços, Frei Savério Canistrà, ocd.


O evento aconteceu durante a realização do Congresso Interuniversitário promovido pela Universidade Católica Santa Teresa de Jesus de Ávila (UCAV) juntamente com a Universidade Católica de Valencia, pelas Universidades CEU San Pablo, Abat Oliba CEU e CEU Cardenal Herrera, assim como a Universidade Francisco de Vitoria e a Universidade San Jorge.


Como centros colaboradores participaram: Centro Internacional Teresiano Sanjuanista, CiTeS, de Ávila (Espanha), Katholische Universität Eichstätt-Ingolstadt (Alemanha), Theologische Fakultät Trier (Alemanha), Katholisch-Theologische Fakultät der Universität Wien (Austria), St. Mary´s University (Twickenham, U.K.), Fundação Universitária Espanhola (FUE) e o Conselho Internacional de Universidades Santo Tomás de Aquino (ICUSTA).



O congresso foi realizado de 01 a 03/08/2015 com o tema: "Santa Teresa de Jesus, Mestra da Vida" como parte dos eventos aprovados pela Comissão Nacional do V Centenario de Santa Teresa de Jesus (STJ500).

Papa: Santa Teresa de Jesus, fonte da ciência verdadeira

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco enviou, neste domingo (02/08), uma carta aos participantes do congresso interuniversitário “Santa Teresa de Jesus, Mestra de vida”, em andamento na cidade de Ávila, Espanha, desde o último sábado (1º/08). A mensagem do pontífice foi lida pelo Bispo de Ávila, Dom Jesús García Burillo, na abertura dos trabalhos do encontro que conta com a participação de 450 pessoas provenientes de 26 países.
O congresso, que se conclui nesta segunda-feira (03/08), se realiza por ocasião do V centenário de nascimento de Santa Teresa de Jesus, Doutora da Igreja, a fim de levar ao mundo acadêmico a figura e o magistério da santa. Francisco pede ao Senhor para que o aprofundamento dos passos da santa errante, a atualidade de seus ensinamentos e o estímulo de seu exemplo, conduza os participantes ao encontro com o Bom Jesus que ela seguiu nos caminhos de sua vida.
O Papa exorta a descobrir na contemplação e meditação de Santa Teresa de Jesus, Mestra de oração, a fonte da ciência verdadeira e os valores autênticos que geram vida a fim de que nas universidades católicas se formem os “fortes amigos de Deus”, tão necessários em tempos difíceis como estes. (MJ)
Fonte: Rádio Vaticano 

I ENCONTRO DE REPRESENTANTES DAS ASSOCIAÇÕES LAICAIS NASCIDAS DOS CARISMAS DAS CONGREGAÇÕES RELIGIOSAS

Laudelino Azevedo
Aconteceu de 26 a 28 de junho de 2015, na casa de retiros das irmãs cordimarianas em Caucaia-CE, o I ENCONTRO DE REPRESENTANTES DAS ASSOCIAÇÕES LAICAIS NASCIDAS DOS CARISMAS DAS CONGREGAÇÕES RELIGIOSAS DAS MACRORREGIÕES NORTE E NORDESTE, com o tema: “A missão das associações laicais na vivência dos carismas das congregações religiosas frente aos desafios atuais”. (Texto Base: Doc 107 da CNBB), promovido pela Comissão Episcopal para o Laicato - Setor Leigos da CNBB, em parceria com a CRB e o CNLB. O encontro teve como facilitador o Vice-Presidente do CNLB e Assessor do Setor de Leigos da CNBB Laudelino Augusto dos Santos Azevedo.


Luciano Dídimo
"Desde 2008, a Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, a Conferência dos Religiosos - CRB e o Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB, conjuntamente, têm buscado articular as Associações ou entidades equivalentes de LEIGOS E LEIGAS NASCIDAS DOS CARISMAS DE CONGREGAÇÕES RELIGIOSAS. Para tanto, alguns encontros de abrangência nacional foram realizados (2009 e 2010). Em 2012, em Recife-PE, as Associações-Congregações foram convidadas a participarem do IV Encontro Nacional de Movimentos, Associações e Serviços Eclesiais. Nesse encontro também participaram as Novas Comunidades. Os leigos e leigas, na Igreja, exercem importante papel na evangelização e são imbuídos de verdadeiro ardor missionário, por isso, estes devem estar cada vez mais organizados compreendendo qual o seu papel na sociedade, a partir da vivência de seus carismas específicos." (D. Severino Clasen - Bispo de Caçador - SC - Presidente da Comissão Episcopal para o Laicato)

Estavam presentes 60 representantes de 26 Congregações: 14 religiosas, 1 sacerdote e 45 cristãos/ãs leigos/as. A OCDS - Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares da Província São José foi representada nesse evento por seu presidente Luciano Dídimo.

O assessor da Comissão para o Laicato da CNBB, Laudelino Azevedo (ao centro); a coordenadora da CRB do regional Nordeste, irmã Áurea Marques; e o representante do CNLB Nordeste 1, Erivaldo Barbosa
Grupos de discussão


foto oficial do Encontro




domingo, 2 de agosto de 2015

HOMENAGEM AOS SACERDOTES CARMELITAS DESCALÇOS

Neste dia dedicado ao ministério ordenado, a Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares presta sua homenagem a todos os frades sacerdotes do Carmelo Descalço, unindo-nos em oração por essa abençoada e desafiadora vocação!








Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, 
conservai os vossos sacerdotes  sob a proteção do Vosso Coração Amabilíssimo, 
onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai puros e desapegados dos bens da terra os seus corações, 
que foram selados com o caráter sublime do Vosso Glorioso Sacerdócio.
Fazei-nos crer no seu amor e fidelidade para Convosco
e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que têm
de transubstanciar o pão e o vinho em Vosso Corpo e Sangue, 
o poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos
e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna.
Amém!

(Santa Teresinha)


AGOSTO, MÊS VOCACIONAL

Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena 
Bispo de Guarabira (PB) 

O mês de agosto foi instituído pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na sua 19ª Assembleia Geral de 1981 como o mês vocacional. Oportunidade para tratar e rezar por todas as categorias de vocações da vida cristã; criar consciência vocacional e despertar todos os cristãos para suas responsabilidades na Igreja.
 O termo vocação vem do verbo em latim vocare que significa chamar. Somos todos nós vocacionados, chamados por Deus à santidade. E a resposta a este chamado que Deus faz a cada um é dada através de vocações específicas. Dizemos que o vocacionado é uma pessoa que discerniu em si a vontade de Deus. É uma inclinação interna, que supõe um seguimento, uma resposta concreta de ação e vida.
No primeiro domingo, dedicamos ao ministério ordenado (bispos, padres e diáconos). Essa comemoração se deve ao fato de celebrarmos o dia de Santo Cura d’Ars, São João Maria Vianney, no dia 04, patrono dos padres, e, o dia de São Lourenço, diácono e mártir, no dia 10, patrono dos diáconos.
No segundo domingo, celebramos o Dia dos Pais, a vocação matrimonial. Junto com a esposa, o pai tem a missão de levar os filhos a Deus por meio da oração, ensinamento e vivência do Evangelho. Vivemos a Semana Nacional da Família e em alguns municípios a Semana Municipal da Família por iniciativa de Câmaras Municipais de Vereadores. A família é verdadeiramente um ‘Santuário de Vida’.
No terceiro domingo, recordamos a vocação à vida consagrada: religiosos, religiosas, consagradas e consagrados nos vários institutos e comunidades de vida apostólica e hoje também nas novas comunidades, motivados pela festa da Assunção de Maria ao céu, modelo de todos aqueles que dizem sim ao chamado de Deus para uma entrega total.
O quarto domingo de agosto é o Dia do Catequista, daí a comemoração do dia da vocação do cristão leigo na Igreja, tanto na sua presença interna na Igreja como também em seu testemunho nos vários ambientes de trabalho e vida. Todos nós recordamos com gratidão os nossos catequistas. Rezemos para que neste tempo de implementação da catequese de iniciação cristã de inspiração catecumenal tenhamos animados(as) catequistas discípulos(as) missionários(as) do Senhor. O dia do cristão leigo voltará a ser comemorado no último domingo do ano litúrgico, festa de Cristo Rei.
Lembramos o ano em que o mês de agosto tiver cinco domingos, no quarto domingo são recordados todos os ministérios leigos e, no quinto, o dia do catequista.
Na Igreja, louvamos a Deus por todas as vocações! Percebemos a mão e a voz de Deus a nos chamar e conduzir. Que o Senhor nos ajude e ilumine e que cada um de nós descubra cada vez mais a beleza da vida cristã e do chamado que Deus nos faz para as diversas vocações e, em especial, para sermos santos! E que todos se unam às suas comunidades para orar por vocações ao longo do mês de agosto, cumprindo o mandato de Jesus: “Pedi ao Senhor da Messe que mande operários para a sua Vinha” (Mt 9,38). Trabalhemos na grande vinha do Senhor!
Fonte: CNBB 
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