
22/08/2009


Santa Rosa de Lima,
Virgem e Padroeira da América Latina
(festa omitida hoje )
Em 1617, o nascimento no céu de Santa Rosa de Lima, a “Primeira Flor de Santidade” do Peru. Isabel Flores y de Oliva era o nome de batismo de Santa Rosa de Lima que nasceu em 1586, em Lima, Peru. Os seus pais eram espanhóis, que se haviam mudado para a rica colônia do Peru. O nome Rosa foi-lhe dado carinhosamente por uma empregada índia, Mariana, pois a mulher, maravilhada pela extraordinária beleza da menina, exclamou admirada: "Você é bonita como uma rosa!" Levada à miséria com a sua família, ganhou a vida com duro trabalho da lavoura e costura, até alta noite. Aos vinte anos, ingressou na Ordem Terceira de São Francisco, pediu e obteve licença de fazer os votos religiosos em sua própria casa, como terceira dominicana. Construiu para si uma pequena cela no fundo do quintal da casa de seus pais. A cama era um saco de estopa, levando uma vida de austeridade, de mortificação, de abandono à vontade de Deus. Vivia em contínuo contacto com Deus, alcançando um alto grau de vida contemplativa e de experiência mística. Soube compreender em profundidade o mistério da paixão, morte de Jesus, completando na sua própria carne o que faltava à redenção de Cristo. Era muito caridosa e em especial com os índios e com os negros.Todos os anos, na festa de São Bartolomeu, passava o dia inteiro em oração: "Este é o dia das minhas núpcias eternas", dizia. E foi exatamente assim. Morreu depois de grave enfermidade no dia 24 de agosto de 1617, com apenas 31 anos de idade .

Uma vida austera e carregada de penitências. Construiu uma cela estreita nos fundos do quintal da casa de seus pais onde vivia uma vida religiosa. Foi extremamente caridosa para com todos, especialmente para com os índios e negros, aos quais prestava os serviços mais humildes em caso de doença. Conta-se que era constantemente visitada pela Virgem Maria e pelo Menino Jesus, que quis repousar certa vez entre seus braços e a coroou com uma grinalda de rosas, que se tornou seu símbolo. Também é afirmado que tinha constantemente junto a si seu Anjo da Guarda, com quem conversava. Ainda em vida lhe foram atribuídos muitos favores; milagres de curas, conversões, chuvas e até mesmo o impedimento do saque de Lima pelos piratas holandeses em 1615.
Assemelhou-se tanto ao seu divino mestre que teve a graça de ganhar a morte com os sofrimentos da Paixão de seu amado Senhor
“Podemos também entender por estas formosas grinaldas, as que por outro nome se chamam auréolas, de lindas e níveas flores, que são todas as almas virgens, cada uma com sua auréola de virgindade, as quais, unidas juntamente, serão uma só auréola para coroar o Esposo Cristo.”
São João da Cruz – C 30,7
“É verdade que essas virtudes têm a capacidade de se ocultar da pessoa que as possui, de modo que ela nunca as vê e nem chega a acreditar que as tem, mesmo que lho digam.”
Santa Teresa de Jesus – C 10,4



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NOSSA SENHORA RAINHA



SÃO PIO X,
Papa
Cor litúrgica: Branco
Ofício da memória
Liturgia das Horas: 1644-1086
Oração das Horas: 1523-1097
Leituras: Rt 1,1.3-6.14b-16.22 – Sl 145(146) – MT 23,34-40
“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito.”
Os escolhidos por Deus podem ser aqueles que sabem como seguir, no momento certo, o chamado de Jesus.
São Pio X, nascido Giuseppe Melchiorre Sarto, (Riese, 2 de Junho de 1835), era o segundo de dez filhos de uma família rural da província de Treviso (Itália). Ordenado em 1858, estudou direito canônico e a obra de São Tomás de Aquino.Em 10 de Novembro de 1884 foi elevado a Bispo de Mântua e em 1896 a Patriarca de Veneza sendo eleito Papa em 4 de Agosto de 1903 com 55 dos 60 votos possíveis no conclave. Em sua primeira encíclica, Pio X anunciava que sua meta primordial era a de "Renovar tudo em Cristo".Governou a Igreja Católica com mão firme numa época em que esta enfrentava um laicismo muito forte e diversas tendências do modernismo, encarado como a síntese de todas as heresias nos campos dos estudos bíblicos e teologia. São Pio X introduziu grandes reformas na liturgia, sempre num sentido tradicional e facilitou a participação popular na Eucaristia, permitiu a prática da comunhão freqüente e fomentou o acesso das crianças à Eucaristia quando da chegada à chamada idade da razão, por essas medidas ficou conhecido como o “Papa da Eucaristia”. Sua divisa era “Restaurar tudo em Cristo.” Favoreceu a organização da Cúria e a fundação de um Instituto Bíblico em Roma. Pouco inclinado às finezas diplomáticas, não cuidou das relações da Igreja com o poder público.Publicou 16 encíclicas, promoveu ainda o estudo do catecismo e o canto gregoriano. Criou a Pontifícia Comissão Bíblica e colocou as bases do Código de Direito Canônico, promulgado em 1917 após a sua morte em Roma, 20 de Agosto de 1914. Na lápide do seu túmulo na Basílica de São Pedro no Vaticano, lê-se: A sua tiara era formada por três coroas: pobreza, humildade e bondade. Foi beatificado em 1951 e canonizado em 3 de Setembro de 1954 por Pio XII, tendo sua memória litúrgica celebrada no dia 21 de Agosto.Há exatamente cem anos, no dia 8 de Setembro de 1907, São Pio X publicava a magistral encíclica "Pascendi Dominici Gregis", através da qual denunciava e condenava solenemente a heresia modernista, bem como os métodos utilizados pelos propagadores desta. Tal heresia, mau-grado os avisos proféticos daquele Santo Papa, conduziria a Igreja ao longo do século XX, e muito especialmente após o Concílio Vaticano II, para o estado de caos e semi-destruição que nela presentemente persiste, pese embora o esforço desenvolvido pelo Pontífice atualmente reinante, Bento XVI, para inverter tal estado de coisas. Ora, num triste tempo em que os cargos de responsabilidade na Igreja, muito em especial ao nível episcopal, continuam a ser ocupados por modernistas, ou seja, como São Pio X lhes chamava, por inimigos internos do Catolicismo, os quais não hesitam em lutar com tenacidade infernal contra toda e qualquer tentativa de restauração católica, nada mais oportuno do que conhecer o retrato que deles e das suas práticas é feito em tal encíclica pelo Papa que tinha por mote "Renovar tudo em Cristo."


SÃO BERNARDO,

SÃO JOÃO EUDES,




Temos dois novos casais na OCDS:
Maria e Márcio da Comunidade de Goiânia-GO, em celebração presidida pelo Frei Deneval, contraíram núpcias em 18/07/09, no Carmelo de Trindade. Estiveram presentes membros da OCDS de outras Comunidades e Grupos. A Equipe de Música OCDS estava representada pela Elisa Maria, da Comunidade de Itapetininga-SP. Havia duas irmãs como madrinhas: Madre Marinalva e Irmã Terezinha!
Zarifa e Marcelo. da Comunidade de Brasília-DF, celebraram seu matrimônio em 31/07/09 em Brasília.

Queridos irmãos e irmãs!
Ontem nós comemoramos a grande festa da Assunção de Maria ao Céu, e hoje lemos no Evangelho estas palavras de Jesus: "Eu sou o pão vivo que desceu do céu" (Jo 6, 51). Não se pode ficar indiferente a esta correspondência, que gira em torno do símbolo do "céu": Maria foi "assunta" ao local de que seu filho tinha "descido". Evidentemente, esta linguagem, que é bíblica, expressa em termos figurados coisas que não entram completamente no mundo dos nossos conceitos e da nossa imaginação. Mas vamos parar um momento para refletir! Jesus se apresenta como o "pão vivo", ou seja, alimento que contém a própria vida de Deus e é capaz de comunicá-la a quem d’Ele se alimenta, o verdadeiro nutrimento que dá a vida, nutre realmente em profundidade. Jesus diz: "Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo”. Bem, de quem o Filho de Deus tomou esta sua "carne", a sua humanidade concreta e verdadeira? Da Virgem Maria. Deus recebeu d’Ela o corpo humano para entrar na nossa condição mortal. A sua vez, no fim da existência terrena, o corpo da Virgem foi assunto ao céu por Deus e entrou na condição celeste. É uma espécie de intercâmbio, no qual Deus tem sempre a plena iniciativa, mas, como vimos em outras ocasiões, tem também necessidade de Maria, do “sim” da criatura, da sua carne, da sua existência concreta, para preparar a matéria do seu sacrifício: o corpo e o sangue, a ser oferecido na Cruz como instrumento de vida eterna e, no sacramento da Eucaristia, como alimento e bebida espirituais.
Queridos irmãos e irmãs, o que aconteceu a Maria, vale, de outras maneiras, mas realmente, para cada homem e cada mulher, porque a cada um de nós Deus pede acolhê-Lo, colocar à disposição o nosso coração e o nosso corpo, a nossa inteira existência, para que Ele possa habitar no mundo. Convida a unir-nos a Ele no sacramento da Eucaristia, Pão repartido pela vida do mundo, para formar juntos a Igreja, seu corpo histórico. E se dissermos sim, como Maria, na mesma medida desse nosso sim, ocorre também para nós e em nós aquele misterioso intercâmbio: somos admitidos na divindade d’Aquele que assumiu a nossa humanidade. A Eucaristia é o meio, o instrumento desse recíproco transformar-se, que tem sempre Deus como fim e como ator principal: Ele é a Cabeça e nós os membros, Ele é a Videira, nós os ramos. Quem come deste Pão e vive em comunhão com Jesus, deixando-se transformar por Ele e n’Ele, é salvo da morte eterna: certamente morre, como todos, participando também do mistério da Paixão e da Cruz de Cristo, mas não é mais escravo da morte, e ressuscitará no último dia, para desfrutar da festa eterna com Maria e com todos os Santos.
Este mistério, esta festa de Deus começa aqui: é mistério de fé, de esperança e de amor, que se celebra na vida e na liturgia, especialmente eucarística, e se exprime na comunhão fraterna e no serviço ao próximo. Rezemos à Virgem Santa, a fim de que nos ajude a nutrirmos sempre com fé do Pão da vida eterna para experimentar já na terra a alegria do Céu.
[Após o Angelus, o Papa dirigiu-se aos peregrinos em vários idiomas; em português, disse:]
Saúdo os jovens brasileiros da Comunidade Missionária Villareggia e demais peregrinos de língua portuguesa que quiseram participar neste momento diário de louvor e gratidão ao Verbo divino, que Se fez homem no seio da Virgem Maria para ficar connosco todos os dias até ao fim do mundo. Deixai Cristo tomar posse da vossa vida, para serdes cada vez mais vida e presença de Cristo!
[© Copyright 2009 - Libreria Editrice Vaticana]






Beata MARIA SACRÁRIO DE SÃO LUIS GONZAGA


Cor litúrgica: Verde
Ofício do dia de semana
Laudes: Liturgia das Horas: 972
Oração das Horas: 1021
I Vésperas: Liturgia das Horas: 1192-1514
Oração das Horas: 1329-1459
Leituras: Js 24,15-29 – Sl 15(16) – 1 Cor 15,54-57 – Lc 11,27-28
“Deixai vir as crianças e não as impeçais de virem a mim, pois elas é o reino dos Céus”
As crianças ocupam um lugar privilegiado na comunidade cristã, mesmo porque Jesus nos ensina a amar de modo especial os marginalizados, os necessitados.
“Ao pobre que está despido vestir-se-á; à alma que se despe de seus apetites, quereres e não quereres, vesti-la-á Deus com sua pureza, gosto e vontade.”
São João da Cruz – D 96
Carta de Santa Teresa de Jesus em 15
1570 - C 28 - A Diego Ortiz - Sobre algumas cláusulas demasiadamente pesadas, com que este cavalheiro onerava a fundação de Descalças, especialmente em relação ao canto.
SANTO DO DIA

Beato Isidoro Bakanja,
Mártir do Escapulário
O Beato Isidoro Bakanja (Bonkendela- Congo), entre 1880/1890– 15 de Agosto de 1909) foi um católico leigo mártir africano. Foi batizado ainda adolescente, sendo o primeiro católico da sua região. Ainda criança foi obrigado a trabalhar como pedreiro ou nos campos. Converteu-se ao cristianismo em 1906. Recebeu o Escapulário e começou por fazer parte da "Família Carmelitana". Nutriu sempre uma especial devoção a Maria através do Rosário e do Escapulário. Conhecido como Mártir do Escapulário. Zelosamente dedicado à difusão do cristianismo através da oração e de obras de caridade, recusou tirar o Escapulário, sendo, por isso, flagelado sem piedade. Enquanto trabalhava para os colonizadores em uma plantação em Ikili, foi proibido pelo patrão de catequizar os seus companheiros de trabalho que eram pagãos. No dia de 22 de Abril de 1909 o superintendente, depois de rasgar o Escapulário carmelita que Isidoro usava como testemunho visível da sua própria fé cristã, mandou açoitá-lo duramente até sangrar. Apesar das feridas causadas por este castigo, com fé suportava pacientemente e perdoava. Morreu, por consequência dos açoites, no dia 15 de Agosto de 1909, rezando pelo seu algoz. Foi beatificado por João Paulo II no dia 24 de Abril de 1994 durante a Assembléia Especial para a África.
ORAÇÃO: Senhor nosso Deus, fonte e origem de toda a vida, que destes a força do vosso Espírito ao bem-aventurado jovem mártir Beato Isidoro Bakanja para que no martírio proclamasse o amor pelo Escapulário e a fidelidade do perdão, concedei-nos, por sua intercessão, viver sempre fieis à vossa Igreja e a descobrir em cada acontecimento da vida a força e a proteção de Maria nossa Mãe.



S. MAXIMILIANO MARIA KOLBE,
Presbítero e Mártir
Cor litúrgica: Vermelho
Ofício da memória
Liturgia das Horas: 1612-953-1188
Oração das Horas: 1509-1009-1328
Leituras: Js 24, 1-13 – Sl 135 (136) – Mt 19,3-12
“É permitido repudiar a própria mulher por qualquer motivo?”
No casamento, a sexualidade é complementada no compromisso com o cônjuge e com os filhos.
São Maximiliano Maria Kolbe
Raimundo Kolbe nasceu no dia 8 de janeiro de 1894, em Zdunska Wola, na Polônia, numa família de operários profundamente religiosos, que lhe deram pouco conforto material, mas proporcionaram-lhe um ambiente de fé e acolhida da vontade de Deus. Por volta dos nove anos, ajoelhado diante do oratório na modesta casa de seus pais, apareceu-lhe a Virgem Maria, segurando uma flor branca – representando a virgindade – e uma vermelha – simbolizando o martírio – e perguntou-lhe qual preferia; ele, angustiado pela difícil escolha, respondeu: “As duas”. Aos 13 anos, entrou no seminário dos Frades Menores Conventuais e, emitindo sua profissão religiosa, recebeu o nome de Maximiliano Maria. Concluindo os estudos preliminares, foi enviado a Roma para obter doutorado em filosofia e teologia. Em 1917, movido por um incondicional amor a Maria, fundou o movimento de apostolado mariano “Milícia da Imaculada”. A milícia seria uma ferramenta nas mãos da Medianeira Imaculada para a conversão e santificação de muitos.
No ano seguinte, 1918, foi ordenado sacerdote e voltou à sua pátria, onde foi designado para lecionar no Seminário Franciscano, em Cracóvia. Então, organizou o primeiro grupo da milícia fora da Itália. Recebendo a permissão de seus superiores para dedicar-se mais à promoção da milícia e desejoso de que muitas almas conhecessem a Deus e amassem a Nossa Senhora, começou a evangelizar através da imprensa escrita. Em 1922, mesmo sem dispor de recursos financeiros, fundou uma revista mensal intitulada “Cavaleiro da Imaculada”, que poucos anos depois chegava à elevada tiragem de um milhão de exemplares. A esta revista seguiram-se outras iniciativas editoriais: uma revista para crianças, “Pequeno Cavaleiro da Imaculada”; uma revista latina para sacerdotes, “Miles Immaculatae”, e um diário que chamou de “Pequeno Jornal”, com 200 mil exemplares. O apostolado da imprensa era seu carisma. Em 1929, fundou o convento chamado “Niepokalanow”, que significa cidade de Maria. Era um verdadeiro recanto de oração e caloroso posto de trabalho para aqueles franciscanos engajados na evangelização através da imprensa. Dois anos depois, atendendo ao pedido do Santo Padre aos religiosos para auxiliar os esforços missionários da Igreja, foi para o Japão e fundou outra cidade da Imaculada, a “Mugenzai no Sono”. Em Nagasaki fundou também a revista “Cavaleiro da Imaculada”, que, apesar do restrito meio católico, alcançou a tiragem de 50 mil exemplares. Desejava ir para a Índia e para os países árabes e, também lá, fundar revistas e jornais que propagassem a devoção à Imaculada, como instrumento de divulgação do Reino. No entanto, teve de retornar à Polônia, como diretor espiritual de Niepokalanow, em 1936. De 1936 a 1939, início de Segunda Grande Guerra, Maximiliano Kolbe redobrou seu zelo no apostolado da imprensa, enquanto se ocupava também da direção do convento e da formação de 200 jovens. No dia 1º de setembro de 1939, as tropas nazistas tomaram a Polônia de surpresa, destruindo qualquer resistência. Os frades foram dispersos e Niepokalanow foi saqueada. Frei Maximiliano e cerca de 40 outros frades foram levados para os campos de concentração. Na celebração da Imaculada Conceição do mesmo ano foram libertos. Para incriminar Frei Maximiliano Maria Kolbe, a Gestapo permitiu uma impressão final do “Cavaleiro da Imaculada”, em dezembro de 1940. No dia 17 de fevereiro de 1941, foi preso e levado à prisão Pawiak, na Varsóvia, e, ao fim de maio do mesmo ano, foi transferido para o campo de extermínio de Auschwitz, perto de Cracóvia.
Era um campo de horrores. Lá foram mortos, depois de incríveis sofrimentos, quatro milhões de seres humanos. Os judeus e os padres eram os mais perseguidos. Os judeus tinham o direito de viver duas semanas, e os padres católicos, um mês. Em resposta ao ódio dos guardas da prisão, Frei Maximiliano era obediente e sempre pronto a perdoar. E aconselhava os colegas prisioneiros a confiar na Imaculada, a perdoar, a amar os inimigos e orar pelos perseguidores: “O ódio não é a força criativa; a força criativa é o amor”. Era notado pela generosidade em dar o seu alimento aos outros, apesar dos prejuízos da desnutrição que sofria, e por ir sempre ao fim da fila da enfermaria, apesar da tuberculose aguda que o afligia. Na noite de 3 de agosto de 1941, um prisioneiro escapou com sucesso da mesma seção onde Frei Maximiliano estava detido. Em represália, o comandante ordenou a morte por inanição de 10 prisioneiros, escolhidos aleatoriamente. O sargento Franciszek Gajowniczek, que fora escolhido para morrer, gritou lamentando que nunca mais veria a esposa e os filhos. Então, saiu da fila o prisioneiro nº 16670, pedindo ao comandante o favor de poder substituir aquele pai de família. "Minha mulher, meus filhinhos! Não os tornarei a ver!". Movido pelo amor que vence a morte, São Maximiliano Maria Kolbe dirigiu-se ao Oficial com a decisão própria de um mártir da caridade, ou seja, substituir o pai de família e ajudar a morrer os outros nove e, foi aceita, pois se identificou: "Sou um Padre Católico". O comandante perguntou, aos berros, quem era aquele “louco”, e, ao ouvir ser um padre católico, aquiesceu ao pedido. Os 10 prisioneiros, despidos, foram empurrados numa pequena, úmida e totalmente escura cela dos subterrâneos, para morrer de fome. Durante 10 dias Frei Maximiliano conduziu os outros prisioneiros com cânticos e orações, e os consolou um a um na hora da morte. Após esses dias, como ainda estava vivo, recebeu uma injeção letal e partiu para o paraíso. Era o dia 14 de agosto de 1941. O corpo de Maximiliano Kolbe foi cremado e suas cinzas atiradas ao vento. Numa carta, quase prevendo seu fim, escrevera: “Quero ser reduzido a pó pela Imaculada e espalhado pelo vento do mundo”.Ao final da Guerra, começou um movimento pela beatificação do Frei Maximiliano Maria Kolbe, que ocorreu em 17 de outubro de 1971, pelo Papa Paulo VI. Em 1982, na presença de Franciszek Gajowniczek, que sobreviveu aos horrores do campo de concentração, São Maximiliano foi canonizado pelo Papa João Paulo II, como mártir da caridade. Por seu intenso apostolado, é considerado o patrono da imprensa.
ORAÇÃO
Ó Deus, que inflamastes São Maximiliano Maria, presbítero e mártir, com amor à Virgem Imaculada e lhe destes grande zelo pastoral e dedicado ao próximo. Concedei-nos, por sua intercessão, que trabalhemos intensamente pela vossa glória no serviço do próximo, para que nos tornemos semelhantes ao vosso Filho até a morte. Por nosso senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do espírito Santo.
“A posse de Deus por união de amor se alcança pela mortificação total dos vícios e inclinações, e da própria natureza.”
São João da Cruz – Ch 2,32
Carta de Santa Teresa de Jesus em 14
1578 – C 250 – Ao Padre Jerônimo Gracián, em Madrid – Pesar da Santa por ver sofrer o Padre Gracián. O Rei e os Descalços. Conselhos ao Padre Gracián acerca de seu cargo de Visitador. As Monjas penalizadas com os trabalhosdo Padre Gracián. Nas festividades da Virgem “vêm os trabalhos e os alívios, como dons de sua mão.”


5ª-FEIRA DA 19ª. SEMANA DO TEMPO COMUM
Mártires São Hipólito foi um dos escritores mais destacados da Igreja de Roma dos primeiros séculos. Pode ser comparado a Clemente de Alexandria ou Orígenes. Mas por ter escrito suas obras em grego,sua memória ficou bastante diminuída até obscurecer-se quase por completo ao latinizar-se a Igreja ocidental a partir do século IV. Muitas de suas obras perderam-se por esta causa, como seus comentários ao Antigo Testamento, mas ainda se conservam numerosos escritos seus de tipo exegético, apologético ou moral, que compõem um corpo de doutrina sobre os pontos mais importantes da fé católica. Presbítero da Igreja de Roma, entrou em conflito com o Papa Calisto, por pensar que o novo Papa,ao relaxar a legislação demasiado dura sobre o casamento e a penitência, estava abandonando a tradição apostólica. Com este motivo, para justificar sua posição, Hipólito escreveu o tratado sobre "A Tradição Apostólica", fonte de primeira importância, para conhecermos a Igreja de seu tempo. Alguns pensam que esta postura intransigente o levou até o cisma. Ano mais tarde, ao ser assassinado o imperador Severo Alexandre e seu sucessor Maximino reiniciar a perseguição contra os católicos, Hipólito foi desterrado com o Papa Ponciano à ilha insalubre de Sardenha, morrendo assim mártir (+235). , Sardenha, por terem ensinado o Evangelho. Morreram, então, reconciliados em um mesmo testemunho de fé e de caridade. É atribuída a Santo Hipólito uma das mais antigas anáforas eucarísticas conhecidas ainda hoje utilizada no rito etíope e restaurada na liturgia romana.
