Confira a baixo a versão virtual do novo Estatuto Particular da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares da Província São José, aprovados no Definitório Geral da Ordem dos Carmelitas Descalços, na sessão 210, dia 17 de dezembro de 2014 (Prot. 240/ 2014 DF).
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LITURGIA DAS HORAS ON -LINE
quinta-feira, 16 de abril de 2015
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Papa a seminarista doente terminal: serás ordenado e celebrarás Missa!
O
Papa Francisco telefonou a um seminarista italiano, doente terminal: “Estou
contigo. Serás ordenado e celebrarás”.
Roma (RV) – No
final da tarde de terça-feira (14/04), o Papa Francisco telefonou para o
seminarista Salvatore Mellone, de 39 anos: “Salvatore,
eu estou contigo. Serás ordenado e celebrarás Missa”. Doente terminal, ele
terá um sonho realizado: será ordenado diácono esta quarta-feira e, amanhã,
sacerdote, podendo assim celebrar a sua primeira Missa.
Salvatore nunca
abandonou este desejo ao longo de sua convalescênça: “Coroar o caminho
vocacional com a ordenação presbiteral, disse o Bispo de Trani, Dom Giovanni
Pichierri. Também um dia apenas como sacerdote, para ele, seria a realização do
plano de Deus em sua vida”.
O Bispo e a
Congregação do Clero chegaram ao consenso de que ele está preparado, ou melhor,
muito preparado, visto que mesmo na doença nunca perdeu de vista o caminho e
este objetivo. O “plano de Deus”, portanto, será realizado. Esta quarta-feira
(15/04) receberá os ministérios e logo após poderá celebrar a Missa. O fará de
sua cama, em casa, pois suas condições de saúde não oferecem alternativa.
Segundo uma nota
do Arcebispado, será uma celebração especial, que contará com a instalação de
um telão na Igreja Santíssimo Crucifixo de Barletta, a paróquia de Salvatore,
para permitir que todos participem da ordenação. “A casa é pequena, não
existiria espaço para todos, explica a mensagem, que completa: a cerimônia será
uma festa”.
A vida de fé
sempre marcou a vida do jovem, comprometido na vida paroquial como catequista
educador na Ação Católica e uma paixão em escrever (tem carteira de jornalista
e um livro de poesias). Após ter trabalhado em Bolzano (norte da Itália),
decidiu entrar no seminário aos 34 anos. Três anos após, apareceram os
primeiros sinais da doença.
Em agosto de
2014, deu início a tratamentos intensivos, sem nunca querer abandonar seus
compromissos no seminário, “o estudo e o percurso de fé”, e muito mesmo os
amigos e os jovens da paróquia. (JE/La Repubblica)
Papa: A vocação cristã é uma chamada de amor
Mensagem do Papa Francisco para o 52º dia mundial
de oração pelas vocações
Por Redacao
CIDADE DO VATICANO, 14 de Abril
de 2015 (Zenit.org) -
Tema: O êxodo, experiência
fundamental da vocação
Papa: A
vocação cristã é uma chamada de amor
Mensagem
do Papa Francisco para o 52º dia mundial de oração pelas vocações
Por
Redacao
CIDADE
DO VATICANO, 14 de Abril de 2015 (Zenit.org) - Mensagem do Papa Francisco para o 52º dia
mundial de oração pelas vocações
Tema: O
êxodo, experiência fundamental da vocação
Amados
irmãos e irmãs!
O IV
Domingo de Páscoa apresenta-nos o ícone do Bom Pastor, que conhece as suas
ovelhas, chama-as, alimenta-as e condu-las. Há mais de 50 anos que, neste
domingo, vivemos o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Este dia sempre nos
lembra a importância de rezar para que o «dono da messe – como disse Jesus aos
seus discípulos – mande trabalhadores para a sua messe» (Lc 10, 2). Jesus
dá esta ordem no contexto dum envio missionário: além dos doze apóstolos, Ele
chamou mais setenta e dois discípulos, enviando-os em missão dois a dois
(cf. Lc 10,1-16). Com efeito, se a Igreja «é, por sua natureza,
missionária» (Conc. Ecum. Vat. II., Decr. Ad gentes, 2), a vocação cristã só pode nascer dentro duma
experiência de missão. Assim, ouvir e seguir a voz de Cristo Bom Pastor,
deixando-se atrair e conduzir por Ele e consagrando-Lhe a própria vida,
significa permitir que o Espírito Santo nos introduza neste dinamismo
missionário, suscitando em nós o desejo e a coragem jubilosa de oferecer a
nossa vida e gastá-la pela causa do Reino de Deus.
A
oferta da própria vida nesta atitude missionária só é possível se formos capazes
de sair de nós mesmos. Por isso, neste 52º Dia Mundial de Oração pelas
Vocações, gostaria de reflectir precisamente sobre um «êxodo» muito particular
que é a vocação ou, melhor, a nossa resposta à vocação que Deus nos dá. Quando
ouvimos a palavra «êxodo», ao nosso pensamento acodem imediatamente os inícios
da maravilhosa história de amor entre Deus e o povo dos seus filhos, uma
história que passa através dos dias dramáticos da escravidão no Egipto, a
vocação de Moisés, a libertação e o caminho para a Terra Prometida. O segundo
livro da Bíblia – o Êxodo – que narra esta história constitui uma parábola de
toda a história da salvação e também da dinâmica fundamental da fé cristã. Na
verdade, passar da escravidão do homem velho à vida nova em Cristo é a obra
redentora que se realiza em nós por meio da fé (Ef 4, 22-24). Esta
passagem é um real e verdadeiro «êxodo», é o caminho da alma cristã e da Igreja
inteira, a orientação decisiva da existência para o Pai.
Na raiz
de cada vocação cristã, há este movimento fundamental da experiência de fé:
crer significa deixar-se a si mesmo, sair da comodidade e rigidez do próprio eu
para centrar a nossa vida em Jesus Cristo; abandonar como Abraão a própria
terra pondo-se confiadamente a caminho, sabendo que Deus indicará a estrada
para a nova terra. Esta «saída» não deve ser entendida como um desprezo da
própria vida, do próprio sentir, da própria humanidade; pelo contrário, quem se
põe a caminho no seguimento de Cristo encontra a vida em abundância, colocando
tudo de si à disposição de Deus e do seu Reino. Como diz Jesus, «todo aquele
que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos por causa do
meu nome, receberá cem vezes mais e terá por herança a vida eterna» (Mt 19,
29). Tudo isto tem a sua raiz mais profunda no amor. De facto, a vocação cristã
é, antes de mais nada, uma chamada de amor que atrai e reenvia para além de si
mesmo, descentraliza a pessoa, provoca um «êxodo permanente do eu fechado em si
mesmo para a sua libertação no dom de si e, precisamente dessa forma, para o
reencontro de si mesmo, mais ainda para a descoberta de Deus» (Bento
XVI, Carta enc. Deus caritas est, 6).
A
experiência do êxodo é paradigma da vida cristã, particularmente de quem abraça
uma vocação de especial dedicação ao serviço do Evangelho. Consiste numa atitude
sempre renovada de conversão e transformação, em permanecer sempre em caminho,
em passar da morte à vida, como celebramos em toda a liturgia: é o dinamismo
pascal. Fundamentalmente, desde a chamada de Abraão até à de Moisés, desde o
caminho de Israel peregrino no deserto até à conversão pregada pelos profetas,
até à viagem missionária de Jesus que culmina na sua morte e ressurreição, a
vocação é sempre aquela acção de Deus que nos faz sair da nossa situação
inicial, nos liberta de todas as formas de escravidão, nos arranca da rotina e
da indiferença e nos projecta para a alegria da comunhão com Deus e com os
irmãos. Por isso, responder à chamada de Deus é deixar que Ele nos faça sair da
nossa falsa estabilidade para nos pormos a caminho rumo a Jesus Cristo, meta
primeira e última da nossa vida e da nossa felicidade.
Esta
dinâmica do êxodo diz respeito não só à pessoa chamada, mas também à actividade
missionária e evangelizadora da Igreja inteira. Esta é verdadeiramente fiel ao
seu Mestre na medida em que é uma Igreja «em saída», não preocupada consigo
mesma, com as suas próprias estruturas e conquistas, mas sim capaz de ir, de se
mover, de encontrar os filhos de Deus na sua situação real e compadecer-se das
suas feridas. Deus sai de Si mesmo numa dinâmica trinitária de amor, dá-Se
conta da miséria do seu povo e intervém para o libertar (Ex 3, 7). A este
modo de ser e de agir, é chamada também a Igreja: a Igreja que evangeliza sai
ao encontro do homem, anuncia a palavra libertadora do Evangelho, cuida as feridas
das almas e dos corpos com a graça de Deus, levanta os pobres e os
necessitados.
Amados
irmãos e irmãs, este êxodo libertador rumo a Cristo e aos irmãos constitui
também o caminho para a plena compreensão do homem e para o crescimento humano
e social na história. Ouvir e receber a chamada do Senhor não é uma questão
privada e intimista que se possa confundir com a emoção do momento; é um
compromisso concreto, real e total que abraça a nossa existência e a põe ao
serviço da construção do Reino de Deus na terra. Por isso, a vocação cristã,
radicada na contemplação do coração do Pai, impele simultaneamente para o
compromisso solidário a favor da libertação dos irmãos, sobretudo dos mais
pobres. O discípulo de Jesus tem o coração aberto ao seu horizonte sem fim, e a
sua intimidade com o Senhor nunca é uma fuga da vida e do mundo, mas, pelo
contrário, «reveste essencialmente a forma de comunhão missionária» (Exort.
ap. Evangelii gaudium, 23).
Esta
dinâmica de êxodo rumo a Deus e ao homem enche a vida de alegria e significado.
Gostaria de o dizer sobretudo aos mais jovens que, inclusive pela sua idade e a
visão do futuro que se abre diante dos seus olhos, sabem ser disponíveis e
generosos. Às vezes, as incógnitas e preocupações pelo futuro e a incerteza que
afecta o dia-a-dia encerram o risco de paralisar estes seus impulsos, refrear
os seus sonhos, a ponto de pensar que não vale a pena comprometer-se e que o
Deus da fé cristã limita a sua liberdade. Ao invés, queridos jovens, não haja
em vós o medo de sair de vós mesmos e de vos pôr a caminho! O Evangelho é a Palavra
que liberta, transforma e torna mais bela a nossa vida. Como é bom deixar-se
surpreender pela chamada de Deus, acolher a sua Palavra, pôr os passos da vossa
vida nas pegadas de Jesus, na adoração do mistério divino e na generosa
dedicação aos outros! A vossa vida tornar-se-á cada dia mais rica e feliz.
A
Virgem Maria, modelo de toda a vocação, não teve medo de pronunciar o seu «fiat»
à chamada do Senhor. Ela acompanha-nos e guia-nos. Com a generosa coragem da
fé, Maria cantou a alegria de sair de Si mesma e confiar a Deus os seus planos
de vida. A Ela nos dirigimos pedindo para estarmos plenamente disponíveis ao
desígnio que Deus tem para cada um de nós; para crescer em nós o desejo de sair
e caminhar, com solicitude, ao encontro dos outros (cf. Lc 1, 39). A
Virgem Mãe nos proteja e interceda por todos nós.
Vaticano,
29 de Março – Domingo de Ramos – de 2015.
terça-feira, 14 de abril de 2015
MISSÃO EM VALE JEQUITINHONHA
"Nada
é pequeno onde o amor é grande"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
“Fazer
o Amado ser amado”
D. Marcello Romano Diocese de Araçuaí - Vale
do Jequitinhonha
Nestes dias de Semana Santa pudemos
experimentar as maravilhas de Deus nas comunidades Pacheco, Dutra e Vila São
João. Um povo acolhedor e com uma fé viva,
verdadeira. Pois ,diante de todas as dificuldades, testemunham a alegria e partilha
a todo o momento.
Nossa experiência foi de vivenciar juntos,
os dias da Semana Santa (de quarta-feira a domingo). Foram dias de muita manifestação de fé, através da Via Sacra com canto de lamento em veneração à Paixão de Cristo
À Missa do Lava-Pés, realizada com a organização
dos homens no serviço do discipulado, sucedeu-se a vigília até meia noite com momentos
fortes de experiência com Deus.
A Adoração da Santa Cruz e a Via Sacra na Sexta - Feira Santa transcorreram com grande participação popular.
Na Vigília Pascal ocorreu uma maravilhosa atuação de todos acendendo o fogo novo e renovando as promessas batismais.
Após a Santa Missa tivemos um momento de partilha com a
tradicional farofa da região e o entrosamento entre todos com danças e
brincadeiras.
Tivemos também a procissão da Ressurreição,
seguida da Eucaristia no domingo de Páscoa e o café comunitário.
Não podemos deixar de falar das visitas
aos doentes que , mesmo com suas fragilidades, demonstraram a chama acesa do Batismo.
Como nos esquecer do testemunho de Dona
Aninha que disse:
“Pelo amor de Deus gente, não deixa eu morrer sem confissão”! Grande desejo do sacramento!
Emocionou-nos a atitude de cada família que nos
recebeu e rezou conosco. Contemplamos os oratórios e imagens que as famílias
guardam com zelo em suas casas, mostrando a fé simples, porém, sólida, que esse povo tem.
Agradecemos o empenho do Renato em nos levar em
cada lugarzinho pra visitar esta e aquela família.
Com a nossa missão, foi dado início a reza do
terço pelos homens que darão
prosseguimento todas quartas feiras às
18:00 horas.
Fomos acolhidos pelos Lazaristas na partilha feita na cidade de Francisco Badaró, onde reunimos todos os missionários, junto aos
padres Vander e Raimundo, as Filhas da Caridade e o Sr. Bispo Dom Marcello.
Deus abençoe a cada um que nos deu
oportunidade de fazer esta missão.
Nossa gratidão ao Dom Marcello, ao Pe. Raimundo, e , especialmente, a todo povo de
Deus presente nas comunidades Vila São João, Pacheco e Dutra, abrindo suas
casas e corações para juntos celebrarmos
a grande Solenidade da Páscoa do Senhor, podendo de fato crer que Ele está no meio
de nós.
Grande é o amor de Deus que nos reúne e
nos une.
Abraços
e orações
Ana Maria OCDS
José Paulo OCDS
Márcia Andrade OCDS
e Frei Wilson OCD
VIA
SACRA SE INICIA NO CEMITÉRIO E CONTINUA PELAS POUCAS RUAS DA VILA SÃO JOÃO E SE
ENCERRA NO CRUZEIRO ( quarta feira dia 01/04/2015)
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| Via Sacra que se iniciou no cemitério e e se encerrou no cruzeiro |
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| continuou pelas poucas ruas de Vila São João... |
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| e se encerrou no cruzeiro. |
OS MISSIONÁRIOS PARTEM
PARA AS VISITAS: Márcia, Ana e
Paulinho, frei Wilson e Renato morador da vila que nos levou a todos os
lugares.
(quinta feira, dia 02/04 e sábado 04/04)
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| Sr. Renato e Frei Wilson |
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| Ana e Paulo Scarabelli |
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| Márcia e Paulo |
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| MISSA DO LAVA PÉS: COMUNIDADE PACHECO |
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| SEXTA FEIRA DA PAIXÃO NA VILA SÃO JOÃO |
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| VISITAS AOS DOENTES |
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| Dona Ana não quer morrer sem se confessar... momento de muita emoção para todos nós |
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| Sábado: MOMENTO MARIANO NA COMUNIDADE DUTRA |
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CELEBRAÇÃO DO FOGO NOVO
QUEIMA DOS PECADOS
|
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PARTILHA COM D. MARCELLO ROMANO E Pe RAIMUNDO EM FRANCISCO BADARÓ
(Domingo da Ressurreição)
|
"Confesso que estou aprendendo a ser misericordioso"
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| Frei Patrício Sciadini, ocd. |
Superior
carmelita no Egito partilha a própria experiência com a misericórdia, "na
escola do Papa Francisco" e tendo como "secretaria particular"
Santa Teresinha do Menino Jesus.
Por Frei
Patrício Sciadini
CAIRO, 13 de
Abril de 2015 (Zenit.org) - O papa Francisco com seu estilo de professor de
teologia, de místico e de mistagogo nos ensina todos os dias coisas novas e
velhas. Atrai-nos, nos influencia, é um ótimo pedagogo. Ensina mais com os
gestos que com as palavras. As palavras, diziam os antigos latinos, voam e os
exemplos arrastam. Desde o início de seu pontificado o papa tem falado de
misericórdia; uma misericórdia não parcial, mas infinita, sem limites. Uma
misericórdia não circunscrita pelas leis do direito canônico, mas sim pelo
coração aberto de Jesus, aberto pela lança do soldado, no alto da cruz, de onde
correu sangue e água. A água que purifica e o sangue que lava e doa a vida
porque é vida de Jesus. A misericórdia não é coisa que se aprenda em um dia,
mas é necessário o longo noviciado da vida e especialmente é necessário sair da
consciência teórica da misericórdia e descer na vida pratica, no exercício da
misericórdia. É no dia a dia que se aprende que misericórdia é o nosso “pão
cotidiano”, que sem a misericórdia morremos de fome e nos tornamos duros,
insensíveis, intransigentes com os outros e quem sabe desumanos com nós mesmos.
Dizem os
estudiosos que na Bíblia a palavra “misericórdia” aparece mais de 400 vezes.
Claro que eu não fui contar e nem seria capaz de fazê-lo. Mas se for verdade o que dizem, que em cada
página está a palavra misericórdia, eu diria que na Bíblia a palavra
“misericórdia” está por trás de cada palavra sagrada. Não se pode compreender a Palavra de Deus e
nem a Deus, sem a misericórdia. Na minha vida existem três fases bem claras que
gostaria de oferecer aos meus leitores se por acaso estiverem interessados.
A primeira fase,
que eu chamaria da “lei pela lei”, onde eu dizia a mim mesmo e também aos
outros: para que existem as leis? Para
serem observadas então devemos saber observá-las e não interpretá-las. Quem
erra pague pelos seus erros. Uma fase terrível onde o coração era de pedra,
duro, mais com os outros do que comigo, mesmo porque sempre há duas leis: uma
para os irmãos e uma para os amigos, e quem sabe uma terceira para si mesmo.
A segunda fase
da minha vida foi quando comecei a compreender uma palavra do Evangelho “Bem
aventurados os misericordiosos porque encontrarão misericórdia”. Essas palavras
de Jesus me escandalizaram bastante, mas comecei a entender, dentro desta
dinâmica, que é necessário descer do pedestal do próprio orgulho e da própria
“impecabilidade”. Descobri isso quando comecei a cometer pecados e a sentir
sobre os meus ombros a dureza e incompreensão dos confessores, dos professores,
dos mestres de Israel. Vi que só sentindo o olhar benigno de Deus sobre mim
mesmo, pecador, podia recomeçar o caminho. E como sacerdote e confessor, decidi
então nunca usar a mão da lei, mas sim o coração da misericórdia. E deu certo.
Levantar-me dos meus erros e com Teresa D’ Ávila dizer “cantarei as
misericórdias do Senhor”.
A terceira fase
é aquela que estou vivendo. Compreendi a misericórdia quando comecei a meditar
“que Deus não quer sacrifícios, mas misericórdia” e me ajudou Teresa do Menino
Jesus e a grande Oração ao Amor Misericordioso de Deus onde a pequena Teresa se
oferece vítima não à justiça de Deus, mas à misericórdia de Deus. É a fase mais
bela da vida. Por que condenar? Por que deixar pesar sobre os ombros dos outros
o próprio peso da condenação quando Jesus deu todo o seu sangue para nos
perdoar. O melhor caminho para a conversão não é condenar o outro, mas
abraça-lo no amor e abrir as portas do coração e da casa como fez o pai para o
filho pródigo que voltava depois de ter gasto tudo em coisas estúpidas da vida.
Lc 15. Ser misericordioso quer dizer: posso estar errado e se alguém quer
atirar as pedras sejam elas bem vindas e por misericórdia não vou devolvê-las.
Significa reconhecer o erro, o pecado, mas dizer sempre para o pecador
“coragem, está perdoado, vá em frente”.
Aliás, o
evangelista João em sua carta, sintetiza a misericórdia com palavras que
deveriam ser gravadas sobre todos os confessionários, não neste Ano da
Misericórdia, mas sempre: “se em alguma coisa o teu coração te condena, recorda
que o coração de Deus é maior do que o teu”. Somente assim podemos sentir o
olhar de Deus que penetra no mais profundo de nós mesmos. Mas não nos condena,
estende as suas mãos para nos chamar, para nos abraçar e para nos doar o seu
amor.
Na escola do
papa Francisco nós aprendemos a gritar contra o mal, contra os mafiosos, os
narcotraficantes de drogas e de vidas, mas também aprendemos a dizer a todos:
convertam-se, Deus é amor e misericórdia! Já estou no ocaso da vida, 70 anos, e
ainda me falta uma fase para aprender a misericórdia. A fase mais bela, a que
podemos aprender e que o mestre São João da Cruz apresenta na sua oração da
Alma Enamorada onde diz: “Senhor, se não encontra em mim nada que te agrade, te
ofereço os meus pecados, faça neles o que deseja”. Isto é, que sejam destruídos,
anulados, queimados no fogo da misericórdia. Para aprender esta quarta fase da
misericórdia, devo ainda me sentar não no banco dos juízes, mas dos advogados
dos pecadores e no banco dos réus, dos pecadores. Ainda me perdoem se cito a
minha “secretaria particular” Santa Teresinha: “para compreender os pecadores
devemos sentar-nos à mesa dos pecadores”.
Caminhemos neste
Ano da Misericórdia para chegarmos a fazer da misericórdia o pão de cada dia,
que nunca falte nem na nossa mesa e nem na mesa dos outros e que possamos
sempre condenar os erros, mas nunca o pecador. Afinal, não se atraem os
pecadores com pedradas, mas com amor. Bem dizia a minha mãe Domenica: “se
apanham mais mosquitos com uma gota de mel do que com um barril de vinagre”.
A gota de mel é
a misericórdia.
domingo, 12 de abril de 2015
Noticias da Comunidade Santa Teresinha Do Menino Jesus de Passos
Estudo da Lectio Divina com nossa Irmã Janete,
que nos ajudou muito com sua experiencia pessoal e sabedoria ,
alem de nos proporcionar momentos de ensino, oração e partilha.
Comunidade Reunida na capela São José, muita paz na tarde de sábado dia 11/4,
estudando o V capitulo-TEMA do nosso livor de ADMISSÃO OCDS.
' Quem não caminha , regride...anda pra trás...!"
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| Irma Janete do Espirito Santo |
Presidente da OCDS visita a Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus, em Teresina-PI
O Presidente da OCDS - Província São José esteve nos dias 10 e 11/04/2015 visitando a Comunidade Santa Teresinha, em Teresina-PI, onde fez um estudo sobre o novo Estatuto Particular da OCDS, aprovado no Definitório em dezembro/2014. Na ocasião, participou da Pascuella com as monjas do Carmelo Santa Teresa de Jesus, com missa onde os membros da comunidade renovaram suas promessas.
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| Brasão da Comunidade de Teresina pintado pelas monjas na toalha de mesa |
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| Estudo do Estatuto da OCDS |
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| Com os membros da Comunidade Santa Teresinha |
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| Momento da Renovação das Promessas |
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| Monjas do Carmelo Santa Teresa de Jesus, de Teresina-PI |
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| Pe. Júlio |
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| Foto oficial |
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