segunda-feira, 29 de setembro de 2014

CONVITE

 CARMELO DE CAMPINAS EM COMEMORAÇÃO DO V CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE SANTA TERESA DE JESUS CONVIDA A TODOS
 
 
 
V CENTENÁRIO DE NASCIMENTO
PARA VÓS NASCI - 1515-2015

 - De 12 a 15 de Outubro -

TRÍDUO DE SANTA TERESA DE JESUS
   
 PALESTRA:
 FREI ANTÔNIO FABIANO OCD

ORAÇÃO DA HORAS COM O POVO
- Programação -

§  Dia 12 de outubro

10h Missa de Nossa Senhora Aparecida
com as PROMESSAS DEFINITIVAS DA
 GARDÊNIA MARTINS DE SOUSA OCDS

16h Palestra de Frei Antônio Fabiano OCD
Tema- Teresa de Jesus: Mulher, Cristã, Mística

17h Oração de Vésperas Solene de Nossa Senhora Aparecida

§  Dia 13 de outubro às 7h Missa
§  Dia 14 de outubro às 7h Missa
§  Dia 15 de outubro
7h Missa da Solenidade de Santa Teresa de Jesus

ü Celebrações presididas por Frei Antônio Fabiano ocd

Santa Teresa de Ávila: a «Vida» e a Bíblia

 

Quando a lemos, S. Teresa de Jesus revela-se sempre e sobretudo como uma mulher dotada de grande personalidade que irrompe inovadora e renovadora. Os seus livros parecem escritos com letras de fogo, que nos contagiam com o entusiasmo e a alegria de viver que a animava. Ora, essa força comunicativa também dimana do dinamismo vital da palavra bíblica, pela qual S. Teresa se deixou fecundar.
A mulher forte e livre que ela foi submetia-se humilde ao poderio da palavra de Deus: “Sempre fui afeiçoada à leitura e sempre me recolheram mais as palavras dos evangelhos – que saíram daquela sacratíssima boca tal como as dizia – do que livros muito bem ordenados” . Ela encheu a sua Vida e as suas obras com o espírito que ressuma da Bíblia . Deixou-se saturar por ela. Se lhe aflora espontaneamente ao correr da pena, é porque faz parte daquilo que escreve, que é a carne da sua vida.
Para nos deixarmos surpreender pela quantidade de vezes com que cita a Bíblia explícita e implicitamente (além das muitas ressonâncias bíblicas que perpassam toda a sua obra escrita), convém ligar às muitas e grandes dificuldades que a abordagem da Bíblia supunha no tempo de Teresa de Ávila.


1. A leitura da Bíblia no século de ouro espanhol

Uma característica do séc. XVI espanhol, em que S. Teresa viveu, foi a importância dada à Bíblia na cultura e na espiritualidade. Sinal desse fervor bíblico foi a publicação da Sacra Bíblia Poliglota Complutense, em Alcalá de Henares, promovida pelo cardeal Francisco Ximénez de Cisneros (1437-1517), arcebispo de Toledo. A edição completa do Novo Testamento veio à luz em 1522, no mesmo ano em que Lutero produzia a sua versão alemã do Novo Testamento.

Este movimento bíblico contagiou os círculos mais cultivados do povo cristão, avivando a pregação e a publicação de livros espirituais com marcada presença da Bíblia. O frade jerónimo, Hernando de Talavera († 1507), confessor dos «reis católicos», enquanto bispo de Ávila aconselhava a leitura, em língua vulgar, dos santos evangelhos e de todo o Novo Testamento, bem como de muitos livros do Antigo Testamento. O monge beneditino Juan Robles († 1572), uma das figuras mais insignes dos beneditinos do séc. XVI, procurou pôr a Sagrada Escritura ao alcance do povo cristão: “Todos os obstáculos do mundo se juntam para não vermos o evangelho e querem que naveguemos sem mapa de navegação e que sejamos bons oficiais neste exército da vida cristã sem o livro e a regra desta arte, que são os evangelhos”. Critica o desatino de alguns teólogos da época de S. Teresa, de que o evangelho “causa dano em língua vulgar mais do que em grego e em latim”. E faz o reparo: “Não existe tradução completa dos evangelhos, apesar de ser a obra mais necessária do que qualquer outra para estes reinos”. Por isso, decidiu pôr remédio a esse mal traduzindo os Quatro sacrossantos evangelhos de Jesus Cristo a partir da Biblia Poliglota de Alcalá .

As palavras deste beneditino, por um lado, confirmam o ambiente de ardente desejo de ler a Bíblia. Os que favoreciam a tradução da Bíblia não estavam só em campo protestante: abundavam também entre os católicos, antes do concílio de Trento e da Reforma protestante. Durante o final do séc. XV e até meados do século XVI, fizeram-se sem qualquer dificuldade numerosas traduções parciais da Bíblia para línguas vernáculas, também espanhol, bem como de inumeráveis livros de piedade com textos bíblicos . A procura da Bíblia por parte dos fiéis aumentava constantemente.

Mas, por outro lado, esse florescimento bíblico tinha tido dificuldades, principalmente por causa dos judaizantes e de algumas heresias, desde o séc. XIV. E teria havido duas recentes proibições da Bíblia em língua vernácula: uma, depois da expulsão dos judeus, durante o reinado dos «reis católicos» (D. Fernando morreu em 1516), e outra, depois da aparição do protestantismo, no tempo de D. Carlos V (rei de Espanha a partir de 1516). Chegando a Valência em 1497 o édito que proibia «Bíblias em língua vulgar» em Espanha, o inquisidor valenciano mandou apanhar e queimar as Bíblias que pôde. Em 1492 queimaram-se em Salamanca cerca de vinte volumes.

As dificuldades aumentarão imediatamente antes do concílio de Trento, altura em que foi travado o ímpeto da piedade popular com a proibição da tradução e da leitura da Bíblia nas línguas vernáculas. No concílio de Trento, os Bispos espanhóis e seus teólogos consideravam um perigo que qualquer pessoa pudesse ler a Bíblia, sem esclarecimento do seu sentido, com o risco de interpretações distorcidas. Para afastá-la do povo sem proibi-la aos clérigos, pensou-se que o remédio seria não traduzi-la . Tal opinião não era partilhada pelos bispos alemães, italianos e franceses, por não existir esse problema nos seus países: enquanto em Espanha tinha sido proibida desde havia muito tempo a leitura da Bíblia em língua vernácula, na Alemanha e em Itália a sua publicação e leitura nunca tinha sido oficialmente proibida. Só a Espanha adoptou essa posição. Na 4ª sessão do concílio, em 1546, o teólogo Alfonso de Castro e o cardeal Pacheco discursaram contra a difusão da Bíblia em língua vulgar, pelos perigos que suporia para a fé a sua interpretação pessoal. Para os opositores das traduções da Bíblia, a sua leitura em língua vulgar tornava-se uma fonte de heresias. Fr. Alfonso de Castro, professor em Salamanca, considerava as traduções da Bíblia para as línguas vulgares “a mãe de todas as heresias”. Em 1541 escrevia na sua obra Adversus omnes haereses: “Las herejías no vienen por la lectura de las Sagradas Escrituras, sino de su perversa inteligencia… Las traducciones de los libros sagrados a las lenguas vulgares producen más daño que la lectura de los filósofos gentiles…” . O famoso teólogo Melquior Cano chegou a afirmar: “Por mais que as mulheres reclamem com insaciável apetite comer deste fruto [que é ler a Sagrada Escritura], é necessário vedar-lho com uma faca de fogo, para que o povo não chegue a ele… A experiência ensinou que… a liberdade de ler a Sagrada Escritura, toda ou em grande parte, e traduzi-la para língua vulgar, causou muito dano às mulheres e aos não instruídos” . Temia-se que a leitura generalizada da Bíblia a interpretasse mal e fizesse dela mau uso, fazendo-a dizer o que se queria, pondo em perigo a fé e a Bíblia.

Os Padres do concílio abstiveram-se de legislar sobre a polémica questão das versões da Bíblia para línguas vulgares. Mas esse silêncio foi de pouca dura: a postura adoptada no concílio pelos prelados espanhóis exprimiu-se no Índice de livros proibidos, de 1551, que proibia uma série de Bíblias suspeitas, que circulavam por Espanha e pela Europa, mas também as Bíblias “em língua castelhana, francesa ou flamenga ou em qualquer outra língua vulgar”, embora não dissesse nada das traduções parciais . Índice mais severo será o aprovado por Paulo IV, de 1559, rol de livros proibidos pela Inquisição sob o comando do mesmo inquisidor geral Fernando de Valdés. Mandava retirar da circulação, não só as Bíblias em língua vulgar e os diversos livros bíblicos publicados separadamente, mas também “todos e quaisquer sermões, cartas, tratados, orações e qualquer outro manuscrito que fale ou trate da Sagrada Escritura”. Nem sequer permitia livros com citações bíblicas em língua vulgar . Proibia categoricamente a tradução, impressão, publicação, posse e leitura da Bíblia em qualquer língua vulgar, especialmente em castelhano . Era um rude golpe no movimento bíblico entre o povo fiel e religioso feminino, que não sabia latim. Estancava o fluxo da formação bíblica popular.

A contemporânea S. Teresa de Ávila estranhou tão grave decisão:
Quando foram retirados vários livros em língua vernácula para que não os lessem, eu senti muito, porque me recreava ler alguns e, agora, já não podia por serem em latim. Disse-me o Senhor: Não tenhas pena, que Eu dar-te-ei livro vivo. Eu não entendia a razão destas palavras, porque ainda não tinha tido visões. Mas, de há uns dias para cá, entendi-a muito bem, porque tive muito em que pensar e recolher-me com o que via presente. O Senhor demonstrou para comigo um amor imenso, porque me instruiu de muitas maneiras. Pouca ou quase nenhuma necessidade tive de livros. Sua Majestade tem sido o verdadeiro livro onde tenho visto as verdades. Bendito seja tal livro, que deixa impresso o que se há-de ler e fazer, de maneira a não se poder esquecer! .

O “livro vivo” substituiria a Bíblia proibida. Mas outras almas não sentiram dentro de si a mesma solução. A Bíblia não estava ao alcance de quem a quisesse ler. É verdade que existiam versões parciais (de alguns livros). E o Antigo Testamento inteiro estava disponível na tradução espanhola feita pelos judeus portugueses Abraão Usque e Duarte Pinhel, aparecida na cidade de Ferrara em 1553: tinham sido expulsos de Portugal e deram origem à famosa Biblia de Ferrara. E ainda havia outra Bíblia do exílio, a primeira versão espanhola completa, levada a cabo por Casiodoro de Reina, ex-monge jerónimo de S. Isidoro de Sevilha, depois convertido ao protestantismo: conhecida como Biblia del Oso, tinha sido impressa em Basileia em 1569 . Mas não estavam ao alcance dos católicos: como eram traduções patrocinadas por judeus e protestantes, suscitavam desconfiança e estavam proibidas pela Inquisição.

Isto não daria para afirmar de forma simplista que «a Igreja proibiu a Bíblia». Nesta região e nestas circunstâncias, ela restringiu a sua leitura, pelo receio de interpretações incorrectas. A proibição da sua tradução para as línguas vulgares de algumas regiões após o concílio de Trento era uma resposta às circunstâncias do momento. A Igreja começava a sofrer um dos seus cismas mais profundos com a separação que dela estavam a realizar os protestantes, que colocavam nas mãos dos fiéis a Bíblia em língua vulgar, sem explicações do texto . A católica Espanha, por meio da Inquisição, queria proteger-se dos males morais acarretados pela muito recente Reforma protestante e afastar o perigo do «livre exame», a livre interpretação pessoal da Bíblia, proposta pelos protestantes. Paradoxalmente, a autoridade eclesiástica temia que a Bíblia causasse danos à fé! Desejando salvaguardar a sua integridade, adoptou uma postura enérgica. Pairava o receio de perder a densidade teológica de termos latinos e de perturbar a mente dos cristãos. A língua vulgar ainda não tinha atingido o estatuto de língua da cultura, servindo mais para o conto, para a poesia popular e para o teatro. Este ambiente da passagem cultural da Idade Média para a Moderna ajuda a entender as reservas da Igreja face à tradução da Bíblia para as línguas vulgares. Não era só um fenómeno religioso, mas também um fenómeno cultural e linguístico dentro do contexto da evolução das línguas nacionais .

S. Teresa nasce, cresce e vive neste ambiente de fervor bíblico, que foi refreado ou abrandado pelo zelo da Inquisição local. O facto de os protestantes se terem separado da Igreja levando consigo só a Bíblia fez perder pouco a pouco o contacto com essa fonte de iluminação da vida. Em boa medida, no povo simples o ambiente era de medo de intervenções da Inquisição, pela posse e pela leitura de livros bíblicos. Por causa deste medo, o Índice de 1559 cumpriu-se à risca até ser suavizado pelo Índice de 1583, quando Teresa já tinha morrido.


2. A influência da Bíblia na Vida de S. Teresa


O enquadramento que acabamos de fazer sobre as dificuldades e impossibilidades de leitura da Bíblia no tempo, na cultura e na religiosidade em que Teresa viveu deixa-nos entender que ela não tenha sequer possuído uma Bíblia. Simplesmente, nunca teve um exemplar da Bíblia inteira com todos os livros, para ler e meditar. De facto, não consta do exaustivo inventário, feito pelo seu pai em 1507, de “bons livros em língua vulgar, para que os filhos também os pudessem ler” . Nem a terá tido depois.

Mas o facto de a Santa de Ávila não ter podido manejar a Bíblia completa não significa que não a tenha conhecido profundamente. Tendo em conta o ambiente em que viveu, é mesmo surpreendente o lugar de grande relevo que a Bíblia ocupa na sua vida, na obra escrita e na atitude profética. As cerca de 870 vezes que Teresa a cita manifestam que leu e conheceu a maior parte da Bíblia através de citações dos textos sagrados em livros de espiritualidade ou de grandes antologias dos mesmos . Uma delas, que Teresa terá usado muito e no qual se recreava, foi Epístolas y Evangelios para todo o ano, uma espécie de missal da época, que foi reeditado muitíssimas vezes entre 1512 e 1559 e continha muitos textos selectos do Novo Testamento . Conhecia muito bem o evangelho, pois, segundo ela conta, “durante anos, quase todas as noites, antes de adormecer e encomendar o meu sono a Deus, pensava sempre um pouco nesta passagem da oração do Horto. Comecei a fazer assim já antes de ser religiosa” . E “lia a Paixão inteira” . Tendo entrado para a vida religiosa, a Liturgia das Horas e a Eucaristia, mesmo em latim, incrementaram o seu contacto com a Escritura . Até as conversações com os confessores e com os grandes teólogos da Espanha de então contribuíram para Teresa conhecer mais a Sagrada Escritura. Não é casual que cite 49 livros bíblicos . Os mais referidos são os evangelhos (que lhe serviam de ponto de referência para ler outras secções da Bíblia), as cartas de Paulo, os Salmos e o Cântico dos Cânticos. Nenhum livro seu carece de numerosas citações bíblicas, sendo os que mais nelas abundam: o Castelo Interior com 202 e o Livro da Vida com 185.

Vejamos como leu a Bíblia e em que medida foi por ela influenciada.


2.1. A marca bíblica dos seus escritos

Uma das muitas razões da sua riqueza e actualidade para a Igreja reside no facto de a sua espiritualidade estar profundamente marcada pela mensagem bíblica. O núcleo duro dos grandes temas que traz à colação e a trama essencial das suas obras principais estão tecidos com referências bíblicas . A larga tela da sua copiosa experiência do mundo do espírito está pintada de inumeráveis imagens matrizes que Teresa tira do tesouro da Bíblia e elabora na sua narrativa . A Sagrada Escritura apegou-se à sua vida e à sua doutrina, embebendo-as.

Mas como se processou essa compenetração de Teresa com a Bíblia e da Bíblia com Teresa?

A autoridade da Bíblia não se lhe impôs à força, nem a descobriu por caminhos teóricos da teologia. Mais do que preocupar-se com o sentido original de cada texto bíblico, procurava nele o sentido radical para a própria vida pessoal, onde estava radicado o seu sentido último, que é Deus. A sua leitura dos textos bíblicos era uma hermenêutica vivencial, em clave de interioridade e de humanidade.

Não tendo formação bíblica académica, conseguia interpretar bem a palavra de Deus pela via da intuição, do conhecimento espiritual e da profunda experiência de fé. Descobria o seu sentido por tê-lo vivido. O critério de compreensão era o do seu sentido em Cristo. “Parece-me que o Senhor me dá a entender, para meu propósito, algo do sentido de algumas palavras… O Senhor dá tanto a entender… Escreverei alguma coisa das que o Senhor me dá a entender, que se encerram em palavras de que gosta a minha alma para este caminho de oração” . “Eu conforto-me com o que o Senhor me dá a entender quando disto ouço alguma coisa” . E onde a língua gerava dificuldade, o coração ajudava a superá-la: “Estando nesta quietude, apesar de não entender quase nada do que rezo em latim, sobretudo o Saltério, tem-me acontecido entender os versículos em vernáculo e, mais ainda, consolar-me por ver o que quer dizer em língua vernácula” . Podemos pensar que, em certos casos, teve da Escritura uma experiência mística, compreendendo-a por revelação de Deus . E essa experiência – aonde o teólogo dificilmente entra – deu-lhe mais estima da Escritura, convencida de que, também através dela, Deus comunica a sua vontade e ilumina a vida.

Assim, em grande medida os textos bíblicos vinham ilustrar, confirmar, aprovar a experiência espiritual já vivida por ela. Como tinha acontecido com S. Paulo, não terão sido só as Escrituras a transformar Teresa mas o encontro pessoal com Deus em Jesus Cristo, encontro esse que ela depois relia nas Escrituras . Em sintonia com a grande tradição da Igreja, Teresa lia as possíveis partes da Bíblia a partir da vida humana e espiritual.

Mas o que acontecia nessa leitura não se reduz facilmente a uma única explicação. A Madre Teresa também lia a vida a partir da Bíblia: ou seja, recorria a ela para se dizer a si própria e a sua experiência de Deus . A Bíblia dava-lhe Deus, orientava-a cada vez mais perfeitamente para Deus, afinava a sua relação com Ele e beneficiava o encontro com os humanos: “Oh Jesus! Quem pudesse saber as muitas coisas da Escritura que deve haver para dar a entender esta paz de alma!” . Na realidade, sempre houve na vida de Teresa um contínuo vaivém da vida para as Escrituras e das Escrituras para a vida: a vida ajudava a compreender melhor a Escritura e a Escritura interpretava as circunstâncias da existência humana.

Nesse jogo hermenêutico de se deixar guiar pela palavra de Deus, gostava de identificar-se com os inspiradores «modelos de acção» que encontrava nas personagens bíblicas, tão frequentemente por ela mencionadas, aquelas que incarnavam as atitudes mais nobres diante de Deus. A lista bem abonada de figuras bíblicas é mais um documento da sua grande sensibilidade bíblica e da sua forma de ler a página sagrada em busca de ideais que arrastam .

Também esta procura quer dizer que para Teresa a Bíblia não ficava encerrada no passado: como os Padres da Igreja, como os monges da Idade Média, experimentava a Palavra de Deus como viva, actual, impulsionadora, sedutora, no hoje da própria vida, desde que começou a ter contacto com ela: “em tão boa companhia e com a força que as palavras de Deus deixavam no meu coração, tanto as que lia como as que ouvia, fui entendendo a verdade como quando era criança” .


2.2. A alta estima pela Sagrada Escritura

No ambiente hostil e perigoso para os que tentavam furar a malha da proibição de ler a Bíblia em língua vulgar, Teresa mostrou excepcional espírito de liberdade e delicado amor pela palavra de Deus. Quando a advertiam de que podia ser acusada aos inquisidores por causa de “alguma revelação”, ela reagiu: “Isto deu-me graça e fez-me rir, pois neste ponto nunca temi… Por qualquer verdade da Sagrada Escritura, eu me ofereceria para morrer mil mortes” . Tendo sentido Jesus a falar-lhe, confessa: “Fiquei com grande fortaleza e vontade de cumprir com todas as minhas forças a mais pequena letra da divina Escritura” .

É conhecida em Teresa a grande capacidade de amar. Empenhou-se particularmente num amor: o amor à verdade. A interlocutora de Deus, que sentia responsabilidade diante d’Ele e dos humanos por aquilo que contava de si própria, existiu em busca da verdade. Referindo-se aos progressos espirituais da sua alma, diz que “o seu pensamento estava tão habituado em entender a autêntica verdade que tudo o resto lhe parece brincadeira de crianças” . E essa verdade verdadeira, com a qual podia confrontar as suas pequenas e grandes verdades, “esta Verdade que me foi revelada”, era “em si mesma a verdade, sem princípio nem fim. Todas as outras verdades dependem desta Verdade” . Ora, essa verdade coincide com o plano salvífico de Deus descrito na Sagrada Escritura. Nela, especialmente na pessoa e no evangelho de Jesus, Teresa encontrava a Verdade de Deus e a verdade sobre si própria. Lendo a palavra de Deus como revelação sempre actual para a sua história pessoal, o Livro da [sua] Vida é a história da relação de Deus com ela, “o triunfo da graça sobre a debilidade humana” , uma miniatura da história da salvação bíblica, à luz da qual aprendeu também a ler a história humana do seu tempo. Contando episódios da sua vida em jeito de colóquio com Deus e aludindo ao salmo 89,2, faz “resplandecer o bem imenso das vossas misericórdias. E com quanta razão as posso eu para sempre cantar” . Teresa de Jesus “bem entendeu ser a mesma Verdade” a dizer-lhe: “Todo o mal que vem ao mundo é por não se conhecerem deveras as verdades da Sagrada Escritura, da qual nem um til ficará por cumprir” . Também assim lia e vivia a sua vida à luz da palavra de Deus.

Teresa estava convencida de que a Bíblia, além de induzir a um bom comportamento, dava consistência, profundidade e conteúdo à vida de oração e à vida espiritual em geral. Dizia: “Ser pessoa de muitas letras é uma grande coisa! Os que as possuem, instruem-nos, a nós que pouco sabemos, e dão-nos luz; desta maneira, conhecendo as verdades da Sagrada Escritura, fazemos o que devemos. De devoções à toa livre-nos Deus!... [de devociones a bobas nos libre Dios]” . Por isso, sempre que podia, procurava a opinião dos letrados, para não se equivocar ao seguir as pequenas verdades pessoais: “um bom letrado nunca me enganou” . Dizia que “apesar de alguns [letrados/teólogos] serem inexperientes [no que toca à oração], não aborrecem nem ignoram o que é espiritual; e, na Sagrada Escritura que estudam, acabam sempre na verdade do bom espírito” . Falando precisamente do juízo que pedia aos confessores sobre a sua vida espiritual, declara satisfeita: “Nada encontraram que não seja muito conforme à Sagrada Escritura. Isto já me deixa mais sossegada” . E para as “coisas do espírito” recomenda: “no [que diz respeito ao] sobrenatural, veja se está conforme à Sagrada Escritura” . Como critério para julgar a proveniência de uma visão espiritual, sugere: “Pelo que tenho visto e sei por experiência, acredita-se que é fala de Deus se for conforme à Sagrada Escritura” . “Eu acreditava de tal maneira na verdade da revelação [particular, a ela] que… me parecia impossível que a fundação não se fizesse, a não ser que fosse contra o que está na Sagrada Escritura” . Quanto às «falas» interiores, avisa: “De qualquer uma que não esteja muito conforme à Sagrada Escritura não façais caso delas…” .


Conclusão

Nos seus escritos, a santa Madre fala de si, da sua experiência. Mas, simultaneamente, fala de Deus, da acção de Deus nela. Para quem a lê hoje, isso é que vale. Ela fala de Deus como de uma pessoa conhecida. Ao lê-la, fica a impressão de que teve um encontro com Ele antes de se pôr a escrever. Realmente, encontrou-se com Ele nas suas experiências místicas, na oração, na meditação, na vida. Mas também nas Sagradas Escrituras.

Esta constatação lança um desafio aos cristãos privilegiados de hoje. Se Teresa de Ávila tivesse tido as facilidades que temos hoje para ler, meditar e entender a Bíblia, oferecida em diversas traduções, com boas introduções a cada livro bíblico e com notas explicativas de expressões mais difíceis!... Como aproveitaria os momentos disponíveis para se deixar impregnar do espírito da palavra inspirada pelo Espírito de Deus! Para o fazer hoje, é preciso convencer-se de que a Bíblia não é só a carta fundacional ou a narrativa fundadora da fé cristã. Nem se apresenta como código moral de proibições e de leis a cumprir. Obviamente, não é «um manual de maus costumes, um catálogo de crueldades e do pior da natureza humana». É uma instância crítica para o ser humano se rever ao mais alto nível e aprender a transcender-se; uma instância crítica pro-vocante, que faz pensar, desafia, alerta e inspira a acção, à luz da palavra e da acção do Homem Novo, que a fé vê como Filho de Deus. Ela inscreve-se como viático, companheira de viagem do homo viator. Acima de tudo, há que de pensar – porque é verdade – que ela efectivamente influencia a vida e determina o andamento da história humana. Diante do crescente laicismo, que pretende enclausurar a vida religiosa dos cidadãos na esfera privada, sem nenhuma manifestação social e pública, a mensagem bíblica reforça e ilumina os princípios básicos de qualquer convivência humana.

É nessa função interpelante que está o grande valor da Bíblia. Lida assiduamente, gera em mim como uma segunda natureza, oferece respostas para os problemas do quotidiano, questiona e sugere, adverte e salva, fazendo que o leitor viva fiel a si próprio, segundo Deus, como aconteceu com Teresa de Ávila.


Armindo dos Santos Vaz

Retiro Espiritual da Comunidade Santa Teresinha- Caratinga / MG



Nos unimos em oração neste fim de semana no Noviciado São José em Piedade de Caratinga para nosso retiro OCDS.
O mesmo foi orientado pelo assistente de nossa comunidade Frei Marlon OCD.
A reflexão foi a Palavra de Deus a partir do documento Verbum Domini.
Frei Marlon com uma pedagogia clara, suave nos introduziu num clima de silêncio dentro de uma proposta livre para perceber a força do retiro que nos orienta e desperta para rezar.
No silêncio a Palavra se fez carne, assim sendo o silêncio nos ajuda pois ao nos recolher surge o encontro com o Senhor.
É necessário reconhecer que nossa vida é transitória e que a transitoriedade não é o fim, e sim o começo.
Há uma força que nos impulsiona e esta é a Palavra de Deus.
Deus por seu Filho Jesus Cristo comunicou-se plenamente, mas nós não conseguimos nos comunicar plenamente nosso próprio ser.
Somos a Palavra de Deus encarnada.
As reflexões foram feitas com verdadeira dedicação, e a dinâmica da adoração dando nos oportunidade de celebrar completas diante do  Santíssimo Sacramento falou forte em nossos corações.
Debruçamos na Palavra de Deus através da leitura orante  de textos sugeridos, nos alimentando para prosseguir nesse caminho que é sempre começo.
Nossa gratidão a comunidade do Noviciado São José que nos acolheu e preparou o ambiente para rezarmos bem.
À Vera que sempre na cozinha dá o melhor de si.
A você que rezou estes dias pelo bom êxito deste retiro.
Ao Frei Marlon, amigo e assistente de nossa comunidade.
Na Eucaristia encontramos para ser sempre irmãos, chamados a ser Palavra de Deus.

Ana Maria Eymard - Encarregada da formação na comunidade












 

Comunicado de Falecimento

Caríssimos Irmãos e Irmãs. 
 
A paz do Senhor. 
 
Comunicamos o falecimento de nossa Irmã Maria Helena de Cristo Rei. Ela nasceu em  Rio Claro, contava com 69 anos de idade e 48 anos de vida carmelitana em nosso mosteiro. Dia 27 de setembro decorrente de uma parada cardíaca às 15h45 ela veio a falecer às 23h20. Irmã Maria Helena aguardava fazer uma cirurgia cardíaca dia 29 de setembro, porém no passado Domingo dia 21 ela foi internada com grave insuficiência respiratória. Terça-feira, dia 23, foi encaminhada para a UTI também com um quadro infeccioso; nessa mesma noite recebeu os últimos sacramentos ministrados por seu diretor espiritual.
 
Suplicamos aos nossos irmãos e irmãs na Ordem os costumeiros sufrágios.
 
O velório ocorreu em nosso Carmelo às 14h. O enterro no cemitério da Saudade em Campinas às 15h. 
 
Para nós carmelitas é uma bênção fazer a passagem no sábado, segundo a tradição, dia dedicado a Nossa Senhora. Nossa Irmã Maria Helena era  muito devota da Virgem Maria sob o título de Nossa Senhora Menina. Na esperança e fé de que nos encontraremos todos no Céu junto de nosso Pai misericordioso nos despedimos agradecendo as orações e atenção.

Pela comunidade, Irmã Maria Ana de Jesus ocd

sábado, 27 de setembro de 2014

GRUPO SÃO JOSE-SETE LAGOAS/MG


Comunidade é família
Que partilha palavra e pão
Comunidade é alegria
É encontro de irmãos.

Comunidade caminha unida
Não desampara o irmão
Constrói-se a cada dia
Nos laços da união.

Um só corpo... Um só coração
Graça, Amor e Perdão
Unidos a cabeça que é Cristo
Vivendo a verdadeira comunhão.

Brilho na escuridão é o amor
Poesia na canção é oração
Antes éramos chamados de discípulos
Hoje somos chamados de cristãos

Construindo a igreja que é Cristo
Um só corpo...um só coração
Viver de amor
É a nossa missão





GRUPO SÃO JOSE E PADRE NILTON






CONSELHO DO GRUPO SÃO JOSE

terça-feira, 23 de setembro de 2014

O poder de intercessão de São José

Ir. Cintia Louback, EP
2º Ano Ciências Religiosas

Há certos homens, ao longo da História, cuja grandeza ultrapassa qualquer lenda. Homens que parecem ser objeto de uma especial predileção de um Deus comprazido em adornar suas almas com o brilho das virtudes e de raríssimos dons.

Desde toda a eternidade, quando a Encarnação do Verbo foi determinada pela Santíssima Trindade, Deus Pai quis que a chegada de seu Filho ao mundo fosse revestida com a suprema pulcritude que convém a um Deus. Apesar dos aspectos de pobreza e humildade com os quais haveria de se mostrar, Ele deveria nascer de uma Virgem concebida sem pecado original, reunindo em si as alegrias da maternidade e a flor da virgindade. Mas era indispensável a presença de alguém capaz de assumir a figura de pai perante o Verbo de Deus feito homem. Para isso, bem podemos aplicar as palavras ditas pela Escritura sobre o Rei Davi: "O senhor procurou um homem segundo seu coração". Este homem foi São José.
Para formarmos uma ideia de quem foi São José, precisamos considerar que ele foi esposo de Nossa Senhora e pai adotivo do menino Jesus. O esposo deve ser proporcionado à esposa. Ora, quem é Nossa Senhora? Ela é, de longe, a mais perfeita de todas as criaturas, a obra-prima do Altíssimo. Se somarmos as virtudes de todos os anjos, de todos os santos e todos os homens até o fim do mundo, não teremos sequer uma pálida ideia da sublime perfeição da Mãe de Deus. O homem escolhido para ser o esposo dessa excelsa criatura devia possuir uma virtude maior que a dos antigos patriarcas. Eis a grandeza de alma que devia ter o Esposo da Mãe de Deus!
Sua missão, como pai do Menino Jesus, consistiu em ser a imagem de Deus Pai aos olhos do próprio Filho de Deus! Na simplicidade da vida cotidiana, São José exercia como chefe da Sagrada Família, uma verdadeira autoridade sobre o Filho de Deus.
Quem iria responder às perguntas de Deus? Esta graça só foi concedida a São José, varão humilde e puro. Imaginemos o Menino Jesus parado diante dele e indagando como fazer tal coisa. E São José, mera criatura, ciente de que é Deus quem pergunta, dá o conselho! Consideremos São José como modelo de castidade e de força; um varão de santidade inimaginável, no qual Deus reuniu, como num sol, tudo quanto os demais santos juntos têm de luz e esplendor. Todas as glórias se acumularam neste varão incomparável.
Houve, também, no Antigo Testamento um personagem chamado José, filho do Patriarca Jacó que chegou a ser vice-rei do Egito. Em tempo de fome, o Faraó mandava os egípcios se dirigirem ao sábio José para que ele distribuísse os alimentos, dizendo-lhes: "Ide a José"! Da mesma maneira, podemos ouvir a voz de Deus que nos diz durante nossas dificuldades: "Ide a José"! Assim como José foi vice-rei do Egito e o mais importante do reino depois do Faraó, Deus constituiu São José, vice-rei da Igreja, quer dizer, senhor e cabeça de sua casa, custódio e administrador de todos os seus bens.
Quem poderá calcular o poder de intercessão de São José junto à Maria Santíssima e a seu Divino Filho? Seu patrocínio e poder de intercessão são superiores aos de todos os demais santos, sem dúvida alguma. São José tudo pode diante do Divino Redentor. Certamente, Jesus, que lhe foi submisso durante sua vida terrena, seguirá sendo-lhe obediente por toda a eternidade…
Imploremos, sempre, sua poderosa intercessão!

Retiro da comunidade NOSSA SENHORA DO CARMO E SANTA TERESA DE JESUS

Neste domingo dia 21 de setembro a NOSSA SENHORA DO CARMO E SANTA TERESA DE JESUS fez retiro, com a particpação de membros das COMUNIDADES de Pauilinea, do JABAQUARA, e de JUNDIAÍ.
 Tendo dois  acessores: 
pela parte da manha frei Allyson Cássio. que falou sobre Jesus e a Comunidade com base em textos bíblicos, escritos de Santa Teresa e documentos da ordem.   A Samaritana :  Alma tem Sede De Deus” Mas quem lhe pede, Dá-me de beber ? 

FREI Allyson Cássio. 
“Ali havia o poço de Jacó. E Jesus, fatigado da viagem, sentou-se à beira do poço. Era por volta do meio-dia. Veio uma mulher da Samaria tirar água. Pediu-lhe Jesus: Dá-me de beber.”                     (São João, 4: 6, 7).


“O deserto é belo porque no meio dele há um poço” (St. Exupéry). Os patriarcas, em suas migrações, armavam uma tenda e cavavam um poço. A história da salvação está pontilhada de poços. Jacó dera esse poço que era uma fonte de vida. Jesus, ao meio dia, senta-se ao lado do poço e pede de beber a uma samaritana. Ali, junto àquela água, dá-se um diálogo. Era Deus que abria um novo poço para sua sede. Ali esperou uma mulher meio pagã, símbolo do mundo sedento que não sabe onde encontrar a água. “A água que eu lhe der se tornará fonte que jorra para a vida eterna”,Jesus. No simbolismo da água, encontramos Cristo que dá a Água Viva no Batismo. Ali, junto ao poço de Jacó, espera pela samaritana. Os samaritanos eram o resultado de uma mistura de judeus e 5 povos e seus deuses (os 5 maridos da mulher). Ela se admira que Ele peça água a uma mulher e, pior, uma samaritana. Jesus é a realização da profecia: “Bebereis com alegria das fontes da salvação” (Is 12,3). Ele lhe faz uma catequese. Jesus que não cede na fé: “A salvação vem dos judeus”. Mas abre os tesouros de Deus a todos: “Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em Espírito e Verdade” (Jo 4,23).

A segunda parte do retiro : Jesus na história de salvação de cada um e historia da humanidade.
Rose Piotto e membros da comunidade em momentos de oração

270 “Às vezes sentimos a tentação de ser cristãos, mantendo uma prudente distância das chagas do Senhor. Mas Jesus quer que toquemos a miséria humana, que toquemos a carne sofredora dos outros. Espera que renunciemos a procurar aqueles abrigos pessoais ou comunitários que permitem manter-nos à distância do nó do drama humano, a fim de aceitarmos verdadeiramente entrar em contacto com a vida concreta dos outros e conhecermos a força da ternura. Quando o fazemos, a vida complica-se sempre maravilhosamente e vivemos a intensa experiência de ser povo, a experiência de pertencer a um povo. “ Papa Francisco E.G.

A PROXIMIDADE DA CRUZ


Simão de Cirene. Este cireneu é um estranho que é forçado a levar a cruz de Jesus  É de fazer pensar a solidão de Jesus: não tem um amigo, um discípulo, um beneficiário dos seus milagres que apareça para O ajudar a levar a Cruz. Jesus mostra aqui toda sua humanidade .E neste momento nos lembramos do Cristo chagado que tanto moveu santa Teresa em toda sua vida de oração. Quando Simão saiu de casa com certeza não imaginava o que encontraria pelo caminho. Com certeza como nós todos os dias não imaginamos o que teremos pela frente na nossa realidade.

Também refletimos  com Zaqueu , como personagem bíblico, chamado a salvação. Usando as chaves de reflexão de Elisabete da Trindade , contidas em seu primeiro retiro."Desce depressa, pois hoje devo ficar em tua casa”  Luc 19,5
.
Os dois orientadores frei Allyson Cássio. e Rose tiveram como inspiração a espiritualidade da Beata Elisabete da Trindade

Encerrou-se o retiro com a oração das vésperas e cantando a Salve Regina.
abaixo mais algumas fotos dos momentos do retiro:
missa 

jardim ao lado da capela para silenciar e rezar

comunidades que participaram do retiro reunidas após a missa


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