segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

CELEBRANDO O ANIVERSÁRIO DA "MAIOR SANTA DOS TEMPOS MODERNOS"





A Igreja aguardou por muito tempo aquela que seria “a maior santa dos tempos modernos”, segundo a expressão do Papa São Pio X. Há 144 anos, uma carmelita descalça com um feminismo juvenil, viveu e explanou de forma simples e ao mesmo tempo profunda a sua maneira de ver e viver a doutrina evangélica (Obras Completas de Santa Teresa do Menino Jesus, Editora Paulus).

Seu nome era Maria Francisca Teresa Martin. Nasceu no dia 02 de Janeiro de 1873, às 23h na rua Saint Blaise, 36 em Aleçon, pequeno povoado francês na Região da Baixa Normandia.

Anos turbulentos precederam o nascimento de Santa Teresinha, tanto para seus pais São Luís Martin e Santa Zélia Guerín (declarados Santos pelo Papa Francisco em 18 de outubro de 2015), como também para França.

A França, em 16 de julho de 1870, declara guerra à Prússia, mas, o exército francês era muito mal preparado e a derrota é inevitável. O exército prussiano invade progressivamente a França e acaba se aproximando do território francês. Em janeiro de 1871, os prussianos entram em Aleçon e um bombardeio cai sobre a cidade. Luís e Zélia se refugiam no porão e depois são obrigados a abrigar em sua casa nove soldados inimigos. Finalmente, os prussianos são derrotados. Porém a cidade está praticamente destruída.

Em 27 de janeiro de 1871, o cessar fogo é assinado. Um armistício com os prussianos é assinado, mas, a guerra deixa marcas. É neste contexto pós-guerra que é anunciada a gravidez da mãe de Santa Teresinha do Menino Jesus. A santa menina um dia será descrita por sua mãe, Zélia, como uma “obra prima da natureza e da graça”.

Sua mãe, Santa Zélia, ainda traumatizada pela morte da filha anterior, chamada também Teresa, tem constantes pesadelos por medo de perdê-la. Mas é com total abandono e confiança no bom Deus que dirá: “Espero que essa criança venha com saúde: a infelicidade não pode estar sempre à mesma porta. De qualquer maneira, que a vontade do bom Deus seja feita”.

Mas, é também um tempo de felicidade que ela relata: “Quando estava grávida, dela observei uma coisa que jamais me ocorrera com meus outros filhos: sempre que eu cantava, ela cantava comigo. Conto isso somente a você: ninguém acreditaria em mim” (Correspondance familiale 1863-1885, Editions du Cerf, 2004. Do livro Luis e Zélia Martin, autora Hélene Mongin).

Seu nascimento se deu então durante o inverno. Na madrugada de 02 de janeiro de 1873 veio ao mundo a nona filha do casal Martín. As filhas mais velhas, Maria e Paulina, tinham vindo do convento das Visitandinas que ficava em Les Mans para passar o feriado do Natal em casa com os pais. Depois do desapontamento inicial pelo fato de não ser o menino tão esperado – o futuro sacerdote da família fora ainda negado – rapidamente esse pensamento foi dissipado e o que se seguiu foi uma grande alegria! A pequena Teresa foi recebida como um presente especial do Céu. O pai logo a chamou de “minha pequena rainha”. Ao longo do dia, uma fina chuva caiu na cidade de Aleçon. A “rainhazinha” foi de fato bem recebida naquela manhã de inverno e, no decorrer do dia, uma pobre cantora tocou timidamente à porta do feliz lar e apresentou um papel com a seguinte estrofe:

"Sorria e cresça rapidamente, todos te chamam de alegria, doce amor e ternura, Sorria alegremente ao amanhecer, pois tu serás uma majestosa rosa".

Era uma profecia encantadora, pois o broto desdobrou suas pétalas e se tornou uma rosa - uma rosa de amor - mas não por muito tempo, "pelo espaço de uma manhã".




(SOEUR THÉRÈSE OF LISIEUX, THE LITTLE FLOWER OF JESUS
A NEW AND COMPLETE TRANSLATION OF L'HISTOIRE D'UNE ÂME, WITH AN ACCOUNT OF SOME FAVOURS ATTRIBUTED TO THE INTERCESSION OF SOEUR THÉRÈSE
EDITED BY T. N. TAYLOR: PRIEST OF THE ARCHDIOCESE OF GLASGOW: WITNESS BEFORE THE TRIBUNAL OF THE BEATIFICATION
BURNS, OATES & WASHBOURNE LD.
TWENTY-EIGHT ORCHARD STREET, LONDON, W., AND EIGHT TO TEN PATERNOSTER ROW, LONDON, E.C.)

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