terça-feira, 8 de setembro de 2009

Liturgia - 09 de setembro - 4a-FEIRA DA 23a. SEMANA DO TEMPO COMUM














4ª-FEIRA DA 23ª SEMANA DO TEMPO COMUM

Cor litúrgica: Verde

Ofício do dia de semana
Liturgia das Horas: 911
Oração das Horas: 982

Leituras: Cl 3,11-11 – Sl 144(145) – Lc 6,20-26
“Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos rejeitarem, insultarem vosso nome como infame, por causa do Filho do Homem.”
Na medida em que o reino de Deus é graça, corresponde melhor à pobreza do que à sua riqueza..

“Não se diz estas palavras por querer ser tida em alguma conta; ao contrário, os desprezos e vitupérios são de grande estima e gozo para a alma que ama verdadeiramente a Deus; aliás, vê muito bem que não merece, por si mesma, outra coisa; fala assim unicamente por causa da graça e dons recebidos de Deus.”


São João da Cruz – C 33,4


Cartas de Santa Teresa de Jesus em 09




1576 – C 115 – À Madre Maria de S. José, Priora de Sevilla – Prazer que lhe causam as cartas da Priora de Sevilla. Sobre algumas postulantes e noviças e outros assuntos desta casa. Teresa se lembra de Sevilla. Atum, tolas e marmelos. Saias de estamenha.

1576 – C 116 – Ao Pe Jerônimo Gracián – Queixas contra um Provincial. Quiroga sente-se feliz por ter uma sobrinha na Descalcez. D. Juana Dantisco, sua filha, nas Descalças.

1581 – C 386 – A D. Jerônimo Reinoso, em Palencia – Sente-se só. Cansaço das viagens. Lembranças. Alegra-se com a entrada de uma noviça.




SANTO DO DIA


São Pedro Claver,
Presbítero


O São Pedro Claver nasceu na Espanha em 1581. Entrou no seminário com 21 anos e depois dos estudos foi enviado como missionário a Cartagena porto da Colômbia. Em Cartagena, Pedro Claver, estava diante de um dos três portos negreiros da América Espanhola, onde a cada ano chegavam de 12 a 14 navios carregados de escravos. Os escravos trazidos, ou "roubados" da África ficavam durante a viagem nos porões escuros do navio, que não tinham condições para abrigar seres humanos. Eram tratados com menos cuidado do que os animais selvagens, e por fim os que não morriam, eram vendidos.Sem dúvida, o mercado dos escravos foi a página mais vergonhosa da colonização das Américas. Muitos missionários levantaram a voz contra esta desumanidade, mas sofriam perseguições e eram expulsos. O papa, proibiu repetidas vezes o comércio de escravos, mas a voz da Igreja não comovia a dureza dos comerciantes nem das autoridades. Durante quarenta anos, a vida de Pedro Claver foi servir aqueles escravos, cuidando deles, do físico ao espiritual. Claver fazia de tudo para evangelizar um por um. Por suas mãos passaram mais de trezentos mil escravos. Vítima da caridade, morreu em 1654, com 73 anos, quando ao socorrer o Cristo excluído e chagado, pegou uma terrível peste.
Papa Leão I, ao canonizar São Pedro Claver, declarou: "Pedro Claver é o santo que mais me impressionou depois da vida de Cristo".



Aprovada programação para o Centenário da Província



A equipe preparatória das celebrações do Centenário da chegada dos primeiros frades no Sudeste do Brasil apresentou ao Conselho Provincial a proposta das atividades celebrativas. O Conselho aprovou as propostas e a equipe começa a trabalhar para colocar em prática a programação.
Programa para a Celebração do Centenário da chegada dos frades carmelitas descalços no Sudeste do Brasil:

1. Dia 17 de maio de 2010

Celebração do início do centenário nas comunidades com Missa de Ação de Graças com textos preparados pela equipe do centenário.

2. Durante o ano de 2010

Exposição itinerante sobre a história da chegada dos primeiros frades, que deve percorrer todos os conventos durante do ano.

3. 19 a 22 de julho de 2010

Peregrinação, encontro e passeio dos frades e estudantes no sul de Minas, região de S. Bento do Sapucaí. Este encontro será organizado pela equipe de preparação do centenário em contato com os párocos e comunidades locais e deverá constar de Celebrações nos locais por onde os frades se instalaram e trabalharam; passeios e momentos de confraternização; missões.


4. 19 de março de 2011

Celebração Eucarística da Província em S. Paulo em comemoração dos 100 anos da chegada dos frades descalços no Sudeste do Brasil e encerramento das atividades.

Pela equipe

Fr. Rubens Sevilha, ocd

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Liturgia - 08 de setembro - NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA



NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA

Cor litúrgica: Branco

Ofício festivo próprio
Liturgia das Horas: 1252-871
Oração das Horas: 1352-957

Leituras próprias: Mq 5, 1-4a – Sl 70(71) – Mt 1,1-16.18-23
“Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho e o chamarão com o nome de Emanuel.”
Maria ensina-nos a viver a vida em toda a sua plenitude. Ela nos mostra Deus e é o caminho que nos conduz a ele.


Festa da Natividade da Bem-aventurada Virgem Maria, herdeira das Alianças e das promessas de Israel, de quem Cristo se originou, segundo a sua humanidade. Esta festa é igualmente celebrada pelos orientais bizantinos e siríacos, ao passo que os gregos e os coptas a celebram na vigília deste dia.
A Natividade de Nossa Senhora é a festa de seu nascimento. É celebrada desde o início do cristianismo, no Oriente. E, no Ocidente, desde o século VII. O profundo significado desta festa é o próprio Filho de Deus, nascido de Maria para ser o nosso Salvador.No seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus, o Pe. António Vieira diz: "Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina. Dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança; os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes: para Senhora da Paz; os desencaminhados: para Senhora da Guia; os cativos: para Senhora do Livramento; os cercados: para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes: para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna: para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida: para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos: para Senhora da Graça; e todos os seus devotos: para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz (...), dirão que nasce (...) para ser Maria e Mãe de Jesus". (Apud José Leite, S. J., op. cit., Vol. III, p. 33.).



“Se Deus faz muitas outras coisas por mão alheia, como pelos anjos e homens, no entanto, a obra da criação jamais fez ou quer fazer por outra mão que não seja a sua própria.”

São João da Cruz – C 4,3

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 08

1578 – C 257 – Às jovens Inês e Isabel de Osório, em Madrid – Desejam o hábito da Reforma. Louva-lhes os bons intentos. Aguardem o momento oportuno para cumpri-los.

1580 – C 340 – A Roque de Huerta, em Madrid – Estado de saúde de Huerta e da Santa. Pede notícias dos negócios de Roma.




Nossa Senhora dos Remédios


Esta devoção foi introduzida em Portugal por religiosos franceses da Ordem Hospitalar da Santíssima Trindade, que estiveram em Lisboa no início do século XIII. A finalidade desta Ordem era a Redenção dos cativos no oriente e sua padroeira era Nossa Senhora dos Remédios. Esta confraria se espalhou pela Europa, especialmente na Península Ibérica. Até o século XVIII já havia libertado 900.000 prisioneiros. Os irmãos da Santíssima Trindade trouxeram para o Brasil a mesma devoção, erguendo capelas em sua honra em várias províncias do Nordeste e nas regiões barrocas de Minas Gerais. No entanto, os santuários mais famosos se encontram em Paraty, São Paulo e Fernando de Noronha. Em Paraty, a primitiva igreja de Nossa Senhora dos Remédios foi construída em 1646. O atual templo teve sua construção iniciada em 1787, com a finalidade de substituir uma outra igreja de pedra e cal, de 1712, e considerada pequena para atender a toda a população de Paraty. A obra foi por diversas vezes paralisada por falta de verbas. Finalmente, em 1873, foi entregue ao culto público. De estilo neoclássico, sobressai por sua imponência e, ao mesmo tempo, pela sobriedade e despojamento, característicos desse estilo. Sua planta tem traçado característico do século XVIII; nave única e dois corredores laterais compartimentados e ligados à nave central. Entre as imagens destacam-se a de N. S. dos Remédios, provavelmente adquirida na Espanha no século XIX, e as imagens da Via Sacra , todas em tamanho natural. A Matriz era a igreja freqüentada pela burguesia branca de Paraty. As irmandades do Santíssimo Sacramento, de Nossa Senhora dos Remédios de São Roque e de São Miguel das Almas já funcionaram ao lado da Confraria do Terço, mas hoje, de todas, apenas resta a Irmandade do Santíssimo. Atualmente em suas galerias superiores funciona a pinacoteca Antônio Marino Gouveia, com obras de Anita Malfatti, Djanira, Di Cavalcanti, Armando Viana, Franck Sheaffer, J.Graz, integrantes da "Semana de 22" e outros. Em São Paulo, a igreja dos Remédios, com seu frontispício de azulejos e sua história recheada de lendas, estava situada na praça João Mendes. Era o refúgio dos escravos perseguidos e, nos últimos tempos do Império, o reduto preferido dos abolicionistas. Em 1941 ela foi demolida para o alargamento da praça, conhecida antigamente como Largo dos Remédios. A única igreja existente na ilha de Fernando de Noronha é consagrada à Senhora dos Remédios, construída em estilo colonial português em 1737, logo depois da expulsão dos franceses. Fica próxima à sede do governo da Vila dos Remédios, sob a proteção, hoje simbólica, do forte do mesmo nome. Os Tortosendenses continuam a ser ardorosos devotos, acorrendo em grande número à sua festa, situada num local bem aprazível e de onde se pode desfrutar um dos mais belos panoramas da região. Mas muitos são ainda aqueles que lembram, com saudade, o tempo em que a Festa de Nossa Senhora dos Remédios era uma situação excepcional no país, e não um direito adquirido pelos tortosendenses., correspondendo, desta forma, ao desejo do povo para que os romeiros pudessem merendar livremente nos campos e pinhais circundantes. Para dar "mais pompa e luzimento" à Festa de Nossa Senhora dos Remédios constituiu-se, cerca de 1940, uma Comissão que se compunha de um Juiz, um Tesoureiro, Gerentes e outros colaboradores e durante vários anos não sofreu grandes alterações. Tinha a comissão a seu cargo, toda a organização da Festa e ainda um trabalho muito cuidadoso, o da "atualização automática do Caderno dos Mordomos de Nossa Senhora": havia a preocupação de inscrever imediatamente as crianças que nasciam ou aquelas outras pessoas que vinham de novo para o Tortosendo, sendo assim nomeados mordomos , chegando-se num total de 419, número bastante representativo. Entretanto já perto da Festa, a Comissão enviava-lhes uma carta-circular, apelando à sua generosidade, de modo a angariar mais fundos. Alguns dias antes, era Nossa Senhora trazida da sua ermida, sem procissão, até à Igreja Paroquial, onde o andor era então, enfeitado com flores artificiais, sedas e cetins nas cores branca e azul, os quais haviam sido cuidadosamente guardados de um ano para outro. E era imediatamente a seguir à celebração da Missa da Hora que se dava início à única Procissão, com as imagens de Nossa Senhora e de S. José. Abriam-na dois altos e pesados estandartes, um de Nossa Senhora dos Remédios e outro do Santíssimo, cada um deles levado por um homem bem possante, coadjuvado por mais dois companheiros que, segurando em cordas que pendiam lateralmente do alto, os ajudavam a equilibrar, todos eles envergando as opas pertencentes à Comissão, que ficavam ao longo do ano à guarda do Juiz. Os Anjos espalhavam-se pela Procissão, mas sempre à frente da Nossa Senhora. Atrás deste andor seguiam pessoas com suas ofertas de: galinhas, coelhos, pombos, pães-de-ló que "eram dadas pelas pessoas que viviam bem e por todas as que faziam promessas por doenças, quando os filhos iam para a tropa ou por qualquer afronta". Também já se cumpriam promessas indo descalço ou levando velas da altura respectiva. "A procissão do dia era assim imponente". Na Capela havia missa cantada com três padres e sermão, e fazia-se a leitura dos nomes dos mordomos. Somente em plena segunda Guerra, e com a intenção muito especial de se pedir pela paz, é que se resolveu fazer uma Procissão das Velas, à noite, na véspera da festa, tendo vindo Nossa Senhora em procissão o que aconteceu pela primeira vez, mas veio afinal a tornar-se na expressão máxima da devoção a Nossa Senhora. Nessa ocasião, e pela primeira vez, "o andor foi enfeitado com flores naturais (exclusivamente novelos)" que se pediram em várias casas. Nesta Procissão as senhoras vinham em duas filas, com velas e terminava com o andor de Nossa Senhora e os homens, em grande número seguiam atrás cantando. Nossa Senhora dos Remédios, rogai por nós.


CONGRESO MÍSTICA e PROFECÍA

VILLA DE LEYVA, COLOMBIA

19-24 OUTUBRO 2009


Neste mes de outubro de 2009, O Carmelo da América Latina vai se reunir em VILLA DE LEYVA, COLOMBIA, para um congresso de Mistica e Profecia.

Nossa provincia Camelitana será representada por um frade- Frei Mariano e 2 leigas ocds- Ana Maria Sacrabelli e Rose Piotto.

A província do sul também terá seus representantes.

Ja esta postado no blog todos os temas a serem apresentados e estudados neste congresso. Quem se interessar basta clicar no link ao lado.




domingo, 6 de setembro de 2009

Liturgia - 07 de setembro - 2a-FEIRA DA 23a. SEMANA DO TEMPO COMUM




2ª-FEIRA DA 23ª SEMANA DO TEMPO COMUM

Cor litúrgica: Verde

Ofício do dia de semana
Liturgia das Horas: 871
Oração das Horas: 957

Leituras: Cl 1,24-2,3 – Sl 61(62) – Lc 6,6-11
“No sábado é permitido fazer o bem ou o mal, salvar a vida, ou deixá-la perecer?”
A correção fraterna exige empenho tanto para quem faz a correção como para quem a recebe; a humildade tem de estar sempre presente.

“Todo cuidado, portanto, há de consistir, sobretudo, em não pôr obstáculo àquele que a guia pelo caminho ordenado por Deus, na perfeição da lei divina e da fé.”
São João da Cruz – Ch 3,29

“Porque, se este Senhor é como vejo e sei que é, e se os demônios são escravos (e disso não se pode duvidar, pois é verdade de fé), que mal me podem eles fazer sendo eu serva deste Senhor e Rei? Por que não haverei de ter forças para enfrentar todo o inferno? Naquele momento, eu carregaria uma cruz com a mão, pois Deus parecia verdadeiramente me dar ânimo, modificando-me por inteiro num breve instante, a ponto de eu não temer enfrentar os demônios corpo a corpo. Eu tinha a impressão de que, com aquela cruz, venceria facilmente a todos. Desse modo, disse: “Agora vinde todos, pois, sendo serva do Senhor, e quero ver o que me podeis fazer.”
Santa Teresa de Jesus – V 25,19

SANTO DO DIA


Bv. Vicente de Santo Antônio
Presbítero e Mártir

Nasceu em 1590. em Albufeira, no Algarve. Seus pais educaram-no na piedade e nos bons costumes e mandaram-no estudar para Lisboa, onde foi ordenado sacerdote com 27 anos. Só quatro anos mais tarde, já no México, para onde tinha partido como missionário, ingressou na Ordem de Santo Agostinho. O seu entusiasmo evangelizador levou-o até ao Japão em 1623. Aí mudou de nome e de aspecto: tornou-se caixeiro ambulante, pregando nas casas que lhe abriam as portas, consolando os perseguidos, convertendo os gentios. Apesar do seu disfarce, foi preso seis anos mais tarde e condenado à morte. Resistiu admiravelmente a todos os tormentos e acabou queimado pelas chamas de uma fogueira. São admiráveis as cartas que escreveu aos seus amigos e discípulos já durante os tempos de martírio, exortando-os à fidelidade ao Senhor Jesus.



sábado, 5 de setembro de 2009

Liturgia - 06 de setembro - 23o. DOMINGO DO TEMPO COMUM







23º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Cor litúrgica: Verde

Ofício dominical comum
III Semana do Saltério
Liturgia das Horas
: 834-190
Oração das Horas: 945-712

Leituras: Is 35,4-7a – Sl 145 – Tg 2,1-5
“Ele fez bem todas as coisas. Fez os surdos ouvir e os mudos falar.”
Essa é uma boa advertência para as concepções similares que possam existir em nossas comunidades cristãs.


“Nisto consiste a perfeição do amor com que se possui a Deus, em muita união e particular graça; por conseguinte, só em chegando a esse ponto é que a alma vive aqui na terra com alguma satisfação; não, porém, com fartura.”
São João da Cruz – C 1,14

Cartas de Santa Teresa de Jesus em 06

1576 – C 113 – Ao Pe. Frei Jerônimo de Gracián – Os Calçados andaluzos. O Núncio a favor da Descalcez. Enfermidade da Priora de Malagonón e dificuldade de substituí-la no cargo.

1577 – C 202 – A D. Álvaro de Mendonza , Bispo de Ávila – Felicita-o pelo casamento de sua sobrinha D. Maria Sarmiento. Não é grande inconveniente ser ela jovem e ele não muito moço. Gratidão pelas esmolas e extrema generosidade de D. Álvaro.




Evangelho do domingo: “Efatá!", “abre-te”


Naquele tempo, Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galileia, atravessando a região da Decápole.

Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. Jesus afastou-se com o homem, para fora da multidão; em seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e com a saliva tocou a língua dele. Olhando para o céu, suspirou e disse: “Efatá!”, que quer dizer: “Abre-te!”


Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade. Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam. Muito impressionados, diziam: “Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar”.

* * *

Efatá é o nome de uma escola em Tánger, de educação especial para crianças surdas e mudas. Efatá foi a palavra que Jesus pronunciou antes de que o surdo experimentasse que “seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade”. E este é o nome que recebe na celebração do Batismo cristão um rito que recorda e atualiza o que Jesus fez quando curou aquele surdo que gaguejava. Naquele dia, o celebrante, tocando com o dedo polegar seus ouvidos e sua boca, disse: “O Senhor Jesus, que fez os surdos ouvirem e os mudos falarem, lhe conceda que possa logo ouvir sua Palavra e professar a fé para louvor e glória de Deus Pai.”

Efatá é uma palavra chave na liturgia deste domingo; palavra que o Senhor pronuncia hoje para todos e que tem, para cada um de nós, uma ressonância pessoal.

Você pode intuir que esta Efatá, foi a palavra dita pelo Senhor quando o mar se abriu para a passagem dos escravos rumo à liberdade.

Vossa voz, ó Deus, ressoou no deserto: “Efatá!”, para que o céu desse seu pão e a rocha desse sua água. “Efatá!”, dissestes, e abristes, como com uma faca, as águas do Jordão, que se tornaram porta pela qual entraram vossos filhos à terra das vossas promessas.

Efatá!”, disse Deus, e se abriram os céus sobre o batismo de Jesus e sobre a humildade do seu batismo; e se abriu o paraíso sobre a cruz de Jesus, e o paraíso ficou à mercê dos ladrões; e se abriram os sepulcros, e os vencidos fugiram da morte.

Não diga “Abrir-se-ão os olhos do cego e os ouvidos do surdo”, porque a palavra se cumpriu, a profecia já é evangelho, a promessa se tornou realidade e agora, com Cristo, o Senhor, em comunhão com Cristo ressuscitado, você, que estava morto, vê e escuta e entra com Ele pelas portas abertas de Deus.

“Louva, alma minha, o Senhor!”

Liturgia - 05 de setembro - BEATA TERESA DE CALCUTÁ

SANTO DO DIA





BEATA TERESA DE CALCUTÁ



Agnes Gonxha Bojaxhiu nome de batismo da que ficou mundialmente conhecida por Madre Teresa de Calcutá, nasceu na Albânia (então Macedônia) e tornou-se cidadã indiana, em 1948. Prêmio Nobel da Paz em 1979. Oriunda de uma família católica, aos doze anos já estava determinada a ser missionária. Começou por fazer votos na congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, aos 18 anos, na Irlanda, onde viveu. A sua vida na Índia começou como professora. Só ao fim de dez anos sentiu necessidade de criar a congregação das Irmãs da Caridade e dedicar a sua longa vida aos pobres abandonados e mais desprotegidos de Calcutá. Entre as suas prioridades estava matar a fome e ensinar a ler aos "mais pobres entre os pobres", bem como a leprosos, portadores de HIV e mulheres abandonadas. Depois do Prêmio Nobel, em 1979, passou a ser muito conhecida e as Irmãs da Caridade estão em centenas de países do Mundo. O seu exemplo de dedicação sem temer contrair doenças contagiosas, a sua vida exemplar, sempre na sua fé católica deram-lhe, em vida, a certeza de que era santa. Aguarda-se a sua canonização.




A MISSÃO CONTINUA





sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Liturgia - 05 de setembro - NOSSA SENHORA NO SÁBADO






NOSSA SENHORA DA CONSOLAÇÃO

Cor litúrgica: Branco

Ofício da memória de Nossa Senhora
Laudes: Liturgia das Horas: 1540-834
Oração das Horas: 1472-932
I Vésperas: Liturgia das Horas: 844-186
Oração das Horas: 940-711

Leituras: Cl 1,21-23 – Sl 53(54) – Lc 6,1-5
“O Filho do Homem é senhor também do sábado.”
A cura do homem da mão atrofiada ilustra bem a concepção diferente que Jesus tem do sábado, é um dia para fazer o bem, é o dia da misericórdia de Deus.


“Toda sabedoria do mundo, toda a habilidade humana, comparada à sabedoria infinita de Deus são pura e suprema ignorância.”

São João da Cruz



Cartas de Santa Teresa de Jesus em 05

1576 - C 111 - Ao Pe. Jerónimo Gracián - Escolhe por confessor o Doutor Velásquez. Consulta o Pe. Salazar. Ninguém como Paulo para confessor.

1576 - C 112 - Ao Pe. Jerónimo Gracián - O Pe. Tostado em Portugal. Necessidade de clareza nos negócios dos Descalços em Roma. Instrução acerca das cartas endereçadas a Madrid.

1581 - C 385 - À Madre Maria de S. José, Priora de Sevilla - Em boas condições ficou a fundação de Soria. Em Villacastin é visitada pelo Pe. Acácio Garcia. Ida do Pe. Doria a Roma. Os ducados para a capela de D. Lorenzo Cepeda.

1582 - C 445 - A D. Pedro Sánchez, em Alba de Tormes - Agradece-lhe pelas boas informações que de sua caridade dão às religiosas de Alba. Promete ir vê-lo. Dentro em pouco, naquela vila. Lembranças a D. Teresa Laiz.




NOSSA SENHORA DA CONSOLAÇÃO E CORREIA


As pessoas nos perguntam: Por que invocamos Maria como Nossa Senhora da Consolação e Correia? Você nunca se perguntou? Com certeza, muitas vezes você já se fez esta mesma pergunta. Vamos procurar lhe responder brevemente e com clareza. A devoção à Virgem Maria sob a invocação de Nossa Senhora da Consolação e Correia é divulgada pelos religiosos da Ordem Agostiniana. Os fiéis das comunidades, paróquias, obras, projetos e serviços, coordenados pelos padres agostinianos, cultivam intensamente esta devoção em todos os quatro cantos do mundo.
A invocação "Nossa Senhora da Consolação" está intimamente ligada à vida de Santo Agostinho. Segundo a tradição, Santa Mônica, angustiada pela morte de seu esposo e pelas lutas de seu filho Agostinho, procurou consolação em Nossa Senhora. Após muitas lágrimas, teve a alegria de ver seu filho no caminho da verdade e tomou como protetora a Consoladora dos Aflitos. Os padres agostinianos, herdeiros do espírito de Santo Agostinho, adotaram a devoção a Nossa Senhora da Consolação.
O significado do título "e Correia" é também muito importante: "cingir a correia" significa tomar a decisão de trabalhar pelo Reino de Deus. A Correia nos lembra que temos que estar prontos para tudo, "cingir as vestes", "arregaçar as mangas" e agir com muita disposição, com coerência, sem ficar reclamando e reclamando, de forma estéril, inútil e sem graça...
Existem várias tradições sobre a origem da devoção à Sagrada Correia. Uma delas está relacionada com o momento em que Nossa Senhora, após concluir a sua vida na terra, foi levada para junto do seu Filho. O apóstolo Tomé, inconsolável, foi até o sepulcro de Maria, onde não mais se encontrava o corpo de Nossa Senhora, mas apenas suas vestes e a correia por Ela usada. Tomé passou a cingir essa correia como lembrança da Santa Virgem e em sua devoção.
Uma outra tradição sobre a devoção à Sagrada Correia nos ensina que Nossa Senhora apareceu a Santa Mônica, vestida com a correia na cintura e lhe entregou a seguinte mensagem: "Recebe esta Correia Sagrada que cingiu este corpo que deu à luz o Salvador". Santa Mônica passou a usar essa Santa Correia e ensinou essa lição a seu filho Agostinho. Os padres agostinianos receberam esse importante legado e essa gloriosa missão. Nós, comunidade Santo Agostinho, queremos "cingir a Sagrada Correia", "arregaçar as mangas" e cultivar em nossos corações a paixão incansável de Agostinho na busca da verdade, a amizade sincera e a dedicação total ao serviço da evangelização. Queremos ser uma comunidade de irmãos: a comunidade Santo Agostinho. A invocação Nossa Senhora da Consolação foi aprovada pelo Papa Gregório XIII, em 1577. E sua festa é celebrada no primeiro domingo após o dia de Santo Agostinho (28 e agosto). Dessa forma, a festa é móvel.


Oração a Nossa Senhora da Consolação e Correia


Lembrai-vos, ó Virgem Maria, Mãe da Consolação,Do poder que vos deu o vosso Filho Jesus Cristo.Cheios de confiança na vossa intercessão, vimos implorar o vosso auxílio e proteção.Não nos desampareis em nossas angústias e preocupações.Vinde consolar-nos em nossas aflições. Vós que sois nossa Mãe, volvei para nós s vossos olhos misericordiosos e alcançai-nos as graças que vos imploramos. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.Mãe da Consolação, sede nossa salvação.Mãe da Consolação, sede nossa intercessora.Mãe da Consolação, sede nossa consolação.



quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Liturgia - 04 de setembro - 6a-FEIRA DA 22a. SEMANA DO TEMPO COMUM







6ª-FEIRA DA 22ª. SEMANA DO TEMPO COMUM
1a. Sexta-feira do mês

Cor
litúrgica:Verde

Ofício do dia de semana
Liturgia das Horas: 814
Oração das Horas: 919

Leituras: Cl 1,15-20 – Sl 99(100) – Lc 5,33-39
“Disseram-lhe: os discípulos de João jejuam e recitam orações, os dos fariseus também, ao passo que os teus comem e bebem.”
O desentendimento entre Jesus e os líderes judeus também ocorrem entre os cristãos.


“É necessário, pois, abster-se não somente dos atos voluntários de imperfeições, como ainda aniquilar os hábitos dessas mesmas imperfeições.”
São João da Cruz


Carta de Santa Teresa de Jesus em 04

1578 – C 256 – À Madre Maria de S. José, em Sevilla – Sobre o procedimento que deveria observar a Madre Priora em relação a Garcia Álvarez.

SANTO DO DIA



Santa Rosa de Viterbo

Rosa de Viterbo nasceu em Viterbo (Itália), cerca de 1233 e morreu provavelmente em 1252. Terciária franciscana desde 1250, empenhou-se na luta contra os cátaros protegidos pelo imperador Frederico II e, por isso, foi exilada de Viterbo, para onde só pôde retornar após a morte do imperador. Às duas festas da santa, a litúrgica (6 de março) e a popular (4 de setembro), estão ligadas manifestações folclóricas em sua cidade natal, dentre as quais a dos 62 cavaleiros de Santa Rosa. Nasceu em uma família humilde de Viterbo. Afirmam seus biógrafos que desde tenra idade já manifestava experiências místicas. Viveu asceticamente e se impunha severas penitências. Durante a disputa entre o Papa Inocêncio IV e o Imperador Frederico II da Germânia mostrou-se aguerrida defensora da Igreja. Foi integrada ao martiriológio romano mesmo não tendo chegado a termo ser processo de canonização. Seu corpo, incorrupto e flexível, está na Igreja de Santa Maria del Poggio, de onde todos os anos na data de 4 de Setembro é carregado em procissão pelas ruas de Viterbo pelos chamados Facchini di Santa Rosa num espetáculo monumental. É a santa padroeira da Juventude Franciscana. Santa Rosa de Viterbo foi escolhida para ser a padroeira da Jufra do Brasil, sua festa liturgica é dia 06 de março, o dia de sua morte, mas também pode ser comemorada no dia 04 de setembro, dia do seu translado para o mosteiro de Clarissas de Santa Rosa de Viterbo. No dia da festa de Santa Rosa, a Jufra do Brasil, comemora o DNJUFRA (Dia Nacional da Jufra). Neste ano o dia Nacional da Jufra, no estado de São Paulo será comemorado no dia 04 de setembro. Santa Rosa viveu na primeira metade do século XIII, em uma época de grande confrontos, de um lado surgia São Francisco de Assis, o irmão menor de todos, de outro o imperador Frederico II, o grande estadista, que governava com mão-de-ferro. Há um guerra de poderes, em um extremo o poder Espiritual, a Igreja, e de outro o mundo, o Imperador. Não sabe-se muito bem o ano que Rosa, nasceu, alguns biógrafos situam em 1234 ou 1235. Mais, provável que tenha nascido em 1236, deduzindo-se, pois, morreu em 1253 com 18 anos incompletos. Seus pais trabalhavam em um mosteiro de Clarissas perto de sua casa, chamado São Damião. Desde cedo Rosa recebeu influência da espiritualidade Franciscana em sua vida. A medida que ela crescia, aumentava as suas orações. Muitas vezes passava longas horas da noite em contemplação. Durante o dia procurava os lugares onde poderia ficar em silêncio e entregar-se a oração. No dia 23 de julho de 1247, foi atacada por uma forte febre. Na sua cama, de repente, ajoelhou-se e balbuciou o nome de Maria. Ficou ali por um longo tempo, então, levantou e sorriu, estava sem febre. Contou que a Virgem lhe apareceu e lhe confiara uma missão: visitar as igrejas de São João Batista, Santa Maria do Oiteiro e São Francisco. E depois da Missa fosse pedir sua admissão na Ordem da Penitência de São Francisco - hoje chamada de Ordem Franciscana Secular. No ano de 1247 a cidade de Viterbo, fiel ao Papa, caiu nas mãos do imperador Frederico II. A cidade estava nas mãos do hereges, que negavam a autoridade do Papa, e o poder do Sacerdote de perdoar os pecados e consagrar. Então em oração Rosa teve uma visão do crucificado e seu coração ardeu em chamas. Rosa não se conteve, saiu pelas rua para pregar com um crucifixo nas mãos. A notícia correu toda cidade. Muitos sentiram-se estimulados na fé, e vários hereges se converteram. Confundia até os mais preparados. Devido a sua pregação diária, Rosa representava uma ameaça para as autoridades da cidade, então em 1250 o prefeito assinou uma ordem, condenado Rosa ao exílio, afirmando que ela ocasionava revolta entre o povo. Rosa e seus pais foram morar em Soriano onde sua fama já havia chegado. Nessa cidade Rosa se tornou uma verdadeira apostola, e pregava o Evangelho a todos nas praças. Na noite de 4 para 5 de dezembro, Rosa recebeu a visita de um anjo, que lhe revelou que o imperador morreria dentro de poucos dias. No dia 13 de dezembro o imperador Frederico II, faleceu. Com a morte de Frederico II, o poder dos hereges enfraqueceram e Rosa pode retornar a Viterbo, no início de 1252. Toda região vivia em paz. Rosa, humildemente, pode compreender que Deus a fizera "instrumento de sua paz". No dia 06 de março de 1252, "sem agonia", Deus a chamou, e a grande santa morreu... No dia 25 de novembro de 1252 o Papa Inocêncio IV, por sua Bula "Sic In Sanctis", mandou instaurar oficialmente o processo de canonização de Rosa. O Papa Inocêncio IV mando exumar o corpo de Rosa no dia 04 de setembro de 1257, e para a surpresa de todos, o corpo foi encontrado intacto, quase como se ela estivesse viva. Rosa foi transladada para o mosteiro de Clarissa, chamado depois disso, mosteiro de Santa Rosa. Depois dessa cerimônia a Santa foi "canonizada" pelo povo. O Papa Eugênio IV e, principalmente, Calisto III mandaram continuar os trabalhos do Processo de Canonização. Em 1457 o processo ficou pronto, mas Calisto III, morreu, sem que chegasse a promulgar o decreto de canonização. Curiosamente, a canonização de Rosa ficou nisso. Nunca foi oficializada. Mas também nunca foi negada pelo Papa e pela Igreja. Podemos dizer que ela, desde o momento de sua morte, foi canonizada pelo povo. Em setembro de 1929, o Papa Pio XI, declarou Santa Rosa de Viterbo a padroeira da Juventude Feminina da Ação Católica Italiana. Desde o início da história da Jufra do Brasil, escolheu-se Santa Rosa de Viterbo como sua padroeira. A Padroeira dos jovens franciscanos seculares. A mensagem de Santa Rosa continua atual, plenamente válida e urgente: conversão, mudança de vida, fidelidade ao Evangelho e a Igreja, amor e paz.




quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Liturgia - 03 de setembro - SÃO GREGÓRIO MAGNO, Papa e Doutror


SÃO GREGÓRIO MAGNO,
Papa e Doutor

Cor litúrgica: Branco

Ofício da memória
Liturgia das Horas: 1247-1644-795
Oração as Horas: 1351-1525-906


Leituras: Cl 1,9-14 – Sl 97(98) – Lc 5,1-11
“Jesus disse a Simão: Não tenhas medo. Doravante serás pescador de homens.”
Simão Pedro, diante desse fato milagroso, sente-se invadido por um sentimento de pequenez, impureza e indignidade diante do Mistério que se vislumbra.

São Gregório Magno, nasceu em Roma no ano de 540. A familia Anícia, à qual pertencia, era uma das principais de Roma. Quando seu pai morreu, Gregório, ainda muito jovem, era prefeito da cidade. O historiador protestante Harnack admira "a sabedoria, a justiça, a mansidão, a força de iniciativa, a tolerância" e Bossuet considera-o o "modelo perfeito de como se governa a Igreja". É considerado um dos mais célebres Papas da história da Igreja, e seu pontificado durou 14 anos (de 3 de Setembro de 590 a 12 de Março de 604), é marcada por coisas incríveis: organiza a defesa de Roma ameaçada por Aginulfo, com quem reata depois relações de boa vizinhança; administra os bens públicos com religiosa equidade, suprindo o descanso dos funcionários imperiais; favorece o progresso dos agricultores eliminando todo o resíduo de escravidão da gleba; animado pelo zelo, promove a missão de Santo Agostinho de Cantuária na Inglaterra e é o primeiro a usar o nome de servo dos servos de Deus. O epistolário (chegaram a nós 848 cartas) e as homilias ao povo dão-nos farto testemunho de suas múltiplas atividades, deixando a sua marca em toda parte: lembramos por exemplo, o campo litúrgico, com a promoção do canto gregoriano, o direito canônico, a vida ascética monacal, a pastoral e o apostolado leigo. A sua familiaridade com a Sagrada Escritura aparece nas Homilias sobre Ezequiel e sobre o Evangelho, enquanto os Moralia in Job atestam a sua admiração por Santo Agostinho. Era admirador excepcional figura de São Bento, fundou sete mosteiros, seis na Sicília e um em Roma. Profunda influência exerceu, juntamente com a Vida de São Bento, o seu livro Regra pastoral, válido ainda hoje. De valor mais transcendental foram sua consolidação litúrgica e a codificação do canto eclesiástico (até hoje o canto-chão leva o seu nome, gregoriano). A ele se deve, por exemplo, o costume de cantar o Kyrie eleison na Missa, a introdução do Pai Nosso antes da fração da hóstia, e dos aleluias nos ofícios divinos, mesmo fora do tempo pascal. Teve muito empenho em realizar as cerimônias de culto com muita pompa exterior, para instrução e edificação do povo. Do ponto de vista da liturgia, foi um digno predecessor do Papa São Pio V.


Das Homilias de São Gregório Magno, papa


Muitos são os chamados e poucos os escolhidos (Mt 20, 16). Muitos, com efeito, chegam à fé, mas bem poucos ao Reino dos Céus. O rebanho da Igreja acolhe tanto os bodes como os cordeiros; mas, segundo o testemunho do Evangelho, quando o Juiz vier, há de separar os bons e os maus. Pois os que se fazem na terra escravos dos prazeres da carne, não poderão, no céu, serem contados entre as ovelhas. Vedes, caros fiéis, muitas dessas pessoas na Igreja, mas não deveis imitá-las; nem, por outro lado, desesperar de que possam salvar-se. De fato, vemos bem o que uma pessoa é hoje, mas ignoramos como será amanhã. Muitas vezes quem parece vir atrás de nós passa à nossa frente pelo impulso de uma boa ação. E, às vezes, mal podemos seguir amanhã o que hoje deixávamos para trás. Quando Estevão morria pela fé, Saulo tomava conta das vestes daqueles que o lapidavam. Ele o lapidava, portanto, pelas mãos de todos os seus algozes, que então podiam mover-se mais à vontade, para atirar as pedras. E, no entanto, por seus trabalhos pela Santa Igreja, Paulo superou aquele do qual fizera um mártir, ao persegui-lo. Há, por conseguinte, duas coisas a que devemos estar atentos, uma vez que há muitos chamados e poucos escolhidos. A primeira coisa é que ninguém deve jamais presumir de si próprio; pois, ainda que chamado à fé, ignora se será digno do Reino eterno. A segunda é que jamais devemos ter a ousadia de desesperar do próximo, ainda que o vejamos mergulhado nos vícios, pois não conhecemos os tesouros da misericórdia divina.
Homilia 19 in Evangelia, liber I, 5.6 (Patrologia Latina 76, 1157-1158)


Papa propõe São Gregório Magno como modelo para pastores e políticos


Bento XVI apresentou São Gregório Magno, Papa da Idade Média, como modelo para os pastores da Igreja e para as autoridades civis, por ter compreendido o poder como serviço. O Santo Padre dedicou sua tradicional alocução por ocasião do Ângelus dominical a recordar a figura desse doutor da Igreja, falecido no ano 604, recordado neste domingo pelo calendário litúrgico romano. Antes de ser bispo de Roma, havia alcançado a maior dignidade civil à que podia aspirar-se, «prefeito da urbe», quando tinha somente 30 anos. Mais tarde, deixou a vida pública para abraçar a vida monástica, segundo a regra de são Bento. No Papa que escolheu o nome de Bento em recordação desse santo, patriarca do monaquismo ocidental, podia-se perceber uma emoção especial ao recordar o legado do Papa beneditino, primeiro monge em ser nomeado sucessor do apóstolo Pedro. Após a morte do Papa Pelágio II, falecido por causa de uma epidemia de peste, Gregório foi eleito Papa. O pontífice apresentou «sua singular figura, diria quase única» como «um exemplo que é preciso apresentar tanto aos pastores da Igreja como aos administradores públicos». «Tentou, por todos os meios, evitar a nomeação, mas ao final teve de render-se e, deixando o claustro, dedicou-se à comunidade, consciente de que estava desempenhando um dever e de que era um simples “servo dos servos de Deus”. "A vida do pastor de almas tem que ser uma síntese equilibrada entre contemplação e ação, animada pelo amor que “alcança cumes elevadíssimos quando se inclina com misericórdia ante os males profundos dos outros”, diz, citando São Gregório. "A capacidade de inclinar-se ante a miséria dos outros é a medida da força da entrega aos outros", acrescentava o santo, com palavras utilizadas pelo próprio Concílio Vaticano II para descrever a imagem do pastor de nossos tempos.


O canto gregoriano é a mais antiga manifestação musical do Ocidente, nada a ele se compara ou pode superá-lo. É a manifestação litúrgica musical revestida de solenidade pela Igreja e propriamente seu Canto Oficial, graças a unificação feita pelo Papa São Gregório Magno. Quando um só monge canta o gregoriano, é a própria Igreja cantando suas palavras ao Pai Celestial, por Cristo e pelo Espírito Santo. Segundo os próprios Monges da Abadia da Ressureição: O Canto Gregoriano é uma forma musical própria para uso nas celebrações litúrgicas da Igreja. A característica do Canto Gregoriano é ser essencialmente orante. Ele próprio se constitui em oração e suas melodias não são acessórios ou ornamento exterior, mas sim a própria vida da oração, que reforçando a Palavra e dirigindo o pensamento, dispõe o fiel à ação do Espírito Santo, elevando-o a Deus. A melodia no canto Gregoriano é "serva" da Palavra".


"Ó poderoso Senhor, se uma centelha do império da tua justiça faz tanto no príncipe mortal, que governa e move as criaturas, que não fará a tua onipotente justiça sobre o justo e o pecador?.”

São João da Cruz – D 46


Carta de Santa Teresa de Jesus em 03

1578 – C 255 – Ao Padre Frei Jerônimo Gracián, em Madrid – Recomenda-lhe com extremo que cuide muito de Frei João da Cruz, por ter saído extremado do cárcere.



terça-feira, 1 de setembro de 2009

Liturgia - 02 de setembro - 4a-FEIRA DA 22a. SEMANA DO TEMPO COMUM




4ª-FEIRA DA 22ª SEMANA DO TEMPO COMUM

Cor
litúrgica: Verde

Ofício do dia de semana
Liturgia das Horas: 772
Oração das Horas: 891

Leituras: Cl 1,1-8 – Sl 51(52) – Lc 4,38-44
“É necessário anunciar a Boa-Nova do Reino de Deus também às outras cidades.”
Todos aprenderão a reconhecer em Jesus o Deus que libertava do pecado e de todas as suas opressões.

“E tu, ó mestre espiritual, põe a alma em paz, tirando-a e libertando-a do jugo e servidão deste cativeiro do Egito que é a fraca operação de sua própria capacidade, em que tudo consiste pouco mais do que em juntar palhas para cozinhar barro; conduze-a à terra de promissão que mana leite e mel.”
São João da Cruz – Ch 3,38


Carta de Santa Teresa de Jesus em 02


1574 - C 70 - À Madre Maria Bautista, em Valladolid - Terminada a fundação de Segóvia, dispõe-se a regressar a Ávila. Próxima fundação de Beas de Segura. Propõe Ana de Jesus para Priora desta fundação.


SANTO DO DIA


Santa Dorotéia
Mártir



Santa Dorotéia nasceu em Cesaréia da Capadócia. Seus pais foram martirizados. De educação esmerada, aliava à riqueza invejáveis dotes e era sumamente bela. A jovem vivia em jejum e oração.O governador Fabrício havia recebido ordens do imperador para exterminar todos os cristãos. Denunciada, ela foi uma das primeiras vítimas: apesar de não aparecer muito em público, era considerada uma verdadeira apóstola de Cristo, pelas atividades que desenvolvia junto aos cristãos. Foi intimada, perante o governador, a oferecer sacrifício aos deuses. Movida pela ousadia, ela confessou a sua fé destemidamente. Fabrício irritado ordenou que fosse estendida no cavalete, esbofeteando-a. Vendo que ela continuava a manifestar a sua alegria, formulou a sentença: "Ordenamos que Dorotéia, jovem repleta de orgulho, que recusou sacrificar aos deuses imortais e conservar assim a sua vida, desejosa de morrer por um homem chamado Jesus Cristo, morra à espada."Ao sair do pretório, um advogado, chamado Teófilo, à sua passagem lhe disse: "Dorotéia, esposa de Cristo, envia-me do jardim de teu Esposo frutos ou rosas." Ela respondeu: "Crê de todo o coração no Deus por cujo nome sofro tudo isto, e te enviarei o que pedes." Chegando ao lugar do martírio, pediu ao carrasco instantes para rezar, e percebendo na multidão um menino, chamou-o e entregou-lhe em suas o lenço com que enxugava o rosto, dizendo: "Toma este lenço, e entrega-o ao Teófilo, o advogado, dizendo: Dorotéia, a serva do Senhor, te envia frutos do jardim do Cristo, seu Esposo e Filho de Deus, conforme teu pedido." O menino entregou o lenço na hora em que Dorotéia foi decapitada. Teófilo, pegando entre as mãos o lenço, começou a dar graças a Deus. Tendo confessado Jesus Cristo, foi também condenado à decapitação, indo alegre para o suplício.



Nada nesta vida é por acaso!




Senhor, é muito pesada...

Por favor, corte-a um pouco...





Senhor, por favor, corte-a um pouco mais...

Eu serei capaz de carregá-la melhor...



Senhor, muito obrigado...




Vamos usar isto como ponte e atravessar...


Ahh, é muito pequena e eu não consigo atravessar...


Moral da história:
Nada nesta vida é por acaso ! Muitas vezes queremos nos livrar da "cruz" que nos é dada. Mas para tudo tem um 'para quê' e um 'por quê'... Deus nunca nos manda algo que não possamos suportar...
E se formos abreviar estes caminhos, certamente teremos problemas !

V Centenário de nascimento de Santa Teresa‏


"Para vós nasci"

O Centro da Ordem enviou a todas as comunidades um guia de leitura do livro da Vida, primeiro subsídio para que as comunidades possam organizar o estudo do livro da Vida, no início do primeiro ano preparatório para a comemoração do V Centenário de nascimento de Santa Madre Teresa (2015).
A guia traz sugestões para leitura nas comunidades, em três tópicos: 1. Relemos Teresa; 2. Discernimos com Teresa; 3. Celebramos. Trazemos o primeiro tópico para o blog.

1. Relemos Teresa

. Perguntar-se antes de começar a leitura:
A partir de qual contexto eu leio; em que situação me encontro neste momento vital, vocacional e estpiritualmente?; o que me interessa?; com quais inquietações me aproximo do texto?
. Invocação ao Espírito Santo:
No espírito de Teresa de Jesus, pedimos a luz e a sabedoria do coração, que nos abra o entendimento, sempre com a humildade de deixar-se iluminar e com o desejo do aprendizado teresiano. Não lemos para buscar informações, mas para deixar-nos revitalizar.
. Contextualização:
Alguém da comunidade deve encarregar-se de contextualizar o texto: momento biográfico de Santa Teresa, ambiente social e eclesial, situação do Carmelo. A que responde Teresa? O que ela traz de próprio, de genuíno, como mulher?

. Leitura comunitária:
Leitura pausada e em voz alta: a mesma leitura em comum já é uma leitura viva e evocadora do dizer teresiano para nós.

. Silêncio:
Breves instantes para deixar que o texto ressoe em cada um. Possível sublinhamento dos aspectos e palavras que mais ressoaram.

. Evocação - ressonância:
Quais os aspectos lhe chamaram a atenção nesta leitura, do que a Santa diz de Deus, de si mesma e dos outros? Quais as palavras chaves você encontra no texto?

. O que diz o texto de nós?
Trata-se de concretizar a experiência que narra Santa Teresa. Em que o texto interpela minha vida? O que diz de mim mesmo? Isto que Santa Teresa diz acontece na minha comunidade? Quais as sugestões ela nos traz? O que sugere, o que denuncia, o que ilumina este texto na nossa sociedade, em nosso ambiente de hoje?

. Oração:
Concluímos, ao modo teresiano, fazendo espontaneamente uma oração que brote da sinceridade, em espírito e em verdade.


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Postado por Equipe de comunicação no Ordem dos Carmelitas Descalços em 8/30/2009 08:10:00 AM
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