sábado, 28 de fevereiro de 2009

LITURGIA DE MARÇO


VIVER NA PLENITUDE DE CRISTO COM SÃO JOÃO DA CRUZ

e

SANTA TERESA DE JESUS



“Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.”
Lc 1, 28

"Efetivamente, quando a sombra de uma pessoa vem cobrir alguma coisa, é sinal de que está perto para favorecer e amparar a esta última. Eis a razão pela qual o arcanjo Gabriel usou este termo para comunicar à Virgem Maria a grande mercê da conceição do filho de Deus, dizendo: “O espírito Santo virá sobre ti, e a virtude do Altíssimo te fará sombra.”
São João da Cruz - D 26

Intenção missionária do mês: A unidade da Igreja na China
Para que os bispos, sacerdotes, pessoas consagradas e fiéis leigos da Igreja Católica na República Popular da China, à luz da Carta que o Papa Bento XVI lhes escreveu, trabalhem para serem sinal e instrumento de unidade, comunhão e paz.


DESTAQUES DO MÊS


06 a 08 – Retiro de Silenciamento - assessoria de Maria Eduarda – São Roque
Tema: “Parai um pouco na estrada para observar e perguntar sobre os antigos caminhos, qual o melhor para seguires por ele.” (Jr 6,16)

19 São José, Esposo da BVM, Padroeiro da Igreja Universal


25Anunciação do Senhor

Liturgia - 01 de Março - 1o. DOMINGO DA QUARESMA






Cor litúrgica : roxo


Ofício dominical quaresmal – I Semana do Saltério
Liturgia das Horas: 36-982-76
Oração das Horas: 272-764-287

Leituras: Gn 9,8-15 – Sl 24(25) – 1Pd 3,18-22 – Mc 1,12-15
“Fazei penitência e crede no Evangelho.”
Estamos vivenciando um novo tempo litúrgico: a Quaresma. É um tempo privilegiado de
quarenta dias de preparação para a maior festa do cristianismo: a Páscoa.

"Pelas ribeiras, que são baixas, compreende mortificações, penitências, e exercícios espirituais por meio dos quais se irá aplicando na vida ativa, juntamente com a contemplativa a que já se referiu; porque uma e outra são necessárias para buscar a Deus, com segurança, e adquirir as virtudes.”
São João da Cruz – C 3,4

Cartas de Santa Teresa de Jesus no dia 1º

1569 – C.20
- À Dona Maria de Mendonza, em Villadolid – Dá-lhe conta de sua viagem a Toledo e diz o muito que sente sua ausência. Manifesta os desejos que tem de tomar parte nos trabalhos de D. Maria. Fama de Santa que esta piedosa Senhora deixará em Toledo, e o que deve fazer para justificá-la.
1572 – C.42 - À D. Juana de Ahumada, em Alba de Tormes – Exorta D. Juana a levar com paciência os trabalhos e a confessar-se frequentemente . Pede-lhe uns perus para a Encarnação.
1573 – C.49 - Madre Inês, em Medina – Envia São João da Cruz para que examine o espírito de uma religiosa.
1577 - C.182 – Ao Padre Ambrosio Mariano de São Bento, em Madrid . Conselhos ao Padre sobre suas relações com o Núncio e os Calçados. Memoriais contra os Descalços. Fraqueza de cabeça da Santa.
1578 – C. 228 – A D. Luís de Cepeda, em Torrijos – Dá notícias de sua saúde. Compadece-se da morte de uma pessoa da família e aconselha-lhe resignação.
1581 – C.229 – Ao Padre Jerônimo Gracián – Conceito que o Padre tem de Nosso Senhor. Intenção reta. Discrição nos negócios.
1581 – C.361 – A D, Pedro Juan de Casademonte, em Madrid – Agradece sua pontualidade em dar-lhe notícia dos negócios da Reforma. Espera que fará o mesmo sobre o Capítulo de Alcalá – Lembranças a D. Juan Lopes de Velasco
1582 – C. 416 – Ao Licenciado Martin Afonso de Salinas, em Palencia – As descalças no hospital de La Concepción. Dificuldades do Arcebispo. Receiam os Padres da Companhia visitar as Descalças até que elas tenham casa própria. Sobre a aquisição de uma casa para convento.


SANTO DO DIA



Santo Albino

Nasceu em 469, em Vannes, França, de uma família nobre bretã. Foi monge aos 20 anos em Timcillac, mais tarde chamada Saint Aubin em sua honra. Indicado Abade em 504, foi Bispo de Angers em 529.
O costume naquele tempo permitia o casamento consanguíneo, (irmãos, primos em primeiro grau, tios, sobrinhas, etc), mas Albino considerava-o como incesto e lutou contra ele, fazendo vários inimigos em muitas famílias poderosas que praticavam o casamento consanguíneo.
Convocou o Concilio de Orleans em 538, o qual condenou esta prática e várias outras ofensas morais. A tradição conta que, quando visitou Etheria, uma mulher que estava presa pelo Rei Childebert por dívidas ao Estado, a mulher se atirou aos pés de Albino e implorou ajuda. Um guarda fez um movimento para bater nela, mas Albino apenas soprou e ele caiu morto. Etheria foi logo solta.
De outra vez, passou pela torre da prisão de Angers e ouviu gritos e gemidos de prisioneiros que eram maltratados. Ele pediu ao magistrado local para que fossem soltos, mas o magistrado recusou. Albino retornou à torre e orou em frente dela e algumas horas depois um deslocamento de terra deitou abaixo a torre e os prisioneiros escaparam, seguindo Albino até à igreja de São Mauricio, onde mudaram a sua vida e se tornaram cristãos modelos.
Certa vez, um homem com sérios problemas renais (talvez a famosa e dolorosa pedra nos rins) e gemendo de dor, aproximou-se de Albino, prostrou-se a seus pés e implorou a sua ajuda. Albino curou-o apenas com sua benção e oração.
Talvez devido a isto, ele seja considerado o protetor dos aflitos com problemas renais.
Faleceu no dia 1 de Março de 549 e o seu túmulo logo se converteu em local de peregrinação e vários milagres foram creditados sua intercessão.


Fr. Francisco Sales recebe Ordem do Diaconato em Belo Horizonte

Fr. Francisco Sales recebe Ordem do Diaconato em Belo Horizonte

Neste sábado nossa Província contará com mais um diácono, degrau da ordem sacerdotal, antes do presbiterato. Frei Francisco Sales(Frei "Salim") será ordenado Diácono em Missa presidida por D. Joaquim Moll, bispo auxiliar de Belo Horizonte. A o Frei "Salim", nascido em São Roque, interior do estado de São Paulo, nossas orações para que corresponda com todas as forças à graça recebida, e a graça específica do Diaconato é o serviço da caridade, para que leve sempre consigo, como carmelita e, em pouco tempo, como sacerdote, o dom do amor concreto aos irmãos. Parabéns por este dia, e muitas bençãos do SENHOR .


SEUS IRMÃOS DA OCDS UNIDOS EM ORAÇÃO NESTE DIA FREI SALIM!


Inauguração oficial do Centro Internacional Teresiano-Sanjuanista de Ávila


 

            Concluindo a primeira reunião de presidentes das Associações e Federações das Carmelitas da Europa e da Terra Santa, no dia 14 de fevereiro foi inaugurado o Centro Internacional Teresiano-Sanjuanista de Ávila. Assim este Centro que nasceu em 1987 para aprofundar o estudo em Santa Teresa e S. João da Cruz, inaugura uma nova sede e se desenvolve para ser o primeiro centro internacional de estudos místicos de nível acadêmico no mundo. Chama-se Universidade da Mística. Trata-se de um desafio cultural que o Carmelo Teresiano assume, consciente do seu excepcional patrimônio religioso no campo da Mística. O Bispo de Ávila, o nosso Padre Geral fr. Luís e vários provinciais da Espanha presidiram à inauguração. O edifício por si mesmo é uma realização significativa de arquitetura, obra do arquiteto Andrés Perea. A primeira pedra foi colocada em 2004. O terreno foi doado pelo município de Ávila e a Ordem investiu muito no projeto. Porém fica a satisfação de oferecer à cultura e à pesquisa mística um serviço carmelitano em conformidade com o nosso carisma. O CITeS de Ávila é uma realização histórica, de esperança aberta. (para ver algumas fotos:http://picasaweb.google.pl/CITeS.Avila/INAGURACINNUEVASEDECITES#)retirado do site:http://provsjose.zip.net/arch2009-02-16_2009-02-28.html#2009_02-28_09_56_21-130010742-26

 

       

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Liturgia - 28 de Fevereiro - SÁBADO DEPOIS DAS CINZAS








Cor litúrgica: Roxo

Ofício do dia de semana do Tempo Quaresmal

Laudes: Liturgia das Horas: 37-1395-67 – Oração das Horas: 273-1109-283
I Vésperas: Liturgia das Horas: 33-70-973 – Oração das Horas: 271-285-759


Leituras: Is 58,9b-14 – Sl 85(86) – Lc 5,27-32
“Jesus viu trabalhando um coletor de impostos, chamado Levi, e disse-lhe: `Segue-me´.”
A conversão e a penitência de Mateus terminam com um ritual de alegria para ele e Jesus, e de escândalo, para os fariseus. São os doentes e pecadores que precisam de seu amor.

“Convém saber que a alma, quando determinadamente se converte a servir a Deus, de ordinário é criada e regalada pelo Senhor com o mesmo procedimento que tem a mãe amorosa com a criança pequenina. Ao calor de seus peitos a acalenta; com leite saboroso e manjar delicado a vai nutrindo, e em seus braços a carrega e acaricia.” - São João da Cruz – 1N 1,2



Carta de Santa Teresa de Jesus no dia 28

1577 – C. 180 – À Madre Maria de São José, Priora de Sevilla. Notável melhora da Santa. Agradece à Priora os presentes que lhe enviou, e diz como chegaram bem a Toledo.
...Valha-me Deus! Como está poderosa! Causou espanto A estas monjas o que me enviou. O que era de comer chegou bem, e tudo o mais era muito lindo, sobretudo os relicários. O grande é melhor dar à senhora D. Luísa, porque está muito bem ornado; quebrou-se o vidro, mas pusemos outro, e no pé um suporte novo. De tudo isto falarei quando lhe escrever como prometi. Fique-se com Deus.


SANTO DO DIA


Danie
l Brottier era natural da França. Nasceu no dia 7 de setembro de 1876. Ingressou na Congregação do Espírito Santo (Padres Espiritanos) e por sete anos foi missionário no Senegal (Äfrica). Na Primeira Guerra Mundial, alistou-se voluntariamente como capelão militar nas linhas de frente. Por quatros anos, assistiu os moribundos, cuidou dos feridos, deu assistência espiritual a seus compatriotas. No fim da Guerra foi condecorado com a Cruz da Guerra e com a Legião de Honra. Em 1923, tornou-se diretor da Casa dos Órfãos Aprendizes de Auteuil, que chegou a abrigar cerca de mil e quatrocentos jovens abandonados e carentes. Fundou também a União Nacional dos Antigos Combatentes, com cerca de dois milhões de associados. Sua fé, sua oração, sua grande capacidade inventiva e de organização fizeram dele um apóstolo e "homem de empresa, empreendedor e contemplativo, Daniel Brottier foi um homem de nosso tempo. Morreu no dia 28 de fevereiro de 1936. Foi canonizado pelo Papa João Paulo II, em 1984, em Roma.





quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Liturgia - 27 de Fevereiro - SEXTA-FEIRA DEPOIS DAS CINZAS





Cor litúrgica: Roxo

Ofício do dia de semana do Tempo Quaresmal
Liturgia das Horas: 37-1378-59 – Oração das Horas: 273-1097-280

Leituras: Is 58,1-9a – Sl 50(51) – Mt 9,14-15
“Porque jejuamos nós e os fariseus e teus discípulos não?”
Para conservar o mundo em constante vida nova, é preciso assumir a novidade do evangelho com todas as suas implicações e conseqüências.

“As coisas do mundo são vãs e ilusórias, pois tudo se acaba como a água corrente (2Rs 14,14).”
São João da Cruz – C 1,1

Cartas de Santa Teresa de Jesus no dia 27

1577 – C.179 – A D. Lorenzo de Cepeda, em Ávila – Tem necessidade de apenas de escrever, bem aparadas. Aridez de espírito e achaques físicos. Discrição no uso da disciplina e do cilício. Quiroga louva a Autobiografia da Santa. A água benta. De novo Tostado. Donativo para Juan de Ovalle. As prioras de vários conventos enviam presentes à Santa.

1581 – C.360 – Ao Padre Jerónimo Graián. Em Alcalá – Petições que as religiosas apresentavam ao Capítulo de Alcalá. Fique bem assentado o que se refere à pobreza e a não comer carne. Sufrágios. A clausura. O Padre Antonio candidato de alguns capitulares. Fundação de Descalços em Valladolid e Salamanca.


SANTO DO DIA



São Gabriel da Virgem Dolorosa

São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, cujo nome de batismo era Francisco, nasceu na cidade de Assis, em 1838. Órfão de mãe aos quatro anos, foi para Espoleto. Estudou com os Irmãos das Escolas Cristãs e com os jesuítas. Muito jovem foi eleito presidente da Academia de Literatura. Em 1856 ingressou na congregação da paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, fundada por São Paulo da Cruz, ou seja, os passionistas. Sua espiritualidade foi marcada fortemente pelo amor a Jesus Crucificado e a Nossa Senhora das Dores. Alegre, bem-humorado, a todos cativava com a sua simpatia e simplicidade de alma. Morreu aos 24 anos, mal havia chegado à Ilha del Gran Sasso. Era o dia 27 de fevereiro de 1862. Foi beatificado por Pio X em 1908 e canonizado por Bento XV, em 1920.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Liturgia - 26 de Fevereiro - QUINTA-FEIRA DEPOIS DAS CINZAS






Cor litúrgica: Roxo


Ofício do dia de semana do Tempo Quaresmal
Liturgia das Horas: 37-1363-52 – Oração das Horas: 273-1085-277

Leituras: Dt 30,15-20 – Sl 1 – Lc 9,22-25
“É necessário que o Filho do homem padeça muitas coisas...”
Se seguirmos o mesmo caminho, certamente teremos o mesmo destino: a cruz que é morte de nosso orgulho.

“Alguns querem louvor para suas ações; outros desejam receber agradecimentos; outros ainda procuram tornar suas obras conhecidas de tais e tais pessoas, e mesmo do mundo inteiro. Se dão esmola, têm o cuidado de fazê-la passar pelas mãos de terceiros, a fim de mais aumentar a sua publicidade. Enfim, alguns querem tudo isso junto. Isso é tocar a trombeta como fazem os vaidosos (MT 6,2), diz-nos o Salvador no Evangelho.”
São João da Cruz – 3S 28,5

“... Jesus só quer nossa amizade. E quem recusará a conceder-lhe, quando ele não se recusou em derramar todo o seu sangue por nós, sacrificando a sua vida? Ele nos pede tão pouco que, amá-lo, constitui ato de sumo interesse para nós.”
Santa Teresa de Jesus



SANTO DO DIA


São Porfírio de Gaza


Nascido por volta do ano de 353, na Tessalônica, Grécia, aos vinte e cinco anos São Porfírio foi para o Egito. Em seguida, foi à Palestina onde viveu por cinco anos em uma gruta perto do rio Jordão, o que lhe gerou uma grave enfermidade. O santo distribuiu tudo o que possuía aos pobres e. para manter-se, trabalhava arduamente em um curtume na Cidade Santa. Neste trabalho permaneceu por mais de quarenta anos, foi ordenado sacerdote e mais tarde bispo de Gaza pelo patriarca de Jerusalém.
São Porfírio exerceu grande influência na política e na religião de seu tempo. Chegou a conseguir da Imperatriz Eudóxia um memorial que abolia os templos pagãos de Gaza e da redondeza. Morreu por volta do ano 420.


Mensagem do nosso Provincial para a quaresma


Nesta quarta-feira de cinzas iniciaremos em toda a Igreja o Tempo litúrgico da Quaresma. 

            Sobre este tempo, o Concílio Vaticano II nos dá a seguinte recomendação: "Tanto na liturgia quanto na catequese litúrgica, esclareça‑se melhor a dupla índole quaresmal, e, principalmente pela lembrança ou preparação do batismo e pela penitência, fazendo os fiéis ouvirem com mais freqüência a palavra de Deus e entregarem‑se à oração, os dispõe à celebração do mistério pascal. Por isso, utilizem‑se com mais abundância os elementos batismais próprios da liturgia quaresmal; segundo as circunstâncias, restaurem‑se certos elementos da tradição anterior. Diga‑se o mesmo dos elementos penitenciais" (SC 109).

 

Assim, pelas orientações  do documento conciliar, Quaresma é tempo de lembrança ou preparação ao Batismo.

 

Lembrança do Batismo.

 

            O que significa o Batismo que um dia recebi ou para o qual estou me preparando?

Buscando dar uma resposta que ajude a vivência quaresmal a esta pergunta, temos em primeiro lugar, que o Batismo é a imersão no Mistério da Trindade. Um mistério em nome do qual fomos batizados, “pois em Deus nos movemos, somos e existimos” ( At  17,28), tornando-nos morada da Santíssima Trindade.  Com a imersão neste Mistério somos convocados a um diálogo mais profundo e existencial, a partir de uma vivência do colóquio amoroso, como o entendia S. Teresa de Jesus (“Diálogo de amizade com quem sabemos nos ama”) ou a vivência de uma “quaresma de amor” de Elisabeth da Trindade. Assim escrevia ela:

 

             “Na quarta-feira começamos a santa Quaresma. Quer passar comigo uma quaresma de amor?

            “Amou-me e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2,20). O amor tem uma finalidade: dar-se, introduzir-se totalmente naquele a quem se ama. “O amor faz sair de si mesmo aquele que ama, a fim de transportá-lo, mediante um êxtase inefável, ao seio do objeto amado”. Que belo pensamento. Que ele seja como que o ideal luminoso de nossas almas. Que elas se deixem conduzir pelo Espírito de amor e que, iluminadas pela luz da fé, cantem desde agora junto com os bem-aventurados, o hino de amor que se canta eternamente diante do trono do Cordeiro.

            Sim, querida senhora, comecemos nosso céu na terra, nosso céu no amor. Ele mesmo é esse amor, conforme São João no-lo diz: “Deus é amor” (1Jo 4,8). Façamos, pois, do amor o lugar do nosso encontro.” (Carta de 15.02.1904, à sra. Angles).

 

            Mas a lembrança do batismo nos leva também a um a missão: a de formar comunhão na Igreja e na comunidade, a partir o mistério Trinitário.

 

            Num tempo de individualismos e de privatização da fé, o mistério batismal nos lembra que fomos inseridos no mistério da Igreja, Corpo de Cristo. É um tempo, então, de refletir sobre a própria  vivência comunitária da fé e de participação na comunidade, pois isso é essencial ao ser do cristão, como nos lembra o Doc. De Aparecida, nos n. 154-163.   A comunhão do Discípulo-missionário se sustenta na comunhão da Trindade e se alimenta no sacramento da Eucaristia, pois “a  Igreja  enquanto “comunidade do amor” é chamada a refletir a glória do amor de Deus, que é comunhão, e assim atrair as pessoas e os povos para Cristo” (DA 159). Por isso perguntamo-nos: Como está a minha vivência de fé na comunidade?

 

             A quaresma é também tempo de penitência, assim nos lembra o documento acima citado.

 

            Um tempo de penitência que leva adiante o processo de conversão, de saída e esquecimento de si e de crescimento da fé e da escuta do Evangelho de Jesus, através de uma mais assídua oração.

É um tempo de profunda retomada dos valores essenciais da vida humana: no relacionamento com Deus, através de uma oração filial,  do relacionamento com o próximo, através de uma caridade efetiva (esmola),  e de um relacionamento consigo mesmo, de autodomínio e de relativização do supérfluo (jejum), que deve estar aberto às necessidades dos outros, contribuindo para diminuir os seus sofrimentos.

 

            Por isso, a penitência sacramental (confissão) tem sentido enquanto se insere neste processo de renovação de vida e de compromisso com o Evangelho do Reino, não apenas um mero cumprir o preceito de “fazer a páscoa” e a vida continue a mesma coisa...  O sacramento da Reconciliação “nos renova na santidade e nos introduz no banquete do vosso amor”. Ele é a força para vencer, como e  em Jesus, as tentações que nos assolam e desvirtuam a dignidade humana.

 

            Pela  participação assídua na Liturgia da Igreja, buscamos a luz para seguir o Cristo, “Mestre e modelo da humanidade nova”. Neste ano B – ano no qual lemos o evangelho de Marcos aos domingos - o aspecto mais ressaltado pelas leituras dos evangelhos dominicais é o cristocêntrico. No seu seguimento pela fé, confessando-o “Filho de Deus” (Mc 1,1; 15, 16), no  “perder a vida por causa de Cristo e do Evangelho” (cf. Mc 8,35) para ganhar a verdadeira vida, nos leva à participação no seu mistério pascal de Paixão, morte e ressurreição. Para este último mistério – a ressurreição -, é que somos encaminhados e ele é o fim do caminho de todo o cristão, pois em Cristo ressuscitado “encontramos nossa paz”. Nele é que fomos imersos e para a Páscoa definitiva caminhamos.

 

            Que esta quaresma nos ajude a viver em profundidade o Batismo que recebemos e que seja um tempo de renascimento  e de esperança em Cristo ressuscitado, meta e origem de toda a história humana. Que tenhamos um tempo de preparação para a Páscoa de conversão e de vivência do batismo em profunda comunhão fraterna e com o Mistério da Trindade; com uma escuta mais freqüente da Palavra de Deus;  com  a oração mais intensa e prolongada , com o jejum e a prática das obras de caridade.

 


«Lembra-te que és pó...»



Por Mario J. Paredes, presidente da Associação Católica de Líderes Latinos


NOVA YORQUE, terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos a reflexão de Quaresma escrita por Mario J. Paredes, presidente da Associação Católica de Líderes Latinos (CALL) dos Estados Unidos, membro do comitê presidencial de enlace da Sociedade Bíblica dos Estados Unidos com a Igreja Católica, que representou esta instituição no Sínodo dos Bispos sobre a Palavra, realizado em outubro de 2008 no Vaticano.

* * *

A cada ano, com a chamada «Quarta-Feira de Cinzas», os católicos iniciam o tempo da Quaresma, tempo no qual a liturgia da Igreja Católica nos convida a uma reflexão e atuação sobre nossas vidas, sobre seu sentido, sua origem, sua missão, seu destino último. 

Trata-se, portanto, de um tempo «forte» para a metanoia ou «conversão» que – em teologia e vida cristã – significa uma adequação de nosso ser, existir e atuar à própria vida de Jesus Cristo, a seu evangelho, a seus valores, a suas convicções, à sua proposta de vida: gastar a vida ao serviço do evangelho, ou seja, a favor dos outros, especialmente dos mais necessitados, para obter a vida eterna, a vida feliz, a vida plena. 

Por isso, a Quaresma é um caminho bíblico, pastoral, litúrgico e existencial, para cada crente pessoalmente e para a comunidade cristã em geral, que começa com as cinzas e conclui com a noite da luz, a noite do fogo e da luz: a noite santa da Páscoa de Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

A Quaresma simboliza, assinala e recorda um «passo», uma páscoa, um itinerário a seguir de maneira permanente: a passagem do nada à existência, das trevas à luz, da morte à vida, do insignificante à vida abundante em Deus, por meio de seu Filho Jesus Cristo. E é que converter-nos significa destruir, deixar para trás, queimar, tornar cinzas o «homem velho», o homem-sem-Cristo, para revestir-nos do homem «novo», o homem-no-espírito, que é fogo novo no mundo. 

Na quarta-feira de Cinzas, enquanto o ministro impõe as cinzas ao penitente, diz estas duas expressões alternativamente: «Convertei-vos e crede no Evangelho» e/ou «Lembra-te que és pó e ao pó hás de voltar». Sinal e palavras que expressam muito adequadamente nossa «criaturalidade», nossa absoluta dependência de Deus, nosso peregrinar rumo a uma pátria definitiva, nossa caducidade. 

Quarta-Feira de Cinzas em particular e Quaresma em geral são um tempo litúrgico e um convite a voltar nosso olhar e vida a Deus e aos princípios do Evangelho. Assim, se Quaresma é tempo para a conversão, para melhorar no processo de humanização pessoal e comunitário, então a Quaresma coincide com a própria vida de todo crente, com o ser e missão de toda a Igreja e com a vocação da comunidade humana inteira. 

Quaresma é um convite a mudar aquilo que temos de mudar na busca de ser melhores e mais felizes, um convite a construir em vez de destruir e a olhar e voltar para formas de vida mais justas, mais solidárias, mais humanas. Quaresma é um convite a buscar diligentemente novas formas de ser e fazer Igreja, sendo melhores e mais autênticos discípulos do Crucificado Ressuscitado. 

O tempo litúrgico da Quaresma – como nossa própria existência – é percorrido com o olhar dirigido à Páscoa da Ressurreição e à Páscoa definitiva em Deus. Páscoa de vida abundante que se opõe a toda forma de discriminação e de envelhecimento do ser humano, de sua dignidade, a toda forma de atropelo e violência, a toda forma de mentira, maldade e morte, a toda forma de corrupção e divisão, a toda forma de marginalização e opressão. Porque a Páscoa, como ponto de chegada, cume e superação da Quaresma, é absoluta novidade de vida, da vida abundante que Deus nos oferece e à qual Deus nos convida neste tempo e em todo momento. 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Liturgia - 25 de Fevereiro - QUARTA-FEIRA DE CINZAS







DIA DE JEJUM E ABSTINÊNCIA


Cor litúrgica: Roxo


Ofício do dia de semana do Tempo Quaresmal
Nas Laudes, podem-se tomar as antífonas e salmos da 6ª-feira da 3ª. semana
Liturgia das Horas (II volume): 37-1275-44 - Oração das Horas: 273-1009-274

Leituras: Jl 2,12-18 – Sl 50(51) – 2Cor 5,20-6,2 – MT 6,1-6.16-18
“Quando dás esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita.”
Nossos sacrifícios, donativos e orações tornam-se válidos com a atitude interior de conversão a Deus e aos nossos irmãos.


“A ignorância de certas pessoas, sobre este ponto, é digna de muitas lágrimas: sobrecarregam-se de penitências excessivas e outras muitas práticas extraordinárias, de todo arbitrárias, e imaginam que somente isto basta para chegar à união com a Sabedoria divina, sem a mortificação dos seus apetites desordenados.” São João da Cruz – 1S 8,4


“...A alma tem razão para pedir sofrimentos, pois não convém estar sempre na alegria sem jamais ter que padecer.”
Santa Teresa de Jesus


SANTO DO DIA




São Sebastião de Aparício

Nascido na Espanha, em 1502, era filho de pobres lavradores e teve uma infância muito difícil. Quando vivia em Salamanca, onde tentou ganhar a vida, enviava constantemente dinheiro aos seus pais, os quais nunca esquecera. Mas foi no México que sua vida mudou radicalmente. Tornou-se um rico comerciante e proprietário de terras. Sempre preocupado com sua vida espiritual, São Sebastião decidiu dedicar-se apenas à agricultura para não se corromper com as oportunidades do dinheiro fácil. Casou-se duas vezes e sempre deu exemplos de vida espiritual e ajuda aos pobres. Por fim, aos 70 anos, renunciou a tudo e decidiu ingressar na ordem dos franciscanos, tornando-se irmão leigo. Morreu com 98 anos, em 1600, e foi canonizado em 1786 pelo papa Pio VI..

Liturgia - 25 de Fevereiro - QUARTA-FEIRA DE CINZAS


O QUE É A QUARTA-FEIRA DE CINZAS?

TEMPO DA QUARESMA


O tempo da Quaresma vai da 4ª-feira de Cinzas até a Missa da Ceia do Senhor, exclusive.
A cor do tempo é roxa. No Domingo Laetare, pode-se usar cor-de-rosa.
Em todas as Missas e Ofícios (onde se encontrar), omite-se o Aleluia.
Toma-se o II volume da Liturgia das Horas
Retoma-se a 4ª. Semana do Saltério
Nas Laudes, podem-se tomar as antífonas e salmos da 6ª-feira da 3ª. semana







É o princípio do Tempo da Quaresma; um dia especialmente penitencial, em que manifestamos nosso desejo pessoal de CONVERSÃO a Deus. Quando vamos aos templos em que nos impõem as cinzas, expressamos com humildade e sinceridade de coração, que desejamos nos converter e crer de verdade no Evangelho.


QUANDO TEVE ORIGEM A PRÁTICA DAS CINZAS?


A origem da imposição da cinza pertence a estrutura da penitência canônica. Começou a ser obrigatória para toda a comunidade cristã a partir do século X. A liturgia atual conserva os elementos tradicionais: imposição da cinza e jejum rigoroso.


QUANDO SE ABENÇOA E SE IMPÕEM A CINZA?


A benção e a imposição da cinza tem lugar dentro da Missa, após a homilia; embora em circunstâncias especiais, se pode fazer dentro de uma celebração da Palavra. As formas de imposição da cinza se inspiram na Escritura:
Gn, 3, 19 e Mc 1, 15.


DE ONDE PROVEM A CINZA?


A cinza procede dos ramos abençoados no Domingo da Paixão do Senhor, do ano anterior, seguindo um costume que se remonta ao século XII. A forma de benção faz relação a condição pecadora de quem a recebeu.




QUAL É O SIMBOLISMO DA CINZA?


O simbolismo da cinza é o seguinte:

1
. Condição fraca do homem, que caminha para a morte;

2. Situação pecadora do homem;

3. Oração e súplica ardente para que o Senhor o ajude;

Ressurreição, já que o homem está destinado a participar no triunfo de Cristo;


CAMPANHA DA FRATERNIDADE



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil promove, todos os anos, durante a Quaresma e Semana Santa, a Campanha da Fraternidade, cuja finalidade principal é aprofundar a evangelização entre os fiéis vivenciando e assumindo a dimensão comunitária e social da Quaresma. A Campanha da Fraternidade ilumina, de modo particular, os gestos fundamentais desse tempo litúrgico: a oração, o jejum e a esmola.
Neste ano, o tema da Campanha é: Fraternidade e Segurança Pública e o lema: “A Paz é Fruto da Justiça” (Is 32,17)






























segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Liturgia - 24 de Fevereiro - 3a-FEIRA DA 7a. SEMANA DO TEMPO COMUM









Cor litúrgica: Verde


Ofício do dia de semana
Liturgia das Horas: 937 – Oração das Horas: 971


Leituras: Eclo 2,1-13 – Sl 36(37) – Mc 9,3037
“Se alguém quer ser o primeiro, seja o último e o servo de todos.”
Sempre houve e sempre haverá a competição para ver quem é o maior.

“Toma a Deus por esposo e amigo com quem andas constantemente e não pecarás, e saberás amar, e as coisas necessárias sucederão prosperamente para ti.” - São João da Cruz – D66

“...Deus não conduz todas as almas pela mesma via; para acontecer que, a seus olhos, aquele que se julga mais atrás se encontre, ao invés, mais na frente....A humildade trouxe do céu o Filho de Deus às entranhas da Virgem.”
Santa Teresa de Jesus – C 16,2


SANTO DO DIA
São Sérgio, Mártir

Celebramos neste dia a santidade de vida do monge Sérgio que chegou ao martírio devido seu grande amor a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. São Sérgio vivia no deserto enquanto os cristãos estavam sendo perseguidos e entregando a vida em sacrifício.
Certa vez o Santo monge e intercessor foi movido pelo Espírito Santo para ir à Cesaréia, onde encontrou, no centro da praça a imagem de Júpiter, que era considerado o maior dos deuses entre os pagãos. Diante da imagem, os sacerdotes pagãos acusavam os cristãos e os condenavam, como motivo de serem eles os culpados da omissão dos deuses diante das necessidades do povo.
Encorajado por Deus, São Sérgio se levantou para denunciar as mentiras e anunciar, no poder do Espírito Santo, o Evangelho. Depois de fazer um lindo trabalho de Evangelização, São Sérgio foi preso e no século IV partiu para a glória.
São Sérgio foi martirizado na Cesaréia da Capadócia, no tempo do Imperador Diocleciano.A história do seu martírio é cercada de demonstrações de fé e coragem. Os cristãos tinham sido convidados, pelo governador da Armênia e da Capadócia, para uma festa em homenagem a Júpiter e, ao entrarem no salão, foram todos presos e obrigados a adorar o ídolo. São Sérgio reprovou veementemente esse culto e proclamou que somente o Deus vivo, Jesus Cristo, era verdadeiramente digno de louvor. Foi conduzido ao governador, que ordenou imediatamente a sua decapitação. O seu corpo foi recolhido pelos cristãos e enterrado por uma senhora em sua própria casa.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Liturgia - 23 de Fevereiro - SÃO POLICARPO, Bispo e Mártir



SÃO POLICARPO

Cor
litúrgica: Vermelho

Ofício da memória
Liturgia das Horas: 1281-1600-918 – Oração das Horas: 1206-1509-959

São Policarpo, bispo, foi martirizado em Esmirna, Ásia Menor, perto de 155. Segundo o testemunho de Santo Irineu, “ele tinha conversado com São João Evangelista e com outros que haviam conhecido o Senhor” e podia “falar daquilo que havida sabido, através deles, de Sua doutrina e de Seus milagres”. Amarrado ao poste de uma fogueira, deu graças ao Pai por comungar do cálice do Senhor, e ressuscitar para a vida eterna da alma e do corpo na incorruptibilidade do Espírito Santo.

Leituras: Eclo 1, 1-10 – Sl 92(93) – Mc 9,14-29

A cura de um epilético: “tudo é possível ao que crê.”
A fé é o único meio para se vencer o poder do mal, e a oração é o chamado ao diálogo com Deus.

“Em todas as nossas aflições, tribulações e dificuldades, não existe para nós outro apoio mais e mais seguro do que a oração e a esperança de que o Senhor proverá tudo pelos meios que lhe aprouver.”
São João da Cruz – 2S 21,5

“Espírito Santo, concedei-me o Dom do Conselho, tão necessário em tantos passos melindrosos da vida, para que sempre escolha o que mais vos agrada, e siga em tudo a vossa divina graça, e com bons e caridosos conselhos socorra o próximo... praza a ele que eu aceite em declarar algo... que se sua Majestade e o Espírito Santo não moverem a pena, bem sei que será impossível.”
Santa Teresa de Jesus – M 5,4,11

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Liturgia - 22 de Fevereiro - 7o. DOMINGO DO TEMPO COMUM

Cor litúrgica: Verde

Leituras próprias: Is 43,18-19.21-22.24b-25 – Sl 40(41) – 2Cor 1,18-22 – Mc 2,1-12
“Quem pode perdoar pecados senão Deus?”
Amo concretamente a Deus quando amo meus irmãos naquilo que eles necessitam.

Ofício dominical comum
III Semana do Saltério
Liturgia das Horas: 898-202 – Oração das Horas: 945-692

“O amor não é perfeito quando não é bastante forte e discreto em purificar a alma no gozo de todas as coisas, concentrando-o unicamente no cumprimento da vontade de Deus.”
São João da Cruz – 3S 30,5

ANTE A FORMOSURA DE DEUS


Formosura que excedeis
Todas as formosuras,
Sem ferir, que dor fazeis!
E sem magoar desfazeis
O amor pelas criaturas!

Santa Teresa de Jesus – Poesia VI, v1


Cátedra de São Pedro

(festa omitida, hoje)

Cátedra de São Pedro, sede da Igreja Católica Apostólica, que preside a caridade e confirma na verdade, fonte e base da unidade (cf. Santo Inácio de Antioquia e São Cipriano).


SANTO DO DIA

Santa Margarida de Cortona

A Santa de hoje é uma grande testemunha de fé e santidade para todos nós. Órfã de mãe, era uma linda jovem que conquistou o coração de um rico homem, com quem viveu amasiada por nove anos. Aconteceu que o rico jovem foi assassinado e por isto ela, ao ver o seu corpo em decomposição, pôs-se a pensar nas futilidades de sua vida. Ao ir para Cortona, Margarida enfrentou o sacramento da Reconciliação. A partir da conversão, a vida de Margarida foi uma luta constante para a santidade através dos exercícios de penitência, ao ponto de fazer de uma pedra o seu travesseiro, o chão de cama e como alimento apenas pão e água. Diante de uma vida intensa e nova na santidade , viveu da oração e sacrifício, isto mesmo na dor, provações e sofrimentos, purificada e liberta do domínio do pecado. Santa Margarida de Cortona repousou nos braços do Pai em 1297.



FELIZ ANIVERSARIO LUCIANO!!!!! NOSSO QUERIDO CRIADOR DO BLOG OCDS

feliz 50 anos Fernando, com o carinho de todo o Carmelo Secular, Frades e Monjas

O Congresso Internacional sobre a a Liturgia na vida do Carmelo Descalço viu participantes provenientes da Itália e de outros países. Trazemos ao blog um resumo das colocações:

 

 Fr. Edmondo Caruana, oc

 

            Tema do irmão carmelita foi a relação entre liturgia e mistagogia na transmissão da espiritualidade da Ordem. É o Espírito que nos guia ao mistério salvífico de Deus. A dois aspectos presentes na liturgia devemos prestar atenção: o humano e o divino. "Cristo é Deus-homem. A humanidade de Cristo insere-se também na nossa liturgia e por isso é Cristo mesmo presente nas nossas celebrações.  Nós hoje não podemos dizer de ser carmelitas teresianos se não há dentro de nós este espírito que devemos testemunhar através da nossa vida interior. As nossas celebrações não têm nenhum significado se não se vive na nossa vida aquilo que experimentamos durante nossa celebração litúrgica".

            Importante também é chegar preparados à celebração litúrgica. É toda a Igreja que celebra. Eu sou, como sacerdote, o "primos inter pares". Não há nenhuma celebração se não existem os verdadeiros celebrantes. Há comunidades e paróquias que não cuidam aos vários momentos litúrgicos: "homilias longas, para depois fazer uma liturgia eucarística breve, porque tem uma outra Missa após". Quando se celebra deve-se esquecer-se de todas as outras coisas que nos distanciam e nos distraem do celebrar.

 

Dr. Saverio Sturm e Dr. Antonello Verrastro, arquitetos

 

            Ambos falaram da evolução da arquitetura dos Carmelitas Descalços que pode ser detectada a partir de uma regra normativa que se impôs segundo precisos princípios de ordem ideal, poético e funcional. Na arquitetura carmelitana detecta-se a prevalência da figuração clássica ao lado da vontade de interpretar adequadamente o misticismo neocontemplativo dos discípulos de Teresa de Ávila e João da Cruz.

 

D. Juan Javier Flores, osb

            O monge D. Juan voltou a refletir sobre o lugar e a centralidade da Eucaristia, sublinhando quanto seja importante dar o justo espaço a este momento no interior da comunidade em que se vive.

 

 Fr. José Midili, o.c., docente de Pastoral Litúrgica em Santo Anselmo - Roma

            A reflexão de Midili foi dedicada à importância da participação e incidência das celebrações litúrgicas na vida das comnidades. A participação, segundo ele, é uma experiência fundamental no contexto litúrgico, seja em uma paróquia carmelitana, que em uma paróquia confiada a um outro carisma. É fundamental porque a comunidade que celebra é uma comunidade que interage entre si, enteragem com o canto, interagem com as respostas. Quando nós falamos de comunidade que celebra, nós entendemos um grupo de batizados presidido por um sacerdote, cada um com a sua ministerialidade, responsabilidade, carisma, mas todos membros do corpo de Cristo que forma a Igreja e, portanto, como todo corpo, que possui pontos de contato, de interação, de dependência.

            Fr. Midili também falou sobre o tema das comunicações e de como os modernos meios podem ser colocados a serviço da liturgia e do celebrante na ótica carmelitana. "Certamente existem uma série de conclusões do ponto de vista comunicativo que as ciências nos transmitem e, portanto, das modalidades que ajudam o Presidente da celebração a ter viva a atenção e a quebrar aqueles esquemas de não participação, de desconforto, de tédio: no contexto carmelitano isto se acentua sobretudo na experiência das devoções, que devem ser colocadas em um contexto litúrgico e no contexto da lectio divina, da reflexão sobre a a Palavra, onde a comunicação do que o Espírito suscita no coração encontra um espaço, uma ocasião e uma modalidade. Neste caso quem guia a comunidade à oração deve ter em conta algumas dinâmicas comunicativas".

 

Mons. Crispino Valenziano, docente no Pontifício Instituto Litúrgico S. Anselmo - Roma

 

            Liturgia e simbolismo foi o tema de Mons. Crispino. Segundo ele são muitas as ocasiões que podem ser causa de distração durante uma celebração litúrgica, como por exemplo determinados sinais, ações ou movimentos impróprios; é necessário recuperar a atenção através gestos simples e essenciais, para não perder de vista o sentido e o valor que a liturgia assume dentro de uma determinada celebração litúrgica, seja para aqueles que presidem tal cerimônia, seja para todos aqueles que participam, como fiéis, à mesma celebração.

 

 

            O Congresso Internacional foi finalizado com um concerto musical na Basílica de S. Pancrazio, que fica ao lado do Teresianum, no sábado à noite, e no domingo de manhã com uma lectio divina sobre o Magnificat conduzida pela Irmã Elena Bosetti, Pastorinha de Jesus Bom Pastor. 

(texto traduzido livremente pela equipe de comunicação http://provsjose.zip.net    do informativo de Francesco Vitale in www.ocd.it)


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