domingo, 27 de fevereiro de 2011

COMISSÃO DE FORMAÇÃO SE REUNE EM BH




Frei Fabiano, delegado ocds para o sudeste, Frei Rubens- Provincial da Província São Josée Frei Wilson delegado ocds para o norte/nordeste










A Comissão de formação de reuniu este fim de semana em BH, nos conventos dos Frades Carmelitas Descalços para a preparação do O XIII ENCONTRO DE PRESIDENTES, ENCARREGADOS DA FORMAÇÃO OCDS será realizado no I CICLA - SUL DA OCDS (Conferência Interprovincial dos Carmelitas Latino-Americanos), abrangendo as províncias da OCDS do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Bolívia, no período de 28/04 a 01/05/2011, na cidade de APARECIDA - SP - BRASIL.

Agradecemos a acolhida que nos foi dada e que Deus os abençoe a todos!


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

LUCIANO DIDIMO- FELIZ ANIVERSARIO!!


Luciano,

desejamos a voce muitas felicidades
e que juntamente com sua familia
seja abençoado com muitas graças.

Obrigado pelo trabalho dedicado á Igreja.

Pelo trabalho de Comunicação que exerce na Província OCDS
e por todo tempo dispensado a este Blog e ao
Jornal Monte Carmelo.
Conte com nossas orações!


FERNANDO ALCICI- FELIZ ANIVERSARIO!


Obrigado pela sua dedicação á Província Carmelitana,
seu amor pela igreja que se transformou em serviço.
Deus esteja sempre com voce!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

ENTREVISTA COM FREI RUBENS SEVILHA - NOVO PROVINCIAL DA PROVÍNCIA SÃO JOSÉ



1. Fale um pouco sobre você, para que possamos conhecê-lo melhor.
Sou fr. Rubens Sevilha, tenho 51 anos e nasci em Tarabay, no interior de São Paulo. Com 12 anos entrei para o nosso então Seminário dos Carmelitas Descalços, em São Roque (hoje chamado Centro Teresiano de Espiritualidade). Após os cursos fundamental e médio, estudei Filosofia nos Jesuitas de São Paulo e Teologia no Teresianum, em Roma. Da minha turma de noviciado, em 1979, permanecem na Ordem os fr. Jorge Jacinto Corrêa e eu. Ambos fizemos a Profissão Solene em Roma, nas mãos do então Padre Geral Fr. Felipe Saenz de Baranda. Tive a graça de ser ordenado Diácono no Monte Carmelo, na Terra Santa, e ordenado Presbítero em São Roque pela imposição das mãos do Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. O nosso inesquecível amigo Fr. Patrício Sciadini era o provincial da época e me confiou a função de mestre dos postulantes. Depois fui mestre dos noviços por pouco tempo. Exerci o serviço de provincial de 1996 a 1999. Desde então trabalhei como pároco em São Paulo e Rio de Janeiro. Agora Deus me pede novamente, através da vontade e voto dos meus confrades, que eu exerça novamente o serviço de provincial neste triênio.

2. Você foi pego de surpresa para esse trabalho ou já esperava essa designação?
Na vida religiosa nós cremos que Deus manifesta sua vontade, também, através dos votos que os frades dão em uma eleição dentro do Capítulo (Assembléia Eletiva). Não há candidatos para cargo algum e cremos que Deus, através e apesar da vontade humana,  vai distribuindo as tarefas. Segundo N. Pai São João da Cruz, Deus costuma agir de modo "ordinário", isto é, através das coisas simples e humanas. Uma eleição para provincial acontece dessa forma humana-divina.

3. O que você acha que essa posição de Provincial exige e o que é mais importante para você nessa missão?
A função do provincial é difinida pelas nossas Constituições n. 201: "O provincial, como animador e coordenador da vida e atividade da Província, trabalhe com empenho para que todos os religiosos, cada qual em seu posto, vivam e colaborem em comunhão de amor". Essa comunhão de amor inclui, de modo todo especial, nossas Monjas Carmelitas, a OCDS e todos os membros da grande família carmelitana.

4. Qual a sua opinião sobre a OCDS no Brasil?
Eu acompanhei o renascimento da OCDS nos anos 1990, quando eu fui provincial e, junto com o Frederico, estruturamos a OCDS no formato de Província que ela tem hoje. Sinto-me um pouco o pai dessa criança, agora já bem crescidinha, chamada Ordem Secular. Creio que ainda não temos a plena consciência da riqueza e potencial que são os leigos carmelitas para a Igreja e para o mundo. O Espírito Santo irá nos surpreender cada vez mais através dos leigos na Ordem. O futuro do carisma teresiano passará pelas mãos dos leigos.

5. Aos seculares, você poderia fazer

- uma pergunta:
Todos os dias, antes de dormir, pergunte-se: "Onde houve em mim bondade nesse dia que terminou e onde faltou bondade no meu coração?"

- uma recomendação (conselho):
Ler e meditar diariamente a Palavra de Deus, os escritos da S. Madre Teresa e dos nossos santos. E, para quem puder, participar diariamente da Eucaristia.

- um pedido de oração:
Orar pela Igreja e pela Ordem do Carmelo que é parte da Igreja e pela nossa Província que é parte da Ordem.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

ENTREVISTA COM FREI WILSON GOMES - NOVO DELEGADO PROVINCIAL PARA A OCDS (Regiões Norte e Nordeste)





1.        Fale um pouco sobre você, para que possamos conhecê-lo melhor.
- Sou frei Wilson, de São Paulo, tenho 48 anos de idade, 15 anos de ordenação presbiteral e 22 anos de Vida Religiosa Carmelitana.
Nasci na cidade de São Paulo/SP, numa família de 4 irmãos, onde sou o caçula. Tenho 3 sobrinhas da parte da minha irmã mais velha e 3 sobrinhos da minha irmã mais nova. Infelizmente nenhum carmelita, religioso (a) ou padre, mas todos bons cristãos.
Conheci o Carmelo através de santa Teresinha, padroeira da minha paróquia de origem. E desde os quinze anos, por causa dela e de alguns amigos da comunidade quis ser frade carmelita descalço. Deus me concedeu esta grande graça e me sinto feliz e realizado vivendo minha vocação.
Na Provincia São José já prestei vários serviços: formador, pároco, superior, conselheiro provincial, assistente da ordem secular do norte e nordeste e agora Delegado provincial.
Gosto muito de um bom papo mas também amo o silencio. Graças a Deus, em geral, tenho bom humor e gosto de rir. Os livros são uma de minhas paixões, além de um bom cafezinho, chá, vinho e água.
2.     Você foi pego de surpresa para este trabalho ou já esperava essa designação?
- Mesmo tendo sido assistente para OCDS do Norte/Nordeste no triênio passado não esperava ser designado como delegado provincial para OCDS dessa região. Como nos capítuloS provinciais tudo pode acontecer, procuro estar disponível para aquilo que Deus quiser de mim, então, não pensei nesta possibilidade.

3.     O que você acha que essa posição de Delegado para a OCDS exige e o que é mais importante para você nessa missão?
- A função de delegado provincial OCDS exige um conhecimento e experiência do carisma teresiano-sãojoanista que é partilhado pelos leigos, monjas e frades. Penso que isso é essencial para colaborar no crescimento e amadurecimento da ProvÍncia OCDS e assim podermos trabalhar pela expansão do Reino de Deus, a santidade da Igreja e o anúncio do Evangelho à humanidade.

4.     Qual a sua opinião sobre a OCDS no Brasil?
- A impressão que tenho, a partir da participação em encontros, congressos e contato pessoal com carmelitas seculares, é que a OCDS está crescendo; não só em número, mas em organização, formação; buscando novas formas de evangelizar na Igreja e na sociedade, cultivando a vida fraternidade e de oração. Os últimos documentos do magistério da Igreja têm destacado o protagonismo dos leigos na Evangelização. Essa, me parece ser, a hora do Carmelo Secular no Brasil.
5.    Aos seculares, você poderia fazer:
  uma pergunta             
- Aos Carmelitas seculares faço quatro perguntas, que alguns já devem ter ouvido. Desde que cada um (a) começou a sua caminhada na Ordem Secular tem crescido: na SABEDORIA, no AMOR, na VITALIDADE e na LIBERDADE?
O Carisma do Carmelo acolhido, assimilado e aprofundado deve nos fazer crescer em todos esses aspectos.
um pedido de oração:
- Rezemos para que na família carmelitana o Espírito Santo nos dê um amor apaixonado a JESUS CRISTO, à sua IGREJA e a toda HUMANIDADE.
Abraços fraternos a todos.

ENTREVISTA COM FREI FABIANO ALCIDES PEREIRA - NOVO DELEGADO PROVINCIAL PARA A OCDS (Regiões Sudeste e Centro-Oeste)


1. Fale um pouco sobre você, para que possamos conhecê-lo melhor.
- Sou natural da cidade de Manhuaçu - MG e o segundo entre 4 irmãos, inclusive meu irmão mais velho, Frei Leandro, também é carmelita descalço. Entrei na Ordem dos Carmelitas em 2000; fiz o postulantado em Caratinga; em 2001 fiz o noviciado em Piedade de Caratinga; de 2002 a 2004 estudei Filosofia em Belo Horizonte; de 2005 a 2008 fiz Teologia no Teresianum, em Roma, onde também fiz a profissão solene e a ordenação diaconal. Fui ordenado sacerdote em nossa Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Belo Horizonte, por Dom Joaquim Mol, bispo auxiliar da Arquidiocese. Trabalhei durante quatro anos como promotor vocacional da Província. Fui ecônomo na comunidade de Travessão de Campos - RJ; conventual e vigário na comunidade do aspirantado em Caratinga. Provisoriamente estou residindo em São Roque.

2. Você foi pego de surpresa para este trabalho ou já esperava essa designação?
- Realmente não esperava ser designado pelo provincial para trabalhar com a OCDS, pois estava em Roma, em nome da Província. Logo após o capítulo quando falei com Frei Rubens ele me disse que eu tinha sido delegado para trabalhar com a Ordem secular. Ele me perguntou se eu aceitava o ofício e eu disse que sim, se fosse para o bem do Carmelo e da Igreja, aceitaria. Naquela noite fiquei muito preocupado e dormi pouco, pois diante do novo, sempre nos assustamos um pouco. No outro dia pela manhã celebrei a missa e pedi ao Senhor que me iluminasse para que eu pudesse fazer um bom trabalho em favor do Carmelo Secular e consagrei estes três anos seguintes diante do túmulo do apóstolo Pedro na Basílica Vaticana. Pedi ao Senhor, pela intercessão do Apóstolo, que todo esse trabalho fosse para a construção do Reino de Deus.


3. O que você acha que essa posição de Delegado para a OCDS exige e o que é mais importante para você nessa missão?
- Depois de conversar um pouco com nosso amigo Frei Afonso, ex-delegado da Ocds, percebi que ser delegado para a Ocds exige muita dedicação, empenho, integração com as comunidades para conhecê-las separadamente, pois cada uma, acredito eu, tem sua particularidade, seus valores, suas peculiaridades. Mas percebo também que exige interesse, por parte do delegado, de fazer com que o Carmelo Secular, de modo geral, esteja extremamente vinculado aos frades e às monjas, pois todos bebemos de uma mesma fonte e somos uma só família que vive de modo diferenciado o mesmo carisma. Além disso, percebo também, que é necessário uma orientação para fazer com que cada ramo do Carmelo tenha clareza na sua vocação específica e viva segundo esta vocação.
O mais importante para mim nesta missão é ser um a presença fraterna e orante no meio de vocês, para que, por meio do diálogo, da oração, dos encontros, dos congressos, possamos nos empenhar, cada vez mais, para fazer crescer em nós o desejo de sermos de Deus, de colocarmos tudo aquilo que temos e somos nas mãos de Deus, através do vínculo do nosso carisma e podermos beber da fonte da nossa espiritualidade.

4. Qual a sua opinião sobre a OCDS no Brasil?
- Ao ler as Constituições de vocês que diz: “Por meio da promessa de tender à perfeição evangélica o carmelita secular reforça seu compromisso batismal no mundo a serviço do projeto de Deus. Ela é um penhor de santidade pessoal, que necessariamente leva a um empenho de serviço à Igreja na fidelidade ao carisma carmelitano-teresiano” (11), reforça mais uma vez minha opinião sobre a OCDS. A vocação específica a qual é chamado o carmelita secular tem esta missão, ou seja, viver com empenho o compromisso batismal em meio ao mundo e de modo particular no Brasil, onde estamos inseridos e somos chamados a testemunhar uma fé viva, um amor ardente pela Igreja, para colaborar com o projeto de salvação do Senhor. E assim crescer na santidade, na fraternidade, na comunhão com o Senhor, inserindo-nos cada vez mais na realidade onde estamos presentes para viver uma espiritualidade encarnada em nossa realidade eclesial.
Vejo a OCDS como um grande potencial para realizar este projeto constitucional, fazendo chegar a todos a riqueza, a beleza e a profundidade da espiritualidade carmelitana.

5. Aos seculares, você poderia fazer - uma recomendação (conselho):
- A todos recomendo que não deixem apagar esta chama viva do amor de Deus que foi acendida em vossos corações para que possam viver com fidelidade, dedicação e alegria a vocação de cada um. Que o diálogo de amizade de todos seja fecundo e faça gerar frutos de santidade e vida nova no coração da Igreja, conforme nos exortou Frei Rubens em sua mensagem final ao Capítulo, incentivando a todos a alegria, a fidelidade, a criatividade e o empenho pessoal e comunitário, a fim de promover nosso Carisma onde quer que estejamos.
Recomendo também a leitura e o estudo do Caminho de Perfeição para expressar a comunhão da OCDS com toda a família do Carmelo, que se prepara para celebrar o V centenário do nascimento de nossa mãe, Teresa de Jesus. Que a Virgem do Carmo vos ilumine e vos oriente para que em tudo vocês possam fazer a vontade de Deus.

Dez pistas para a oração


Dez pistas para a oração

1. Procure situar-se diante do mundo que o rodeia. Todas as posturas têm razão de ser, mas nem todas têm futuro.

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"As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de nosso tempo, sobretudo dos pobres e de quantos sofrem, são alegrias e esperanças, tristezas e angústias dos discípulos de Cristo. Nada há verdadeiramente humano que não encontre eco em seu coração" (GS 1).

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2. Dedique alguns momentos para pensar na sua vida e põe-se em verdade. Não construa a sua identidade comparando-se com os outros.

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3. Perceba o desejo de Deus que há em seu coração. Basta uma pequena brasa para acender um grande fogo.

"O Reino de Deus está dentro de vós" (Lc. 17,21).

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4. Faça silêncio para colocar-se diante de uma presença. Busca a solidão para chegar ao encontro.

"Não é o silêncio algo de quem não tem nada a dizer, mas o silêncio de quem tendo muitas coisas para dizer, cala-se" (São Rafael Kalinowski).

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5. Abra-se à Palabra. Leia com atenção, compreende o que lê, dialoga com a Palabra, permaneça em silêncio diante dela, deixa que a Palabra o construa.

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6. Recorda que orar é "tratar de amizade estando muitas vezes tratando a sós com quem sabemos que nos ama" (Santa Teresa).

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7. Aproveite este momento para discernir sua vida e descobrir o que o Senhor lhe pede para que seja feliz, para que brote o seu "eu" melhor.

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8. Finalize o seu momento de oração com um compromisso.

"O verdadeiro abraço a Deus o damos na vida"

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9. Disponha a partilhar os dons para construir um mundo novo.

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10. Descubra que tarefa você tem que privilegiar em sua comunidade cristã para percorrer com os demais o caminho do encontro com Deus na oração.


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Catequese do Papa: São João da Cruz, o “Doutor místico”

Intervenção na audiência geral de hoje
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos, a seguir, a catequese dirigida pelo Papa aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Sala Paulo VI para a audiência geral.
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Queridos irmãos e irmãs:

Há duas semanas, apresentei a figura da grande mística espanhola Teresa de Jesus. Hoje, eu gostaria de falar sobre outro importante santo dessa terra, amigo espiritual de Santa Teresa, reformador, ao lado de sua família religiosa carmelita: São João da Cruz, proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Pio XI, em 1926, a quem a tradição apelidou de Doctor mysticus, "Doutor místico".

João da Cruz nasceu em 1542, na pequena cidade de Fontiveros, perto de Ávila, em Castilla la Vieja, filho de Gonzalo de Yepes e Catalina Álvarez. Sua família era muito pobre, porque o pai, de origem nobre de Toledo, tinha sido expulso de casa e deserdado por ter se casado com Catalina, uma humilde tecelã de seda. Órfão de pai em tenra idade, João, aos 9 anos, mudou-se, com sua mãe e seu irmão Francisco, a Medina del Campo, perto de Valladolid, centro comercial e cultural. Lá, frequentou o Colegio de los Doctrinos, além de realizar trabalhos humildes para as freiras da igreja-convento de Madeleine. Posteriormente, dadas as suas qualidades humanas e seu desempenho na escola, foi admitido inicialmente como enfermeiro no Hospital de la Concepción, e mais tarde no Colégio dos Jesuítas, fundado em Medina del Campo: João entrou aos 18 anos e estudou, durante três anos, humanidades, retórica e línguas clássicas. No final da sua formação, teve muito clara sua própria vocação: a vida religiosa e, entre as muitas ordens presentes em Medina, sentiu-se chamado ao Carmelo.

No verão de 1563, iniciou o noviciado entre as Carmelitas da cidade, tomando o nome religioso de Matias. No ano seguinte, foi destinado à prestigiada Universidade de Salamanca, onde estudou por três anos filosofia e artes. Em 1567, foi ordenado sacerdote e voltou para Medina del Campo para celebrar sua primeira Missa, cercado pelo amor de sua família. E foi precisamente lá que teve lugar o primeiro contato entre João e Teresa de Jesus. O encontro foi crucial para ambos: Teresa explicou seu plano de reforma do Carmelo, também no ramo masculino, e sugeriu a João que se unisse a ela "para maior glória de Deus"; o jovem padre ficou fascinado pelas ideias de Teresa, chegando a se tornar um grande apoio para o projeto. Os dois trabalharam juntos alguns meses, compartilhando ideais e propostas para inaugurar, o mais breve possível, a primeira casa dos Carmelitas Descalços: a abertura ocorreu em 28 de dezembro de 1568, em Duruelo, lugar solitário da província de Ávila. Com João, formavam esta primeira comunidade masculina outros três companheiros. Ao renovar sua profissão religiosa segundo a Regra primitiva, os quatro adotaram um novo nome: João foi chamado "da Cruz", nome com o qual seria depois universalmente conhecido. No final de 1572, a pedido de Santa Teresa, tornou-se confessor e vigário do mosteiro da Encarnação, em Ávila, onde a santa era priora. Foram anos de estreita colaboração e amizade espiritual, que enriqueceu ambos. Desse período datam também as mais importantes obras teresianas e os primeiros escritos de João.

A adesão à reforma carmelita não foi fácil e custou a João inclusive graves sofrimentos. O episódio mais dramático foi, em 1577, sua captura e reclusão no convento dos Carmelitas da Antiga Observância de Toledo, devido a uma acusação injusta. O santo permaneceu na prisão por seis meses, sujeito a privações e constrições físicas e morais. Aqui ele compôs, juntamente com outros poemas, o famoso "Cântico Espiritual". Finalmente, na noite entre 16 e 17 de agosto de 1578, conseguiu fugir de maneira arriscada, refugiando-se no mosteiro das Carmelitas Descalças da cidade. Santa Teresa e seus companheiros reformados comemoraram sua libertação com imensa alegria e, após um curto período de tempo para recuperar as forças, João foi destinado a Andaluzia, onde passou dez anos em vários mosteiros, especialmente em Granada. Assumiu cargos cada vez mais importantes na Ordem, até se tornar Vigário Provincial, e completou a redação de seus tratados espirituais. Depois, ele voltou para sua terra natal, como membro do governo geral da família religiosa teresiana, que já gozava de plena autonomia legal. Morou no Carmelo de Segóvia, desempenhando o cargo de superior daquela comunidade. Em 1591, teve de deixar todas as responsabilidades, pois foi destinado à nova província religiosa do México. Enquanto se preparava para a longa viagem com outros dez companheiros, retirou-se a um mosteiro solitário, perto de Jaén, onde ficou gravemente doente. João enfrentou enormes sofrimentos com paciência e serenidade exemplares. Morreu na noite entre 13 e 14 de dezembro de 1591, enquanto seus irmãos recitavam o ofício matutino. Ele se despediu deles dizendo: "Hoje vou cantar o ofício no céu". Seus restos mortais foram transferidos para Segóvia. Foi beatificado por Clemente X, em 1675, e canonizado por Bento XIII, em 1726.

João é considerado um dos maiores poetas líricos da literatura espanhola. Suas principais são "Subida ao Monte Carmelo", "Noite escura da alma", "Cântico Espiritual" e "Chama viva de amor".

No "Cântico Espiritual", São João apresenta o caminho de purificação da alma, ou seja, a progressiva possessão gozosa de Deus, até que a alma chegue a sentir que ama a Deus com o mesmo amor com que é amada por Ele. A "Chama viva de amor" continua nesta perspectiva, descrevendo mais detalhadamente o estado de união transformadora com Deus. O exemplo utilizado por João é sempre o do fogo, que quanto mais arde e consome a lenha, mais se torna incandescente, até converter-se em chama: assim é o Espírito Santo, que, durante a noite escura, purifica e "limpa" a alma e, ao longo do tempo, a ilumina e esquenta como se fosse uma chama. A vida da alma é uma contínua festa do Espírito Santo, que permite entrever a glória da união com Deus na eternidade.

A "Subida ao Monte Carmelo" apresenta o itinerário espiritual do ponto de vista da purificação progressiva da alma, necessária para escalar o cume da perfeição cristã, simbolizada pelo cume do Monte Carmelo. Esta purificação é proposta como um caminho que o homem empreende, em colaboração com a ação divina, para libertar a alma de todo apego ou afeto contrário à vontade de Deus. A purificação, que, para alcançar a união de amor com Deus, deve ser total, começa na via dos sentidos e prossegue com aquela que se obtém pelas três virtudes teologais: fé, esperança e caridade, que purificam a intenção, a memória e a vontade.

A "Noite escura", descreve o aspecto "passivo", ou seja, a intervenção de Deus no processo de "purificação" da alma. O esforço humano, de fato, por si só é incapaz de chegar às raízes profundas das más inclinações e maus costumes da pessoa: pode freá-las, mas não desenraizá-las totalmente. Para fazê-lo, é necessária a ação especial de Deus, que purifica radicalmente o espírito e o dispõe para a união de amor com Ele. São João define esta purificação como "passiva", justamente porque, mesmo que aceita pela alma, é realizada pela ação misteriosa do Espírito Santo, que, como uma chama de fogo, consome toda impureza. Neste estado, a alma está sujeita a todo tipo de provas, como se estivesse em uma noite escura.

Estas indicações sobre as principais obras do santo nos ajudam a chegar mais perto dos pontos sobressalentes de sua vasta e profunda doutrina mística, que tem como objetivo descrever um caminho seguro para chegar à santidade - o estado de perfeição ao qual Deus chama todos nós. De acordo com João da Cruz, tudo o que existe, criado por Deus, é bom. Através das criaturas, podemos chegar à descoberta d'Aquele que deixou nelas seu selo. A fé, porém, é a única fonte dada ao homem para conhecer a Deus como Ele é em si mesmo, como o Deus Uno e Trino. Tudo o que Deus queria comunicar ao homem, já disse em Jesus Cristo, o Verbo feito carne. Ele, Jesus Cristo, é o caminho único e definitivo até o Pai (cf. Jo 14,6). Qualquer coisa criada não é nada comparada com Deus e nada vale fora d'Ele; por conseguinte, para alcançar o amor perfeito de Deus, qualquer outro amor deve ser conformado, em Cristo, ao amor divino. Daí a insistência de São João da Cruz na necessidade da purificação e do esvaziamento interior para transformar-se em Deus, que é a única meta da perfeição. Esta "purificação" não é mera ausência física de coisas ou de sua utilização; o que torna a alma pura e livre, na verdade, é eliminar toda a dependência desordenada das coisas. Tudo deve ser colocado em Deus como centro e fim da vida. O longo e laborioso processo de purificação exige esforço pessoal, mas o verdadeiro protagonista é Deus: tudo que o homem pode fazer é "dispor-se" para estar aberto à ação divina e não colocar obstáculos a ela. Vivendo as virtudes teologais, o homem se eleva e dá valor ao seu próprio esforço. O ritmo de crescimento da fé, da esperança e da caridade segue o ritmo do trabalho de purificação e da progressiva união com Deus, até transformar-se n'Ele. Quando se alcança este objetivo, a alma mergulha na própria vida trinitária, de forma que São João diz que esta chega a amar a Deus com o mesmo amor com que Ele ama, porque a ama no Espírito Santo. Assim, o Doutor Místico sustenta que não há verdadeira união de amor com Deus se não culminar com a união trinitária. Neste estado supremo, a alma santa conhece tudo em Deus e já não deve passar pelas criaturas para chegar a Ele. A alma já se sente inundada pelo amor divino e regozija-se totalmente nele.

Queridos irmãos e irmãs, no final, a pergunta que não quer calar: este santo, com sua alta mística, com esse árduo caminho até o cume da perfeição, tem algo a dizer a nós, ao cristão normal que vive nas circunstâncias da vida hoje, ou é um exemplo, um modelo somente para algumas almas escolhidas que podem realmente empreender este caminho da purificação, da ascensão mística? Para encontrar a resposta, devemos primeiro observar que a vida de São João da Cruz não era um "voar pelas nuvens místicas", senão que foi uma vida dura, muito prática e concreta, tanto como reformador da ordem, onde encontrou muitas oposições, quanto como superior provincial, ou na prisão dos seus irmãos na religião, onde foi exposto a insultos incríveis e agressões físicas. Foi uma vida dura, mas precisamente nos últimos meses na prisão, ele escreveu uma de suas obras mais belas. E assim entendemos que o caminho com Cristo, esse ir com Cristo, "o Caminho", não é um peso adicional à carga já bastante difícil da nossa vida; não é algo que tornaria ainda mais pesado este fardo, e sim algo completamente diferente, é uma luz, uma força que nos ajuda a carregar esse peso. Se um homem tem em si um grande amor, este amor quase lhe dá asas, e então suporta mais facilmente todos os aborrecimentos da vida, porque carrega dentro de si esta grande luz; esta é a fé: ser amado por Deus e deixar-se amar por Deus em Cristo Jesus. Esse deixar-se amar é a luz que nos ajuda a carregar o peso de cada dia. E a santidade não é obra nossa, muito difícil, mas é precisamente esta "abertura": abrir as janelas da nossa alma para que a luz de Deus possa entrar; não esquecer de Deus, porque precisamente na abertura à sua luz, encontramos força, a alegria dos redimidos. Oremos ao Senhor para que nos ajude a encontrar esta santidade, para que nos ajude a deixar-nos amar por Deus, já que esta é a vocação de todos nós e a verdadeira redenção. Obrigado.

[No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]

Queridos irmãos e irmãs:

Há duas semanas apresentei a figura da grande mística espanhola Teresa de Jesus; hoje gostaria de falar de São João da Cruz, reformador junto com ela da Ordem Carmelita. Nasceu em uma família pobre, tendo ficado órfão de pai ainda jovem. Devido às suas qualidades humanas e resultados no estudo, foi admitido no Colégio dos Jesuítas em Medina do Campo. Terminada a sua formação, decidiu fazer-se Carmelita. Após ter sido ordenado sacerdote, conheceu Santa Teresa, a qual lhe expôs o plano reformador para a sua ordem religiosa, que daria origem aos Carmelitas Descalços. Contudo, a sua adesão à reforma, devido a injustiças e incompreensões, causou-lhe muito sofrimento. Por fim, depois de fazer parte do governo geral da família teresiana, morreu em 1591 [mil quinhentos e noventa e um], dizendo aos seus confrades que recitavam o Ofício Matutino: "Hoje vou cantar o Ofício no céu". Suas principais obras, nas quais apresenta a sua profunda doutrina mística, são: Subida ao Monte Carmelo; Noite Escura; Cântico Espiritual e Chama viva de Amor.

Amados peregrinos de língua portuguesa: a todos saúdo cordialmente e recordo, com São João da Cruz, que a santidade não é privilégio de poucos, mas vocação a qual todo cristão é chamado. Por isso, exorto-vos a entrardes de modo sempre mais decidido no caminho de purificação do coração e da vida, para irdes ao encontro de Cristo. Somente nele jaz a verdadeira felicidade. Ide em paz!

[Tradução: Aline Banchieri.
© Libreria Editrice Vaticana]

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Salem! Paz para o Egito!


Santuário Santa Teresa do Menino Jesus - Cairo - Egito
Mensagem de Fr. Patrício sobre as esperanças que agora pairam sobre o Egito

A pomba da paz está voando de novo no céu do Egito. Que ela possa continuar agora para sempre trazendo tudo o que é bom para este povo sofrido: liberdade, unidade, amor, pão na mesa, cultura, saúde, trabalho para que a miséria seja vencida e o ser humano seja respeitado nos seus direitos fundamentais.

Foram 18 dias de sofrimentos imensos para todos, mas a resistência e perseverança do povo ganhou a luta e a alegria que nós vimos e vemos no rosto das pessoas nos revela que o ser humano é feito para a liberdade plena. “Fostes chamados para a liberdade!” A liberdade que nasce do amor e da verdade. A verdade nos fará livres. Não são os tratados que fazem o homem livre, mas o desejo que vindo do mais íntimo de nós mesmos, sabendo respeitar o espaço do outro, procuramos sempre viver os sonhos que Deus colocou em nós.

Esperamos agora que a passagem à democracia seja serena e tranqüila, que a consolidação da democracia não tarde a vir e que o exército possa garantir o bem e a paz do povo. Este povo que com seu anseio já entrou a fazer parte da minha vida e história, possa caminhar com a sabedoria milenar que o sustenta, rumo a uma nova fase de sua história. A Igreja cristã, embora minoria, possa ser fermento e luz de uma esperança que não desilude e nem engana. Cristo, luz da verdade, ilumine a todos!


Uma liberdade conquistada, sofrida, tem mais sabor e dá mais alegria. A nossa comunidade carmelitana aqui na Basílica de Shubra, TEM ACOMPANHADO TUDO COM A ORAÇÃO, com uma presença de abertura para o povo, com amor. Que o Senhor abençoe a todos nós. Nada nos tem acontecido, estamos certos de que a nossa presença e a presença de Santa Teresinha será para todo o povo do Egito um fermento de espiritualidade e uma presença fraterna.

FREI PATRÍCIO SCIADINI, OCD

St. Theresa Church
P.O.BOX 44
HDAYEK SHUBRA 11241
CAIRO - EGITO
Telefone Celular: 00**2012 168 3890


Apesar da tensão no Egito, Fr. Patrício e comunidade estão bem

Mesquita e Igreja no Cairo
Nos últimos dias milhares de manifestantes egípcios invadiram as ruas do Cairo em uma revolta sem precedentes contra o governo do presidente Mubarak. Os meios de comunicação de todo o mundo fazem eco das revoltas convocadas através das redes sociais e que estão colocando na berlinda governos de vários países do Norte da África.

Do Cairo Fr. Patrício Sciadini, nosso missionário na África, fala sobre o estado dos Carmelitas presentes na capital Egípcia: "Nós estamos bem. A comunidade é uito senvível: vive uma certa tensão e angústia, mas tudo isto entra na normalidade".

"A nossa igreja permanece fechada das 4 da tarde às 8 horas da manhã seguinte. Suspendemos a celebração da Santa Missa da tarde para não colocar em perigo a nossa gente". "Nossas monjas estão tranquilas, como também as irmãos que trabalham com a gente: as Teresianas de Colônia e as Irmãs de Santa Teresa de Firenze".

Fonte: "Communicationes" - Boletim eletrônico do centro da Ordem (Roma) - 04.02.2011.

Por e-mail Fr. Patrício tem enviado notícias e tranquilizado seus irmãos de Ordem e seus inúmeros amigos deixados no Brasil. Disse que não pretende deixar o país. Aos poucos, a situação no país vai se normalizando. Pede orações por ele e por aquele povo a quem foi servir.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

No último domingo, o Carmelo Descalço recebeu mais um irmão:


Humberto do Imaculado Coração de Maria
Comunidade Santa Teresa de Jesus - Rio de janeiro
Durante a Santa Missa, presidida por nosso Assistente, Frei Odair...
...recebe as Constituições...
... e um abraço caloroso e fraterno.

O sorriso não conseguiu expressar a felicidade interior.


Alguns convidados pediram a imposição do Santo Escapulário.

"Pai" e Mãe orgulhosos.

Familiares e Amigos presentes.


Uma curiosidade: tanto Frei Odair quanto Humberto têm o mesmo nome religioso.

Recebendo o abraço dos nossos "pequenos" do Carmelo Juvenil.


Com nossa Presidente. Ah! O bolo estava ótimo!

Homenagens e Agradecimentos dos que ficam por amor....

... e dos que vão para outras paragens de Nossa Família Carmelitana.

Retiro do Grupo Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face - Mococa - SP


Primeiro retiro do ano de 2011 da OCDS - Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face de Mococa - SP, realizado neste último domingo 13/02, num sítio distante de nossa cidade, com o tema: No Rítimo dos Monges e a Importância da Liturgia das Horas e Santificação do Dia, onde pudemos aprender e contemplar com o grande auxílio das maravilhas da natureza.


Ministrado por Mário (formador) e por sua esposa: Adriana (presidente de nosso grupo), tivemos momentos de grande aprendizado, interiorização e encontro com Deus.


Iniciamos com a oração das Laudes, nos explicando a cada momento sua devida importância.


Na hora do recreio, alguns de nossos irmãos aventuraram a tocar berrante.


Dentre os participantes de nosso grupo, o gentil casal do sítio, havia também, no local, uma família de rolinhas, a mãe hora ia em busca de alimentos, hora vinha alimentá-los e dar o carinho necessário que só ela poderia dar, quando estavam sozininhos, ficavam em silêncio, quietinhos no aconchego de um vaso de samambaias, mas quando sua mãe chegava, era uma festa...


Encerramos com a Santa Missa e uma linda homília presidida pelo Pe. Diogo (Vigário de nossa paróquia), voltamos à nossa cidade com grande saudade, mas também com muita alegria e aprendizado.


Ótimo retiro!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

TERESA DE JESUS...COMO PODER CHAMAR-TE “MADRE”?


Irmã Maria Elizabeth da Trindade, ocd – Carmelo São José, Passos, Brasil

Quando entrei para o Carmelo, há cerca de 30 anos atrás, me admirei com que carinho as Irmãs chamavam Santa Teresa de “nossa Santa Madre”. Contudo os meses foram passando e eu não conseguia me sentir “sua filha”, pois além de não a conhecer, achava seus livros muito difíceis de serem entendidos, confusos com tantas digressões e me causavam medo suas graças místicas. Interessava-me grandemente por Santa Teresinha e Santo Padre João da Cruz e neles encontrava meu deleite e o alimento necessário para minha caminhada como formanda. Os primeiros anos foram de luta para tentar entender e amar a Santa Madre.

Um dia, em plena novena em preparação à sua solenidade, pedi-lhe a graça de a conhecer e amar. Fui atendida com tanta eficácia que fiquei impressionada. Naqueles dias nos chegou um dos primeiros números da Revista “Teresa de Jesus”, vinda diretamente da Espanha, e nela me deparei com o comentário ao Caminho de Perfeição, feito pelo Padre Tomaz Alvarez. Comecei a ler e a acompanhar em cada número da Revista esta seção. Imediatamente se me abriu o horizonte de compreensão da vida e doutrina da Santa Madre. Comecei a compreendê-la e a me identificar com ela de tal forma que já não queria ler outros livros. Quando chegava a Revista Teresa de Jesus eu a devorava, assim como os bons livros – quase todos em espanhol – que tínhamos na nossa biblioteca. Foi uma paixão que mudou minha vida.

Santa Madre passou a ser para mim uma verdadeira “mãe e mestra”. Suas lutas, seu dinamismo, sua força, sua coragem e todo o seu jeito de ser me encantaram e me marcaram. Ela tornou-se para mim um referencial de conduta no caminho, uma amiga com quem eu posso contar e que vai soprando aos meus ouvidos as respostas que procuro em minha vida e missão. Contudo, o que mais me faz próxima desta “tão boa Mãe” é a contemplação de sua oração. Vê-la tão absorta em Deus e tão apaixonada pela Igreja me faz sentir que estou no caminho certo e aumenta em mim o desejo de trilhar por estas sendas de amor e de serviço. Sua fé no impossível que se faz possível, seu próprio esquecimento para haurir forças no interior e realizar a vontade de Deus, sua alegria e bom humor, enfim sua vida vibrante ultrapassou os séculos e se tornou paradigma para todas as mulheres de todos os tempos, especialmente para suas filhas.

Penso que nestes tempos de relativismo, quando tantos contra-valores insistem em penetrar na vida de nossos mosteiros, a Santa Madre Teresa tem seu lugar privilegiado e insubstituível em nossas vidas. Sem seu testemunho e sua presença entre nós será muito difícil descobrirmos caminhos para vencer os obstáculos e sermos fiéis.

Que a Santa Madre nos alcance de Deus esta determinação e dinamismo, esta profundidade e fé, mas sobretudo, este abrasado amor que nos faz caminhar! Amém!

Comunidade Santa Teresinha(SL/MG) a caminho com a mestra Santa Teresa

“Porque este tempo de oração não é um tempo perdido, mas é um tempo no qual se abre o caminho da vida...
... abre-se o caminho para aprender de Deus um amor ardente a Ele e à sua Igreja; e uma caridade concreta com nossos irmãos.”
(Sua Santidade, Papa Bento XVI, mensagem durante a oração do Ângelus – 02/02/ 2011.)

Com Teresa a caminho

Num constante caminhar

No desejo de ver Deus,

Buscar Deus,

Estar em colóquio com Ele

Ser seus amigos.

Essa é a amizade que é necessária para nós todos

E a que devemos buscar.

A oração é vida e se desenvolve gradualmente,

Em sintonia com o crescimento da vida cristã:

Começa com a oração vocal,

Passa pela interiorização

Através da meditação e do recolhimento,

Até chegar à união de amor com Cristo

E com a Santíssima Trindade.

Subir degraus não significa abandonar o tipo de oração anterior,

Mas um gradual aprofundamento da relação com Deus,

Que envolve toda a vida.

Guiados pelas palavras do Santo Padre,

Possamos cada vez mais seguir os exemplos de Santa Teresa,

Encorajando-nos a dedicar a cada dia o tempo adequado à oração,

A esta abertura a Deus,

A este caminho de busca de Deus,

Para vê-lo,

Para encontrar a sua amizade e,

Por conseguinte,

A vida verdadeira

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