sábado, 11 de julho de 2009

Liturgia - 12 de julho - 15o. DOMINGO DO TEMPO COMUM



Cor litúrgica: Verde

Ofício dominical comum
III Semana do Saltério
Liturgia das Horas
: 898
Oração das Horas: 945

Leituras: AM 7,12-15 – Sl 84(85) – Ef 1,3-14 (Ef 1,3-10) – Mc 6,7-13
“Jesus chamou a si os Doze e começou a enviá-los dois a dois.”
Os enviados que confiam mais em seus próprios meios e equipamentos do que na força da mensagem a comunicar, perdem a sua credibilidade.

“Mais agrada a Deus uma obra, por pequena que seja, feita às escondidas e sem pretensão de que se saiba, do que mil feitas com desejos de que os homens as saibam: pois quem trabalha por Deus com amor puríssimo, não somente não se lhe dá que os homens o vejam, mas nem mesmo faz as obras para que as saiba o próprio Deus.”
São João da Cruz – D 20


"Por isso, não vem a esta casa quem não está voltado para o serviço de Deus, pois nela não encontra consolo nem contenta as religiosas. As Monjas só sabem falar de Deus. razão por que só as entende e é entendido quem fala a mesma linguagem. Guardamos a regra de Nossa Senhora do Carmo, sem mitigação, tal como a redigiu Frei Hugo Cardeal de Santa Sabina, em 1248, no quinto ano do Pontificado do Papa Inocêncio IV."
Santa Teresa de Jesus - V 36,26


SANTOS DO DIA



Luís Martin (1823-1894) e Zélia Guérin (1831-1877)
Beatos


Ele era relojoeiro; ela rendeira: de origem burguesa, santos por eleição. São eles: Luís Martin (1823-1894) e Zélia Guérin (1831-1877) os pais de Teresa do Menino Jesus. É o segundo casal de esposos depois de Luís e Maria Beltrame Quattrocchi, beatificados em 2001 por João Paulo II que é elevado às honras dos altares. Ambos eram filhos de militares e foram educados num ambiente disciplinado, severo, muito rigoroso e marcado por um certo jansenismo ainda rastejante na França da época. Os dois receberam uma educação de cunho religioso: nos Irmãos das escolas cristãs, Luís; nas Irmãs da adoração perpétua, Zélia. Ao terminar os estudos, no momento de escolher o próprio futuro, Luís orientou-se para a aprendizagem do ofício de relojoeiro, não obstante o exemplo do pai, conhecido oficial do exército napoleônico. Zélia, inicialmente, ajudava a mãe na administração da loja de família. Depois, especializou-se no "ponto de Alençon" na escola que ensina a tecer rendas. Em poucos anos os seus esforços foram premiados: abriu uma modesta fábrica para a produção de rendas e obteve um discreto sucesso. Ambos nutrem desde a adolescência o desejo de entrar numa comunidade religiosa. Ele experimentou pedir para ser admitido entre os cônegos regulares de Santo Agostinho do hospício do Grande São Bernardo nos Alpes suíços, mas não foi aceite porque não conhecia o latim. Também ela tenta entrar nas Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, mas compreende que não é a sua estrada. Durante três anos Luís vive em Paris, hóspede de parentes, para aperfeiçoar a sua formação de relojoeiro. Naquele período foi submetido a muitas solicitações por parte do ambiente parisiense impregnado de impulsos revolucionários. Aproximou-se até de uma associação secreta, mas afastou-se imediatamente. Insatisfeito com o clima que se respirava na capital, transferiu-se para Alençon, onde iniciou a sua atividade, conduzindo até à idade de 32 anos um estilo de vida quase ascético. Entretanto, Zélia, com a receita da sua empresa, manteve toda a família, vendendo rendas para a alta sociedade parisiense. O encontro entre os dois acontece em 1858 na ponte de São Leonardo em Alençon. Ao ver Luís, Zélia percebeu distintamente que ele seria o homem da sua vida. Após poucos meses de noivado, casam. Conduzem uma vida conjugal no seguimento do Evangelho, ritmada pela missa quotidiana, pela oração pessoal e comunitária, pela confissão frequente, pela participação na vida paroquial. Da sua união nascem nove filhos, quatro dos quais morrem prematuramente. Entre as cinco filhas que sobreviveram, está Teresa, a futura santa, que nasceu em 1873. As recordações da carmelita sobre os seus pais são uma fonte preciosa para compreender a sua santidade. A família Martin educou as suas filhas a tornar-se não só boas cristãs mas também honestas cidadãs. Aos 45 anos Zélia recebe a terrível notícia de que tinha um tumor no seio. Viveu a doença com firme esperança cristã até à morte ocorrida em Agosto de 1877. Com 54 anos, Luís teve que se ocupar sozinho da família. A primogênita tem 17 anos e a última, Teresa, tem 4 e meio. Então, transferiu-se para Lisieux, onde morava o irmão de Zélia. Deste modo, as filhas receberam os cuidados da tia Celina. Entre os anos de 1882 e 1887 Luís acompanhou as três filhas ao Carmelo. O sacrifício maior para ele foi afastar-se de Teresa que entra para as carmelitas com apenas 15 anos. Luís foi atingido por uma enfermidade que o tornou inválido e que o levou à perda das faculdades mentais. Foi internado no sanatório de Caen. Morreu em Julho de 1894.
Os Pais de Santa Teresa do Menino Jesus, viveram uma vida exemplar como cristãos, como casal e como pais preocupados com a santidade dos filhos.
No dia Mundial das Missões, em Lisieux, na basílica dedicada precisamente à sua filha, os pais de Santa Teresinha, Luís Martin e Zélia Guérin foram beatificados por Bento XVI a 19 de outubro de 2008 em cerimônia presidida pelo cardeal José Saraiva Martins. Na ocasião Saraiva Martins conclamou as famílias presentes "para que imitem os dois esposos e se tornem eles próprios lares santos e missionários." Foi o segundo casal a ser beatificado pela Igreja Católica



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