domingo, 17 de agosto de 2008

MARIA E JOSÉ


Não há momento mais propício para falar de Maria e José do que nesta segunda semana de agosto, onde se celebra em toda a Igreja a Semana da Família, a qual se iniciou em 10 de agosto e se encerra hoje, dia 16/08.
Nestes tempos em que o instituto da família está sendo tão desvalorizado pela sociedade, devido às mudanças de costumes, de valores, onde não se tem mais idéia da importância da família dentro da sociedade, onde as pessoas não querem mais se casar, não querem mais ter filhos, só se preocupam consigo mesmo e com suas carreiras profissionais, não querem ter trabalho com crianças, mas apenas com seus cachorros, então vem sabiamente a Igreja e, através da semana da Família, vem dizer que a família é importante, e que constitui um dos bens mais preciosos da humanidade.
É na família onde tudo deve começar, é na família que devemos aprender os verdadeiros valores, o valor da vida, o valor da liberdade, o valor da responsabilidade. Mas infelizmente encontramos muitas vezes o oposto disso, as mães abortam seus filhos, abandonam seus filhos, jogam até pela janela, não se tem mais o sentido da vida. Ou então não sabem usar sua liberdade, não sabem ensinar seus filhos a usar a liberdade. Hoje tudo pode, tudo é permitido, desde que você se dê bem!!! É um absurdo. E essa mentalidade é que faz com que se gere a violência, a criminalidade, pois as pessoas não querem saber dos direitos dos outros, não respeitam o outro, só pensam em si mesmas.
Hoje os pais não querem ter responsabilidade para com os filhos, jogam suas responsabilidades para a escola, lavam as mãos, trabalham muito para dar o melhor colégio e não dão o mais importante, que é a presença. Dessa forma, fazem com que os filhos também não tenham responsabilidade consigo mesmos, não tenham responsabilidade pelos seus atos, não assumindo as conseqüências dos seus atos e, por isso fogem através da bebida, fogem através das drogas, fogem através do consumismo, fogem através da sensualidade e da sexualidade desordenada.
É uma pena, infelizmente. Mas o que fazer diante desta realidade? Só nos resta uma coisa a fazer, olhar o exemplo de José e de Maria, o exemplo da Sagrada Família. Uma família que soube viver a vontade de Deus nas suas vidas, que permaneceu unida, que permaneceu fiel, que obedeceu a Deus, mesmo com todas as dificuldades.
José, homem justo, modelo de pai, homem de fé, trabalhador, sustentava a sua família com o seu trabalho, protegeu sua família levando-a para o Egito, sofreu com Maria, preocupou-se com Maria, quando o menino Jesus se perdeu no templo. Ele não disse para Maria, vai que o filho é teu, não tenho nada a ver com isso, como fazem os pais de hoje, ele voltou com ela para procurar o menino em Jerusalém. O que falta é isso, essa cumplicidade, esse companheirismo, essa partilha de alegrias e sofrimentos.
Maria, modelo de esposa, também é exemplo a ser seguido, com sua ternura, com sua feminilidade, com seu silêncio. Mas também não pensem que Maria era uma “Amélia”! Maria era uma mulher corajosa, ele disse SIM para ser a mãe de Jesus, quando poderia morrer apedrejada, pois ainda não estava casada. Foi uma mulher de fé, porque acreditou nas promessas de Deus. Uma mulher de serviço ao próximo, não hesitando em partir apressadamente para ajudar sua prima Isabel, mesmo estando ela grávida. Uma mulher que sofreu, mas que aceitou a vontade de Deus com alegria. Sofreu porque teve que dar à luz ao seu filho num estábulo, em péssimas condições, sofreu porque teve abandonar tudo e viver em terras estrangeiras para preservar a vida de Jesus, e o pior, sofreu porque teve que ver seu filho ser perseguido, espancado, humilhado e morto em uma cruz como um bandido. Essa foi Maria, uma mulher forte, que permaneceu em pé diante da Cruz.
Esse é o modelo de família que nós temos que nos espelhar. Peçamos, portanto, a Deus a graça de vivermos como a Sagrada Família, seguindo sua vontade com fé e alegria. Amém!


Luciano Dídimo

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